CAPÍTULO 5: A ESPERA DO RESGATE
Levou algum tempo para que as hipnotizadas Joegirls pudessem recuperar a consciência. Afinal, Little Joe estava ali, ao alcance das mãos, agachado ao lado da fogueira, saborando o café preto, oferecendo uma visão panorâmica do sonho de consumo de onze entre 10 fãs de Michael Landon.
As outras moças, sentaram-se com o grupo ao redor do pequeno braseiro que sobrara da fogueira que aquecera a noite. Não havia como negar que, mesmo preferindo um dos outros irmãos, todas estavam muito entretidas observando os movimentos suaves do jovem de olhos esverdeados.
De repente, Joe sentiu-se um tanto incomodado. Teve a nítida sensação de que todos os olhares estavam sobre ele e afastou-se um pouco, pousando seu precisos bumbum no chão frio.
_ Muito bom café – ele puxou assunto, meio sem jeito _ Se vocês quiserem, podem ir ao riacho para se lavar... a água está um pouco fria, mas é uma delícia. Prometo que não saio daqui – ele riu.
_ Sim, senhor... – Ana levantou-se, puxando crica pela manga da camiseta – Acho que todas nós precisamos de um banho frio, não é, meninas?
_ O que? – Maria assustou-se _ Hã?
_ Banho, Maria – Ana reafirmou _ Bem gelado. Agora. Vai, levanta.
_ Oh, sim... – Maria despertou _ É claro. Banho – levantou-se, trazendo Virgínia pelo braço quando todas as outras já caminhavam para fora _ Bem frio. Isso mesmo. Geladíssimo, de preferência.
_ Podem ficar a vontade, moças! – Joe gritou sem sair do lugar _ Estão seguras comigo. Afinal, sou um cavalheiro!
_ Seguras, bah! – Virgínia expressou sua irritação _ Quem quer estar segura com o Little Lindo? Eu queria era me perder todinha...
_ Sossega, mulher – Sílvia cutucou.
_ Eu só queria ver se você ficaria toda tranquilona assim se fosse o Adam lá – Maria retrucou.
_ Peladão, do jeito que veio ao mundo... – Crica completou, chegando à beira do rio e provando a água _ Tá frio pra danar isso aqui...
_ Bem – Penny colocou as pontas dos dedos na correnteza _ que jeito, né? Não dá é pra gente passar outro dia sem um banho. Eu já estou me sentindo péssima.
_ Vamos nessa, galera – Bonanzer empurrou as amigas _ Depois do primeiro choque, a gente acostuma.
As moças retiraram suas roupas e entraram na água fria. Aos poucos, os tremores e os arrepios de frio passaram e deram lugar à satisfação de sentir o corpo mais limpo e fresco.
_ Alguém me passa o sabão, por favor.
_ Que sabão, Vi?
_ Ora, o sabonete – olhou ao redor _ Vai dizer que ninguém trouxe um sabonete?
Diante do silêncio e dos olhares, Virgínia concluiu que, como ela mesma, nenhuma de suas companheiras havia pensado no detalhe do sabão. Toalhas ela sabia que não haveriam pois ninguém imaginava que uma situação como aquela pudesse acontecer, mas todas tinham pequenos sabonetes embalados dentro de suas bolsas.
_ Bem, acho que alguém terá que voltar à caverna para buscar uns sabonetes – Sílvia sugeriu _ Não dá pra tomar banho direito assim.
_ Joe tinha um sabão... – Crica delirou, lembrando a cena.
_ Eu vou lá. – Virgínia foi voluntária e ergueu-se do pequeno córrego, anadando em direção à margem. Lá, ela apanhou suas roupas e as vestiu, partindo em seguida.
As amigas continuaram aproveitando a frescura da água e, em algum momento, alguém lembrou de lavar as roupas sujas enquanto o sol estava quente o suficiente para secá-las rapidamente.
