City of lovers

AVISO:Essa Fic tem Yaoi.Ou seja, homem com homem, se beijando e tudo mais! . Se você é um leitor que não gosta de Yaoi, volte na setinha ali no canto da tela, jogue um bloco de construção na Fabiana-sama, mas não me encha o saco comreviewsreclamando!

AVISO2: Essa fic é em universo alternativo, ou seja, o que minha imaginação mandar ta na historia! E também tem OOC, Ou seja, se você ver algum personagem e falar: OHmeudeus! Ele não era assim no jogo! Significa que fui eu que mudei!

Kingdom Hearts não me pertence!Pois se pertencesse eu estaria ganhando dinheiro! Mas eu sou apenas uma adolescente que jogou o jogo, achou muito fofo e decidiu fazer uma fic! XD

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Capitulo 5:Teatro, cozinha e basquete!

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O sol brilhava, o céu estava azul e o Xemnas estava sem paciência. Hoje ele ia montar cenas de improviso com seus alunos e explicava como funcionava. Riku na realidade não prestava atenção no que o professor falava, ele agradecia por ser a ultima aula, afinal, estava mais interessado no garoto sentado à sua frente. Era incrível como Sora conseguia arrepiar o cabelo sem usar gel, parecia meio sobrenatural, Riku pega uma mecha e começa a enrolar com o indicador, fazendo Sora ter arrepios.

– Para Riku. – Sora fala baixo, mas Riku parece não ouvir e continua enrolando. O garoto de cabelos castanhos começa a ter mais arrepios – Eu disse pra parar! – Ele fala mais alarmado.

– Por quê? Mexer no seu cabelo é tão gostoso. – Riku se inclina um pouco, pra Sora ouvir melhor.

– Mas faz cócegas! – Sora se vira um pouco – Eu vou começar a rir alto e o professor não vai gostar! – Sora se vira, achando que estava salvo de pagar mico, mas sente os dedos de Riku recomeçarem a enrolar a mecha, fazendo-o dar algumas risadas contidas.

– Como você arrepia o seu cabelo sem gel? – Riku fala enquanto Sora colocava as mãos na frente da boca pra não rir alto. Riku notando a situação continuou até Sora rir alto, fazendo a sala inteira olhar pros dois.

– Eu disse pra você parar. – Sora falou pra Riku em tom irritado, se encolhendo de vergonha na cadeira.

– Riku e Sora! – O professor chamou. Sora não sabia se sentia medo do olhar assassino de Xemnas ou se sentia vergonha, Riku apenas respondeu:

– Oi, 'fessor!

– O que você acha sobre esse assunto?

– Eu concordo com tudo que o senhor falou! – Riku falou totalmente confiante, tentando escapar da situação.

– Então você e seu amigo vão fazer a primeira cena de improviso. – O professor se vira e pega dois sacos pequenos cheios de papeizinhos. – O que estão esperando? Venham aqui pra frente.

– O quê? – Sora fica surpreso.

– Agradeça por saber do que ele ta falando. – Riku levanta e puxa o garoto, pra frente da sala.

– Ele vai sortear o lugar e o tema da cena e a gente vai ter que improvisar. – Sora fala todo nervoso. Xemnas colocou a mão dentro de um saquinho e tirou um pedaço de papel.

– Esta cena acontece numa borracharia... – Ele coloca a mão no outro saquinho e tira outro papel – E o tema é reencontro amoroso. – O professor vai até o fundo da sala pra observar melhor – podem começar!

Os dois garotos se afastam um pouco e ficam em silencio por um tempo, Riku vai pra frente, ergue a mão e a movimenta fazendo um arco.

– "Borracharia do Cid."– Riku conseguiu algumas risadas dos outros alunos e finge que esta mexendo em um carro, Sora da alguns passos.

– Oi, eu... – Sora diz morrendo de vergonha por estar fazendo aquilo. – To procurando uma pessoa. – Riku se vira, finge que tira o suor da testa e arregala os olhos.

– Anita? – Riku fala parecendo surpreso. – O que faz aqui?– Riku se aproxima um pouco. Sora, entendendo que estava no meio de uma cena de novela mexicana, pensa rápido.

– Oh, Ramon! Eu precisava te ver! – Sora coloca as duas mãos na frente do peito e faz cara de choro. – Depois de tanto tempo longe de... Da... Dessa cidade, eu vi que foi um grande erro partir!

– Anita, Desculpe se eu não fui me despedir de você! – Riku vai até Sora e pega nas mãos dele. – Saiba que você foi a única que eu amei de verdade!

– Então prove que é verdade... Anh... – Sora começa a fazer cara de desespero pra Riku.

– Ramon. – O maior cochicha.

– Ramon! Me beije! – Sora fala no desespero e todos da sala começam a fazer alvoroço.

