City of lovers

AVISO:Essa Fic tem Yaoi. Ou seja, homem com homem, se beijando e tudo mais! . Se você é um leitor que não gosta de Yaoi, volte na setinha ali no canto da tela, jogue um bloco de construção na Fabiana-sama, mas não me encha o saco comreviewsreclamando!

AVISO2: Essa fic é em universo alternativo, ou seja, o que minha imaginação mandar ta na historia! E também tem OOC, Ou seja, se você ver algum personagem e falar: OHmeudeus! Ele não era assim no jogo! Significa que fui eu que mudei!

Kingdom Hearts não me pertence!Pois se pertencesse eu estaria ganhando dinheiro! Mas eu sou apenas uma adolescente que jogou o jogo, achou muito fofo e decidiu fazer uma fic! XD

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Capitulo 6: intrigas e verdades

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Aquela semana não foi a melhor de todas, ter que aguentar todos encarando não era uma coisa muito saudável, pelo menos era o que Sora ele nem Riku aguentavam ser apontados, e se não fosse pela insistência de Kairi pra eles não usarem violência, ele já teria batido na cara de alguém.

– Não quero meus amigos se metendo em encrenca. – Kairi se justificava, enquanto eles entravam pelo grande portão verde-escuro da escola.

– Até parece que ninguém viu um casal gay na vida. – Riku parava a bicicleta, Sora desceu da carona e encarou algumas alunas que tinham os olhos faiscantes.

– Ver elas já viram, mas nunca pensaram que o "príncipe encantado" da escola namoraria o amigo de infância. – Sora desvia o olhar das garotas e olha pra Riku.

– Então, não se metam em encrencas, ou eu bato em vocês. – Kairi falou, tirando os patins e calçando os sapatos. – Não quero ficar cuidando dos seus machucados. – E beliscou uma bochecha do Sora.

– Ai! – Sora se lamentou, enquanto via a garota ruiva se afastar com um sorriso sapeca no rosto.

– Eu acho que ela iria fazer a maioria dos machucados.– Riku sorriu pra Sora, que ainda acariciava a parte que Kairi havia beliscado há pouco. O maior não resistiu ao impulso, pegou o rosto de Sora e beijou sua bochecha docemente.

Sora deixara Riku beijar-lhe primeiramente, mas notou os gritinhos histéricos das garotas que o encaravam, não era a hora nem o lugar apropriado pra isso – Riku! –Sora falou assustado.

– Desculpe, Sora. – Riku olha pra baixo. Era inevitável pra ele, na escola não podiam ficar juntos nem no intervalo, pois haviam varias pessoas que faziam questão de olhar diretamente pra eles. Em casa nem pensar, Riku pensou em contar pra seu tio e Leon. Contar para Xehanorth seria fácil, Riku só tinha ele como família, porem Sora tinha Leon, A irmã mais velha e os pais que moravam em traverse town. Tinha que pensar em algo e rápido.

– Riku? – aquela voz o tirou de seu transe. – Vamos? O Sinal já tocou. – Sora o olhava curioso. Não podia deixar que ninguém impedisse esse amor, só a idéia de não poder beijá-lo, não poder se perder naqueles olhos tão claros e azuis como o céu, era desesperador.

– Vamos, não quero levar bronca por chegar atrasado. – Ele disse sorrindo. Os dois andam na direção das escadas, encontrando o Kairi e Naminé conversando.

– Oi Riku! Oi Sora! –A loira fala sorridente, os rapazes respondem educadamente e os quatro sobem as escadas. Era incrível como às sete horas da manhã, Namine e Kairi podiam conversar tão animadamente, enquanto Sora e Riku ainda estavam sonolentos.

– E eu digo que aquela garota tem é inveja da Selphie! – Kairi dizia confiante.

– Ela ta querendo arranjar confusão. – Naminé falava como se fosse obvio. – Qualquer coisa a Selphie corre o mais rápido que puder. – As aulas mal haviam começado e já havia intrigas entre as garotas. Sora não entendia como as garotas podiam arranjar briga, mas estava aliviado por saber que Naminé e Kairi ficariam longe delas. Ao chegar perto da primeira sala do corredor, encontraram Ollete, Roxas e Hayner conversando sobre algo.

– E essa tal de Dyna começou a implicar com ela do nada?– Roxas perguntou a morena.

– É, do nada! – Ollete falou – E eu to falando: se ela vier de graça pra cima da Selphie de novo, eu juro que meto uma porrada na cara dela. – Ollete cruzou os braços.

– É o meu orgulho. – Hayner falou sorrindo, ao ver os quatro chegando perto, ele para, – Oi pessoal. – e volta a prestar atenção em Ollete.

– O que houve? – Kairi olhava curiosa pros três amigos.

