Notas da Autora

O jovem médico parte em busca de informações a qualquer preço.

Ele quer saber quem ele é e seu passado que até agora é obscuro para o mesmo.

Enquanto isso, um clã de ninjas o espreita... O que será que desejam com Ryuushin?

Capítulo 3 - Suposições...

Esta fanfiction é continuação desta: Tsukiakari no Omae

A Tsukiakari no Omae ( Lembrança da luz da lua) mostra o passado dessa raposa alva de quando ela andava com Rikudou Sennin e a verdade sobre a existência do Juubi.

.

.

.

.

.

.

Nisso, um imenso clarão surge na frente de seus olhos e ele desperta, espalhando a água da banheira para os lados, percebendo então que havia adormecido e antes que pudesse clarear os seus pensamentos, escuta batidas violentas na porta da entrada e vozes gritando apavoradas:

– Tsukishiro-sama! Tsukishiro-sama! O senhor está bem? Responda, por favor! Tsukishiro-sama!

– Tsukishiro Ryuushin-san! Tsukishiro Ryuushin-san! Responda!

Rapidamente ele pega a toalha e a envolve na cintura, saindo do banheiro, enquanto sentia a cabeça latejar.

Vai até a porta e antes que pudesse abrir, a mesma é arrombada por um samurai, tendo outro logo atrás dele, emanando chakra pelas espadas ao lado do gerente do hotel.

– O que houve? Por que tudo isso?! - ele exclama indignado.

– Desculpe Tsukishiro-sama. Mas, não somente eu, como os outros, ouvimos os seus gritos e pensamos que tinha acontecido algo... E como está tendo esses ataques de ninjas, chamei os samurais policiais.

Os dois samurais entram e passam a olhar tudo em volta, sobre o olhar estarrecido do médico. Sabia que o nível de segurança estava no máximo com a onda de ataques, mas, achava isso um exagero.

Porém, nada podia fazer e tinha que esperar eles terminarem de averiguar, o que aconteceu após decorrido vinte minutos.

– O que houve senhor? - um deles perguntou com o cenho franzido.

– Achei estranho não terem perguntado antes.

– É uma das novas normas de segurança. Primeiro verificamos e depois perguntamos. Podem usar reféns para a pessoa falar que não é nada, quando na verdade, estão reféns dos famigerados ninjas. Por isso também, temos autorização para entrar na casa e vasculhar, mesmo sobre recusa do dono.

– Entendo... É compreensível. Sobre a pergunta de antes, é que acabei adormecendo na banheira e tive um pesadelo. Acordei com as batidas e gritos do gerente.

– Desculpe, senhores samurais. Fiquei preocupado que tivesse acontecido algo com o ilustre Tsukishiro-sama, ainda mais lendo notícias dos atentados que esses homens fora-da-lei, os ninjas estão fazendo... Já pensei o pior. Sem contar, que como é um condomínio de luxo, pode ser muito bem um foco de ataque.

– Tudo bem. Fez bem em nós chamar. Todo o cuidado é pouco nesses tempos tenebrosos. Enquanto não erradicamos os ninjas desse continente e das ilhas adjacentes, não teremos a completa paz. Fique tranquilo em saber que muitas atitudes estão sendo tomadas e muitos investigadores estão envolvidos.

– Muito obrigado. Acredito que um dia nós livraremos desses arruaceiros inveterados, além de assassinos sanguinários e cruéis. - o gerente fala com o fervor - Quem os contrata, não presta tal como eles.

– Os civis podem deixar conosco. Os ninjas serão exterminados. Agora, retornaremos a ronda noturna. Tenham uma boa noite, senhores.

Nisso, os samurais saem, enquanto o gerente se curvava para eles, pois os samurais tinham alto status, para depois se curvar ao médico, que estava com a face visivelmente aborrecida, sendo agravado pela dor de cabeça latejante.

