Capitulo VIII
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Ao longe Gina escutou uma voz lhe dizer:
- Vamos levante! –Pediu uma voz fanha, a ruiva tentou abrir os olhos mas o sono era tão forte que desistiu. –Vamos, vamos, vamos. A noiva não pode de jeito nenhum ir molambenta ao próprio casamento.
Aquilo sem duvida despertou a ruiva, essa aos poucos foi assimilando o que se passava ao redor. Estava transfigurada na imagem perfeita de Melane Padalecki e hoje se casaria com Eric Ackles Johnson, ou melhor, com Harry Potter disfarçado de Eric.
Um grito estridente soou em seu lado esquerdo, ao mesmo tempo em que braços pequenos e fortes a apertava em um abraço.
-Mas o que... –Tentou dizer Gina, porém a jovem madrinha de Melane começou a chorar.
-Não acredito que vai se casar, estou tão emocionada que faz uma hora que não consigo parar de chorar! -Ela disse se afastando e secando as lágrimas com um lencinho rosa, combinando com a roupa. –Você é uma mulher de sorte. Eric é um excelente partido amiga, rico, bonito e louco por você.
Gina se esforçou para abrir um leve sorriso. Talvez o verdadeiro Eric fosse daquele jeito com relação a Melane, porém naquele dia quem estaria lhe esperando no altar era um cara rico e poderoso, e mesmo a contragosto tinha que admitir que era dono de uma beleza excepcional, com relação a ser louco por ela, o mais correto seria dizer louco de ódio por ela.
A amiga pulou para fora da cama e tratou de obrigar Gina a segui-la. Suspirou cansadamente, afinal teria um longo dia pela frente. Desceu para tomar um rápido café da manhã que foi apenas uma pequena torrada seca e um copo de suco de laranja, tinha estendido a mão para pegar outra torrada quando sua madrinha apareceu e lhe arrastou para fora de casa, entraram na limusine que estava a espera delas e partiram para o seu dia de princesa.
Novamente um grito de animação soou, sobressaltando Gina que não estava acostumada a toda aquela animação combinada com gritos histéricos e finos.
-Que fofo!
Toda a limusine estava repleta de pétalas de rosas vermelhas e brancas, em uma sintonia perfeita; no centro dela havia um balde de gelo com uma garrafa de vinho branco (bebida favorita de Melane). E como se não fosse o suficiente havia um boque de flores com um cartão a sua espera.
-Oh... ele é tão lindo, não acha? –Gina perguntou em um tom emocionado.
"Hoje desenhei a distância. Pensei na tua boca tão longe… Tão longe dos olhos, tão longe de mim (…) Hoje desenhei o teu rosto. Lembrei do cheiro e do gosto, da pele macia, da falta que faz… Quero que fique. Quero que finque tuas raízes no quintal!(1)
Conto as horas, os minutos, para o momento em que direi: és finalmente minha!
Eric"
Surpresa, essa era a expressão de Gina. Ela tinha lido todos os relatórios sobre o caso e não esperava uma atitude como essa do chefe de uma quadrilha. Mesmo os bandidos eram capazes de amar, pensou aborrecida e com uma pequena inveja. Não que alguém que estivesse prestes a passar o restante da vida preso tinha algo para ser invejado.
...
Harry acordou sozinho no quarto do hotel, os companheiros de Eric estavam em outros quartos com acompanhantes belíssimas, porém ele preferiu não arriscar ser visto com nenhuma jovem nas vésperas de seu falso casamento.
Quando deitou por algum motivo não conseguiu se desligar das lembranças de Hogwarts e uma delas tinha sido o final da grande guerra que houve, por muito pouco não havia perdido a vida naquela batalha, mas algo dentro dele o tempo todo o impulsionou a continuar lutando até que o momento em que matou Voldemort, ele por sua vez estava prestes a matar Neville que havia se arriscado em busca de vingança pela sua suposta morte.
-Ei cara. –Chamou alguém a suas costas, era um dos colegas de Eric que vinha em sua direção e lhe socava o ombro. –Nunca vi alguém querer tanto se amarrar como você.
Harry apenas riu fingindo achar graça.
-Quando encontrar alguém como a Melane, logo vai querer tirar ela do mercado. –Explicou, conhecia-o pelos relatórios e sabia que ele não tinha nenhum relacionamento sério.
-Bobagem. –Falou o outro indo em direção ao bar, onde preparou dois copos de Whisky, entregou um ao moreno e foi se sentar. Harry o imitou. –Falando em mercado, eu já consegui organizei tudo para o nosso próximo negócio. –Disse rindo levemente. –Pode deixar que o desfalque que sua querida Melane der em você, não será nada em comparação ao que eu irei render enquanto tira suas férias de lua de mel.
Harry se esforçou a apenas sorrir enquanto erguia o copo na direção do amigo que imitou o gesto, beberam o resto do conteúdo em um gole.
-Fico feliz que tenha confiado em mim essa responsabilidade. –Declarou o homem.
Harry lembrava que Max era um dos amigos mais antigos de Eric, haviam se conhecido na escola e os dois passaram por dificuldades financeiras juntos. Eric após receber a ajuda do sogro, convidou o amigo a juntar-se a ele nos negócios.
-Confio em você, é como meu irmão cara. –Falou Harry no que o homem lhe sorriu concordando com o que disse.
...
Havia se preparado o dia todo para aquele momento, desde sessões de massagens à horas de embelezamento no salão de beleza, quando foi conduzida por Lucille para o quarto onde terminaria de se arrumar, Gina viu em seus olhos o receio. Aparentemente não foi a única, já que os braços pequenos e delicados de Lucy lhe cercaram em um abraço carinhoso.
-Tudo dará certo! –Ela disse, se afastando com a entrada das duas costureiras.
