Notas da Autora
Frente ao aparecimento de Jiraya, que julgavam estar morto, é realizado um teste para confirmar sua identidade.
Enquanto isso, longe da Vila da Aliança, Sasuke e Sakura descobrem o sexo da criança, sem desconfiarem dos planos de Kabuto...
Após ter consciência de seus sentimentos para com Youko, Naruto põe em prática seu plano...
Porém, não esperavam que...
Capítulo 24 - Reencontro
Um dia depois, Jiraya estava sentado em uma cadeira no centro de uma imensa sala, onde várias outras cadeiras encontravam-se em círculo e estas ocupadas por vários ninjas usando espécies de capacetes, todos ligados ao mesmo tempo ao capacete de mesmo aspecto do Sannin.
Eram ninjas especialistas em ler mentes, os melhores e dentre eles estavam Ino e seu pai. Todos iriam ler a mente do Sannin ao mesmo tempo para confirmar sua identidade e ele estava confiante no poder da Tamashi no tama ( 神々しい玉 - Joia divina).
Afinal, meros humanos não poderiam ir contra o poder dos Deuses Criadores.
Convencer a Tsunade de sua identidade demorou apenas uma hora, graças a Katsuya e Fukasaku, além da persuasão de Naruto e como esperado pelo loiro, Jiraya foi surrado pela Gondaime, por ter ocultado que recuperou a memória há um mês atrás. Tenzou estava presente e aceitou a identidade.
Após a Senju, Naruto conseguiu uma reunião com Gaara e demorou somente quinze minutos, pois o Kazekage confiava em Naruto e viu nos olhos dele a determinação e a certeza.
Com Bee, demorou mais de uma hora, até que fosse convencido e graças a orientação de Gyuuki e sua amizade com Naruto.
Munido de dois Kages do lado deles, foi requisitada a reunião com os demais e Jiraya apareceu, vivo, para a surpresa da maioria dos presentes.
Acabou sendo imobilizado por vários ninjas, enquanto os Kages discutiam entre si. Tenzou teve que imobilizar Jiraya, por mais que não gostasse de fazer isso.
Após deliberações, discussões e ânimos exaltados, principalmente do Tsuchikage com Bee e Naruto participando também, Shikamaru propôs reunir os melhores ninjas que leem mente para lerem a mente daquele que se dizia Jiraya ao mesmo tempo e assim, confirmariam a identidade dele, que depois disso, faria uma invocação dos sapos.
E naquele momento, quando foi iniciado a leitura, Jiraya relaxou.
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Longe dali, em um dos vários esconderijos de Kabuto, o mesmo estava fazendo exames de rotina na Sakura e no bebê que carregava no ventre.
Após analisar vários dados, o Sennin das cobras fala, sorrindo:
– Os exames confirmaram que ambos, mãe e bebê estão bem. Omedetou-gozaimassu ( Meus parabéns)! É uma menina.
Sasuke ficou aliviado e acarinhou o ombro de Haruno, que por sua vez acariciou o seu ventre que começava a aparecer, chorando emocionada. Sentiu a mão do Sasuke acarinhando por cima da dela.
– Espero que seja como você, Sasuke-kun - a rosada falou enquanto imaginava uma menininha de cabelos e olhos ônix.
– Já eu, espero que seja como você... Uma Sakura em miniatura. - Sasuke falou sorrindo.
Quando estava com Haruno, ele tirava a fachada fria e somente ela via o olhar apaixonado, uma vez que ele estava de lado, com seu cabelo ocultando o seu rosto do Sennin das cobras que revirava os olhos, pois, não tinha tempo para essas "baboseiras" como ele mesmo definia.
Ele pigarreia chamando a atenção dos pombinhos e fala:
– Daqui a 5 meses, quando ela nascer, farei um selo para lacrar a Nibi no Nekomata nela. Ela será uma jinchuuriki. E o melhor que este bijuu manipula o fogo e é ágil, além de que, é dócil demais. Dizem que é o bijuu mais maternal que tem e por isso lacravam em crianças pequenas. A Nibi crescia com o instinto de proteger seu jinchuuriki, tendo um comportamento altamente maternal quando é lacrada em crianças pequenas. Imagina ser for lacrada em um bebê? Duplicará o seu instinto maternal.
Sakura não havia gostado da ideia de sua filha ser uma jinchuuriki, pois se lembrava nitidamente de quando Naruto perdia o controle sobre a Kyuubi e temia que a filha tivesse o mesmo destino.
– Me lembro de quando o Naruto perdia o controle por causa de seu bijuu... Era assustador - ela treme levemente - Inclusive, fui atingida uma vez por ele nessa forma e foi horrível o ferimento. Conforme pensava nisso, nessa dor, mais me desesperava ao saber que ele enfrentava essa dor todas as vezes... E se essa Nibi tentar tomar a nossa filha?
Ela pergunta ao Sasuke, enquanto apertava as mãos dele que estavam em seus ombros. Olhava angustiada para ele que a observava preocupado.
