Em mais um momento de descontrole, frente a agressividade de Youko, Naruto se descontrola...
Agora, há somente uma iryounin, que pode ajuda-lo... Na verdade, a única em que pode confiar, para cuidar de sua bijuu.
Mas, conseguirá que a mesma, trate de Youko-chan? Ou não?
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Cap. 17 - Ciclo do ódio
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Tsunade é detida por Gaara e os demais, que a retiram dali, enquanto bufava irada, querendo a todo o custo bater na raposa. A retiram dali, antes que ela acabasse matando a bijuu e consequentemente Uzumaki, já que parecia fora de si, tamanho o ódio que sentia pela bijuu.
Assim como, para dar privacidade aos dois, pois Kyuubi abriu uma ferida, parcamente cicatrizada do loiro, enquanto o ruivo e Bee, oravam em pensamento, para que Naruto não fizesse nenhuma loucura, pois ultimamente, andava demasiadamente irritadiço, por causa do peso que carregava nos ombros, além da esperança de todos, fora a traição cruel, nas mãos de sua antiga paixão de infância e um de seus primeiros vínculos.
Passada a raiva, Youko percebeu que seu jinchuuriki não levantou o rosto e nem se mexeu, desde que a segurara, sentindo também, o corpo dele rijo, além de ver lágrimas, que escorriam de seu rosto, cabisbaixo, enquanto sentia, ele tremendo de raiva.
Então, começou a sentir um medo inevitavél, pois, passado o momento de ira, sabia melhor do que ninguém, que ofendeu brutalmente os pais dele, que eram queridos ao mesmo, além dele mesmo, e com isso, não pôde deixar de conter o pavor que lhe tomava ferozmente, fazendo-a se apavorar, com o seu coração batendo desgovernado em seu peito, com a sua respiração ficando pesada e passando a sentir tremores por todo o corpo, acabando por começar a se debater para se libertar e se afastar dali o mais rápido que conseguisse, tomada pelo pavor.
Mas, suas tentativas eram infrutíferas, pois o loiro "travou" firmemente as suas mãos nos braços delicados dela, que sentia o ódio e a raiva dele pelo fuuin, substituirem a tristeza de outrora, fazendo o seu coração se sobressaltar ainda mais, na mesma proporção que seu pavor aumentava, por estar fraca e os sentimentos dele para com ela, a apavorando ainda mais.
A diferença de poderes entre eles, era agora absurda, contribuindo para aumentar gradativamente, o pavor que a tomara, nunca sentindo com aquela intensidade toda, pois no passado, seu chakra lhe dava coragem e mesmo que sentisse medo, o poder que detinha lhe auxiliava a lidar com isso.
Mas, agora não o tinha.
Estava sozinha e tendo que lidar com um loiro furioso, por ter pisado nas lembranças preciosas dos genitores dele.
Naruto trincara os dentes de tanta raiva. As palavras da raposa ressoavam em sua mente, assim como as de Tsunade e o desejo de vingança dela, para com a bijuu, ao confessar os seus ressentimentos, que se tornaram ódio, pelo que a raposa fez no passado e pelo tratamento atual, que recebia do loiro.
Estava começando a ficar transtornado e não contendo sua força e chakra, aperta os braços dela com uma violência exarcebada, justamente em cima de um hematoma anterior, ampliando a dor e muito, quando colocou demasiada pressão, acabando por trincar os braços da raposa, que mordera uma cauda para abafar o grito e desviar a dor, embora fosse algo infrutífero.
Acabou juntando a dor dos ossos trincados e pressão, com a dor da sua cauda mordida, fazendo-a verter lágrimas de dor, chorando abafado, pois levava juntamente com isso, um choque violento dele, agravando ainda mais a imensa dor lascerante que sentia.
O pavor e a dor, passavam pelo fuuin, fazendo o loiro sentir o que a raposa sentia.
Juntamente com o grito e choro abafado, o corpo dela sacudia-se em dor. Com isso, ele desperta de sua ira, apavorado ao ver o estado dela, deduzindo o que fez, ao recobrar o controle de si mesmo. Antes, só vira tudo vermelho a sua frente.
Com a dor violenta, a bijuu perdeu os sentidos.
Uzumaki a amparou em seus braços, quando ela desmaiou, evitando que caísse nas pedrinhas que margeavam o riacho cristalino.
Com ela em seus braços, ele vertia lágrimas mescladas em dor e desespero. Seu coração dilacerava-se pelo que fez à ela, pela dor que causou a mesma. Sentia-se abaixo de um verme.
Nunca sentiu-se tão desgraçado e nojo de si mesmo, ao agir como um hipócrita desgraçado, na opinião dele, porque agrediu aqueles que feriram a Kyuubi, mas, ele mesmo a feriu. Não uma vez, mas, duas.
Seu peito explodia em angústia e pesar por ter sido um completo idiota, um monstro, ferindo alguém que não podia se defender e com isso, agindo também como os demais covardes que a agrediram.
Clamava pelo perdão em meio a lágrimas desesperadas, como um mantra, enquanto via os hematomas e os braços inchados pelas fraturas.
Agora, estava imerso em ira e assustado ao mesmo tempo, consigo mesmo, por ter perdido tão facilmente a cabeça, ficando ao ponto de se cegar, frente ao que fazia com Youko, amaldiçoando-se e desejando dar uma surra em si mesmo.
Com a vista embaçada pelas lágrimas que derrubava, contorcendo-se em agonia, dor e culpa pelo que causou à ela, percebeu que o braço inchou ainda mais e ganhou um coloração, visivelmente mais escura.
Isto o despertou de seu sofrimento interno e usou o hiraishin, para se teleportar até a tenda, onde a depositou com gentileza na cama simples, sentindo a dor e a culpa lascerante, retornar com violência ao seu corpo, quando foi deita-la em sua cama, com cuidado e esta mesmo estando inconsciente, gemeu de dor.
