Longe do acampamento, um grupo de reconhecimento, encontra...
Enquanto isso, Naruto indaga o porque de seus "descontroles"
Enfim, Tsunade desabafa o que sente em seu coração...
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Cap. 15 - 暴露する - Bakurosuru ( Revelação)
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Em uma mata distante do Acampamento do exército da Aliança, um grupo de 6 Anbus, eram liderados por uma jovem com máscara de lobo, que não parecia ter mais de 18 anos e que tinha os cabelos negros como a noite, presos em um coque alto.
Os demais eram mais velhos do que ela, em torno de 27 à 45 anos, mas, a respeitavam imensamente.
Haviam 4 homens e 2 mulheres no grupo que a seguiam, saltando entre árvores seculares, usando as respectivas máscaras de cachorro, carpa, urso, esquilo, falcão e macaco.
A jovem faz um selo único e passa a olhar para os lados, atentamente. Uma mulher com a máscara de falcão, apressa um salto e se encontra ao lado dela, em um piscar de olhos, chamando-a respeitosamente:
- Ookami-sama (狼 - ookami - lobo) ?
- Sim, Taka ( 鷹 - falcão)?
- Conseguiu ver algo com o seu Byakuugan? Eu não consegui ver nada com o meu.
- Ainda não. Com certeza ergueram algum escudo em volta deles, que inibe o nosso Doujutsu. Mas, vou encontrar. Ela não ficará impune. Matarei aquela bastarda, por ter causado a morte de minha anee-uê Hinata-sama!
- Nossa missão é... - um com máscara de macaco se aproxima.
- Eu não disse que iria atacar aquela vaca rosada, Saru ( 猿 - macaco). Pelo menos, ainda não, porque seria ir contra a missão. Apenas quero descobrir onde estão e informar a Aliança. Mas, disse, que fazia questão de ficar com a cabeça dela como prêmio. - nisso, cerra o punho.
- Soube que a "fila" está longa, daqueles que desejam sua cabeça e dentre eles, encontra-se na frente da fila, a Hokage-sama, já que Haruno é ex-discípula dela... logo...- o homem com máscara de urso se aproxima.
- O acordo, Kuma ( 熊 - urso), foi de quem achasse aquela vagabunda primeiro... Depois que informa-los, tomarei a liberdade de participar da caçada àquela vil traidora. Mas, chega de conversa. Vamos usar nossas invocações...
- Verdade...
- Mas, não pode ser qualquer uma. Estamos em uma mata e para não levantar suspeitas, tem que ser animais que se espera encontrar aqui. Ou seja, cachorro não pode. Já, os demais...
- Hai! - todos falam em ussínio.
Nisso, descem no chão e cada um faz selos, menos o shinobi com máscara de cachorro, que estava atento a sua volta, mas, visivelmente aborrecido, por não poder invocar seus cães e outro, que após fazer os selos, bate com a palma da mão na superfície de um afluente próximo dali e que se bifurcava logo a frente.
- Kuchiyose no jutsu. - todos falam em um tom baixo, em ussínio, enquanto batem a mão na superfície.
Do riacho, surgem mais de 8 castores, vários macacos, falcões, cervos com belas galhadas, ursos, além de lobos, estes, sendo invocação de Hanabi.
Então, os ninjas explicam a missão a eles e os mesmo se dissipam em várias direções e os castores se separam nas bifurcações á frente do afluente.
Eles acham uma árvore gigantesca de mais de 700 anos, julgando pela grossura do tronco e usando um jutsu Doton simples, fazem surgir uma pequena abertura na raiz grossa, no solo e removem o resto da terra com outros jutsus, transformando o local, abaixo das grossas raízes seculares, em uma pequena caverna subterrânea, que em cuja frente, caía do tronco, folhas de trepadeira, que formavam uma espécie de manto na frente da caverna improvisada, no abrigo das raízes e um pouco abaixo do nivél do solo.
Entram para descansar, pois, já faziam 5 dias que partiram do acampamento da Aliança, em busca de informações dos nukennins.
Antes, tomaram a precaução de espalharem armadilhas em volta da caverna subterrânea feita por eles e em outros lugares, mais longe, para dissipar a atenção.
Havia além dela, mais uma Hyuuga, logo, combinaram revesamento, junto com outro.
Todos retiram a máscara e encostam as costas nas paredes das raízes internas da árvore, enquanto retiram do bolso, uma carne ressecada e um saquinho, onde retiram pílulas do soldado especiais, que era uma variação das tradicionais, sendo estas criadas por Karin e Ino, que podiam suplantar o corpo em todas as vitaminas, carboidratos, lípidios e proteínas necessárias ao bom funcionamento do organismo.
Depois de comerem as "rações" feitas para dias de muita viagem, sem poder parar muito e beberem água que traziam em recepientes, após invocarem os mesmos de pergaminhos, adormecem, menos os dois, a líder e o de máscara de cachorro, que ficariam de vigias no primeiro turno.
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Longe dali, um lobo segue uma trilha, farejando o solo e em um determinado momento, ergue a cabeça, movendo as orelhas para a frente, na mesma direção em que surgem detrás de um tronco nodoso, Sasuke e Sakura.
Supreendido, ele rosna e Uchiha olha friamente para ele, que mesmo sendo corajoso, foge, pois era a reação esperada de um simples animal naquela situação e sem mencionar o fato, que precisava contar a localização deles.
Porém, sentindo que o ataque se aproximava dele, ele salta para trás de um arbusto, nas margens de um riacho, uivando e depois ganindo, quando o jutsu o acerta, antes que ele toque a superfície cristalina.
Quando os olhos ônix passam a varrer o local, após afastar as moitas dali, percebe que a correnteza do riacho estava excepicionalmente forte e portanto, julga erroneamente, que o corpo do lobo foi levado para longe, porque, não viu o mesmo desaparecer no ar, por causa das várias moitas daquele lado do rio.
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Não longe dali, um outro lobo vira as orelhas para a frente, ao ouvir o uivo do outro, deduzindo o que ele vira e a direção, além da distância, decidindo dar meia-volta e retornar até o acampamento de sua invocadora, para contar a notícia.
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- Sasuke-kun. Eu disse que era só um lobo intrometido. - a rosada comenta, visivelmente chateada pelo momento romântico com ele, ter sido interrompido pelo mesmo, que julgava que estavam sendo observados.
- Todo o cuidado é pouco, minha cerejeira.
- No final, não era uma invocação, viu? Fala sério... tinha que cortar o clima? - olha aborrecida para ele, comprimindo seu punho.