Então, dando um de seus raros sorrisos discretos, quase imperceptivéis, fala:
– Kabuto disse que a Nibi é muitos diferente dos demais bijuus. Tivemos acesso a relatórios sobre ela e descobrimos que ela nunca causou problemas na vila e nem para seus jinchurikis, sendo considerada uma bijuu de fácil controle por seu temperamento dócil. Além de que, nossa filha é uma Uchiha, herdará o sharingan, logo, se for preciso controlar a Nibi, quer doujutsu melhor que o sharingan? Aliais, é o doujutsu mais poderoso que existe. E não se esqueça, nunca arriscaria nossa filha. Me certifiquei de tudo sobre a Nibi e por isso ela foi escolhida. Podia ter tentado o Nanabi no Kabutomushi (七尾甲虫類サイ) ou outro mais poderoso, mas, os antecedentes deles não eram nada bons. A Nibi me pareceu a aposta mais segura, além da afinidade dela com o fogo, que nos Uchihas temos.
– Eu não sabia que você havia pesquisado não só o poder e sim, o temperamento de cada bijuu e os problemas que causou aos seus jinchuurikis. - Haruno fala emocionada.
– Não arriscaria a filha que eu já amo tanto, desde a primeira vez que falou que estava grávida... Não. Não quero que ela sofra com um bijuu tentando controla-la a todo o momento, pois, mesmo que tenha o sharingan, ele não desperta tão cedo... Meu anii-uê foi o que despertou o doujutsu mais cedo de toda a história dos Uchihas. - fala com determinação, olhando-a ternamente.
– Eu fui boba de não imaginar que teria esse zelo todo por nossa filha... - e nisso começa a chorar - São os meus hormônios que me deixam emotiva ou irritada.
– Eu sei... Por isso vou arranjar o mochi de feijão que você gosta tanto... Ou tem algum outro desejo?
Pergunta, enquanto a pega no colo.
– Quero que fiquei comigo, até eu dormir... Sei que precisa treinar, mas, gostaria que esperasse até eu dormir. - fala manhosamente, enquanto bocejava, abraçando seu pescoço em seguida.
– Claro. Vamos.
Nisso, o Uchiha sai do laboratório carregando Haruno delicadamente e ao fechar a porta, Zetsu surge ao lado de Kabuto.
– Tudo está seguindo conforme o seu plano. Sua infusão foi um sucesso. Ela ficou grávida de uma menina, conforme havia planejado.
– Sim. Sou um cientista ninja e me orgulho da experiência que estou fazendo que está indo conforme os meus planos. Aqueles dois mal sabem o que tenho planejado para a filha deles. Se fosse um garoto, eles teriam tido mais sorte, porém, minha fórmula nunca deixaria ela gerar um menino, além de que, consegui injetar com sucesso células dos Uzumakis nesse feto... Tudo está correndo bem, quando for o momento propício, farei a Aliança descobrir eles e enquanto tentam se defender, tomarei a filha deles e aqueles shinbois idiotas farão o favor de mata-los para mim. Quando terminar minha experiência por completo, o ser que irá surgir, fará os problemas com os bijuus não serem nada! O mundo reconhecerá meu intelecto e sofrimento... Os ninjas serão simplesmente vermes! - e ri malignamente ao imaginar o sucesso de seu plano.
Estava tão absorto em sua felicidade, que não notou que o imenso vaso com um fuuba gigantesco o cobrindo, pulsou levemente e um pouco de chakra escapou, assumindo a forma de um olho de aspecto felino, pertencente a Nibi, que se dispersa após ouvir a conversar deles, enquanto pensa:
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" Então essa menina que vai nascer será a minha... Não esqueci que mataram Nii para poder me obter e se pensam que ficarei quieta enquanto sacrificam outro ser para seus planos, estão muito enganados, pois nós bijuus não somos brinquedos e temos nosso orgulho... Preciso avisar Gyuuki e os outros, mas, tenho que esperar estar em um jinchuuriki, pois este vaso prejudicará a conversa..."
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Dois dias depois, de volta a vila da Aliança, mais precisamente na casa do Naruto, Youko acorda relutantemente, pois queria continuar dormindo. Algumas vezes, por alguns minutos na "briga" para despertar, desejava estar selada de novo, pois, lá conseguia dormir tranquilamente e o corpo não tinha necessidades a serem cumpridas, como o que tinha atualmente.
Conforme caminhava até o banheiro no corredor se recordava de seus sonhos estranhos em que Naruto estava fazendo coisas sem sentido com ela, que estranhamente a deixavam envergonhada, enquanto sentia o coração bater acelerado e a boca secar, assim como quando o via.
Se revoltava com isso, embora sentisse a revolta estranhamente dispersar contra a sua vontade para desespero dela, além do fato de seu jinchuuriki não sair de sua mente, pois sempre pensava nele.
– Yo! Ohayou, Youko-chan!
Já no corredor, ela vira para trás e vê ele sorrindo costumeiramente para ela e luta bravamente para resistir a vontade quase insuportável de retribuir o cumprimento e tal mudança a assustava demasiadamente. Queria voltar a ser a Kyuubi no Youko de antigamente, pois não queria sofrer por ser fraca e emotiva como era quando foi criada. Ser daquele jeito só lhe trouxe sofrimentos inimagináveis nas mãos dos humanos, principalmente de Madara. Por causa dele, perdeu a sua liberdade e passou a ser confinada. Foi ele que a encontrou e a controlou.