Joe continuava apreciando o café quando a mulher loira adentrou a caverna. Ele levantou os olhos e sorriu, quase provocando uma parada cardíaca à mulher. Ela resistiu bravamente, retribuiu o sorriso e caminhou em direção ao amontoado de bolsas femininas que estavam junto à parede. Buscou as pequenas embalagens, guardando-as sobre o colo.
Virgínia podia sentir os olhos de Joe a seguindo de um canto a outro. "O que será que seu nesse garoto?" ela pensava, agitada "Será que Joe se amarra numa coroa e a gente não sabia?" os pelos da nuca se arrepiaram novamente " Deixade ser assanhada, mulher. Onde já se viu... Bem que eu gostaria, mas... Ah, para de besteira e coloca a cabeça no lugar!"
Perdendo-se em seus pensamentos, a Joegirl não percebeu imediatamente a aproximação do rapaz e assustou-se quando sentiu o calor da respiração dele junto ao seu ouvido.
_ Eu não pretendia assustá-la – o jovem sussurrou, muito próximo.
_ Eu... eu... eu não... – O que estava acontecendo? Virgínia pensou.
_ Sabe... Estive prestando atenção em você... – Joe colocou uma mecha solta do cabelo para trás da orelha de Virgínia.
_ É? – ela engoliu em seco, meio sem respirar ainda.
_ Sim... – os olhos estavam mais próximos e verdes agora, de um verde sedento, muito, muito tentador.
_ Você está bem? – A moça torceu as sobrancelhas, em choque _ Quero dizer... eu nunca pensei que você... que...
_ Shhhhhh – o indicador do rapaz pousou sobre os lábios entreabertos de Virgínia, impedindo-a de continuar _ Você fala demais...
Muito lentamente, o jovem Cartwright aproximou seu lábios, sem nunca tirar seus olhos dos olhos da mulher. Cada centímetro de aproximação foi mágico e, ao tocarem os lábios um do outro, uma explosão ocorreu dentro de Virgínia. Ela sentiu suas pernas falsearem e, imediatamente foi apoiada por aqueles braços fortes que agora seguravam-na firmemente pela cintura.
Aquele beijo que parecia durar uma eternidade, começou com um leve roçar, um sentir o morno da respiração tão próxima e o bater acelerado do coração. Virgínia afastou mais os lábios, permitindo a invasão do rapaz, elevando sua temperatura à beira da erupção. Suas mãos mapeavam as costas firmes e musculosas do jovem que a tomava nos braços; seu cérebro estava entrando em curto, pedindo mais e com medo de que nada daquilo fosse real. Não dava pra ser racional, não com aquele garoto. Como alguém tão jovem pode ter tanto talento? Ser tão sexy?
"Ah, inferno... Isso não é hora de analisar a situação,Virgínia..." Ela pensou com seus botões "Relaxa e aproveita..."
Virgínia rendeu-se totalmente e percebeu que as mãos de Joe caminhavam ousadamente por suas costas e cintura a baixo. Sentiu a pressão do seu corpo contra o dele e as reações que isso nele provocavam.
De repente, sons de passos apressados e um falatório chamou a atenção dos dois pombinhos que se afastaram imediatamente, sem fôlego.
Joe voltou-se para o outro lado, sorrindo quando duas das outras mulheres entraram na caverna, sem aviso. Ele permaneceu ali, por alguns momentos respirando fundo e tentando concentrar-se em algo menos caloroso.
_Algum problema? – Bonanzer torceu as sobrancelhas, olhando de um para outro.
_ Problema nenhum _ Virgínia respondeu, recuperando a compostura e tentando disfarçar o incômodo _ Eu já estava saindo mesmo...
_ Você demorou tanto que pensamos em ajudá-la – Penny manteve o olhar desconfiado sobre os dois _ Achou os sabonetes?
_ Sim, sim... Claro que achei... – Vi abaixou-se, recuperando os tabletes espalhados pelo chão.
_ Certo... – Bonanzer deixou escapar um sorriso malicioso _ Estamos vendo e – puxou Penny pelo braço _ acho mesmo que você não está precisando de nenhuma ajuda aqui, né, amiga?- Piscou para Virgínia.
