Respostas aos reviews (obrigada por mandarem):

CIA: Que nada, obrigada você por ler :D Espero que goste desse capítulo.

Miaka Urameshi: Estou pensando em continuar essas duas fics, ainda não sei bem como, mas irei continuar com certeza. Espero que meu tempo não fique muito limitado esse ano, quero mesmo voltar a me dedicar um pouco ao universo das fics novamente. Podemos trocar umas idéias sim, mas seria mais ideal por mensagem pessoal aqui no site; por que não se cadastra? É bem útil. :D

botan-youko: Essa reação é mínima, né? Garanto que se ele fosse de carne e osso, muuuuuitas mulheres se jogariam aos pés dele (literalmente)! Hehehehe~

Agora, bora pro capítulo. ;D

Cena 6: Ela.

Botan acordou no sofá, com uma enorme dor de cabeça e uma moça na TV falando sobre a previsão do tempo. Com a vista ainda um pouco borrada, viu no horário daquele jornal que era quase duas e meia da tarde. Levantou-se aos poucos e viu Yukina também dormindo, mas na poltrona, de mau jeito. Foi até ela, tonta, e a acordou ao balançar seus ombros.

-Ei, Yukina, vamos tomar aquele remédio pra ressaca e correr pra um salão.

-Ahn? Que horas são? –Indagara esticando as pernas e massageando um dos lados do pescoço.

-Duas e meia. –Cambaleando, deu meia volta e pegou a garrafa vazia de champanhe deixada na mesa da sala. Deixou-a em cima do frigobar e decidiu que acharia as taças depois. Yukina levantou-se e foi até o banheiro de seu quarto para tomar um banho, e Botan fez o mesmo.

-o-o-o-o-o-o-

Kuwabara, Shizuru, Kurama e Yusuke haviam chego fazia algum tempo. Como Kurama foi convidado por Yusuke, ambos ficariam no mesmo quarto de hotel, em frente onde Shizuru ficaria e ao lado onde Kuwabara ficaria. Yusuke agora olhava Kurama olhando a cidade pela janela e, logo, lhe jogou uma almofada e ficara com um sorriso de criança.

-Já chegou a ver a Botan? Está nervoso?

-Acabamos de chegar, Yusuke. –Deu de ombros e o olhou.

-Não... já viu o rosto dela em algum lugar? Diretores, e muito menos editores, não são muito reconhecidos. É como um locutor de rádio: todos acabam conhecendo o trabalho dele, mas poucos realmente se interessam em saber como ele é.

-Eu sei disso. –Aproximou-se do rapaz e sentou-se na poltrona ao lado do sofá. –Mas não me sinto muito curioso para saber como ela é.

-Que besteira! –Yusuke pareceu pensativo por alguns segundos, olhando para Shuuichi que o olhava confuso. –Um cara só não fica curioso pra saber como qualquer mulher é fisicamente se ele for gay ou se ele já estiver interessado em alguém. Bem, gay você não é, ou eu juro que te espanco se me abraçar, então...

-Ah. –Kurama deu uma leve risada e coçou a nuca.

-Sabia! Quem é ela?

-Você vai achar besteira.

-Eu quero saber, fala quem é!

-Tá bom! Parece uma criança curiosa e chata. É uma moça que eu vi em um restaurante, mas...

Ouviram batidas na porta. Yusuke levantou-se e a abriu rapidamente, ainda querendo continuar o assunto com Kurama.

-Yusuke, eu telefonei para a Yukina e estamos indo ver ela e Botan. Vamos? –Kuwabara disse enquanto Shizuru estava ao seu lado, com as mãos no bolso da jaqueta.

-Ah... é verdade, havia me esquecido. Ei, Kurama, vamos lá.

-Ver Yukina e Botan? –Indagou ele, se levantando da poltrona. Acabaria com o suspense de conhecer a diretora mais cedo do que esperava. –É uma boa idéia.

Então, todos foram até o andar indicado por Yukina. Enquanto estavam subindo pelo elevador, Kurama os ouvia conversando cheios de animação, mas não estava realmente prestando a atenção. Com o que ouvira sobre Botan, já estava imaginando um demônio japonês de vestido. Quando o elevador chegou ao andar desejado, Kurama saiu por último e os foi seguindo com cautela, como se alguma granada fosse cair em sua cabeça. Viu que Shizuru bateu na porta no final do corredor e começou a se sentir ansioso. Logo, Yukina abrira a porta e ficou ainda mais ansioso. Entrou junto com seus amigos e Yukina falava algo sobre ter que secar o cabelo.

-Tudo bem, iremos ficar aqui na sala esperando por vocês. –Yusuke disse enquanto já sentava no sofá. Todos se sentaram e Kurama olhou discretamente para os lados.

Ficaram conversando ali durante vários minutos, apenas Yukina aparecia de vez em quando para pedir alguma opinião feminina à Shizuru ou para ir até o quarto onde talvez Botan estivesse. Kurama vez ou outra se concentrava e ouvia Yukina e Botan conversando e, pelas risadas que ouvia, ela só parecia ser mais uma mulher normal, pelo menos socialmente. Yukina, de repente, saíra do quarto aos risos com uma leve maquiagem no rosto e os cabelos presos em um coque, com as pontas cacheadas.

