Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer

Continuei caminhando, passei pela viela que dava em uma escadaria e chegava a frente do mercado, comprei os ingredientes, tinha decidido fazer um assado com arroz e cogumelos e acabei passando em uma cantina e levando uma garrafa de vinho, ludi também andava mal humorada ficarmos bêbadas podia até ser boa opção.

Voltei para casa e ao entrar na rua vi os filhos da vizinha brincando, eram crianças legais, educadas até bem melhor do que ludi e eu éramos com certeza, uma delas Bianca acenou para mim – eles me conheciam porque eu passava muito tempo sentada na janela lendo e olhando para eles. O Frio na nuca que senti pela manha havia desaparecido podia ser só cisma minha com a cidade.

Quando ludi chegou ficou tão feliz pela comida depois de um dia cansativo de trabalho que resolveu ligar o som e beber o resto do vinho enquanto dançávamos e riamos das bobagens uma da outra. Fomos dormir tarde e amanhã a ressaca seria triste mas foi divertido.

Acordei com ludi xingando, desci as escadas e ela esta saindo para o trabalho as pressas para não se atrasar, ela me olhou como que m diz que a culpa é minha mas não obriguei ela a beber me segurei para não rir ela já estava querendo me bater eu não precisava forçar

Depois que ela saiu tomei café, me troquei e fui arrumar a bagunça de ontem, acabei achando uma pasta com o logo do banco em que a ludi trabalhava em cima da mesa, ela deve ter esquecido. Abri e dei uma olhada, merda, eram os gráficos de um relatório que ela tinha que entregar em uma reunião pela manhã.

Peguei a pasta e sai correndo feito doida, passei por ruas e becos tentando achar um caminho mais curto para ver se chegava antes da reunião, resolvi tentar o celular dela mas ela não respondia. Quando estava prestes a ligar novamente trombei com um muro.

Não preciso dizer que a pasta foi para um lado o celular para o outro e eu de bunda no chão. Meu corpo doía, olhei direito e percebi que não tinha trombado em um muro e sim em um cara imenso de alto e todo vestido de preto ou cinza, o lance é que o filho da puta nem tropeçou. Nem olhei na cara dele, não ia perder tempo com o babaca peguei a pasta o meu celular (que por um milagre sobreviveu), me desculpei por cima do ombro e comecei a correr de novo. Eu estava com um tipo de frio na barriga, mas não era pela queda, ignorei isso quando entrei no banco.