– A tal de Dyna implicou com a Selphie, a Ollete ta falando o que aconteceu. – Roxas suspirou em seguida. Os quatro ouviram a garota falar mal da outra, o sinal tocou pela segunda vez e Ollete entrou na sala, se despedindo dos outros.

– Essa garota está andando muito com você, Hayner. – Roxas falou enquanto entrava na sala de aula.

– O que quer dizer com isso? Roxas! – Hayner foi atrás do amigo, com uma falsa expressão de raiva no rosto.

– Realmente eu acho que a Ollete ta andando muito com o Hayner... – Kairi falou estranhando a reação da amiga, afinal Ollete podia fazer parte da turma do Hayner, mas nunca foi chegada em brigas.

– Daqui a pouco ela vai querer entrar pro clube de luta. – Riku brincou, fazendo os outros rirem. Ao entrarem na sala, o barulho da conversa parou e todos olharam pra eles, na lousa, escritas varias coisas novamente. Riku suspirou e começou a andar pro lugar sendo seguido por Sora. Naminé viu a lousa e olhou brava, procurando algum rosto culpado, porem Kairi a puxou pro lugar, antes que algo acontecesse.

– Hey, de briguenta aqui já basta a Ollete. – Kairi sorriu ao sentar. Naminé suspirou se acalmando. Riku e Sora se olharam, as garotas estavam ficando "ariscas".

– Acho que podemos fazer o time de luta da escola só com elas... – Riku falou, Sora deu um sorriso leve, Kairi e Naminé riram um pouco.

– Huh, as mocinhas já começaram a fofocar. – uma voz vinda das fileiras do meio falou alto. Naminé procurou o rosto. Lá estava ele, John, em pé, no meio de algumas garotas, olhando pra eles. – Que diria que um dia o "príncipe encantado" das garotas, seria como uma. – Ele caçoou.

– O que você- – Sora ia se levantar, mas Naminé segurou-o pelo braço.

– Deixa, Sora. Tem gente que não cresceu ainda. – Ela falou, fazendo alguém gritar de onde estava algo como "ai que chatoooo!", mas não prestaram muita atenção nele.

– Não se envolva nisso, magrela. – John falou. Mas falou as palavras erradas, pois a garota se levantou e falou com a expressão mais calma do mundo.

– Não posso deixar de me envolver, afinal o monte de músculos burro começou a falar mal de meus amigos. – Naminé tinha a língua afiada pra quem não gostava de brigas. Riku e Sora se olharam , olhando pra amiga ruiva em seguida. Os três olharam pra Hayner, que por alguma razão estava extremamente alegre e Roxas que estava bobo com tudo aquilo.

– E você se acha muito inteligente, não é loira metida a desenhista? – John retrucou.

– Eu não preciso me achar inteligente, eu sou inteligente! – Naminé falou sorrindo de canto. – Eu não sou como certas pessoas, que ficam insultando os outros pra ter respeito.

– Ora sua- – John foi interrompido por alguém. Alguém alto que usava uma toca cinza escura e era acompanhado por uma garota inexpressiva.

– Hey idiota, o que está fazendo? – Seifer perguntou ao entrar na sala.

– Não se meta nisso, Seifer!

– Eu não me meteria normalmente, afinal às brigas são suas não minhas. – Ele deu os ombros, e virou-se em seguida. – Porem, você está discutindo com a magrela ali... – Seifer aponta pra Naminé, que não parecia nada alegre com o apelido – E se você perder o controle e encostar um dedo nessa ou em alguma outra garota, eu mesmo te bato.

– Não está preocupado demais com alguém que você nem conhece direito? – John debochou.

– Não me preocupo com ela, mas seria covardia bater em uma magrela. – Seifer podia ser chato, inconveniente e brigão, mas não gostava de envolver mulheres em brigas de homens. – E pelo que eu sei... Você não hesitaria em bater nela nem por um momento. – Naquele momento, Naminé gelou no lugar em que estava. A garota nunca pensou que o monte de músculos podia bater nela sem dó nem piedade, mas sua expressão continuava a mesma, ela fazia questão de se mostrar confiante.

– huh. – John exclamou antes de sentar-se no lugar, Seifer olhou pra garota loira, que já se sentava também. – Nunca pensei que estaria ajudando eles...

– É melhor baixar a bola, perdedor, eu não to ajudando ninguém, só não quero ver covardia nessa sala. – Seifer olhou-o friamente. – Espero que tenha entendido. – E foi se sentar em seu lugar, a quarta carteira, logo atrás de Fuu. O professor chegou logo em seguida e a aula de matemática começou.

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O dia decorreu normalmente até a quarta aula, educação física não era exatamente a especialidade de Sora, na verdade odiava a parte do alongamento, principalmente pelo fato da quadra ser bem perto do pátio do intervalo, Sora odiava fazer alongamentos com platéia, principalmente na parte de ter que colocar as mãos no chão sem dobrar os joelhos.