Ele não conseguia se perdoar e duvidava que algum dia conseguiria algo assim, ao ver o sofrimento que causou, quando estava tomado pela ira.
Antes de sair para buscar ajuda médica, deixou nada menos do que 20 bushins fazendo a segurança dela, enquanto partia dali, após reunir o chakra da Youko lacrado dentro de si, passando velozmente dentre os ninjas, que apenas conseguiam ver um deslumbre dourado, que se deslocava tão rápido, que parecia se fundir com o espaço.
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Um dos clones, na tenda, esbarra na mesa, fazendo cair um copo em direção ao chão, e antes que o Kage Bushin o agarrasse, o copo parou no ar.
Não só o objeto parou, como tudo pareceu parar. O tempo parecia que havia sido "congelado", por assim dizer.
Então, um flash de luz, irrompe-se do nada, e dele, surge Susano no Mikoto, que ao olhar para a amiga deitada na cama e machucada, sentiu-se angustiada, passando a olha-la com pena.
Estica a sua mão direita á sua frente e na palma virada para cima, faz surgir um pergaminho, que é depositado dentro de um Kakesuzuri, uma caixa de pergaminhos, ao lado de vários Chôhakus, ignorando a barreira, pois, para ela, não existia.
Afinal, era uma Deusa.
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Kakesuzuri- para guardar dinheiro ou papéis importantes
Chôhaku - caixas de madeira para guardar documentos de negócios
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O pergaminho estava preso por uma tira, onde se encontrava escrito: Fuuinjutsu Saikou no Zoku Uzumaki ( 封印術最高の族うずまき - Fuuinjutsu Supremo do Clã Uzumaki ).
Não havia escolha, a não ser interferir, ao menos levemente, segundo ela mesma, tendo em vista, a situação atual dele.
E apesar de tudo, não culpava Uzumaki.
Sabia melhor do que ninguém, como ele se encontrava e também, o quanto se angustiava e amaldiçoava a si mesmo, por sua momentânea perda de controle.
Sorrindo carinhosamente para a amiga inconsciente, sussurra:
- O pergaminho irá ajuda-la... Não, aquele pergaminho, ajudará a ambos.
Nisso, some em um outro clarão, enquanto o tempo torna a correr, sem ninguém ter notado.
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Na tenda médica, os iryounins eram supreendidos por um flash dourado que passava por eles, como uma rajada de vento, praticamente.
Naruto sabia melhor do que ninguém, que não podia levar qualquer um.
Afinal, Kyuubi não era vista com bons olhos e ainda era cedo demais, para liberar o chakra dela, que ainda estava preso nas grades de madeira, pois vira nas grades, um chakra em forma de uma raposa, que estava estático.
Se ela tivesse esse poder, atacaria o acampamento e com isso, seria obrigado a machuca-la, mais do que a machucou até agora. Já se odiava, imensamente, por ter provocado mais ferimentos nela. Não suportaria, feri-la novamente.
Então, dentre as centenas de chakras, sente um familiar, que chega a ser nostálgico e o deixa feliz, pois, julgara, que morrera com o ataque as tendas médicas pela traição de Haruno.
Sorrindo, desfaz o poder da Kyuubi, voltando ao normal, só no modo sennin, supreendo os ninjas-médicos que estavam atônitos, pelo súbito aparecimento dele, pois antes, só haviam visto um borrão dourado se deslocando.
Um deles se levanta de sua mesa onde lia os relatórios e exclama, indignado:
- Não pode correr por aqui! Há feridos!
- Era o heroí Naruto, Sannin e Sennin dos Sapos, como o lendário Jiraya e também jinchuuriki da Kyuubi no Youko, além de ser, o shinobi mais poderoso do mundo, além de ser aquele, que derrotou Pein e Madara - uma médica fala para ele, fazendo-o olhar para a ruiva ao seu lado.
- Incrivél... era o heroí, já sendo tido como lendário? É tão jovem! - o médico fica embasbacado - É verdade, Karin-san?
- Hai! - a ruiva sorri.
Há dois anos atrás, fora perdoada, porque tinha conhecimentos médicos avançados e seria de grande valia para a Aliança Shinobi, e como havia sido uma das cientistas de Kabuto e Orochimaru, tivera acesso a técnicas novas, que ajudaram e muito na guerra.
Em troca do perdão, aceitou trabalhar para a Aliança e como gratidão por Konoha ter salvado a sua vida, ensinou a eles jutsus médicos novos e atualizados, muitos descobertos pelo Sannin das cobras e seu ex-discípulo, em suas pesquisas.
Ela também fora a responsavél por salvar a vida de muitas pessoas nas tendas médicas, por ser uma shinobi do tipo rastreadora, que sentiu o chakra maligno de Sasuke nas imediações e de Sakura junto, estranhando, o fato do chakra de Haruno, indicar que a mesma, não estava alarmada.
Com isso, Karin chegou a uma única explicação plausivél. Sakura havia traido a Aliança.
Enquanto todos que conheciam seu passado, julgaram que ela iria trai-los, tanto, que era sempre observada por todos com desconfiança, fora aquela que menos esperavam, por ser a gênia Sakura, díscipula de Tsunade, que deu-lhes o golpe fatal.
Se tivessem "aberto" suas mentes e também, se "livrassem" a si mesmo dos preconceitos, provavelmente, teriam percebido algumas reações suspeitas dela, que não passaram, completamente, despercebidas por Karin. Mas, ela sabia que ninguém lhe daria ouvidos e a chamariam de louca, além de que, não conseguia conceber, assim como todos, que a rosada trairia a Aliança, mesmo ciente, da paixão obcessiva, para não dizer doentia, para com o nukennin.
Graças ao aviso dela, da aproximação de ambos, salvou muitos que a seguiram quando a ouviram gritar, que Sasuke se aproximava com Sakura.
