Disclaimer: Nem KHR, nem a OC me pertencem.
Aviso I: Se não gosta de OCs, ou tente dar uma chance à fic, ou não leia mesmo.
Aviso II : Fic única e exclusivamente para Srta. Abracadabra.
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Gamma x OC
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Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off
I've got more wit, a better kiss, a hotter touch, a better fuck.
(Panic! at the Disco)
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Well is it still me that makes you sweat?
Mordeu o lábio inferior, como na primeira vez. Ele a encarava com um sorriso divertido. O corpo dela ainda estava no alerta de quem acabara de tomar um susto. Pega no flagra, como na primeira vez. Mas, dessa vez, era muito pior. Ele inclinou-se um pouco, até seu rosto ficar na altura do dela. E ela só não queria pensar como isso lembrava a primeira vez.
— O que faz aqui, Cecília? – Falou, frisado o nome-que-ela-não-gostava.
"O que faz aqui, garota?", ele tinha dito da primeira vez. E, novamente, ela abriu e fechou a boca algumas vezes antes de dizer a única coisa que viera à sua mente.
"— É Elektra. -" Respondeu, num déjà vu perfeito.
E ele franziu o cenho. Mas, dessa vez, não foi de um modo divertido e curioso. Parecia mais triste e desconfiado, mas ela preferiu não pensar nisso.
— Não deveria mais chamar-se assim, deveria? – Perguntou e ela não conseguiu evitar um suspiro ao perceber que já não era mais como da primeira vez.
"É um bom nome."
— Continuo gostando mais desse nome do que do meu. – Deu de ombros, tentando parecer o mais normal possível.
Gamma suspirou.
"— Estava me observando enquanto eu treinava? -" Arregalou os olhos e fechou o maxilar com força. Por que ele continuava a lhe perguntar coisas tão constrangedoras?
"— Não, é que... Você sabe... Você usa eletricidade e é muito leg-"
E as pontas daqueles dedos tão firmes tocaram seu ombro como tinham tocado há tempos. O mesmo sorriso malandro apareceu no rosto dele quando sentiu seus dedos deslizarem com facilidade pela pele dela.
"Está suando tanto assim por minha causa?" era o que ele tinha dito.
— Ainda sou eu quem te faz suar? – Foi o que ele disse.
E, diferente da primeira vez, Elektra só deu meia-volta e correu.
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Am I who you think about in bed?
Viu o estranho sair pela porta. Um pouco antes, segurara-o procurando um rosto que não estava ali. Vestiu as roupas que estavam espalhadas pelo chão. Um pouco antes, procurara por olhos confiantes em vão. Levantou-se e abriu a porta do quarto.
Encarou o chão, desconcertada.
Esperando-a, encostado na parede à frente, estava Gamma. Os braços cruzados. Encararam-se, antes de ela sentir o cheiro de sexo em si mesma e baixar os olhos.
— Eu sou quem você pensa quando está na cama?
Mas ela já andava apressadamente. Ambos com a mesma resposta na cabeça. (Sim.)
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Well then think of what you did…
Já não conseguia se lembrar direito do porquê de ter acabado seja-lá-o-que-tinham. Cenas desconexas a invadiam. Às vezes, lembrava-se de si mesma franzindo o cenho ao vê-lo classificar seja-lá-o-que-tinham dessa mesma forma. Só não conseguia lembrar-se do porquê de isso ter importância. Não era ela mesma que estava tendo vários 'seja-lá-o-que-temos'? Às vezes, lembrava-se de si mesma baixando os olhos ao vê-lo distribuindo cortejos. Mas... os principais, os especiais não eram dedicados somente à ela? Então por que tinha tanta importância? Outras vezes, lembrava-se de brigas e de gritos. Mas seu nome era Elektra e ele usava eletricidade. Brigar era quase inevitável. E quando ela pensava no que havia feito, só conseguia descobrir que não havia motivo nenhum para isso.