– Vamos, Sora! Mostre que existe vitalidade nesse corpo.– O professor o incentivava a colocar as mãos no chão, sem sucesso.

– Riku, como você faz isso? – Sora falou pro garoto ao lado, que alcançou o chão sem problema algum.

– Sei lá... É fácil. – Riku sorriu, se levantando em seguida. Sora se levantou também, reclamando de suas dores.

– Ok, agora eu quero cinco garotas aqui na frente. – Em seguida Kairi, Fuu e mais três garotas deram um passo à frente.

– Sora vai pro time da Kairi. – O professor falou e assim foi seguindo, Kairi fez questão de chamar os amigos. O time em que Fuu ia jogar primeiro contra o time da outra garota, o que vencesse jogaria com o que Seifer estava e assim sucessivamente, o time de Kairi ia ser o ultimo a jogar. Enquanto iam se sentar nas arquibancadas, Sora alcançou Kairi e os dois começaram a conversar, Riku estava um pouco atrás, hipnotizado pelo traseiro de Sora. Na verdade estava impressionado em como Sora tinha o quadril equilibrado com os ombros, era algo que deixaria qualquer garota do colégio no chinelo.

– Você podia fingir que está interessado no jogo... – Naminé tirou Riku de seu transe.

– Mas eu estou. – Riku tentou disfarçar, mas Naminé olhou pra ele novamente.

– Claro que ta, sou eu que to pagando um pau pra bunda do Sora! – Naminé falou revirando os olhos. Eles se sentaram e observaram os jogos de basquete, partido com dez minutos cada. O time de Fuu ganhou a primeira partida, mas perdeu pro time em que John estava.

– Ainda bem que somos os últimos... – Kairi falou sorridente.

– Por quê? – Sora olhou pra amiga.

– Eu não quero enfrentar esses "ogros"!– Kairi riu novamente, mas sua expressão mudou quando o apito tocou. O time de John tinha vencido novamente, ao ver o quarto time entrar em quadra, ela sentiu um frio na barriga. Não queria nem ver o que ia acontecer quando o time dela jogasse. – Sora, Riku e Namine, nada de ficar arranjando briga a toa! – Kairi falou olhando pros três – E você também, Hayner, que eu sei que você gosta de uma briga! –Hayner olhou pra ruiva e deu os ombros.

– Que seja... – Não queria saber se ia se dar mal ou não, afinal, já tinha brigado tantas vezes na escola que não ia se importar com mais um aviso aos seus pais. Os dez minutos se passaram mais rápido que eles esperavam, o quarto time perdeu por dois pontos, Kairi sentia o frio na barriga novamente, agora era a vez do time dela jogar. Com certeza iam perder, mas não era com isso que a ruiva se preocupava, e sim com o fato de John querer implicar com eles.

– Vamos lá... – Naminé se levantou e foi até a quadra, se colocando à frente, Riku acompanhou a loira, Sora ficou mais atrás, junto a Hayner e Roxas. Kairi suspirou e foi pra posição mais ao fundo. Nos primeiros momentos, o jogo foi sossegado, o time de Kairi foi pro ataque. Naminé quicou a bola duas vezes e passou pra Roxas, que estava mais a frente. Roxas quicou a bola enquanto corria, passou pra Hayner, que ia fazer cesta mas a marcação estava muito em cima. Procurou rápido alguém. Tinha que ter alguém do seu time livre. Sora! Sora estava sem marcação.

– Sora! – o loiro jogou a bola.

– O quê? – Sora não estava nem prestando atenção, e se desesperou quando viu a bola laranja vindo na sua direção. Ele a pegou, e tentou jogá-la no garrafão, mas não conseguiu acertar e eles perderam a bola. Sora suspirou triste.

– Valeu por tentar, Sora. – Hayner sorriu pro amigo. Sora sorriu de volta, iam ter mais chances de fazer cestas. Antes que eles pudessem falar algo mais, John passa quicando a bola e esbarra em Sora, fazendo-o cair no chão. – Hey? – Hayner falou.

– O que foi princesa? Delicada demais pra jogar basquete? – John zombou. Sora olhou irritado pra ele e se levantou.

– Não enche, John. – Foi a única coisa que ele pode pensar em dizer.

– "Não enche"? – John deixou a bola cair e se aproximou de Sora. – É a única coisa que consegue dizer, Princesa? – Sora olhou pra cima, sem mudar a expressão. O monte de músculos sem cérebro não o deixava assustado.

– Pare de me chamar assim! – Sora falou irritado.

– Eu te chamo do jeito que eu quiser, princesa. – John falou confiante pegando Sora pelo colarinho – E é melhor você não me irritar mais, se não eu - – o garoto foi interrompido por uma bolada no rosto, Sora cai no chão.