Charlotte, e sua ajudante Beatrice a olham como se esperando pela ordem de ajudá-la.
Gina ainda se olhou no espelho e por um momento sentiu pena. Melane, a ladra que se disfarçava estaria casada em algumas horas, mas não teria a oportunidade de participar dele. Será que Potter estava sentindo tão sufocado quanto ela? Pensava, mas era algo alguém que nunca poderia questionar ao parceiro que lhe odiava e era da mesma forma correspondido.
-Esta na hora. –Falou Lucy lhe entregando uma caixa vermelha envolvida por um laço rosa choque. –Precisa colocar isso antes do vestido, querida.
Conduziu-se ao banheiro e ao abrir a caixa ficou boquiaberta, segurou insegura aquela peça sensual nas mãos. Droga, em pensar que estava com dó de você, Melane Padalecki!
Irada vestiu aquela peça intima, não queria dar frutos a imaginação do parceiro que apesar de dizer claramente lhe odiar tinha interesse sexual nela. Riu sarcasticamente. Ele que lidasse com seus hormônios sozinho!
Encabulada, ao sair do banheiro Gina viu Lucille bater leves palmas em aprovação, enquanto as outras duas mulheres trocavam sorrisos maliciosos e discretos.
Junto as três mulheres ajudaram a passar o vestido pela cabeça dela, e Gina sentiu o coração ficar descompassado com o farfalhar do tecido, ainda precisou de ajuda para subir o zíper das costas.
Novamente o olhar da ruiva foi ao espelho que ia do chão ao teto, naquele momento se via como a noiva perfeita. Graças a semelhança de Melane, não foi difícil para a caçula dos Weasley imaginar sua face ao invés daquela refletida. E aquilo realmente a assustou.
Virou o tronco levemente para contemplar o vestido, seguindo a tradição o vestido era de cor branca, e por todo ele haviam pregado minúsculos diamantes, sendo uma quantidade maior da cintura ao busto. Admirou a cauda espetacular que arrastaria na igreja. Era um vestido perfeito! Aquilo realmente lhe fez pensar se seria capaz de um dia superar sua implicância com matrimônios, talvez, quando encontrasse o cara certo.
- Você está linda, Melane. – Lucy diz, apesar de ser totalmente desnecessário.
Gina caminhava de um lado ao outro, impaciente na pequena salinha da igreja. Tinha sido informada por Stephanie – a organizadora contratada do casamento – que todos os convidados estavam acomodados e aguardavam o momento da sua entrada.
Lucy lhe sorriu tentando transmitir tranquilidade, e a ruiva se pegou pensando se ela saberia dos meios de sustento de Melane e Eric. Depois de todo o apoio recebido naquele dia, mesmo não sendo na realidade para ela, esperava que a mulher não soubesse da quadrilha evitando assim ter que prendê-la no futuro.
-Esta pronta, querida? –Perguntou a organizadora, analisava seu nervosismo como uma possível desistência.
Sem falas, Gina concordou com um meneio. Stephanie colocou todos na fileira que entrariam, com sinais discretos gesticulou para que a música começasse a soar.
Que o jogo comece, pensou Gina antes de ver a porta se abrir.
...
Harry e seus companheiros pegaram um jatinho particular e voltaram para a cidade de Liverpool, onde ocorreria o casamento. Durante todo o dia, recebeu ligações preocupada da organizadora contratada pelo casal. Pelo que pode concluir na longa e tediosa conversa, ou monólogo, que teve pelo telefone, Stephanie era uma mulher de extrema competência, porém era estressada e tinha uma atitude fria com relação as pessoas, por vezes, no meio da conversa se pegou pensando se não se trataria de um robô que estava atrás do outro lado da linha.
Ao chegar, foi recepcionado no aeroporto pelo assistente pessoal de Stephanie, chamado Gale. Este era baixinho, usava um terno azul celeste que apesar da cor tinha um belo corte que não escondia ser de excelente procedência. Seu óculos eram quadrados e a cor da armação combinava com o traje que vestia. Gesticulou animadamente ao encontrá-los, ouviu um engasgar e virou para olhar os colegas que seguravam a risada, Harry teve que lançar um olhar furioso a eles para que estes disfarçassem.
Conseguiu se livrar o mais rápido possível daquele homem, nada contra a liberdade de escolha dele, até admirava sua coragem, afinal tinha que ser muito homem para assumir seus desejos íntimos em uma sociedade preconceituosa. Entretanto, apesar disso notou que recebia mais atenção do que um noivo qualquer receberia, e quando ele se voluntariou a ajudá-lo ajeitar sua gravata se viu declinando da oferta o mais gentil possível.
Em pé no altar, viu centenas de convidados se dirigirem aos assentos indicados pela equipe organizadora, boa parte ele não fazia ideia de quem seriam. Foi com alívio que no meio de tantos desconhecidos, reconheceu Jéssica adentrar de braços dados com um homem ruivo, supôs ser o amigo que havia modificado a fisionomia para não ser reconhecido. Ambos acenaram discretamente para ele, que por cima dos ombros viu Max rir as suas custas.
-Sossegue Eric, você não corre risco de Melane fugir.
Sem ter o que dizer, permaneceu em silêncio.
Harry estava de costas para a porta da igreja quando escutou as portas se abrirem e a macha nupcial soar. Ao virar-se vislumbrou a entradas da dama de honra, as madrinhas, e por último sendo acompanhada pelo tio irmão do seu falecido pai, estava ela.
Não poderia negar que a imagem dela era devastadora, e mesmo por trás da imagem de Melan Padalecki, ele se animou como se visse Ginevra Weasley. Evitou que uma careta se formasse em sua expressão ao se dar conta do seu pensamento, a culpa era de seus hormônios que pareciam entrar em ebulição ao se lembrar dos toques dela.
