Capitulo V:

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Seu olhar buscou analisar cada mínima reação do casal de aurores, sabia que iria lidar com rancor e este elemento era extremamente perigoso em uma missão, mas tinha esperança que ambos conseguiriam colocar de lado os problemas pessoais para trabalharem em equipe. Todavia, se demonstrassem nesse meio tempo que eram incapazes de lidar com a situação, adiaria a missão sem pensar duas vezes.

-Eric Ackles Johnson, é filho do grande empresário Jensen Johnson com a modelo Larissa Ackles Johnson. Larissa morreu quando Eric tinha oito anos, deixando uma grande fortuna como herança para seu filho, o pai como tutor legal administrou toda a fortuna. Logo após atingir os 18 anos, Eric perdeu o pai em um acidente de transito e desde então passou a administrar sua herança. Aparentemente sua falta de experiência chegou a quase ocasionar uma falência. Em meio a isso, Eric começou a se relacionar com uma jovem da mesma idade chamada Melane Padalecki. -Enquanto deu uma leve pausa, pode contemplar os olhos atentos e determinados de cada um dos presentes, por enquanto mostravam-se profissionais acima de tudo, mas algo lhe dizia que necessitavam serem testados antes, ainda tentando elaborar um plano continuou a relatar de forma automática a história decorada do jovem casal de criminosos. -Melane também é de uma família rica, porém ao contrário dos Johnson os meios utilizados pelos Padalecki para enriquecerem nunca poderão ser considerados dignos. Jared Padalecki, pai de Melane, passou a ensinar Eric suas táticas com esperança dele se casar com sua única filha, há dois anos quando Jared morreu Melane e Eric formaram uma quadrilha cujo já roubou milhões de dólares de bancos trouxas.

-Há 6 meses o casal anunciou a data da união oficial dos dois. Casamento este que ocorrerá daqui cinco dias. A imprensa diz que será o casamento do ano e devido a isso será alvo de diversos meios de comunicação. -Revirou os olhos, e depois se virou divertido para falar com eles. -Espero que vocês se divirtam em seus momentos de socialites. –A brincadeira fez com que tanto Jéssica quanto Rony rissem, apesar de saber o quanto difícil seria a convivência para Gina e Harry.

-Quer dizer que no casamento já estaremos disfarçados? O que iremos fazer com os elementos? –Perguntou Harry, fazendo o possível para bloquear qualquer sentimento ou pensamento que não envolvesse a missão.

-Essa parte eu deixo a nossa especialista explicar para vocês. – Falou Kingsley olhando para o relógio. –Ela deve estar aqui em alguns minutos.

Kingsley parou alguns segundos para beber um pouco de água enquanto se largava melhor na cadeira, por cima do copo olhava a imagem do casal, tentando buscar alguma falha em seu plano. Harry que estava calado até o momento pediu permissão a Kingsley para falar, este apenas deu de ombros.

-Não seria melhor prendê-los ao invés de usá-los como disfarce? Há alguma necessidade que sejam eles a entrarem em contato com os nossos comensais? -Perguntou o moreno, nenhuma das mulheres quis admitir, mas estas perguntas também lhe instigaram.

O chefe dos aurores fitou atentamente os poucos membros daquela reunião, por diversas vezes pensou em desistir daquele posto, muitos planos, muitos detalhes, e quase nenhum poderia ser revelado e naquela manhã a rotina se repetia, a única diferença era que aqueles a quem estava ocultando detalhes não eram apenas agentes seus, eram companheiros de guerra.

-Okay, como não tenho alternativa explicarei tudo desde o começo. -Falou enquanto se levantava. -Há exatamente oito anos atrás enquanto nós estávamos em guerra em um bairro de Trinity College morreram dois estudantes Ingleses, as autoridades trouxas nunca descobriram a causa da morte de dois jovens saudáveis, aparentemente sem sinal de envenenamento, ataque cardíaco, ou de qualquer agressão. Não existia explicação para a causa da morte. - Uma imagem de dois jovens substituiu a do casal até então exposta. -O ministério da magia enviou um de nossos aurores que rapidamente constataram terem sido vítimas da maldição imperdoável. Porém eram anos de guerra, qualquer louco partidário de Voldemort poderia ser o mentor de tal crime e naqueles dias difíceis nossa prioridade era outra, portanto inventamos uma causa da morte e paramos de investigar.