– Ai... – Sora olha pra trás e vê Riku se aproximando. – Riku? – o maior o ajuda a se levantar.

– Você está bem? – Riku pergunta.

– To. – Sora olha pra Riku. Ele tinha atirado a bola em John? Era o que o moreno se perguntava. John olhou para os dois, irritado.

– Veio defender sua princesa? – Zombou ele.

– É melhor você não tocar nele novamente, se não eu... – Riku falou em tom ameaçador.

– Se não você o que? – John olhou fixamente pra Riku – O que eu posso esperar de duas moças como vocês? – Dessa vez foi demais. – Que tal você e sua namoradinha baixarem a bola? – Riku estava aguentando por muito tempo, ele pode sentir cada célula de seu corpo ser tomada pela raiva. O garoto não aguentou e avançou, socando o nariz de John.

– Riku, não! – Kairi gritou de onde estava, Naminé tentou impedir, não queria que seus amigos se metessem em confusões, mas foi segurada por Hayner e Roxas.

– Maldito! – John colocou a mão sobre o nariz, tirando em seguida pra ver o sangue escorrendo. – Eu vou acabar com você! – E a confusão começou, e logo alguns amigos de John entraram na briga, assim como Sora, Hayner e Roxas. Naminé queria que eles parassem primeiro, mas depois começou a torcer pelos amigos.

– Gente para, por favor. – Kairi pediu em voz alta. – Quer saber? – Ela se aproximou de onde os garotos estavam, limpou a garganta e gritou bem alto: – DA PRA PARAR? – todos pararam e olharam pra ruiva. – NÃO AGUENTO MAIS! SE VOCÊS NÃO PARAREM AGORA, EU MESMA BATO EM TODO MUNDO!

– O que está acontecendo aqui? – A voz do professor veio a tona nos ouvidos de todos, pareceu até soar mais alto que os gritos de Kairi.

– Que droga. – a ruiva suspirou.

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Cloud nem gostava do filme que estava passando na televisão, odiava assistir dramas. Principalmente com Leon. Estavam sozinhos na casa dele, abraçados no sofá e assistindo a parte final de Antes do dia terminar.

– Cloud? – Leon olhou pro loiro, que desviou o rosto, tentando esconder as lágrimas. – Você está chorando?

– Não. – Cloud secou as lagrimas rapidamente e continuou a olhar pra tela.

– Está sim. – Leon sorriu e olhou pro rosto de Cloud. – Não precisa esconder, eu também estou. – Leon sorriu apontando pras próprias lagrimas. Cloud se aconchegou mais e voltou a ver o filme. Na tela, a mulher entrou no taxi e perguntou se o namorado não ia entrar, então ele olha pra ela e fala do amor que eles construíram e de como ele se sentia em relação a ela. Em seguida, ele entrou no carro e eles seguiram até a esquina, quando um carro bate no taxi e mostra em como ele a protege da batida. Um soluço bem audível veio de Cloud.

– Cloud?

– Nem vem, Leon. – Cloud olhou pra Leon.

– Eu não ia dizer nada. – Leon deu um beijo estalado na bochecha de Cloud, descendo pelo pescoço, dando chupadas em algumas áreas. O telefone toca, Leon abaixa o volume da televisão e vai atender. – Alô? Sou eu, por quê? – Leon ouvia atentamente ao que a voz no telefone dizia, Cloud não entendeu muito bem ao ver a expressão que Leon fez em seguida.– O Sora? Ah, sei... O Roxas também... – E olhou pra Cloud. – Eu estou com o irmão dele aqui comigo... Sei... Eu já estou indo ai. – e desligou o telefone.

– O que houve? – O loiro perguntou.

– Nossos irmãozinhos entraram em uma briga.

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– Mas por que eu tive que vir junto?– Kairi reclamava emburrada. Quem não ficaria irritado numa situação daquelas? Seus amigos tinham brigado e ela tinha que pagar o pato também?

– Por quê? Você gritou com toda sua força, aposto que os terceiros anos te ouviram!– Hayner falou se esparramando na cadeira. – Você me deu medo lá.

– É só a primeira vez no ano que você vem pra diretoria. – Roxas falou. – Pior eu e o Hayner.

– Você fala como se vivesse vindo pra cá varias vezes e... Ah, esqueci com quem eu to falando. – Kairi revira os olhos e volta a sua crise. – Quero só ver o que o Axel vai falar pra mim!

– O Axel vem? – Roxas falou alarmado.

– Claro. – Kairi olhou pra ele. – Por quê?

– Nada. – Roxas coloca os cotovelos nas coxas e apóia o rosto nas mãos.