– Sinto muito, Tsukishiro-sama. Pensei que tinha acontecido algo de horrível com o senhor. Não sei se esses ninjas respeitariam um médico.

– Para eles não faz diferença. Mulher, criança, idoso... é tudo "farinha do mesmo saco" na visão deles, pelo que ouvi dizer pelas notícias.

– Pode deixar que chamarei agora mesmo um marceneiro e daqui a duas horas, no máximo, terá a sua porta novamente senhor. No próximo mês faremos um desconto de 30 % da mensalidade pelos transtornos causados.

– Tudo bem. Vou tomar um remédio para dor de cabeça. Mande o marceneiro não fazer muito barulho.

– Claro. Sumimassen, Tsukishiro-sama.

O médico caminha até a cozinha e abrindo a porta do armário de louça, tira uma caixa e começa a preparar uma infusão para cefaleia, enquanto se recorda do sonho. Não sonho e sim, uma recordação do passado, segundo o que acreditava.

Após tomar a infusão, vai até a sua cama, enquanto coloca o despertador para tocar mais cedo para rever as fichas. Sentia-se cansado e sem disposição para ler. Algumas horas de sono o recuperariam.

Ao passar pelo espelho de corpo inteiro que tinha em seu espaçoso quarto, ele nota que símbolos apareciam em seu abdômen e pareciam ficar desfocados gradativamente.

Ficou embasbacado, enquanto tocava, notando que eram rentes a pele como uma pintura. Tinha símbolos irreconhecíveis a ele, não se assemelhando com nenhuma escrita que conhecesse.

Notou que após alguns minutos, a marca sumiu como se nunca tivesse existido.

Sua mente era tomada por pensamentos desordenados, que somente o deixavam mais confuso. Acreditava que algumas horas de sono lhe ajudariam a meditar melhor sobre os últimos acontecimentos.

Mas, não iria dormir ainda, pois o marceneiro viria consertar a porta e depois a trancaria. Afinal, todo o cuidado era pouco, ainda mais naqueles tempos.

Sem alternativa, senta no sofá da sala após colocar um roupão e passa a ler o jornal, enquanto ouvia passos apressados e logo em seguida o som baixo de conserto.

Porém, não notara que o ajudante do marceneiro havia entrado sorrateiramente no apartamento e o observava atentamente, como se o estudasse e depois se retira, voltando a porta, mas, não sem antes escrever em uma folha algumas anotações e fazer um selo discreto, tornando a guardar o envelope dentro de seu casaco.

O marceneiro apenas olhava o aprendiz e ambos consentem com a cabeça, para depois voltarem a colocar uma nova porta.

Após meia hora, eles chamam:

– Tsukishiro-sama. A porta já está pronta. O senhor poderia vim aqui, por favor?

O jovem médico se levanta e caminha até a porta recém-construída e após examina-la, consente com a cabeça.

– Aqui as chaves senhor. - o marceneiro estende as mãos e Ryuushin pega as chaves.

– Fizeram um bom trabalho e rápido.

– Ficamos satisfeitos pelos elogio. Muito obrigado Tsukishiro-sama. Tenha uma boa noite. Sumimassen.

– Obrigado.

Nisso, após recolherem as coisas, os marceneiros se curvam e se retiram dali.

Após fechar a porta, ele vai até a sua cama e deita, notando que as recordações de seu passado apareciam cada vez mais visíveis, conforme encontrava-se perto de ataques de ninjas.

Sabia que não existia muitos livros sobre ninjas a não ser de armas e descrição de algumas técnicas. Nada que poderia incentivar os civis a se tornarem ninjas era disponibilizado. Somente permitiam alguns livros sobre o pretexto de reconhecerem um ninja e as armas que estes utilizavam, aliado a forma de tratamento dos ferimentos.

Decidira que depois das cirurgias faria uma visita a biblioteca.

.

.

.

.

Longe dali, os marceneiros se dirigiram a um barracão abandonado, onde se encontravam outros ninjas e dentro eles, uma jovem garota ao lado de mulheres mais velhas.