-E o que isso tem a ver com o que esta acontecendo hoje? -Perguntou a loira.

Kingsley a olhou com aparente calma perante a impaciência da loira. Sem dúvida seria um grupo interessante e turbulento, seria um trabalho árduo lidar com todos.

-Em breve entenderá. Passaram-se um mês e tivemos novas notícias sobre níveis elevados de magia naquele lugar, crianças sumiram com enorme frequência. Fizemos o possível para descobrir o que acontecia, lamentavelmente o Ministério estava cheio de agente duplos, tínhamos apenas um pequeno grupo de aurores que poderíamos confiar e a cada batalha eles vinham diminuindo, não poderíamos nos dar ao luxo de enviar um grande grupo para lá, mas sabíamos que tinha algo relacionado a Voldemort.

Como de costume, Harry ao escutar o nome de Voldemort sentiu todo o corpo ficar tenso enquanto seus olhos atingiam uma frieza imensurável. Não era fruto de trauma e sim das cicatrizes que aquele monstro deixará em si, sua morte não foi capaz de apagar toda a maldade que o atingiu, assim como, aqueles que ele amava. Nunca seria capaz de admitir, mas temia que ao contrário disso, ao matá-lo havia se tornado um pouco do seu próprio inimigo, pois naquele momento em que o conseguiu desarma-lo se viu sorrindo, repleto de ódio enquanto o atingia com o feitiço que o levou a morte. Engoliu em seco e erguu seu olhar que de repente se encontrou com o da ruiva.

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-... Quer saber Potter? Que você se exploda! Se não acredita em mim o problema é seu! Farei com que se arrependa disso pelo resto de sua vida, lógico, se Voldemort não te explodir com ele antes.

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Transbordando com os sentimentos ruins que lhe tomavam o peito, lançou um olhar gélido a ruiva que durou apenas alguns milésimos de segundos, mas havia sido o suficiente para que ela entendesse do que ele havia se recordado.

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Foi impossível não dirigir o olhar ao Potter após escutar sobre Voldemort, este parecendo sentir o meu olhar retribui por alguns segundos porém o suficiente para lhe assustar, aqueles olhos verdes que um dia a encantaram estavam modificados. Uma coisa que Gina se lembrava era das horas em que passou admirando-o sem que ele tivesse consciência disso, e as iris esverdeados era o que mais lhe chamava a atenção, não apenas pela cor, mas pelo que poderia encontrar através delas, tinham sempre um brilho de receio, amor e orgulho. Foi com trsiteza que perebeu que atualmente eram sombrios, opacos, e toda vez que se perdia neles era como se prometessem sofrimento e amargura eterna.

Lembrou-se do dia em que tudo que acreditava venho abaixo, do dia em que palavras foram jogadas ao ar na intenção de machucar um ao outro e sentiu-se envergonhada de muitas delas.

Será que parte daquele sentimento seria culpa dela? Como Weasley que era, seu orgulho lhe dizia que cada palavra dita anos atrás havia sido merecida, afinal naquela história ela que havia sido a injustiçada. Independente do motivo que o transformou naquela coisa, não se sentiria culpada, pois graças aquele homem tinha se tornado uma estranha na própria família, uma adolescente que no auge da dor sufocante encontrou a única saída, a fuga.

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Kingsley não estava alheio a troca de olhares dos aurores, mas deseja sinceramente que ambos fossem capazes de deixar de lado todo o arrependimento e sentimentos inacabados em prol da missão.

Como amigo dos Weasley e companheiro de guerra de Potter, foi um dos poucos que acompanhara a história dos jovens, ninguém além da Srta. Granger sabia do real motivo que transformara o casal apaixonado em dois inimigos mortais. Entretanto, há quem diga que houvera uma grande traição entre eles. Particularmente não acreditava naquela teoria, provavelmente não haviam conseguido solucionar o mal entendido devido a inexperiência pela pouca idade que tinham na época. Talvez, o destino tinha dado uma segunda chance de uma forma estranha. Todavia isso seria eles que decidiriam. No momento tinha apenas que passar as informações necessárias e esperar que tudo desse certo.