– Sei... – Kairi suspirou e cruzou os braços. Nas cadeiras ao lado, Riku e Sora estavam quietos, pensando em como seus responsáveis iam reagir. Briga nunca foi algo pra eles se preocuparem, mas justo no dia em que Leon tinha folga, o John tinha que implicar com ele. Ele tinha que chamá-lo de princesa, e tinha que provocar o Riku.

– Nem reclama Kairi, o meu pai e o Tio do Riku vão ter que sair do trabalho pra vir aqui na escola. – Naminé andava de um lado para o outro da sala. Riku apenas olhava pro chão, pensativo demais pra prestar atenção nos outros. Como ia explicar ao seu tio que ele tinha começado a briga? Como ia explicar o porquê da briga?

– Riku? – Sora olhou pra ele. – Você está pensando o mesmo que eu? – Sora tinha os olhos, antes azuis claros e alegres, embaçados e confusos. Riku balançou a cabeça afirmando. – Como nós vamos explicar pra eles?

– Eu acho... Que o melhor a fazer é falar a verdade. – Riku aproximou-se de Sora, abraçando-o.

– Mas e se...? – Sora sentiu o indicador de Riku pôr-se sobre seus lábios, silenciando-o. Os olhos dele, como se perdia nos olhos de Riku. O verde água contrastava com os cabelos brancos e a pele mais clara. Sora pensava em como alguém tão bonito tinha se apaixonado por alguém tão normal como ele?

– Não pense assim. – Riku acariciou o rosto do menor – Vai ficar tudo bem. – e sorriu. Era sempre assim, Riku acalmava Sora, o protegia, mesmo sabendo que o garoto podia se cuidar sozinho.

– Hayner, como você não fica preocupado? – Naminé perguntou parando de andar.

– A verdade é que...

– Hayner. – um homem louro entrou pela porta que dava acesso a diretoria.

– Oi, pai. – Hayner se levanta meio sem jeito, enquanto o pai dele se aproximava.

– Espero que seja algo mais importante pra ter me tirado de casa desse jeito, mocinho. – Hayner suspirou e tentou argumentar, mas o homem o interrompeu novamente. – E espero que não seja outra briga com o Seifer, por que você sabe que eu cansei de me desculpar com a mãe dele.

– O que eu posso fazer, é ele que sempre começa a briga. – Hayner falou dando os ombros – E não foi nada disso não, se não nem teriam chamado o senhor.

– Quero só ver. Se for algo sério de novo, eu juro que sua mãe vai saber disso!– O homem falou, Hayner engoliu seco, em seguida uma mulher baixa abriu a porta da diretoria e o chamou.

– Senhor Bastian? – ela perguntou, e ele olha para a mulher e sorri.

– Ola de novo, Flora. – Eles se cumprimentaram de longe – Vim ver o que meu filho fez, de novo.

– Só você chegou até agora? – Flora pergunta e Bastian assente. – Pode entrar, Yen Sid o espera. – Bastian entra na sala, Hayner suspira e se joga na cadeira, ao lado de Roxas.

– Vê Naminé? Minha mãe trabalha, enquanto meu pai cuida de mim! – Hayner sorri. – Acho que como a briga era dos dois ai, eu me livro dessa.

– Por que você quase entrou em choque quando as palavras "Sua Mãe" foram citadas? – A loira perguntou.

– bem... He, he... É que sabe... Minha mãe é meio rígida... – Hayner sorriu, a porta se abriu novamente e entraram Xehanorth e Ansem por ela.

– Naminé. – Ansem foi até a filha e começou a avalanche de perguntas. – Você está bem? Te machucaram? Não quebrou nada, não é?

– Eu to bem, pai. – A loira responde sorridente. – Quem brigou mesmo foram os rapazes. – a expressão preocupada de Ansem se desfez e o Homem abraça a filha.

– "Rapazes" nada, quem brigou foram o Riku e o Sora! – Hayner falou e Naminé olhou pra ele, o repreendendo.

– E você não entrou na briga? – Roxas falou dessa vez.

– O importante é que o Riku e o Sora começaram a briga! – Hayner olhou pra porta da diretoria, Xehanorth olhou para Riku.

– O que foi? – Riku falou olhando pro tio – Foi o idiota do John que começou.

– Mas você entrou no embalo e se meteu nessa enrascada. – Xehanorth diz em tom repreensivo. Riku suspirou e olhou pra baixo, Xehanorth se aproximou dele e se abaixou para poder olhar nos olhos do sobrinho. – Riku, por que se meteu com aquele garoto?

– Tio, eu... – Riku olha pra Sora e depois pra Xehanorth novamente. – Eu quero... Não, eu e o Sora queremos falar, mas não aqui.

– É algo tão importante que o faria brigar com outro aluno? – Riku afirma com a cabeça, enquanto Sora estava surpreso com o que o namorado tinha dito. – Então...

– Senhores? – Flora pergunta – Como posso ajudá-los?