_ Moças, vocês acham que é seguro eu sair agora? – Joe apanhou a jaqueta verde e posicionou-as na frente do corpo, trazendo também o seu rifle _ Pensei em sair e caçar algo para o almoço. – As mulheres fizeram uma mesura, apontando o caminho para fora, sorrindo _ Esse café da manhã não sustenta ninguém, não é? – Penny e Bonanzer colcoram uma expressão muito inocente em seus rostos enquanto concordavam com o jovem aflito em seu caminho para fora _ Espero não demorar... e... qualquer problema, minha pistola está ali e... bem... é só dar 3 tiros para o alto e voltarei imediatamente.
_ Pode deixar, Joe... – Bonanzer sorriu mais abertamente, quando o rapaz passou correndo por elas.
Não foi mais possível segurar a correnteza de gargalhadas que se sucedeu. Penny mal conseguia respirar e estava ficando tão vermelha quanto uma beterraba.
_ Espera só até as garotas saberem disso! – Bonanzer continuava a rir.
_ Caraca, a Virgínia pegou o Little lindo! – Penny levou a mão à boca para conter os risos, sem sucesso. As lágrimas rolavam pelo rosto _ Danada, hein! – bateu levemente no ombro esquerdo de Virgínia que, a essa altura, tinha os olhos esbugalhados de surpresa e terror.
_ Vocês duas vão ficar de boca fechada que não aconteceu nada aqui, tá?
_ Ah, não? – Bonanzer cruzou os braços na frente do corpo e torceu os lábios _ Deixa de ser cínica, Vi! Tá pensando que a jaqueta escondeu o estado do garoto? Dava pra sacar o Willy de prontidão há um quilômetro de distância!
_ Aigizuis... – Virgínia passou a mão pela testa, afastando o cabelo do rosto.
_ Vi, relaxa –Penny sorriu para a a miga _ Você é uma sortuda, cara! Já pensou? Você deu um amasso no Little Joe Cartwright! Quem já fez isso fora de uma fita de 5 milímetros, mulher?
_ Gente, vocês tem que prometer... – Virgínia não teve a chance de concluir sua súplica porque suas amigas já estavam todas entrando na caverna para verificar o motivo de sua demora _ Ferrou...
_ Prometer o que? – Maria quis saber.
_ Nada – a loira interveio com um olhar apavorado escrito no rosto.
_ Tá, nada que elas tem que prometer... – Crica chegou mais perto _ Sério? Um nada poderosamente importante, né, dona Virgínia?
_ É melhor você desembuchar logo – Ana aconselhou _ Agora estamos todas curiosas.
_ Gente! – Sílvia que vinha mais atrás, chamou a atenção do grupo _ O que deu no Joe? O cara passou por mim como se o diabo estivesse atrás dele e pulou no cochise sem sela nem nada e se mando!
Todos os olhares se voltaram para Virgínia e, sem dizer uma palavra, sua aventura foi denunciada. Ela tremia e seus olhos brilhavam com as lágrimas que estavam represadas ali.
_Traidora! – Maria quase surtou.
_ Como você pôde, Vi? – Crica resmungou decepcionada _ Como você se atreveu a quebrar o nosso acordo. Lembra? Estava no plural: nosso acordo sobre o NOSSO Little Lindo!
_ Mas não foi minha culpa...
_ Tá, morde aqui – Crica ofereceu um dedo _ pra ver se sai Coca-Cola, vai?
_ Eu juro... – as lágrimas finalmente rolaram _ Eu não provoquei... eu nem sei como isso começou... e... – diante do olhar furioso de Maria, ela continuou _ Foi só um beijo...
_ Ai, meu pai... – Crica sentou-se derrotada _ Eu sabia...
_ Virgínia, eu jamais poderia esperar uma atitude tão, tão, tão...
_ Ai, gente, pega leve! – Penny intercedeu _ A Virgínia não tirou nenhum pedaço do lindinho e, pelo que nós percebemos, ele estava gostando do negócio.