-O bairro permaneceu durante muitos anos na mais absoluta normalidade, entretanto nos últimos seis meses registramos magia negra sendo executada naquele lugar. Até o momento um casal de bruxos foram mortos em sua casa, vítimas da maldição avada kedavra. - A imagem novamente foi substituída pela de um casal que tinha por volta de 20 anos, ambos estavam abraçados sentado em uma mesinha de um barzinho. - Com medo de ser algum grupo de comensal, mandamos um inominável investigar, este se passou por um parente distante que estava interessado na herança da jovem garota, a princípio deu certo pois nosso auror entrou em contato conosco transmitindo seus relatórios semanais. -Kingsley deu novamente as costas para eles, não sem antes Harry notar algo diferente no olhar dele. -Entretanto perdemos contato antes de receber qualquer informação.

-Não vejo como podemos nos infiltrar sem causar suspeitas, se seu auror foi mesmo descoberto eles estarão de olho em qualquer outro morador que se mostre minimamente suspeito. – Comentou a ruiva com desconfiança.

-Concordo senhor, talvez seja melhor reunirmos o máximo de informação possível sem utilizarmos estes disfarces. –Falou Harry olhando pro chefe.

Kingsley pareceu refletir por alguns segundos, mas não pareceu preocupado com o plano.

-Não temos outra forma além desta para conseguir as informações necessárias. Não irei colocá-los como iscas, portanto alerto a todos vocês que será uma missão particularmente demorada, vocês terão que ganhar a confiança deles e para isso acontecer não me importa se irão demorar meses ou até mesmo anos nesses disfarces! –Falou Kingsley fazendo um tremor atingir os dois aurores.

Harry se remexeu na cadeira desconfortável, enquanto semicerrava os punhos.

-Não entendo onde quer chegar com isto. –Confessou seriamente.

-Pode lhes parecer cruel o que irei dizer agora, mas nossa maior preocupação não é com relação as vítimas atuais. Depois que Voldemort foi morto, enquanto vocês provavelmente estavam fazendo seus respectivos cursos de aurores equipes foram enviadas para todos os lugares imagináveis. O trabalho deles eram simples, não permitir que bruxos como os dos comensais da morte voltassem a se repetir, não queríamos, ou melhor, não iremos permitir que mais nenhum lunático volte a se tornar tão forte e confiante quanto Voldemort um dia foi. –Falou Kingsley com a voz de um militar de ponta. –Por isso que fazemos missão integradas com outros Ministério, assim não demandamos diversos aurores de um único Ministério, e consequentemente aumentamos a aliança entre os ministérios.

Após isso algo em seu bolso soou, com um pedido de desculpas se retirou da sala dizendo que voltaria em instantes.

Gina e Jéssica trocaram olhares preocupados, não haviam sido alertadas sobre a possibilidade desta missão durar meses, ou... Só de pensar na outra alternativa tinha vontade de sair correndo para longe daquela possibilidade, mas essa atitude lhe custaria o cargo. Enquanto se formava seus treinadores os alertavam: um agente não tinha escolha a não ser cumprir ordens.

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Ronald Weasley olhou para os papeis a sua frente em meios a pensamentos preocupantes.

Merlin que o perdoasse, mas que maldita ideia era aquela de juntar Harry e Gina em uma missão que poderia durar meses? Justamente os dois que para se falarem sem hostilidade precisariam de boas sessões de terapias intensivas?

Durante boa parte da reunião assistiu as reações de ambos, o melhor amigo poderia tentar mascarar os sentimentos com os demais, porém com ele era diferente. Tinha anos de experiência sobre os pequenos gestos de impaciência do moreno, e naquele momento era transparente o seu nervosismo devido aos nós brancos dos dedos que apertava com força desnecessária.

Desde a época de Hogwarts, as várias perdas que sofreu no decorrer de sua adolescência lhe ensinou a esconder seus sentimentos, constantemente era necessário que ele e Hermione se juntasse para brigar com ele, pedindo para se abrir com alguém. E isto funcionou até o fatídico dia em que Harry e Gina terminaram, depois disso os dois haviam se socado até que ambos precisaram ser encaminhados para enfermaria e foi naquela noite que escutou o amigo chorar desolado.

