Capítulo III

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Logo que elas entraram na sala de reuniões a primeira ação de ambas foi procurar por Adrian, mas este surpreendentemente não estava na sala, trocaram um olhar que revelava a preocupação de ambas, afinal era de costume que o amigo chegasse primeiro que todos, os aguardando. Nesse momento sentiram alguém tocar em seus ombros delicadamente, viraram-se e se depararam com o moreno lhes sorrindo.

-Acho melhor irem para seus lugares. -Comentou sorrindo.

Permitiram-se entreolharem pela segunda vez com desconfiança, porém permaneceram caladas, pelo menos por enquanto. Cumprimentaram os outros presentes ao mesmo tempo em que Adrian mexia em alguns papéis.

Além dos três havia dois aurores e a secretária do moreno. Ela havia pintado os cabelos longos de loiro, usava sempre vestidos curtos e uma maquiagem carregava, o que a deixava um tanto vulgar.

Jéssica nunca havia gostado da secretaria, era atirada demais, e não poderia ignorar o fato que apesar de ser auror formada preferia misteriosamente trabalhar como uma mera secretária, coisa que só decidiu após conhecer o seu noivo dela.

Sem perceber o olhar de reprovação da noiva para com sua secretária, o moreno passou a distribuir cópias do material que carregava para todos os presentes, sua face demonstrava que estava desgosto por algo com relação a missão.

-Este relatório que acabei de lhes entregar é o que recebi ontem a noite do ministério Inglês, devo dizer que as noticias que trago não são tão boas quanto gostaria que fossem, mas antes de falar o porquê preciso explicar melhor esta missão. –Falou procurando uma página especifica. - Se os senhores mudarem para página 5, encontrarão o nosso objetivo principal. - Enquanto falava todos mexiam em seus relatórios.

–Ginevra, sua missão é se infiltrar junto de um auror inglês na cidade de Cambridge, pelos meus dados será uma recém-casada. Ocorre que ultimamente o Ministério recebe informações de magia negra em alguns bairros trouxas e você e seu parceiro terá o dever de investigar discretamente cada um deles e achar os responsáveis, é fundamental que vocês tentem descobrir se há algum relacionamento entre estes incidentes.

-Que espécie de Magia Negra esta sendo praticando? -Perguntou Bob, um auror de 40 anos com cabelos grisalhos.

Adrian respirou profundamente, mas soltou o ar ao remexer em sua pasta de documentos.

Silêncio, era tudo que tinha restado após aquela pergunta feita pelo auror, Adrian parecia concentrado em achar alguma coisa importante antes de responder a pergunta do colega de trabalho, enquanto isso todos olhavam para ele esperando calmamente por maiores informações, ou quase todos, já que a secretária deste parecia mais interessada em admirá-lo.

Jéssica se apoiou em um dos braços e ficou assistindo em silêncio o namorado revirar os papéis, revirou os olhos, conhecendo a organização do noivo talvez fosse demorar para encontra-lo. Procurando se manter ocupada desviou o olhar para o restante dos membros da reunião, Bob e Martins conversavam em sussurros, Gina lia alguma coisa qualquer em seu relatório, sorriu ao imaginar a felicidade dela com aquela oportunidade. Desviou o olhar para Kate - a secretária- a mulher estava com o corpo totalmente virado na direção de Adrian e havia aberto mais um botão da sua blusa revelando assim a peça íntima que usava, seus olhos estavam carregados de promessas indecentes enquanto o secava. Ela praticamente possuía uma placa dizendo "Me Coma".

Com mãos trêmulas, procurou fechar os olhos e se controlar. Sempre soube que a mulher dava em cima do seu noivo, mas ela nunca deixou de forma tão clara.

Ao abrir os olhos, fitou o noivo, este parecia completamente alheio aos olhares da secretária, o que era impossível devido a forma descarada com que lhe olhava. Por diversas vezes haviam discutido sobre isso, ela insistia em mostrar que aquela falsa mulher inocente estava interessada nele e ele dizendo que era tudo fruto da sua imaginação ciumenta. Logo sua mente foi invadida de suspeitas com relação aos dois, afinal haviam começar a namorar escondido, e até hoje, mesmo eles estando noivos, ninguém além de Gina sabia sobre o relacionamento deles. Lógico que existiam boatos, mas em nenhum momento eles foram confirmados por nenhum dos dois, ela até gostaria, mas Adrian insistia em permanecerem daquela forma alegando que assim evitariam maiores problemas com o pai.

Será que ele... Oh, Adrian que não fosse louco de fazer isso com ela, senão procuraria o irmão mais velho de Gina e faria do noivo ração de Dragão.

-Achei! -Exclamou Adrian chamando a atenção de todos a ele.

