City of lovers

AVISO:Essa Fic tem Yaoi.Ou seja, homem com homem, se beijando e tudo mais! . Se você é um leitor que não gosta de Yaoi, volte na setinha ali no canto da tela, jogue um bloco de construção na Fabiana-sama, mas não me encha o saco comreviewsreclamando!

AVISO2: Essa fic é em universo alternativo, ou seja, o que minha imaginação mandar ta na historia! E também tem OOC, Ou seja, se você ver algum personagem e falar: OHmeudeus! Ele não era assim no jogo! Significa que fui eu que mudei!

Kingdom Hearts não me pertence!Pois se pertencesse eu estaria ganhando dinheiro! Mas eu sou apenas uma adolescente que jogou o jogo, achou muito fofo e decidiu fazer uma fic! XD

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Capitulo 3:Lágrimas

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O dia tinha nascido e Sora estava acordado há horas. Começou a dormir mau desde aquele dia do verdade ou desafio. Tudo devia ser mais fácil, mas aquilo o deixava tão confuso. Beijar alguém por causa de um jogo tão besta devia ser algo fácil, coisa que até a Kairi faria, mas se tratava de Riku. Seu melhor amigo, que esteve com ele a vida inteira. Na verdade o real problema não era com o seu amigo e sim com ele mesmo. As coisas que ele pensava e sentia ao estar com ele...

– Ta decidido! – Ele fala consigo mesmo – Eu preciso conversar com alguém sobre isso. – Sora fala, decidido, mas logo lhe veio à cabeça um problema: Conversar com quem? Hayner, Pence e Roxas nem pensar, com certeza iam zoar com a cara dele. Não saberia como Ollete reagiria, Kairi era sua melhor amiga, mas nunca tinha falado com ela sobre um assunto desses e nem conhecia direito a Namine. – O jeito é falar com o Leon... É pra isso que servem os irmãos, né? – Sora desce as escadas pra tomar o café-da-manhã.

– Bom dia Leon... – Sora diz com uma voz sonolenta antes de se sentar ao lado de seu irmão.

–Bom dia. – Leon olha pro irmão mais novo. Claro que não era comum acordar tão cedo assim. – Não acha que anda acordando cedo? 'Cê ta de férias!

– Nha? Ah... É, né! –Sora sorri.

– Volta a dormir, falta algum tempo pra que os seus amigos saiam de casa. – Leon bagunça mais ainda o cabelo de Sora.

– Eu não conseguiria... – Bocejo.

– Por quê? Está preocupado com algo? – Ao perguntar isso, Leon vê Sora ficar um pouco sem graça.

– Bem... É que eu estava pensando em uma coisa... – Sora Não sabia como ia falar isso pro irmão mais velho, estava muito confuso pra isso. Por outro lado, Leon era mais velho, talvez saiba explicar algumas coisas.

– O que é? – Leon olha pro irmão.

– Sabe é que... Vamos supor que duas pessoas, que são amigas há muito tempo começam a... Começam a ficar... Como eu posso dizer? "Estranhas" uma com a outra.

– "Estranhas" Como?

– Sabe, Começa a sentir o coração disparar sempre que estão perto um do outro. – Sora coça a nuca – Ficar com o rosto vermelho... Às vezes sentir vontade de abraçar e – Sora olha pra Leon. Seu irmão mais velho estava com a cabeça apoiada na mão e com um olhar perdido. – Leon?

–Anh? Ah, sim! – Leon volta ao normal – Eu poderia dizer que esses dois estão apaixonados... – sorriso bobo.

– Apa-Apaixonados? – Sora arregala os olhos, completamente surpreso.

– É. –Leon volta ao seu estado normal – De quem você ta falando?

– Ninguém! Foi só uma suposição! – riso histérico e nervoso. – Eu vou... Escovar os dentes! – Corre pro andar de cima, deixando Leon tomando seu café-da-manhã.