Uchiha não deixa de sorrir, pois adorava ver a sua Sakura, nervosa, pois aí, ela fazia questão de ataca-lo, fazendo com que a sua vida não fosse monótoma e que também, podia ser muito carinhosa, se quisesse. Aquilo, fazia-o admira-la ainda mais.
- Sabe que não pode ficar nervosa. Nosso bebê... e também, não deve fazer esforço desnecessário. Devia ter ficado na caverna e ... - fala preocupado, se ajoelhando na frente dela, acariciando o ventre, que exibia uma proeminência quase imperceptivél e onde o filho deles estava sendo gerado.
- Já disse que gravidez não é doença. Que eu saiba, eu sou a médica aqui e sei o que posso fazer ou não... - fala tentando ficar aborrecida, mas, não conseguindo, pois se derretia ao ver o carinho que Uchiha demonstrava ao filho deles, ainda no ventre, enquanto também ficava orgulhosa, de conhecer esse lado, que mais ninguém conheceria.
- Mesmo assim... - ergue, após acarinhar gentilmente o ventre dela, passando a acariciar a face da rosada - Tem os exames que Kabuto pediu para fazer e os medicamentos que tem que tomar.
- Não confio em Kabuto. - ela confessa, um tanto irritada.
- Eu sei, mas, nosso filho tem que ser forte e poderoso. Kabuto está pesquisando remédios que ajudarão a ampliar o potencial dele, provavelmente, chegando até a me superar. É preciso, caso a Aliança venha atrás de nós e dele...
Fala, se inclinando para mordiscar o pescoço dela, fazendo-a gemer levemente, mas, não o suficiente, para desviar a atenção:
- Não acredito que fariam mal a uma criança... quer dizer, nós somos nukennins... não ele.
- Você se lembra, de como os moradores e ninjas tratavam aquele dobe quando criança? Isso, porque, ele não era a raposa em si. Apenas, a tinha lacrado no corpo. Como eles agiriam com uma criança, filha de nukennins e que possuíra um doujutsu perigoso, além de ser descendente de um clã, considerado por eles, como amaldiçoado? O que acha que fariam? - vê ela ficar cabisbaixa - Acredita mesmo, que eles permitiriam que o último Uchiha ficasse vivo, para ter descendentes ou cortariam o "mal pela raíz", digamos assim?
Depois, a nukennin ergue os olhos esmeralda emotivos, observando-o atentamente, para depois, concordar, pois julgava a reação dos outros, principalmente de Konoha, pelo que fizeram a Naruto no passado, acabando por fazê-la temer, o que fariam com o filho deles que carregava no ventre, pois, poderia acabar se distraindo e eles poderiam, aproveitar essa distração, para matarem a criança.
Mesmo na Aliança, não acreditava que o filho deles estaria, realmente protegido.
Afinal, também, existiam fanáticos que odiavam os Uchihas e muito. Temia em pensar, o que fariam se colocassem a mão em um, duvidando que não julgariam o filho deles por si e sim, pelo passado de seu clã e pai.
Sakura tomou essa decisão, principalmente, após testemunhar, em uma conversa na área de refeição, uma hipótese levantada por um deles, se colocassem a mão, em um "filhote" de Uchiha, falando o que fariam e que seria como se colocassem a mão em Sasuke.
Esta era a opinião compartilhada por muitos que riram malignamente, com a mente doentia do que fariam com uma criança inocente e que a ampliavam, cada vez mais, com ideias de tortura e sofrimento, fazendo arrepios percorrerem a coluna dela e a mesma, pelo nervoso, soltar o que acabara de comer, no banheiro, ao correr para lá.
Naquele instante, temeu por seu filho no ventre, pois fora dias depois de ter descoberto que estava grávida, mesmo tomando anti-concepcionais. Não compreendia ainda, como aconteceu, pois não se lembrava de ter esquecido de tomar o medicamento, uma única vez, sendo que começou a toma-lo, para controlar o seu fluxo que era irregular e muitas vezes, intenso demais.
Mesmo sendo uma gravidez não programada, já amava o pequeno ser que crescia em seu ventre. Amava e muito. Assim como, ele também era amado imensamente pelo pai dele.
Não se arrependera da traição, pois, fugiu para proteger seu filho e também, procurou diminuir a força da Aliança, para garantir, que eles conseguissem fugir dali, para que ela ficasse em relativa segurança, até, pelo menos, o bebê deles nascer.
Confessava, amargamente, que daquela vez, concordara com Kabuto, dos motivos apresentados por ele, para baixar o poder da Aliança.
Vendo-a com um olhar distante, acaricia os lábios dela com os seus dedos, falando ao pé do ouvido, em um sussurro rouco:
- Está longe... sinto se acabei fazendo-a se lembrar dos nossos problemas e passado.
- Eu sei. - ela desperta e ensaia um sorriso, não se supreendendo, por ele lhe pedir desculpas, se fosse no passado, ficaria estarrecida.
Mas, agora, ele parecia um outro Sasuke, ao menos, para ela, para os inimigos e até Kabuto, continuava o mesmo.
Tratava-a daquela maneira amorosa e apaixonada, somente quando encontravam-se a sós. Não queria mostrar esse lado ao Kabuto, era perigoso e arriscado demais, porque, nunca confiaria cegamente naquela cobra e a paternidade, além do amor imenso por ela, o fizera como um leão feroz, pronto para defender sua cria e companheira, com unhas e dentes.
Como pai, ficou potencialmente mais perigoso, ainda, para os seus inimigos.
Ela o beija apaixonadamente, supreendendo-o agradevelmente e inclusive, tomando a iniciativa de aprofundar, com ele correspondendo e muito, tornando o beijo deles, ainda mais feroz, enquanto ambos acariciavam com sosfreguidão o corpo um do outro e se fitavam lascivamente.
Sakura libera pequenos gemidos, enquanto Sasuke se dedicava a se deliciar com o pescoço e lóbulos, dando mordidinhas, enquanto Sakura ousadamente, apertava os glúteos dele, que por sua vez, enfiara a mão dentro da blusa dela, acariciando os seios, fazendo-a gemer ainda mais.
Nisso, Zetsu aparece e rapidamente, vermelha como um pimentão, Sakura se vira de costas e o Zetsu, por pouco não é queimado por uma esfera Katon lançada por Sasuke, que o fez voltar para baixo da terra, enquanto escuta, a voz assasina do Uchiha, que provoca calafrios na espinha do Akatsuki:
- Faça isso de novo e irá morrer! Não me procure até a noite! Vá!
