Olá leitores,
Eu sei, eu disse que postaria mais rápido este capítulo. Mas a verdade é que eu já tinha escrito vários capítulos! Até o fim da fic.
Mas meu pen drive pegou vírus e deletou TODOS eles.
Hoje mesmo estou trabalhando no sétimo.
Amanhã ou Domingo no máximo eu posto aqui!
Eu mudarei a classificação da fic porque as coisas andam ficando um pouco mais pesadas e a classificação que esta não permite sangue, violência e blábláblá.
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Tate's POV
Quando ele saiu do banheiro mal teve tempo de fechar a porta antes de suas costas baterem na parede por Ben.
- O que você fez com ela? – Ben tinha os antebraços na garganta de Tate e seu rosto estava vermelho de raiva. Tate olhou em volta e viu com pesar Vivien. O motivo maior de tudo ter dado errado.
- Que? – Ele perguntou realmente confuso.
- O que você com ela com seu psicopata nojento? – Ben continuava insistindo, claro que continuava. Foi quando ele percebeu de quem falava, Violet, sempre ela.
- NADA! Eu não fiz nada!
- Eu ouvi gritos lá dentro! DA MINHA FILHA! Responda agora. –Ele parecia fora de controle. Mas Tate já estava ficando sem paciência, ele tinha algo a resolver, uma história para tirar a limpo.
- Eu já disse que não fiz nada, se ta tão preocupado porque não vai você mesmo ver?
- Seu filho da p... – Bem arrombou a porta do banheiro e Tate olhou para Vivien, ela estava como olhar genuíno de preocupação materna, o olhar que Constance levava a ele quando alguém tinha morrido e ela presumia ser culpa dele. Sempre era.
Ele saiu correndo com a cabeça baixa pela escada, ele nem enxergava os degraus, ele não precisava, ele conhecia essa escada como a palma de suas mãos, ele conhecia toda aquela casa. Ele chegou a se perguntar se somente ele conhecia todos os lugares estranhos que aquela casa tinha, se Nora e seu marido, fundadores da casa sabiam...
Ele abriu a porta do porão com toda a força e gritou:
- HAYDEN! SUA VADIA NOJENTA ONDE VOCÊ ESTA?
Ele descia as escadas do porão correndo.
- HAYDEN! EU SEI QUE VOCÊ TA AQUI! PARECE AGORA!
De repente a voz de Hayden emergiu das sombras atrás dele.
- O que você quer?
Em segundos ele tinha as mãos em seu pescoço e a segurava contra a parede.
- O que você fez com ela? ME RESPONDA!
- Quem? – Ele já estava de saco cheio do cinismo dela, estava na hora do teatro acabar.
- Ou você para com esse seu jogo de merda, ou eu vou matar você, da maneira mais torturante que eu conheço, e eu sei algumas boas para uma vagabunda igual você. Então ou você me responde o que você fez com ela, ou você vai desejar nunca ter pisado nessa casa.
- Não sei do qu...
Crac. O som do crânio dela se espatifando contra a parede. Enquanto seu corpo se arrastava contra a parede chegando ao chão o rastro de sangue ficava na parede. Ele tinha dito que estava cansado dela, ele esperava que quando ela acordasse ela tivesse aprendido a lição.
Ele a pegou pelo pulso e arrastou ela até o outro lado do porão, tudo lá embaixo era escuro o que facilitava tudo. Ele amarrou um pedaço de pano nos pulsos dela e amarrou contra uma estante. Arrastou uma cadeira até onde ela estava inconsciente e ficou sentado esperando ela acordar.
- Mas que diabo...
Ela tentou se mexer, não podia. Olhou pros pulsos presos contra a estante e olhou em direção dele confusa. Ele sorriu. Ela começou a se debater. Ele continuava sorrindo.
- O QUE VOCÊ FEZ COMIGO?
- Nada muito ruim comparado ao que eu vou fazer se você continuar se fazendo de idiota.
- Eu não...
- Você vai continuar com isso?
Ela suspirou.
- Ótimo, você venceu. O que quer saber?
- O que você fez com ela?
- Sua querida e doce Violet? – a ironia na voz dela... sempre ironia quando o assunto era Violet.
- Qual seu problema com ela? Que eu saiba ela devia ter um problema com você.
- Que problema aquela pirralha deveria ter comigo?
- Ah, cara, não sei... talvez por... destruir a família dela?
- Ah querido, não fui eu que fiz isso, foi você. Quem estuprou a Santa Vivien não fui eu.
- Cala a boca. – Ele levantou abruptamente da cadeira e ficou de costas pra ela. Porque sempre essa assunto?
- Você sabe não é? Que entre me odiar e odiar você, eles preferem odiar você.
