Recebi reviews, owwwnt! Tanto tempo que não faço essa de responder reviews... diz a lenda que não pode mais fazer isso dentro das fics, mas... ah, é um costume tão fofo. Vamos lá:

CIA: Tenho até o capítulo 7 dessa fic no PC há meses, mas não coloco no por... bem, porque esqueço e porque nunca tinha reviews quando eu vinha ver. Mesmo assim não desisti e aqui está! Haha. Não se preocupe, farei o possível para não empacar nessa. Obrigada por ler. :D

botan-youko: Obrigada pelos elogios! Bem... eu quis explorar um pouco essa coisa de cinema + fic UA + casal clássico de fics porque... ahh, nem sei dizer o motivo, só sei que quis envolver cinema porque andei vendo vários filmes antigos e também recentes. Quanto ao seu PS... aquelas duas fics eu comecei há anos atrás, quando eu tinha uns 15 ou 16, e agora tenho 20 (empacada máster). Preciso ler as duas para retomar de onde parei, ainda farei isso, mas e a vergonha de ler a minha escrita tensa na época? Não que agora ela seja perfeita, mas enfim... bem, retomar fics antigas minhas é um desejo que tenho há tempos, só não sei ainda por qual começar, quando e como, mas não se preocupe que até já tenho uma idéia para ir retomando aos poucos.

Obrigada pelos reviews. Agora... vamos a fic.

Cena 4: Reconhecimento.

Poucas semanas se passaram e o dia da estréia em Hollywood chegava. Botan desembarcava do avião junto com Yukina, que segurava uma pasta e digitava uma mensagem no celular. Botan tirou os óculos escuros que usava, colocou-os na caixinha de proteção e a guardou na bolsa, e foi até um dos portões de desembarque que lhe foi indicado por e-mail três dias antes. Ao chegar lá, vira uma moça de cabelos longos e castanhos, acompanhada de dois seguranças, acenava para ela com uma das mãos, pois a outra estava ocupada segurando uma pequena placa com o sobrenome da diretora. Botan dirigiu-se até lá e Yukina parou de mexer no celular para sorrir para a moça que as aguardava.

-Senhorita Botan e senhorita Yukina, é um prazer conhecê-las. Meu nome é Keiko Yukimura e estou aqui no lugar de Jessica, que está na correria da organização da estréia de seu filme. –A moça dizia enquanto apertava as mãos da diretora e sua assistente. –Eu irei acompanhá-las até o hotel e lhes darei mais instruções durante o trajeto, venham por aqui, por favor.

-Muito obrigada. –Disse Botan com um leve sorriso, acompanhando a mulher. Foram caminhando para fora do avião e Botan parecia despreocupada. Yukina a observava e sabia que, no dia da estréia, a diretora teria um ataque de nervos. Riu de leve com o pensamento e passou a prestar a atenção em Keiko, que começara a falar olhando para uma prancheta.

-O senhor Laurent organizou uma noite de autógrafos para a senhorita, como lhe foi informado no e-mail, e será amanhã no hotel ao lado do local da estréia.

-Sim, eu li sobre isso, o horário continua o mesmo?

-Sim, continua. O senhor Laurent irá aparecer em sua noite de autógrafos e os dois poderão conversar melhor para marcar uma reunião definitiva após a estréia. Com a publicidade que ele fez para a estréia de seu filme, um público grande poderá estar amanhã no hotel, então aviso que se prepare.

-Você acha mesmo? Digo, eu não sou assim tão conhecida.

-Não seja modesta! –Keiko olhou para Botan e sorriu. –Sua carreira aqui nos EUA ainda está no começo, mas você tem talento e já chama mais atenção do que imagina. Com a publicidade do senhor Laurent e com as críticas que virão com certeza você terá uma carreira boa e bem estável.

-Obrigada. –Botan e Yukina sorriram e então, entraram no carro que as aguardava do lado de fora do aeroporto.

-A estréia será depois de amanhã à noite, às 19h. Alguns atores e diretores americanos estarão presentes, boa parte deles já confirmou presença. –Keiko continuara ao entrar no carro. –Vocês duas têm alguma preferência de estilista?

-Na verdade não. –Yukina respondeu.

-Também não tenho. Na verdade, nunca pensei muito nisso. –Botan deu de ombros. Keiko sorriu.

-Isso é bom, porque o senhor Laurent contratou uma pessoa para costurar três mudas de roupas para vocês como presente.

-Jura? Ele não precisava fazer isso. –Botan dissera um tanto sem jeito. Não estava acostumada com tanta coisa organizada e com presentes, que com certeza custariam uma nota.

-Não se preocupem. E eu posso indicar salões de beleza, lojas, restaurantes e qualquer coisa que queiram; conheço bem a cidade.

