As Chamas que escondem o passado.

Resumo: Ele foi parar longe de casa, sem nenhuma mémoria ou qualquer pista de como foi parar lá, mas isso seria um castigo ou uma benção do destino? Ele conseguiria encontrar pistas para seu passado ou ele viveria a sua nova vida?

N/A: Kawa e Mago Merlin entram sorrateiramente "É NOSSO.. TUDO NOSSO.. TUDO... TUDO MESMO É NOSSO..."

Cena Censurada.

-"Desculpem pessoal... Houve certos problemas tecnicos e agora é a mensagem certa... O que vocês estavam dizendo mesmo meninos? " -Jewel pergunta com uma taco de baseball na mão.

-"Esta é uma fic feita por fãs, sem fins lucrativos... Os personagens são do direito da J.K. Rowling... Eles não são nossos... Esta fics é feita puramente para divertimento..." -Kawa e Mago falam quietamente.

-"Muito bem... Bem... Boa Leitura" -Jewel fala ao sentar no trono majestoso enquanto vigia os dois autores.

Capítulo VII - A Volta de Almofadinhas.

Alvo Dumbledore teve que torcer o nariz assim que aparatou para o seu destino final.

A Muy Antiga Casa dos Blacks.

Fazia dois anos que ele não pisava no lugar e parecia ainda mais escuro do que na época da guerra.

Eles tinham usado a casa como Sede da Ordem da Fênix, todos diziam que a casa era um antro das artes das trevas e o próprio Sirius era da opinião de queimar a casa assim que ele fosse inocentado e que a guerra terminasse.

Mas então a guerra terminou e o homem foi inocentado, muito embora ele quase foi morto no meio daquela guerra insana, apenas o ato louco de Harry de quase se jogar dentro do véu da morte e que fez o homem sobreviver e cair do lado do véu antes de Alastor amaldiçoar Bellatrix que gritou em ira por não ter matado seu primo.

Depois da sua quase morte, Harry fez de tudo para inocentar o padrinho e foi tão longe a ponto de usar o nome dos Potter para isso.

Ele usou um juramento mágico pesado que fez o ministério investigar o que aconteceu na prisão de Sirius e quando foi constatado que ele nunca foi questionado sob influencia da poção da verdade, os funcionários do ministério tiveram que reavaliar o processo e então concederam o julgamento ao que Harry se manteve ao lado do padrinho o tempo todo, como se não confiando no Ministério.

E ele tinha razão para tal.

Depois da terceira tentativa de assassinato contra Sirius enquanto aguardava o julgamento, Harry invadiu o gabinete do ministro onde ele viu o próprio Lúcio Malfoy pagando Fudge para atrasar o julgamento de Sirius.

O homem que deveria de estar preso por atacar os alunos no Departamento de Mistério estava ali, pagando o ministro para que o julgamento do seu padrinho não acontecesse.

Harry tinha literalmente explodido a porta do ministro e novamente usando a magia que Dumbledore não compreendia, ele conseguiu de alguma forma uma reunião com toda a Suprema Corte e denunciou tudo o que ele sabia sobre o ministro.

Todos os subornos, as tentativas de assassinato, ridicularização do nome Potter, sobre toda a campanha que vinha acontecendo e então a bomba.

A suspeita do ministro estar encobrindo a volta de Voldemort.

O ministro tentou negar dizendo que o garoto queria apenas aparecer, todos pareciam cabecear ao tom do homem ao que Harry apenas escutou, as pessoas na Suprema Corte pareciam ainda não aceitar a volta de Voldemort, mesmo se ele foi visto no próprio ministério nem dois meses antes.

O garoto teve o bastante de tudo aquilo, ele estava cansado de ver as pessoas morrerem por políticos que fechavam os olhos diante das atrocidades de uma guerra, Harry então desafiou o ministro a tomar a poção da verdade para provar sua inocência.

Não levou nem dez minutos para o "ex" ministro confirmar todas as suspeitas de Harry e ainda entregar os nomes de todos os cumplices e incluindo Umbridge que tinha mandado os dementadores para a casa de Harry.

Sirius foi inocentado rapidamente e logo ele e Harry entraram de cabeça na guerra, o velho maroto parecia renascido e ajudar Harry era um proposito para sua vida, não importa se eram magias novas ou viagens para descobrir mais sobre Voldemort, o moreno faria de tudo para seu afilhado.

Então aconteceu a batalha quatro anos atrás.

