Dois compreendidos
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Era engraçado como as coisas aconteciam, parecia até intervenção divina, Sasuke ter aparecido naquele momento, em que Sakura se sentia tão desolada e sozinha.
Ela chorou até se acalmar envolvida no abraço dele.
– Obrigada, Sasuke-kun. – disse ela se soltando, e enxugando as últimas lágrimas.
– Sakura, como você está? Digo, fisicamente. Vamos a enfermaria. – disse ele tentando não parecer muito nervoso.
– Não, não. Não precisa.
– Você disse que ele te machucou, Sakura.
– Ele só apertou meu braço com força demais, e me sacudiu. Eu fiquei assustada.
Sasuke fechou os olhos, e respirou fundo tentando aplacar a raiva que sentia desse tal Sasori.
– Você tem certeza que foi só isso? – disse ele ainda tentando manter o controle.
– Sim – ela abaixou o olhar antes de continuar – eu consegui me soltar, e saí correndo até meu carro, e disse que nunca mais queria vê-lo. E vim parar aqui.
Ele soltou o fôlego e encostou a cabeça no banco do carona, olhando para cima.
– Me desculpe. – ele a viu olhando para ele com curiosidade – você sabe, pelo jornal. Isso tudo é culpa minha.
– Não é culpa sua, Sasuke. – ela balançava a cabeça em negação – eu deveria saber e ter ciência que sou uma pessoa pública. E ainda lhe arrasto para esse mundinho horrível de fofocas e falsidades.
– Não se preocupe, ninguém me reconheceu. Aqui eu ainda sou só o invisível garoto do gorro.
Ela riu.
– Só você mesmo, para me fazer rir agora. Mas me dê mais dois dias andando comigo e você vai ver.
Os dois riram.
Sakura parou de rir e respirou fundo, olhando em direção a entrada da faculdade.
– Eu só queria fugir disso tudo, sabe...
Sasuke ponderou por alguns instantes a situação, abriu a porta e saiu do carro.
– Pega suas coisas e vem comigo.
– Quê? O quê?
Ele segurou a mão dela e a puxou até sua moto, abriu o compartimento na lateral, retirou um capacete extra e entregou a ela.
– E-eu nunca andei de moto.
– Eu nunca fui dançarino que sai em jornais.
– Não é a mesma coisa. Num você morre socialmente, no outro você morre mesmo.
Sasuke olhou para ela, com um sorriso torto e debochado em resposta.
– Ok. Mas se eu morrer eu volto aqui e te mato. – disse ela colocando o capacete.
Os dois subiram na moto, e Sasuke arrancou, fazendo Sakura se segurar apertada nas costas dele para não cair.
Quando entraram no trânsito, ele acelerou ainda mais, o que fazia Sakura quase se fundir a ele de tão grudada. Mas, a medida do tempo em que eles ficavam mais sobre a moto, ela foi se soltando, e se deixando levar pela sensação do vento passando por seu rosto, mãos e cabelo. Era uma deliciosa sensação de liberdade, que a fez fechar os olhos, abrir os braços e sorrir.
Ele também sorria. Sabia que ela estava sentindo o mesmo que ele quando estava naquela moto.
Sasuke diminuiu a velocidade e parou em frente a um lago, rodeado de cerejeiras, que ficava perto do centro da cidade, e ficaram ali encostados no veículo observando os cisnes nadando entre flores de cerejeira, caídas no lago.
– Eu gosto muito desse lugar. Eu costumava vir aqui com meu irmão. – disse ele abaixando os olhos.
– Você tem um irmão? – perguntou ela curiosa.
– Tinha.
– Ah. – Sakura sentiu-se mal por ter perguntando – Sinto muito. Me desculpe.
– Não se sinta. Não foi sua culpa. – ele chutou uma pedra para dentro do lago – não é sua culpa, que uma gangue tenha tentado roubar a moto dele, e o tenham assassinado.
Sakura pôde sentir a mágoa e o sofrimento nas palavras dele, e sem pensar muito colocou a mão em seu ombro.
– Ele era tudo pra você, não era?
Ele balançou a cabeça confirmando.
– É só que... éramos eu e ele contra o mundo – ele deu um sorriso triste – nossos pais morreram em um acidente, quando eu tinha 4 anos, então, Itachi que me criou e cuidou de mim. Essa moto era dele, e ele sempre me trazia aqui pra gente jogar comida para os cisnes e catar flores de cerejeira, para colocar na foto da nossa mãe.
Sasuke engoliu seco. Não sabia por que havia levado aquela garota ali, e muito menos por que estava contando essa história a ela. Ele não queria e não gostava muito de falar do seu passado. Doía demais.
– Já sei – disse Sakura, dando um sorriso e tirando Sasuke de seu mundo destruído.
