Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer

Vesti um vestido branco longo simples destes que agente usa no verão e uma sandália rasteira cheia de pedrarias. A noite estava agradável ia servir. O homem apareceu as oito em ponto quando desci e ele ficou La me olhando por uns segundos antes de sugerir que saíssemos. Ludi parecia não se conter ela devia achar que isso resolveria as coisas para mim. Dei língua para ela antes de sair- infantil, mas foi o que me veio à cabeça.

Andamos a te a praça e ele foi me falando dos prédios e das historias da cidade.. ele nao era tão desagradável na verdade era até legal. Ri muito quando ele me contou sobre seus primeiros anos na policia e das confusões em que se meteu como ter que recapturar uma galinha perdida por exemplo - volterra não era o Rio, aqui, como ele me explicou, coisas como o que houve na casa da ludi não acontecem com freqüência.

Quando estávamos em frente a fonte ele me deixou dizendo que já voltava. Estava tranqüila quando ouvi alguém dizer atrás de mim:

- che cosa abbiamo qui? (o que temos aqui?)- a voz doce e suave, gelada como o inverno, era ele.

Levei uns segundos para me recuperar, me virei e olhei diretamente para ele. Ele estava na luz agora eu podia ver seu rosto. Ele era bonito, mais que bonito era de tirar o fôlego. Com os cabelos negros até os ombros , rosto simétrico de maxilar firme , pele oliva mas pálida, olhos violeta- estranhos mas belos e lábios bem delineado que traziam um sorriso irônico e cheio de coisas que me congelaram.

Escondi meus sentimentos sob uma mascara e o olhei de cima abaixo com um sorriso largo, ele me olhou de um jeito estranho uns segundos como se estivesse confuso.

- guarda chi ha un volto e ha lasciato il buio dei vicoli? (olhe quem tem um rosto e deixou os becos escuros?)- eu disse de forma ácida, eu sabia que a civilidade dele era fachada tinha alguma coisa ali embaixo eu senti isso na ultima vez que nos vimos.

Ele estava prestes a dizer algo quando Antonio chegou e se colocou ao meu lado, havia um policial com ele

-algum problema Heloisa?- ele me perguntou- ele esta te incomodando?- ele disse olhando para o cara como se quisesse fazer mais que isso, o homem só olhou de volta como se achasse graça.

- esta tudo bem- eu disse a ele, afinal de que eu ia acusar o cara? de usar ironia e sarcasmo aos baldes e de me assustar feito o inferno?

- Mi dispiace, non sapeva che la ragazza era acompanhanda ( me desculpe nao sabia que a moça estava acompanhada)- e com isso saiu e olhamos ele desaparecer na multidão.

Antonio se desculpou e disse que precisavam dele na delegacia, ele queria mandar alguém comigo para casa mas eu disse que não ia agora e que realmente não era necessário. Encontrei uma das amigas de ludi, Bernadete que me chamou para dançar em uma roda que se formava no canto sul da praça. Dançamos e bebemos um pouco, por volta das 22:30 fiz o caminho de casa e ao chegar na viela perto do mercado eu ouvi atrás de mim.

-Heloisa é um belo nome-era ele de novo

Não respondi continuei andando, mas quando notei ele estava caminhando ao meu lado

-sabe eu sei que você não é muda- ele disse divertido, o português dele podia ser considerado melhor que o meu.

-resolveu treinar outras línguas?- perguntei- você tem razão não sou muda só estava tentando ignorar você.

-e porque faria isso?- perguntou ele fingido, como se estivesse ofendido

-ahh deixa ver, porque você é um babaca?- disse sarcástica e descobri que tinha ido longe demais.