Aquela espera já estava consumindo os nossos heróis da sala de espera. Ansiedade, cafeína e muita nicotina os acompanhou durante aquele tempo, até que o Dr. Bellows apareceu sorrindo de orelha a orelha.
—Parabéns, Major Nelson! Jeannie teve um menino! Ela e o bebê estão muito bem.
— Um menino! Você ouviu isso, Roger? Sou pai de um menino!
— Eu sou tio! Sou tio! Você ouviu isso, Tony? Sou tio de um menino!
— A enfermeira já o levou para o ber...
O doutor nem teve tempo de terminar a frase, pois os dois saíram correndo em disparada para lá.
Envolto em uma mantinha azul clarinha, sob a plaquinha "Menino Nelson", estava um bebezinho lindo! Com os cabelos ralinhos, num tom de castanho como os do pai e os olhinhos fechados.
Naquele momento, tudo o mais na vida daqueles dois homens lhes parecia distante, uma lágrima rolou... Já haviam pensado em como seria aquele dia, mas sequer sabiam como na realidade o seria; principalmente o Major Nelson. Quando encontrou aquela garrafa na ilha, tudo o que ele queria era ser resgatado, voltar para casa. Não fazia ideia de que ao desarrolhá-la, já estava encontrando o seu lar, o seu mundo.
E ali estava a prova dos laços fortes que os uniam. Laços que, não importava o que acontecesse nem quanto tempo passasse, jamais poderiam ser rompidos.
Continua...
