Disclaimer: Nem KHR, nem a OC me pertencem.

Aviso I: Se não gosta de OCs, ou tente dar uma chance à fic, ou não leia mesmo.

Aviso II : Fic única e exclusivamente para Srta. Abracadabra.

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Shoichi x OC

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Our Time Now

Take my heart, I'll take your hand.
(Plain White T's)

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Nervous hands and anxious smiles

— Kitsune, esse é Irie Shoichi. Trabalhará aqui com você a partir de agora na seção de Desenvolvimento Tecnológico. – E quando ela desviou a atenção do computador à sua frente para olhá-lo, não conseguiu evitar um levantar de sobrancelhas. Era um ruivo, de óculos e headphones que ela estava encarando?

Levantou-se da cadeira, atrapalhadamente. E estendeu a mão para ele.

— Itsuki Kitsune. – Ele apertou.

Mãos nervosas e sorrisos ansiosos. Essa era a maior lembrança que ambos guardariam do primeiro contato.

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I can feel you breathing

Ele estava calmamente digitando alguma coisa no computador, com a cabeça apoiada em uma mão e, ah!, com os headphones... (Não, Kitsune, olhe para o computador!) Seus olhos estavam quase se fechando. No mínimo, ficara resolvendo coisas do trabalho até tarde... (Coisa que você deveria estar fazendo, Kitsune! Pare de olhar para ele!) Bocejou, afastando um pouco o teclado para que pudesse apoiar a cabeça na mesa e começou a fechar os olhos... (Kitsune! Pare de olhar obcecadamente para ele, sua stalker!)

Por fim, a garota voltou a atenção para o computador. Mas... o que era para fazer mesmo?

— Você tem que clicar ali. – Congelou. Não era ele que estava ali atrás dela, era? Mas ela não pode ser virar para conferir. Afinal, só conseguia ver um braço passando ao lado dela direto para o mouse. E, logo depois, um rosto ao lado do seu. Arriscou olhar para o lado com o canto do olho e... Sim! Era ele! Voltou os olhos rapidamente para a tela do computador, onde finalmente lembrava do que teria que fazer. Mas não iria pará-lo. Não mesmo. – Viu? Agora você faz assim...

— Ah! Ésimagoraeuentendosim. – Falou, atropelando-se nas palavras e sentido a respiração acelerar. Ele sorriu.

E, de repente, (aimeuDeus, aimeuDeus), ela sentiu a respiração dele em seu pescoço. Não conseguiu evitar pular, com o tremendo arrepio que percorreu sua espinha. E logo ambos estavam de pé. Ele passando a mão pelos cabelos (ruivos!), sorrindo nervosamente e corado. Ela, encarando o chão, sorrindo nervosamente e corada.

E esse foi só o segundo contato.

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Turn up the music

Kitsune franziu o cenho. Precisava dar um recado à Shoichi, mas não o achava em lugar nenhum. O procurou por todo o prédio, mas nem sinal dele. Bem, todo o prédio, exceto... Ele não estaria lá fora, estaria?

Estava. No instante em que ela foi para fora, o viu encostado em uma árvore, de costas para ela. Sorriu, indo até ele.

— Sho-chan? – Chamou, aproximando-se da árvore, mas não indo até a frente dele. – Nossa supervisora pediu para eu chamá-lo, ela quer lhe falar sobre o novo trabalho que irá fazer e parece que te ajudarei nesse também, já que já terminei o meu antigo projeto e, bem, espero que façamos um bom trabalho juntos, não é? Ahn... – Continuara a falar, mas... por que não havia resposta? Franziu o cenho e foi para a frente dele. Sorriu.

Ele estava com os headphones, meio tortos, conectados a um de seus inúmeros aparelhos de música, o cabelo estava incrivelmente bagunçado, os óculos estavam quase caindo de seu rosto e os olhos estavam fechados. Ressonava. Kitsune se agachou, ficando na altura dele. Encarou-o por alguns instantes, mordendo o lábio inferior.

— E se eu... – Murmurou para si mesma, indecisa.

Até que, com mãos levemente trêmulas, ajeitou os óculos dele. Nenhum movimento do mesmo. Com mãos um pouco mais firmes, deixou os dedos passarem pelas mechas ruivas, não exatamente as arrumando, só... passando. Ela teria visto um pequeno sorriso? Não, não... E, por fim, ajeitou os headphones, virando um dos fones para o seu lado. O sorriso teria aumentado? Imaginou que não. Um pouco hesitante, sentou-se ao lado dele, encostando-se na árvore também. E, calmamente, deixou sua cabeça pender até sua orelha encostar-se no fone, o queixo apoiar-se no ombro dele e a música invadi-la. Fechou os olhos.

Aumente a música. – Murmurou.

— Claro.

E nenhum dos dois precisou olhar para o outro para ver o sorriso que estava em ambos os rostos pelo terceiro contato.

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Take my heart, I'll take your hand.

E eles beijavam e beijavam e mordiam e lambiam e arfavam e suspiravam. E se perguntavam como foram parar ali e não sabiam se foi quando ele a parou quando ela estava saindo de uma agradável conversa na casa dele e se foi quando o olhar deles se encontraram por várias vezes naquele dia e se foi porque eles já tinham que estar ali há muito tempo no primeiro contato e... por deuses!, era tão bom. E os dedos percorriam bochechas e lábios e pescoços e ah!, as mordidas e o beijo e a língua e tudo. E pensar... pensar? Como? Todos os pensamentos já estavam ocupados com todos aqueles contatos.

Uma blusa feminina no chão. Uma blusa masculina no chão. Arfavam. Encararam-se. Sorriram. Coraram. E voltaram a sentir o lábio de um no lábio da outra. Deveriam estar fazendo isso? Precisavam estar fazendo isso. Mas, só para não deixar dúvidas, ele pegou a mão-pequena-de-mulher dela e colocou-a no seu peito-não-musculoso-de-nerd. Tum-tum.

Pegue meu coração, eu vou pegar sua mão. – Sussurrou.

Mão-na-mão-no-peito. Qual era o número daquele contato mesmo?

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N/A: Ae, ae, ae! Segundo capítulo finalmente terminado! E nunca mais duvide de mim, Morgana. Mas sim, eu escolhi essa música porque... sei lá pareceu-me combinar com eles. Ia ter mais uma parte com 'Finally is our time now' e tals, mas eu não consegui fazer nada com isso, desculpa. Enfim, de uma forma estranha eu gostei desse capítulo. E adorei escrever com esse casal. Espero que tenha gostado, Morg.

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