_ E estava muito animado também _ Bonanzer conpletou _ Aliás, me pareceu que ele estava muito mais interessado e afoito que a pobre da Vi.
_ Vocês duas, é melhor desamarrarem essa tromba _ Ana cutucou Maria e Crica _ Tenho certeza de que os dois tem culpa no cartório e não interessa quem começou. Vamos nos concentrar no que é realmente importante aqui?
_ E o que pode ser mais importante do que levar um amasso do Joe? – Maria ainda estava roxa de raiva.
_ Pensarmos numa maneira de voltarmos para casa _ Ana, sempre sensata sugeriu _ E, nesse meio tempo, mantermos um clima ameno. Afinal de contas, temos que viajar juntas e precisamos do cowboy lá fora para gerenciar a situação se houverem problemas. Ou alguém sabe manusear esse trabuco?
_ Eu to fora – Penny afastou a pistola que Ana havia apanhado do cinturão que Joe deixara sobre a sela _ Não pego em armas de jeito nenhum.
_ Certo. _ Crica levantou-se e inspirou oferecendo a mão à Virgínia _ Trégua – Ela olhou para Maria e cutucou a amiga nas costas até que a outra também se aproximou e imitou seu gesto _ Mas você está nos devendo uma, Vi. E uma bem grande!
As três Joegirls se abraçaram, levando Virgínia às lágrimas novamente, só que agora, em meio a um sorriso tímido e agradecido.
_ Quem diria... – Sílvia comentou _ Little Joe se amarra numa coroa... Safadinho...
_ Silvia! – Um coro repreendeu a moça distraída.
_ Ih, não está mais aqui quem falou! – Sílvia pegou os cantis e foi saindo para enchê-los – Isso aqui está parecendo um surto coletivo de TPM, credo!
Já passava bastante do meio dia quando Joseph retornou com dois coelhos amarrados pelas orelhas. O rapaz parou junto ao riacho e retirou a faca guardada no cano da bota. Ali,ele esfolou e lavou os animais,observado de longe pelos membros do curioso grupo.
A fogueira foi acesa pelas mulheres do lado de fora da caverna e, imediatamente, o rapaz espetou suas presas abatidas num galho limpo, esfregou um pouco de sal sobre a carne rosada e depositou-a entre outros dois galhos fincados ao lado do fogo. Joe abriu seus alforjes e retirou de lá algumas raízes escuras que depositou sobre a brasa, ao redor da fogueira. Ele não disse uma palavra, apenas cumpriu seu dever e afastou-se novamente, deixando suas novas amigas um tanto preocupadas.
Quando o coelho assado começou a cheirar, todos se aproximaram para a refeição. Joe retirou o assado do fogo e serviu a carne a cada uma.
_ Eles estão demorando... – Penny comentou.
_ São quatro horas para ir, mais uma hora para preparar a carroça e provisões e mais quatro para voltar – Joe respondeu, sem tirar os olhos do graveto que ele trabalhava com sua faca _ Eles estarão de volta antes do anoitecer.
_ E o que o está preocupando, então? – Penny continuou com a conversa.
_ Nada, na verdade...
_ Mas você parece preocupado... Ou chateado?
_ Está tudo bem, acredite – o jovem voltou-se para a moça de cabelos escuros _ Só não estou acostumado a ficar sem fazer nada... nem assim... sabe...
_ Cercado por um monte de mulheres doidas...
_ Oh, não, não me leve a mal, mas eu não quis dizer isso.
_ Está tudo bem. Sério – a jovem sorriu carinhosamente _ Eu entendo. Vocês são todos tão... é... como direi... na sua casa só tem homens, né? – ele concordou com um gesto _ Então0, deve ser difícil para você conviver com tantas mulheres ao mesmo tempo.
_ Vocês são diferentes, certamente – Joe voltou a focar no seu trabalho _ Muito diferente das mulheres que conhecemos.
_ Eu acredito – Penny dobrou os joelhos e apoiou os braços neles _ Mas nós somos bem normais no nosso tempo.
