Eu sei que eu prometi postar com mais frequência mas com tanta coisa foi difícil. Eu já tenho o próximo capítulo pronto e pretendo postá-lo amanhã. Só vou revisar algumas coisas.
Queria agradecer mais uma vez a Tami the Strange por dar a maior força e sempre comentar nos capítulos e.. calma, ainda vai ficar melhor ta? Haha
Tate's POV
Ele abriu os olhos lentamente enquanto acordava pela primeira vez em muito tempo se sentindo bem, novo, de bom humor. Os fones de ouvido ainda estavam nos seus ouvidos, mas o iPod se encontrava desligado caído ao lado do colchonete, a bateria devia ter acabado ou qualquer outra coisa que podia fazer aquilo desligar, ele só esperava que não estivesse quebrado. Tentou ligá-lo, a tela se acendeu, ok, menos um problema. Ele se sentou e colocou as mãos nos joelhos, ainda sonolento, olhou em volta, ele não esperava ver ninguém ali, tampouco ela.
- Cristo Hayden. O que você ta fazendo aqui? – Ele perguntou assustado.
A garota de cabelos marrom médio estava sentada no chão, com as pernas abertas, encostada na parede e com um olhar maníaco sobre ele, mas quando ele perguntou o que ela estava fazendo ali, ela abriu um sorriso, um sorriso divertido, mas seu olhar maníaco permaneceu o que fez a curiosidade dele aguçar.
- Nada, só passando o tempo.
- No quarto da Violet? – Ele perguntou com ironia na voz.
Ela fechou a cara antes de responder. – Esse quarto não é dela, esse quarto não é de ninguém. Que eu saiba, esse quarto era seu, antes de ser –seu tom se tornou de repulsa, nojo, como se estivesse falando de algum mofo que encontrou no pão de forma ou uma aranha que alguém tinha esmagado –dela.
- É, foi sim. E daí? – ele deu de ombros.
- E você pequeno psycho... o que esta fazendo aqui? –Ela perguntou enquanto se levantava e começava a andar em volta do colchonete nem tirar os olhos dele.
- Não me chame assim. – Ele disse entre dentes.
- Oh, -o tom da voz dela era malicioso – e o que você vai fazer? – ela abaixou atrás dele e sussurrou em seu ouvido –me matar?
Ele sorriu. – Não me tente a fazer isso.
- Você ainda não respondeu minha pergunta. – Ela já não estava mais atrás dele e sim ao lado, se encostou descontraidamente na parede e cruzou os braços.
- Qual era a pergunta mesmo? –Ele fez pouco caso e se deitou no colchonete mais uma vez, ele ainda sentia o cheiro de Violet no travesseiro, na coberta, roubar alguma coisa e enfiar no porão seria muito feio? É, provavelmente.
- O que VOCÊ esta fazendo aqui.
- Acho que você conseguiu ver muito bem, eu estava dormindo.
- Aqui?
- Onde mais?
- Ah...hm... no porão? Como sempre?
- Eu prefiro aqui.
- Não te preocupa? Que alguém entrasse aqui e te visse? Dormindo no que era pra ser uma cama da sua querida Violet? – Porque ela sempre tinha que falar de Violet com desprezo? Porque irritava ele? É, é possível.
- Não. – ele se sentou no colchonete, essa conversa estava começando a irritá-lo.
- E se o Ben entrasse aqui? Oh – ela parecia ter descoberto algo, algo valioso – você queria que alguém entrasse aqui, você queria que ela entrasse aqui. Você achou o que? Que a pequena aberração ia correr pros seus braços porque você estava se lamentando de falt-
As palavras dela se interromperam quando as mãos dele agarraram a garganta dela e ela começou a ficar sem ar. A raiva dentro dele só aumentava, cada vez mais, ele odiava que a chamassem de aberração, mas é claro que Hayden sabia porque só ela chamava Violet assim, pelo menos, na frente dele. Ele finalmente soltou ela quando ela estava começando a virar os olhos, ela caiu no chão.
- Eu já disse, não me tente a te matar.