– Viemos falar com o Diretor. Sou Ansem, pai de Naminé. – o Homem Loiro fala, ainda do lado da filha. – Ele é o responsável por Riku, Xehanorth.

– Ah, sim. – Flora sorri – Sr. Ansem o diretor já vai atendê-lo e... – A porta se abre novamente, Cloud e Leon chegam dessa vez. – Deus, como hoje está movimentado... – Flora falou, olhando pros dois rapazes e se surpreende. – Leon!

– Como vai, Flora? – Leon Sorriu ao ver Flora. – Vim ver o que meu irmãozinho aprontou.

– Já faz algum tempo, não? – Flora falou e Leon sorriu – Olá Cloud, veio fazer o mesmo de sempre? – Cloud afirmou com a cabeça. – Pelo menos não é o Seifer dessa vez.

– Agora as coisas ficaram estranhas. – Cloud falou sem mudar muito a expressão, mas Flora riu.

– Yen Sid já pode atendê-los. – Todos os responsáveis iam entrar na diretoria, mas flora os interrompeu antes. – Leon, o diretor quer falar com você e Xehanorth em particular. – Ansem e Cloud entraram na diretoria, Leon e Xehanorth se olharam e olharam pra Riku e Sora em seguida. Os quatro esperaram em silencio a vez deles, Axel não chegou muito depois, falou com Kairi e entrou na sala do diretor assim que o pai de Hayner tinha saído.

– Vamos, Hayner. – Bastian falou e Hayner levanta se despedindo do pessoal. Depois foi Ansem, seguido de Cloud e Axel.

– Vamos, Naminé. – Ansem falou, Naminé obedeceu e acompanhou o pai. Cloud apenas olhou pra Roxas, que foi o mais rápido possível.

– Kairi. – Axel falou e Kairi foi até ele, esperando ouvir algum sermão. – Que bom que não se machucou. – A garota não entendeu, mas sorriu. – Tchau Riku, Sora... – Axel fala em tom cansado – Tchau, Roxas. – e abre um sorriso, ainda cansado, mas simpático.

– T-Tchau. – Roxas falou envergonhado.

– Até depois. – Kairi falou, saindo junto ao seu irmão em seguida.

– Sabe, Roxas, eu não gosto do jeito que esse cara te olha. – Cloud falou emburrado.

– Ah, Cloud, você que é paranóico. – Roxas falou – "Eu bem que gostaria que ele me notasse de verdade..." – Roxas completou com o pensamento.

– Sei... – Cloud olhou pro irmão – Vamos pra casa. Te vejo depois, Leon. – Os dois saem da sala e Flora chama Leon e Xehanorth. Os dois entram na sala deixando os garotos apreensivos, lá dentro Yen Sid os esperava sentado atrás de sua mesa de madeira.

– Bom dia, Diretor. – Xehanorth falou.

– Bom dia, Sr. Xehanorth, Leon. – Ele respondeu – Acho que gostariam de saber por que eu os tirei de seus trabalhos ou afazeres para virem aqui hoje, certo? – Os dois assentiram. – Bem, eu vou direto ao ponto: O namoro de Sora e Riku Está causando certo problema na escola. – Yen Sid falou, Xehanorth e Leon se surpreenderam com o que o diretor havia dito.

– o Riku e o Sora? – Leon falou.

– É Leon, deve ser de família. – o diretor brincou e Leon ficou sem jeito, mas não perdeu a postura. – Vocês ainda não contaram pras suas famílias ou...

– Espera, Diretor! Como assim, namoro? – Xehanorth pergunta, surpreendendo Yen Sid.

– Vocês ainda não sabiam? Por que toda a escola só fala nisso. – o diretor viu os dois rapazes à sua frente ficarem pasmos com a notícia. Riku e Sora estavam namorando e ainda por cima os dois eram tema de fofocas na escola?

– Eles não disseram nada pra nós. – Leon falou cruzando os braços. Por que Sora não falou nada? Tinha medo da reação que ele teria? Ou seria apenas fofoca da escola mesmo? Xehanorth estava realmente arrasado, havia cuidado dele desde criança, nunca tinha imaginado que Riku esconderia algo assim dele.

– Acho melhor vocês conversarem com eles, pra esclarece melhor esse assunto. – Yen Sid sorriu, se lembrando de alguns anos antes, quando Leon entrou nessa mesma sala pela primeira vez pelo mesmo motivo, estava defendendo um "amigo". – Afinal, pode ser apenas fofoca de escola.

– Nós vamos. – Xehanorth falou decidido a ouvir da boca de Riku o que estava acontecendo. – Pode me dizer o que houve hoje pra eles terem parado na diretoria?

– Não falaram pro senhor? – Xehanorth negou.

– Me ligaram falando que era por causa de uma briga.