Mas voltar atrás? Não era um dos ensinamentos de Gamma nunca fazer isso?
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When the lights are dim and your heart is racing as you're fingers touch your skin.
Gamma desligou as luzes do quarto. Elektra sentou-se na cama, no escuro. Ele sorriu. Ela abraçou as pernas. Naquela mesma sede, naquele mesmo andar, mas, e por que mesmo?, em quartos diferentes, a mesma lembrança invadiu-lhes a mente.
As luzes estavam turvas...
E ela, de olhos fechados, deitada, nem notou quando ele entrou. Quando sentiu uma respiração próxima e um 'alguém-a-mais' na cama, pensou que sonhava. "Então é que aqui que se esconde." Ouviu-o falar, enquanto ria. E aquela voz era tão rouca e tão calma e tão... elétrica. Era um sonho bom. "E aí? Qual o seu nome mesmo?" e Elektra só franziu o cenho, porque, se aquele era um sonho bom, não tinha que falar coisas desagradáveis, tinha? Mas suspirou, não ia irritar-se por isso. "Cecília." Fazendo uma careta. Não sabia dizer como sabia, mas ele sorrira. "Por que Elektra?" e ela nunca admitiria, por mais óbvio que fosse, se aquele não fosse apenas um sonho bom. "Por você." E riu consigo mesma ao pensar que, se estivesse acordada, e ele estivesse mesmo ali, a cara que ele faria seria bastante engraçada. "Por que me observa?" "Porque te amo." "Simples assim?" "Acha que tem algo mais complicado?" "Faz alguma ideia de que não está dormindo?" e, de repente, ela congelou. Arregalou os olhos e viu uma forma ali, ao lado dela, na penumbra, na cama. "Ga-", mas lábios elétricos já estavam sobre os seus. "Seu coração está acelerado." Ele murmurou, ao deitar-se sobre ela, ao afastar milimetricamente seus lábios elétricos, ao encará-la mesmo na penumbra. E ela só não disse mais nada.
... enquanto seus dedos (elétricos) tocavam sua pele.
Ligaram as luzes. Pena que só eram lembranças...
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I've got more wit, a better kiss, a hotter touch, a better fuck.
E novamente Gamma a encarava na parede em frente ao quarto. Não conseguia segurar um sorriso nervoso, nem um menear de cabeça. Elektra passava a mão nervosamente pela nuca. Ela cheirava a sexo e o retardado que acabara de sair do quarto dela comprovava isso. Depois de alguns segundos de puro silêncio e tensão, ela se virou e entrou no quarto. Gamma arqueou a sobrancelha.
Entrou em seguida.
— Gamma? O que... – Mas a voz morreu na garganta da garota. Não tinha muito que falar, tinha?
— Por que continua com isso? – Falou, calmo e pacientemente, enquanto andava até ela.
— Do que você...
— Eu tenho mais inteligência. – Revirou os olhos, aproximando-se mais de Elektra, que permaneceu imóvel, em frente à cama.
Gamma sorriu. Nem ele mesmo sabia o que estava fazendo quando a enlaçou pela cintura com um braço.
— Um beijo melhor. – Murmurou, com os lábios já a centímetros dos dela. A mão livre afundou-se nos cabelos loiro-escuros, enquanto sua língua já deslizava pela boca quente de Elektra.
Sorriu por dentro quando se sentiu arrepiar pelos dedos femininos em sua nuca. Definitivamente, não havia nome melhor para ela e suas correntes elétricas que pareciam estar em cada ponta de seu corpo. Por que, afinal, ela tinha decidido terminar o que tinham mesmo?
Deixou-se cair na cama, sobre ela.
— Um toque mais quente. – Sussurrou, deixando as mãos embrenharem-se por baixo da blusa frouxa que ela usava. Pele fria na pele quente.