– Então. É ele? - o que parecia o chefe pergunta.

– Provavelmente. Porém, precisamos investigar mais. É preciso ter certeza. Não se esqueçam que pode ser um mito.

Eles desfazem o jutsu henge, enquanto sentavam em alguns caixotes.

– Investigaremos amanhã e se notarmos que pode ser verdade esse mito, entraremos em ação. Quanto mais cedo conseguimos, melhor. - o líder fala novamente.

– Não pode ser verdade... Acho tão surreal. - a jovem comenta, após suspirar pesadamente.

– Não me diga Miyo, que está se deixando levar pelas recordações? Por acaso se esqueceu de quem é?

– Não me esqueci, otou-san... E não estou deixando o passado se intrometer.

– Ótimo. Não quero ter problemas... Sabe, por isso não aprovo as missões especiais que damos aos muito jovens. Acho arriscado. - o líder comenta, após suspirar.

– Entendemos isso, mas, não temos escolha, meu marido. Essa missão especial é necessária e sabe muito bem disso. Graças a ela, sobrevivemos a algumas emboscadas. - uma mulher mais velha fala ao líder.

– Verdade. - ele passa a mão na nuca - Mayashi e Midori. Vocês seguirão Tsukishiro Ryuushin amanhã. Procurem alguns padrões de comportamento ou ações suspeitas. Quanto mais informações tivermos, melhor.

– Hai! - duas mulheres, gêmeas, falam em usino.

– Ótimo.

.

.

"Ryuushin... é verdade mesmo que você..."

.

.

.

A jovem Miyo pensa, enquanto olhava tristemente para o belo luar a sua frente com recordações que povoavam a sua mente. Algumas destas, desejando esquecer para sempre.

.

.

.

.

.

No final da tarde do dia seguinte, Ryuushin se dirigia até a biblioteca da cidade montado em seu corcel negro, em busca de informações sobre ninjas, sabendo que seria difícil encontrar, já que o governo encontrava-se entrando ainda mais em uma guerra contra os ninjas para erradica-los, ao menos, naquele continente.

Após mais de duas horas de busca, não desanimou, uma vez que era alguém muito determinado, além de que, a informação era altamente necessária a ele, pois poderia ajuda-lo na busca de seu passado. Mais precisamente, de suas memórias perdidas.

Então, em um canto escondido, soterrado por alguns livros antigos e empoeirados, ele encontrou um livro que julgou inicialmente promissor, para depois notar que fora um achado extraordinário, já que não sofreu o destino de muitos livros que se aprofundavam em ninjas.

Era um diário de um ninja fugitivo, que após fugir de seu clã, ocultou-se em uma vida simples e escreveu aquele livro baseado em suas memórias, inclusive conhecimentos das terras além-mar, que eram um mistério ao continente Dairyuuken (grande espada do dragão).

Afinal, um vasto e longínquo, além de perigoso e sorrateiro oceano tortuoso separava-o do continente do fogo, além de um vasto deserto escaldante, que de tão infernal, raramente alguém conseguia atravessar. Por isso, descobrira lendo algumas folhas do praticamente diário, que muitos shinobis morreram durante a travessia pelo mar e deserto.

Os sobreviventes foram os primeiros ninjas a chegarem no continente e passaram se multiplicar, fundando clãs, sendo que estes não passavam de ninjas desertores.

Pensou em um plano de ficar com aquele livro, Sol Poente, para sempre, não somente pegando-o emprestado. Ele era valioso demais e com certeza, traria muitas respostas a ele.

Ryuushin tinha um amigo que era um empresário com a fama de feroz e implacável nas finanças, sendo conhecido como um tubarão nos negócios, temido pelos concorrentes, aliado ao fato de ser um gênio nato. Havia aprendido algumas coisas com ele, que se provavam úteis no dia a dia, principalmente quando se necessitava algo.