Sakura tirou a mão do ombro dele, andou um pouco e abaixou-se, quando voltou, estava com as mãos cheias de flores de cerejeira, e um pequeno galinho delas.
– Vamos colocar flores de cerejeira na foto da sua mãe – disse ela sorrindo e com os olhos brilhando.
Sasuke sorriu em resposta. Mesmo com tudo que ela sofreu causado por ele, conseguia mostrar compreensão e doçura. Essa garota não merecia um idiota a maltratando, ela merecia tanto ser feliz...
– Ok. Mas depois eu vou te levar em um lugar.
Os dois subiram na moto e foram para a casa dele. Sasuke morava em um apartamento pequeno, no subúrbio, não era um bairro muito perigoso, mas também não chegaria aos pés do bairro nobre de Sakura.
– Tio Kakashi, estou em casa.
Kakashi estava na cozinha lavando a louça do dia anterior.
– Sasuke? O que você faz aqui a essa... – ele parou de secar as mãos na porta olhando de Sasuke para Sakura.
– Prazer, senhor. Meu nome é Haruno Sakura. – disse ela sorrindo e abaixando a fronte.
– Haruno Sakura? A Haruno Sakura? Dos Harunos? Advogados?
Sakura balançou a cabeça rindo.
– Por favor, Kakashi... – disse Sasuke, constrangido.
– Me desculpe – Kakashi coçou a parte de trás da cabeça – é que não é todo dia que vem alguém que já fez ensaios para revista de biquíni aqui em casa.
Sasuke bateu a palma da mão na testa de leve, enquanto Sakura se divertia com a situação.
– Vem Sakura. – e a puxou para o quarto, antes que ficasse pior.
Os dois foram para o quarto, deixando um Kakashi de mente fértil para trás. Sasuke mostrou para ela, o lugar que mantinha fotos de sua família.
– Sua mãe era linda. – disse Sakura, e colocou as flores embaixo da foto.
Ela se virou, e pegou outra foto.
– Então, esse era o Itachi.
Sasuke assentiu com a cabeça. E Sakura colocou a foto sobre a escrivaninha de novo, abaixando-se ao nível do porta-retrato, e colocou o pequeno galho cheio de flores de cerejeira debaixo da foto.
– Oi Itachi. Meu nome é Sakura, e você não me conhece, mas, eu quero te dizer que você fez um ótimo trabalho, e que seu irmão é uma pessoa incrível. Obrigada por tudo.
Quando Sakura se virou, mal deu tempo de ver o que estava acontecendo, e sentiu-se sendo enlaçada em um abraço forte por Sasuke.
– Sa-sasuke-kun...
Antes que ela terminasse a pergunta, sentiu seu ombro ser molhado por lágrimas silenciosas, e entendeu o que estava acontecendo, e correspondeu o abraço.
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Então chuchus, gostaram?
Eu atrasei o capítulo, por que vou dizer pra vocês, que baque foi o Gaiden
:/
Eu não consequi ler nenhuma fic ainda depois daquilo.
mas estou me recuperando. (no final da nota eu falo sobre isso)
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Sobre a fic:
então, eu não ia fazer o Sasori espancar a Sakura amores
sou sakurete, odeio ela apanhando. Mas um apertão no braço machuca sim e muito.
Esse capítulo, foi mais um passo no envolvimento deles
dessa vez ao estilo, curar seus medos
Eu sei que vocês estão pedindo beijo, mas vai chegar o momento. Ta chegando.
Prometo ^^
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Obrigada a todos que leram, estão lendo, e que me surpreendi por continuarem lendo (desde o gaiden)
quem tá deixando review: Estão me ajudando demaaaaaaaaaaais. Muitissimo obrigada S2
Um beijo super especial pra Daanys que me deixou uma recomendação
gente eu to ksjjjoiaeeuwoieiej com essas recomendações
S2222
Daanys você é muito divertida nas suas reviews análise/teoria XD
Mas é isso gente
me desculpem a falta de empolgação, mas ainda estou em processo de recuperação do gaiden.
Bom, falar um pouco disso
passado o choque, to tentando pensar com frieza e de forma mais analítica
Kishimoto, pegou todos os questionamentos do fandom e jogou tudo em um capítulo só. Quero acreditar, que algum propósito ele tem.
Creio que houve um motivo muito sério pro Sasuke ter ficado 12 anos fora de casa, e não foi só por que ele quis.
Esse gaiden, deve ser pra fechar as pontas soltas do mangá.
Mas enfim. Não vou me prolongar aqui
mas quero dizer a vocês, que aguardem
O baque foi forte, mas acho que haverá uma explicação.
Stay strong!
E beijos
até o próximo
;**
