Olá leitores,
Eu disse que postaria rápido, mas infelizmente meu computador foi contra isso e pifou. E o problema é que a fic SÓ esta no meu PC.
Agora que ele ta funcionando "normalmente" vou postar mais rápido.
F de Mello, Aqui está o capítulo.. Desculpe a demora.
Guest- Eu também fiquei arrasada. Mas não se precipite com esse capítulo. Continue lendo. E obrigada :D
Tami the Strange- Você ta começando a adivinhar meus pensamentos haha
Obrigada a vocês que ainda leem e comentam na fic.
Ela esta chegando ao fim.
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Violet's POV
Não.
Não podia ser verdade. Ela dizia a verdade. Tudo era claro agora. Como ela era idiota. Como ela podia ter sido tão idiota?
Ela virou de costas para a sala de jantar e entrou no antigo escritório de seu pai.
Como podia ter sido tão burra? Tão burra por ter dito a ele pra ir embora? Tão burra por dizer que não o amava mais? Tão burra por ter acreditado que ele a amaria pra sempre.
A imagem de Tate e Hayden se beijando era abominável.
Ela não sabia quem odiava mais. Ela por tê-lo beijado ou ele por ter correspondido.
Tudo parecia errado.
Tudo parecia confuso e ridículo.
Como ele podia ter feito isso com ela? Hayden era uma vadia sem amor próprio, já era esperado. Ela trouxe Travis pra este inferno não é mesmo?Ela matou seu pai. Ela era uma vadia que só se importava com os próprios sentimentos. Mas ela estava certa.
Ela disse que teria ele. Tate. Mas ela não acreditara. Ou acreditara?
Não tinha sido por isso que tinha se cortado de novo? Sua dor era tão funda que seus cortes foram tanto quanto? Ela tinha se matado por isso.
Ela se enganara durante todos estes anos fingindo não amá-lo mais, mas, do que tinha servido?
O problema não saber que o amava, o problema era não poder ficar com ele.
Ter que ir contra tudo e todos para aceitá-lo de volta. Ter que ir contra a si mesma. Mas agora ele não queria tê-la de volta... ele tinha Hayden.
Violet tinha a cabeça sobre as mãos. Sua cabeça não processava a cena dos dois se beijando. Ela não chorava. Tinha muito ódio. Tinha muita tristeza também, mas o ódio era maior agora.
Ela ouviu a porta do escritório abrindo e como reflexo se escondeu atrás da poltrona. Era um fantasma, pra que se esconder? Burra.
Ela se fez invisível mas permaneceu atrás da poltrona. E se fossem Tate e Hayden ainda se beijando? E pra que viriam aqui? Pensar nisso não era bom. Ela não queria pensar nisso, ela não queria que fossem eles.
Mas quando finalmente juntou toda a coragem que restava se levantou viu que não era o que ela esperava. Era seu pai. Sentado na única poltrona da sala bem na frente dela.
O mais estranho é que ele estava sozinho.
Ela ficou observando o pai, com olhares vazios contemplando o teto.
Como ele podia não ter ideia que ela estava presente?
Como depois de todos esses anos convivendo na mesma casa e sendo pai dela eles não tinham nenhuma conexão?
Era ridículo.
Até Tate podia sentir quando ela estava perto.
Droga, Tate de novo.
Ela precisava esquecer isso.
A porta do escritório se abriu mostrando sua mãe, outra que tinha pouquíssima conexão com ela. E por mais incrível que pareça, tinha desenvolvido mais depois de morta.
Como a morte pode mudar as coisas... – ela pensava – quando vivo meu pai comia garotas de quase minha idade porque não transava com a minha mãe a 2 dias e era um hipócrita nojento, agora ele recebe ela com um sorriso no rosto como se ela fosse a melhor coisa da vida dele.
Brincar de família feliz a enojava.
Talvez seja fácil, só fingir que nada aconteceu e brincar de casinha com esse bebê morto, seja mais fácil fingir que esqueceu tudo que acontecera antes quando vivo. A morte não mudou o que aconteceu antes, como podiam olhar um pro outro?
Seus pensamentos e seu ódio desapareceram por completo quando a porta do escritório se escancarou e ela viu a única pessoa que tentava esquecer...
Tate.
Parado na soleira da porta com a mão ainda na maçaneta parecendo ofegante.
Ben se levantou instantaneamente quando viu Tate.
Ele o odiava. Não era sem razão.
E Violet odiava os dois. Não era sem razão.
Mas quando Bem começou a gritar pra que Tate saísse, ele ignorou por completo e se dirigiu a Vivien.
- Sra. Harmon, eu.. eu quero falar com a senhora.
Silêncio. Ben parara de gritar e seu rosto mudou de raivoso para perplexo. A expressão no rosto de Vivien não era diferente.
- Comigo? – ela apontou para si mesma.
- Sim, eu...
O que demônios ele pode querer? Pedir dessa vez pra transar com a minha mãe porque estuprá-la de novo poderia não dar muito certo?
- Eu quero pedir desculpas.
Vivien arregalou os olhos e não disse nada. O silêncio era horrível e perturbador.
Tate não parava de olhar pra todos os lados da sala. Parecia inquieto.
Ben quebrou o silêncio.
- Se você acha que pode entrar aqui, fazer esse teatro todo de querer pedir perdão a minha mulher e que ela vai aceitar você esta muito err...
- Ben, você não acha que eu deveria decidir por mim mesma?
Minha mãe esta perdendo a razão? E ele? Que diabo é isso tudo? O que Tate ta tentando provar fazendo isso tudo?
Ele olhou com descrença para sua esposa e debochou.