Cuidou de mudar o rumo dos pensamentos, não seria nada elegante deixar que determinada parte do seu corpo manifestasse o seu desejo em uma igreja. Desceu os três degraus para encontrar sua noiva, o tio dela que lhe segurava uma das mãos a estendeu em sua direção e ele a beijou carinhosamente com o olhar fixo nos dela.
Percebeu que ela ficou levemente tensa e suas mãos transpiravam, aquela reação a ele lhe deixou ainda mais estimulado.
-Deixo em suas mãos meu filho o meu mais rico tesouro. –Falou o homem que era padrinho de Melane, tinha lido em seus relatórios que um acidente o impediu de ter filhos e por isso era superprotetor com a única sobrinha.
Enquanto subiam os degraus do altar Harry lhe sussurrou para que apenas ela pudesse ouvi-lo.
-Será que seu pai me falaria essas mesmas palavras? –perguntou divertido.
Gina apenas o olhou pelo canto dos olhos enquanto sussurrava no mesmo tom.
-Meu pai nunca lhe diria estas palavras, afinal Potter ele te conhece e sabe que você não é merecedor de tesouro nenhum.
Ele pareceu se divertir com sua resposta, já que deu uma leve risada.
-Se acha mesmo um tesouro, querida? No máximo é uma bijuteria barata. –Falou com a voz neutra. –Além do mais, Arthur é um cara muito justo e sábio para me fazer um safadeza dessa, nunca me condenaria a um casamento fadado a um vergonhoso fracasso.
Gina já tinha sentido vividamente qual era a sensação de facas atravessarem a pele e lhe cortarem a carne, mas se alguém lhe perguntasse se existia dor maior que aquela ela com certeza poderia fazer uma palestra sobre elas, e aquelas palavras tomariam a maior parte do tempo. Todo seu orgulho Weasley lhe pedia para socá-lo e abandoná-lo no altar na frente de todo aquele povo, mas seria provavelmente presa pela imprudência de expor a risco de vida um agente em missão. Portanto, procurou conter-se da melhor forma.
-Você é um maldito porco asqueroso, Potter. –Falou em sussurro praticamente inaudível.
-Lamento que pense assim. –Apesar da frase, sabia que não lamentava coisa nenhuma. -Pronta para se casar comigo, ruiva? –Debochou.
-Sabem como dizem, nunca estamos verdadeiramente prontos para a morte. –Falou Gina parando na frente do padre sorrindo para o mesmo. –E este caso é a maior prova disso.
Harry teve vontade de ranger os dentes, porém abriu um sorriso ainda maior e se aproximou dela, acariciou sua face cuidadosamente e a descobriu do véu que lhe escondia esse tempo todo.
-Fico feliz em saber que sente o mesmo que eu, querida. –Falou Harry em um tom mais alto, que os padrinhos e o padre pudessem escutar.
Gina procurou não ouvir as palavras do padre, como se estivesse ligado no modo automático eles trocaram os juramentos e as alianças. Ela evitou o máximo de contato com a pele dele ao deslizar a aliança em seu dedo, ele pelo contrário o fez lentamente massageando sua mão e lhe beijando carinhosamente.
Quando o religioso responsável pela cerimônia enfim os declarou marido e mulher, Harry e Gina se viraram e trocaram olhares demorados. A ruiva lhe olhava esperando que tomasse a iniciativa, enquanto o moreno apesar de não demonstrar tinha o pulso disparado devido aquele momento de antecipação, sabia que ao tocar nos lábios dela seus instintos possessivos e selvagens viriam a tona.
Devido ao local que se encontrava se aproximou lentamente dela lhe rodeando com a mão sua nuca a atraindo para si, seus lábios roçaram no dela e logo pediram passagem para explorá-los. Ela por sua vez, incapaz de recusar o beijou acabou concedendo que ele se tornasse mais profundo. Entregues ao beijo, Harry colocou uma das mãos na cintura dela o apertando contra ele, impedindo-a de se soltar dele, e Gina passou-lhe os braços por cima dos ombros deixando que sua mente se perdesse no prazer daquela dança sensual que faziam através das línguas.
Com pequeno barulho se fez ouvido. Harry se separou dela sem dizer nada, pegou na mão dela e a conduziu em direção a saída da igreja. Foram ovacionados pelos convidados e receberam chuvas de arroz. O casal de auror não queria admitiria nunca, mas o casamento havia sido realmente bonito.
Ao chegarem a festa passaram de mesa em mesa cumprimentando os convidados, trocavam breves palavras e se despediam dando a desculpa de terem que cumprimentar o restante dos convidados, ainda faltava metade das mesas quando Harry sussurrou para ela.
-Festa de casamento é um pesadelo, porque as pessoas insistem em fazê-las? –Resmungou ele.
Gina que estava calada até o momento se virou para ele e lhe sussurrou de volta:
-Ora Potter, isso deve ser realmente difícil para sua diminuta compreensão. –Começou em tom irônico. –Mas algumas pessoas simplesmente são capazes de amar, respeitar e confiar em outra pessoa, e simplesmente desejam compartilhar esse momento especial com os amigos e familiares.
Harry arqueou a sobrancelha e pegou em sua mão a beijando de forma carinhosamente para despistar os olhares que os acompanhavam, assim qualquer um que ou visse iria achar normal ficarem parados no meio do salão conversando.
-Oh sim, esqueci dos contos de fadas, como era mesmo o final das histórias? Assim, lembrei... "E eles viverão felizes para sempre". Patético, esperem até eles se cansarem de dormir com a mesma pessoa e procurar outro. –Comentou Harry.
