City of lovers

AVISO:Essa Fic tem Yaoi.Ou seja, homem com homem, se beijando e tudo mais! . Se você é um leitor que não gosta de Yaoi, volte na setinha ali no canto da tela, jogue um bloco de construção na Fabiana-sama, mas não me encha o saco comreviewsreclamando!

AVISO2: Essa fic é em universo alternativo, ou seja, o que minha imaginação mandar ta na historia! E também tem OOC, Ou seja, se você ver algum personagem e falar: OHmeudeus! Ele não era assim no jogo! Significa que fui eu que mudei!

Kingdom Hearts não me pertence!Pois se pertencesse eu estaria ganhando dinheiro! Mas eu sou apenas uma adolescente que jogou o jogo, achou muito fofo e decidiu fazer uma fic! XD

– Isso – é uma fala.

"– isso–" é um pensamento.

(isso) é algum comentário besta da Fabi-sama!

OoO. OoO. OoO

Capitulo 4: De volt a rotina, pais e ciuminho.

.OoO

O despertador toca. O barulho estridente acorda Sora, que joga o aparelho do outro lado do quarto, quase o quebrando. Ele se levanta e sonolento entra no banheiro, escova os dentes lava o rosto e volta pro quarto pra trocar de roupa.

– Uê?– Sora olha pro quarto – Cadê o uniforme? – Sora tinha certeza de que tinha colocado o uniforme em cima da cama. Mas ele se esqueceu de um pequeno detalhe, Seu quarto era uma zona de guerra quase impossível de encontrar qualquer coisa. Ele procura, então. Embaixo da cama a bermuda azul quadriculada, perto da escrivaninha a camisa e em algum lugar do limbo seus tênis enormes. Ele vestiu tudo rapidamente, desceu, tomou seu café da manhã em incríveis três minutos e cinco segundos, batendo o atual Record, e saiu de casa, onde Riku e Kairi o esperavam. Kairi usava o uniforme de verão do colégio, a saia e a camisa de mangas dobradas. Riku usava a calça de mesma estampa azul quadriculada e uma camisa branca igual à de Sora.

– Eu tenho que admitir, dessa vez foi um recorde! – Kairi sorriu. –Cadê o skate? – Kairi pergunta, pois Sora costumava ir de skate pra escola.

– Ele meio que... Quebrou. – Sora fala sem jeito. – Você pode me levar Riku? – O garoto mais alto assentiu, Sora vai ate ele, sobe na bicicleta e se segura nos ombros do maior, pra não cair.

– Segure-se. – Riku começa a pedalar sem dificuldade, Kairi os acompanha de patins, ela realmente era boa nisso. Ela olhava pros dois sorrindo, achava que eles combinavam muito. Riku era sempre confiante e sério, já Sora era mais brincalhão e desencanado, os dois se completavam.

– Vamos logo, pombinhos! – Kairi sorriu e patinou mais rápido. Sora tinha ficado vermelho ao extremo. Depois daquele beijo, os dois não se largaram nos últimos dias de férias. Kairi estava feliz, no fundo ela queria que os dois ficassem juntos. Logo os três chegaram à escola e entraram pelo portão de ferro, encontrando perto de lá Ollete, Hayner, Pence e Roxas.

– Oi gente! – Kairi deslizou até eles, Sora e Riku foram guardar a bicicleta – Já chegaram todos? – Kairi falou.

– Quase todos, falta a Naminé. – Ollete falou, mas logo a loira passava pelo portão toda sorridente. – Agora não falta mais ninguém. – os amigos se cumprimentaram e entraram na escola. Lá dentro, uma multidão de alunos fazia uma bagunça em volta das listas.

– Vê ai Kairi! – Sora gritava fora do amontoado de pessoas barulhentas que viam as listas. – Espero que a gente caia na mesma sala. – Sora torcia entusiasmado junto a Riku.

– Pra que tanto nervosismo? – Riku não entendia a razão de tanto nervosismo.

– Você acha que vou te deixar solto por ai? – Sora olha pra Riku, com cara de namorada ciumenta. Logo Kairi saiu com dificuldade do amontoado e falou feliz.

– Tenho uma noticia boa e outra ruim, pelo menos pro nosso amigo Hayner...

– Fala Kairi. – Sora estava ansioso.

– Nós três estamos na mesma sala, junto com Hayner, Roxas e Naminé. – Sora comemora, Kairi sorri e começa a pular junto com Sora, de repente Naminé aparece e começa a pular também.