-Gente, estamos quase prontas. Desculpem não dar atenção a vocês, mas temos que chegar cedo para acertar os detalhes da noite de autógrafos.

-Não se preocupe, Yukina-chan. –Kuwabara sorriu como uma criança para a namorada, que sorriu de volta e foi até seu quarto. Kurama começava a se sentir um pouco nervoso em estar quase conhecendo sua, talvez, nova chefe até as gravações do filme terminarem, mas não deixava isso transparecer em suas palavras para com os amigos.

Yukina, meia hora mais tarde, apareceu na sala usando um quimono ao invés do roupão longo e branco do hotel como antes. Era um quimono azul escuro com detalhes de leques em vermelho. Kuwabara ficou rindo e mostrando-se feliz e apaixonado por ver a namorada vestida de tal maneira, mas os outros três estranharam um pouco o visual oriental.

-Ei, Yukina, desculpe a pergunta, mas... –Shizuru parou de falar, fazendo um olhar da qual Yukina entendera.

-O senhor Laurent informou para a Keiko que eu e Botan fôssemos vestidas assim. Ele achou interessante, entende? Só porque somos japonesas vivendo nos EUA, não quer dizer que nos esquecemos das nossas origens... ou algo assim. –Deu de ombros, rindo baixo. –Ah, Botan! –Disse ao olhar rapidamente para o lado assim que ouviu o barulho da porta do quarto dela.

Botan segurava um leque preto fechado com ambas as mãos em frente ao corpo, os cabelos azuis e longos estavam completamente lisos, já que nunca se dera bem com um babyliss, e o quimono rosa sem muitos detalhes destacavam seus olhos da mesma cor. Sorrindo, ela colocou as mãos na cintura e disse:

-Como foi a viagem? –Indagou e seu rosto congelou com o sorriso ao ver o ruivo ali, que também a olhava com certa surpresa.

"É ela." Kurama pensou, e logo limpou a garganta e foi até ela. Todos, em silêncio, olharam os dois. Apertaram-se as mãos e fingiram que não haviam entrado em choque algum. Os outros se levantaram a fim de cumprimentar a amiga de olhos azuis, mas no momento estavam curiosos sobre como seria a conversa.

-Você é Shuuichi Minamino, não é?

-Sim. Prazer em conhecê-la, senhorita Takai.

-Não seja tão formal! Senão eu juro que vou ter um troço! Tantas pessoas me chamando de "senhorita" irão me deixar louca. –Riu um pouco e, então, Kurama teve uma boa impressão sobre ela. Ao menos, fora do trabalho. –Desculpa aí, gente, mas eu e Yukina temos que correr para o local da noite de autógrafos.

-Não tem problema, foi um prazer em revê-la.

-"Revê-la"? –Yusuke perguntou, erguendo a sobrancelha. –Você me disse que nunca havia visto ela em lugar nenhum.

-Antes eu não sabia que ela era a amiga de Kuwabara que vi no restaurante. –Kurama deu de ombros, sorrindo. Yusuke entendeu na hora e começou a rir alto. O ruivo lhe deu um olhar feio de um segundo para o amigo, que parou de rir com certa dificuldade.

-Bem, eu não tenho tempo para entender o Yusuke, mas... digo o mesmo, Shuuichi. Vejo você hoje mais tarde?

-Sim, eu irei com Yusuke e os outros.

-Tudo bem, então. Yukina, vamos lá, temos que encontrar a Keiko.

-Certo. Kuwabara, até mais tarde. –Deu um beijo leve na bochecha direita dele e abraçou os amigos, antes de ir com Botan. Antes de fechar a porta de entrada do quarto de hotel, disse a eles de maneira animada. –Fiquem à vontade! Tem duas garrafas de champanhe e duas de vinho aí no frigobar. Até mais.

Assim que Yukina fechou a porta, os olhares voltaram-se para Kurama. Shizuru, segurando a risada, acendeu um cigarro e foi até grande janela da sala. Afastou a cortina e abriu-a, revelando a sacada média. Com um meio sorriso, Shuuichi olhava para Yusuke, que voltara a rir, e para Kuwabara que estava se lembrando de algo.

-Espera aí, Kurama... então... aquela amiga minha que você viu outro dia era a Botan? –Kuwabara ficava, aos poucos, com cara de "paisagem".

-É. Mas eu só descobri agora que era ela.

-Eu vou mijar de tanto rir! –Yusuke disse com a voz esganiçada pelas risadas.

-Por que você tá rindo tanto, Yusuke? Ficou louco? –Kuwabara indagou um tanto curioso e irritado.

-Não, ele não está louco. Só entendeu uma coisa agora, juntamente comigo, mas que ele vai levar para o túmulo... não é, amigo? –Kurama disse enquanto passava por eles, e deu um leve tapa no ombro de Yusuke, que concordou com a cabeça. Kurama abriu o frigobar e pegou uma das garrafas de vinho branco, rindo muito em pensamento.

Continua.