_ Lá vem você com essa conversa outra vez – Joe aborreceu-se _ Se vocês continuarem com isso, é bem capaz do Adam convencer o pai a mandar chamar os homens do manicômio de Sacramento e trancá-las todas lá para sempre.
_ E você não faria isso? – Penny perguntou, curiosa _ Claro que não! Mesmo que vocês fossem loucas de verdade, eu jamais faria uma coisa dessas, principalmente com a Vir...
_ Com a Virgínia? – Ela recebeu um aceno afirmativo como resposta já que o rapaz não levantou o olhar _ Você gosta mesmo dela? Quero dizer, ela é mais velha e...
_ Do que você está falando, Penny? Virgínia não pode ter tanta idade assim... Se ela for dois ou talvez três anos mais velha... Eu não me importo.
_ Joe, eu acho que você não está entendendo, amigo...
_ Eu entendo perfeitamente que nunca me senti tão atraído por uma jovem antes, só isso.
_ Jovem?
_ É.
_ Certo – Penny ajeitou-se no chão de terra e voltou-se de frente para o rapaz, olhando-o dentro dos olhos _ Quantos anos você acha que a Virgínia tem, Joe?
_ Não sei ao certo – ele deu de ombros _ Talvez vinte, no máximo.
Penny soltou um longo assovio.
_ E eu? Pode calcular?
_ Você é só uma criança...
_ Sei...- a mocinha passou a mão pela cabeça e empurrou as mechas do cabelo para trás das orelhas, tomando uma respiração profunda.
_ E as outras moças? Pode imaginar as idades de cada uma?
_ Oh, isso não seria nada educado... – o rapaz admirou-se da pergunta.
_ Bem, estamos só nós dois aqui conversando _ ela cruzou os dedos sobre a boca e os beijou, selando uma promessa _ Juro que não conto pra ninguém.
_ Não acredito que nenhuma de vocês possa ter mais do que 20 ou 22 anos – ele afirmou categórico, o que provocou uma expressão de surpresa na moça _ E quer saber? Não sei como seus pais ou maridos permitiram que vocês andassem por esse deserto desacompanhadas. Esse lugar é muito perigoso! Há serpentes, coiotes, escorpiões por todo lado, além de índios e toda sorte de bandidos. Esse não é o lugar para um monte de moças bonitas.
_ Pela parte que me toca, agradeço o elogio e a preocupação – ela sorriu _ Mas você não precisa ficar tão temeroso. Posso garantir que todas nós somos muito capazes de nos cuidar.
_ Vocês perceberam o que aconteceu lá dentro... -Joe desviou o olhar
_ Difícl não perceber – Penny pegou um graveto e começou a rabiscar na terra solta do chão.
_ Eu estou tão envergonhado.
_ Por que? – ela continuou a escrever no chão _ Não vejo motivo. Vocês dois são adultos e livres. Seus hormônios estão a mil... Qual é o problema?
_ Não é assim que se trata uma dama – o jovem atirou longe o graveto esfolado e guardou a faca na bota outra vez _ O pai vai me matar se souber...
_ Se você não contar, nós não contaremos – Joe levantou o olhar e encontrou o de Penny _ E eu posso garantir que a Virgínia está nas nuvens até agora. Vamos entrar _ ela enxugou o suor e observou o sol por entre seus dedos _ Está quente aqui.
_ Eu acho que vou ficar.
_ Certo – Penny levantou-se, espanando a poeira do short jeans _ Se você me der alguns minutos, posso garantir que este assunto estará morto e enterrado. Depois, se você quiser entrar e aproveitar a sombra... Você deve estar cansado.
_ Obrigado.
_ Não por isso, companheiro.
Joe observou a jovenzinha caminhar em direção à entrada da caverna onde as outras mulheres estavam reunidas, longe do sol e do calor. Ele estava feliz em tê-la como aliada e prometeu a si mesmo controlar seus impulsos. Esperaria alguns minutos antes de voltar à caverna como Penny sugerira. Estava quente demais. Logo seus irmãos estariam de volta.
CONTINUA