Enquanto Sora escovava os dentes, muitas coisas vinham em sua mente. Ele e Riku, apaixonados? Ta certo, Sora nunca sentiu o que sentia em relação a Riku por mais ninguém, mas podia ser verdade? Não sabia se Riku sentia o mesmo que ele sentia. Bem, o abraço e o rosto vermelho de Riku eram reais. – Ah! Eu preciso falar com outra pessoa! – Sora tomba a cabeça, cansado. – Leon vai começar a estranhar se eu falar desse assunto mais de uma vez... – Sora vai pro quarto se trocar e depois desce. Leon estava se preparando pra ir trabalhar.

– Já vai? – Sora olha o irmão mai velho. Com certeza, onde Leon trabalhava era um lugar onde não se pedia roupas formais. Porque Qualquer um diria que Leon, com sua calça de couro e seus doze cintos, era um atendente de uma loja de discos e não um membro do comitê de Hollow Bastion.

– É, senão vou me atrasar. – Ele bagunça mais uma vez o cabelo se Sora – Alias, tome o café-da-manhã! Você não tem comido direito que eu sei!

–Ok. – Sora fica sem graça. Claro que não conseguia comer com tudo aquilo e mais um pouco na cabeça.

– Até depois. – Sora acena e Leon sai porta a fora. Sora foi sentar-se a mesa, mas Depois de tudo, não tinha cabeça pra isso. O garoto arrumou tudo e saiu cedo de casa, sem tomar o café. Sora andava por ai, não sabia com quem falar. Seus únicos amigos iam achar a situação estranha e talvez o confundir mais ainda. Mas com quem ele poderia falar? Quem?

– Hey, Sora! – Cid o cumprimenta de longe, ele estava carregando uma sacola que parecia pesada– Está desocupado agora? – Ele o alcança. Sora acena a cabeça, afirmando. – Ótimo! Preciso de uma ajuda lá na oficina.

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Enquanto isso, na casa vizinha do nosso incrível protagonista, Riku tomava o seu habitual café-da-manhã, sozinho. As manhãs pareciam mais longas ultimamente. Tudo sem ele parecia tão mais, chato. Queria estar com ele o tempo todo, isso estava claro pra Riku.

Relaxe Ok? Vai acabar logo... Prometo. –

"– Que idiotice de se falar... –" Riku coça a cabeça, irritado consigo mesmo. "– Que idiota eu sou... –" Riku ri desanimado – Eu to gostando dele. – falou baixo. Riku pensou a noite inteira sobre isso e tinha chegado a essa conclusão. Ele não era bobo, pra pensar que aquilo não era nada. Por isso não quis beijar Sora. Queria que fosse um beijo que Sora desse por livre e espontânea vontade, não por causa de uma brincadeira. – Eu sou... Um idiota mesmo. – Sora era muito especial pra ele. Especial demais.

Riku subiu pro quarto e se trocou. Estava cedo, pois ouviu Leon Sair de casa, Sora provavelmente não tinha nem acordado, então decidiu sair. Antes que saísse do quarto, ele ouve a porta da casa vizinha se fechar e olha pela janela. Ninguém. Talvez fosse só sua imaginação.

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– Me passa essa chave retorcida. – Cid pede debaixo de um carro.

– Essa aqui? – Sora entrega na mão do mais velho.

– Obrigado, Sora. – Cid faz um sinal positivo com a mão. Ele era gente boa, sempre que podia ajudava, um amigo da família. Mas o mais legal no Cid não o fato dele ser o melhor mecânico de Hollow Bastion, mas o fato dele tunar carros. O problema é que no momento, Sora não era o melhor ajudante pra ele. Sua cabeça estava meio nas nuvens no momento.

– Hey, Sora! – Cid chama o garoto, que acorda como se estivesse hipnotizado. – Cê ta bem? – o homem pergunta ainda debaixo do carro.

– Ah, to. Desculpa. – Sora fala constrangido. – O que era mesmo?

– A chave de fenda. – Cid aponta pro instrumento na mão de Sora, que sorri e entrega na mão dele. – Hey garoto, O que há com você?

– Nada de mais.

– Muito "não é nada" na sua vida! – Cid sai de debaixo do carro e vai falar com Sora. – Pode me dizer o que é.– Disse com seu sotaque estranho.

– Não sei se...

– Ta mexendo com algo que é ilegal, não é? – Cid olhou desconfiado para o garoto.

– Claro que não!

– Então pode me dizer. – Cid senta do lado dele. – Não vou contar pra ninguém, pode acreditar.