- Você é nojenta, asquerosa e uma enorme vagabunda. Em que mundo você achou que Ben ia ficar com você? Ele só queria te comer e jogar fora porque o casamento dele andava muito chatinho. Você é um lixo, sempre vai ser.
- Ótimo! Já disse tudo? Que tal você me desamarrar pra eu poder viver minha incrível pós-vida?
- Incrível como quando eu finalmente achei que você não era essa vadia egoísta, eu vejo que me enganei.
Ele começa a soltar os pulsos dela. Ele não tem mais interesse em passar nem mais um segundo respirando o mesmo ar que ela.
- O que você quer dizer com isso?
- Nós conversamos a o que? Uma hora e você agiu como uma pessoa normal, que tem problemas e é frustrada com isso. Como todos nós dessa maldita casa e ai você vai, provoca a Violet e faz ela morrer. – ele acrescentou enquanto desatava o último nó - Foi tão legal da sua parte.
Ele começou a se levantar quando ela agarrou a gola de sua camiseta.
- Me desculpa.
Ele tirou as mãos dela de sua camiseta e se levantou
- Esquece Hayden, pessoas não mudam.
- Você mudou.
- Não, eu não mudei. Eu te matei a 5 minutos atrás.
- Por favor, eu... – ele sentiu a mão dela em seu pulso e ele virou;
- O QUE DEMÔNIOS VOCÊ QUER?
- Eu provoquei ela. Eu achei que... se ela quebrasse a promessa você ficaria puto com ela e ia finalmente desistir e de ficar choramingando pela casa e se lamentando por causa dela.
- Porque você fez isso? Não somos nem amigos e que eu saiba nós não gostamos muito um do outro.
- Porque nós conversamos. E ter você pra conversar foi tão... bom – lágrimas se formavam nos olhos dela e ela sorria abobadamente. – Eu finalmente me senti segura, como se eu tivesse um amigo pra conversar... como se eu tivesse alguém.
- Isso não explica porque você fez o que fez.
- Porque eu queria que alguém me amasse como você ama ela. Desesperadamente e...
- Hayden, me solta. – ela não podia estar querendo dizer o que ele estava pensando. Ele precisava sair dali.
Ele começou a subir escada a cima e saiu do porão. Ela segurou o braço dele e ele se desvencilhou, ele começou a andar mais rápido enquanto a ouvia pedir que parasse e a ouvisse até que ele tinha as costas contra a parede da sala de jantar e o corpo dela contra o dele.
- PORQUE VOCÊ NÃO PODE SIMPLISMENTE PARAR E ME ESC...
Ele tampou a boca dela.E disse com sussurros – Hayden, o que você pensa que esta fazendo? Olha em volta. Estamos no meio da sala de jantar. Não é mais o porão onde você pode gritar e comigo e vice-versa.
- Você vai dizer que nunca pensou nisso? Ein? Nunca pensou em como nós dois somos parecidos? Ou como nossas situações são parecidas?
Ele nunca tinha. Era verdade, mas agora realmente fazia. As palavras duras de Violet ecoavam em sua cabeça. Eram diferentes da noite em que ela o mandou ir embora, eram duras e sem nenhum sentimento. Ele ainda não tinha tido tempo pra pensar em tudo aquilo, mas o corpo de Hayden contra o seu o fazia pensar que ele não tinha mais um futuro com Violet.
- O que foi isso? – Um barulho na cozinha o fez despertar de seus pensamentos.
- Ouvi falar que essa casa é mal assombrada. – Hayden disse com um sorriso. Era incrível como ela conseguia mudar tão rápido, de alguém tão asquerosa pra alguém tão normalmente divertida.
- Hayden, qual é. Me solta.
- Não. – ela sorria como se a situação fosse muito divertida, mas ele sentia algo como um aviso em seu peito.
- Hayden, para com isso.
- Você não respondeu minha pergunta.
- Que? Que pergunta? – o cérebro dele corria e ele não conseguia se concentrar em uma só olhava pra direção de onde o barulho veio, a casa podia ser assombrada, esse era o problema. Então ela continuou.
- Que nunca pensou que nós poderíamos, - ela colocou as mãos em ambos lados da cabeça dele e o fez olhar pra ela - juntos, fazer algo com essa nossa morta miserável. Eu não estou dizendo de nós matarmos ninguém mas, você nunca pensou em como nós parecemos? Ambos sofremos por alguém que se recusa a nos amar, a ficar com a gente, que ignoram nossa presença. Eles nos tratam como cachorros, eles sabem que nunca deixaríamos de amá-los. Por isso agem assim. Mas e se nós deixássemos?
Ele olhava pra ela confuso. De onde tudo aquilo tinha saído? Ele não se preocupava mais com as coisas em volta e sim com o que ela dizia. E se tudo aquilo fosse verdade? É muito fácil ter alguém que jura a você amor e eterno e demonstra isso. Ela estava certa.
E foi quando ela o beijou.