– Se é isso que você quer Anita, eu faço com prazer. – Riku pega na cintura de Sora e aproxima o seu rosto do dele. Sora não tinha pensado que Riku ia beijá-lo de verdade, assim na frente de todos, mas quando eles estavam quase encostando os lábios, Riku começa a mexer na mecha do cabelo de Sora, que ri descontroladamente.

– Eu disse que faz cócegas Riku! – Sora afasta o rosto de Riku e da risada.

– Então, ta! – Xemnas bate palmas e o resto da sala acompanha, aliviados, principalmente as meninas. – Foi um belo exemplo de cena de novela mexicana! Lembrem-se disso quando assistirem Maria do bairro... – O professor vai pra frente de novo e os garotos voltam pro lugar.

Naminé virou pra trás olhando pra Sora – Por que vocês não se beijaram? – ela parecia desapontada. Sora, vermelho igual a um pimentão, se encolheu na cadeira novamente e Riku apenas deu os ombros.

– Então, quem quer ser o próximo? – Xemnas falou animado, mas os alunos não pareciam estar no espírito. – Ninguém? – Enquanto o professor tentava convence alguém a atuar, Hayner estava debruçado sobre a mesa com o rosto entre os braços, dormindo. Roxas olha pra trás, preocupado com o amigo.

– Hayner. – Roxas chama – Hayner acorda! – ele chacoalha o amigo, tentando acordá-lo em vão. Hayner resmunga alguma coisa e se ajeita ente os braços.

–O que aconteceu? – Kairi se virou e perguntou a Roxas.

– Ele dormiu. – Roxas responde e Kairi olha pra Hayner, que começa a falar enquanto dorme.

– Vai embora... – ele resmunga – Eu sou o Hayner... – O garoto diz mais alto. Roxas e Kairi se olhavam sem entender nada, eles não faziam idéia do que Hayner estava sonhando. – Olha que eu te bato... – Hayner diz.

– É com o Seifer que ele ta sonhando! – Kairi cochicha pra Roxas, que começou a afastar a cadeira pra longe de Hayner.

– PARA! – Hayner desperta assustado, fazendo com que todos da sala olhassem em sua direção.

– "Para" o que Hayner? – Xemnas pergunta, enquanto se aproximava dele, agora encolhido na cadeira.

– Não foi nada... – Hayner fala baixo.

Xemnas, não satisfeito com a resposta toma uma decisão. – Então que tal ser o próximo a atuar? – Hayner se assusta, ele nem sabia do que o professor estava falando.

– Não, não professor! – Ele tenta se safar – Eu não sou bom nisso! Que tal escolher o Roxas?

– Não me meta nessa! – Roxas fala.

– Vai ser você. – Xemnas lança um olha mortal pra Hayner, que se levanta e vai pra frente da sala. – Quem quer vir junto? – Xemnas pergunta, e os alunos têm a mesma reação de antes. – Vamos pessoal, eu quero uma cena, não um monólogo!

– Parece que ninguém quer atuar com a loirinha! – Seifer comenta com Fuu.

– É mesmo... – Um olhar maldoso surge no rosto de Fuu e ela levanta a mão. – Professor, o Seifer quer ir! – tanto Seifer, quanto Hayner e a sala inteira ficaram surpreendidas com o anuncio da garota.

–Que bom que está se interessando pelas aulas Seifer! – O professor fala feliz. – Venha aqui pra frente.

– Vai ter troco, ouviu Fuu. – Ele cochicha antes de ir pra junto de Hayner. O professor sorteou a situação e o lugar. Seria uma briga de casal no aeroporto.

– Só tem temas envolvendo casais nesse saquinho? – Hayner fala indignado pro professor.

–É verdade... – Xemnas pega a saquinho e começa a olhar o conteúdo. – Pedido de casamento, reencontro, beijo de língua... Quem foi que me ajudou com os papeis? – Xemnas olha pra sala e Naminé se encolhe na cadeira. – Não importa, façam a cena enquanto eu escrevo novos temas. – os dois garotos começam a fazer a cena, enquanto Xemnas arrumava os temas, mas uma idéia surgiu na sua mente maléfica. – Esperem um pouco! – Hayner e Seifer param de se bater e olham pro professor.

– O que foi? – Seifer falou.

– É pra ter uma briga de casal e não um vale-tudo. – O professor explica – E eu tive uma idéia pra deixar a cena melhor! Fuujin vem aqui. – Assim que o professor chama, Fuu se levanta e vai até a mesa dele.

– Sim? – Ela pergunta. O professor cochichou alguma coisa no ouvido dela, que concorda, pega uma cadeira e se senta perto dele.