A loira para de pular e fala arfando. – Por que estamos pulando? – Kairi e Sora param também e a ruiva responde alegre.

– Nós estamos na mesma sala! – Naminé começa a pular e Kairi a acompanha.

– Quanta alegria... – Riku sorriu ao ver suas amigas eufóricas. – Qual era a má noticia Kairi? – A garota para de pular e quando ia abrir a boca pra falar algo um grito veio do meio da multidão.

– EU NÃO ACREDITO! – Era a voz de Hayner que saia correndo do meio da multidão. – Minha vida só melhora a cada dia que passa...

– O que houve Hayner? – Naminé pergunta pro garoto.

– O Seifer esta na mesma sala que eu... Que nós! – Ele falou alto e se ouve a maioria dos amigos reclamarem.

– Pense bem, há um lado bom nisso. – Naminé cochichou sorridente ao ouvido de Hayner.

– O que?– Hayner disse mal-humorado.

– Você podia estar vestido de mulher. – Ela falou bem baixo, só pra ele ouvir.

– Como você...? – Hayner olhou surpreso pra loira, que apenas pisca e cochicha mais uma vez.

– Eu vejo tudo. –Ela fala pro garoto e sai pra falar com os outros. Depois de muito se lamentar o grupo de amigos subiu as escadas na direção de suas respectivas salas.

– Pense bem Hayner, pelo menos você não ta na mesma sala do Rai... – Pence falou deprimido – um osso tem o Q.I mais alto que o dele... – Hayner riu da piada do amigo nerd.

Todos em suas salas, a aula finalmente começa. Uma mulher loira de cabelos curtos e duas mechas finas colocadas para trás em forma de arco abre a porta. No começo os amigos olharam achando que ela fosse repetente ou algo do tipo, mas aquela coisa de roupas escuras e cabelo loiro caminhou ate a mesa do professor e se sentou, pedindo silencio em seguida. As duas primeiras aulas foram normais, tirando o fato da professora que ia ser a coordenadora a sala realmente não gostava de cuidar de crianças, e ela deixou isso bem claro e o professor de teatro era mais dramático que não sei o que, mas pra refrescar a cabeça, finalmente chega a hora do intervalo.

– Ah! Finalmente! – Kairi se espreguiçou. – Eu fiquei com medo quando o professor Xemnas começou a representar o ultimo papel dele.

– Eu achei que ele tinha morrido de verdade no final. – Sora falou indo na direção do outro pátio.

– Eu já achei que aquela Larxene é doida de pedra. – Riku olhava entediado pros outros alunos que corriam ou conversavam. – Quem vai comprar os lanches hoje? – Riku olha pros outros dois, e logo os três faziam Jô-ken-po.

– Tesoura vence de papel Kairi!– Sora disse sorrindo, vendo que ele e Riku tinham vencido e que dessa vez era Kairi que ia pra guerra da cantina.

– Ok, ok... – Ela diz desanimada, mas depois ela sorri – Se eu não morrer, volto logo. – Riku e Sora riem do comentário enquanto vêm a garota ruiva ir embora.

– Vamos, antes que peguem o nosso lugar. – Riku pega Sora pela mão e sai na direção do pátio descoberto. O lugar de que Riku falava era uma parte mais afastada o possível da multidão, onde o sol fraco da manhã batia primeiro, o gramado perto das quadras.

– Não sei pra que tanta pressa! A Kairi vai demorar muito, devíamos esperar e- – Antes de falar algo mais, Riku puxa-o pra um caloroso beijo. Sora hesitou primeiro, mas logo se deixou levar, quando eles se separaram Riku sorri pra ele.

– Você é muito mal. – Riku da um selinho – Me fazendo passar vontade durante três. – e o abraça depois.

– Estamos na escola, seu bobo. – Sora se aconchega no peito de Riku. – E suas fãs iam querer me matar... – Um sorriso triste surge no rosto do menor.

– Que as fãs saibam! Eu não to nem ai. – Ele beija a testa de Sora, sorrindo pra ele, Kairi ia chegando junto a Naminé, Pence e Ollete.

– Ah, como vocês são fofos, assim, juntinhos! – Ollete olhava com os olhos brilhando pros dois.

– Aqui. – Kairi da os lanches pros garotos e todos se sentam na grama. Pence começou a ler uma revista de ciência, Riku e Sora conversavam e às vezes trocavam caricias e Kairi, Naminé e Ollete conversavam sobre todos os assuntos possíveis.