Profundamente irritada e cheia de suspeitas, desviou os olhos para os relatórios a sua frente, escondendo as mãos ainda trêmulas em baixo da mesa. Era momentos como esse que se amaldiçoava pelo dia em que aceitara namorarem escondidos, não queria aquilo, mas após perceber o ódio que Brian Hart sentia por ela e sua família foi impossível não aceitar.

-Confesso que não fiquei satisfeito com este relatório que me foi enviado, o ministério parece não querer confiar algumas informações para nós, portanto não tenho como afirmar com exatidão o que está acontecendo neste bairro em Cambridge, assim como, o motivo de pedirem alguém daqui ao invés de uma auror deles. –Explicou com sinceridade. - Recebi esta carta de manhã de Arthur Weasley, ministro da magia da Inglaterra, na carta ele me faz um pedido de confiança, conheço este homem e seu caráter e posso dizer que ele tem minha total confiança. –Gina procurou conter o sorriso orgulhoso quando ele mencionou seu pai.

Gina que prestava total atenção no que o amigo dizia desviou sua atenção alguns segundos para amiga, surpreendente a loira estava de cabeça baixa olhando fixamente para o relatório. Pelo canto dos olhos analisou a postura dela, sua postura era mais ereta que de costume e sua respiração estava rápida, se tratando dela aquilo só poderia ser um sinal de que estava com raiva.

-Enquanto estiver em sua missão Weasley, nos enviará relatórios semanais através de sua auxiliar, para isso destaquei a auror Jéssica. –Falou ele com um gesto finalizando a loira, as duas mulheres o olharam de forma diferente, o deixando confuso. – O voo de vocês partem daqui quatro horas, será de Nova York a Londres, direto. Terão tempo de se instalar no hotel que Kate reservou e daqui três dias se apresentaram ao Ministério Inglês.

Alheio as reações deles, lhe estendeu alegremente as passagens, como Jéssica era a mais próxima dele foi ela que de forma brusca as arrancou de sua mão. Confuso arqueou a sobrancelha para a noiva, mas ela desviou o olhar.

Por sua vez, Kate assistiu a cena com esperança e uma alegria mal disfarçada. Aquela maldita não só sabia sobre eles, como também estava feliz em vê-los "brigados".

-Existe mais alguma coisa que precisamos saber, Sr. Hart? –Jéssica lhe perguntou formalmente.

Bob deu uma cotovelada no outro homem, e os dois trocaram olhares divertidos. Gina suspirou sabendo que logo aquela cena seria o assunto de muitos colegas de trabalho.

-Er... Não, acho que já podemos considerar como encerrada essa reunião. - Respondeu ainda confuso.

Levantando-se em um sobressalto, não dando qualquer oportunidade de Adrian aborda-la, saiu da sala. Gina passou por ele e em um sussurro lhe disse que conversavam mais tarde e correu atrás da amiga.

O moreno por sua vez bufou em pura frustração. Nem ao menos se lembrava de ter feito algo para provocar aquela reação dela.

...

Algumas horas se passaram desde a visita do melhor amigo e decidiu que não ficaria mais nenhum minuto trancado em casa, se ergueu pegando o pouco pó-de-flú que ainda possuía. Não era um dos admiradores daquele transporte mágico, porém não daria nenhuma oportunidade para algum paparazzi.

-Recanto do Tom. –Gritou jogando o pó em si ao entrar na lareira.

Ao abrir os olhos estava em uma antessala do Caldeirão Furado, Tom, há muito tempo atrás tinha lhe dado aquela senha para evitar os acidentes que aconteceram nas outras vezes, quando aparecia no meio do Caldeirão Furado e as pessoas se jogavam em cima dele, abriu a porta e logo escutou um berro.

-Pelas barbas de Merlin, é Harry Potter!

Com um resmungo Harry apertou a mão que a mulher lhe estendia, assim como diversas outras. Após conseguir escapar da multidão com a ajuda de Tom, Harry foi para a entrada do Beco Diagonal, antes se cobriu com a capa de invisibilidade.

O Beco Diagonal estava mais movimentado que da última vez que esteve lá, isto se devia sem dúvida as férias escolares que estavam acabando, logo mais um ano letivo iria se iniciar e portanto, famílias entravam e saiam de lojas carregando diversas sacolas de materiais.

Com enorme dificuldade deslizou de um lado ao outro da grande rua, desviando de adultos e crianças empolgadas que iam e vinham de todas as direções. Ao passar pela loja de quadribol sentiu a saudade do tempo em que era ele e Rony que babam pelos novos modelos de vassouras, Hermione por sua vez tinham os olhos brilhando de curiosidade e empolgação na Floreios e Borrões.

Caminhou lentamente pelas ruas graças aos obstáculos, parando apenas ao chegar no número 93. Impossível de não se impressionar com que os gêmeos haviam conquistado após a abertura da loja, tinha sido ampliada e agora ocupava as duas antigas lojas ao lado. Porém, mesmo assim o espaço estava repleto de clientes ansiosos e artigos de brincadeiras.