Os espertos, que não tinham a mente tacanha e não eram preconceituosos, a seguiram, enquanto ela corria dali. Os outros, que eram preconceituosos e a viam como uma possivél traidora, ficavam, inclusive a chamando de louca, por ousar se referir a Haruno, como traidora e cogitar que ela estava com o nukennin Uchiha.
Estes foram os primeiros a morrerem no ataque, amaldiçoando a si mesmos, por breves segundos, por não terem acredito na ruiva.
Agora, ela era responsavél por um dos setores que Sakura administrava e a viam agora com bons olhos, além de muitos estarem gratos, por ela ter salvado suas vidas e a reconhecendo, também, por seus ensinamentos médicos.
Ela só ficava sentida de Suigetsu e Juugo, continuarem com Sasuke, que os salvou do País de ferro, embora entendia perfeitamente, o motivo deles continuarem ao lado do Uchiha.
Ele era o único que conseguia controlar o impulso assassino, desenfreado, de Juugo, já que, infelizmente, para esse impulso, não havia cura. Quanto a Suigetsu, era porque, o mesmo adorava matar.
- Karin-san. Era Naruto?
Ela se vira, despertando de seus pensamentos, enquanto o médico com quem ela conversava, cumprimenta o Anbu que se aproximara e em seguida, sai dali, olhando preocupado para as horas, desculpando-se de ter que ir naquele instante, por causa de uma cirúrgia que ia participar.
- Quem mais chegaria como um redemoinho? - a ruiva sorri e depois, o encara seriamente, colocando as mãos na cintura, após processar, o que ele havia dito antes - E que história é essa de Karin-san? E "pimentinha"? Ou então Karin-chan? Que formalidade é essa com a sua noiva, heim, "Senhor Hibiki"?
Ela cruza os braços em frente ao tórax, enquanto o fitava, com indignação velada no olhar.
O imenso Anbu á sua frente, responsavél pela equipe de interrogatório, ficou com as faces vermelhas, quando sua noiva questionou sobre "pimentinha", pois era assim que a chamava quando estavam a sós.
As faces vermelhas em um homem forjado de músculos e rígido como um rocha, dava um certo ar cômico, que fez a iryounin se desmanchar, pois o achava fofo quando ficava sem jeito.
Afinal, era uma visão aprazivél à ela, alguém tão sério e cisudo, ficar envergonhado. Mas, era a única que conhecia essa faceta dele.
Mesmo sendo do tipo autoritário com os outros, na cama, era Karin quem mandava e ele ficava" docilzinho" com ela e não achava ruim a inversão de papeís, porque isso era aprazivel para o mesmo, que agradecia mentalmente por seus amigos não saberem dele gostar de ser mandado por uma mulher na cama.
Todos ficaram supresos sobre eles namorarem e depois de alguns meses, se tornarem noivos.
Como ele era sério e reservado, ninguém sabia de sua vida particular, mas, Karin era o oposto dele e por isso, foi uma notícia chocante. Muitos julgaram, que como era sério demais, ficaria sozinho, ou se namorasse, seria alguém igual a ele e não uma pessoa como a ruiva, que era o seu oposto, praticamente.
- Eh... Bem... hã.. - fica em um perda de palavras, pelo nervosismo.
Aquilo para ela, só o deixou mais sexy e a ruiva não resistiu.
Desmanchou sua face séria, quase inquisitora, que aprendera com ele, para uma de quase luxúria e o abraçou, sendo preciso que ficasse nas pontas dos pés por ele ser alto demais.
- Sabe... meu "coelhinho"... - ela falou baixo e em um tom extremamente sexy no ouvido dele - vê-lo assim, tão envergonhado... faz eu me derreter como mel. Estou tão molhadinha... hoje a noite, está tudo tranquilo, pois muitos já vão receber alta... Então...
Falava maliciosamente, enquanto acariciava a roupa por cima do tórax dele, que olhava para os lados, visivelmente constrangido, vendo senão tinha ninguém os observando.
Carícias em público, era algo que ele não conseguia fazer, a não ser um selinho rápido na bochecha de sua noiva.
- Hoje a noite, vá a minha tenda depois das dez horas... terei uma agradavél surpresa para você... garanto que vai amar... e se "deliciar" hoje... - termina em um sussurro sexy, acariciando o falo dele lentamente por cima das calças, fazendo-o gemer.
- Quero-o bem "animadinho" hoje...
Nisso, sentindo ele ficar rígido e o membro dele, ficando levemente "animado", morde os lábios másculos, enquanto o beijava de maneira faminta, sentindo ele agarrar seu rosto e aprofundar o beijo, sedento, em um misto de angústia e desejo, pois ela o deixou completamente louco com as provocações, fazendo-o esquecer, por alguns instantes, que estavam em púbico.
Se afasta dele, rebolando, provocando-o, enquanto ele ficava estagnado, pois ela se separou bruscamente, enquanto o havia deixado excitado.
Ia segui-la, mas, quando surgem dois médicos examinando uma prancheta juntos, começando a discutir entre si, sobre o melhor tratamento para aquele paciente e uma outra, que se dirigia ao outro leito, que na verdade, eram divisões nas tendas, para dar pelo menos, o minímo de privacidade aos pacientes e por isso, estancou no local, só podendo segui-la com o olhar, enquanto ignorava os cumprimentos dos iryounins.
Ele faz junta feia e depois, torna a olha de maneira desanimada, enquanto ela sorri vitoriosa, virando-se e mandando um beijo, fazendo biquinho para o Anbu, enquanto entrava em um leito.
Nisso, um outro Anbu surge e ia falar algo, quando nota o olhar de Ibiki.
Seguindo o olhar dele, conseguiu ver uma cabeleira ruiva, desaparecer em uma sala, já adivinhando o que acontecera:
- A equipe já está o esperando, Ibiki-senpai! Era Karin-san?