Eram observados por alguns convidados. Gina tomou a atitude de se aproximar ainda mais dele o enlaçando pelo pescoço e colando seus corpos, os dois se esforçaram ao máximo para não demonstrar o quanto estavam balançados por todo aquele clima de romantismo e sensualidade.
-Engraçado dizer isso quando já foi um dos patéticos, como era mesmo aquela história do "viveremos felizes para sempre"? –Ela o perguntou com crueldade, queria lhe devolver as palavras grosseiras da igreja.
O maxilar do moreno estava dolorido de tanta força que fazia para continuar com o sorriso, aquela ruiva estava tentando tira-lo do sério, só podia. Postou as mãos na cintura dela e colocou seus corpos ainda mais – se possível – mordiscando a curva de seu pescoço. Ela tentou discretamente se afastar, mas ele a forçou a manter o contato de forma que se ela o fizesse teria que usar uma força maior e consequentemente acabaria os expondo. Ele lambeu seu pescoço até o lóbulo de sua orelha, e sussurrou com voz rouca:
-Talvez tenha sido um idiota mesmo, porém não posso desprezar o dom de uma verdadeira profissional do sexo. –Sentiu suas unhas lhe cravarem a carne dos ombros, o machucando furiosamente. –Sorria querida, somos recém-casados.
A ruiva teve que respirar profundamente e fingiu que não havia sido atingida pela insinuação dele. Tentou novamente afastá-lo e dessa vez ele lhe permitiu, sem dizer qualquer palavra foram de mãos dadas em direção a próxima mesa.
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"-Sabe me sinto agora culpado por ter usufruído de seus trabalhos todo esse tempo. –Falou Harry com a voz fria, este a olhando com profundo desprezo quando arrancou a aliança de namoro de ouro branco, posteriormente atacou aos pés dela. –Fique como parte do pagamento."
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Acordou do devaneio quando Harry tentou lhe puxar para próxima mesa, ela estancou e separou sua mão da dele lhe dizendo que precisava ir ao banheiro e saiu a passos largos. Sem qualquer chance dele reagir a sua saída repentina.
...
Jéssica e Rony se aproximaram dele, ambos com olhares acusadores. Talvez se a americana não estivesse de braços dado com o ruivo teria avançado em seu pescoço, ao menos seu olhar dizia isso.
-O que você esta fazendo? – Perguntou ela em uma voz baixa, mas ameaçadora.
Harry arqueou a sobrancelha e fez um gesto em direção aos convidados.
A mulher quase soltou um palavrão, pela cena que tinha visto aquele cretino tinha falado algo muito ofensivo a amiga. Sabia da história que envolvia os dois, inclusive o motivo que ocasionou a separação deles e o mais difícil de acreditar era que o mesmo homem que salvou o mundo bruxo era um patético, um grosseiro que de forma doentia parecia necessitar machucar os sentimentos de Gina.
-Estamos aqui para lhe entregar o seu presente de casamento. –Falou ela lhe entregando um pequeno pacote, um pouco maior que a palma da mão dele. –Creio que será uma recordação muito útil.
Concordou com um aceno e olhou os convidados, fugia do olhar de Rony que parecia querer tortura-lo lentamente.
-Você me deu sua palavra. –Ele disse apenas, seu tom era de censura.
-E irei cumprir, não fiz nada demais além de conversar!
Rony estava prestes a dizer alguma coisa, mas foi interrompido por Max que chegou com um grupo de amigos arrastando o noivo para longe dizendo que precisavam lhe entregar um presente de casamento.
-Não se preocupe, Gina saberá se cuidar. –Falou Jéssica, assim que eles se afastaram.
-Sim, ela sabe. – Falou em tom entristecido. –Só gostaria de poder ajudá-la, maldição!
A americana o escutou em silêncio, com a experiência que tinha com os Weasley, sabia que os ruivos eram sempre intensos em seus sentimentos, podendo ir facilmente da mais perfeita calmaria à intensa fúria.
-Que tal irmos tomar um ar? – Sugeriu receosa, ele apenas concordou e ambos saíram em direção aos jardins.
Eram apenas o reforço caso eles necessitassem com relação a missão, mas não eram capazes de ajudar em nada sobre o romance mal resolvido deles. Isso só seria resolvido se e quando eles quisessem.
...
-Quanto tempo mais irá durar isso? –Perguntou Gina.
Harry que estava há vinte minutos parado, percorrendo o salão inteiro a procura da "esposa", sentiu-se levemente aliviado ao ouvi-la, mas cuidou para não expressar seus sentimentos. Virou-se para ela com a fisionomia neutra enquanto balançava os ombros.
-Pergunte para Stephanie.
Ela lhe olhou atravessado ao desviá-lo viu seu irmão e Jéssica voltarem dos jardins, ambos tinham fisionomias preocupadas.
-Eles me entregaram um presente de casamento. –Falou o moreno ao perceber o olhar dela.
Gina balançou a cabeça concordando.
Depois disso Stephanie se aproximou com Gale em seu encalce, falavam rapidamente mas pelo que entenderam estava na hora de dançarem a grande valsa.
Harry olhou para Gina, esta resignada começou a andar em direção ao centro do salão, todos os convidados pareciam ansiosos pela primeira dança do casal após o casamento. O moreno imediatamente com seus dedos longos cercou os dela de forma firme.
Gina parecia mais tensa, enquanto o moreno relaxadamente deslizou a mão pelo braço esguio dela, viu ela ranger os dentes com seu toque sensual, a envolveu pela cintura ao mesmo tempo em que percebia que tinha se arrepiado.
-Vamos logo com isso. -Sibilou de forma que apenas ele ouvisse.
Ele forçou ainda mais a aproximação e mordeu o lóbulo de sua orelha quando disse:
-Somos um casal feliz, sorria e aproveite querida.