Ao sair debaixo do solo, olha para os lados, notando que ambos sumiram dali. Um tanto incomodado, pela visão intíma que teve, volta para baixo da terra, para avisar Kabuto, que novamente, Sakura não compareceria nos testes e seção de fortalecimento do bebê, pelo menos não tão cedo.
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Numa caverna natural, Sakura está enroscada com as pernas na cintura de seu amado, com ambos continuando as carícias com volúpia.
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(Cena hentai. Caso queiram ler, está no próximo capítulo.)
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Suspira de contentamento e então, olha as gotas de suor percorrendo o corpo másculo acima dela e sorri.
Porém, a face de Sasuke muda e Sakura fica alarmada, ao vê-lo sair de dentro dela e se vestir apressadamente, com ele falando, de maneira tensa, ao ver que seus sentidos estavam ainda alertas, quando um falcão invocado por ele antes, para patrulhar a área, pousa ali perto.
- Vista-se... alguns ratos nos encontraram.
Sakura rapidamente se levanta e coloca a roupa, preocupada, porque não queria lutar naquele estado, se possivél. Temia perder o filho deles, que já era imensamente amado por eles.
Nisso, saem da caverna e rapidamente, Sasuke faz uma sequência de selos e bate no chão:
- Kuchyose no jutsu! Kaze!
Nisso, um falcão fêmea imenso surge e Uchiha, fala:
- Suba nela, rápido! Fique no ar, enquanto volta ao esconderijo!
- Não! Eu vou com você! - a rosada fica desesperada e o segura firmemente nos braços, a beira das lágrimas.
- Pense em nosso filho! - ele se vira para ela, com a face nervosa - Não suportaria se os perdesse!
Então, a abraça fortemente, confortando-a, com esta chorando, pois a gravidez a deixava consideravelmente sensivél.
Seca as lágrimas dela e fala, fazendo questão de passar confiança e conforto:
- Confie em mim. - nisso, a beija na testa.
Ela se supreendia, ainda. Ele era, praticamente, duas faces.
Com os inimigos, frio e com ela, fazia questão de mostrar seu amor sempre que podia, com palavras ou gestos, desde que estivessem a sós.
- Sim... - ela concorda fracamente, forçando um sorriso e subindo na ave, que logo em seguida, alça vôo, subindo bem alto nos céus.
Desembanhando sua espada, suas faces ficam frias.
Seus olhos gélidos percorrem o local a sua volta, enquanto sua audição, capta algo. O forte instinto de defender sua companheira e filho, o tornava feroz e ainda mais implacavél, como uma fera, pronta para mostrar as consequências imperdoavéis do crime que foi, ousar se aproximar deles.
Rapidamente, concentra Raiton e usa um jutsu, em uma árvore, nisso, centenas de shurikens surgem, enquanto jutsus de fogo e água, aparecem e ele desvia de todos, invocando uma imensa ave e subindo no dorso dela, com esta já no alto, faz uma sequência complexa de selos:
- Raiton: Dragões gêmeos das trevas!
Nisso, dragões em forma de relâmpagos, cortam o ar em volta dele, caindo em uma chuva de raios, por uma área consideravél.
Das árvores, antes de serem eletrocutadas, sete Anbus saem, se espalhando na área, enquanto Sasuke ativa seu sharingan, observando que queriam ganhar tempo para fugirem, se espalhando em direções diferentes, para garantirem que ao menos, um conseguisse fugir dali, com informações sobre a possivél área em que se localizavam.
Sorrindo malignamente, decide se divertir, caçando-os e nisso, seleciona o primeiro Anbu.
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Bem longe dali, Naruto e Youko chegam até o riacho comunitário, usado pelos homens, pois, as mulheres usavam um outro, afastado dali.
O loiro sabia que não haveria ninguém ali, ainda, por causa do senjutsu.
Se Youko visse um homem nu, com certeza, o encheria de perguntas curiosas, que o deixaria um tanto sem graça para explicar. Isso, se ela não fizesse analogia com o corpo dela, o que não duvidava que ela faria.
Sabia que a raposa precisava de um banho, afinal, duvidava que havia se lavado, uma única vez, desde que saiu do selo. Na verdade, tirada do fuuin, para ser mais exato.
Não que estava fedendo. Incrivelmente, não estava, mas, um banho sempre relaxava e era algo prazeroso.
Enquanto vários pensamentos surgiam em sua mente, Uzumaki apoiava a roupa nova em cima da pedra, enquanto se despia atrás de uma rocha, volta e meia olhando para a Kyuubi, para se certificar que não o visse nú.
A mesma havia se sentado em cima de uma pedra baixa e pegava pedrinhas soltas com as caudas, atirando-as no lago, com um olhar pensativo e suspirando aborrecida, só mudando a face, quando notou que seu jinchuuriki olhava para ela, ficando com a boca ligeiramente entreaberta, enquanto sentia um calafrio estranho percorrer sua coluna.
Nesse momento, ela corou e desviou o olhar, fazendo o loiro sorrir, pois a achava muito fofa e sexy toda corada.
Após se despir por completo, procura afundar seu corpo na água, tomando cuidado de manter até a cintura submersa nas águas cristalinas e voltado de costas a raposa, pois, a água era tão límpida e cristalina, que corria o risco dela ver seu membro embaixo da água.
Teve que dispersar os pensamento pervertidos, associado ao membro e a raposa, mais especificamente, a boca dela, para não acabar ficando excitado novamente.
Então, procurou retornar as divagações anteriores, para dispersar os pensamentos "eros", enquanto percebia que estava, de fato, seguindo completamente os passos de Jiraya, se tornando também um pervertido como ele, com a diferença, que ainda não escrevera nenhum livro e que não levava uma vida boêmia, por assim dizer, mesmo que fosse espião.
Olhava, ás vezes, de relance para a raposa, se lembrando dos problemas relativos a mesma se banhar.
O problema, não era que ela ofertasse algum perigo a alguma kunochi, pois, atualmente, só teria suas presas e garras, contra ninjas detendores de jutsus, o que não seria uma atitude inteligente da parte dela e sabia que a mesma conhecia seus limites. Não era burra de provocar uma briga, que não tinha chances nenhuma de vencer.
Era, quem a levaria. Afinal, não poderia ir lá e precisava de alguém de confiança. Não só de confiança, mas, que também, não a maltrataria e nem a destrataria.