– Podem continuar! – Xemnas anuncia e a cena continua. Os dois tentam fazer uma cena de briga de casal, então Hayner acusou Seifer de ser um cafajeste, ele por sua vez acusou Hayner de não ligar pro relacionamento deles. Tal cena fazia todos os alunos rirem, afinal ver dois inimigos brigarem por causa do relacionamento era divertido. Quando a coisa ia ficando feia, Fuu olha pro professor, que faz um sinal afirmativo, Ela se levanta, respira fundo e entra em cena.

– Por que vocês estão brigando? – Fuu tinha os olhos cheios de lagrimas – Pai, mãe? – Todos da sala olham e caem na gargalhada, menos os dois garotos atuando, eles não contavam com ela na cena.

– Ah... Éh... Oi? – Hayner não sabia como reagir, afinal, se os dois atuando eram homens, quem era a mãe?

– Essa filha não é minha não! Você andou pulando a cerca? – Seifer cochicha pra Hayner.

– Calado! – Hayner fala irritado "– E ainda me arranjam isso! –" Ele vai até a garota e fala. – Não é nada, nós só estávamos conversando. – Sorriso.

– É que toda vez que vocês brigam eu fico triste. Às vezes eu acho que é por minha causa. – Fuu dessa vez começa a chorar, Seifer se desespera quando a amiga começa a chorar e Hayner abraça a garota.

– Não é por sua causa. É que mamãe e papai não se entendem bem, mas nós te amamos. – Hayner aconchega a garota. – Vamos resolver isso logo.

– Que bom mamãe. – Fuu olha pra ele e faz algo que assusta os dois, sorri.

– Por que eu sou sempre a mulher? – Hayner cochicha, irritado, pra Fuu.

– Porque você tem cara de menina. – Fuu da um sorriso maldoso. – Então, pra mostrar que vocês vão ficar bem, se beijem. – Seifer fica sem palavras e Hayner começa a se lembrar daquela maldita tarde e daquela droga de castigo e fica vermelho.

"– Que maldita! Agora to lembrando de coisas horríveis que me aconteceram! –" Hayner pensa "– Tudo culpa daquele tarado! –" Hayner não queria nem pensar naquelas coisas.

– EU JÁ FALEI QUE BEIJO NA MINHA AULA NÃO! – Xemnas grita enquanto colocava os papeizinhos no saquinho. – A cena foi ótima. – Xemnas aplaude – Podem se sentar. Quem quer ser o próximo? – Hayner foi se sentar e vê que seus amigos ainda riam da cena.

– Essa foi muito boa! – Kairi enxugava as lagrimas que caiam dos olhos – Ainda bem que você ajudou o professor com os papeis Naminé. – concluiu a garota.

– Cara você atuou bem. – Sora fala pra Hayner.

– Você acha?

– Claro. – Sora fala.

– Principalmente na hora da briga! – Riku se junta a eles.

– Quem disse que eu tava atuando? – Hayner fala, deixando seus amigos sem entender direito. A aula continua assim até o fim, o professor chamava dois ou três alunos pra fazer uma cena improvisada. Logo o sinal tocou e os alunos pegaram suas mochilas e saiam alegremente da escola.

– Eu vou chegar mais tarde no trabalho hoje. – Riku dizia pra Kairi e Sora.

– Por quê? – Sora pergunta.

– Vai ter teste pro time de basquete. – Riku responde.

– É hoje também? – Kairi diz com voz manhosa.

– Também? – Sora olha pra amiga. – Como assim "também"?

– Hoje tem teste pra líder de torcida. – Kairi pega os pompons de dentro da mochila. – Eu sempre quis ser uma garota pompom. – Faz dancinha tosca.

– Espero que essa não seja a sua apresentação... – Sora fala, levando um soco na cabeça, vindo de Kairi. – Ai...

– Então você avisa Sora! – Riku ia andando pelo corredor, junto a Kairi.

– Não vai dar não. – Sora responde e os dois olham pra ele.

– Por que não? – Kairi olha indignada pro amigo.

– Eu tenho aula extracurricular hoje! – Sora fala, sorrindo de orelha a orelha.

– Aula de que? – Kairi pergunta pra Sora.

– Economia domestica. – moreno fala sem jeito. Kairi cai na risada, não conseguia imaginar seu amigo na cozinha.

– Ai, fala sério! Você cozinhando? – Kairi olha pro menino e ri mais um pouco.

– Eu to falando sério. – Sora fala e Kairi para de rir, pigarreando.

– Então, ta... Olha a hora! – Kairi fala – tenho que ir! – e sai correndo. Riku sorri e pega a mão de Sora, fazendo o garoto ruborizar.

– Vamos, ou você vai chegar atrasado à aula. – os dois começaram a andar pelo corredor.