- Era - fala com a voz grossa e seca como de costume.
- Noto que está animado, senpai. - ele fala sorrindo.
- Hã? - o olha confuso.
- Olhe para baixo. - ele desvia a face.
- Droga!
- Não culpo o senhor, ela é lind... - porém, se cala ao ver o olhar gélido e o chakra assasino que emanava dele.
Havia se esquecido momentaneamente que estava na frente de Hibiki, o Anbu apavorante, cujos feitos e ações ecoavam pela Anbu e faziam o coração de muitos ninjas, mesmo juunins, sentirem medo, ao saberem das missões que fizera no passado e seus métodos de arrancar informação, que fazia muitos terem pesadelos com a brutalidade e a praticamente insanidade, que dispensava aos que insistiam em ficar de "boca fechada".
Em Karin, não precisou fazer nada. Ela contou tudo que sabia, depois de como Sasuke a tratou, após toda a ajuda que lhe deu. Foi um golpe brutal em seu coração, quando Uchiha a acertou sem hesitar, como se ela não fosse alguém.
Nem sequer, a considerou, pelo tempo que passaram como o grupo Ebi ou Taka. Assim como, abandonou temporariamente, Suigetsu e Juugo, ao menos por duas semanas, antes de resgatar ambos dos samurais e que só tinham sido buscados, porque achava que Madara o convenceu ou Kabuto, enquanto destruíam o País de Ferro. No caso de Madara, usando os poderes de dois bijuus, Suigetsu e Juugo foram resgatados, porque seriam uteís.
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No outro setor, um loiro correndo, provocava tumultos e muitos gritos censuratórios de iryounins, por ele estar atrapalhando o repouso, tratamento e recuperação dos enfermos e feridos.
Naruto pedia desculpas, mas, não parava de correr, acabando por ser comparado, literalmente, como um tornado, assustando muitos desavisados ou, os que estavam entretidos em demasia, analisando diversas papeladas.
Quando sente o chakra conhecido, estava correndo tanto, que derruba a mulher a sua frente, uma loira, fazendo-a cair com intrépido, de bunda no chão, gemendo de dor.
- Gomen, Ino-chan. - o loiro se desculpa e ela bate na mão dele, quando a ofereceu para ajuda-la a se levantar, porque não o reconheceu de imediato.
- Seu idiota! Não pode correr, há pacientes que... - mas, ao ralhar com o estranho que lhe derrubou, espalhando seus papeís no chão, perde a fala.
- Gomen... foi sem querer... Vim correndo muito e me distraí, não parando a tempo - o loiro fala sem graça, enquanto esfrega atrás da nuca com a mão, sem jeito pelo "encontrão" que deu nela.
- Naruto... ? - ela balbucia o nome dele, que sai entrecortada, enquanto tinha a mão espalmada em frente a boca.
- Claro! Quem mais? Fico feliz que tenha sobrevivido! Fiquei agoniado, quando pensei que havia sido morta... Se bem, que Gaara, com certeza falaria ou estaria com a face ainda mais em velório do que normalmente fica. - e ri levemente, esquecendo-se momentaneamente de Youko, pela felicidade de ver mais um de seus amigos vivos.
- Quando soube que você estava desacordado... eu... eu queria ir lá... mas, com a traição da Sakura, estamos necessitados ainda mais, de ninjas médicos, e como tenho formação médica, fui chamada e tive que sair, por uns tempos, de meu posto.
- Sorte minha que Gaara não está aqui... Se visse isso, usaria o Sabaku Sousou (Funeral do Deserto) comigo - fala receoso, suando frio, ao imaginar um Gaara irado, usando esse jutsu nele.
- Deixa disso... ele é seu amigo. - ela fala rindo.
- É meu amigo... mas, hã... sabe o quanto ele é ciumento... Embora, as outras pessoas, não conheçam muito esse lado dele...
- Sim... Mas, o que quer? Notei, pelo modo, praticamente, desbaratinado que vinha, que não veio visitar os enfermos...
- Não, preciso que venha comigo, há alguem que precisa de cuidados médicos e é urgente! - fala amargurado, lembrando-se de Youko, amaldiçoando-se, por se permitir esquecer dela, mesmo por alguns minutos.
A loira viu o olhar angustiado dele e estranhou não ter trazido o paciente à Ala médica. Mas, aquele não era o momento de questiona-lo, pois senão o trouxe, algum motivo teve, porque não era mais o idiota de antes e pela face dele, de desespero, essa pessoa machucada, devia estar muito mal.
- Niwa-chan! - nisso, uma jovem de cabelos acastanhados e olhos verdes surge, de um estreito corredor, ao ouvir a loira a chamando.
- Sim, Sabaku-san?
- Avise ao Kazekage, que seus irmãos estão, agora, fora de perigo... e que inclusive, já pode vim visita-los, pois estão conscientes.
- Hai! Farei isso agora mesmo. Sumimassen (com licença)! - se despede, lançando um último olhar desejoso para o loiro, antes de se afastar com as faces coradas.
Ino notou o olhar malicioso do loiro, estampado na face, para com Niwa e deu um tapa no peito dele, fazendo-o gemer de dor e acariciar o local.
- Ino-chan... doeu. Por que fez isso? - perguntou mal humorado.
- Se deitou com ela? Soube que se deitou com várias... - fala fitando-o acusatoriamente. - Não que seja meu assunto a sua vida intíma, mas, não quero que se deite com todas as médicas! Elas precisam se concentrar! Se as deixar distraídas, irá atrapalhar o atendimento.