– Então ta. – Sora começou a falar indo direto ao ponto – Cid... Você acha que dois amigos podem se apaixonar?

– Claro. – Cid diz pensativo – Por quê?– olha pro garoto.

– Mesmo se eles forem amigos de infância? – Sora olha confuso pra Cid.

– Sora... – O mais velho sorri de canto – É a ruivinha ou o alto de cabelo branco? – Ou Cid era realmente muito inteligente pra essas coisas ou Sora mentia muito mal mesmo.

– Com certeza a Kairi que não é. – O Garoto fala sem jeito, não tinha como não esconder agora, Sora decidiu falar. Falou sobre o que ele estava sentindo, como às vezes o Riku ficava estranho, Sobre aquela brincadeira tão infantil e sobre o café-da-manhã com o Leon.

– Então, eu to confuso... Não sei o que pensar. – O garoto olha pro chão, com uma cara desanimada.

– Garoto, garoto... –Bagunça o cabelo de Sora – Com certeza você ta apaixonado pelo Riku.

– Você acha Cid? – Sora olha pra Cid, enquanto arrumava o cabelo.

– SE EU ACHO? – Cid solta uma boa gargalhada, que Sora com certeza não sabia se era de deboche ou se o Cid achou realmente engraçado. – Claro que sim. Mas não é o que eu acho... É o que você acha!

– Mas eu não sei o que achar Cid. – Sora suspira.

– O que você sente no seu coração? – Aponta pro peito de Sora.

– No meu...? – Sora coloca a mão na parte esquerda do peito. O Que ele queria de verdade? – Eu não quero... Ficar longe dele, Nunca.

– Vê? É isso que você sente. – Cid se levanta e vai pra debaixo do caro novamente – Vá e diga pra ele. – A voz disse de debaixo do carro – Agora me passa a chave inglesa. – Sora ri um pouco e entrega a ferramenta pra Cid. Com certeza pra uma pessoa que entendia de carros, ele sabia dar bons conselhos.

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Certamente a cidade não era cheia de jovens nas manhãs de férias, Principalmente por que eram dez da manhã e a maioria dos adolescentes nas férias acordam depois do meio-dia. O que Riku ia fazer? Não tinha que trabalhar hoje e Se encontrasse o pessoal com certeza iam continuar a encher o saco dele.

– Eu tenho que falar com Sora. – Riku fala pra si mesmo. Não podiam continuar estranhos daquele jeito. Sora tinha que saber, aliás, uma hora ou outra ele ia acabar sabendo, mas podia acabar custando muito caro. Riku se senta num banco perto dali. – Mas se ele não quiser mais falar comigo? – Olha pra cima.

– Mas esse não é o jeito do Sora. – Riku se assusta com aquela voz. Kairi tinha falado não de muito longe, ela carregava uma sacola branca nas mãos.

– Kairi. Você me assustou.

– Desculpe. – Sorriso. Kairi caminha pra perto e se senta.

– O que faz aqui tão cedo?

– To comprando leite. – mostra a sacola branca – O Axel sempre se esquece de comprar quando ta voltando do trabalho. – Kairi coloca a sacola no colo e olha pro céu sorrindo. – Você sabe o que Sora significa? – Kairi olha pro amigo novamente.

– Como assim?

– O Significado do nome Sora. Você sabe qual é? – A pergunta da amiga tinha sido repentina. Mas Riku sabia o que significava, pois quando ele era menor descobriu por si só.

– Sora significa céu. – Tinha dito isso ao seu melhor amigo certa vez. Riku baixa a cabeça bufando em seguida.

– Pode me contar. – Kairi se aproxima do amigo – Se quiser é claro. – Kairi tinha colocado uma das mãos nas costas de Riku e tentava olhar o rosto dele.

– Kairi... Eu... – Riku escondeu parte do rosto abaixado com a mão direita. Sentiu um nó na garganta tão forte, era quase insuportável. – Eu sou um idiota... – Sentiu o nó se desfazer aos poucos e as lágrimas caírem.

– Não. – Kairi saiu do banco e ficou agachada de frente pra Riku. – Gostar do Sora não te torna idiota.