Claro, poderia faze-la se banhar ali, mas, havia dois grandes problemas, segundo o loiro, que olhava o local ainda mais atentamente que das outras vezes, analisando-o.
Primeiro. Era um local muito aberto, com parcas árvores e estas não muito densas. Segundo. Teria que isolar a área, para evitar de algum infeliz ir espiar Youko. Terceiro. Era como impediria deles a verem. Por último, ela com certeza, não saberia se banhar corretamente e se a tocasse, com ela nua, temia não conseguir se controlar e acabaria assustando-a ainda mais.
Soava como estranho, pois, com certeza, ela saberia jogar água no corpo, porém, não era só jogar. Tinha noção que um corpo feminino, precisava de uma higiene mais intíma, por causa da anatomia que possuía.
Quando ela era somente uma raposa imensa, jogar água já bastaria.
Enquanto divagava, evitava de sua mente viajar para pensamentos eróticos, o que se mostrava uma tarefa, praticamente impossivél.
Saiu de seus pensamentos, fitando o sol que nascia no horizonte.
Havia lavado o pano que usou para limpar sua essência de seu corpo e abaixo da virilha. Lavou suas próprias roupas, pois, lá, cada um era responsavél por suas roupas e asseio pessoal.
Agora, se dedicava a lavar o corpo, com o sabonete que trouxera da tenda, além de um shampoo, que estava próximo dali, junto das roupas limpas.
Quando começou a banhar-se, notou que Kyuubi olhava atentamente para ele, como se estivesse hipnotizada, com as faces ruborizadas e a boca úmida, entreaberta. Não uma face de raiva ou descaso e sim, de desejo, pelo que ele pode deduzir.
Notando, que pelo horário, as águas haviam ficado levemente escuras, impedindo uma visão mais nitida, se vira, com um sorriso maroto nos lábios, decidindo se "vingar", frente a face que ela faria, ao ser pega olhando perdidamente para o seu jinchuuriki.
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Da pedra, próximo dali, Kyuubi já o olhava a algum tempo, vendo os músculos trabalhando, conforme ele se mexia, com as gotas ousadas percorrendo sedentamente a pele máscula, fazendo os olhos dela seguirem-nas, buscando com elas, memorizar o corpo do loiro a sua frente, que parecia alheio ao seu olhar.
Os fios loiros e rebeldes, estavam um pouco mais compridos, do tamanho do que o pai dele tinha.
Eram também percorrido por gotas ávidas, quando ele pegou a água na mão em forma de concha e jogava no rosto e cabelos, acabando por muitas conseguirem seu intento, passando a sentir a pele dele por completo, enquanto desciam eufóricas pelos sulcos dos músculos dele, pelo treinamento severo que fizera nesses últimos anos e não sendo nada exagerado e sim, na medida certa.
Youko encontrava-se com os olhos rendidos, presos a visão que a deixava sem fôlego, com os lábios entreabertos, não compreendendo o porque de seu fascínio, pois já o vira quase nu, embora fosse de costas.
Por algum motivo, naquele momento, ela parecera perdida, ao notar que tiveram muitas coisas, que passaram despercebidas, como se naquele dia, meramente o olhou, sem maiores detalhes, enquanto tentava descobrir, como usava aquela roupa, que ele chamava de quimono.
Sentia seu coração se chocar contra seu tórax, batendo em um ritmo frenético, junto com a respiração afoita, enquanto sentia ficar com as faces rubras e um calor estranho a mesma, que subia desde o seu ventre, passando a sentir um calor inexplicavél, frente a aquele espetáculo aprazivél á ela.
Sentiu um solavanco em seu coração, quando ele virou e ela viu o tórax dele musculoso, nada excessivo, passando a invejar sem controle, as gotas por poderem toca-lo e passear na pele máscula sem reservas ou restrições.
Frente a estes pensamentos estranhos, a mesma, juntamente com a imagem dela acariciando-o, a faz sacudir a cabeça, tentando a todo o custo, dispersar a imagem, no minímo estranha a mesma, considerando como um despautério, enquanto se revoltava por sua fraqueza.
Ao tornar a olha-lo, viu o olhar dele e o sorriso, que era um misto de malicioso com maroto, que a fez bufar, praguejando mentalmente contra si mesma, por estar ciente que ficou olhando para seu jinchuuriki por muito tempo e que ele percebeu isso, pelo visto.
Sua raiva aumentou ainda mais, fazendo-a rosnar audivelmente, ao ouvir o riso dele, que mesmo baixo e quase inaudivél aos humanos, era bem audivél à ela, que o xinga de todos os palavrões que sabia e muitos que desconhecia seu signficado, passando a sentar numa pedra mais distante dali, emburrada, virando de costas para ele.
Uzumaki abana a cabeça para os lados, sorrindo divertidamente, passando a esfregar seu corpo com o sabonete, para retirar da pele e em seguida, lavar os cabelos com o shampoo, retirando-o dos fios, após alguns minutos.
Então, se dirige até a margem em que deixara as roupas limpas, secando-se com uma toalha que trouxera, para depois, se trocar e colocar as úmidas em uma espécie de balde pequeno, saindo finalmente detrás da pedra, já devidamente trocado.
Caminha até ela, se recordando que não pedira desculpas por antes.
Ao chegar no lado dela, esta lhe lança um olhar de ira, fazendo o sorriso dele tintubear.
Então, o loiro inspira profundamente e fala em um tom gentil, se desculpando:
- Eu sinto muito, Youko-chan, por antes, na tenda...
Ela fica embasbacada, processando o que ele falou, somado ao fato do olhar pesaroso dele, esquecendo-se momentaneamente de sua birra e revolta.
Porém, sua raiva começou a retornar com ímpeto, após aqueles breves momentos, tendo que lidar com outros sentimentos, estranhos, novos que começaram a surgir nela, desde que foi retirada do fuuin.
Como era tudo novo e incompreensivél, ela reagiu da única maneira que conhecia. Sendo agressiva.
- Seu desgraçado! É tão retardado quanto os seus pais! Vá se ferrar! - exclama, em meio a rosnados audiveís.
Ao ouvi-la falando mal de seus pais, ele a derruba no chão com violência, apertando o braço dela, justamente em cima de um hematoma, fazendo-a gritar de dor e chorar, pois não havia se preparado para aquilo, enquanto amaldiçoava aquele corpo fraco e patético, além do fato, de derramar lágrimas.