- Bem... se elas se oferecem e se jogam nos meus braços... O que posso fazer? Lembre-se, que temos que ser prestativos. E sou prestativo, dando prazer a elas e com isso, a mim mesmo... Nenhuma delas reclamou de uma noite comigo. Ao contrário, quiseram repetir... - ele falava com uma face pervertida e um sorriso, que era um misto de luxúria e diversão, ainda mais ao ver a loira bufar a sua frente, com o descaso dele, para com o pedido dela.
- Hentai!
Recebe mais um tapa dela no tórax, fazendo-o massagear o local, perguntando indignado.
- Teve aulas com a baa-chan também?
- Quem sabe? - o olha com um sorriso maligno, fazendo-o suar frio e temer por sua vida.
Já ela, se controlava para não rir. Adorava a compania do loiro e eram grandes amigos.
Eles tiveram no passado, uma amizade colorida, quando ela ainda não estava com o Gaara. Quando começou a sair com o Sabaku, se tornaram praticamente grandes amigos e só.
Por isso, sabia como o loiro era na cama e não se supreendeu com os comentários dele. De fato, o loiro se tornara um partido muito cobiçado pelas mulheres.
- Preciso de sua ajuda! Venha! - ele a pega pelo braço, desesperado, ao se revoltar por ter esquecido de Youko, novamente, por causa da nostalgia do reencontro.
- Espera, Naruto... tenho que...
Mas, antes que falasse algo mais, ele a pega no colo e usa o hiraishin até sua tenda.
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Na tenda, os clones se desfazem e ele descobre que ela ainda estava inconsciente e que ficou febril.
- Naruto! Isso pode ser considerado um sequestro, sabia? - ela olha para ele, irritada, pelo modo brusco dele, pois, uma hora ria e brincava e na outra, praticamente, a "sequestrava", mudando rapidamente de atitude.
- Youko-chan está febril. - ele simplesmente fala e a loira vê o olhar de culpa e de dor dele, desfazendo sua irritação de outrora.
- Youko-chan... ? - ela o questiona e depois, ao olhar para a frente, vê a sua paciente, compreendendo o porque dele não ter levado-a para a tenda médica.
Era impossivél não saber, pois as orelhas e as caudas vermelhas, denunciavam quem era, apesar da aparêcia praticamente delicada que demonstrava.
Nenhum médico gostaria de tratar a bijuu e inclusive, mesmo sabendo que a mesma estava febril, não se julgava capaz de cura-la, por causa de todo o mal, que ele trouxe ao Naruto por ser o jinchuuriki dela e à Vila, por ter matado o Yondaime e Kushina, os pais do loiro.
Ela ainda não conseguia compreender, os atos do amigo.
Afinal, a raposa era a assasina dos pais dele e mesmo assim, ele estava agoniado e a face de culpa dele, dizia em todas as letras, que ele a agredira.
Mesmo nunca tendo visto, antes, a raposa em sua forma verdadeira, somente ouvindo dos seus pais sobre ela, foi o suficiente para enche-la de pavor e faze-la se afastar, dando dois passos para trás.
As palavras de seus genitores sobre a descrição do bijuu e a destruição que causou, reverbavam por sua mente, ampliando-se muitas vezes, mesmo já tendo se passado anos.
"Sua presença era como o próprio sangue derramado de inocentes e seu olhar era como a própria morte. O chakra era opressor como a destruição e o desespero que trazia. Um demônio maligno, que sentia prazer no caos e no terror que insuflava no coração de todos".
Aquelas palavras lhe renderam pesadelos, alimentando por ilustrações em livros sobre a raposa de nove caudas.
Ficara estarrecida, quando soube que Naruto era um jinchuuriki e tinha, justamente, a bijuu, Kyuubi no Youko, lacrada nele, após saber o que eram os chamados jinchuurikis e compreender o porque daquele tabu, que fora ideia do Sandaime, através da lei de nunca falarem sobre Naruto ter a Kyuubi no Youko selada nele.
Mesmo assim, não conseguiu impedir todo o sofrimento que o loiro passou, por tê-la lacrada nele, enquanto compreendia também, o porque dos adultos o tratarem daquele jeito e os mesmos, evitarem os filhos de fazer amizade, acabando por ser desprezado também pelas crianças.
Seus pais nunca haviam evitado dela fazer amizade com ele, só não fizera, pois tinha outras coisas em mente e que lhe tomavam tempo, além de não querer ser vista com ele, porque as suas amigas o evitavam e com isso, acabariam por não deixa-la mais, andar no grupinho delas.
Confessava, ao pensar nisso, agora adulta, o quanto fora uma tola quando criança.
Quando Tsunade revelou quem eram os pais dele, uma semana antes da ordem de abandonarem Konoha para irem morar na Vila da Aliança, para maior proteção, juntamente com outras vilas, se supreendeu novamente.
Confessava que ele era, de fato, o ninja número um, em supreender as pessoas.
Como muitos, não entendeu, inicialmente, por que ele ficou com raiva da Hokage, quando ela contou, minunciosamente, como os pais dele morreram. Mas, julgou como muitos, após alguns minutos, que era pelo fato, daquele assunto ser delicado demais e que por isso, tinha reagido daquele jeito.
Confessava, em seu intímo, que não achou ruim o fato de muitos terem agredido a raposa, conseguindo feri-la novamente, mesmo após a proteção dos Kages, pois, conseguiram burlar a proteção, para agredi-la novamente e impiedosamente.
Ia perguntar ao seu marido, o por que daquela decisão.
Porém, antes que fosse até ele, soube, por intermédio de um outro iryonnin, que se, a raposa morresse, ele morreria também, por causa do vínculo entre eles, causado pelo selo.
Também sobera, que pelo fato dela parecer uma humana e ter a mesma resistência de uma, podia ser ferida facilmente e por isso, ela poderia morrer facilmente.
Mesmo assim, compartilhou da raiva dos agressores, por não poderem mata-la, por temerem que Naruto morresse no processo.