– Não é por isso que eu... – Riku enxuga as lagrimas. Kairi nunca achou que encontraria Riku chorando daquele jeito. Na verdade nunca tinha visto uma lagrima escorrer dos olhos dele.

– O Sora ainda não sabe? – Kairi continua olhando pra ele, que balança a cabeça negativamente. – Então diga pra ele.

– Não posso. – Riku enxuga as ultimas lagrimas e olha pra ela – Não posso correr o risco de perdê-lo. – Kairi olha pra ele mais uma vez, aperta os olhos e se levanta.

– Olha aqui! Eu to dando uma de compreensiva, mas agora chega! – Aponta pro nariz de Riku – Olha pra você! Chorando e se lamentando as dez da manhã pra mim, que acabei de acordar! Você sempre foi o forte! O que em hipótese nenhuma chora! Se organiza garoto! – Kairi já estava dando muito medo em Riku.

– Mas é que...

– Mas é que nada! Pare de chorar! – Kairi fala pra Riku no tom de voz que um treinador de soldados usaria. – Eu nunca te vi chorando! Nem quando eu levei vocês dois pra assistir a maratona de filmes dramáticos! Você não chorou nem quando meu hamister morreu! – Olha indignada pro amigo. – Não seja fraco logo agora Riku.

Ele sabia que Kairi não estava sendo dura com ele, apenas sincera. Sempre estava lá quando eles precisavam de consolo, não podia fraquejar agora. – Eu preciso falar com ele, não é? – Riku sorri de canto fazendo a expressão de maníaca homicida de Kairi mudar pra um sorriso.

– É assim que se fala!

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E na cabeça de Sora, só confusão. Ah alguns minutos tinha claro na sua cabeça que queria estar com Riku e não queria se separa dele, mas aquele sentimento era o mesmo que gostar? Sora começou a pensar que amigos não queriam se afastar uns dos outros. Porem aquele sentimento era forte demais.

– Hey Sora. – Yuffie aparece numa bomba de fumaça perto dele.

– AHHHHHHH!– Sora deu um pulo enorme. – Vai assustar os outros!

– Eu sou uma ninja! Eu apareço e Desapareço do nada.

– O que ta fazendo aqui? Não devia ta no trabalho?

– Como eu disse, eu apareço e desapareço do nada!

– Então você fugiu do trabalho?

– eu chamo de tirar folga por mim mesma! – Yuffie colocou as duas mãos atrás da cabeça. – Mas e você, o que faz por aqui?

– Só pensando... – Sora da os ombros e volta a andar.

– No que? – Yuffie o acompanha. O garoto estava meio distante essa manhã, ela sabia por que sempre interagiu com a família dele.

– Em algumas coisas.

– Que coisas moleque? – Joga pedra. – Eu to começando a ficar irritada! – o jeito de Sora estava deixando ela realmente irritada. O menino nunca era assim, desanimado e pensativo, Sora quase sempre estava sorrindo, era enérgico.

– Ta começando? – Sora tira a pedra de cima dele – Você acabou de me agredir!

– Claro! – Olhar irritado – Nem parece irmão do Leon e... – Yuffie parou um pouco e pensou, na verdade os dois eram bastante parecidos. A vez que Leon ficou assim porque estava preocupado com algo muito importante. – Você esta com problemas amorosos não esta?

– O quê? Não é bem... Sabe... É que...

– Pode contar pra irmãzinha aqui! – Yuffie da um sorriso confiante. – eu posso ser uma ninja que sempre foge do trabalho, mas eu sou mulher. – piscadela – Eu entendo dessas coisas.

Sora desvia o olhar. – Tem um amigo, que não sou eu!Claro, por que se fosse eu ele se chamaria Sora e... Enfim... – Sora começa a falara mesma coisa que falou pra Cid, só que como se fosse outra pessoa no lugar dele.

Mas Yuffie apenas ouvia a historia e pensava. "– É sim... É sempre com um amigo, nunca com eles mesmos! –" Yuffie revira os olhos "– Esse ai realmente é irmão do Leon. –" ela solta uma risada baixa e contida, pra não atrapalhar o que o menino a sua frente dizia.

– O que você acha? – Sora olha pra ela, A garota tinha um olhar nostálgico.