Blusa no chão. Lábios nos lábios. Ponta dos dedos nas costas. Mais algumas roupas no chão. Unhas no ombro. Lábios deslizando. E mais um sussurro.
— Um sexo melhor.
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You know it will always just be me.
Piscou algumas vezes antes de, por fim, abrir os olhos. Bocejou, sentindo arrepios de frio. Franziu o cenho. Ao lado da cama, no chão, seu lençol e... suas roupas? Olhou para si mesma. Nua. Sentou-se abruptamente, apertando os olhos. Ela não tinha cedido, tinha?
— Merda... – Praguejou, massageando a têmpora.
— Ah, vamos, não foi tão ruim assim.
Arregalou os olhos, só então percebendo Gamma sentado em uma poltrona, observando-a. Por reflexo, pegou o lençol no chão e cobriu-se.
Ele riu.
— Não há nada que eu não tenha visto, há?
Ela bufou, meio corada. Encararam-se por um tempo. Gamma suspirou e levantou-se, para logo depois sentar-se ao lado de Elektra. A última levantou as sobrancelhas ao constatar que ele já estava vestido e perguntou-se há quanto tempo ele estava ali, sentado, olhando-a dormir. Ainda a encarando, ele colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha. Elektra fechou os olhos.
— Eu não devia ter feito isso. – Murmurou, ainda de olhos fechados, preferindo não ver a expressão dele.
— Arrepender-se disso também é voltar atrás, já que está levando meus lemas orgulhosos tão a sério.
— Sabe que frase acho que faltou para você falar ontem? – Disse, ignorando o que ele falara. – Uma arrogância maior.
— Sabe que frase acho que faltou para eu falar ontem? – Retrucou, sem rir por causa da brincadeira. – Um amor melhor.
E o silêncio.
— É... incerto demais.
— Como se ficar com vários retardados não fosse.
— Não há nada sentimental em jogo, há?
Gamma meneou a cabeça, suspirando. Levantou-se e rodeou a cama até ficar de frente para ela. Beijou-lhe a testa.
— Você sabe que sempre será somente eu.
E, quando ele saiu do quarto, ela tinha certeza que, naquele momento, ele desistira de tentar.
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You had me.
Gamma franziu o cenho ao encontrar Elektra o esperando no campo de treinamento. Pensou em falar alguma coisa, mas ela simplesmente indicou com a cabeça para que não falasse nada. Arqueou uma sobrancelha. Já tivera o bastante no dia anterior e já desistira de ser o Gamma-que-tenta-reconciliação para voltar a ser o bom e velho Gamma-orgulhoso-e-galante. Mas, para sua surpresa, Elektra só pegou um dos tacos elétricos e apontou pra ele.
— O que...
— Eu falo melhor com adrenalina correndo pelo corpo. – Falou, simplesmente, antes de começar atacá-lo. Sendo prontamente defendida, é claro.
E, quando ela foi ao chão pela terceira vez, sorriu.
— É por isso.
— Do que... – Mas foi interrompido.
— Que eu observava você. É por isso.
— Por eu ser mais forte que você?
— Por você ser tão... ironicamente elétrico.
— Pensei que fosse porque me amava.
— E é.
— Está louca?
— Em algum momento disse que não me chamava mais Elektra?
Gamma encarou-a por longos três segundos antes de começar a rir. Elektra levantou, mordendo o lábio inferior. Ele ainda ria. Ela se aproximou. Os risos pararam. Encararam-se. "Desde o primeiro momento..." "... você me teve." Sussurraram, antes de se perderem em impulsos elétricos e lembranças.
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N/A: FINAL NÃO DIGNO, EU SEI! PERDÃO PERDÃO PERDÃO! Mas não saiu mais nada e tu tem que sair .-. Mas, o fato é, Elektra provavelmente OOC, eu sei, perdão. E... sei lá, espero que tenha gostado. Viu? Nem era o Kawahira '-'.
Kissus.