-Eu vou precisar... só de pensar em aparecer com o penteado errado já me deixa enjoada. –Botan soltou um riso após confessar. Keiko sorria, feliz por ver que Botan não era do tipo de pessoa chata ou excêntrica como muita gente no ramo do cinema.

-Eu lhe passo uma lista por e-mail, pode ser?

-Claro, se não for incômodo.

-Não se preocupe, estou aqui para ajudá-la a se familiarizar com a cidade e com os eventos que terão por causa da estréia. Isso pode ser bem estressante, então vou enviar o nome de uma boa massagista que conheço.

Botan agradeceu, mas por dentro começava a se sentir totalmente tímida. Nunca foi do tipo que fora rodeada por mimos e não sabia como lidar com isso agora. Durante o resto do caminho, conversara com Yukina sobre sua agenda e sobre Kuwabara, e vez ou outra comentava algo sobre a cidade com Keiko. Não gostava de deixar as pessoas ao seu redor sem se sentirem à vontade e, para deixá-las assim, costumava conversar com elas com o jeito educado e simpático da qual seus pais sempre pregavam a ela. De repente, Botan se viu diante um prédio grande e bem decorado e se sentiu em um filme antigo americano, que quase sempre mostravam riqueza e poder. Seu coração palpitou mais forte conforme saía do carro e acompanhava Keiko e Yukina até o interior do prédio, no salão de entrada do hotel. Keiko falou com uma das recepcionistas e logo dava algumas instruções a Botan e Yukina, que seguiram sem Keiko para o elevador.

Enquanto o elevador subia, Botan começara a rir um pouco. Yukina a olhou e, logo, também ria baixinho com ela. Ambas estavam ansiosas por aquele dia e, agora que chegou, parecia que tudo estava mais claro, mais calmo, mais leve... antes da tempestade.

-Eu estou com tanto medo de dar alguma coisa errada, Yukina.

-Você nem imagina do quanto eu estou com esse medo também, Botan.

-Ah... você verificou aquilo que pedi na agenda?

-Sim, verifiquei, está tudo certo. A reunião com Shuuichi está marcada para semana que vem. E como está o novo projeto?

-Ótimo. Saí das listas de acontecimentos principais e comecei a escrever o roteiro. –O elevador parou e elas saíram, indo em direção ao quarto que lhes fora indicado.

-E está esperando o que para me contar sobre o que é? –Yukina dissera com os olhos cheios de curiosidade.

-Calma, quando voltarmos para Nova Iorque, eu te mostro o que tenho por enquanto. Aos poucos estou criando a história completa em si. Mas adianto a você que é ação e romance.

-Meus gêneros favoritos, Botan. –Yukina dissera antes de entrar no quarto, ao qual Botan abrira com o cartão que lhe foi dado na recepção.

-Agora, vamos entrar e ver se encontramos algo pra fazer para hoje. Estamos em Hollywood e eu não irei "ficar de molho" até amanhã.

-o-o-o-o-o-o-

-Que sortudos. –Disse Kurama olhando para Kuwabara e Shizuru correndo para todos os lados, arrumando suas malas.

-Eu sei, morra de inveja. –Shizuru gritara para Kurama enquanto procurava seu vestido favorito no guarda-roupa. –Mas você irá também, sabia?

-Sim, Yusuke me convidou, porém eu fui mais organizado que vocês e já estou pronto para partir amanhã. E eu quis dizer que vocês são sortudos por não saberem se organizar e ficar nesse desespero como se o mundo fosse acabar amanhã.

-Eu estou tão ocupada que nem notei o seu sarcasmo. –Shizuru mostrou a língua para o amigo ruivo enquanto ia até a cozinha procurar por um isqueiro.

-Eu estou quase pronto. –Kuwabara disse do quarto, fechando uma mala grande. –Só tenho que decidir com que roupa irei amanhã cedo. -Kurama riu e foi até o quarto de Kuwabara.

-Não vá de terno, não de manhã. Vocês irão para o hotel assim que chegarem e logo Yukina vai ligar para você, não é?

-Ela me mandou um SMS avisando que chegou bem. E se tiver algo antes da estréia em si, ela irá me avisar.

-Então fique tranqüilo. Yusuke virá aqui como combinado?

-Sim, daqui a pouco ele estará aqui.

-Aí, iremos tomar um café e relaxar um pouco. Botan é quem será a real estrela de tudo e vocês é quem ficam nervosos. –Disse a última parte um pouco alto para que Shizuru também ouvisse. Três segundos depois e ela aparecera na porta do quarto do irmão com um cigarro aceso em uma das mãos, olhando para Kurama como se seu rosto fosse capaz de lhe mostrar um dedo do meio.

-Deixa de ser chato, seu chato. –Disse ela, sorrindo de canto.