Mesmo com os sutis gestos delas para afastá-lo, ele se recusou a deixá-la se desvencilhar de seus toques mais ousados. Sem escolha, se viram rodopiando pela pista. Por incrível que pareça Potter havia melhora consideravelmente desde a época do baile de inverno.
A volta deles pessoas sorriam, achando compartilhar um momento feliz do casal que dançava em perfeita harmonia, o que era uma grande ironia.
Gina sentia-se submissa ao ser conduzida com todo aquele charme másculo do parceiro, se viu o tempo todo olhando as pessoas a sua volta e tentando ignorar a sensações daquela dança, mas seu corpo era um grande traidor. Sabia que ele tinha percebido que havia se arrepiado com seus toques. Porém esse jogo era para dois. Em um giro perfeito fez sua perna deslizar sensualmente pela dele, esbarrando seu joelho de leve em seu ponto fraco, de forma praticamente imperceptível para quem assistia, porém suficiente sexy para ouvi-lo soltar um leve gemido. Com um sorriso vitorioso viu as íris verdes nublarem desejosas.
Os últimos acordes soaram e Stephanie puxou uma salva de palmas, ofegantes Harry e Gina se afastaram ao mesmo tempo em que vários casais se juntavam a pista e a banda contratada começava a tocar algo mais agitado.
Contando os segundos para o momento em que partiriam, cortaram o bolo, brindaram e no intervalo de cada uma dela tiravam fotos, fotos do casamento perfeito de Eric e Melane.
Em um determinado momento Harry se afastou e puxou um homem com um terno azul celeste. Divertida Gina viu o moreno constrangido se desvencilhar de uma investida do homem, este levemente aborrecido pareceu concordar com algo e abanar a mão em descaso.
-Gale disse que ele e Stephanie cuidam de avisar os convidados. – Falou aborrecido.
Gina riu e assistiu o dono do terno azul celeste se afastar em direção oposta a deles.
- Que pena não podermos levar Gale, tenho certeza que sua lua de mel seria bem mais agitada com ele.
Harry não se preocupou em responder a provocação, ambos saíram discretamente do salão e entraram no carro que os levariam para o hotel que ficariam até o dia seguinte, quando partiriam no cruzeiro.
Ambos assim que chegaram a porta do hotel foram recepcionados pela atendente que entregou a chave e os conduziu até o elevador. Quando ficaram enfim sozinhos, trataram de se afastarem, ainda com as vestimentas do casamento se apoiaram nas paredes do elevador, em lados opostos.
Sozinhos no quarto de hotel, se desfizeram do feitiço de transformação. Cansado o moreno sentou na cama, arrancou o terno, assim como, a gravata, abriu os dois primeiros botões da camisa e arregaçou as mangas.
-Enfim acabou! –Exclamou alegremente.
Gina sentou em uma poltrona confortável e tirou os sapatos de salto alto, soltou uma expressão de alívio enquanto massageava os pés cansados e levemente inchados com a agitação do dia.
Harry que procurou não olhar para ela até aquele momento, se viu traindo a si mesmo quando a admirou cuidadosamente. Ela estava incrível vestida de noiva, pensou abobalhado. Lógico que a viu todo o casamento daquele jeito, mas durante todo o tempo as feições que via era de Melane Padalecki Johnson e não de Ginevra Weasley, e independente do que achava sobre seu caráter, não conseguiu controlar o próprio coração de ficar descontrolado com aquela visão.
Um silêncio esmagador tomou conta do ambiente. Com um suspiro cansado a ruiva se curvou e pegou a garrafa disponível na mesa em um balde de gelo, fez um gesto o ofertando na direção do parceiro mas este negou com um aceno, dando de ombros e com um certo esforço conseguiu a abrir e tomou uma grande porção diretamente da garrafa.
Quando sentiu-se um pouco mais calma, o que provavelmente era efeito do álcool. Se ergueu para livrar-se daquele vestido idiota. Foi ao banheiro e tentou de todas as formas abrir o vestido, mas era impossível descer o zíper das costas sem ajuda ou varinha.
-Será que você poderia... –Pediu a ruiva assim que saiu do banheiro, o moreno estava em pé ao lado da cama e compreendeu o que queria dizer.
Ele se postou atrás dela, sua mão acariciou levemente seu braço subindo lentamente em direção aos ombros tensos, os quais pressionou por meros segundos.
-Apenas abra o zíper, por favor. -Pediu, fingindo indiferença aquela caricia.
Ele apenas concordou e deslizou o mesmo para baixo, assim que terminou teve que segurar a respiração ao ver parte daquela peça sensual que o vestido branco e virginal escondia.
-Vermelho? –Perguntou surpreso. –Então gosta de incendiar uma cama? –Voltou a perguntar, dessa vez com atrevimento.
Gina se virou bruscamente na direção dele, seu olhar era de desafio.
-Apenas com homens de verdade, mas como não é o seu caso. Culpe Melane por ter escolhido isso.
Terminando de dizer foi ao banheiro, o qual fechou a porta a trancando em sequência.
Se vendo sozinho no quarto, Harry se remexeu aborrecido, ao visualizar aquela pequena parte da peça íntima destinada a noite de núpcias seu corpo todo pareceu entrar novamente em ebulição. Droga, teria que tomar um banho frio, pensou enquanto colocava as mãos do bolso da calça e as ajeitava de forma que não denunciasse as reações de seu corpo.
...
Como suspeitavam, a noite havia sido longa. Harry havia conjurado um colchão e pegando apenas um lençol e um travesseiro foi dormir no chão. Gina murmurou obrigada pelo único gesto cavalheiro dele, e se deitou puxando a coberta como se fosse um escudo.