– Hey, Pence o que esta lendo? – Riku tantava ver a capa da revista, atrapalhando Pence em sua leitura.

– Riku! – Sora o repreende.

– É um artigo sobre Ansem, o sábio. – Pence fala mostrando a Capra para Riku.

– Ansem? – Riku olha pra capa da revista vendo o homem da capa. Com certeza era esse nome que o seu tio tinha escrito no bilhete dele. Era de certa forma, engraçado ver o chefe que fazia seu tio se preocupar tanto.

– Ah! O Papi saiu na revista de novo? – Naminé olha pros três garotos, que estavam pasmos com o que ela tinha dito.

– É-é seu pai? – Pence gagueja – Ansem o sábio é seu pai? – a garota assentiu sorridente, Pence fica com aquela expressão de choque total, Riku e Sora ficam se olhando surpresos.

– Papi? – Os dois garotos olham pro homem da capa. Tinha aparência respeitável, com seus longos cabelos loiro, barba e olhos de um laranja fortíssimo. Com certeza Namine tinha puxado os cabelos loiros do pai.

O sinal toca e os garotos saem, jogam o lixo fora e voltam pra sala, encontrando Hayner e Roxas com alguns hematomas no rosto.

– Eu não quero nem saber como vocês fizeram isso. – Sora foi pro lugar e logo Seifer entra na sala igualmente machucado.

– Eles nem precisam explicar. – Kairi sentou na carteira ao lado da de Namine. Os seis amigos sentavam nas ultimas três carteiras das duas primeiras fileiras a partir da janela. Na fileira junto à janela, Naminé sentava na antepenúltima carteira, seguida de Sora e por ultimo Riku. Na fileira seguinte se sentava Kairi, seguida de Hayner e Roxas era o ultimo. Naquele lugar eles podiam conversar, bagunçar e outras coisas que todos fazem na escola sem querer que o professor veja. A aula de matemática começa, com seu estranho professor com um tapa-olho, varias cicatrizes no rosto e cabelo comprido, com algumas mechas de cabelo branco, disse seu nome e logoXigbar começou a encher a lousa com equações.

– Naminé, você nunca larga esse caderno de desenho? – Kairi fala baixo, pois o professor parecia meio lélé da cuca.

– Eu não! Com tanta inspiração assim eu não posso largá-lo! Se não eu perco os bons momentos. – Ela cochicha o mais baixo que pode. – E eu sou inteligente, não se preocupe. – Sorriso.

– Hey você! – Xigbar aponta pra garota loira – responda a equação! – ele aponta pra lousa com a enorme equação nela. Naminé olha, examina, pensa um pouco e responde.

– 16! – Sorriso de orelha a orelha.

– podia ate ser se você... – Ele para e olha pra garota de novo – Você disse 16? – Ela afirma de novo, Xigbar olha pasmo pra garota. – Esta certo.

– Claro que ta. – Naminé sorri e volta a desenhar.

.OoO

A turma inteira reunida na hora da saída. Pence e Ollete contavam sobre as coisas que aconteceram na sala deles. Os professores eram quase os mesmos, mas as situações que eles passaram em cada sala eram diferentes.

– Que dia doido... – Pence comentou – o professor Xemnas chamou dois alunos pra representar o papel que ele escolhesse!

– Na nossa ele começou a representar um papel doido, que ele do nada morria no fim... – Sora se lembrava.

– Descobrimos que a Naminé tem o cérebro de um super computador. – Riku sentou no banco da bicicleta, ajeitando os pedais.

– Eu não sou um computador! Só sou inteligente. – A garota diz indignada.

– Os dois ali já foram pra diretoria com o Seifer. – Kairi aponta pros garotos machucados ao lado.

– Ele que quis brigar! – Hayner se explicava.

– isso é atração sexual reprimida! – Naminé cochicha pra Kairi, que apenas concordava.

– Eu nem queria entrar na briga! Os dois me puxaram pra lá! – Roxas passavam a mão sobre o hematoma no braço.

– É sim. O Roxas nunca quer brigar, e eu sou um shadow purpura! – Sora se equilibra no apoio da roda traseira da bicicleta e segura forte em Riku, que já começava a pedalar. – Vemos vocês amanhã. – Riku anda mais um pouco, mas logo para notando que faltava alguém, fazendo Sora desequilibrar e cair.

– Não vem Kairi? – Riku olhava pra trás. Kairi balançou a cabeça negativamente.

– Hoje eu vou pra casa da Naminé! – a garota responde de longe.