- Ah... você não vai cair na do "estou muito arrependido e vou chorar até você me perdoar e vou fazer de tudo de novo"
Argh! Ben Harmon, cale a maldita boca!
- Sra. Harmon eu realmente sinto muito...
Vivien ignorou completamente seu marido e olhou com olhos firmes para o garoto com aparência de 17 anos do outro lado do cômodo.
- Me chame de Vivien.
Ben tentara interromper mais uma vez - Você vai... – mas Vivien logo o calou fingindo que ele nem estava lá.
- Tate?
- Vivien?
Que diabo é isso? Eles SABEM o nome um do outro? Eu nunca ouvi o nome de um sair da boca do outro.
- Tate, você realmente se arrepende do que fez comigo?
- Sim, eu rea...
- Ah você não vai fazer isso Viv...
Violet não podia aguentar mais e quando menos esperou se ouviu gritar:
- DEIXA ELE FALAR!
Todos olharam na direção que ela estava a tanto tempo, mas agora tendo ciência da presença dela.
Seu pai parecia horrorizado.
- Violet, você...
Ela se encostou na parede e cruzou os braços olhando na direção de Tate:
- Até eu quero ouvir o que ele tem a dizer.
- Bom... hm... Sra. Harmon... Vivien...eu quero pedir desculpas, por tudo que eu fiz.
- Mesmo, Tate?
- Sim.
- Pelo que Tate? O que você me fez?
- Por... hm... – ele coçou a cabeça e olhou para o chão, como se estivesse envergonhado Atorzinho filho da puta- Por tê-la... como eu posso dizer? Hm... estuprado, matado você e destruído sua família.
- Você não destruiu Tate. Você reuniu ela. Estamos juntos de uma maneira que nunca estivemos quando vivos.
Eu perdoo você.
O silêncio incomodava da pior maneira possível. Muitos pensamentos altos demais. Parecia uma bagunça.
- Bom, Sra Harmon, obrigado. Eu vou embora.
Não. Ele não iria sair assim. Fingir que nem me conhecia. Como se eu fosse qualquer uma.
E sem pensar duas vezes, Violet saiu atrás dele e deixou a discussão de seus pais para trás. Brincar de família feliz seria mais difícil que eles pensavam.Ela subiu a escada enfurecida e o procurou em todos os cômodos. Nada.
Ela se materializou no canto mais escuro do porão... Nada.
Onde demônios ele estava?
Ela se materializou mais uma vez no corredor do segundo andar e alguém tapou sua boca enquanto ela gritava.
Ela sentiu um corpo se aproximar das costas dela, segurar seu braço contra suas costas e sussurrar em seu ouvido
- O que você quer? Hm? Você tava me procurando? Achei que me queria morto Violet... achei que me odiasse. Se eu te soltar você me promete dizer a verdade? Ah, você não cumpre promessas não é mesmo? Vou te soltar de qualquer jeito...
E ele a soltou no chão.
- O que você quer?
Ela se levantou do chão e olhou pra ele.
- Que diabos foi aquilo?
Ele riu.
- O que? Não era isso que você e seu papai queriam? Que eu pedisse perdão a sua mãe? Pronto eu fiz. Agora minha alma esta limpa. Sera que eu vou pro céu agora?
- SEU IMBECIL RIDÍCULO! – Antes que pudesse se controlar, deu um soco na boca dele. E só percebeu o que tinha feito quando viu sangue escorrendo pelo seu rosto.
- Tate.. eu n...
- SEGUINTE – ele parecia bravo, mas tudo que fez foi apontar o dedo na direção dela - , você me odeia certo? Fique longe de mim que eu resolvo minha vida.
Quando ele se virou para ir embora, ela disse:
- É, eu vi bem como você resolve. Você ama ela agora?
- Do que você esta falando?
- "Somos você e eu, juntos pra sempre" você diz que eu não mantenho minhas promessas, mas você também não esta muito longe. Eu vi você e a Hayden. É assim que você resolve sua vida? Se agarrando com a amante do meu pai?
- Ela ama o seu pai!
- E você ama ela?
- NÃO É DA SUA CONTA!
- É DA MINHA CONTA SIM! E VOCÊ VAI ME DIZER ESSA PORRA AGORA!
VOCÊ A AMA TATE? AMA ELA MAIS DO QUE EU?
Ela estava perto demais agora, lágrimas saindo de seus olhos e seu rosto vermelho de raiva. Ele parecia tentar se controlar, as narinas dilatadas, o peitos subindo e descendo rapidamente, quando finalmente veio a resposta.
- Não.
Ele a beijou e ela colocou as pernas em volta da cintura dele. Parecia o beijo que eles tinham esperado uma eternidade, talvez tivessem esperado a eternidade. Ele era dela e ela era dele. Não tinham como se enganar e naquele momento eles sabiam.
Ele andou até o quarto dela e a colocou no colchão. Ele tirou a blusa e o vestido que ela usava. Ela tirou as calças dele e ele sua leggin. Ela o queria mais do que nunca. Agora era hora de tudo mudar, dela ficar com ele e não importava o resto. O que ela tinha a perder? Jamais seria tão duro quanto perdê-lo.
Mas de repente ele separou seus lábios dos dela e se levantou sem dizer nada, em alguns instantes ele já estava de pé na frente dela e colocando suas roupas de volta.
- O que você esta fazendo?
- Indo embora.
- O que? Por que?
- Não se faça de idiota. Nós sabemos muito bem como isso vai acabar.
- O que você quer dizer?
Ele balançou a cabeça em negação e se dirigiu até a porta, quando ele estava saindo ele olhou pra ela e disse:
- Eu só estou indo embora antes que você me mande fazer isso.
E saiu pela porta.
E naquele momento ela viu.
Já o tinha perdido.