Apesar de permanecerem com os olhos fechados a noite toda, nenhum deles chegou a dormir, no dia seguinte suas fisionomias demonstravam isso, mas aquilo não importava, qualquer um tiraria outras conclusões tenho em vista que a noite passada havia sido a noite de núpcias.
Assim que Derick o motorista deles chegou, os funcionários carregaram o carro com as bagagens. Ao partirem ambos notaram que o motorista os analisava desconfiado através do retrovisor.
Harry vendo o olhar do motorista e sabendo que a ruiva também havia percebido, a puxou pela cintura para perto dele e a fez deitar sua cabeça em seu ombro enquanto se inebriava com seu cheiro. Poderiam estar disfarçados em Melane e Erick, porém aquela sensação era antiga e não importava quanto tempo tivesse passado seus corpos simplesmente se reconheceriam, o que era algo particularmente assustador.
Quando o carro parou quase comemoraram. Entregaram as passagens de embarque para o tripulante e ele liberou a entrada dos dois que ouviram seus nomes serem chamados.
Um pouco a frente um casal de idoso vinha na direção de ambos com um enorme sorriso, assim que se aproximaram abraçaram fortemente o jovem casal os parabenizando pelo casamento.
-Peço desculpas por não termos comparecido, mas tínhamos que arrumar as coisas para a viagem. –Falou o senhor que Harry descobriu se chamar Victor.
-Teríamos comparecido se o senhor houvesse arrumado tudo dias antes como lhe pedi. –Se intrometeu a mulher com um olhar contrariado em direção ao marido.
O homem de cabelos brancos riu sendo acompanhado por Harry, enquanto Gina apenas dava um leve sorriso, parada ao lado do "marido".
-Não se preocupe com isso, o importante é saber que compartilham nossa felicidade. –Falou o moreno se virando para a ruiva e pegando sua mão direita e beijando-a carinhosamente.
Gina se limitou a sorrir para o casal de idosos a sua frente, teria ainda que se acostumar com essas falsas demonstrações de afeto em público, e não matá-lo nos intervalos delas.
- Claro que sim. –Respondeu a senhora. –Agora não vamos mais ocupá-los conosco, afinal tenho certeza que ambos tenham interesse de descansar e aproveitar a lua de mel merecida.
-Oh, não estão atrapalhando...
O senhor a sua frente fez um leve gesto com a mão em negação fazendo a ruiva se silenciar.
-Ora querida, por favor, não precise ser gentil com esse velho casal. –Falou o homem pegando na mão da esposa e trocando um olhar apaixonado para a mesma. –Nós já tivemos a idade de vocês e sabemos muito bem que assim que a cerimônia acaba o que mais desejamos é partir logo para a lua de mel. –Falou piscando na direção dos dois.
Gina sem saber exatamente o por que corou levemente enquanto Harry deu uma risada maliciosa.
-Que bom que os senhores entende, mas espero poder compartilhar da companhia de vocês em breve. –Falou o moreno o mais gentil que pode.
O casal concordou e se despediu rapidamente partindo para longe deles, Gina largou a mão de Harry assim que eles sumiram da vista deles, cruzou os braços na altura dos seios olhando na direção do motorista que vinha na direção deles.
-As malas dos senhores já foram devidamente encaminhadas para a cabine dos senhores, será que posso ajudá-los em mais alguma coisa antes de partir? –Perguntou Derick.
-Não, obrigado por tudo e boas férias meu amigo. –Falou Harry no que o homem se afastou, não sem antes agradecer e desejar boa viagem aos patrões.
Afastados foram em direção a cabine, novamente encontraram um clima totalmente romântico, haviam velas por todo o quarto e um cheiro de rosas forte, isso se devia aos aromatizantes e as pétalas que estavam espalhadas pela enorme cama de casal.
Se Gina fosse contar as pétalas da limusine, da igreja, no quarto de hotel e agora na cabine do cruzeiro, Eric havia no mínimo dado trabalho a cinco floriculturas.
Harry colocou a mão no bolso e esperou o primeiro passo da companheira de quarto, como um cavalheiro que era deixaria que esta dormisse na cama enquanto ele dormiria no tapete felpudo, afinal não poderia arriscar-se em conjurar novamente uma cama extra.
Gina por sua vez foi em direção as velas e passou a apagá-las, depois retirou o lençol da cama levando com si todas as pétalas.
O moreno cuidou das malas onde pegou uma muda de roupas e foi em direção ao banheiro, mais ou menos vinte minutos depois de banho tomado e com roupas confortáveis para dormir retornou ao quarto. Apesar do horário, todos esperavam que eles não saíssem da cabine no primeiro dia deles ali.
Morrendo de cansaço e tentando poupar um ao outro a companhia desagradável foi em direção a cama de onde retirou um travesseiro e um lençol, improvisou uma cama onde ficava o tapete felpudo e fingiu dormir quando Gina voltou a aparecer no quarto.
Dormiram pesadamente, toda aquela agitação dos dias anteriores os deixam exaustos, porém no meio da madrugada Gina acordou com fome, com a agitação que estava sentindo tinha se esquecido de se alimentar direito. Estava pensando no que poderia fazer para passar o tempo quando percebeu aos pés da cama Potter se remexer como se houvesse tendo um horrível pesadelo, ele balbuciava palavras desconexas até o exato momento que conseguiu pronunciar "Dumbledore... Não...Voldemort vou matá-lo".
Naquele momento a ruiva soube perfeitamente qual era o pesadelo que Harry Potter estava revivendo, por alguns segundos sentiu pena daquele homem que tinha a feito sofrer. Estava dividida entre acordá-lo ou não, qual seria reação dele com esse gesto?
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Correu entre as árvores, sentia os galhos machucarem seus braços, mas isto não importava, enquanto corria gotas de sangue escorriam pelo seu corpo até caírem ao solo, isto não iria ajudá-lo em nada com os lobisomens que sabia estar o seguindo.