– Eu já ouvi um caso parecido com esse, mas não vem ao caso. – Volta com o sorriso de sempre – Eu vou te dar um conselho, depois você fala ele pro seu tal amigo, certo?

– ok, eu acho...

– Sora, se você realmente acha que gosta dele, não perca tempo pensando demais. – bagunça o cabelo de Sora – Se não você nunca poderá saber como poderia teria sido. – Sora olha pra baixo. – Se um dia, por qualquer motivo, essa pessoa se fosse. Como você se sentiria? – O garoto sentiu um aperto no peito. Ficar sem Riku? Só pensar nessa hipótese o deixava angustiado.

– Triste. – Sora encara Yuffie novamente – muito triste.

– A ponto de ir buscá-lo? – Sora afirma com a cabeça. Yuffie estava certa, o sentimento que ele tinha era muito forte. Talvez, por isso que a idéia de beijar Riku o deixava tão sem graça. Não conseguiria olhar na cara de Riku se ele não sentisse o mesmo, então ele devia falar o mais rápido que pudesse o que sente pra Riku, se fosse para não dar certo, seria melhor que fosse logo. Pois é, acordar cedo nunca tinha sido tão esclarecedor pra ele.

– Obrigado Yuffie! – Ele sorri – Quem foi a outra pessoa que você deu esse conselho?

– Pro seu irmão, quando ele e o... – Yuffie olha pra Sora, que estava com a cara da pessoa mais curiosa do mundo. – Droga, falei demais! Bomba de fumaça! – Um som alto e muita fumaça ao redor de Sora.

– Cof, cof! Ela sumiu de novo. – Sora se lembrou do que tinha que fazer – É melhor eu falar com o Riku. – Saiu andando de volta para casa.

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Os dois adolescentes andavam de volta pra casa.

– Lembre-se do que tem que fazer. – Kairi encorajava. – E não se esqueça, por mais que esteja com medo, não volte atrás! – fala determinada.

– Sim, eu sei. – Riku suspira – Tenho que tentar, mesmo sabendo as conseqüências. – Ele sorri pra amiga.

– Isso, isso! – Ela responde sorridente e saltitante. Os dois param perto das três casas. – é aqui que eu te deixo! – Ela desvia o caminho pra casa do canto direito e entra pela porta.

Riku respira fundo, pensativo. Chamaria Sora, falaria com ele, ia se declarar e havia duas possibilidades: a primeira é que o Sora aceitaria e retribuiria o amor. Já a segunda não era tão agradável, mas não era hora de ser fraco. Duas batidas na porta e nada. – Sora? – Riku fala alto. "– Ele não está? –" Pensou Riku. – SORA!

– Pare de gritar! – Kairi saiu de casa – Acho que ele ainda não voltou... – Ela olha pra casa do meio, pensativa.

– Como assim "ainda"? – Riku olha pra garota sem entender nada.

– É que eu vi ele saindo hoje de manhã, mas achei que já tinha voltado. – Sorriso sem graça.

– Então por que voltamos? – Riku levanta uma das sobrancelhas.

– É que eu tinha que trazer o leite, né! – Kairi olha pra Riku ainda sorridente. O garoto apenas deixa a cabeça tombar pra baixo, bufando em seguida. – O Que nós fazemos agora Riku? – Kairi viu o rapaz se sentar em um dos degraus.

– Esperamos e... Como assim "nós"? – Riku olha pra garota, cruzando os braços.

– Eu vou deixar vocês às sós. – Ela revira os olhos – Só quero ter certeza de que você vai fazer mesmo! – Kairi às vezes podia ser um pouco, enérgica demais, mas era sensível e cuidadosa, como uma irmã.

– O Jeito é esperar. – Riku sorri e vê a amiga voltar pra dentro de casa e, logo em seguida saindo pela porta da frente. Kairi ia se sentar nos degraus junto de seu amigo, mas ouviu as vozes de Hayner Pence e Naminé.

– Houston! Temos um problema! – A ruiva fala, Riku tomba a cabeça novamente. Aquele povo ia encher o saco até que os dois tenham se beijado. Principalmente o Hayner, se bem que Riku sentia certa pena dele, o coitado teve que se vestir de mulher.