O grito e o cheiro salgado de lágrimas, fizeram-no recobrar o controle e ao ver o olhar de medo dela, praguejou mentalmente contra si mesmo, se sentindo um monstro, porque, desconfiava, que a raposa não estava acostumada com tanta gentileza e que também, era tudo muito novo para ela, por isso, acabava, muitas vezes, reagindo com violência, pois era assim que agiram sempre com ela.
Se recordou dos hematomas das surras dos shinobis e de antes do nascer do sol, na tenda, provocada por ele e provavelmente, novas que surgiram de seus atos, pois, tinha conhecimento que a feriu, acabando por ficar com a consciência pesada pela culpa. Havia se esquecido que atualmente, a resistência dela só estava um pouco melhor que a humana, mas, nada alarmante e a diferença era quase infíma.
Então, a abraça, afundando a sua cabeça na curva do pescoço, chorando em um misto de dor, culpa e de vergonha, pelos seus atos para com Youko, enquanto sentia-se um canalha, piorando ainda mais, ao senti-la tremer, provavelmente de medo, frente ao seu toque.
Considerava-se um hipócrita, pois agrediu os shinobis que a feriram, mas, ele mesmo, a feriu não uma vez, mas, duas até agora. Chorava também, tentando aliviar o fardo em suas costas. A dor da traição, a perda de vários amigos, a ofensa aos pais que tanto amava e agora, de agredir alguém que não era capaz de se defender dele.
Atualmente, aquela não era a raposa gigantesca de nove caudas. Era somente uma bijuu enfraquecida, com uma forma humana e tendo, a resistência e a força equivalente a forma atual, já que seu chakra, o vestígio que ainda possuía, já que não conseguiu tirar tudo, estava lacrado nele pela chave.
Estranhava, porque ele estava se descompensado daquela maneira. Diria, que era mais é descontrolado, acabando por agredir, sem nem ao menos notar, somente vendo tudo "branco" nesse momento.
Percebera também, que muitas vezes, não tinha controle e quando percebia, notava que já era tarde demais, sendo isto marcante, conforme o convívio com Kyuubi, pelo fato dela sempre provoca-lo.
Antes, era mais espassado esses episódios de fúria. Sabia que tinha algo de errado, principalmente nesse último ano e que parecia ainda mais pior, após a traição de Sakura.
Em seu intímo, começara a temer o que podia fazer nesse estado e pensava, seriamente, em buscar alguma ajuda médica, talvez Ino, por confiar nela e ser sua amiga de longa data, inclusive, amiga colorida, antes dela namorar Gaara.
Desconfiava, que fosse resultado de seu coração sufocado, lesionado pela guerra e pelo que a mesma trazia, pois quebrava antigos laços e moía os sentimentos daqueles que a vivenciam dia após dia, sobre o seu julgo, além de ver a morte em volta de si e de seus companheiros, amigos, que um dia riram com você ou lhe contaram histórias em volta da fogueira, temendo não vê-las no dia seguinte.
Sentia também, que aquela guerra estava minando-o quase que por completo, sufocando o seu antigo "eu" brincalhão e fazendo surgir, um Naruto sério, que carregava o mundo em seus ombros, além de ultimamente, ter lapsos de descontrole, passando a temer a si mesmo, nesses instantes de "branco" momentâneo, enquanto, continuamente, era depositada as esperanças e sonhos de todos em si.
Afinal, ele era o heroí que derrotara Pein, além de ser considerado, como o "garoto dos milagres", com muitas pessoas, depositando sua fé nele, que era como o farol deles em meio a tempestade.
Porém, com o tempo, sentia que este mesmo farol podia se apagar pelo desgaste. Estava estafado e tinha plena consciência que precisa estravazar de alguma maneira, tudo o que seu coração sofria, tudo o que o sufocava, tudo que drenava suas forças e razão.
Senão fizesse isso, sentiria que iria desabar a qualquer instante e por mais que sempre se levantasse, duvidava, sinceramente que seria capaz de se levantar novamente, sem contar, do forte medo que o tomava, frente ao fato de acabar ferindo gravemente Youko, sendo isso, algo inadimissivél.
Se fizesse algo assim, nunca se perdoaria e se sentiria o mais desgraçado de todos, mais, do que atualmente se sentia por seus atos intempestivos atuais para com a bela bijuu.
Ela está atônita. O medo e o tremor passou, dando lugar ao espanto.
Kyuubu estava desconcertada, não sabendo o que falar e como agir, pela primeira vez em sua existência. O loiro como sempre a supreendia.
De fato, ele era o número um em supreender as pessoas.
Quando a empurrou no chão, temeu que ele fosse bater nela, mas, depois, a face de ira deu lugar ao de pesar e dor.
Ela viu os orbes azuis pesarosos para com ela e sentia pelo fuuin a raiva que ele sentia dele mesmo, pelo que fez à ela e isso a fez ficar atônita, não compreendendo o porque daquela reação.
Afinal, ofendeu os pais dele e por sua culpa, ele ficou orfão.
Tinha todo o direito de odia-la, mas, nunca o fez, desde que descobriu ser um jinchuuriki e mesmo depois, de Kushina ter revelado o que aconteceu há anos atrás, não a culpou.
Começou a ficar nervosa, sentindo um calor aprazivel toma-la, surgindo do baixo ventre, quando a respiração dele começou a se chocar em sua pele. Seus batimentos cardíacos acerelaram e sua respiração estava rítmica.
Sentia as faces levemente rubras e não compreendia o porque daquilo, que acontecia sempre que o olhava sem roupa e quando encontrava-se sobre o toque dele.
O loiro aspirava o cheiro inebriante, viciante e aprazivél da raposa abaixo de si, cuja presença parecia conforta-lo de alguma maneira. Porém, propositalmente ao conforto, aumentava a culpa por feri-la.
Ela foi usada como uma arma pelos séculos. Foi tratada como uma propriedade, "algo", que meramente existia para trazer sofrimento e morte. Mesmo ela possivelmente gostando disso, era enlouquecedor e revoltante ser considerado como algo e nada mais. Algo, que era usado somente para desejos mesquinhos e vingativos, como um objeto e nada mais.
Lembrou-se do fato, que no atual mundo shinobi ordinário que vivia, o ninja ser usado como uma arma, uma ferramenta, mesmo para fins sórdidos, era algo bem comum. Era na verdade, um costume, que chegava ao ponto de ser uma tradição, praticamente, e visto como algo natural e próprio do ninja.