Em meio a mata pode ver algumas luzes do castelo e isso foi um consolo, estava próximo da área da luta e de uma vez por todas iria dar fim a Voldemort.
Escutava galhos quebrarem as suas costas, enquanto corria com a varinha na mão sentiu algo tentar lhe derrubar, porém foi mais rápido, quando estava prestes a ser atingido parou instantaneamente e se virou atingindo o peito do lobisomem o jogando para trás de forma que seu corpo animalesco atingisse uma árvore que teve os galhos se fincando a carne, poucos segundos depois o tamanho foi diminuindo e os pelos foi dando lugar a pele de um homem morto.
Foi a primeira vez que matou alguém, voltou a correr e soube que os outros lobisomens estavam bem atrás, correndo chegou aos jardins de Hogwarts onde alunos, aurores, e bruxos duelavam contra os comensais.
Olhou de um lado ao outro no campo de batalha e não foi capaz de encontrar Voldemort, porém ao ouvir uma risada macabra soube imediatamente que era ele. Dumbledore duelava com o bruxo das trevas que não parecia nada impressionado com a desenvoltura do diretor.
-Alvo Dumbledore, aguardei ansioso o dia em que seria nada mais que um velho insignificante. –Caçoou Voldemort.
Harry sentiu todo seu sangue ferver naquele momento, aquela era a hora de acabar com tudo. Devia isso aos seus pais, ao seus amigos, a todos que se arriscaram em seu nome, naquela noite não se importava se morreria, mas antes disso acabaria com Voldemort.
Correu na direção Voldemort determinado, procurou não olhar para o campo de batalha, apenas se desviou dos feitiços que via.
Assistiu Voldemort derrubar Dumbledore, que tinha diversos cortes pelo corpo, este se esforçava para se erguer enquanto o bruxo das trevas ria e erguia a varinha, a intenção dele era de lançar um feitiço imperdoável no diretor mas não chegou a fazê-lo.
-Voldemort, a sua luta é comigo!- Gritou Harry chamando a atenção de quem estava próximo.
O campo de batalha pareceu parar para prestar a atenção dos dois inimigos que se encararam com ódio nos olhos.
-Pensei que havia fugido. –Debochou Voldemort apontando a varinha em sua direção.
A luta a volta deles ocorria bravamente. Dumbledore que estava próximo de Harry reuniu toda a força que podia e lançou um feitiço na direção de Voldemort que furioso jogou a maldição imperdoável no diretor, o moreno sem pensar se lançou entre a maldição e o diretor.
Para quem viu a cena parecia que tudo ocorrei em câmera lenta, o raio verde acertou o peito do eleito que em segundos caiu no chão com um estrondo, gritos ecoavam por todo o jardim, Harry Potter, o eleito havia sido morto por Voldemort.
O bruxo ergueu a varinha em uma reverência a ele mesmo, enquanto gargalhava como o maníaco que era. Enfim havia matado Harry Potter, nada mais poderia impedir sua vitória. Caminhou na direção do corpo do inimigo em passos lentos, quando estava a frente dele lhe aplicou um chute em sua face.
Ao longe alguém gritava e chorava, mas era impedida por um Hagrid que chorava copiosamente. Sem forças e garota se jogou no chão soluçando, até aquele momento poucos tinham percebido sua presença ali. Seu peito se comprimia vítima da pior dor, a dor da perda.
Voldemort distraído demais em subjugar o corpo de Harry aos seus pés, não viu o aluno da Grifinória correr em sua direção carregando a espada de Gryffindor em mãos, Neville se lançou na direção do bruxo, tinha ódio no olhar pela primeira vez. Harry havia sido sempre um amigo fiel e enquanto vivesse não iria deixar que aquele cara de cobra tratá-lo daquela forma.
Os comensais comemoravam a vitória do Lord e não deram a atenção devida a Neville Longbottom, esse que sempre foi o mais atrapalhado de toda a Grifinória se lançou em direção a Voldemort, por muito pouco não conseguiu o seu objetivo de atingi-lo nas costas. Mas esse percebeu sua intenção e impediu seu golpe o imobilizando.
Neville que parecia uma pedra, tentou se mexer porém não conseguiu sair do lugar, sentiu ser sufocado quando Voldemort o ergueu segurando pelo pescoço, a dor e falta de ar era tão grande que sentia a vida escapulindo do seu corpo aos poucos, deixou a espada escorrer pelos dedos caindo aos seus pés.
O que aconteceu a seguir ninguém ainda era capaz de descrever com detalhes. Em um momento Harry estava morto, próximo a Neville e no outro a espada de Gryffindor atravessava o corpo de Voldemort, que tinha sido mergulhada no lago da morte carregava uma maldição mortal que nem alguém como o Lord das Trevas poderia escapar.
Longbottom conformado que morreria nas mãos de Voldemort se despedia da vida quando ouviu um grito de surpresa, dor e ódio vindo de Voldemort que lhe soltou pouco antes de conseguir matá-lo. Neville e todos os que duelavam olhavam embasbacados um Harry Potter de olhos frios, em pé e com a espada de Gryffindor erguida.
Nem Dumbledore, que estava ao lado de Harry, poderia descrever perfeitamente o que aconteceu. O eleito havia aberto os olhos e enchendo o peito de ar piscou os olhos e antes de erguer a cabeça, se deparou com Neville sendo sufocado por Voldemort, poucos segundos depois notou a espada de Gryffindor e sem pensar duas vezes a pegou na mão e ao se erguer desferiu na direção dele, acertando seu peito.