– E foi. – Yen Sid falou, se levantando. – Parece que na Educação física John derrubou Sora no chão, os amigos dele disseram que a discussão começou quando John o chamou de... Princesa. Eles discutiram alguns momentos, John foi agressivo e Riku jogou a bola de basquete no garoto e a briga começou. – Yen Sid sabia de todos os mínimos detalhes, não é como se estivesse lá, mas a diretoria estar de frente para a quadra j´qa ajudava bastante.

– Mas o que o resto do pessoal tinha a ver com isso? – Leon perguntou.

– Parece que Hayner e Roxas entraram na briga, a Naminé se envolveu na bagunça e a Kairi parou a confusão gritando com todos.

– E esses são os amigos que eu deixo meu irmão andar. – Leon sorriu discretamente, não deixando seus lábios se arquearem muito. – Acho que já terminamos, não é?

– Sim. – Yen Sid falou. – Não briguem com eles, aposto que eles não tiveram má intenção. – Leon e Xehanorth assentiram e foram até a saída, mas o diretor chamou-os antes.

– Espero que você tenha essa mesma coragem pra falar pros seus pais. – Yen Sid sorriu e Leon entendeu na hora e concordou. Os dois finalmente saíram da sala.

– Ficará tudo bem. – Riku falou acariciando os cabelos de Sora. Leon olhou pros dois e várias lembranças vieram a sua mente, e ele sorriu com isso.

– Sora, Riku? – Xehanorth falou sorrindo, os dois olharam pra ele e Leon – Vamos pra casa, temos que conversar.

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Os quatro estavam na casa de Leon, Riku e Sora sentados no sofá da sala, tensos.

– Queremos uma explicação. – Xehanorth estava em pé olhando pros dois que estavam sentados no sofá.

– Mas não explicaram lá na escola? – Sora tentou se livrar.

– Claro, mas tem muita coisa que eles falaram que nós não entendemos. – Leon falou sério.

– O que vocês queriam, falando com um filosofo como Yen Sid, ninguém entende o que ele fala. – Riku fala sorrindo tentando achar algum argumento pra prolongar a conversa o máximo possível.

– Na verdade a frase que nós não entendemos foi uma das mais claras que ele já falou. – Leon sorriu ao ver o rosto de Sora e Riku.

– E que história é essa de vocês dois serem o assunto da escola inteira? – Xehanorth olha pros dois, que se olharam e Riku cochicha ao ouvido de Sora.

– Acho melhor falarmos de uma vez.

– Você acha? – Sora olhou pra Riku. – Uma hora ou outra eles iam descobrir mesmo, não é?

– Então? – Xehanorth perguntou.

– Tio Xehanorth, Leon. – Riku pegou fôlego – Eu e o Sora estamos namorando faz um tempo isso não era problema até o dia em que eu tentei fazer o teste pro time de basquete porque eu dei um beijo na bochecha do Sora quando o treino tinha terminado então um tal de Alex começou a falar um monte de coisas daí eu... – Riku havia começado a falar rapidamente e sem pausas.

– Calma Riku, uma coisa de cada vez. – Leon falou pro garoto. – Agora, do começo.

– Bom, começou no fim das férias de verão... – Riku explicou tudo, desde a brincadeira do verdade ou desafio, até a briga da aula de Ed. Física, os dois homens ouviam atentamente a narração de Riku.

– Por que vocês não falaram com a gente? – Leon perguntou. Sora e Riku ficaram em silencio, fazendo Leon suspirar. – Não importa agora... – Os dois garotos se olharam sorrindo. Leon e Xehanorth tinham aceitado fácil assim? – Mas como castigo pela confusão na escola, você vai lavar a louça acumulada de ontem.

– O quê?

– Esperava sair fácil assim dessa? – Leon riu, Sora se levantou e foi desanimado pra cozinha – Agradeça por estar morando comigo, se fossem o Pai e a Mãe, você ia ficar pelo menos um mês de castigo. – Leon se gabou.

– Riku, vá ajudar o Sora. – Xehanorth falou. Riku não protestou, simplesmente obedeceu seu tio, se levantando e acompanhando Sora até a cozinha. Xehanorth suspirou balançando a cabeça negativamente.

– Acho que agora somos parentes. – Leon falou.

– Eu penso que sim... – Xehanorth sorriu um pouco

– Pois é... – Leon falou pensativo – Os garotos se conhecem desde pequenos, se vêem todos os dias na escola e no trabalho... Como nós, que convivemos com eles todos os dias não notamos isso?

– Eu admito que não tenha passado muito tempo com Riku, mas não faço idéia do porque dele esconder isso. – O homem de cabelos prateados falou.

– Insegurança. – Leon falou se levantando, ele andou até a porta da cozinha e olhou através do vidro, vendo Riku e Sora lavando a louça enquanto molhavam e sujavam de espuma um ao outro. – Medo de você não aceitar, ou proibir.