Não que ela fosse bater na raposa, mas, se estivesse lá, seria uma que os estimularia, aprovando o que faziam nela, irritando-se por não estar lá fazendo isso, por causa do efetivo baixo de ninjas médicos.
Como muitos, não compreendeu o por que de Naruto ter agredido eles, pelo que fizeram com a assasina dos pais dele.
Era ilógico, porque qualquer um a odiaria e sem contar, que a raposa causou o sofrimento e os maus tratos a loiro, quando ele era criança e também, outra coisa ilógica, é dele estar daquele jeito, desesperado e agoniado, além de demonstrar pesar, por ter agredido a raposa.
Mesmo aquela visão de Youko, que transpirava pela febre, com os braços tendo contornos roxeados e completamente inflamados, evidenciando um edema por processo inflamátorio, denotando que os ossos dos braços foram lesionados, em nada diminuiu o medo e raiva da raposa, que a loira sentia.
Inclusive, achou que ela mereceu isso e que seu amigo, não deveria ter ficado daquele jeito, por causa de um "monstro".
Julgou que ele agia assim, por causa do coração dele.
Afinal, desde criança era assim. Mas, para a agora Sabaku, Kyuubi não era digna do sofrimento do Naruto.
Por isso, decidiu chama-lo a razão e dizer que não precisava ficar naquele estado, para com a assasina de seus pais e daquela, que quase destruiu Konoha duas vezes.
Se aproximou do original, que havia acabado de torcer um pano, para depois molha-lo na tina de bambu, tornando a colocar na testa da raposa com gentileza, quando foi supreendia, pelo olhar de desespero dele e com este, baixando a fronte, envergonhado por seus atos.
Frente a isso, antes que a loira conseguisse abrir a boca, novamente, Naruto se pronuncia com a voz carregada de dor e culpa, cabisbaixo, afundando-se na cadeira ao lado da cama ainda mais, se era possivél, enquanto seus ombros estavam curvados para a frente e os braços apoiados nas pernas:
- Youko-chan está ferida... hematomas e contusões... acho que está com os braços quebrados... - A voz dele saia, repleta em um tom repleto de desespero e dor.
Pelo que notou, a primeira vista, julgando pelos hematomas que via e os braços com uma aparência estranha, ele estava certo. De fato, a bijuu estava bem mal, somando ao fato, de apresentar sinais visiveís de febre.
Senão fosse as orelhas, as garras, os caninos e as caudas, julgaria que era só uma humana. Mas, não. Era uma bijuu numa forma humana e mesmo vendo com os seus próprios olhos, isso soava um tanto quanto surreal demais.
- Ino-chan... - ele ergue os olhos lacrimosos, olhando uma loira estarrecida, mas, tendo um olhar de pena para com ele - por favor.. eu imploro... cure-a... Ela está fraca e está muito mal...
- Mas, Naruto... - observou o receio dela, enquanto fitava a raposa, além da sombra do medo nos orbes azuis dela.
- Não se preocupe... ela está fraca... sua força e poderes não diferem de uma humana, agora... ela... ela... não conseguirá fazer nada... Eu imploro, cure-a... não há mais ninguém, que eu possa pedir... Baa-chan, nunca a curaria e se bobiar, faria mais mal à ela...
- Mas... mas... foi ela que matou os seus pais e desgraçou a sua vida. Não esqueça também... que ela quase destruiu Konoha duas vezes, segundo li nos livros e pelo que meus pais me contaram... - falava em um misto de revolta e pesar, por seu amigo estar daquele jeito, com alguém que não merecia nem 1/5 daquilo tudo, na visão dela.
- Eu feri Youko-chan em dois momentos de descontrole... - seca as lágrimas de seus olhos, pois estavam embaçando a sua vista, embora, fosse algo infrutífero, pelo fato de que, tornava a derramar ainda mais lágrimas de pesar e dor.
- Mesmo assim... - Ino não sabia o que pensar.
Por ela, a raposa podia morrer. Não tinha a miníma vontade de cura-la. Odiava a bijuu à sua frente, por ter causado tanta dor ao Naruto, além de tê-lo, deixado orfão de mãe, porque, o pai morreria por causa do fuuin, ao ter selado parte do chakra da raposa nele.
Já, Kushina, ainda poderia estar viva, senão tivesse sido transpassada pela garra da bijuu, juntamente com o esposo.
O loiro respira fundo e se levanta, falando com a voz emotiva e os olhos carregados de pesar e de culpa:
- Ino-chan... sabe o que ser usada por séculos como uma simples ferramenta? Ser controlada e utilizada por motivos egoístas, mesquinhos e nas poucas vezes que consegue se libertar, acaba sendo confinada em uma prisão, novamente? Mesmo sendo, sua natureza de bijuu, não muda o fato de ser controlada como uma marionete. Ser confinada em algum lugar e muitas vezes de forma desconfortavél, presa por correntes, enquanto vê lanças, caindo como uma chuva sobre você, a fincando em algo, enquanto sente medo e dor? Ou ficar numa cela escura e encharcada? Encarar os que refletem o ódio e a aversão, isso por séculos? Eu sofri esses olhares, por apenas alguns anos. Youko-chan, enfrentou tudo isso por séculos. Como você lidaria se passasse por tudo isso? O que você acha, que se tornaria?
Ao final do que ele falara, Ino olhava-o com os olhos emocionados e marejados.
Conforme ele perguntara, ela não saberia como reagiria, mas, tinha absoluta certeza, que sentiria raiva e ódio.
Sim, se passasse por tudo aquilo e por séculos, sentiria um ódio mortal e desmedido por tudo e todos.
Não pôde deixar de debulhar lágrimas grossas e pesarosas, conforme concordava em silêncio com o loiro.
De fato, sempre é fácil julgar o outro, sem se por no lugar dele e sem conhecer o que o outro passou ou vivenciou.