– Riku, você quer mesmo entrar pro time de basquete? – Sora não entendia o namorado, afinal, ele nunca tinha visto Riku jogar basquete, também nunca se interessou pelo jogo.

– Sei lá. – Ele fala, dando os ombros – Seria legal jogar um pouco. Não que eu me interesse muito, mas é o que eu sei jogar bem. – Riku sorri, Sora também. – E por que você vai ter aulas de economia domestica?

– O Leon falou que seria bom eu aprender a cozinhar um pouco. Só pra variar. – Logo os dois chegaram até a sala onde Sora ia ter a aula e Riku beija-lhe a bochecha.

– Se o teste acabar primeiro que sua aula, eu venho te buscar.

– Se a aula acabar primeiro eu vou olhar lá na quadra. – Sora sorri e entra na sala. Ela era grande com balcões brancos e grandes que podiam se sentar duas ou três pessoas. Haviam muitos rostos desconhecidos, mas logo Sora reconheceu a garota de cabelos loiros. Naminé também estava naquela aula.

– Oi Sora. – Namine falou. – Que bom que eu não to sozinha aqui! – vai até Sora.

– Só tem a gente do 1°B aqui? – Naminé confirma.

– Aparentemente, somos as únicas pessoas que são uma negação na cozinha da nossa sala. – A loira sorri. – Aquele pessoal é do 1°C e aqueles do 1°A. –Ela aponta pras turmas que conversavam entre si.

– E aquele ali? – Sora aponta pro garoto no fundo da sala. Ele era alto, com cabelo curto, loiro e bagunçado, tinha uma cicatriz no meio da testa.

– Não faço idéia.

– Ele me parece familiar. – Sora estranhava, aquele rosto era bastante familiar pra ele, mas nunca tinha visto o garoto na vida dele.

– Vamos nos sentar com ele? – Naminé pergunta com os olhos brilhando. Sora da os ombros, se o garoto fosse novo, seria bom pra ele fazer amigos. Sora e Naminé se dirigiram até o balcão do garoto.

– Ta ocupado? – Naminé pergunta.

– como? – O rapaz olhava para Naminé estranhamente surpreendido.

– O lugar ta ocupado? – Naminé repete a pergunta em seguida sorrindo. O garoto balança a cabeça negativamente. – Podemos nos sentar? – Naminé apontou para Sora, que sorria.

– Se quiserem... – Ele dá os ombros e se afasta um pouco, dando lugar pra Sora e Naminé.

– Eu sou Naminé e esse é Sora, somos do 1°B!

– Eu sou- – antes que ele pudesse terminar a frase, o professor entrou na sala cumprimentando os alunos. Após lavarem as mãos e vestirem os aventais, a aula prosseguiu porem não importava o que Sora ou Naminé fizessem a massa que tentavam fazer não ficava boa. Entretanto o novo amigo conseguia fazer aquilo perfeitamente.

– Waa... Você é incrível! – Naminé tinha os olhos brilhando de emoção.

– Na verdade é bem fácil... – o rapaz colocava o conteúdo da tigela numa forma untada.

– Só se for pra você. – Sora olhava desanimado pra massa dentro da própria tigela. – Por que o meu está uma negação.

– Somos dois. – Naminé olhou da mesma forma pra tigela dela.

– É questão de pratica. – Um sorriso gentil surgiu no rosto do garoto.

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– A próxima. – uma mulher de roupas azuis com o emblema da escola disse. A garota deu um passo a frente e começou a fazer uma coreografia.

– Logo vai ser a gente! – Kairi falava nervosa pra Ollete.

– Eu sei! – Ollete sacudiu os pompons.

– Eu me pergunto se o Sora ta indo bem na aula extracurricular. – Kairi começou a roer a unha do polegar.

– Acho que sim. – Ollete tentou acalmar a amiga – A Naminé também tem aula extracurricular, não é?

Dessa vez Kairi olhou confusa pra Ollete. A Naminé também? Não era hora de pensar no que a Naminé faz, afinal a mulher tinha acabado de chamá-la.

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O professor olha no relógio de pulso e anuncia:

– Muito bem, faltam cinco minutos. – ele tira o avental – Coloquem os aventais nos lugares e lavem-se.

Após pendurar o avental, Sora foi lavar as mãos e o rosto, que estavam realmente sujos, por causa de Naminé que tinha lhe jogado farinha no rosto.

– Vamos Sora! – A garota chama da porta da sala.

– Sim! – Ele diz terminando de se enxugar, antes de sair da sala olha pro garoto que eles haviam sentado junto e falou – Até a próxima aula. – Sorriu e seguiu até a porta da sala. O garoto apenas observou Sora ir embora, sem entender muito bem.

– Você perguntou o nome dele? – Naminé pergunta enquanto saia da sala.