Em sua fachada ainda era possível ler diversos cartazes cômicos referentes aos comensais da morte e Voldemort, o que na opinião de Harry era um alívio que após tanto sofrimento e percas, tivesse algo para amenizar aquele sufocante sentimento.

Por debaixo da capa tentou adentrar a loja, todavia o número elevado de clientes impossibilitou sua tentativa. Irritado tirou a capa de invisibilidade de cima de si, ninguém pareceu vê-lo, o que de fato agradecia. Todavia, antes que pudesse se iludir com a esperança de não ser reconhecido um garoto choroso esbarrou nele.

-Harry Potter! -Exclamou o garoto, esquecendo-se momentaneamente do que havia lhe feito chorar.

-Shi! -Pediu Harry desesperado olhando para os lados, esperando que ninguém houvesse escutado.

O menino arregalou os olhos mais ainda e tampou a boca com as pequenas mãozinhas, porém era tarde demais, a atenção de todas estavam voltadas a eles. Vendo-se cercado de pessoas desconhecidas, o pequeno voltou a ficar com os olhos marejados, aflito olhava para todos os lados como se procurasse por algo, ou alguém.

Harry sentiu as bochechas esquentarem com o olhar de admiração das crianças, ainda não tinha se acostumado a situações como essas.

-Por favor, deixem o Harry passar. - Pediu Alice em cima do balcão, para conseguir olhá-lo.

Apesar de ter chamado a atenção da multidão, ninguém parecia pré-disposto a cumprir com sua solicitação.

Sentiu pequenas mãos lhe agarrarem as pernas, na altura do joelho, ao olhar para baixo viu a mesma criança que tinha denunciado sua presença olhar a multidão aflito. Com pena, se curvou e o pegou no colo, fingindo não se importar com sua pequena plateia.

-Qual seu nome? -Perguntou paciente.

-Dean. –Respondeu o encarando.

Sorriu e estendeu a mão ao pequeno.

-Prazer Dean, eu sou Harry. -Falou mesmo sendo totalmente óbvio.

O menino apertou a mão do homem e riu, com aquela risada infantil contagiante.

-Eu sei. –Falou divertido.

-Então Dean, onde estão seus pais?

O garoto voltou a olhar em volta de forma agitada, mais logo desistiu e encarou tristemente Harry.

-Não sei, eles sumiram. -Falou fazendo pequenos gestos com as mãos.

Respirou fundo e voltou a olhar em volta, Fred e Jorge vinham em sua direção em passos rápidos, por um milagre misterioso todos respeitavam os gêmeos Weasley, mas o moreno suspeitava que devido a fama de suas peças que faziam todos terem medo de aborrecê-los.

-Olha só Fred, não é o nosso querido herói, Harry Potter?- Falou Jorge falsamente impressionado.

-Vamos ver... Magro igual uma vassoura, cabelos indomáveis, olhos verdes assustados? É ele sim! – Concluiu Fred. – Que honra recebê-lo em nosso humilde estabelecimento.

-Claro que isso só ira acontecer se nossos fiéis e queridos clientes deixarem ele entrar na loja. -Comentou Jorge, olhando a multidão.

Fred colocou a mão em seu pequeno cavanhaque como se estivesse avaliando algo muito importante.

-Seria um tanto arriscado para ele, não é mesmo Jorge? -Perguntou com um sorriso nada inocente em seus lábios.

-Oh...claro, claro, imagine o quanto de apertões em sua parte traseira o nosso pobre e indefeso herói poderá levar. –Falou Fred com um falso tom preocupado. -Se não estou enganado ele até ousou a ganhar de nós quando ficou no oitavo lugar dos traseiros masculinos mais bonitos do mundo bruxo!

O garoto assim como todas as crianças idolatravam os Gêmeos Weasley pela sua irreverência. Em meio ao pequeno dialogo dos ruivos, este não se aguentou e começou a gargalhar no colo de Harry.

-Esta aí algo que não entendo, tenho certeza que minha parte traseira é mais bonita da de todos os que ficaram em nossa frente.

- É visível que a jornalista não teve uma amostra justa da perfeição que...

-Não ouse completar esta frase, Fred Weasley! –Falou Angelina que acabara de chegar.

Angelina era uma mulher linda, de pele morena, seus olhos castanhos constatavam de forma perfeita com seu tom de pele, era alta e esbelta, e ultimamente estava trabalhando como artilheira na seleção da Inglaterra. Todos se viraram para ela surpresos, seu semblante estava contorcido em raiva e suas mãos haviam ido parar em sua cintura.

-Oi amor. –Disse Fred timidamente, sabia muito bem que Angelina tinha aprendido algumas formas de como intimidá-lo com sua mãe, coisa que seria eternamente "grato" a matriarca Weasley.

A morena revirou os olhos, ignorando o olhar do marido e se virando a Harry, abriu um grande sorriso, o que fez Fred resmungar, para diversão de todos.