- Como disse, Youko-chan conheceu tudo isso... Se alguém passasse o que ela passou, mesmo por anos, sentiria raiva, ódio e revolta, procurando quando pudesse, infligir o mal a todos e tudo que conseguisse, não medindo ações e atos... Apenas, iria querer estravazar em alguém ou algo, tudo o que sofreu e sentiu, não importando se é inocente ou não...
- Naruto... - ela fala em um fio de voz, por causa das emoções que tomavam seu peito com ímpeto, enquanto vertia lágrimas peroladas.
O loiro não estava melhor do que era, pois, enquanto falava, sentia as emoções que lhe tomavam com força, insufladas pela culpa.
- Se eu fosse capaz de odiar alguém ou algo... odiaria o mundo ninja atual... Todos que trataram Youko-chan daquela maneira que falei... Até meus pais teriam uma parcela pequena de culpa - Ino olha surpresa para ele, vendo-o colocar os seus pais como culpados, mesmo de forma quase ínfima - Mas, também, foram obrigados a agir daquele jeito com ela... Eles, no final, se for ver com mais atenção... foram também vitímas, como Youko-chan, do mundo em que vivemos, que mesmo passando séculos e séculos, permanece estagnado em ideias errôneas, que só trazem dor e sofrimento, enquanto inocentes se ferem e outros, são castigados brutalmente, por ousarem tentar se libertar do ciclo de ódio...
Ele parou de falar, brevemente, olhando para Youko na cama, lembrando do que fez com ela, fazendo as lágrimas retornarem ao seu rosto transtornado em dor e culpa.
Cerra os olhos e após voltar a olhar para frente, os reabre, com a loira vendo os orbes azuis refletindo o profundo pesar do coração dele, enquanto as órbitas estavam avermelhadas pelo choro.
Após alguns minutos, o loiro, torna a falar:
- Não foi minha mãe que fez aquele selo aprisionando-a, prendendo-a com uma corrente no pescoço em um globo e depois, fazendo descer estacas presas por correntes em cima dela, que não podia fugir... O culpado, é o mundo em que vivemos... - ele fala, pois como conhecia agora todos os selos do clã, sabia o que aquele selo proporcionava ao bijuu preso por ele, sabendo ser o mesmo, que vinha sendo usado em Kyuubi, desde Uzumaki Mito.
Imaginou o horror que Kyuubi experimentou nas duas vezes, que foi confinada, daquela maneira tão brutal.
Mesmo triste e chorando lágrimas pesarosas, ela conseguia demonstrar surpresa, frente a sabedoria de Naruto, que confirmava os títulos que carregava de Sannin e Sennin dos Sapos.
Ele era de fato um sennin.
Já sabia que não era mais o idiota de antes, mas, quanto a sabedoria, não fazia ideia que era tanta assim.
- Quando ela liberou essa revolta e ira em cima de mim, duas vezes... como eu estava alterado... eu... eu... - Naruto não conseguiu mais falar e cambaleante pela dor, puxou a cadeira frente à mesa no centro da tenda, desabando nela novamente e colocando o rosto dentre as duas mãos, chorando desconsolado.
Após alguns minutos parou, mas, ela podia ver o corpo dele tremendo de raiva por si mesmo, por ter agredido a Kyuubi, acabando por feri-la consideravelmente.
Já, Ino, começava a se revoltar por seus pensamentos e atos de outrora, sentindo uma constrição pesarosa em seu coração, censurando a si mesmo por sua ignorância e preconceito.
Se Naruto perdôou a raposa, vendo quem era na verdade o culpado de tudo o que aconteceu, de toda a dor e sofrimento, quem era ela para julgar? Afinal, o que ele falara, era uma grande verdade.
Não havia alguém ou algo especifíco para culpar. Somente o mundo que trouxe tanta dor e desespero, além de fazer surgir Orochimaru, Kabuto, Madara e tantos outros, até um Sasuke da vida. Essa era a verdade imutavél, mas, que ninguém queria ver.
Afinal, era muito mais fácil para o ser humano, culpar um ser em especial, do que algo amplo, sem definição.
Ela ouvira falar do Ciclo de ódio, através das conversas que tinha com Naruto, dele contando as experiências e como era a vida, com o Sannin lendário que chamava de ero-sennin.
Olhando para a raposa, vendo-a com mais atenção, principalmente, para os braços inflamados e a bandagem em volta da cabeça dela, censurou a si mesmo pela recusa de trata-la anteriormente, pois, mesmo sendo uma bijuu com a índole da destruição e do caos, ela era mais uma vitíma do mundo ordinário que viviam, que era regido pelo Ciclo do ódio, que sempre agia por detrás "dos panos".
Então, decidida, superando os seus preconceitos, para depois descarta-los, senta na cadeira que o loiro havia sentado minutos antes e se põe a tratar dela, após retirar a compressa da testa da mesma, que transpirava, molhando na bacia de madeira, para depois torcer e colocar na testa da bijuu novamente.
Já, Naruto, estava tão imerso em divagações pesarosas, que não percebeu Tsunade no lado de fora da tenda, que fora lá buscar Ino, quando viu de longe, Naruto levando-a, usando Hiraishin.
Agora, a Hokage, vertia lágrimas de pesar e raiva de si mesma, porque ouvira tudo, desde que ele começou a conversar com a Sakabatou, considerando os seus atos até aquele instante para com a raposa, como repulsivos, se revoltando, agora, consigo mesma.
Sabia que tudo que seu neto disse era verdade.
Era fácil culpar somente a Kyuubi, por todos os tormentos sofridos. Afinal, era algo fisíco. Algo que estava ali, na frente dela e de todos.
Agora, culpar quem de fato era o responsavél ou os responsavéis por tudo que ocorreu, pelas guerras que pareciam sem fim, toda a dor, todo o sofrimento, todo o sangue derramado de incontavéis vidas, era algo difícil, pois compreendia todo o mundo.