– Não. – Sora realmente tinha se esquecido de perguntar o nome dele, o garoto lhe parecia muito familiar, mas não sabia de onde. Fuu e Rai passaram por eles, porem Sora não tinha nem notado, mas Naminé sim. A loira se virou e viu os dois entrarem na sala que acabara de sair.

– Você viu aquilo? – Naminé ajeitou o material que levava.

– Vi o que?

– Aqueles amigos do Seifer entraram na nossa sala. –Naminé não entendia nada, muito menos Sora.

– E quem liga! O que os dois fazem ou deixam de fazer não é da nossa conta. – Sora da os ombros e continua a andar.

– ah, sei lá... – Naminé olhou mais uma vez e continuou o caminho. Agora era hora de ir ver como Kairi, Ollete e Riku estavam se saindo.

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Riku corre pela quadra, desviando de alguns adversários. Dois deles param na sua frente, ele quica a bola duas vezes e passa pro garoto que estava mais afastado, ele recebe a bola e arremessa, fazendo uma cesta de dois pontos. Quando a bola cai, o treinador apita.

– Ok, os testes acabaram! Podem ir. – o treinador fala. Riku olha pra arquibancada e vê Sora entrar apressado junto a Naminé.

– Sora! – Riku grita indo na direção de Sora. O garoto de cabelos espetados olha o namorado subir correndo as escadas.

– Desculpa, eu não pude vir antes. – Sora falava com o rosto triste.

– Não importa. – Riku sorriu pra ele – Nem sei se vou ser escolhido. – ele afaga os cabelos de Sora.

– Mas eu queria vê-lo jogar... – Sora tenta falar algo, mas não consegue. Afinal queria estar lá pra torcer por ele, incentivá-lo, queria ver Riku entrando no time de basquete.

– O importante é que você veio. –Riku da um beijo na bochecha de Sora. – A Kairi ta lá na outra quadra. Eu vou pro chuveiro e depois encontro vocês. – ele desce as escadas e entra na porta que dava pro vestiário. Sora ficou vermelho ao notar o que Riku tinha feito e virou o rosto. Naminé riu um pouco, e viu em seguida algumas garotas, que pareciam estar lá a algum tempo, olhando muito feio pros dois.

– Parece que você arranjou inimigas... – Ela fala com um sorriso sínico no rosto. Sora se vira e vê as garotas, que ainda olhavam feio pra ele e simplesmente sorri.

– Que pena, ele já é meu! – Sora olha pra Naminé, que agora ria um pouco. Logo os dois foram até a quadra onde Kairi fazia o teste pra ser um líder de torcida, a vez da ruiva já tinha chegado. Ela dançava e pulava, sacudia os pompons, cantava palavra por palavra o nome da escola e no final abriu um espacate.

– Seu nome? – a treinadora pergunta.

– Kairi.

– Você foi ótima!

– Obrigado! – Kairi sorri satisfeita com o trabalho e vai se sentar.

– Adivinha quem é? – a ruiva sente duas mãos pequenas tamparem seus olhos.

– Naminé.

– Acertou, minha garota pompom preferida! – Naminé se senta ao lado dela.

– Oi Sora. – Sora se senta do outro lado. – Você viu o teste do Riku?

– Não deu tempo. – ele responde desanimado.

– Pelo menos vai dar pra vocês verem a apresentação da Ollete. – Kairi aponta pra Ollete saltitante e feliz se apresentando. Antes de a garota terminar, chega Riku. O rapaz estava com o cabelo molhado com água escorrendo sobre a camisa branca da escola, o que fazia as garotas ficarem doidas.

– Seu cabelo ta encharcado Riku! – Kairi repreende o amigo, que não ligava muito, o dia estava quente e não tinha com o que se preocupar. Logo que Ollete termina de se apresentar os seis saem da escola e seguem seu rumo. Sora Riku e Kairi foram direto pra lanchonete, Xaldin devia estar uma fera com eles agora, Ollete e Naminé foram pra direção oposta, se dividindo mais tarde.

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Já estava anoitecendo quando os três amigos saíram do trabalho, eles tinham escutado o maior sermão da vida deles.

– Se eu entrar pras lideres de torcida, eu vou ter pouco tempo pra trabalhar. – Kairi reclamava consigo mesma. – Minha vida vai virar um caos!

– Ainda bem que minhas aulas são uma vez por semana. – Sora sorri. – E você Riku? – o garoto da os ombros enquanto pedalava.

– Se me escolherem tudo bem, se não, fazer o que? – Riku olhava pra frente.

– Riku... Você não parece realmente animado. – Sora olha pro namorado. – O que foi?