– Só não se atrasa pro trabalho! – Riku fala, achava que seria bom pra ela ter mais amigas mulheres, ou algo do tipo, logo ele socorre Sora. – Você esta bem? – da à mão pro garoto caído.

– Eu só cai de boca no chão e me ralei todo! Nada de mais... – Sora fala como se não fosse nada, mas tinha arranhado o canto esquerdo da boca. Riku olha pra ele e sorri, dando-lhe um beijo em seguida, assustando o menor.

– É pra melhorar! – sorriso de canto. O menor fica vermelho e sobe na bicicleta novamente, os dois se distanciam e somem na curva. Kairi, vendo que os dois tinham ido, suspirou.

– Vamos Naminé? – Kairi se despede do resto do pessoal e sai patinando devagar, tentando acompanhar o passo de Naminé. As duas ficaram sem ter o que falar por um bom tempo, não por não ter assunto, mais porque as duas estavam achando as coisas um pouco estranhas.

– Anh... – Kairi falou pra quebrar o gelo. – Seu pai é mesmo Ansem, O sábio? –

Naminé confirma com a cabeça e as duas ficaram em silencio novamente. Naminé estranhava, pois nunca tinha voltado pra casa com alguém, sempre se despedia na porta da escola e ia sozinha pra casa. Já Kairi estranhava por sempre ter voltado pra casa com os garotos, Sora fazendo suas macaquices no skate e Riku andando calmamente de bicicleta.

– Kairi, você mora com seus pais? – Naminé foi direta. Kairi olhou pra outra estanhando o assunto, mas já que ela tinha perguntado.

– Meus pais moram em outro lugar, tão lá a trabalho. – Kairi se lembrava dos dois – Faz tempo que eu não vejo eles. – Ela olha pra loira – Por que a pergunta?

Naminé balança a cabeça – Nada de mais. Só que você e o Sora moram com os irmãos... Bom pelo menos é o que eu acho. – Namine olha pensativa pra ruiva – Pelo menos é o que aquele cara parecia ser. – Namine começou a mexer nos fiapos do fichário.

– Ele é o Leon, irmão mais velho do Sora. – Kairi não era de falar da vida dos outros, mas não era algo realmente surpreendente. Pelo menos não as historias dela e do Sora. – Os pais dele se aposentaram e mudaram pra Traverse town.

– Por que o Sora não foi junto? – Naminé tinha um olhar curioso no rosto. Queria saber por que eles preferiram ficar e morar com outros parentes e não ir com os pais.

– Se adaptar a uma escola nova e pessoas novas é muito difícil. E como o Leon queria ficar, por que não? Daqui pra traverse town é apenas uma hora de trem. – Kairi deu um impulso.

– Espera por mim! – Disse a voz chorona de Naminé, enquanto corria até a patinadora. Kairi estava parada agora e com o rosto abaixado. – Kairi? – A loira se aproxima mais – O que há?

– Nada... – Ela levanta a cabeça – acho que eu tenho que te falar do Riku também... – Ela da um sorriso triste. Naminé percebeu que a amiga estava estranha, com certeza não era algo que se podia falar tão facilmente.

– Não precisa se não quiser. – Naminé entenderia. Mas Kairi fez que não com a cabeça e começou a falar.

– Tudo bem, mas saiba que eu não sei a historia completa. – Kairi sorri e volta a patinar devagar – Desde que me dou por gente o Riku mora com o tio dele. – Ela começa – Nem eu nem o Sora conhecemos a mãe dele, mas tem varias fotos dela pela casa. Ela realmente parece com o Riku! – Kairi fala – Menos os cabelos. A mãe dele tinha o cabelo castanho claro, se eu não me engano. – Ela sorri.

– E o pai dele? – Naminé pergunta Kairi da os ombros.

– Não faço idéia! Nunca o vi... Nem em foto...

Silencio novamente. Naminé não ia tocar mais no assunto, na verdade não sabia nem porque tinha começado com aquele papo estranho. As duas apenas continuam o caminho.

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O ruído da bicicleta freando cortou o silencio. Não importava que hora do dia, aquela rua, com as três casas sempre foi pouco movimentada. Sora desce da bicicleta.

– Eu espero que a Kairi não atrase... – Disse ele preocupado.

– Não se preocupe tanto. – Riku disse calmo enquanto ia em direção a garagem, pra guardar a bicicleta. – Ela é a única de nós que nunca chegou atrasada.