No dia seguinte ambos saíram da enfermaria sem se falarem, ao entrarem no salão principal todos fizeram silêncio e não foi preciso de mais nada para saber que eram o assunto do momento. Enquanto se sentava ao lado da irmã e da namorada assistiu de soslaio Harry sentar-se na ponta da mesa, as mãos semicerradas e olhar perdido. Quando algum sonserino que não reconheceu no momento, passou por trás dele fazendo alguma piada ele se enfureceu de tal forma forma que ao mesmo momento em que levantava todas as taças em cima das quatro mesas se quebraram.

Todos ficaram surpresos com a magia involuntária que Harry havia praticado, mas foi naquele momento que ele, Ronald Weasley, finalmente entendeu que Harry Potter precisava dele. E foi por isso que mesmo com ódio de todas as escolhas ruins que o amigo havia feito não conseguiu abandoná-lo. Harry tinha todos os motivos do mundo para tomar direções erradas, mas seria através da fidelidade da amizade que não desistiria.

Agora quando o assunto era a irmã caçula, não era necessário olhá-la para saber o que sentia. De todos os irmãos sempre foi mais apegado a ela, quando tinha cinco anos e vivia tendo crises de ciúmes da atenção que os pais dispensava a irmã, Arthur o levou para passear e o ensinou a arremessar pedras no lago. Quando o pequeno ruivo enfim tinha pegado jeito e carregada um sorriso de orgulho do próprio feito, o pai passou a lhe explicar a importância da responsabilidade que ele teria em cuidar da irmãzinha que sempre precisaria dele. Apesar de muito pequeno se recorda do momento em que chegaram em casa e Gina estava chorando no colo da mãe, ele havia se aproximou e sentou ao lado da mãe pegando a mão da irmãzinha e prometendo que lhe ensinaria a arremessar pedras no lago se ela parasse de chorar. Pouco depois Arthur, Molly e todos os filhos estavam reunidos no lago, fazendo um campeonato de arremesso de pedras, e Rony para cumprir sua promessa sempre tentava trapacear inventando que as pedras lançadas por Gina tinham ido mais longe do que na realidade haviam ido.

Anos depois havia fracassado na missão de proteger a irmã caçula, apesar de todo o cuidado que teve não foi capaz de evitar que em um determinado dia Gina viesse até ele com lágrimas. Ela havia lhe pedido para não fazer perguntas, e mesmo que tivesse vontade de arrancar o coração daquele que havia a feito chorar daquela forma, permaneceu quieto abraçado a irmã enquanto as lágrimas dela molhavam sua camisa. Com a ajuda de Hermione que a conduziu ao dormitório, Rony enfim pode ir atrás do suposto melhor amigo para ele lhe explicar direitinho esta história de magoar a irmãzinha dele. Como era esperado por qualquer um que o conhecesse, aquilo só poderia dar em um lugar: ala hospitalar.

Depois que toda a situação com Harry foi resolvida, se viu procurando a irmã novamente, ela passou dias pensativa e quando enfim lhe procurou foi para lhe pedir um favor. Usando a própria culpa contra ele o fez prometer que iria ajudá-la com algo, e foi contra sua vontade que se viu na sala de Dumbledore com os pais e a irmã, naquele dia conseguiu convencer os pais a permitir que sua irmã terminasse os estudos em outro país. Graças ao seu melhor amigo, tinha perdido sua irmãzinha.

Deixou cair ao chão, sem querer, o celular que segurava. Isso o fez acordar de seu devaneio com a certeza que estava na hora de concertar o erro do passado. Só iria permitir que aquela missão acontecesse após ter certeza que não estaria trazendo a tona toda aquela dor aos dois novamente.

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Encontrava-se sentado em seu escritório, o olhar fixo no porta retrato a sua frente, na fotografia tinha a imagem de uma mulher de seus 20 e poucos anos que ria enquanto era rodopiava...

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Um lindo dia de verão com um sol ardente tinha saído para comemorar o aniversário de seu único filho, este encantado com o mar saiu saltitante em sua direção sendo seguido por sua babá, o que ocasionou que tivesse algum tempo para passar junto a sua esposa.

-Beth! -Chamou Claire.

-Sim?-Perguntou a babá do menino segurando firmemente a mão da criança que tentava se soltar para brincar no mar.