– Hey, Kairi! –Hayner a chamou. Kairi olhou pra Riku e cochichou antes de ir ate eles.

– Eu cuido de tudo, você espera o Sora sossegado. – Ela se virou e viu a figura baixinha de cabelos espetados chegando do lado oposto ao dos três. – E nem demorou tanto! – Kairi corre até Hayner, Roxas e Naminé.

– Riku! – Sora corre pra onde Riku estava, não podia evitar, queria falar com o amigo o mais rápido o possível.

– Sora... – Riku sentiu o coração disparar, era agora ou nunca, se levantou para falar frente a frente com o outro.

– Nós precisamos conversar. – os dois disseram juntos, ficando vermelhos na hora. Já onde três loiros falavam com uma ruiva...

– Oi povo! O que 'cês querem! – Kairi diz completamente sem saber o que fazer. Como iria tirar esses três dali?

– Eu quero falar com o Sora e o Riku. – Hayner diz serio. – É sobre o castigo...

– Agora? – Kairi.

– É. Eu queria dizer que eles não precisam mais se beijar. – Ele diz sem jeito, surpreendendo os outros.

– Por quê? – Naminé olhava pra ele parecendo desapontada.

– Por causa de umas coisas que aconteceram ontem... Eu não gostaria de lembrar dessa situação, mas enfim, eu acho que não devia obrigá-los a fazer isso.

– Se é isso, eu acho que você pode ir lá dizer... – Kairi mostra os dois garotos de rostos vermelhos atrás dela e Hayner vai até os dois. A ruiva suspira sorridente e olha pros outros – E vocês, o que vieram fazer aqui?

– Eu só vim acompanhar! – Roxas diz como se mostrasse sendo inocente.

– Eu vim pra ver os dois se beijarem, mas já que não vai acontecer eu vou embora. – Namine vira as costas e sai andando. Kairi olha pra trás, esperava que nada do que Hayner dissesse aos dois mudasse algo.

– V-você pode falar p-primeiro Riku. – Sora gagueja. Sua voz, saia fraca, suas mãos tremiam um pouco. O nervosismo era grande, pros dois.

– Sora, eu tenho algo importante pra te dizer... Eu gos-

– Sora! Riku! – Hayner chegou perto deles. Riku gelou na hora, Hayner o assustara. – Eu tenho que dizer algo sobre o castigo. – Hayner parecia constrangido.

– Hayner... Estamos tendo uma conversa importante aqui! – Sora falou.

– Eu sei, mas é algo importante. – Hayner fala com tom de urgência. Riku com certeza queria resolver tudo com Sora antes de fazer qualquer coisa, mas aquele pessoal era muito persistente. Ele olha pra Kairi apontando pro loiro com uma cara nada satisfeita, a garota apenas da os ombros, como se dissesse que não pode fazer nada.

– Hayner, eu preciso falar com Riku urgente! Depois voc- – Antes que Sora dissesse mais alguma coisa, Riku havia segurado fortemente sua cintura, deixando-o mais vermelho.

– Está bem, Hayner. – O maior fala sem encarar nenhum dos outros, o que ia fazer a seguir poderia colocar tudo o que tinha planejado a perder. Hayner tava com cara de taxo, sem entender nada

– R-Riku? – A respiração de Sora começava a acelerar. Não podia deixar que Riku o beijasse antes que tudo estivesse explicado, não por causa dessa brincadeira, então ele baixa o rosto.

– Não se preocupe... – Riku levanta delicadamente o rosto de Sora a fim de olhá-lo nos olhos e cochicha. – Eu vou te explicar tudo depois. Prometo. – Ele escorrega a mão até a nuca de Sora, aproximando os dois rostos. O menor fecha os olhos e logo sente os lábios cálidos de Riku sobre os dele. Mesmo a beira das lagrimas, depois de um tempo Sora retribui o beijo.

– Mas eu ia dizer...

– Fica quieto Hayner! – Naminé cochicha – Eu to tentando pegar a magia do momento. – A loira coloria no caderno de desenho.

– Ok, o show acabou! – Kairi chega e arrasta os dois pra longe.