-Como vai Harry? -Perguntou Angelina simpática.

Harry riu sobre o ar indignado de Fred, piscando de forma sexy na direção da ex companheira de equipe, disse: -Melhor agora, e você?

Ela olhou de esguelha para Fred antes de responder.

-Poderia estar melhor.

Antes que continuassem a perturbar o gêmeo, uma mulher gritou pelo nome de Dean chamando a atenção de todos. Surpreso o moreno viu ela se jogar em seus braços, mais especificamente, no que estava em seus braços, ou seja, o menino que começou a chorar assim como sua mãe.

Alice se aproximou envolvendo a cintura de Jorge, enquanto todos assistiam divertidos. Não era todo dia em que poderiam ver Harry Potter extremamente envergonhado.

-Dean, você quase me mata de preocupação. -Falou a mulher, com a criança agora em seus braços, distanciando suas faces para olhá-lo nos olhos. –Nunca mais saia do meu lado sem me avisar, assim você mata a sua mãe do coração filho!

O garoto a abraçou fortemente e algumas lágrimas inocentes escorreram por seu rosto.

-Eu não fiz de propósito, mamãe. -Confessou agarrando o pescoço da mulher em um abraço. -Eu juro! Não quero que a senhora morra nunca mamãe!

Depois que os dois se separaram a mulher se jogou nos braços de Harry novamente, o moreno estava com os olhos arregalados pela surpresa enquanto ela o agradecia diversas vezes.

-É... Na verdade eu não fiz nada. -Confessou timidamente bagunçando os cabelos.

Percebendo pela primeira vez a atenção que estavam chamando, Alice, desta vez com a ajuda do marido e amigos, conduziu todos para dentro, inclusive o pequeno e encantador Dean e sua mãe. Após muita conversa e muitas fotos que Dean insistiu em tirar com seus ídolos, mãe e filho se despediram deles e voltaram para casa. Os gêmeos com toda a sua persuasão convenceram Harry a se juntar a eles em um jantar na Toca.

...

Adrian com olhos tristes procurava entender a noiva que havia se recusado a atender suas ligações, assim que a reunião acabou e antes que pudesse alcançá-las assistiu a loira seguida da ruiva sumirem.

Provavelmente Gina tinha ido ajudar a amiga a arrumar suas coisas, queria ter tido tempo de falar seus planos com ela antes mas havia fica preso em uma reunião com seus superiores, aparentemente Brian Hart estava tentando dificultar as coisas para ele.

Meia hora depois da partida delas tinha recebido uma coruja de Gina, dizendo para buscá-las em meia hora na casa dela. E foi exatamente o que fez, só não esperava ter sido tratado tão friamente por aquela que se dizia apaixonado por ele. Ela havia até mesmo recusado-se a sentar ao seu lado e como se não fosse o suficiente puxou Gina para o banco de trás o deixando como um perfeito motorista, talvez eu devesse sugerir usar um cape.

Gina se sentia perdida entre a briga dos amigos, sabia que os dois viviam brigando e por diversas vezes se encontrava entre os dois, aquele fogo cruzado a deixava totalmente irritada, mesmo que devesse já estar acostumada com toda a prática adquirida com Rony e Hermione.

O moreno voltou a arriscar-se olhando pelo retrovisor, surpreendeu-se aos seus olhares se encontrarem, mas para sua exaspero ela desviou o olhar emburrada logo em seguida. Céus o que tinha feito para merecer uma noiva tão cabeça dura quanto esta loira?

-Cambridge é uma cidade linda, estou louca para poder passear naqueles lugares antigos, dizem que por ter uma aparência antiga dá um ar muito romântico.

O sinal estava fechado e Adrian aproveitou para frear bruscamente, as duas tiveram o corpo impulsionado para frente mas graças aos cintos nada aconteceu além do choque do corpo ser jogado novamente ao banco. Ele se virou com um olhar cortante para a dona da frase.

-COMO É QUE É?

Jéssica e Adrian trocaram olhares raivosos e Gina desejou ter ido sozinha ao aeroporto.

-O que é o que, Hart? –Perguntou a loira com a voz baixa e perigosa.

-O que VOCÊ quer dizer com isso, Srta. Landon? –Perguntou a encarando com uma mescla de raiva e magoa. –Tem a audácia de dizer na minha frente que quer sair para lugares românticos quando eu, o seu noivo, não irá nesta viagem!

-Tenho a mesma audácia que você, Sr. Hart. Contratou uma secretária que é apaixonada por você, cujo vive lhe paparicando com a SUA permissão. –Respondeu a loira com os olhos transbordando raiva.

Abriu e fechou a boca diversas vezes sem emitir som algum, gostaria de se defender da acusação dela porém a conhecendo aquilo só serviria para mais trocas de farpas. Uma buzina soou no carro atrás e ele percebeu que o sinal estava novamente aberto, com olhar entristecido se virou e colocou o carro em movimento.