– Nada. – ele diz – Eu só que... Aconteceu uma coisa estranha, só isso. – Ele suspira. Sora decide terminar o assunto por ali mesmo, não queria incomodar Riku. Ele se agarra melhor a Riku, encostando o rosto na cabeça dele, podendo sentir algumas mechas de cabelo lhe fazer cócegas. Logo eles chegaram as três casas vizinhas, mas algo estava estranho na casa de Riku. As luzes, que normalmente estariam apagadas, estavam acesas.

– Eu já vou pra casa! – Kairi se despede e em seguida entra em casa. Riku nem prestou atenção no que a amiga falava, estava mais interessado no porque das luzes estarem acesas.

– Riku? – A voz de Sora o fez despertar do transe. – O que foi?

– N-nada... – Riku balança a cabeça e sorri pra Sora. – nós vemos amanhã.

– Sim. – Sora lhe deu um beijo e foi pra dentro da casa, Riku entrou em casa logo em seguida. Ele foi olhando a casa, analisando. Ouviu um barulho vindo da cozinha e foi ver o que era.

– Olá Riku!

O Rapaz se surpreende – Tio Xehanorth? O que faz aqui essas horas?

– Fui dispensado mais cedo. – Xehanorth sorri – Mestre Ansem disse que eu estava trabalhando demais. – Xehanorth estava cozinhando algo. – E que eu tenho que ter um tempo pra família.

– Mestre Ansem? – Riku olhou surpreso pro tio.

– Agora eu sou o aprendiz dele.

– Ah... – Riku se lembra da reportagem da revista que Pence estava lendo e da Namine chamando Ansem o sábio de Papi. – Tio, o Ansem tem filhos?

– Ele tem uma filha se eu não me engano. – Xehanorth termina de falar e nenhum continua o assunto. Era muito estranho ver o tio ali, depois de tanto tempo. – Por quê?

– É que eu acho que eu a conheço. – Riku apóia a cabeça no dorso da mão, seu tio parecia surpreso, mas continuou o que estava fazendo. – Você vai chegar cedo amanhã também?

– Não sei. Por quê?

– Nada não. – Riku se levanta e vai até a porta. – Vou fazer a lição de casa. – Xehanorth concorda e o garoto sobe pro quarto. Ao fechar a porta Riku pensa. "– Eu tenho que falar pra ele que estou namorando o Sora... Mas só na hora certa... –" Ele suspira e vai trocar de roupa. "– Preciso conversar com o Sora. –"

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No dia seguinte, Sora, Riku e Kairi acabaram chegando à escola muito cedo, pois Sora tinha conseguido acordar na hora certa pela primeira vez no ano. Kairi estava ansiosa pra saber se estava entre as lideres de torcida. Riku não parecia muito animado com as coisas e Sora havia percebido. Desde ontem, depois de ele ter saído do vestiário, Riku estava agindo estranho. Sora não sabia se devia tocar no assunto, então acompanhou os amigos até a lista que estava no mural da escola. Conforme os três amigos iam andando até o corredor onde um dos murais ficava, Sora tinha a impressão de que estavam encarando, tanto ele quanto Riku, mas não comentou, talvez fosse só impressão mesmo.

– VIVA! – Kairi comemorava. – Eu sou uma líder de torcida! – faz dança feliz.

–Que bom Kairi. – Sora viu que o nome de Ollete também estava na lista. Era bom pras duas estarem juntas no time de lideres de torcida, pelo menos Kairi tinha com quem conversar. Logo outra menina olhou a lista e sorriu levemente. Ela tinha cabelos castanhos claros, curtos e com as pontas viradas, com uma franja que cobria sua testa e aparentava ser do primeiro ano.

– Você também é líder de torcida? – Kairi tentou puxar assunto.

– Sou reserva. – A garota responde.

– Pelo menos você está lá. – A ruiva sorri. – Eu sou Kairi.

– Sou Selphie. – A garota sorri de volta. Pelo visto, Kairi ia se dar bem com as outras garotas pompom.

– Esses são meus amigos: Sora e Riku. – Kairi apresenta os amigos. Sora sorri, mas Riku apenas olha pra garota com um olhar indiferente.

Sora olhou pro parceiro. – Riku, o que há?

– Eu já falei nada de mais. – Riku afaga os cabelos de Sora.

– Riku, você está estranho desde ontem. – Sora olha bravo pra Riku – Seja lá o que for, pode me falar!

– Sora... – Riku olha Kairi e Selphie conversando, depois olha pra Sora. – Eu te contarei depois. Quando estivermos sozinhos.

– Promete?

– Claro que prometo. – Riku sorri sinceramente pela primeira vez no dia e Sora teve que se conformar com a resposta dele.

– E ai Riku, você ta no time ou não? – Kairi olha pros dois e puxa assunto, Selphie já tinha ido embora, vendo que seus amigos já haviam chegado.

