Notas da Autora
Ryuushin testemunha um dos vários ataques de ninjas no continente Dairyuuken (grande espada do dragão).
Após isso, ele tem um sonho. Um sonho sobre o seu passado, seu verdadeiro sobrenome, além de descobrir algo supreendente.
Capítulo 2 - Recordações...
Saindo do imponente Hospital Daiyamanohi, Ryuushin encontrava-se ajeitando seu terno, enquanto se preparava para ir até o seu luxuoso apartamento próximo dali. Já havia requisitado uma carruagem e ela o esperava em frente a entrada, já que seu corcel estava internado em uma clínica veterinária para se recuperar completamente de um acidente sofrido, quando um outro animal tombou com ele e como esperado por Ryuushin, não se machucara, pois sempre soube que tinha uma resistência e força muito acima da normal.
Quando ia subir na carruagem, escuta um barulho ensurdecedor á sua direita e se agacha com o tremor que sentiu.
O cocheiro lutava para manter-se sentado, enquanto tentava a todo o custo conter os dois cavalos que relinchavam e empinavam nas patas traseiras. Puxava as rédeas para trás, as mantendo firmemente, temendo que os animais começassem a galopar descontroladamente.
Outros cocheiros enfrentavam o mesmo problema com os seus animais, além de pessoas montadas neles, enquanto ouviam-se gritos e via-se pessoas correndo apavoradas.
Quando o tremor passou, ocheiro de fumaça chega as narinas sensiveís do médico, antes que as demais pessoas sentissem, vê da nuvem de fumaça onde outrora existia uma mansão, um grupo de jovens mascarados usando bandanas que pareciam desaparecer no ar, enquanto ele ficava embasbacado.
Porém, mesmo assim, notou que um daqueles pares de olhos pareciam estranhamente familiares e este par olhou-o atentamente por alguns minutos, antes de um companheiro puxa-lo pelo braço. Podia-se ver que o olhar deste estava ainda pesaroso, enquanto sumia em uma outra nuvem de fumaça.
Um pequeno caos se instalou no local com pessoas fugindo apavoradas, derrubando umas as outras em sua ânsia de fugir dali, sem saberem corretamente o que acontecera.
Após minutos, chegavam os samurais policiais que usavam "poderes" chamados de chakra, com armas próprias para se manipular esse poder, segundo as pessoas comuns.
Possuíam um status elevados e muitos se curvavam para eles, que trajavam armaduras imponentes e elmos, além de duas espadas na cintura ou nas costas, variando de tamanho e formato.
Ryuushin se levanta com dificuldade, enquanto espanava a poeira de sua roupa, oriundo da nuvem dos escombros, levemente preocupado, pois há poucos dias atrás, também estivera próximo de um local que foi explodido e aqueles que fugiram, morreram com shurikens cravadas em suas costas e cabeças, segundo a designação dada pelos jornais.
Haviam poucos ninjas naquele continente, sendo a maior concentração em ilhas. Era notícia e fato comum que havia uma imensa mobilização de samurais que suprimiam esses shinobis, que se dividiam em clãs de mercenários e que inclusive brigavam entre si.
Usando isso e mais os seus poderes, os samurais, comumente, partiam em missão de dizimar os ninjas e vinham obtendo êxito, graças as brigas entre clãs e aos desertores, que forneciam informações valiosas, quando conseguiam fugir de seu clã com vida.
Inclusive, evitaram a formação de vilas, destruindo as que tentavam se erguer, para evitar dos shinobis se tornarem uma potência ameaçadora, como era o continente além mar, totalmente formado por ninjas e apenas tendo uma nação samurai, além de descontar o fato, de que o Imperador daquele continente foi morto por ninjas em uma das tentativas deles de tomarem o poder. Somente sua esposa e filhos conseguiram ser salvos pelos samurais.
Quando aconteceu isso, erradicar os ninjas se tornou um dos principais objetivos da Imperatriz e ela vinha conseguindo um feito notável.
Os samurais corriam para conter as pessoas, usando uma terceira espada sem lâmina, quando fosse necessária.
Ele teve que ficar juntamente com os outros para darem quaisquer informações que pudessem sobre o que testemunharam e somente após horas, foram liberados.
Ryuushin olhava para o seu relógio de ouro, exasperado, enquanto suspirava. Já passava das 22 horas e ele ainda estava próximo do imenso hospital. Tinha três cirurgias marcadas no dia seguinte e queria reler os prontuários dos pacientes e rever os casos como preparação adicional.
O mesmo cocheiro fora liberado e ele o levara até o condomínio luxuoso onde morava.
Uma vez em seu luxuoso apartamento na cobertura, ele afrouxa a gravata e se serve num copo de vidro um pouco de bebida alcóolica, enquanto, descalço, caminha até a varanda de onde tinha a vista aérea da cidade com seus pontos luminosos.