Comensais tentaram atacar Harry, porém um enorme escudo o envolveu. O eleito apontou a varinha de Voldemort na direção dele e um raio vermelho sangue acertou alguns bruxos, que incendiaram e foram consumidos pelas chamas. Lord Voldemort tinha os olhos arregalados quando encontrou o olhar de Potter, este sorria enquanto apontava a varinha em sua direção, era o fim da era das trevas.
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Inconsciente sentia o corpo todo estremecer, era como se alguém estivesse lhe sacudindo de forma incansável. Porém estava tão imerso naquelas lembranças que não sentia-se capaz de retornar a realidade, pelo menos, não até o momento em que escutou aquela voz preocupada:
-Vamos Potter, você não pode se adoentar agora. Eu... eu preciso de você! –Falou Gina o sacudindo e temendo pela saúde dele que transpirava abundantemente devido a febre alta.
Com enorme esforço, as íris verdes se abriram e ele lhe sorriu, mas durou apenas milésimos de segundos, pois logo depois voltou a ficar inconsciente.
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N/A: Olá, acho que esse capítulo ficou grande... O que acharam?
A princípio, não dava muito destaque ao casamento, mas me peguei pensando que sem dúvida seria uma das situações mais difícil de todo a fic, afinal o casamento era um dos sonhos da enorme lista destroçada com o término do relacionamento e, portanto, não é de surpreender que ambos tenham conflitos de sentimentos. Espero que não tenha ficado um capítulo chato, pensei em excluir algumas partes, como, por exemplo, o sonho do Harry porém não tive coragem. Aguardo ansiosa a opinião de vcs!
Esse capítulo era para ter sido postado no sábado, mas voltei da aula da faculdade passando mal e permaneci adoecida até hoje, mas como hoje tive uma melhora significante (graças a Deus), consegui postar o capítulo!
Obrigado por todos os comentários, alertas, e tudo o mais.
Obs.: Larissa postei o capítulo, espero que tenha um tempo para ler e comentar o que achou.
(1)O trecho da carta do Eric, encontrada por Gina na limusine é do livro "Raízes no Quintal – Phillip Long".
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RESPOSTAS AOS COMENTÁRIOS:
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Gigi W B Potter: Nossa fiquei feliz com a sua visita nessa fic, afinal essa é realmente de minha autoria e não uma adaptação.
Obrigado pelo elogio quanto a escrita, mas creio que tenho muito o que melhorar, porém como dizem: Tudo na vida é questão de prática! Dessa forma, lamento mas vcs me aguentaram mais um pouco por aqui. Sem dúvida tenho que escrever sobre esse casal, eles são maravilhosos juntos!
Obrigado pelo comentário e aguardo sua opinião sobre esse novo capítulo.
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Gemeas Potter: Saiba que foi um alívio muito grande ver que gostaram do capítulo anterior, cada postagem é um grande receio sobre como o capítulo será recebido pelos leitores.
Como na primeira versão eu dava bem mais participação ao Rony, tive que colocar uma cena dele meio superprotetor. Porém, ao mesmo tempo queria mostrar que ele não é mais o ruivo cabeça quente que sem pensar saí por aí fazendo besteira (leia-se: brigando).
Olha, eu não tive tanto tempo quanto gostaria e por isso não aprofundei a leitura na sua fic, mas pelo que li dela e das oneshot vocês conseguem colocar sim esses momentos divertidos, e devo acrescentar um enorme obrigada, foi mais uma ideia besteirol minha sobre o lance "eu nunca saí com um ruivo...", fico feliz de ter alcançado o objetivo. =D
Sobre erros de português eu tenho falhas enormes, a maioria por falta de atenção e por não reler o que escrevo mesmo. Me importo horrores com alguns absurdos que já li aqui, mas espero melhorar sempre nas postagens, acho que ao menos diminuí um pouco os erros.
Com relação a faculdade, fazem bem questionar aqueles que fazem o curso que tenham certo interesse. Quando chegamos nessa época do vestibular a dúvida é realmente cruel, sei bem o quanto fui consumida pelo pensamento: "O que farei da minha vida ano que vem". Meu conselho é: Relaxem e aproveitem horrores dessa época, será uma das que mais lhes farão falta no futuro. As manhãs com os amigos, as aulas de conversas jogadas fora, os intervalos, os campeonatos, as excursões, tudo isso em breve se tornaram lembranças retratadas em fotos. Pode parecer papo de gente velha, mas com o tempo vcs poderão estudar de manhã e trabalhar a tarde/noite, enquanto seus melhores amigos terão horários totalmente diversos que o seu. E devido a isso os encontros serão cada dia mais "esporádicos". Crescer não é ruim, desde que tenha aproveitado o que passou!
Chega de filosofia barata! rsrsrs
Obrigada pelo comentário, espero não ter decepcionado com esse novo capítulo.
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Emmerlyk: Olha se a minha despedida de solteira for assim, eu não que não irei reclamar! (amigas, olhem a dica! =D)
Harry sabe ser um verdadeiro panaca, mas isso não quer dizer que a culpa possa ser apenas dele. Mas não nego que há grandes possibilidades dele ser o culpado pela separação deles.
Esse universo gosta de conspirar contra, ou seria ao nosso favor? Hmmm isso vamos ver depois, pelo menos "casados" eles já estão, basta saber se uma terapia de casal resolveria tudo o que eles tentam ocultar um do outro.
Brian Hart é um segredo até para mim(pior que não é brincadeira). Tenho alguns planos, mas aguardo as reações de vocês leitores para conduzir a estória, afinal eu posso escrevê-la porém a opinião de vocês é fundamental para o caminhar da fic.
Sobre as postagens, até tento postar ainda mais regular, porém é um pouco difícil com todos os contratempos.
Obrigado pelo comentário e aguardo ansiosa sua opinião sobre o casamento deles.