– Eu ainda não sei. – Riku olhou a procura da lista, encontrando-a colada com fita adesiva no meio do mural. Ele foi procurando o nome e se surpreendeu com algo.

– E ai Riku? – Kairi perguntou.

– Eu não acredito... – Riku encostou a cabeça na parede e a socou depois.

– O que foi? – Sora perguntou.

– Veja você mesmo. – Riku não olhou pra Sora. O garoto de cabelos espetados procurou o nome e viu o que estava escrito na frente do nome de Riku.

– Quem fez isso? – Sora sentiu as pernas ficarem bambas e colocou a mão na frente da boca.

– Pode ter sido qualquer um.

– Gente, caso não saibam, eu não leio mentes! – Kairi falou irritada– Diz logo o que foi!

– "Riku bichinha quer dar uma de cestinha!" – Sora diz baixo, Kairi arregala os olhos.

– O que foi que disse? – Kairi olhou pra Sora. – De quem é essa rima tosca?

– É o que está escrito! – Riku arranca o papel do mural e entrega na mão de Kairi. A garota estava completamente confusa e incrédula, quem podia ter feito algo tão cruel? Afinal, quem sabia da relação que ele e Sora tinham era apenas a turma deles e mais ninguém.

– Temos que dizer pra alguém.

– Pra quem Kairi? – Sora olhou pra ela.

– Pro treinador! – A ruiva olhava pros dois. – Daqui a pouco chega a Ollete ou o Pence, vou encontrar algum deles e ver se consigo tirar as outras listas.

– Tudo bem. – Sora diz determinado – Eu e o Riku vamos até o treinador, quem sabe até o diretor. – Sora vai andando em passos largos e pesados e Riku o acompanha. – Eu não acredito que fizeram isso! – O garoto tinha a voz tremula, num misto de Raiva e tristeza. A pessoa que tinha feito aquilo não colocou em risco só a reputação de Riku, mas o namoro deles.

– Sora, eu queria te falar uma coisa antes de irmos procurar o treinador. – Riku havia parado.

– Tem relação com isso não é? – Sora parou logo em seguida e se virou de frente pra Riku.

– Ontem, quando eu fui pro chuveiro... Eu arranjei briga com um dos veteranos do time. – Riku suspirou pesadamente. – Parece que ele viu eu te beijar na bochecha. – Riku parecia triste, Sora não acreditava no que ele estava contando e ele começou a sentir o coração bater cada vez mais rápido. – Ele começou a falar um monte de coisas sobre você e eu, daí eu não consegui me segurar e bati na cara dele. – Riku coçou a parte de trás da cabeça.

– Eu fico feliz que você tenha me defendido. – Sora estava sentindo os olhos mareados. Ele não ia chorar, não em um momento como esse. – Mas agora a gente tem que falar com o treinador. – Riku concorda e os dois vão andando pelo corredor, debaixo dos olhos curiosos e zangados dos outros alunos.

Ao chegarem a sala do treinador os dois ouviram alguém gritando. Dentro da sala havia um veterano falando.

– MAS ISSO ESTÁ ERRADO! – Wakka gritou indignado.

– Eu não posso fazer nada se eu não sei quem é que fez!

– Mas professor, não é justo ele ser zoado desse jeito! – Ele bateu com a palma da mão na mesa, onde uma das listas estava.

– Eu já disse que se não souber quem foi que fez, não posso fazer nada! E pra você é Sr Treinador. – o homem se levantou da cadeira e encarou o rapaz. Ouviu-se alguém bater na porta. – Pode entrar! – ele se recompõe.

– Mas...

– Nós conversamos depois. – o treinador diz, fazendo Wakka bufar indignado, porem ao ver Riku e Sora entrarem pela porta o rapaz muda de expressão.

– Olá Treinador. – Riku diz com uma expressão fria. Quando viu Wakka o reconheceu imediatamente, ele foi um dos juízes do teste. Wakka era do terceiro ano e não fazia mais parte do time de basquete, mas ajudava o treinador nas decisões, estratégias e a escolher os jogadores.

– Olá Riku. – O treinador olhou pra ele. – O que o traz aqui? – o homem se faz de desentendido. Sora joga o papel amassado na frente dele, que pega, desamassa e lê.

– Eu vim falar que to fora do time. – Riku falou alto e claro, fazendo todos na sala, inclusive Sora, se surpreenderem.

– Mas você merece estar no time! – Wakka tenta convencê-lo. – Você jogou bem contra o time reserva ontem.

– Riku... – Sora sentiu os olhos marejarem mais uma vez. – Você não precisa...

– Preciso sim. – Riku olha pra Sora e passa o braço sobre os ombros do menor. – Era só isso que eu tinha pra falar.