-Cuidado com ele, não o deixe sair debaixo dos seus olhos e não vá muito longe também. -Respondeu preocupada.

Com um leve aceno a mulher se afastou junto com a criança, ainda assim a mãe o seguiu com os olhos durante um bom tempo, até ouvir uma sonora gargalhada ao seu lado, com os olhos semicerrados encarou com desaprovação o marido que estava deitado na grama seca a olhando com deboche.

-Posso saber por que esta rindo? -Indagou.

Ainda sorrindo voltou a se sentar e fixou seus olhos nos da mulher, o carinho que um tinha pelo outro era invejável.

-Você não cansa de se preocupar com o menino, deste jeito ele nunca saberá o que é viver. -Comentou.

A face serena da mulher se transformou em uma carrancuda. Ela voltou a deixar os olhos semicerrados enquanto dizia em um tom baixo que não deixava de ser perigoso se tratando dela.

-Se eu deixar ele perdido por ai é provável que ele não tenha uma vida para viver. -Retrucou.

Depois disso foi um verdadeiro sacrifício fazer a mulher voltar a se divertir, já que Claire amava ser melodramática. Com a ajuda de seu filho e de um pouco de magia, conseguiu que a música preferida de sua mulher toca-se, logo seu filho passou a rodar em sua volta a fazendo rir. Aproveitou aquele momento para bater uma foto deles.

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Brian pegou o retrato da mesa e alisou de forma saudosa a imagem da mulher.

-O que aconteceu com nós Claire? -Perguntou em lamento.

Um calafrio percorreu pelo seu corpo ao mesmo tempo em que dois vultos lhe cercava, rapidamente pegou sua varinha e atacou um feitiço em um deles, porém eles eram muito rápidos para acertar. Ouviu passos decididos e apressados se aproximando, provavelmente eram os seguranças que haviam escutado o barulho.

-Com medo de nós? -Perguntou uma voz sarcástica conhecida.

Aquela frase foi o suficiente para que fizesse abaixar a varinha, os vultos pararam automaticamente. Os passos estavam cada vez mais perto, encarou com ferocidade o escuro onde haviam se escondido os invasores, seus ombros estavam tensos, o coração batia em uma velocidade acelerada devido a raiva que começou a lhe consumir. Ia abrir a boca quando...

-Senhor está tudo bem? -Perguntou um dos prováveis seguranças.

-Sim! -Respondeu sem tirar os olhos da escuridão.

-Mas, ouvimos... -Insistiu o segurança no que foi rudemente interrompido.

-Não quero saber o que você ouviu, já disse que esta tudo bem comigo. Agora se vocês prezam seus empregos parem de me perturbar.

-Sim senhor.

Silêncio foi tudo o que restou, tirando os sons baixos do passos dos seguranças se afastando, enquanto esperava eles se afastarem guardou a varinha no bolso do paletó, assim seria mais fácil de tirar caso eles tentasse algo e também não atrairia desconfianças, pois estaria "desarmado".

-Pois então... -Começou a falar seriamente. -O que querem de mim?

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Quatro mortes e um desaparecido, causa das mortes eram as mesmas e praticamente no mesmo lugar. O que lhe intrigava era o inominável. Quem era ele? E por que não havia sido morto simplesmente assim como os demais? Teriam o sequestrado para torturá-lo?. Enquanto várias questões lhe perturbava passou as mãos pelos cabelos negros os bagunçando. Tinha uma sensação estranha com relação ao auror, o mais estranho era Kingsley, devido aos anos de experiência de guerra o viu noticiar a diversas famílias sobre o falecimento de seu ente, e toda vez carregava o mesmo tom de pesar e condolência. Porque o utilizou ao falar com eles? Seria este inominável conhecido deles?

Pegou o relatório que estava a sua frente e passou a folhear as páginas, voltando a encarar as fotos de Eric e Melane. Seria difícil se disfarçar de mauricinho.

A mulher o fez lembrar de algo que estava o incomodando muito. Respirou profundamente enquanto sua mão ia em direção a nuca e a apertava com um pouco de força, queria que aquela pequena dor fosse capaz de inibir qualquer outro sentimento.

Com esforço, manteve-se apático. Por dentro, era uma grande confusão de sentimentos,e a única coisa que tinha certeza era: pelo resto da vida não confiaria em Ginevra Weasley.