Ela colocou a mão na garganta e começou a se levantar rindo. Ele virou os olhos e virou as costas. Abriu a porta e começou a andar pelo corredor, ele estava indo a caminho do porão quando viu Violet e seu pai na cozinha, ela parecia irritada, e ele tinha um olhar cansado. Ele queria ficar para ouvir o que eles estavam conversando mas ele viu Hayden chegar as escadas recuperando quase toda a força. Ele apressou os passos e entrou no porão, desceu as escadas e ouviu o choro de Nora de longe, ela não parecia estar em lugar algum do porão então ele se sentou na parte mais escura do porão onde um dia tinha a cadeira de balanço que ele tinha destruído a dias atrás.
Ele ouviu passos na escada e logo em seguida a voz de Hayden:
- Tate? Tate. Sai logo da onde quer que você esteja, eu sei que você ta aqui. –Ela começou a andar pelo porão a sua procura - Caralho garoto, eu quero falar com você, até deixo você me matar se quiser. É algo do seu interesse, é sobre sua aber-
- Vai querer continuar a frase? – Ele saiu do seu canto e a encarou com seriedade, seu olhar era perigoso ele sabia pela expressão no rosto dela.
- Olha você ai. Eu disse que você estava aqui...
- O que tem Violet?
- Ah, agora você esta interessado em me ouvir.
Ele estava cansado de joguinhos. – Sério Hayden, se não tiver nada a ver com el-
- Tem sim, e já que você ta com tanta pressa eu falo de uma vez. – Ela começou irritada – Bom, você sabe como eu já tô de saco cheio de estar morta e não ter nada pra fazer, - ela disse num gesto entediado como se espantasse moscas invisíveis e começou a contar nos dedos- já que eu não posso mais irritar o Ben, ninguém muda mais pra cá faz tempo, eu não posso foder com a cabeça da Vivien... – ele revirou os olhos mais uma vez e disse – Hayden, FOCO! – Ta! Então, eu ando observando vocês.
- Vocês quem? – por um minuto ele realmente estava confuso.
- Você e sua... – ela viu a apreensão no rosto dele – Violet.
- E? – ele estava curioso.
- E que eu vi quando você foi pegar o iPod dela, e olhou a caixinha com a gilete dela, deitar na caminha dela, chorar e toda aquela merda. Ek
- Isso eu já sabia, você tava lá quando eu acordei lembra?
- O que você não sabe, é que seu desejo se tornou realidade. Ela entrou no quarto. Viu você dormindo na cama dela e fazendo todas as outras merdas.
- E daí Hayden? Só? Acabou?
- Calma – ela estava se divertindo com isso, contando as coisas lentamente para torturá-lo. Vadia – Primeiro, ela ficou confusa, só parada na porta olhando pra você enquanto você fazia tudo aquilo. Depois quando você deitou, ela parecia bem confusa, mas quando ela viu você chorar, ela meio que desabou.
- Ela chorou?
- Não. Mas ela começou a ficar com uma cara de quem ia, ela olhou em volta do quarto como se estivesse procurando alguém, coitada, e ela foi super silenciosamente atrás de você no colchonete, deitou no chão e te abraçou. Awn, a vida não é linda quando se esta morto? – Ela deu um pequeno sorriso desdenhoso e deu um pequeno aperto no nariz dele. Ele não devia, mas ficou com raiva. Ele desviou rapidamente do pequeno aperto e agarrou ela pelo antebraço.
- Você esta mentindo.
- Qual é garoto, pra que eu ia mentir com isso?
- Você quer me machucar Hayden, é tudo que você quer fazer.
- E o que eu ganho com isso, ein? Eu te respondo, porra nenhuma. Você já tem seus pecados a pagar, sua cruz pra carregar, você não precisa de mim inventando histórias pra te fuder.
- Não é POSSÍVEL! – Ele soltou ela e socou a parede que estava atrás dele, com força o suficiente pros ossos de seus dedos quebrarem - PORQUE ELA FARIA ALGO ASSIM? – seus olhos começaram a queimar – porque? – lágrimas rolaram o rosto dele. Ele começou a quebrar tudo que estava em seu alcance. A raiva dele era muito grande e precisava sair, não havia muito o que quebrar no porão, mas o que restava, estava em pedaços. Ele se virou e encostou sua testa na parede enquanto tentava pensar, ele perguntou mais uma vez, sem saber se era pra ele mesmo ou pra Hayden – porque?
- Porque ela prefere fazer coisas assim do que ter que te perdoar. Ela quer, mas não admite que te quer de volta. Ela não é mulher suficiente pra isso, - ele sentiu as mãos dela nos bolsos dos jeans surrados dele e ouvir ela sussurrar – mas eu sou.