– Não tem como você reconsiderar? – o Treinador coçou a cabeça, sem ter idéia do que fazer. Riku balança a cabeça negativamente. – Pelo menos sabe quem fez isso?

– Não, mas ontem um garoto me provocou no vestiário. – Riku tentou lembrar o nome do garoto que tinha feito aquelas provocações. – Acho que o nome dele era Alex.

– Ele de novo? – O treinador suspira cansado. – Essa foi a gota d'água...

– Se ele fez isso, é expulsão na certa. – Wakka ficou feliz com a notícia. – Tem certeza que quer sair do time?

– Absoluta. – Ele sorriu. – Eu tenho outras coisas a fazer. – Ele beija a bochecha de Sora, que fica vermelho. Eles ouvem o sinal tocar e os dois garotos do primeiro ano saem da sala, deixando o treinador e Wakka sozinhos de novo.

– Você sabe que se o Alex for expulso do time e souber que foi por causa dele, as coisas não vão acabar por aqui. – Wakka olhou pro treinador.

– Claro que eu sei. – o treinador pega o apito e a prancheta em cima da mesa. – O pior é que o Riku tem talento.

– Por que você acha que o Alex fez isso com ele?

– Não importa mais... – o treinador pegou a lista de jogadores e riscou o nome de Riku e em seguida o de Alex. – Wakka, eu quero que você faça pessoalmente uma nova lista. – ele entrega a prancheta pra Wakka.

– Pode deixar. – o garoto ruivo balançou a cabeça negativamente. Alguém bate novamente na porta, era Tidus.

– Wakka o professor ta te chamando. – Wakka sorriu e saiu da sala, deixando o treinador perdido em pensamentos.

.OoO

Kairi subia correndo as escadas junto a Hayner, Roxas, Ollete, Naminé e Pence.

– Será que eram todos? – Hayner olhou o monte de papeis nas mãos dos amigos.

– Deve ser. – Naminé olhou enervada pra frase escrita junto ao nome de Riku. – o pior é que nem imaginação o cara teve! Quem rima bichinha e cestinha? – Naminé parou de falar quando avistou os dois que faltavam no grupo.

– Sora! Riku! – Kairi correu até eles e falou o que tinham feito. Ela encontrou os amigos e saiu arrancando as listas de todos os murais da escola. – Estão todos aqui.

– Já falamos com o Treinador. – Riku disse. – Eu sai do time. – A noticia fez todos se entristecerem. Kairi suspirou e foi andando.

– Vamos, a aula já começou. – a ruiva disse.

Pence e Ollete se separaram do grupo e foram pra sala, o resto foi em silêncio. Ao entrarem na sala, o barulho da conversa parou e todos olharam pra Riku. Na lousa havia escrito varias frases iguais as das listas ou até piores, e algumas citando o nome de Sora. Riku pegou na mão de Sora e o arrastou consigo pros respectivos lugares, Kairi pegou um apagador e começou a apagar um lado da lousa, enquanto Naminé apagava o outro. Hayner e Roxas foram pros lugares também, Hayner xingando até a quinta geração de quem tinha feito aquilo e Roxas concordando. O professor logo chegou à sala, fazendo Kairi e Naminé se sentarem.

– Não posso acreditar que fizeram isso com vocês. – Naminé olhou curiosa pros dois. – O Riku provocou o cara que fez isso?

– Não. – Sora estava sentado de qualquer jeito na cadeira, olhando pro nada.

– Sabe que isso tudo é inveja! – Naminé se virou e colocou o fichário em cima da mesa de Sora. – Uma hora ou outra passa.

– E se não passar? – Riku entra na conversa.

– Ai a gente mata ele. – Naminé falou, conseguindo um sorriso leve de ambos. – Tudo vai ficar bem! Vocês já tão até sorrindo!

Sora não tinha certeza se Naminé tinha razão. O resto do dia não foi tão bom quanto deveria ser, e com seu bom humor indo pro espaço, Sora tinha certeza de que tudo aquilo não ia acabar ali. As coisas estavam começando a ficar difíceis pra eles, mas não significava que eles não iam aguentar o que viesse por ai.

Continua...

N/A: YOOOO pessoal! Espero que tenham gostado do capitulo!

A Kairi e Ollete garotas pompom, o Sora e Naminé aprendendo a incrível arte de cozinhar junto ao garoto misterioso! Quem Será ele?

Misstéééério!

O que foi isso das listas do time de basquete? Sei lá, mas me veio à cabeça enquanto estava enrolando pra acordar em uma segunda-feira! Um surto na verdade...

Selphie, Wakka e Tidus apareceram! Viva! (assopra língua de sogra) E tio Xehanorth também, pouco, mas apareceu! Já tava na hora!

Bem, espero reviews! E até a próxima!

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