Pensava se não estavam se aproximando de uma guerra, pois visivelmente se tratava de retaliação dos shinobis contra o imperador e os samurais.
Vira todo o conteúdo do copo, entrando na sala imensa, colocando-o na bancada no pequeno bar pessoal, enquanto se dirigia para tomar um banho e ficar depois na banheira relaxando.
Quando entra na banheira, fecha os olhos e acaba adormecendo sem perceber.
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Ele via-se subindo uma colina e estava nu, quando ouve vozes de adultos e crianças oriundas por trás de árvores nodosas. Passa a correr, pois as vozes dos adultos eram estranhamente conhecidas, como se não as ouvisse há muito tempo.
Após chegar no alto, olha para os lados e vê cadeias de montanhas formadas por árvores e o som de riachos, além de cantos de pássaros diversos. A leve brisa soprava, enquanto aspirava o doce aroma das flores.
Comparava aquele lugar há um paraíso e sentia uma imensa nostalgia em seu peito. Suspeitava que eram recordações de sua infância, pois não se lembrava de ter estado alguma vez naquele lugar.
Suas memórias antes do orfanato eram difusas e não se lembrava de como tinha ido parar lá. Somente sabia seu nome e nada mais. Ele estava todo encharcado e acabara dormindo por um dia inteiro e depois lutava para tentar se lembrar de quem era.
Saindo de seus pensamentos, ele adentra entre as árvores e vê um menino não tendo mais do que três anos e um casal. Estranhamente não conseguia ver os seus rostos, pois, estavam difusos.
Vê a criança fazendo gestos com as mãos, se esforçando, parando um momento, pois o homem mostrou que havia errado um selo, como se referiu aos movimentos dos dedos da criança.
Depois, notou que o pequeno, semelhante a ele, possivelmente quando era criança, por mais fantástico que parecesse, repetindo os selos, enquanto os pais consentiam com a cabeça.
O menino fez um corte no dedo e após fazer os selos, bateu com a palma no chão, falando:
– Kuchyose no jutsu! Kinumi-san!
E embasbacado, Ryuushin vê surgir uma lesma imensa, que cumprimenta o garoto:
– Konnichiwa, Uzumaki Ryuushin-sama.
"Uzumaki? É esse o meu verdadeiro sobrenome? Aqueles são os meus pais? Porque não consigo ver o rosto deles?"
Essas perguntas pairavam na mente do médico, quando, de repente, tudo fica escuro como o breu, para depois ver sangue borrar a sua frente e a mesma criança berrando com toda a força de seus pulmões:
– Tou-chan! Kaa-chan! Não!
Ele começa a chorar, caindo de joelhos, para depois erguer a cabeça e ver que estava em um local diferente.
Era um túnel coberto por uma fina camada de gelo, que com a luz das tochas de chamas azuladas parecia reluzir. Apesar de ser gelo, não sentia frio, ao contrário, emanava um calor aconchegante e caloroso.
Ele põe-se a caminhar, achando o caminho estranhamente conhecido, pois tinha certeza que já havia caminhado antes por ali.
Após alguns minutos, chega a um imenso portão de gelo, sem qualquer tranca, rodeado de chamas azuladas, tendo no centro um símbolo de lua crescente com uma esfera no centro. Ele estende a mão e ao tocar no símbolo, este brilha e as portas imensas, duplas, abrem, revelando uma sala gigantesca iluminada por tochas de gelo, que exibiam chamas vivas azuladas.
Mas, algo, chama sua atenção e seus olhos praticamente brilham.
À sua frente estava a maior raposa que já viu na vida. Era gigantesca, alva, com nove caudas. Estava dormindo, apoiando o focinho nas caudas. Não estava presa a nada, nem por grades ou por correntes.
Ele estava numa perda de palavras, ela era linda. Sua pelagem era como a neve e parecia brilhar sobre a luz das tochas, juntamente com as suas caudas felpudas, não sendo tão peluda quanto uma raposa das neves. Mesmo assim, era consideravelmente peluda. Em sua testa, havia o mesmo símbolo da porta.
Lentamente, surpreso consigo mesmo, pois, não sentia medo, ele se aproxima, chegando perto do focinho e com as mãos, acaricia o nariz negro e frio dela, maravilhado. Nota, que apesar do toque gentil, a raposa boceja, exibindo seus caninos afiados e protusos, que dava uma visão atemorizante a qualquer um, menos para ele, o que acha um tanto estranho.
– Tou-chan... O que houve? - falava em meio aos bocejos, enquanto coçava os olhos fechados, ainda sonolenta, com a face posterior das patas.
Então, fecha as mandíbulas e olha para ele, arregalando os olhos ao notar quem era. Certamente, o médico pensou que ela deve ter percebido que não era o pai dela.
Ela pergunta, alterada, visivelmente nervosa:
– Ryuushin-kun? Mas... como... Como veio aqui?!