Ele se virou rapidamente para encará-la e gritou - HAYDEN! PARA COM ISSO! Não é hora pra suas investidas sem senso.
Ela o encostou na parede, ela não era forte, jamais seria tão forte quanto ele, mas ele foi pego de surpresa – Por favor Tate, você esta tão entediado quanto eu, sofrendo tanto quanto eu por alguém que não te quer, nós podíamos mudar isso. – O tom dela era de urgência e ela tentava chegar cada vez mais perto do rosto dele, enquanto ele tentava se recusar.
- Por favor Hayden, para com essa merda. Como você pode estar sofrendo? Você já seguiu em frente, você matou o Ben.
Assim que as palavras saíram de sua boca, ele sabia que não as devia ter pronunciado, pois ela se afastou dele e sua expressão beirava a loucura, e ela começou a gritar.
"VOCÊ ACHA QUE EU SUPEREI? VOCÊ ACHA QUE EU NÃO TENHO MOTIVOS PRA SOFRER? EU SOU OBRIGADA A MORAR NA MALDITA CASA QUE NEM ERA MINHA E VER O CARA QUE EU AMO BRINCANDO DE FAMÍLIA FELIZ COM A PORRA DA MULHER DELE. VOCÊ TEM QUE VER A PUTA DA SUA EX NAMORADINHA COM OUTRO HOMEM? NÃO TATE. VOCÊ NÃO TEM! ENQUANTO EU TENHO QUE VER ISSO. TODA. MALDITA. HORAAAAAA! – Em seguida em colocou o rosto entre as mãos e começou a chorar. Ele não gostava muito dela, mas ela estava certa. Quando ele vira Violet conversando, somente conversando com Gabe, aquele garoto que tinha se mudado pra cá, ele perdeu a razão e tentou matar o garoto. Fora a última noite que ele beijara Violet, ele sentia falta, mesmo que daquela noite. Se ele pudesse, ele voltaria para aquele dia só para beijá-la mais uma vez.
Por puro instinto, ele sentiu pena e colocou seus braços em volta da garota. Ela o abraçou e continuou chorando contra o braço dele. Depois de algum tempo chorando ela disse em meio ao choro:
- Como eu vim parar aqui? Por que eu nunca vou ter um homem que me ame tanto quando eu o amo? Porque eu não posso ter quem eu quero?
Ele sentiu o próprio peito apertar. – Eu me pergunto a mesma coisa todos os minutos. Hayden..
- Hm?
- Porque você se apaixonou pelo Dr. Harmon?
Ela se desvencilhou do abraço dele, levantou a cabeça olhando diretamente pra ele e perguntou confusa. – Como assim?
- Sabe? Porque? Quando nas suas aulas de psicologia ou sei la o que era, você olhou pro seu professor e falou "nossa, eu amo você"?
Ela olhou pra baixo como se procurasse um brinco que tivesse caído no chão e disse "Eu... eu não sei. Só –ela levantou a cabeça como se tivesse encontrado não só o brinco, mas uma barra de ouro – aconteceu. Ele era charmoso, lindo, um homem de família e um dia eu soube, eu soube que eu queria que ele fosse pai dos meus filhos, que ele poderia ser o pai da minha família.
- Se você apreciava tanto que ele era um pai de família, porque queria que ele largasse a Sra. Harmon?
- Porque eu queria que ele fosse pai da minha família, Tate. Eu estava apaixonada por ele e ainda estou e quando eu soube que o casamento dele estava afundando, eu vi uma oportunidade. A oportunidade. A oportunidade de ter o homem perfeito sendo só meu. – O ar encantado dela se passou tão rápido quanto veio e ela pareceu confusa e sombria mais uma vez- agora eu estou aqui, morta, vagando, numa casa que nem era minha com meu corpo enterrado no quintal.
- Deve ter sido uma merda pra você. Deve ser.
Ela riu, mas não o riso cortante e sarcástico de sempre, foi um sorriso, comum. – Uma grande merda. Você nem imagina. Mas e você? Tudo que eu sei é seu lado, sem ofensa, chorão e psicopata, do tipo, eu estupro mãe da minha namorada mas amo ela pra caralho, eu matei 15 adolescentes na escola mas ainda sou gato. O que demônios houve com você?
