Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer

Os dias se passaram sem sinal de Demetri, ludi havia marcado nossa viagem ao campo para o fim de semana, assim minha ultima semana de férias seria por lá. Ela insistia para que eu ficasse, eu tinha certeza que o escritório não se importaria mas eu não gostava disso se eu fosse ficar na toscana devia uma satisfação pessoal a eles e um pedido de demissão apropriado, ficaria mas acharia um trabalho e uma casa.

Não recebi mais nenhuma noticia do Rio sobre atentados ou qualquer outra coisa, mas não me iludia o silencio só me preocupava mais. Eu não estava mais conseguindo ficar no mesmo lugar, ficar trancada dentro de casa estava me enlouquecendo, mas eu havia prometido. Onde ele estaria, será que estava bem? Que estava seguro? Estava anoitecendo quando ludi me ligou dizendo que ficaria com o namorado, sim alguém tinha que ser feliz.

A inquietação não me deixava e não era só pela ausência dele. Fui ate a cozinha e preparei um chá me virei para prateleira e meu mundo congelou. Lá parado na entrada da cozinha estava o Alencar apontando uma arma para mim.

-surpresa em me ver? E pensar que você achou que se esconder tão longe iria te proteger- ele disse isso enquanto adentrava a cozinha, eu estava congelada não conseguia me mexer- sabe deu um pouco de trabalho mas agora você não vai fugir tem uns amigos meus na frete da casa, nem pense em gritar vai ser pior para você eu apenas quero me divertir um pouco antes disso acabar- ele disse me olhando, foi ai que me chutei, eu tinha que me mover ou ia morrer.

-você não tem nada melhor pra fazer?- perguntei atrevida enquanto pegava a faca de pão atrás de mim. Foquei tudo que meu mestre me ensinou, não ia ser como da outra vez, eu não estava amarrada, esse filho da puta podia ate me matar mas eu ia chutar ele primeiro

-você não aprendeu nada não é vadia?-ele estava perto agora, eu não poderia sair pela frente, me lembrei da janela que Demetri arrombou, ela estava apenas encostada... ele fez um movimento em minha direção e eu enfiei a faca no braço que segurava a arma, ele gritou eu o chutei e ele foi para o chão.

Não parei para ver voei por cima da mesa e me atirei pela janela, ouvi disparos, atingi o chão e comecei a correr. A janela dava para uma rua estreita que levava a um beco.

Ao chegar no beco ouvi vozes e corri ainda mais, me lancei pelas transversal ate que atingi a viela perto da amuralha que levava as ruínas. Eu sabia que não adiantava parar para pedir ajuda, se haviam homens em frente minha casa haveriam mais pela cidade com a minha identificação e ordens expressas.

Ao chegar no meio do caminho um cara de pescoço grosso veio em minha direção, ele desferiu um soco e o chutei na altura das costelas, ele caiu sem ar, passei por cima dele e continuei correndo, passei pela saída estreita na muralha que levava ao inicio das ruínas, ouvi vozes atrás de mim me lancei o mais rápido que pude. Estava escuro e eu tropeçava mas minha esperança era chegar até a parte central das ruínas onde seria fácil me esconder para ganhar tempo.

Estava quase lá quando fui atirada no chão. Lutei pra tirar aquele peso de cima de mim, eu ia morrer precisava sair dali, usei o resto da minha força para me desvencilhar batendo com uma pedra na cabeça do cara ele desmaiou e eu me forcei a levantar e continuar, eu precisava manter a calma mas o medo estava me vencendo.

Estava quase chegando quando meu braço queimou e fui ao chão, eu havia sido atingida, tentei ficar de pé mas antes que conseguisse fui arrastada pelos cabelos e atirada ao chão.

-onde você pensou que ia piranha?- era Alencar – o truque da faca foi bom pena que não durou, vou te ensinar como utilizar uma faca. Ele acenou e um dos seus seguranças trouxe uma faca. Olhei em volta e eu estava certa, não chegaria a delegacia, haviam 15 homens ao redor.

-sabe meus homens também não estão felizes com você- observei os seguranças que acertei me olhando- talvez eu deixe eles brincarem com você também antes de acabar com você.

-acha que vai se safar dessa?- disse mais para mim do que para ele, eu estava apavorada, iria morrer e não ia ter como escapara agora

-minha cara não vai sobrar nada de você! Sem corpo sem crime doutora- ele sorriu e enfiou a faca no meu braço, no mesmo lugar que o acertei, gritei e me debati mas tudo que consegui foi um soco. Eles gargalharam e eu sabia a resposta, não seria fácil mas era uma saída.

Usei minhas ultimas forças para me lançar nele, agi tão rápido que os seguranças não tiveram tempo, o mordi e arranquei a faca de sua mão, rolei e fiquei de pé de frente para eles

-sua vadia estúpida- disse ele enquanto se levantava- eu vou te reduzir a nada, os outros que me desafiaram já pagaram só falta você, você acha que esta faca vai me atingir?- ele disse rindo parecendo possuído

-não é para você- eu disse, ele pareceu confuso até que viu eu levá-la em direção ao meu coração se eu ia morrer escolheria como, mas antes que eu pudesse agir senti a faca desaparecer da minha mão e fui atirada contra as ruínas de pedra, ouvi gritos e rugidos e então foquei o que estava acontecendo, era ele. Demetri.