– É né! – Sora abre um sorriso bobo.

– Diferente de você. – Riku saiu de dentro da garagem, e vai pra porta da frente.

– Hey! Você também já chegou muitas vezes atrasado! – Sora grita pro outro.

– Sim, sim! Vamos logo, se não quer se atrasar de novo! – Riku falou antes de entrar em casa. Sora resmungou algo e entrou em casa também e foi pro quarto/lugar onde caiu bomba atômica pra se trocar pro trabalho, e começou a procurar o uniforme nas gavetas. Sora achou rápido, estavam dobrados na primeira gaveta, Sora era bagunceiro, mas trabalho é trabalho. O uniforme de Sora consistia em uma camisa azul clara e uma bermuda preta, que conseguiu só depois de muito pedir ao Xaldin.

– Sora. – Ele ouviu a voz chamar de fora do quarto – Sora! – A voz chamou mais uma vez. Sora foi ate a janela aberta pra ver quem estava chamando ele. – E ai noiva? Vai demorar muito? – Era Riku, de baixo da janela de Sora. O garoto não sabia como Riku conseguia se arrumar em uma velocidade daquelas. Ele vestia a camisa igual à de Sora, mas mais desarrumada, uma calça preta, um all star e tinha o cabelo preso em rabo-de-cavalo baixo.

– Eu já te disse que não sou apressado que nem você! – Sora sorri. Toda vez era assim, Riku se vestia mais rápido, ele demorava mais e o outro vinha provocá-lo.

– Por isso que chegamos sempre atrasados! – Depois de falar ele sorri – Vamos na minha bicicleta, mas não demora!

– Você não quer que eu pule daqui de novo, quer? – Sora pergunta fingindo ficar bravo.

– Já te falei que se você pular eu te seguro! – Riku estende os braços.

– Da ultima vez não deu certo!

– porque eu tava distraído! – Riku se lembrava da ultima vez. Não podia dizer que não gostou quando Sora caiu por cima dele. – Vem que eu te seguro! – Para Riku, Sora não era pesado, alias conseguia carregá-lo normalmente. Como uma noiva de verdade.

– Há, há. Olha minha cara de quem pula! Eu já vou descer. – Sora fala e desaparece na janela.

– MEDROSO! – Riku gritou em tom brincalhão. Ficou silencio por algum tempo, depois o garoto começou a ouvir passos rápidos e do nada Sora se joga da janela, Riku desesperadamente volta a erguer os braços, pegando o namorado a tempo. Os dois ficaram em silencio por um longo tempo. Sora respirava rápido, Claro que ele sabia pular da janela do quarto, já tinha feito isso sem ter o Riku pra assegurar que ele não ia se machucar, mas foi o jeito que ele se jogou. Se o namorado não estivesse lá era pelo menos o corpo cheio de arranhões.

– Eu tava brincando. – Riku coloca o menor no chão. – Não era pra pular de verdade.

– É pra você saber que eu não sou medroso! – Sora se acalmou e sentiu Riku o abraçar.

– Você nunca foi medroso. – Riku beijou a testa de Sora. – Eu disse que tava brincando. – Ele sorri e da um selinho do outro. – Agora nós vamos. – Riku foi pegar a bicicleta. Sora passou os dedos pelos lábios. Até agora, Riku tinha mostrado mais atitude, Sora estava sempre tímido quando tratava desse assunto. Talvez ele fosse medroso de verdade.

– Vamos Sora. – Riku trazia a bicicleta, Sora assentiu e subiu nos apoios novamente.

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Na lanchonete, Kairi chegou ao mesmo tempo em que Riku e Sora, ou seja, atrasada. Depois de congratulações dos amigos e um sermão do senhor Xaldin, eles começaram o trabalho. Os três estavam atendendo as mesas, hoje o movimento estava bom. Parecia que com a rotina se normalizando os clientes resolviam aparecer.

– A conta da mesa dois. – Riku pede pra Xaldin, que pouco depois entrega o papelzinho pra ele. Sora estava atendendo a mesa um e Kairi a mesa seis.

– Três batatas grandes, dois refrigerantes e um suco de laranja. – Sora repetia o que estava escrito no bloco de notas, os clientes confirmaram. – Ok. – E o garoto vai entregar o papel par Xaldin, encontrando Kairi encostada no balcão. – Que folga, hein? – Ele brinca.

– Eu não mereço isso. – Kairi falou mais prá si mesma do que pro amigo.

– Que foi?