– Sei. – Xehanorth falou vendo os dois brincando na cozinha. Em meio a confusão, Sora acabou escorregando e caiu no chão, levando consigo um dos copos. O jeito que Riku se preocupou em saber se Sora estava bem, o jeito que o abraçou fez Xehanorth perceber algo. – "Eles são um casal. –" E essa era a verdade naquele momento. – Sabe Leon, você fala como se tivesse passado pela mesma experiência. – Xehanorth viu um sorriso surgir no rosto de Leon.

– Isso não é importante agora. – Leon falou. – Agora temos que pensar no que seria melhor pra eles.

– Acho que devemos deixá-los namorar. – Xehanorth falou olhando através do vidro os dois garotos, ali sentados no chão molhado, trocando olhares.

– E você acha que podemos separar esses dois? – Leon deixou um sorriso de canto surgir em seu rosto. – Mesmo que fizéssemos, não estaria certo.

– Eu também acho. –Xehanorth falou em seguida Leon empurrou a porta da cozinha e os dois entraram vendo Riku e Sora se levantarem constrangidos, desviando o olhar.

– Garotos, nós temos uma noticia. –Xehanorth falou seriamente, os garotos se levantaram ansiosos com o que os mais velhos tinham pra dizer. – Eu o Leon conversamos e já decidimos. – As palavras fizeram Riku sentir como se tivesse borboletas voando em seu estomago, insegurança era o de menos. O coração acelerou, sentia que o ar lhe faltava, mas bem naquele momento, sentiu uma mão menor pegar na dele e apertar fortemente. Não precisaram se olhar, naquele momento, ambos sabiam que podiam contar um com o outro. Viesse o que viesse, estariam juntos pra sempre.

– E decidimos que vocês podem namorar. – Leon falou. Sora abriu o maior sorriso da vida dele e agarrou o pescoço de Riku, sem poder conter a emoção. Riku beijou Sora com alivio no peito. Leon pigarreou e os dois garotos se soltaram, os dois estavam ruborizados. – Bem, agora que tudo se acertou, eu vou ligar pro Cloud, que eu tenho algumas coisas pra falar com ele. – Leon saiu e em seguida Xehanorth ouviu o toque do celular e o atendeu.

– Alô? Sei... – Xehanorth saiu da cozinha deixando Riku e Sora sozinhos. Sora sorriu novamente e os dois se abraçaram. Sora não podia se conter, estava assustado, pois não sabia como Leon reagiria.

– Sora... – Riku encheu Sora de beijos. – Que bom que deu tudo certo.

– É... – Sora acomodou a cabeça na curva do pescoço de Riku.

– Meninos, eu vou ter que voltar pro laboratório, tem trabalho acumulado. – Xehanorth entrou na cozinha e viu os dois garotos abraçados e pigarreou pra chamar-lhes a atenção. – Eu... Já vou. Cuidem-se ok? – Riku viu o tio se despedir de Leon e sair. Leon não demorou muito no telefone, pois ia sair também.

– Tchau pra vocês. – Leon abriu a porta da frente – E não se esqueçam do trabalho. – ele saiu.

– Temos trabalho ainda! – Sora ficou alarmado com o que seu irmão mais velho disse. – Eu tenho que me trocar. – Sora foi até as escadas e olhou pra Riku. – Você também! – Riku sorriu e foi até a porta, abrindo-a. Escutando os pesados passos que Sora dava em direção ao seu quarto, Riku foi até sua casa, se trocar e esperar os gritos de Kairi os chamar. As coisas estavam acontecendo rápido demais pra todos eles, mas Riku sabia que o mais difícil ainda estava por vir. Pois Leon e seu Tio aceitaram, mas ele não sabia como os outros parentes de Sora iam reagir. Porem estando juntos, sabia que eles dariam um jeito.

Continua...

N/A: Lali-how povo que eu amo demais! O capitulo demorou de mais, eu admito! . Não me matem não! Sabe como é... As provas de fim de bimestre me deixaram louca e eu não conseguia me concentrar direito... Mas eu terminei o capitulo seis! Viva! Espero que tenham gostado.

Eu sei, aquele John mereceu umas porradas! A Kairi colocou ordem na bagaça (Adorei essa parte, sinceramente)! Seifer e seu espírito justiceiro(pose de super-herói), isso foi realmente estranho... Mas qual é, nem o Seifer deixaria o monte de músculos machucar Namine, afinal, ela já virou a Magrela da sala.

Um fato que eu acho que vocês notaram, Xehanorth, que com tanto entusiasmo e felicidade eu escrevia assim: Zehanorth; na verdade se escreve assim: Xehanort. Me desculpem pelo erro, eu corrigirei isso, então pode ser que o próximo capitulo demore um pouco.

Bem, até a próxima! o/