Todos estavam em Hogwarts quando aconteceu, Voldemort simplesmente sentiu a destruição da última Horcruxe e tentou invadir o castelo com todo o seu exército. Mas Harry já estava preparado, com alguns acordos que o próprio Dumbledore só soube no dia do ataque, Harry trouxe um verdadeiro exército para a escola ao que eles esperavam quietamente o ataque do bruxo das trevas. Assim que a primeira maldição atingiu as proteções da escola o caos reinou, todos lutaram bravamente e de alguma forma o diretor suspeitava que a magia do menino estivesse protegendo mais do que os seus amigos, parecia que o castelo tinha despertado e ajudava o menino na batalha.

Harry e Voldemort duelavam com um poder que ninguém poderia igualar, nem mesmo o diretor poderia se envolver no duelo. Parecia uma dança mortal que fazia todos os presentes se afastar com medo.

Então veio o Prior Incantante.

Mas era diferente das descrições de Harry, não era apenas uma linha dourada e uma gaiola com canção de fênix que envolvia o ar.

Puras chamas douradas envolviam a gaiola e a canção da Fênix parecia fazer todos os comensais da morte rolarem no chão de dor enquanto seguravam seus braços que pareciam queimar como se a luz das chamas estivesse lutando contra a marca negra.

A batalha parecia durar horas, mas Dumbledore estava certo que não deveria ter durado mais de cinco minutos quando de repente Harry deu um grito poderoso e uma verdadeira onda de magia e chamas atinge completamente o peito de Voldemort que fica com os olhos largos e então se fecha.

Para nunca mais abrir.

Mas então as chamas que envolviam Harry pareciam voar para o outro lado como se fosse um ricochete de tanto poder que o moreno usou.

Destruiu uma parede e então desapareceu.

Mas assim que as chamas morreram, eles não puderam encontrar Harry.

Ele tinha sumido em meio às chamas.

Sirius tinha perdido completamente o controle e gritava no meio do salão onde estava o seu afilhado, ele esmurrou Remo quando o homem tentou o segurar e falar que era tarde, o moreno não poderia aceitar que terminasse assim, ninguém no salão poderia aceitar.

Mas todos pensavam a mesma coisa.

Ninguém sobreviveria no meio daquelas chamas.

Dumbledore tinha suas desconfianças, mas que tinham sido emudecidas quando os aparelhos que mediam a magia do moreno simplesmente deixaram de funcionar.

Mas agora ele tinha um fio de esperança, ele sabia que poderia ser um tiro no escuro, mas era melhor do que aceitar que o moreno não tinha direito de uma vida feliz.

Ele novamente torceu o nariz com o cheiro de decadência do lugar, Monstro tinha se tornado bem mais amigável quando Sirius e Harry o ajudaram a destruir o medalhão de Voldemort, mas depois da "morte" de Harry, Sirius decidiu que não se importava com mais nada, ele apenas demonstrava algum entusiasmo quando Remo trazia Teddy para brincar com o maroto ao que o garotinho parecia trazer um pouco do velho Almofadinhas de volta.

Mas assim que o menino adormecia, os sorrisos do moreno derretiam para novamente entrar na depressão que ele se instaurou.

O velho diretor encontrou o homem novamente no mesmo lugar, uma poltrona mofada e desgastada na frente de uma lareira que tinha o quadro dos Potter que Sirius pagou Dino Tomás para fazer e ali ele ficava até as garrafas de Uísque de fogo terminarem ou o que ele desmaiava em meio ao choro de nunca ter tido tempo para viver todas as aventuras divertidas com seu afilhado.

-Oi Sirius... - O moreno se vira para o diretor e fala com um sorriso, muito embora o sorriso não chegasse aos seus olhos.

-Olá todo poderoso Alvo Dumbledore... Ao que devo a honra de sua presença? - O sarcasmo era pesado ao que o diretor estava acostumado, depois que Harry tinha "morrido", Sirius acusou o diretor de nunca ter se envolvido no treinamento de Harry. Que o menino precisava de ajuda para sobreviver e o diretor não se importava com o destino do menino. Quando Harry descobriu ser o último Horcruxes, Sirius tinha estudado sobre aquela arte das trevas em particular e descobriu uma forma de transferir o pedaço da alma do monstro em um objeto que eles destruíram.

Ele não acreditava que o velho diretor ia deixar o seu afilhado ser sacrificado pelo "bem maior".

O diretor acenou com uma mão fazendo a maioria do lixo sumir e encarou o homem com determinação.

-Tenho uma missão para você, Sirius... - O homem solta uma risada e fala.