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Gina sentia-se amargurada, com todo o direito do mundo poderia dizer que não tinha sorte. Por anos tentou se mostrar competente em seus estudos e nas missões destinadas a si, mesmos quando era destacada para missões de total afronta.

Sempre se manteve esperançosa sobre conseguir uma chance de mostrar suas qualidades como auror. Quando Adrian enfrentou o pai para enfim lhe dar tal oportunidade se tornou eternamente grata ao amigo, mal ele sabia que estava lhe enviando para seu pior pesadelo.

Em sua mente, palavras se repetiam: "casal de recém casados", "meses ou até anos". Suspirou com pesar e apoiou a cabeça no seu braço. Oh céus, havia sido um boa pessoa durante todos esses anos, sempre procurou ajudar os próximos quando possível, sempre que aquela vizinha idosa vinha lhe oferecer seus bolinhos horrorosos lhe sorria e mentia educadamente dizendo que eram os seus favoritos. E por fim, fazia mais de dois meses que não perdia a cabeça com os colegas de trabalho, ou seja, nenhum osso alheio foi quebrado recentemente. Então me diga Merlim, porque?

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Kingsley abriu a porta sobressaltando boa parte dos presentes, arqueou a sobrancelha e deu espaço para que uma jovem mulata de cabelos e olhos chocolates entrasse.

Harry Potter ao reconhecer quem acompanhava Kingsley sentiu-se envergonhado, não esperava encontrar a ex-namorada justamente naquele momento que estava tão confuso.

-Isso esta ficando cada vez mais complicado. –Resmungou Rony, enquanto forçava um sorriso e acenava para morena que lhe retribuiu prontamente.

Jéssica se virou confusa para o irmão da amiga. Este ao perceber apenas deu de ombros, sem intenção de explicar aquela nova "peça do jogo".

A morena parecia visivelmente envergonhada ao dirigir o olhar para Harry, este a olhava como se não acreditasse no que estava fazendo ali, mesmo assim lhe retribuiu seu sorriso tímido. Enquanto sentava desviou o olhar para as duas mulheres, sabia quem elas era, e principalmente o que um delas era na vida do moreno.

-Garotas. –Falou tentando chamar a atenção das aurores. –Antes de mais nada, gostaria de apresentá-las a Vanessa Smith. –Sorriu para morena e depois olhou as jovens aurores. –E essas são Ginevra Molly Weasley. –A ruiva fez um pequeno aceno com a cabeça a contra gosto. –E Jéssica Landon. –A loira deu um pequeno aceno com a mão de forma simpática.

Vanessa olhou para os presentes e em silêncio rasgou os papeis que carregava consigo, isto realmente surpreendeu a todos, inclusive Kingsley que a olhou intrigado.

-Desculpem, apenas após os observar percebi que os relatórios que carregava não são apropriados para situação. –Sua voz transmitia uma calma invejável. –Corrija-me se estiver enganada, mas acho que antes de qualquer plano será necessário averiguarmos a capacidade de trabalharem em equipe. É visível que existe uma empatia nesta equipe.

Kingsley balançou a cabeça em concordância.

-E o que você pretende.

-Nada muito grande, garanto.

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N/A: Sim, eu sei que demorei um século para postar, este capítulo era bem pior do que ficou agora, a ideia que Vanessa teve no final do capítulo foi algo que acabei de ter então será algo que ainda terei que elaborar melhor.

O porque da demora? Extremamente sincera sem inspiração nenhuma para escrever e sem tempo, a faculdade e o trabalho acabou me atrapalhando com relação as postagens, pois sempre penso: Se eu perder o tempo tentando escrever o capítulo não vou conseguir fazer "ISTO" e "AQUILO"(obrigações diárias)." Daí acabava não escrevendo.

Não, eu NÃO irei desistir da fic. Provavelmente vocês leitores desistiram, mas eu ainda irei concluir, tenho até o capítulo 16 pronto, só preciso fazer pequenas alterações com esta nova ideia que tive, mas pretendo escrever o mais rápido possível para um próximo post.

Gostaria de agradecer a todos pelos comentários do capítulo anterior, em especial a Dressa Potter e a Larissa Cardoso.

Então até o próximo capítulo!