Frente a isso, não pode impedir de se recordar de Haku, mesmo após anos, a memória da vida sofrida dele, que de uma maneira incompreensivél, no ponto de vista dos outros, encontrou a felicidade ao ser útil como uma ferramenta para um demônio.
Essa lembrança continua viva em sua mente e sempre continuaria.
Quanto a ser incompreensivél, era somente para os outros, mas, não ao loiro, porque Haku e ele eram iguais e compreendia os motivos dele, melhor do que ninguém.
Mesmo Kyuubi, parecendo ter a índole natural para a destruição e o caos, além de matar indiscriminadamente, não justifica o fato de ter sido usada por motivos egoístas, sendo confinada em algo ou alguém, ao longo dos séculos e sendo controlada, não somente uma vez, mas, duas vezes, como uma marionete, um boneco sem emoções.
De fato, era algo horrivél.
Se recordava do que disse, após derrota-la e retirar quase todo o seu chakra, ou seja, uma grande parte dele, lacrando em uma parte nele, enquanto despertava um novo selo.
Irada pela derrota e já machucada pelos ataques consecutivos dele, tentou ataca-lo, usando o vestígio de poder em seu corpo, que mesmo pouco, era absurdamente poderoso.
Acabou sendo obrigado a lacra-la em meio a barras de madeira, quando girou a chave, confinando-a. Recordava-se das palavras que proferiu, antes de vê-la fechar os olhos, gradativamente, em uma espécie de sonolência: "Não vou machuca-la... eu prometo. Você verá..."
Mas, ele a machucou. Foi incapaz de cumprir sua promessa e isso o afligia, pois notava que a guerra o estava mudando e muito. Temia chegar ao ponto, de não se reconhecer mais, mudando de tal maneira, que seria, praticamente, outra pessoa. Preocupava-se em demasia, no que se tornaria se isso acontecesse, além de se preocupar, com o que seria de Youko.
Agora mais calmo, percebeu os batimentos cardíacos alterados e a respiração descompassada dela, além dos tremores e a face corada. Inclusive, sentiu o cheiro dela se intensificar e como esperado, começara gradativamente a perder a noção da realidade, enquanto sua mente ameaçava nublar perigosamente.
Levou os lábios ao colo delicado, sentindo-se hipnotizado e beijou. O coração dela deu um solavanco, se chocando contra o esterno e um leve gemido surgiu dela, além da raposa começar a sentir algo ficar muito volumoso e duro, abaixo da cintura de seu jinchuuriki.
Ao ouvir o gemido, despertou do transe em que se encontrava e se afasta um pouco dela, apoiando-se nos cotovelos, vendo as faces rubras e os olhos rubi em um misto de desejo e receio, enquanto ela estava com os lábios entreabertos e arfando, mas, com o corpo estático.
Então, começou a se mexer como se tivesse despertado de um transe, quando observou os olhos escuros dele de desejo, enquadrarem o seu rosto, enquanto ele sorria maliciosamente.
Naruto fecha os olhos, lutando para recobrar o controle, ciente que estava começando a assusta-la novamente.
Começou a praticar uma respiração mais compassada e abrandar o seu coração, para dissipar a nuvem de desejo que estava ameaçando nublar sua mente por completo e após vários minutos, consegue o seu intento.
Ao reabri-los, viu a face afogueada da raposa, mas, sentia que ela se acalmava gradativamente, ao ver o olhar dele normal e o típico sorriso gentil nos lábios.
Porém, arqueia o cenho, ao vê-la olhar para os lados, levemente receosa, passando a seguir o olhar dela, reparando que em volta deles, formara um grupo de vários shinobis que olhavam para eles.
Muitos com uma face pervertida, outros com inveja e alguns com raiva, até asco.
Então, olhou para sua cintura e viu que havia se deitado em meio as pernas perfeitas dela, acabando por ficar em uma posição comprometedora para ambos.
Levantou-se subitamente, lançando um olhar de ira para cada um, enquanto emanava uma aura assasina, fazendo quase todos fugirem dali o mais rápido que podiam, pois ele era famoso por derrotar Pein e Madara, tendo eles testemunhado a luta insana entre os dois, além de que, o que ele fez aos outros, se espalhou também, acabando por aterrorizar muitos ninjas.
Notou, que somente ficou no local, Tenzou e Bee, olhando divertidamente a cena, com um sorriso, Lee fazendo a pose de Nice Guy, Gaara olhando-o neutro como sempre, porém, com um discreto e quase imperceptivél sorriso na face e Tsunade, que estava estarrecida, processando ainda o que estava vendo diante de si.
Naruro, corado, estende a mão para ajudar Youko a se levantar, mas, esta, após se recuperar da atenção de instantes antes, rosna irada, levantando-se por si só, ignorando a mão dele, não batendo nela como da outra vez e sem entender o porque de não ter feito isso, enquanto virava de costas para o loiro.
Após suspirar cansado, se volta para os demais, perguntando, enquanto arqueava o cenho:
- O que fazem aqui?
- No fim da tarde, faremos novamente uma reunião sobre algo descoberto após algumas investigações e informações coletadas no antigo esconderijo de Madara e resposta para algumas de nossas indagações anteriores, fora outros assuntos. - Gaara fala em seu tom neutro costumeiro.
- Mas, pelo que foi falado na reunião anterior, não estavamos com o efetivo baixo demais? Tanto, que não conseguiríamos mobilizar shinobis suficientes para deixarem a área do acampamento, para colherem informações ou até mesmo, impossibilitando grupos de buscas mais extensivos?
Tsunade estava surpresa. De fato, Naruto fazia juz ao título de Sennin dos Sapos, que recebera há dois anos atrás. O mesmo título de Jiraya, reconhecido pelo próprio Fugasaku, por ter superado o Ero-sennin em praticamente todos os requisitos necessários para receber tal título e atualmente, acumulando também, o título de Sannin, dado por ela, com o apoio dos demais Kages e Senhores feudais, que reconheceram o poder de Naruto.
Então, recuperada, responde ao loiro, sem deixar de olhar atentamente a raposa, que a ignorava. A Senju se controlava, para não fita-la com raiva, por consideração ao seu neto:
- Estava... mas, conseguimos após reunir relatórios médicos e de pequenas equipes de busca, juntando também, com o de alguns grupos, praticamente de reconhecimento, embora, equilibrados no quesito ataque, podendo recharçar qualquer Zetsu remanescente do conflito, enquanto você destruiu grande parte dos ressucitados. Com isso, nossas tropas, mesmo com as baixas, conseguiram dar conta dos remanescentes, forçando Kabuto a cancelar o Edo Tensei...