– Mas eu quero ver Kairi! –Naminé tinha a voz manhosa.

– O que eu vim fazer mesmo? – Roxas olhava pros dois, meio que sem saber o que fazer.

– O jeito é apelar... –Kairi fala pra si mesma – Que tal a gente tomar sorvete? Eu pago!

– Já to lá! – Hayner subitamente sai correndo o mais rápido que pode, Roxas corre também, não tão rápido quanto seu amigo, Kairi vai andando e se lamentando e Naminé da mais uma olhada.

– Vamos Naminé. – Kairi olha pra trás – Eles têm muito que conversar.

– Acho que sim. – Naminé sorri – Eu vou querer um sea Sault ice-cream! – ela corre na frente, Deixando os dois sozinhos.

Riku se separou de Sora, não acreditava que tinha feito aquilo. O menor tinha colocado a mão na frente da boca e respirava pesadamente.

– Sora eu... – Riku tentou falar algo, mas notou que Sora estava chorando. – Você está... Chorando?

– Riku seu... Idiota! – Sora dizia enxugando as lagrimas. – Você... Me... Me... – Dizia entre soluços.

– Desculpa Sora, eu não queria te magoar. – Riku coloca as mãos sobre os ombros do garoto menor – E mesmo assim, eu te beijei, sem saber se você queria ou não... Desculpa.

– Não é isso seu idiota! – Sora enxugava as lágrimas, – Eu queria que você me beijasse! Dês do começo. – Ele levanta o rosto ainda em lagrimas e encara Riku, que estava surpreso. – Só que você só fez isso por causa daquela brincadeira estúpida. – As lagrimas rolam pelo rosto vermelho.

– Sora – Riku limpa as lagrimas do menor e sorri – Não chore. – Riku o beija de novo, surpreendendo Sora, depois de se separarem ele olha nos olhos de Sora. – Eu te amo.

– Você me... – As lagrimas caem de novo.

– Hey! Por que esta chorando? – Riku se desespera.

– É que eu to feliz!

– Pare com isso. – Riku o abraça encostando a cabeça dele no próprio tórax – Decida se você sorri ou chorar. – Sora se aconchega e para de chorar tanto.

– Riku eu também... – Sora respira fundo – Eu também te amo.

– Que bom. – Riku sorri levemente e beija a testa de Sora. Naquele momento, queria que o tempo parasse.

– Riku? – Sora fala – Agora nós somos... Namorados? – o rosto começa a ruborizar novamente. Sora não gostava quando acontecia, mas não podia evitar. Riku olha pra ele e da uma risada contida. – Hey, do que está rindo? – Sora diz bravo.

– Você é muito fofo. – bagunça cabelo de Sora, que esconde o rosto abraçando Riku novamente.

– Idiota.

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Enquanto isso, na sorveteria, todos estavam sentados na mesa da janela ao fundo e tomavam os seus sorvetes que a Kairi pagou.

–... Eles provavelmente vão se acertar uma hora ou outra... – Kairi falou pegando mais uma colherada da grande taça com vários sabores de sorvete.

– É isso que eu espero. – Namine tomava seu picolé Sea Sault. – Mas só tem uma coisa nessas historia inteira que eu não entendi...

– O que é? – Kairi olha pra ela.

– Que situação que o Hayner passou pra ter desistido assim do castigo assim?

– Eu não faço idéia. – As duas olham pro loiro, que tinha uma expressão vaga.

"– Depois de tudo que eu passei ontem, não posso nem reclamar de nada... –" Do lado de fora da janela, Seifer passava com Fuu e Rai, ao vê-los passar, Hayner senti um calafrio. "–É melhor eu esquecer esse momento da minha vida... –" Ele pensa – Kairi, pode preparar o dinheiro, que eu quero outro!

Continua...

N/A: YOOO! XD como vão? Como vão? Espero que o capítulo tenha agradado! ^^

Sora e Riku no maior Love! (olhos brilhando) mas essa fic ainda tem muito pela frente...

Enfim, o capitulo não demorou muito, espero que os próximos também não. Bem, só depende de mim, né! Vou ter força, garra e DETERMINAÇÂO!

Por favor, Não sejam malvados e mandem reviews!

Te a próxima! o/