- Constance é minha mãe, eu preciso de mais alguma explicação? – Ele deu um sorriso como se essa fosse realmente a explicação pra tudo.
Ela riu e admitiu. – É, é realmente um bom motivo.
- Você não é tão ruim assim.
- Você quer dizer "você não é tão ruim quando não esta sendo uma louca psicótica querendo que eu te foda"
Ele riu. – É, por ai mesmo.
- Eu sei, mas, meio que não dá pra evitar.
- Vamos mudar de assunto ok? – Ele disse levantando e oferecendo a mão para ajudar ela a se levantar. – Me desculpe por quase ter te enforcado la em cima, quer dizer, ter te enforcado, mas quase te matado. Só que as vezes, eu realmente quero matar você.
- Sabe – ela disse pegando na mão dele e se levantando com um sorriso no rosto – você também não é tão ruim. Mas, eu também te devo desculpas, eu, meio que, tem hora que eu não controlo, eu quero ver o circo pegar fogo sabe? – Ela perguntou esperando a aprovação dele para poder continuar, enquanto subia as escadas para sair do porão. Ele disse um "hm" e ela continuou com ele seguindo atrás dela – O jeito que você trata e fala dela, com tanto, amor, paixão, admiração, ARGH eu odeio isso! Eu invejo isso. – ela admitiu com dor na voz. – Eu queria que alguém pudesse ser assim comigo e enquanto ela tem e esta por ai, sofrendo sem motivo.
- Eu n-
Eles abriram a porta do porão e deram de cara com Ben passando pelo corredor, os três pareciam surpresos.
- Desde quando você ficam conversando?
- Desde quando você se importa? – Hayden cuspiu as palavras assim que Ben terminou a pergunta.
- O que demônios vocês dois estão fazendo ai em baixo?
- Só conversando Dr. Harmon – era a vez de Tate responder, e ele se encarregou de colocar o maior tom de inocência falsa que ele conseguia enquanto falava.
- Eu já disse que você pode me chamar de Ben já que moramos nessa casa juntos e você não é mais meu paciente.
- Ah sim, Dr. Harmon. Vou tentar. Como esta Violet?
- Eu não vou responder nada sobre minha vida pra você. Eu já disse isso. Ela esta muito melhor sem você.
Hayden interrompeu a conversa dos dois com uma risada de deboche e disse – É, eu duvido muito sobre isso. Vou deixar os dois garotos grandinhos a sós que eu tenho que cuidar de uns assuntos no andar de cima. – E assim ela subiu o primeiro lance de escadas e deixou os dois sozinhos.
- Ela esta? – Tate perguntou. Ele queria saber o que Ben ia falar sobre isso.
- Quem esta o que? – ele parecia confuso. Nossa, como ele tinha a atenção de um mosquito. Merda de terapeuta.
- Violet. Ela esta melhor sem mim?
- Qualquer um fica melhor sem você. – Ele sabia que essas palavras foram ditas pra machucar, mas ele não se sentia machucado, ele não sentia nada. Ben ia saindo pela porta dos fundos quando Tate perguntou:
- Então vai ser assim? Você me evitando por toda a eternidade?
O homem de cabelos escuros virou e encarou Tate com intensidade. – Sim, vai ser assim. Até que um dia você decida pagar por tudo o que fez a minha família.
- Eu pago.
- Não desse jeito. Não com a minha filha te ignorando por tudo que fez. O dia que você decidir pedir desculpas a minha mulher por estuprá-la – as palavras saiam cuspidas por ele, como se fossem podres -e por aquilo que saiu dela ter a matado ai quem sabe, as coisas mudem pra você. Tchau Tate. – E assim ele se foi pelas portas dos fundos deixando ele sozinho no corredor.
Ele ouviu Hayden rindo mais uma vez e uma porta batendo. Subiu correndo as escadas e viu Hayden as descendo calmamente.
- O que você fez?- Ele perguntou rapidamente
- Eu nada. Mas acho que você devia ir ver a senhorita Harmon porque ela se trancou no banheiro a um tempinho já.
- Se você fez alguma coisa com e-
- Já falei que não fiz nada porra. Se você ta tão preocupado, vai lá ver.
Ele deu passos curtos até chegar na porta do banheiro, colocou a mão na maçaneta e girou devagar, quando ele abriu a porta,esperava encontrar tudo menos isso.
