Alguns personagens e o universo abordado pertencem a Stephenie Meyer
Demetri POV
Voei, pelos telhados, o medo dela só aumentava sua mente brilhante estava toda manchada por ele. Cheguei ao muro ainda distante mas o que vi cortou todos os meus sentidos. Ela estava de joelhos, cercada por homens armados.
Eu via tudo em vermelho, iria matá-los. Corri como nunca, mas antes de chegar perto dela ela se lançou no homem de frente o mordeu e desarmou parando de pé em sua frente.
-sua vadia estúpida, eu vou te reduzir a nada, os outros que me desafiaram já pagaram só falta você, você acha que esta faca vai me atingir?- ele disse rindo enquanto eu fervia mais uns metros e nada mais existiria dele.
Estava pronto para arrancar a cabeça dele quando ela disse:
-não é para você- e posicionou a faca na direção de seu coração. Como ela ousava! Como ela se atrevia a atentar contra si? Ela me privaria assim de sua companhia? Toda raiva que eu sentia se multiplicou, um humano jamais suportaria isso.
Rápido como só um do meu tipo poderia, arranquei a faca de sua mão e antes que pudesse impedir a sede rugiu pela minha garganta ela estava sangrando... fui para sua garganta e quando percebi o que fazia a atirei para longe.
Eu era sede, instinto e ira.
Me lancei contra os homens que não tiveram tempo sequer de gritar, em segundos estavam todos sem cabeça e drenados. Percebi um movimento na muralha, era um membro da guarda, me lancei contra ele antes que pudesse avisar alguém. A luta foi rápida, ele caiu em 2 segundos.
Estava em posição de ataque, olhei em volta não havia mais ninguém, apenas uma pilha de corpos e uma Heloisa coberta de sangue, apavorada me encarando. Que porra eu tinha feito, havia matado na frente dela.
Levantei lentamente e fui em sua direção prendendo a respiração, ela se encolheu contra as pedras e tudo o que eu temi um dia estava ali- o pavor em seus olhos ao me ver. Queria me matar mas não tinha tempo para isso precisava me livrar dos corpos e precisava mate-la segura.
- tem uma caverna a vinte metros, embaixo das ruínas, fique lá ate eu mandar você sair –ordenei sem olhar para ela, ela não se moveu e rosnei de raiva- caverna agora! Gritei com ela. Ela começou a se levantar tremendo e eu me odiei, dei as costas e fiz o que tinha que fazer, levei os restos do vampiro e os corpos para outra caverna, mais estreita e funda. Escondi os corpos sob as pedras do fundo e queimei o vampiro obstruindo a entrada da caverna com rochas em seguida.
Fui ate ela e por graça divina ela tinha feito o que eu mandei. não me atrevi a entrar na caverna não suportaria nem a sede nem seu olhar.
-Heloisa- chamei tentando esboçar calma, ela não respondeu e eu agonizei- porra fala alguma coisa- eu disse enquanto quebrava um mármore próximo. Então eu ouvi o choro agonizado e morri novamente, eu queria sumir para nunca mais ter que vela com medo de mim mas não podia deixá-la aqui assim outro membro da guarda rastrearia o sangue, eu não sabia o quão ferida ela estava.
-Heloisa eu não vou entrar, não vou machucar você, por favor tente se acalmar- me resignei, eu a havia perdido- não vou chegar perto de você mas preciso te tirar daqui outros virão.- por que esconder? Ela já tinha visto tudo mesmo.
Não recebi resposta, estava prestes a ir ate ela quando ouvi ela se mover.
-Heloisa, por favor, não saia, não vou conseguir ignorar o sangue, vou pensar em um modo de te mover sem arriscar nada. O quão machucada você esta?
-eu.. eu..- ela estava apavorada e eu arrasado
- por favor me diga
-eu não sei- ela disse muito baixo- levei um tiro, tem um corte- acho que quebrei o braço e minha cabeça dói...- rosnei alto, aquele filho da puta atirou nela? Foi quando acordei: o braço quebrado era culpa minha...
-Onde foi o tiro?- se fosse vital o que eu faria?
- pegou de raspão no braço- alivio
-você ainda está sangrando?- isso era importante, não só por mim mas por ela quanto sangue havia perdido?
-um pouco- merda, isso não ia ajudar – me livrei do manto, tirei o blazer e a camisa e atirei tudo para dentro da caverna.
-Troque de roupa, limpe o Maximo do sangue que conseguir e comprima-eu havia quebrado a lei, destruído um guarda e recebido seu pavor, eu não a deixaria morrer mesmo que isso me matasse- você consegue andar?-não houve resposta- Heloisa?
- sim- a voz estava tremula, merda
-eu vou me afastar saia e fique perto das arvores- me afastei ficando escondido pelas sombras enquanto vigiava o perímetro. O guarda do muro estava morto, e a troca seria em apenas duas horas ninguém viria atrás dele por enquanto mas não me descuidaria. Observei ela sair com dificuldade se movia lentamente, mas fez o que pedi.
Não tive coragem de olhar em seus olhos, fui ate a caverna em que ela esteve, o cheiro era enlouquecedor, travei a mandíbula e queimei suas roupas para apagar os vestígios. Quando voltei tomei distancia dela precisava de ar, nunca precisei de tanto autocontrole antes, não entendia como não a havia matado ainda.
- eu tenho que voltar para casa- ela sussurrou
-você não pode, não pode entrar assim pela cidade eles vão te achar- se sentissem o sangue a lei não importaria ela estaria morta. Senti seu olhar em mim e fui obrigado a retribuir. Ela estava envolta no meu manto, ainda havia manchas de sangue, seu rosto estava pálido e o olhar vidrado. Ela precisava de um médico- eu vou te levar a um hospital...
-não posso- ela sussurrou- vão perguntar do tiro e do corte, vão chamar a policia, vão perguntar quem fez isso e onde eles estão
-isso não importa você esta ferida- será que ela não via que precisava se cuidar?
-não- ela disse firme, não suportei mais prendi a respiração e fui ate ela. Ela deu um passo para trás e eu ignorei, a peguei no colo e antes que ela esboçasse qualquer reação corri. Ela estava congelada em meus braços, parei nos arredores de uma cidade próxima em uma casa vazia. A deixei no jardim, arrombei a porta e Fiz uma vistoria pela casa. A peguei e coloquei no banheiro com umas toalhas que havia encontrado e saí sem dizer nada.