Jéssica que esperava por alguma resposta do namorado, sentiu algo dentro dela se contrair ao mesmo tempo em que segurava as lágrimas que queriam ir aos olhos quando ele não lhe respondeu. Ele não se preocupou em negar, pensou amargurada. Sentiu o coração se apertar ainda mais quando o viu ajustar o retrovisor, de forma que sabia mal poderia vê-la.

Depois que conseguiu colocar as malas das duas em um único carrinho voltou até o banco passageiro e pegou uma pasta preta, entregou para a mais próxima dele – Jéssica - evitando qualquer contato entre suas mãos.

-Os crachás darão acesso a sala de reuniões do Ministério Inglês, não os percam de maneira alguma. –Falou em tom sério, deixou seu olhar pairar sobre um velho casal do outro lado da rua. - Cuidei de escrever uma carta ao chefe de aurores com as suas recomendações assinada por mim, entreguem a ele assim que o encontrarem. -A loira o encarava seriamente, parecendo querer dizer algo. –Qualquer problema com a missão é só mandarem um Patrono que encaminharei reforços.

O silêncio predominou entre o trio, Gina ao ver o quanto a amiga era orgulhosa bufou e se dirigiu a Adrian, dando um abraço forte nele e um beijo em sua bochecha.

-Cuide-se. –Pediu, tendo como confirmação um aceno da ruiva.

Virou-se e foi embora deixando os dois sozinhos, Adrian finalmente encarou a loira que por sua vez retribuiu o olhar, nenhum deles sabia o que fazer. Tinham raiva um do outro, por motivos diversos, entretanto não eram capazes de negar que existia um sentimentos muito maiores entre eles.

-Não irá nos acompanhar? -Perguntou Jéssica, tomando coragem.

Adrian apenas encolheu os ombros como se não tivesse escolha e se desencostou do carro, quando passou pela loira pegou o carrinho desta e começou a empurrá-lo para dentro sem dizer nada a "dona".

Encontraram a amiga um pouco mais adiante, ambos estavam distantes um do outro e tinham o olhar contrariado. Gina ao vê-los daquela forma suspirou de forma cansada, tomou a decisão que acabaria com aquilo senão eles ficariam arrasados por não terem se resolvidos antes que partissem para a missão.

De forma decidida parou em frente aos dois, ignorando qualquer olhar estranho que estivesse sobre os três, apontou o dedo ameaçadoramente para a face de Adrian enquanto dizia de forma irritada.

-Acho melhor vocês dois se resolverem logo, porque não quero ver nenhum dos meus melhores amigos sofrendo por uma besteira tão grande. Cuidarei de despachar as malas e nesse meio tempo tratem de conversarem!- Falou Gina, logo depois deu as costas aos dois levando com certo sacrifício o carrinho para longe deles.

-Então... -Disseram juntos.

Adrian sorriu brevemente mais logo desfez o sorriso e tratou de se manter sério, esperou durante um tempo para ver se Jéssica tomava alguma atitude, mas esta parecia querer a mesma coisa dele. Maldito orgulho.

-Você é mesmo teimosa, mais que loira ciumenta eu fui arrumar. –Disse Adrian chamando a atenção desta.

-Como? -Perguntou confusa.

-Não acredito que irá continuar com esta infantilidade Jéssica. -Falou exasperado. –Mais que merda! Eu te amo demais para acreditar que uma besteira de ciúmes pode nos separar.

A loira pareceu se indignar com o que o namorado disse:

-Se sou tão besta, porque continua comigo? –Perguntou com os olhos marejados, ficou de costa para ele e disse com a voz entrecortada. – Então porque não vai atrás da sua querida Kate?

Adrian foi até ela e fez com que a namorada vira-se para si. Seus olhos transmitiam insegurança e tristeza, não disse nada, beijou o mais docemente que conseguiu, se separaram com certa relutância.

-Não acredito que Kate é apaixonada por mim, pelo menos nunca notei nada. –Jéssica revirou os olhos e abriu a boca para lhe dizer algo, mas ele a silenciou com o olhar. –MAS prometo que me manterei o máximo possível longe dela se isso te faz feliz. Talvez peça para Rick transferir ela discretamente para o setor dele. – Isto sem dúvida arrancou um sorriso radiante da namorada, mas o moreno ainda se encontrava sério. –Nunca mais ouse acreditar que te mandei nesta missão para vê-la longe de mim. –Ela fez um ar surpreso e ele arqueou a sobrancelha divertido. –Ora, me dê um crédito, afinal sou chefe dos aurores!

Ela riu e o beijou de forma mais ardente, porém ele teve que a afastá-la ao ouvir o assobio de uns adolescentes a espera do embarque.