-Quem você convidou para ir com você, Shi? –Kurama perguntara um tanto curioso, e Kuwabara agora também olhava para a moça. Ela deu de ombros e saiu de perto da porta do quarto enquanto respondia:

-Ninguém.

-o-o-o-o-o-o-

Botan verificava seus e-mails no notebook do quarto do hotel. Yukina estava perto de sua chefa, porém mexia no celular, provavelmente mandando alguma informação para Kuwabara. Botan suspirou e desligou o notebook, então se levantou e olhou a cidade agitada pela janela. Yukina levantou os olhos para observá-la e sorriu.

-Alguém mandou algo?

-Bem, apenas meus pais me enviaram uma mensagem bonita no meu e-mail pessoal. Já no e-mail que tenho para trabalho, nada por enquanto.

-E isso te preocupa? Os patrocinadores já te ligaram, de qualquer modo, então não tem porque você ficar toda estranha por não receber nenhum e-mail deles.

Botan suspirou e achou melhor que Yukina pensasse assim. Na verdade, estava esperando e-mails de Shuuichi e de mais alguns atores por causa de seu novo projeto, e seu espírito apressado não gostava de esperar. Mas o que se podia fazer agora? A reunião com Shuuichi estava marcada e ela já contatou outros atores e um ou dois roteiristas, então só poderia mesmo esperar.

-Ei, Yukina.

-Sim?

-Como está a minha agenda hoje?

-Está livre. –Yukina parou de mexer no celular e o deixou em cima da mesa de centro a sua frente. –Por quê? Decidiu aonde quer ir?

-Vamos a um restaurante daqui a pouco. E depois, podemos olhar na internet ou perguntar para a Keiko se há alguma boate aqui perto; estou com muita vontade de dar uma saída sem hora pra voltar.

-Contanto que você não comente nada a Kuwabara amanhã, tudo bem.

-Não irei, mas ele é ciumento? Você nunca me comentou.

-Ele é um pouco sim. –Yukina se levantou e ajeitou a jaqueta jeans que usava por cima de uma camiseta amarelo clara. –Esqueci de te contar! Kuwabara me disse que Yusuke convidou uma pessoa para vir com ele amanhã para cá.

-Alguém que eu conheça? Uma das mil namoradinhas dele? –Botan olhou para Yukina como se dissesse "grande novidade ele convidar alguém".

-Não, não. Kuwabara me disse que Shuuichi virá. –O queixo de Botan chegaria ao chão se fosse possível. –Eu acho que você irá falar pessoalmente com ele antes que imaginávamos! Mas isso é bom, vocês podem acabar se dando bem e a reunião de semana que vem pode ser bem mais leve. O melhor disso é que, se vocês se derem bem, ele irá com certeza assinar um contrato conosco.

-Pois é... –Botan limpou a garganta e foi andando até o banheiro de cabeça meio baixa para que Yukina não notasse o quanto estava chocada. –Eu vou tomar um banho para irmos almoçar.

-Tudo bem. –Yukina sentou-se no sofá novamente e voltou a mexer no celular, despreocupadamente.

Botan fechou a porta do banheiro e a trancou com certa pressa. Não estava preparada para se encontrar com Shuuichi e conversar cara a cara de maneira menos profissional. Estaria segura se conversasse com ele em uma reunião, mas socialmente? E, ainda por cima, com seu grupo de amigos? Não costumava ficar nervosa com situações assim, mas os olhos daquele ruivo pareciam poder fisgar a alma e a essência de uma pessoa facilmente. E não podia se esquecer da pressão de conseguir se dar bem com ele fora de um ambiente de trabalho ou de uma reunião para consegui-lo em seu filme. Aquilo parecia ser um pesadelo ou, no mínimo, uma bola de neve gigante rolando morro abaixo. Botan levou as mãos ao rosto e respirou fundo, pensando com a maior calma que conseguia naquela hora.

"Calma, Botan! Não é nada demais! E não é como se ele fosse o único ator talentoso do planeta. Por que está se sentindo tão besta e nervosa assim? Não tem motivo algum. Agora se acalme, tome um banho e vá comer."

Novamente, respirou fundo e tirou as mãos do rosto, se sentindo mais calma e confiante. Deu de ombros; era a primeira vez que passaria por aquele tipo de situação, mas sabia que conseguiria como se aquilo fosse algo muito corriqueiro. Após um suspiro, abriu a torneira para encher a banheira e sorriu, passando a pensar nos dias felizes que estavam por vir, por mais agitados que poderiam ser.

Continua.

Esse foi o jeito que arranjei para as peças irem se juntando. Só uma coisa: eu não sei bem como funcionam essas coisas de estréias de filmes e o caramba. O que escrevo aqui não é a verdade que rege o mundo e, muito menos, coisas que joguei aleatoriamente no Google. (?) De qualquer modo, obrigada por ler mais esse capítulo e o próximo logo estará aqui. s2 Até. \o