Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer

DEMETRI POV

Segui Heloisa pelas ruas observando sua face agoniada, eu queria fazer alguma coisa mas não sabia o que. Ela entrou em casa e eu estava me preparando para partir quando ouvi uma humana perguntar.

-Helo o que houve?- ouvi a tensão e congelei

-eu preciso te contar a verdade- Heloisa disse, que verdade era essa? Será que ela iria falar sobre mim?

-Sobre?- a outra perguntou e eu me preparei

-minhas férias forçadas- fiquei onde estava, isso não era o que eu esperava, eu iria ouvir conversa

Ouvi ela enrolando para começar e me perguntei o que estaria acontecendo ao mesmo tempo que ouvi ela dizer:

-você se lembra de quando o escritório começou a assessorar a promotoria?- ela seria advogada? Resmunguei para mim mesmo, ela devia ser boa pela quantidade de vezes que me enrolou. Ouvi com atenção e congelei quando ela começou a falar sobre atentados.

A fúria em mim por quem quer que seja este homem que teve a ousadia de ameaçá-la era incontrolável quebrei a parte do telhado onde me segurava e respirava rápido e meu ciúme por esse tal de marcos me consumia ao mesmo tempo, Aghhhhhhhhhhh eu queria quebrar metade da cidade e procurar aquele policial que se engraçou com ela para fazer um exemplo mas não conseguia me mover.

Elas trocaram amenidades e descobri o quanto aquela humana era importante para Heloisa, não gostava de dividir ter de ficar longe dela era uma agonia.

- eu não compreendo- ouvi a outra dizer, o que diabos ela não entendeu

-você vai, quando eu terminar, as coisas não ficaram felizes para sempre como nos livros- Heloisa disse muito baixo e eu prendi a respiração, o que mais havia? O que ela tinha passado seria o suficiente para enlouquecer um humano delicado como ela.

Ela disse o nome do crápula e eu absorvi, fosse quem fosse ele iria pagar. Percebi que ela tendia a proteger os outros acima de tudo- tola ela não percebia que era a única que importava?

Praticamente convulsionei quando ela começou a descrever a morte dos seguranças. Tentei banir da minha mente a imagem dela amarrada e apavorada sendo jogada em um maldito carro.

Eu mataria esse filho da puta não sobraria mais que uma poça dele, iria moer seus ossos. Eu queria sangue estava vendo tudo em vermelho, a ideia dela quebrada, indefesa e prestes a morrer me fez querer urrar

A humana na casa também não deixou por menos a ouvi gritar furiosa com Heloisa e depois ouvi o choro a tortura era pior do que ouvir pelo que ela passou, eu a queria em meus braços novamente. Ela não iria partir mesmo ela quisesse, ela não sairia de Volterra e se este bastardo chegasse perto dela ele ia desejar beijar o demônio antes que eu terminasse com ele.

Ela estaria bem por alguns momentos então fui até o castelo para trocar de roupa encontrei Felix perto dos meus aposentos.

-Onde você estava?

-não é da sua conta- respondi áspero, tudo o que não precisava era Felix metido nas minhas coisas

-Mas é da conta dos mestres- ele disse sarcástico, tentei não esboçar reação

- aro perguntou por mim? temos uma missão?-perguntei demonstrando leve interesse, isso pareceu lhe convencer pois o clima ficou ligeiramente mais leve

-não, apenas caius as coisas andam meio paradas- ele disse entediado, Felix entediado significava um membro menor da guarda sem cabeça... suspirei precisava me livrar dele para poder voltar para ela

- ando me perguntando o que você anda fazendo fora do castelo...- ele disse como uma cobra

-ando tentando me livrar de conversas enfadonhas como esta- se não fosse Heloisa era o que provavelmente estaria tentando fazer- francamente se não há missões não vejo porque ficar preso aqui, o restante da guarda pode fazer a segurança.

-alguém pode ver você- ele disse

Ah era ai que ele queria chegar, nada o divertia mais do que aplicar a lei nos membros da guarda, o último tinha sido Paolo um vampiro veneziano que há uns 50 anos foi visto ao sol por camponeses.

-Não se preocupe Felix tenho feito isso há séculos nunca fui visto e como você sabe tenho, assim como você, aplicado a lei há mais de um milênio não sou tão tolo assim.

Ele me olhou como se me avaliasse e partiu sem dizer mais nada. Isso ia ser um problema assim como caius. Me troquei e fui ate os aposentos dele sabendo que estaria com sua fêmea, disse ao guarda para informar ao mestre que eu o havia procurado, isso o aplacaria e me apresentaria pela manhã já com algumas historias em curso para justificar minha ausência.

Quando tive certeza que ninguém me seguiria fui em direção a ela, este era o único lugar onde eu queria estar.