– Os idiotas da mesa seis ficaram me tarando enquanto eu anotava os pedidos. – Ela choramingava, não era pra menos, o vestido azul de detalhes preto e curto não ajudava em nada. Sora olhou pro rosto da garota e falou:

– Pode deixar que eu entrego o pedido deles. – Sora vê a garota sorrir pra ele. – Fica com a mesa um. – A garota concorda, pra infelicidade dos caras da mesa seis. Quando os caras foram embora, não houve mais problemas, até a chegada do grupo de garotas.

– Elas me dão calafrios! – Kairi falou pros garotos, enquanto esperava o pedido da mesa dois.

– Achei que ia se identificar! – Riku estranhou a garota, que fez uma careta ao ouvir o que ele tinha dito.

– Elas são do tipo que saem por ai falando: Daí meu, tipo assim, foi mááágico! – Ela mudou a voz e fez cara de patricinha, fazendo os dois garotos caírem na gargalhada. – Eu não sou parecida em nada com elas. Talvez o gosto pelo rosa, mas até ai... –Ela deu os ombros.

– Impressão minha ou a oxigenada ta olhando pra mim? – Riku prestou atenção na mesa cinco, a garota de cabelo loiro e quebradiço acenou pra ele, que apenas virou e bufou alto. Sora mandava um olhar mortal pra garota.

– Eu atendo aquela mesa! – Kairi foi até a mesa anotar o pedido, mas logo voltou. – Elas ainda não decidiram.

– Que tal sugerir um chá de semancol? – Sora ainda olhava mortalmente pra garota.

– 'Cê ta com ciúmes? – Riku olhava Sora, com aquela cara de assassino, querendo matar a garota.

– Não estou não!

– Ah, está sim! – Riku lançou um sorriso de canto pra Sora. Qualquer um que olhasse pra ele, diria que estava se divertindo com a situação.

– Vocês têm é que parar de me assustar assim! – Kairi olhava assustada pro casal. Qual é, um Sora com cara de maníaco homicida é algo assustador! – Olha os pedidos! – Kairi pega o pedido da mesa dois e sai, Sora e Riku pegam os das mesas quatro e um. Quando os dois passam pela mesa três, a das garotas, eles ouvem comentários sobre eles, na verdade a maioria foi sobre Riku. Quando o expediente dos três estava pra acabar, as garotas resolveram pedir, pra alivio de Kairi, que não agüentava mais ir à mesa delas.

– O que elas pediram? – Xaldin perguntou se curvando no balcão.

– Tudo isso daqui só que light. – Kairi fez uma careta. Com certeza não ia se identificar com aquelas garotas.

– traduzindo: tudo que não tem gosto! –Xaldin e Kairi riram juntos. –Mas por que elas demoraram tanto pra pedir?

– Pfff. Acho que elas queriam que o Riku fosse atender elas. – a garota ri – Mas o Riku já é do Sora, então eu não podia deixar assim e... – Percebendo o que estava falando, a menina para e olha pra Xaldin com os olhos arregalados. – E... Então...

– Nem se preocupe Kairi. – Xaldin coloca a mão no ombro da garota – Eles tavam muito estranhos mesmo. Uma hora ou outra eu ia saber. – Kairi se surpreendeu com a reação de Xaldin.já havia imagina o homem ficando bravo e mandando toda a máfia atrás deles.

– Com o olhar assustador que o Sora ta mandando pra loirinha, era mais que obvio! – A garota da risada.

– Eu não quero nenhuma briguinha por aqui, diga isso aos dois! – Xaldin disse num tom mais sério – Eles podem se gostar, mas não quero perder clientes. – Ele dá uma olhada no relógio. – Converse com eles depois, ok? – e voltou sua atenção pro trabalho. Kairi assentiu, entendia o chefe, afinal, perder clientes por causa de falta de profissionalismo não é uma coisa boa.

Enquanto Kairi esperava o pedido ficar pronto, Sora terminou de atender uma mesa e ia à direção do balcão, quando as garotas o chamaram.

– Com licença! – A loira disse. Sora respirou pesadamente e foi até a mesa.

–Já fizeram o pedido? – Ele pergunta o mais educado que pode, com o bloco de papel na mão.

– Sim. Mas eu quero te pedir um favor. – A loira diz, entregando um papel pra Sora. – Quero que você entregue pro seu amigo, ali. – Ela aponta pra Riku. Sora faz a questão de nem olhar, afinal, naquele horário os únicos rapazes que estavam lá eram Ele e seu namorado. Ele anda até Riku, encontrando Kairi no caminho, com uma bandeja nas mãos.