Queria desviar o olhar, mas era algo infrutífero. Os orbes pareciam ter um efeito hipnótico sobre ela, mais forte que o próprio sharingan e aquela verdade a apavorava. Era como se todos os seus temores se cumprissem ao mesmo tempo.
Enquanto divagava, seus olhos seguiam as gotículas de água ousadas que escorriam dos fios loiros rebeldes, percorrendo as reentrâncias do tórax definido e levemente musculoso.
Como esperado, sentia sua boca secar, enquanto enrubescia, conforme as seguia pelo corpo do seu jinchuuriki, que usava naquele momento somente uma calça preta e sandálias ninjas, tendo o colete de malha ninja preso em seus braços, assim como uma blusa azul.
Lutando por controle, consegue fechar os seus olhos para poder liberta-se da visão hipnótica e quando os reabre, Naruto estava na sua frente, sorrindo, enquanto levava uma mão na face dela, acarinhando com o dorso, sem deixar de fita-la nos olhos, que perde a noção do tempo e espaço, enquanto percebia os olhos dele levemente escurecidos que somente davam uma tremor de prazer em seu corpo.
Vendo-a rendida, leva seus lábios aos dela e inicialmente a beija de maneira carinhosa para depois se aprofundar, enquanto ela sente as pernas ficarem bambas e abraça o pescoço dele para manter-se em pé, com a sua mente esvanecendo-se, enquanto era abraçava e suas costas eram acarinhadas de maneira possesiva.
Inebriada, desce suas mãos para as costas dele e passa a acariciar de maneira desajeitada sem a malícia do Naruto, o que o faz sorrir.
Decorrido alguns minutos, temendo perder o controle, se afasta dela que o olha desanimada por alguns minutos, até perceber o que fazia e corar, afastando-se dele, enquanto sacudia a cabeça para tentar por os pensamentos em ordens e sentia seu coração bater descompassado.
Com a respiração acelerada, ela começa a inspirar e expirar profundamente para ter oxigênio em seus pulmões, enquanto tentava ordenar seus pensamentos e compreender o por que de ter perdido o controle nos braços do seu jinchuuriki.
Ao se recordar disso, fica extremamente irritada, não tanto com Naruto, mas, sim, consigo mesmo, por ter se descontrolado, ao ponto de nem perceber o que fazia, deixando sua mente irracional tomar o controle.
Frustrada, xinga o seu jinchuuriki de todos os xingamentos que consegue se lembrar, para depois, bufando e rosnando, virar as costas e descer as escadas, mas, sem deixar de ouvir o que ele falava:
– Vou descer daqui a pouco... Agora, não dá para fazer isso.
Ela ergue o queixo e fala, ainda irritada em meio a rosnados:
– Estou pouco me lixando para você, baka!
Naruto volta para o quarto, pois precisava alivia-se. Mas, sorria ao pensar na face ruborizada dela, pois a achava fofa nesses momentos.
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Uma hora mais tarde, após tomarem o café da manhã que consistia de ramen e leite, com Youko tentando tomar o ramem dele, pois, conforme esperado, ele fizera pouco e sobrara a disputa pela última chawan com batalha via hashi.
Como esperado, com a experiência secular dela, ela consegue novamente arrebatar o último para desespero de Naruto, embora ambos se divertissem, pois a cauda de Youko mexia animadamente quando disputavam algo.
Naquele dia, Uzumaki ia treinar com Bee, Tenzou e Jiraya para aprimorar ainda mais as suas técnicas e eles haviam criado uma barreira em volta dali, para impedir que houvesse destruição em volta ou um inocente fosse atingido durante as batalhas.
Enquanto andavam pela vila, com ele, ocasionalmente lançando olhares de raiva para aqueles que olhavam friamente para Youko, estava desanimado.
Queria sair com ela, sem que a bijuu tivesse que encarar os olhares dos moradores, que a deixavam nervosa e levemente triste nos últimos dias.
Somente conseguia ir com ela para o Ichiraku Ramen, que não tinha mais barraca e sim, um pequeno restaurante e depois que fechava, somente admitia Youko e Naruto, que, como sempre, disputavam a última tigela para a felicidade do cozinheiro.
Após uma hora, chegam no limite de uma zona da Vila da Aliança, que eram divididas em quatro conforme as direções: Norte, Sul, Leste e Oeste. Estavam na Oeste e próximo dali, podia-se ver uma imensa barreira de oito pontos como a Rosa dos ventos, aberta no alto.
Havia ali perto um banco e uma mesa. Colocando uma cesta e jarra de suco, Naruto arruma a mesa e deixa Kurama lá, por causa da distância que tinham que manter.
A bijuu trouxe um dos livros que Ino lhe deu e começou a ler, ansiosamente, sem notar que alguém a observava, ocultando-se numa copa frondosa ali perto.