Passou a examinar atentamente o balcão da biblioteca, onde encontrava-se dois bibliotecários que faziam o cadastramento do empréstimo de algum livro ou devolução.

Um era um senhor, com mais ou menos cinquenta anos, com olhos como besouros negros e cabelos alvos. O outro, ou melhor, outra, era uma bela jovem de cabelos loiros platinados que caiam ondulantes nas costas delicadas e que olhava atentamente para Ryuushin, examinando-o atentamente, totalmente cativada pela beleza dele.

O médico sorriu. Encontrou alguém que lhe seria muito útil no que planejara, facilitando pelo fato dela já encontrar-se caída por ele. Não seria um desafio conquista-la, além de não ser algo custoso, porque ela era muito linda.

Decidido a por o seu plano em prática, caminhou até ela, sem deixar de olha-la e sorrir intensamente, fazendo a jovem bibliotecária suspirar quando ele ficou frente á ela, com o livro seguro em seus braços.

Usando todo o seu charme e sedução, além de experiência com o sexo oposto, começou a conversar com ela, enquanto buscava informações disfarçadas de perguntas aparentemente inofensivas, que não a faziam suspeitar que estava sendo usada para conseguir informações, muitas delas de caráter secreto.

Por estar completamente caída por Ryuushin, a moça não estava prestando real atenção a conversa, acabando por responder o que ele lhe perguntava ou comentava. O médico achou fácil demais. Era mais fácil do que "arrancar doce de criança".

Ficou satisfeito ao ver que a jovem era uma boa fonte de informação e felicitou a si mesmo por ter escolhido alguém fácil demais para conseguir informações, muitas destas sigilosas.

A fim de conseguir ainda mais, para traçar um plano para poder ficar com o livro para sempre, sem provocar tumulto e de maneira silenciosa, a convida para jantar no restaurante mais caro daquele país, fazendo a jovem ir a delírio como se tivesse acertado na loteria.

Com as mãos tremendo, ela pega o livro e o designa como emprestado, já marcando a data da devolução.

Se despede, olhando-a atentamente, enquanto que com um dedo, circundava a face interna no punho, fazendo-a sorrir ainda mais extasiada.

.

.

.

.

.

A noite, em um belíssimo e requintado restaurante, Ryuushin e a jovem bibliotecária, Haru, conversavam ao som de uma bela música tocada por um pianista, enquanto degustavam uma refeição leve, acompanhada de um vinho tinto envelhecido em carvalho.

Habilmente, Tsukishiro conseguia extrair muitas informações importantes, encobertas em conversas aparentemente leves.

Afinal, não podia levantar suspeitas de sua real intenção ao aborda-la, além de que a noite prometia que ele não a passaria sozinho.

Podia notar o quanto ela parecia ansiosa para um contanto mais íntimo, pois, praticamente caía em seus braços e o desejava na mesma intensidade que o médico.

E afinal, por que não unir o útil ao agradável? Ele se questionava. Conseguia as informações que desejava e também um belo corpo para seu prazer.

Após uma hora, eles saem do finíssimo restaurante, enquanto ele pedia uma carruagem para leva-los ao seu apartamento luxuoso, com ela pendurada em seus braços, esfregando seus seios contra parte de seu tórax, além de sussurra-lhe o que gostaria que lhe fizesse.

Ao chegarem no apartamento, o médico abre a porta, enquanto enroscava as pernas na cintura e depois, ambos adentram no luxuosos e requintado apartamento com o médico fechando a porta e continuando com as carícias.

.

(Cena de sexo intenso no capítulo Hentai: Ryuushin e Bibliotecária)

.

Ele sorri e começa a mordiscar os seios dela, pois, não estava satisfeito ainda, mas, sabia que estava cansada e deixaria ela descansar um pouco, bem, era o que pensara, pois, esta não compartilhava da mesma ideia dele e com isso, recomeçam o ato novamente, entregando-se ambos praticamente a noite toda.