Sora para – Eu vou matar ela... – ele cochicha pra amiga.

– Depois que elas saírem daqui, você pode voar nela, que eu nem to vendo. – Kairi sorri e volta a caminhar. Sora pega o papel e praticamente joga na cara de Riku.

– O que é isso? – Riku olha pro papel e lê em voz alta – Me liga? 7592... –Ele olha pro Papel, olha pra garota. – Isso é uma brincadeira ou algo do tipo?

– Não! – Sora fala aparentemente irritado. Riku olha pro menor o começa a procurar algo.

– Você tem caneta?

– você vai responder? – Sora estava visivelmente alterado.

– Claro. – Riku fala calmo. – A garota merece uma resposta. – Riku começa a andar em direção ao balcão, Sora sem saber o que falar, o segue.

– Sem briga aqui dentro! – Xaldin diz. Os dois garotos pareceram não ouvir, porque Riku pegou uma caneta, virou o papel e rabiscou algo.

– KAIRI! – Riku chama. Quando a ruiva chegou, ele entregou o papel e disse algo no ouvido dela. Sora olhou pra Riku e em seguida duas garotas, mais velhas que eles, entraram pela porta.

– Boa tarde, senhor Xaldin! – uma delas falou.

– Que bom que chegaram! – Xaldin falou alto tentando tirar a atenção dos garotos. – Significa que o expediente de vocês acabou! – Ele dá a volta no balcão e praticamente joga os dois pra fora da não entendeu nada, mas estavam sozinhos e fora do trabalho, era hora de falar com Sora.

– O que foi aquele ataque de ciúmes lá dentro? – Riku encara o menor.

– Eu, só... – Sora não sabia o que responder, apenas tinha ficado com raiva daquelas garotas. – Elas te olhavam de um jeito tão... Que eu não pude... – Sora se vira de costas e cruza os braços.

– Sora. – Riku o abraçou por trás, passando os braços por cima dos ombros de Sora. – Sempre foi assim. As garotas me olham e me rotulam. – Ele sentiu que Sora colocou uma das mãos sobre seu braço. – Olhe pra mim. – Riku faz Sora ficar frente a frente com ele, mas o garoto ainda não o olhava nos olhos. – Eu não me importo com elas.

– Você pode não se importar, mas eu sim. – Sora olha no rosto de seu namorado. – Eu não gosto delas te olhando daquele jeito. – Sora olha pra baixo. Desde que começou a namorar Riku, notou que as garotas olhavam pra ele. Nas ruas, na escola também foi assim e agora no trabalho. Sim Riku era bonito, mas elas tinham que mostrar pra deus e o mundo?

– Sora, preste atenção! – Riku levantou o rosto do menor – Eu amo você. Só você! – Ele o abraçou lentamente.

Sora sussurrou enquanto se aconchegava em Riku – Eu sei disso... – Mas não podia evitar de ter ciúmes.

– Então confiem em mim. – Riku sorri – Você não vai me perder pra ninguém. – Sora assentiu. Riku sorri mais ainda e desfaz o abraço. – É melhor irmos. – Os dois iam andando até onde Riku havia deixado a bicicleta. Sora tinha se lembrado do que tinha pensado antes de ir pro trabalho, ele pega fôlego.

– Riku!

Riku se vira e recebe um beijo de Sora. Era um beijo desajeitado, ele tinha notado que Sora estava nas pontas dos pés. Riku não demorou a corresponder, afinal, Sora não era de beijá-lo assim, por conta própria, normalmente Riku dava o primeiro passo. Quando os dois se separaram, Sora estava com as bochechas pegando fogo. Riku ri um pouco.

– O que foi? – Sora pergunta nervoso.

– Nada. – Riku sabia o quanto seu parceiro ficava irritado quando diziam que ele estava ruborizado, mas adorava quando acontecia. – Vamos? – Riku estende a mão.

– Sim. – Sora pega na mão de Riku e os dois caminham até a bicicleta. Riku monta a equilibra a bicicleta, Sora sobe, segurando-se firme nos ombros do namorado. Enquanto sentia o vento bater nos cabelos, Sora sentiu um calafrio, e estremeceu um pouco.

– O que foi Sora? – Riku perguntou enquanto virou o guidão da bicicleta pra esquerda.

– Um calafrio. – Ele respondeu. Mas era algo estranho, como se algo estanho estivesse acontecendo.