-Você veio para a pessoa errada Dumbledore... Se você quer alguém pra fazer o seu joguinho, vá procurar Remo e Tonks... Mas seja rápido que eles estão de partida para a América - Alvo suspirou para o moreno que não parecia querer largar a hostilidade.

-Esta é uma missão que apenas você pode fazer Sirius... - O homem nem lhe deu a atenção ao que Dumbledore fala - Envolve o Harry... - No mesmo instante o diretor pega sua varinha ao que a garrafa que o homem bebia passa a milímetros de sua cabeça e o moreno fala com uma voz carregada.

-NÃO DIGA O NOME DELE... VOCÊ NÃO TEM DIREITO DE FALAR NO NOME DO HARRY - O homem parecia querer avançar no velho diretor que conjura uma proteção entre eles - você perdeu qualquer direito sobre o meu afilhado quando falou que ele precisava morrer para acabarmos com a guerra... Eu nunca vou te perdoar por fazê-lo acreditar que precisava morrer para que a guerra terminasse... - O diretor deixou a máscara cair ao que o moreno poderia ver o olhar aflito do homem.

Era verdade que Dumbledore acreditava que Harry teria que morrer para terminar com a guerra, ele tinha uma pequena esperança que o sangue que Voldemort usou no seu renascimento poderia manter Harry preso ao mundo, mas quando o menino entrou em depressão e Sirius encontrou uma forma de mandar o pedaço de alma do monstro para outro objeto, ambos ficaram extremamente bravos com o diretor em perder as esperanças tão rapidamente.

-Você sabe que eu acredito que ele ainda possa estar vivo - Sirius bufou com a teoria do homem.

Todas as pessoas que tinham um vínculo com uma fênix poderiam entender o canto da ave e nesse meio tempo, Alvo e Fawkes tinham conversado sobre todos os tipos de coisas e uma das coisas que a ave dizia para o diretor era sobre a fênix do destino.

Dizia ser uma ave tão antiga quanto o tempo ou o espaço, não se sabe bem de onde ela surgiu, simplesmente que ela esta lá, onde nenhum mortal poderia alcançar, dizia Falkes que vez ou outra a fênix soltava alguns sons melodiosos que causavam ondulações no próprio destino e tudo era reescrito conforme a balança do destino era equilibrada completamente.

Mas o velho maroto não acreditava em um conto de fadas.

Ainda mais vindo do diretor.

-Acha que vou acreditar num conto desses? E mesmo que for verdade... E dai? Harry não teria sobrevivido no meio daquelas chamas... - Nisso o diretor fala suavemente.

-Ele teria sobrevivido se ele fosse uma fênix - Sirius lança um olhar que dizia claramente que o diretor era louco, mas o homem fala suavemente - Depois da sua fuga e de Harry o ver se transformando, ele se interessou por animagia e estudou em segredo para se transformar em um animago também... Nem mesmo seus amigos estavam cientes da sua escolha... Eu mandei Minerva o observar quando eu encontrei um pedaço de pergaminho com a poção do animago... Ela não interferiu com sua escolha, mas passou a dar dicas que o menino pegou sem perceber - Sirius ainda estava atordoado, Harry era um animago?

-Por que ele não me contou? Por que ele escondeu isso de mim? - Alvo suspirou pesadamente ao que o homem parecia voltar ao normal.

-Creio eu que ele queria fazer uma surpresa... Mas com tudo o que aconteceu depois... Ele achou que seria necessário manter um truque ou dois na manga até que Tom estivesse morto... Eu ainda não entendo como ele foi capaz de comandar o castelo sem a minha permissão - Sirius solta uma gargalhada e fala.

-Ele sempre foi... Persuasivo... - Nisso os dois homens entram em silencio ao que o maroto fala - Por que você acha que agora ele esta vivo? - Alvo retira um aparelho de prata do bolso e coloca em cima da mesa preta que ainda soltava uma fumaça e apitava continuamente.

-Este é um antigo sensor que eu liguei na magia de Harry... Ele mede o nível mágico e o estresse causado na magia... Eu muitas vezes usei para monitorar o como ele estava nos Dursley... Se ele pudesse ter me dito o que ele sofreu lá... - Dumbledore fala com culpa ao se lembrar da briga com Harry onde o menino jogou na cara do diretor que ele não precisava morrer para sofrer, ele já tinha vivido no inferno na terra quando o diretor o colocou na casa dos Dursley - O aparelho deixou de funcionar depois da batalha final... Mas esta amanhã eu cheguei ao meu escritório e vi-o em pleno funcionamento... - Sirius cabeceia ao que ele compreende o aparelho, ele tinha alguns monitores também que mediam a magia em volta da casa, ele tinha ficado mais paranoico depois das tentativas de assassinato que levou Harry a apressar o julgamento dele.