-Acredite minha ciumenta, tudo o que mais quero é ficar perto de você. –Ele pegou a mão dela entrelaçou o seus dedos, mas antes que pudesse ir de encontro a Gina disse. –Pelas barbas de Merlin, nada de lugares românticos!

Jéssica riu da cara do namorado e o agarrou em um abraço forte enquanto Adrian a levantava do chão.

...

-Oh Harry querido! -Foi à primeira coisa que ele escutou antes de ser abraçado fortemente por Molly, que lhe prendeu em um abraço sufocante, porém repleto de carinho.

Separam-se deixando um Harry extremamente corado com a respiração ofegante e uma feliz Molly Weasley. Fred e Jorge riram descaradamente da cara do moreno, enquanto Angelina e Alice apenas sorriam discretamente, todos receberam os costumeiros abraços e comentários da Sra. Weasley, antes dela se virar em direção da cozinha, falando com sigo mesmo sobre aumentar os lugares na mesa.

-Aonde vai mamãe? -Perguntou Fred ao mesmo tempo em que se jogava no sofá.

A Sra. Weasley se virou com um largo sorriso para os cinco jovens.

-Irei chamar o resto da família, é claro. -Respondeu empolgada.

-FESTA? -Exclamaram os gêmeos juntos.

As mulheres dos gêmeos reviraram os olhos e fingiram que aqueles dois irresponsáveis não eram seus respectivos maridos. Como o esperado os dois trataram de se afastar delas cochichando animadamente algo em que Harry pode escutar entreouvir algumas palavras que reconheceu como "arranhas" e "vingança", pelo visto Rony iria ter problemas para dormir.

Logo a Sra. Weasley retorna pra sala com um grande sorriso, ao passar pelos filhos e ver a agitação deles solta um suspiro cansado, afinal de contas era mãe deles e os conhecia demais para saber que teriam mais uma amostra da "Gemialidades Weasley". Há muito tempo havia desistido de conseguir que algum juízo entrasse na cabeça daqueles dois, portanto simplesmente deu as costas e voltou para a cozinha, cantarolava canções que deixaria Ginevra exasperada, Gina... lembrar que a filha estava longe a fazia se sentir levemente deprimida, tratou de afastar aqueles sentimento negativos, eles não combinavam com aquela noite em que teria a presença de suas eternas crianças.

Minutos se passaram e Harry ficou apenas observando Winky ir de um lado ao outro organizando a enorme sala, quando tudo parecia pronto ela se virou a Harry e fez uma grande reverência, o fazendo recordar-se de Dobby.

-Oh, Harry Potter, que prazer revê-lo. –Falou a elfo.

-Como vai Winky? -Perguntou Harry simpático.

-Oh muito bem, é muito bom voltar a servir uma casa, principalmente à dos bondosos Weasley. –Falou a elfo doméstica feliz.
Harry concordou com um aceno.

-Tem notícias de Dobby?

Ao mencionar Dobby os enormes olhos castanhos da elfo adquiriram um brilho diferente do comum, e sua pele se tornou um pouco rosada para a surpresa de Harry, este segurou-se para não rir da cara da pobre elfo.

-É... Dobby sempre que pode vem me visitar, Harry Potter pode deixar um recado a Dobby, Winky terá prazer em dar notícias do senhor. Dobby ficará muito feliz em saber que o senhor lembrou-se dele.

-Apenas diga que um dia passarei em Hogwarts para conversarmos. -Falou Harry sem graça.

Olhou para o lado e Angelina e Alice estavam em uma conversa entretida sobre quadribol.

Alice assim como Angelina era jogadora de quadribol, só que a diferença era que jogava no time Appleby Arrows, no norte da Inglaterra, nesse time poderia ter um contato maior com o público e tempo ao seu marido. Há alguns dias havia recebido um convite praticamente irresistível, assim como Angelina, de fazerem parte da seleção da Inglaterra. Porém Alice tinha conversado muito com o marido e ambos achavam que era a hora ideal de aumentar a família.

...

-Folgada! -Jéssica resmungou para a parceira.

Gina estava com um sorriso triunfante sentada na poltrona que dava para a janela, enquanto Jéssica sentava na que dava para o estreito corredor. A americana ao ver a alegria da amiga bufou e cruzou os braços em um gesto totalmente infantil, passando então a observar o restante dos passageiros que ainda estavam a arrumar sua malas. Após o estreito corredor havia mais duas fileiras, e a menos de um metro de distância haviam um homem de branco, com um terno muito justo para a barriga protuberante e meio careca as secando. Sob aquele olhar asqueroso se remexeu-se desconfortavelmente na poltrona, olhando fixamente para o banco da frente.

Enquanto isso, Gina assistiu com ar divertido a amiga ficar encabulada com o olhar persistente de um dos passageiros e ficou pensando em qual seria a reação de Adrian se estivesse as acompanhando, provavelmente seriam expulsos do avião.