O mesmo mundo, que criou Pein, Madara e tanto outros, assim como, causou a morte de Dan e seu otouto, além de ser responsavél, também, pela morte de Jiraya, o shinobi que amava com toda a força do seu coração.
Se amaldiçoava, de ter lutado contra esse sentimento, acabando por não ter confessado, com isso, o que sentia pelo sannin, quando ele saiu de Konoha para a última missão de sua vida.
Odiava a si mesmo, por ter sido tão cega, por causa de seu orgulho idiota, que não viu, a intensidade de seus sentimentos, que nutria há anos para com o sennin,
Agora, o tempo não voltava. Aquilo a angustiava e muito.
Tivera uma chance de reconhecer seus sentimentos e confessa-los. Não uma vez, mas, várias vezes. Porém, deixou passar todas essas oportunidades.
Faria de tudo, para ter esse tempo novamente e fazer escolhas diferentes, em vez de "fugir" dele como uma covarde.
Após analisar friamente o seu passado, fugia, na verdade, de seu coração.
Se retira dali, antes que não conseguisse mais abafar suas lágrimas, pois o pesar aumentara em seu coração, frente a recordação de seu amado Jiraya.
Se afasta dali, para ir a sua tenda e assim, poder liberar tudo o que afligia o seu amâgo.
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Algum tempo depois, ela chega em sua tenda e ignorando os guardas do lado de fora, entra rapidamente, sem ousar levantar os olhos, fechando a abertura da tenda.
Nisso faz selos e depois bate no chão, passando a isolar os sons de dentro para fora. Assim, poderia estravazar seu pesar sem maiores problemas.
Como Hokage, não podia mostrar sua fraqueza e portanto, ninguém podia vê-la chorando como uma condenada, desabando em dor, ainda mais, frente a guerra, e para ela, já bastava o que aconteceu na última reunião dos Kages.
Não era preciso que todo o acampamento soubesse da situação deploravél, a nivél emocional, que a Gondaime deles passava.
Se lembrava das inúmeras conversas que tiveram, ela e Jiraya, com ele falando sobre o ciclo de ódio, por trás do ordinário mundo shinobi em que viviam.
Falava também, que tudo era causado pela intolerância, ódio e preconceito, pois eles giravam as engrenagens do tormento, condenando todos sem excessão, as diversas injúrias que sofriam na vida.
Assim, como, falava, que a mente humana, de um modo geral, não conseguia compreender a imensidão e complexidade desse ciclo, que os envolve em sofrimentos e que são alimentados pelos mesmos, que amarguram a dor que lhes é ofertada sem piedade ou compaixão.
Jiraya julgava que, enquanto o ciclo não se rompesse, o mundo continuaria trilhando aquele caminho de amarguras e dores imensuravéis, fazendo surgir novos "Pein´s", "Madara´s" e assim por diante.
Mesmo sendo um idealista, tinha noção que era impossivél romper esse ciclo, da noite para o dia, mesmo trabalhando arduamente, e caso conseguisse, não desapareceria por completo, porque os humanos eram seres complicados e egoístas, por sempre ter algum ou alguns, para alimentar esse ciclo, nunca deixando-o findar por completo.
Acreditava, que havia um meio de reduzir, ao menos, a influência, poupando assim, muitos das lamúrias que eram afligidas pelo ciclo.
O método consistia em quebrar pequenos ciclos de ódio, que eram ligados ao imenso ciclo que dominava o mundo, enfraquecendo-o, através da quebra de seus pilares de sustentação, que eram esses pequenos ciclos.
Não o faria sumir, mas, diminuiria drasticamente a sua influência com o passar do tempo, não sendo algo de imediato.
Seria feito gradativamente, até que sobrasse somente o resquício deste, no coração de poucos humanos, pois, algo daquela magnitude e poder, nunca seria irradicado completamente.
Pensando nas palavras de seu amigo, nas longas conversas sobre o caminho que ele tomou e missão, sobre o ciclo de ódio e os pequenos que o formavam, concluiu, que o seu pequeno ciclo por Kyuubi, alimentava o grande ciclo do ódio, que tirou-lhe Jiraya.
Alimenta-lo, era algo absurdo. Precisava parar de supri-lo e com isso, seria quebrado de vez, o pequeno ciclo que estava em suas mãos.
Com esse pensamento, Tsunade decide que começaria no dia seguinte, chamando Naruto e Youko, já treinando chama-la pelo nome que seu neto lhe deu, para conversar.
Desconfiava, que a raposa lhe provocaria. Mas, precisava ser forte para não sucumbir as provocações, em nome das memórias que tinha de Jiraya e que nunca desapareceram de sua mente, além de aplacar a sua consciência, que agora pesava, pelo modo como tratou a raposa.
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Duas indicações, de uma vez XDDDDDDD
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Uma de minato916, kushina916, Uchihamarcos
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A Lenda
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Sinopse: Uma profecia feita a vários anos atrás dizia que um descendente do proprio Rikudou Sennin traria paz ao mundo.
Naruto e esse para alcançar a tão desejada paz ele terá que viver romances,batalhas,guerras e se tornar o salvador de um mundo alcançar a paz ele téra que se tornar um lenda.
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Categorias: Naruto
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Outra fanfiction, dessa vez, de Rodneysao.
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Por dentro do selo
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Sinopse: Konoha foi dominada, poucos sobreviveram, assassinos mataram sua familia e levaram sua filha mais nova, Agora Naruto quer vingança e ninguem poderá para-lo
Acompanhe Naruto nessa história onde ele se torna uma lenda ainda maior do que ele já era, ele terá que enfrentar e destruir tudo aquilo que ele e seu pai lutaram por toda a vida. Mas será por um bem maior.
(sinopse temporaria, poderá mudar a qualquer momento)
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Categorias: Naruto