.OoO

Kairi ouviu a porta bater e seu chefe suspirar de alivio.

– É uma pena que o gatinho já foi. – a menina loira falou. Kairi olhou pra ela e uma idéia surgiu na sua mente.

– O Riku é bonito mesmo, não? – ela entrega o papel pra garota. – É uma pena mesmo. – Kairi suspira e olha pra garota, que não entendia nada. – As coisas não são justas.

– Do que você ta falando? – A loira pergunta.

– Ele tem namorada? – Outra menina, uma morena, pergunta. Kairi nega.

– Não é exatamente namorada que ele tem. – Kairi estava com uma cara triste por fora, mas por dentro se sentia a própria Malévola. – Na verdade ele joga no mesmo time que a gente.

Silencio.

– Qual é! – Uma delas falou – você ta mentindo. –e fez uma careta muito estranha pra Kairi.

– Se não acreditam em mim, olhem pra fora! – A ruiva apontou pra fora e as garota olharam. Os dois garotos estavam falando algo, Sora parecia indignado com algo e Riku parecia querer explicar alguma coisa. Alguns clientes que estavam lá pararam pra olhar também e Kairi, vendo tudo, foi saindo de fininho, com bandeja e tudo.

– Onde pensa que vai? – Xaldin olha com uma expressão severa pra Kairi.

– Ehe! – Sorriso amarelo – Eu acho que eu tenho que...

– Nana-nina-não! – olha pra Kairi – Faça com que a clientela preste atenção em outra coisa.

– O que quer que eu faça? Nada pode chamar mais atenção do que dois garotos discutindo a relação em publico! – Kairi coça a parte de trás da cabeça, sem saber o que fazer. – A não Ser malabarismo com tochas!

– Eu não quero saber o que você vai fazer, mas deixe que os garotos se entendam! – Xaldin muda a expressão. – Ninguém quer ser o centro das atenções. Pelo menos não desse jeito! –Kairi se dá por vencida e revira os olhos.

– Eu saquei! – A garota anda ate onde todos olhavam pra fora da janela, pegou uma colher de uma das mesas e bateu na bandeja. – Ok! Ok! o Show acabou! A vida pessoal dos funcionários só interessa a eles! – Vendo que ninguém prestava atenção nela, olhou pela janela e viu os dois saindo do que parecia um abraço. Riku falou algo e andou um pouco, em seguida Sora vai lá e tasca um beijo em Riku, fato que fez Kairi arregalar os olhos, pessoas comentarem coisas como: "ELE É GAY!" ou: "MINHA NOSSA!", Kairi não ficou parada e começou a bater na bandeja de novo. – EU JÁ FALEI QUE O SHOW ACABOU! – todos olham pra garota e voltam pros lugares, ou vai até o balcão fechar a conta.

– Prontinho! – Kairi desliza pra trás do balcão.

– Eu vi... – Xaldin disse. Logo as garotas fecharam a conta e saíram olhando feio pra Kairi, que apenas deu os ombros. – Acho que perdi alguns clientes. – Ele suspira.

– Ah, chefe, nem liga! – Kairi fala – Vão esses... Vêm outros! Certo? – Ela sorri.

– Eu espero que sim. – Xaldin diz desanimado.

– Bom... Eu to indo. – Kairi sorri pro chefe – Tenho outro compromisso agora! – Ela ia saindo, quando Xaldin chama sua atenção, fazendo-a virar.

– Não se esqueça de conversar com eles. – Kairi assente e se vai. Ele suspira pesadamente, enquanto seu outro funcionário entrava.

– Boa tarde Chefe! – Um rapaz sorridente falou. – Nossa, o senhor parece cansado.

– Foi só uma pequena complicação. – Diz ele, abanando as mãos no ar.

– Na verdade, foi emocionante! – Uma das garçonetes passou. – Devia chegar mais cedo! Não é Chefe? – Xaldin apenas suspira mais uma vez. Sentia que depois daquele dia, Sua lanchonete não seria mais a mesma.

Continua...

N/A: IOOO Povo querido! Como vão? Bem aqui está o capitulo quatro. Eu espero que tenham gostado!

A Namine apareceu um pouco mais nesse capitulo! Xaldin, o dono da Lanchonete aparece também! XD Alguns professores também apareceram (faz dança feliz), com um papel minúsculo, eu diria, mas quem sabe um dia ele ficam importantes? 8D

Não sei se os próximos capítulos vêm logo! Mas mandem reviews!

Te a próxima! XD