Escutaram o breve discurso da aeromoça sobre segurança e estavam prestes a colocarem os fones de ouvido quando alguém ao lado delas perguntou:

-São modelos? -Era o careca gordinho com olhar pornográfico.

-Não. -Respondeu Jéssica secamente.

-Poderiam ser... -Comentou o homem falou passando a língua pelos lábios.

Eca, pensaram as duas.

-Obrigado, eu acho. -Falou Jéssica com grande esforço. -Se não se importa eu gostaria de assistir ao filme. -Disse apontando para a pequena tela.

Durante alguns minutos ainda tiveram que aturar olhares do homem, e quando a loira se ergueu para ir banheiro o viu a seguir de forma nada discreta. Irritada se dirigiu até uma das aeromoças e comunicou o que estava acontecendo, pouco depois um dos funcionários caminhou até elas as convidando a se sentarem na primeira classe, lançando um olhar ameaçador ao careca do outro lado. Prontamente a seguiram.

Depois disso Gina que estava eufórica em rever a família, a sua casa, começou a tagarelar sobre diversos momentos da infância que compartilhado com os irmãos e amigos.

...

Os primeiros a chegarem foram Rony e Hermione, Fred e Jorge trocariam um breve olhar antes de atacá-los. Fred apertava o irmão em um abraço urso dando fortes tapas em suas costas enquanto Jorge rodopiava Hermione sem parar. Parando eles apenas quando as mulheres os puxaram para longe do pobre casal. Ao soltarem a morena essa foi obrigada a ser amparada pelo noivo, devido a tontura que sentia.

Após muitos palavrões por parte de Rony, risadas por parte do gêmeos e broncas realizadas pela Sra. Weasley, todos voltaram a se comportar normalmente. Harry e Hermione apertaram a mão formalmente, desde que haviam brigado alguns anos atrás se tratavam de forma educada mas fria.

Todos, menos a Sra. Weasley, conversavam algumas banalidades na sala quando Percy e sua esposa Penélope, grávida de seu primeiro filho, entraram. Fred ia se levantar para abraçá-la quando Angelina o conteve de forma brusca.

-Aí amor. –Reclamou o homem massageando o braço puxado. -Sei que você não vive sem o seu Fred aqui, mas precisa me puxar com tamanha força? -Fred enlaçou a cintura dela que o olhou irritada.

-Para de ser descarado Sr. Frederico Weasley, sei muito bem o que o senhor pretendia fazer. Esqueceu que Penélope está grávida seu inconsequente! - Falou dando um tapa no braço do ruivo.

-Mas eu nem fiz nada e já estou apanhando! –Falou se desviando do outro tapa que receberia dela. -Ta vendo mamãe como essa mulher me trata?

Depois disso todos riram, com exceção da Sra. Weasley e Angelina, ambas desaprovavam o comportamento dele, afinal estava muito próximos aos trinta anos.

Molly e Hermione saíram em direção à cozinha com o pretexto de irem ajudar a Winky com a comida, suas alegações era que estavam dando muito trabalho para a pobre elfo. Ninguém ousou protestar, conheciam as duas muito bem para saber que nada que dissessem faria alguma diferença.

O Sr. Weasley foi o último a chegar já que nem Carlinhos, Gui, Fleur e Ginevra poderiam comparecer, pois moravam em outro país.

Logo que Arthur pisou em casa foi recebido pela Sra. Weasley, que o abraçou fortemente. Este riu e lhe beijou os lábios ternamente a fazendo corar pela presença de seus filhos e noras. Harry se encontrava na lista de filhos.

Como o jantar ainda demoraria algum tempo Fred e Jorge decidiram então propor um pouco de diversão, conjurando um tabuleiro de um jogo bruxo, após promessas que nada de estranho, constrangedor ou perigoso fosse acontecer todos concordaram em participar, inclusive Arthur.

Cada ponto que um dos gêmeos marcava pequenos fogos de artifício explodiam um pouco acima de suas cabeças. Harry foi o primeiro a ser eliminado, sendo seguido por Alice e Penélope, sem conseguir se concentrar no jogo que praticamente estava no começo e também não muito disposto a participar da conversa das duas mulheres sobre o bebê, decidiu dar uma volta até a hora que o jantar fosse servido.

-Então aqui é a famosa A'Toca. -Comentou Jéssica largando suas malas de qualquer jeito no gramado.

Não houve resposta, Gina apenas olhava fixamente sua antiga casa. Sentiu os olhos encherem de lágrimas ao mesmo tempo em que um nó se formava em sua garganta. Tinha muita saudade daquele lugar, era o seu lar, o seu refugio. Foi tão difícil abandonar tudo e partir para um país desconhecido, mas sabia que tinha feito o certo, não poderia ter ficado, principalmente não depois que se viu sozinha e apavorada pelo rumo em que sua vida se direcionava.