Mas então o aparelho parecia começar a falhar e Sirius manda um olhar aterrorizado para o diretor que parecia confuso.

-Não sei o que significa... Geralmente o aparelho só deixa de funcionar quando a pessoa esta morta... Mas eu não compreendo o que possa estar acontecendo... Parece até que esta fora de sintonia... - Sintonia? Pensou Sirius, o que levaria um aparelho poderoso ficar fora de sintonia?

O poder mágico da pessoa era uma resposta lógica, mas havia outros fatores como interferência mágica, feitiços poderosos sendo usados e...

Distância.

Harry poderia estar em um lugar tão distante que o sensor só captasse pequenas ondulações de seu poder?

Ele foi rapidamente para o mapa mundi que ele e Harry tinham criado e aponta a varinha e fala.

-Me mostre Harry Potter - A varinha voou de sua mão e se prendeu no mapa, mas a varinha dele apenas ficou parado e isso fez o maroto pensar que talvez fosse apenas loucura do diretor que estava mexendo com a sua cabeça, mas dentro dele tinha aceso uma chama de esperança e ele precisava ter certeza.

Ele encarou o aparelho de Alvo que parecia ainda apitar e solta fumaça, ele pegou o aparelho na mão e falou fortemente.

-Me mostre o dono da assinatura mágica desse aparelho - Dessa vez a varinha saiu de sua mão e parecia rodar por todo o mapa mundi como se farejando o dono da magia então do nada ele parou no continente americano, ele lançou um feitiço que causou um zoom no mapa e novamente a varinha rodou.

Ele fez isso muitas vezes até que a varinha parou em um ponto.

Nova York.

O que Harry estava fazendo em Nova York?

Por que o feitiço não o identificou com seu nome?

Ele encarou o diretor que também encarava o mapa com os olhos largos, ele tinha dito que o menino estava vivo, mas ele realmente acreditava que eles poderiam o achar? Então a lenda da Fênix do destino veio na mente do maroto.

Uma fênix que causava ondulações no destino e que o fazia voltar aos eixos, poderia esta ondulação ter feito Harry ir parar em Nova York? Mas por quê? Por que o menino teria que ser afastado de todos que ele amava?

Sirius tinha mais perguntas do que resposta, mas não importava.

Seu afilhado estava vivo.

Ele iria o encontrar.

Ele então viu a nota de Remo em cima da mesa.

O outro maroto queria que o amigo o encontrasse em Nova York para o primeiro jogo de Quadribol que ele e Tonks levariam Teddy.

Quando Remo tentou falar com ele sobre ir para a copa mundial, ele tinha lançado um olhar aborrecido para o maroto e dito que ele nunca teve tempo para levar Harry para um jogo, nem mesmo o primeiro jogo de quadribol que Harry pudesse se lembrar, mais tarde o lobisomem mandou Gina ir conversar com o maroto e ela passou a noite contando sobre Harry na copa Mundial, embora o maroto rosnou quando ouviu a parte sobre a marca negra e os comensais, ele agradecia Gina por contar as aventuras do seu afilhado.

Mas agora encarando a nota ele percebe que ele tinha uma nova razão para ir para a América.

Pegando sua varinha e uma mochila que provavelmente Remo quem tinha arrumado para ele, o moreno se despede do diretor, mandou Monstro arrumar a casa e saiu aparatando para o Ministério onde ele pegaria uma chave de Portal para a América.

O tempo para caçar o afilhado dele começou e ele faria isso do seu jeito.

Homenagem:

Tripla...rs

Vai para as três ultimas leitoras que comentaram na minha fic... Espero que tenham gostado da Volta do Almofadinhas..rsrsrs

Este capitulo em especial vai para Ninha Souma, Mia e Saore.

Adorei os comentários e espero que vocês tenham gostado do cap...

Respondendo a pergunta da Ninha Souma... Eles não reconheceram o Harry, porque ele supostamente morreu na batalha de Hog e o "Charles" não usa mais oculos, malhou um pouco e tem umas mechas loucas no cabelo por causa da Vanessa... Então mesmo que sejam amigos... Depois de quatro anos e várias mudanças a gente fica meio irreconhecivel para as pessoas..rsrs

Bem... Até breve pessoal...

Inté.