É cortada rispidamente por Naruto, que estava irritado por terem ignorado-o, quando mandaram as parcas equipes.
Encontrava-se indignado pelo descaso para com ele, sem saber, que há dois dias atrás, fora mandada duas equipes, por insistência do Tsuchikage e Mizukage:
- Por que não fui chamado? Ontem estava acordado e completamente recuperado! Afinal, sei senjutsu e... - mas, é silenciado por um cascudo de Tsunade em sua cabeça.
- Baka! Mesmo as equipes saindo ontem, nunca moveríamos você e o Bee...
- Por haver o perigo de Kabuto e dos traidores nos atacarem? - arqueia o cenho, olhando seriamente para ela, nem sentindo o soco como antes e esperado pela loira, que ficou levemente desnorteada, pelo nivél das mudanças no loiro naqueles três anos.
Ninguém sabia que naqueles anos, ele aperfeiçoara a capacidade de sentir as sensações dos outros, para uma quase leitura da mente. Claro, não era como o Clã Yamanaka fazia, mas, era próximo disso, embora ainda estivesse em processo de aperfeiçoamento, atualmente em 80%, mas, sendo questão de meses, para que chegasse a 100%.
Claro, não era simples ler uma mente, mesmo que conseguisse, a menos que fosse um Yamanaka, pois era algo simples para os membros, já que nasciam com habilidade nata para adentrar mentes e inclusive lê-las.
Mas, ele não era um descendente desse clã, logo, tivera que usar como base, o poder de sentir as sensações de todos ao seu redor, ampliando para o nivél de pensamentos, sem precisar tocar na sombra da pessoa ou de alguém para isso.
Não demonstrara aos Kages, preferindo usar o método antigo para não levantar demasiadas suspeitas de suas verdadeiras habilidades, já tendo superado a si mesmo, há mais de um ano atrás.
Ler a mente, não era algo tão simples assim.
Afinal, o cérebro humano não passa de um emaranhado de neurônios, interligados por sinapses, envoltas em filamentos de mielanina, conduzindo o tempo todo impulsos nervosos e quimícos em velocidades absurdas para todo o corpo e entre si.
Claro, o cérebro possuía áreas específicas para memória, emoções, comportamento, fala e etc. Mas, monitorar o pensamento de alguém, que se formava em milonésimos de segundo, interpretando essas sinapses, não era uma tarefa nada fácil.
Ao mesmo tempo que era semelhante ao processo de sentir as intenções de alguém, que conseguira graças ao controle do chakra da Kyuubi, tanto que a usava como base, era ao mesmo tempo, um tanto diferente de ler os pensamentos de alguém, estando fora da mente da pessoa, demorando meses para ele descobrir o processo para fazer isso e tantos outros meses, para começar a po-lo em prática, fazendo o possivél para que ninguém descobrisse isso ou suspeitasse de quando ele usava tal habilidade, aliada ao chakra senjutsu.
O controle do chakra da Kyuubi, rendeu-lhe poderes incrivéis e impensavéis, que o supreendiam constantemente e imaginava até onde iria leva-lo, que juntamente com o chakra senjutsu, era ampliado formidavelmente, sentindo como se todos os seus sentidos, não só fisicos como mentais, fossem imensamente ampliados, inclusive a nivél de percepção.
Notando o silêncio, ele fala, ainda levemente irritado pelo descaso:
- Não precisaria sair, se o problema era esse... Eu poderia mandar Kage Bushins seguirem os grupos... com meus poderes, posso criar centenas sem me cansar, como deve saber.
A Hokage fica estarrecida e fala, após se recuperar, com o seu interior concordando, veemente, com o que o neto dissera:
- Bem, na hora...
- Sei, não pensaram nisso... mas, para a sorte de vocês, eu pensei e enviei centenas de Kage Bushins, para percorrerem uma área consideravél em torno do acampamento, nas periférias e além, procurando reunir informações... Hoje a tarde na reunião, já devo ter algum resultado, absorvendo a informação dos clones que desaparecerem e irei transmitir a vocês, assim como, caso obtenha alguma outra informação, após a reunião. Enviarei a informação aos Kages.
A Senju estava estarrecida, assim como Tenzou. Gaara sorria levemente em ver o quanto o seu amigo ficou inteligente e sagaz. Bee, estava levemente supreso, por um jovem como ele, já ter uma visão tão ampliada.
- É só esse aviso e avisarei aos demais Kages sobre os seus clones - Gaara fala, preparando-se para sair.
O loiro tivera a impressão, novamente, que seu amigo queria dar privacidade a ele e a Youko-chan.
- Já avisei, agora, vou até as tendas médicas, conferir o andamento dos tratamentos e cuidados, principalmente para aqueles que você puniu. - a Hokage evitava a todo o custo, olhar com raiva para a raposa.
- Não foi só por isso que veio até aqui, correndo o risco de ver um monte de shinobis nús, apenas para me informar de uma reunião, sendo que bastava enviar um ninja para me informar. - Naruto falava perspicasmente, pois, na verdade já sabia dos motivos dela ir lá - e sei que não foi para aproveitar para ver homens nús... ou será que sim?
Ele pergunta rindo divertidamente, vendo a face assasina desta para com ele:
- Baka! - e como esperado, leva um soco potente, que o derruba no chão, enquanto ele alisava o cabelo, sentindo que um galo iria crescer ali.
Ao passar a raiva, pragueja mentalmente, porque aquele novo Naruto, parecia estar sempre um passo a frente e era muito inteligente. Não que isso não fosse bom ou algo assim.
O problema, era que junto com muitas mudanças, podia vim de "brinde", por assim dizer, uma alteração em sua filosofia e caminho shinobi que desejava trilhar e isto era o que a preocupava em demasia e mesmo com raiva pela insinuação dele, mesmo que por brincadeira, ficara feliz, internamente, de poder ver algo do antigo Naruto, ainda.
- Eu sei que veio preocupado comigo por causa da Youko-chan.
Ela fica novamente surpresa com a dedução dele, assim como todos, menos Gaara, que já esperava algo assim dele. Ele se supreenderia, se o loiro não descobrisse o real motivo da baa-chan dele.
- Humana patética! Com a velhice, seu cérebro ficou ruim? -Kyuubi pergunta em um misto de escárnio e ira, pondo as mãos na cintura e não impedindo um rosnado baixo, mas, audivél.