O jardim continuava imenso e bem cuidado. Daquele lugar que estava conseguiu ver sua árvore favorita, estava um pouco distante mais era indiscutivelmente ela. Deixou um leve sorriso surgir em seus lábios, havia praticamente passado toda a sua vida em cima daqueles galhos se escondendo de todos, lá era o lugar onde o seu mundo de fantasia poderia ser alcançado.

Ao longe viu seis malditos gnomos retornarem aos terrenos da toca. Riu e uma lágrima escorreu por sua face, algumas coisas não mudariam nunca e uma delas era aquelas criaturas mordedoras insistentes.

-Bonita a casa. –Comentou a loira atrás de si. –Aliás, o lugar é lindo!

Virou-se para a amiga e deu sorrindo.

-Me lembro até hoje o quanto difícil havia sido para deixá-la reta, antigamente ela possuía 7 andares e era totalmente torta, só Merlin sabe o tanto de magia era preciso para mantê-la em pé. -Falou de forma divertida.

Passou a admirar a casa branca e vermelha dos pais da ruiva, era enorme, tinha 4 andares uma enorme varanda cercada de flores, e um grande jardim, se olha-se mais adiante poderia até mesmo enxerga o começo de um lago. Um lugar perfeito para uma família perfeita.

-Vamos?- Perguntou Jéssica.

-Vamos! -Respondeu puxando todo ar que conseguia para os pulmões.

Deixou suas malas jogadas de qualquer forma no gramado, sabia que depois poderia pedir a ajuda de alguns de seus irmãos para aquilo, junto de Jéssica caminharam até a varanda, ao pisar Gina encarou a amiga com insegurança.

-Deveria ter avisado que estava vindo.

Jéssica revirou os olhos impaciente.

-E estragar a surpresa? Sua mãe vai explodir de felicidade! Só eu me lembro dela implorar que você viesse visitá-la umas quatro vezes nesse ano. -Falou a loira com paciência só poderia tentar entender o que amiga estava sentindo, mesmo que nunca tivesse se afastado mais do que um mês do pai. – Largue de lado essa insegurança besta, temos uma enorme família para abraçar, estou até sentindo falta do abraço quebra-costela da Sra. Weasley. –Comentou piscando para a amiga que deu um leve sorriso.

Gina desviou o olhar para a janela e viu algumas luzes coloridas aparecer junto do barulho de pequenas explosões, sem pensar direito sobre o que fazia correu para porta a escancarando, tentou correr para dentro mas se chocou fortemente com alguém que caiu a levando junto.

...

Abriu os olhos e tentou ver exatamente o que tinha esbarrado nele, só que para variar seus óculos haviam sido quebrados pela queda. Tentou mexer o braço mais este estava dolorido de forma que o fez desistir da ideia por alguns segundos.

Estranhou não conseguir ouvir as sonoras gargalhadas dos gêmeos, principalmente naquela situação, procurou novamente alcançar a varinha e desta vez ignorou qualquer dor que poderia sentir.

-Reparo! -Sussurrou apontando a varinha para as lentes do óculos.

Assim que os colocou, seus olhos verdes se arregalaram em espanto ao vislumbrar a imagem de uma mulher ruiva de olhos cor de mel, de pele macia e muito branca. Sua cabeça pareceu rodar por alguns instantes até que seu olhar se desviou ao decote da moça que além de estar em cima dele ainda o mantinha bem perto de seus olhos. Não podia ser ela, mas se fosse porque ela estaria ali, justo agora?

Sentiu um doce perfume de lírios lhe embriagar e sua esperança de estar errado sumiu. Ainda perturbado fez questão de bater a cabeça no chão novamente de forma dolorida, como se a dor fosse despertá-lo de seu secreto pesadelo.

...

Graças ao que tinha esbarrado ao entrar, a queda havia sido amortecida. Sentiu algo macio receber todo o impacto, antes que pudesse fazer qualquer coisa se recordou do motivo que a levou entrar daquela forma, seus olhos fizeram uma pequena busca no lugar a procura de um invasor, mas não encontrou nada além de sua família sentada em volta de um jogo onde fogos de artifício explodiam sobre suas cabeças. Todos a olhavam aparvalhados.

Seu rosto estava cada vez mais quente sob os olhares surpresos e até mesmo assustados de alguns presentes. Reconheceu cada um dos presentes, tratou de dar um sorriso tímido, mas por dentro se odiava por ter feito papel de idiota.

Em baixo de si sentiu alguma coisa se mexer e isso chamou a sua atenção sobre o que tinha esbarrado. Ao se virar pode ver o olhar arregalado de um homem de cabelos bagunçados e olhos incrivelmente verdes. Seu susto foi tamanho que foi impossível conter um grito de espanto ao reconhecê-lo.

-VOCÊ? -Perguntou com raiva, o fazendo encará-la com desgosto.

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N/A: Foi recentemente corrigido por mim, porém estou a espera do arquivo da minha beta.

Qualquer erro me avisem!

Obrigado