Jessamine The Fighter
-Mas pai uma dama não luta – reclamava a jovem Jess.
-Eu sei, é por isso que sua mãe não deve sabe – entregava uma espada de madeira – só quero lhe ensinar um pouco pra se defender.
-Mas uma dama não luta, só homens vão pra guerra – deu um passo pra trás, afastando-se da espada.
-Querida, só quero que saiba se defender o suficiente para retardar o oponente. Para dar tempo de alguém lhe resgatar -
-Mas se vão me resgatar não tem por que.
O homem observou a filha, pensando em como dizer de forma a ela entender e não entender ao mesmo tempo. Só queria ter certeza que ela aguentaria caso um demônio a atacasse.
-Filha... seu atacante pode tentar lhe matar. Quero ter certeza que se defendera o suficiente até eu ou outro chegar para lhe socorrer. Assim que alguém aparecer vire a dama indefesa, ok?
A garota olhou pensativa a espada. A palavra matar pesou.
Assim começou suas aulas de esgrima, mas nada muito avançado.
Tinha ido passear no parque com sua família. Jess resolveu andar um pouco entre as árvores.
Seu erro fora ir sozinha.
Um homem a atacou. Disse coisas estranhas e horripilantes para ela.
Assustada pegou o primeiro galho mais grosso que achou e posicionou-o como uma espada. O homem riu de seu ato.
Quando ele avançou ela atacou também. Fizera cortes nos braços do homem, que de inicio ficou surpreso para depois ficar furioso com ela.
Jessamine viu com desespero seu galho ser arrancado de suas mãos e pior ser presa com uma faca perto do pescoço. A lamina não a tocava, mas podia sentir o frio dela.
Avistou um homem desconhecido entre as árvores, mas o ladrão ameaçou cortar a garganta e o outro nada fez.
Seus olhos marejados de desespero e medo via que estavam adentrando mais na floresta.
O homem estava afastando a faca de seu pescoço.
Ao mesmo tempo que viu uma mão na faca fora empurrada.
Ao olhar pra cima seu pai estava dando um soco no outro. Que voara contra uma árvore. Acreditava ser sua visão embaçada que via uma mancha na árvore em que o outro batera.
-Esta tudo bem? Não se machucou? – perguntava seu pai, lhe estendendo a mão boa.
Negou. Viu a outra mão dele pingar sangue.
-Vamos – ele falou.
Jess tremia enquanto andava ao lado do pai. Uma lagrima lhe escapou e secou-a com fúria.
-Pode chorar – seu pai falou docemente.
Mas ela não podia, já falhara em se defender até ele chegar.
Adentrou seu quarto e largou a sombrinha ensanguentada de qualquer jeito.
Sentou na cama e pegou o porta retrato dos pais.
-Dessa vez consegui me defender pai – falou passando o dedo no rosto dele – mas... – uma lagrima caiu de seu rosto – não consegui esperar por alguém.
N/A; Eu digo que é único e quando vejo crio mais ¬.¬