Não sabia porque se alterara daquela maneira. Julgava que fosse a raiva acumulada desde a tenda, quando Naruto a tirou bruscamente e de maneira nada delicada, podendo-se juntar com a fome que a assolava, deixando-a mais irritadiça que o normal.
Enfim, ela agiu com raiva, pois era seu impulso básico e costumeiro, adotado também, quando algo lhe afligia, sem nem mesmo saber o que era.
- O que disse? Kitsune no baka! ( raposa idiota) - se preparava para avançar nela, já concentrando chakra nos punhos, quando é contida por Naruto.
- Ela quer dizer, baa-chan, que atualmente está praticamente quase sem chakra. Sua força está praticamente igual ao de uma humana... é só ver os hematomas, mostrando que praticamente, 100% do chakra dela está comigo... eu disse isso na reunião de ontem.
Tsunade olha atentamente para a raposa e depois para o loiro, falando após alguns minutos:
- Pelo menos isso... então, podemos ficar tranquilos quanto a sua bijuu. - na raiva, não pensava direito e também porque queria machucar a raposa com as palavras, por isso, falou como se ela nem estivesse lá e para piorar, como propriedade, não medindo que aquilo ofendia seu neto também.
- Velhota gagá!
Ela ruge, suas caudas sacudindo no ar com ira, cortando-o com violência, voltando também suas orelhas felpudas para a loira, enquanto era segurada por seu jinchuuriki, que sentia os seios dela roçarem em seu torax e mesmo cobertos, faziam um leve desejo percorrer o corpo másculo que se contrai involuntariamente, frente a aquele toque, pois não estava ainda 100% recuperado da visão da tenda e de momentos antes.
- Dobre sua língua, bijuu! - a Hokage exclama irritada, não conseguindo mais conter o que sente em seu coração, toda a vez que a olhava - Não a perdôo pelo que fez a Kushina-chan e ao Minato! Você os matou com sua garra! Perfurando-os cruelmente, enquanto eles protegiam Naruto quando bebê, pois o seu alvo era ele! Além de condena-lo a uma vida de maus tratos e sofrimento, por ser seu jinchuuriki, sem contar o fato que o deixou orfão!
Ela inspira profundamente e fala, ligeiramente emotiva, não contendo as lágrimas de pesar e dor, mescladas a raiva, do tratamento e proteção que Naruto dispensa a raposa, que na visão dela, não era merecedora de algo assim e sim, o contrário do que ele ofertava a bijuu e fala, novamente, apontando o dedo em riste para a youma:
- Não sou como o meu neto, que consegue perdoar tão fácil assim! E digo mais, escute atentamente as minhas palavras, seu monstro! Se fosse eu no lugar dele, com toda a certeza, a faria pagar amargamente com sangue, dor e sofrimento, tudo o que fez com eles e os tormentos que ele sofreu por sua causa!
Kyuubi estava atônita, processando o que ouvira e confusa frente a avalanche de sentimentos que a tomavam naquele instante, muitas desconhecidas e que a desnorteavam.
Pela primeira vez em sua existência, não sabia como agir e estava ficando agoniada com isso. Odiava aquela sensação de desnorteio, somada a irritação de não ter seus poderes e somente um corpo frágil.
Então, reage da única maneira que se sentia confortavél, sendo sua costumeira reação à séculos, sem dosar as palavras, falando a primeira coisa que vinha a sua mente, em seu momento de ira:
- Sua desgraçada! Já disse, não sou propriedade dele! E senão fosse o maldito fuuin que sela praticamente todos os meus poderes, eu juro, mataria você e todos daqui, além do idiota aqui, como fiz com a besta da junchuuriki anterior e o pai retardado dele! Odeio aqueles dois imbecis que me selaram em seu filho desgraçado! - a olha com ira, enquanto rosnava violentamente, deixando a mostra seus caninos e garras.
- Seu monstro bastardo! Como ousa falar mal de shinobis honrados com sua boca imunda? Assasina!
Então, irada, tremendo de raiva e ódio mortal, Tsunade concentra chakra no punho, preparando-se para golpea-la sem piedade e com toda a sua força, esquecendo-se que Naruto poderia morrer, caso Youko fosse morta.
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Uma indicação, de uma fanfiction do meu otouto, Tronos:
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Ketsueki No Omoide
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Sinopse:
"A guerra acabou, Madara estava caído aos meus pés, e o mundo estava destruído. Não restara mais nada do que eu conhecia, Todos estavam mortos.
Mas então, eu não estava mais num campo de batalha. Estava dentro da minha mente, a raposa rugia na sua sela, e meu pai, o Yondaime Hokage, me olhava profundamente, com um sorriso singelo no rosto.
-Tem algo que você tem que saber agora, Naruto... chegou a hora.
O selo rasgou, e a Kyuubi estava livre. Tudo a minha volta ruiu, memórias antigas passaram a frente dos meus olhos, memórias antigas, de quando o mundo ainda não tinha se formado completamente. Minhas memórias...
Não é possível... Não era possível que eu fosse a própria Kyuubi no Youko!"
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Classificação: +18
Categorias: Naruto
Personagens: Aburame Shino, Akamaru, Akasuna Sasori, Akimichi Choji, Akimichi Chomaru, Deidara, Guren, Haku, Haruno Sakura, Hatake Kakashi, Hidan, Hoshigaki Kisame, Hozuki Suigetsu, Hyuuga Hanabi, Hyuuga Hiashi, Hyuuga Hinata, Hyuuga Neji, Inari, Inuzuka Hana, Inuzuka Kiba, Inuzuka Tsume, Jiraiya, Juugo, Kabuto, Kakuzu, Kankuro, Karin, Kimimaru, Konan, Konohamaru, Maito Gai, Matsuri, Mitarashi Anko, Moegi, Momochi Zabuza, Morino Ibiki, Morino Idate, Nagato, Namikaze Minato, Nara Shikamaru, Orochimaru, Pain, Rikudou Sennin, Rock Lee, Sabaku No Gaara, Sai, Sarutobi, Sarutobi Asuma, Shiranui Genma, Shizune, Tayuya, Temari, TenTen, Tobi, Tsunade, Uchiha Fugaku, Uchiha Itachi, Uchiha Madara, Uchiha Mikoto, Uchiha Sasuke, Udon, Umino Iruka, Uzumaki Kushina, Uzumaki Naruto, Yahiko, Yamanaka Ino, Yamato, Yondaime (Namikaze Minato), Yuuhi Kurenai, Yuukimaru, Zetsu
Gêneros: Ação, Aventura, Hentai, Romance, Suspense
