Depois de terem feito todo o caminho em silêncio, mas sempre trocando olhares bem quentes o carro finalmente estacionou em frente ao prédio do apartamento de Quinn. Rachel notou que a loira devia ter muito dinheiro, porém nem deu importância, queria apenas poder sentir a pele dela na sua.
A loira não tirava seu olhar de morena, que não parecia estar surpreendida com o lugar onde a loira mora. Após terem pego o elevador e saído no andar de Quinn, elas entraram e a loira guiou a morena até o seu quarto, ela tinha vindo o caminho todo pensando no que faria quando estivesse a sós com a morena em seu quarto.
Rachel ao entrar no cômodo sentiu a loira lhe agarrando e a levando até a cama. A morena caiu com o corpo da loira sobre o dela. Quinn a beijava com volúpia e passava as suas mãos por todo o corpo da outra que suspirava com cada novo toque. Quando a loira atacou-lhe o pescoço, Rachel virou para dar melhor acesso e percebeu que a loira tinha uma máscara de dormir, então, veio uma ideia em sua mente. Com um pouco mais de esforço ela fez com que trocassem de posições e viu um olhar surpreso com que a loira lhe fitava.
Quinn estava surpreendida com a atitude da morena, não de uma maneira ruim, mas normalmente ela estaria subjulgando a morena aos seus prazeres. Ela percebeu que a morena se afastou um pouco e pegou a máscara e levou aos seus olhos. Bem, ela a deixou ali com esse propósito, entretanto seria ela a vendar a morena e não ao contrário. Algo em si não fez com que ela rejeitasse o que a morena pretendia fazer com ela. Rachel deixou a venda ao lado do travesseiro e voltou a beijar a loira e começar a despi-la, quando ambas já se encontravam nuas a morena voltou a pegar a venda e levou os olhos da loira que levantou um pouco a cabeça para ajudá-la.
A loira tremia de leve, não saberia dizer se era por nervoso, pois nunca havia se deixado ser dominada, ou por sentir os lábios da morena descendo de seu pescoço para o seu colo. Não aguentou e soltou um gemido e pode sentir que a morena sorriu. Ela arranhava as costas de Rachel deixando claro o seu desejo e o movimento de sua pélvis dava ênfase. Rachel percebendo a urgência da loira desceu mais ainda os seus beijos e deu uma pequena mordida no osso da cintura dela, massageava-lhe as coxas ganhando em troca mais gemidos.
- Por favor... – pediu Quinn que já não se aguentava.
- Como que se pede? – Rachel estava afim de jogar, tinha percebido que a loira tinha o que sempre queria, ela até faria, mas ela sentia que precisava que a loira sentisse necessidade dela.
O orgulho da loira a impediria de fazer tal coisa, chutando tudo o que lhe dizia para não dar esse gostinho para a garota acima dela.
- Por favor me come, me lambe, me chupa, mas faz alguma coisa – disse de forma sôfrega e sentiu a morena se encaixar entre as suas pernas e passando a língua por toda a sua intimidade – porra.. hmm.. oh céus vou morrer!
Rachel se deliciava com o corpo da loira contorcendo-se pelos seus carinhos, sentindo que a loira não fosse aguentar mais içou seu corpo e levou a mão até o sexo dela e a penetrou.
- Rach! – gritou quando chegou ao ápice.
A loira piscou um pouco acostumando ao ambiente quando a morena retirou a venda de seus olhos, quando ela fez menção de devolver o 'favor', Rachel a beijou.
- Eu meio que fui com você – sussurrou.
Quinn puxou a morena para se aconchegar em seu peito que ainda estava um pouco arfante. Não falavam nada, a morena pensava em como tinha sido muito bom escutar a loira chegando ao ápice chamando por ela e a loira estava confusa, nunca tinha sentido algo assim com alguém e foi umas das melhores coisas que tinham lhe acontecido. Logo o sono as dominou e elas dormiram daquela forma, com a loira enlaçando a morena protetoramente com os braços.
-x-
Rachel acordou com a claridade, olhou em volta e lembrou de tudo que ela e a loira que dormia como um anjo agarrada a ela. Fitou a vista da janela, o Central Park estava em toda a sua grandiosidade a frente dela. Sem despertar a mulher, soltou-se de seu abraço e buscou suas roupas as vestindo sem tirar os olhos da loira que tão tranquilamente repousava na cama. Saiu do quarto e foi até a porta, enquanto descia pelo elevador, ainda se debatia se deveria ou não ter esperado a loira acordar, mas o receio que ficar sem jeito frente a outra foi maior. Quando começou a caminhar pelo hall viu o rapaz de moicano novamente e lhe acenou timidamente e ele veio ao seu encontro.
- Já vai? – perguntou educadamente e recebeu um aceno – vamos, eu deixa a senhorita em casa.
- Não precisa... – Rachel ia começar a protestar.
- Faço questão.
A morena concordou e foi com ele em direção ao carro. Ao invés de sentar na traseira sentou no banco ao lado ao dele. Quando ele estacionou em frente ao pequeno prédio que a morena tinha lhe dito, ela já ia sair quando lembrou-se de algo.
- Como você se chama?
- Noah, mas todos me chamam de Puck.
- Obrigada por me trazer Noah – sorriu gentilmente – a propósito, me chamo Rachel.
- Obrigado por ter aceitado a carona Rachel.
A morena desceu e seguiu para o seu apartamento.
Do outro lado da cidade uma loira acordava e ao virar-se em busca de um corpo quente e muito macio por sinal, apenas encontrou um vazio e isso a fez despertar de vez. Olhou por todo o quarto e nenhum sinal da bela morena, normalmente ela agradeceria de uma garota ir embora antes que ela acordasse, mas ela sentiu um vazio no peito, ela queria que Rachel estivesse ali com ela e o pensamento a assustou. Não era possível ter se apaixonado pela garota que viu apenas uma vez na vida, ainda mais quando não tinha feito as coisas que pretendia.
Levantou um pouco amargurada e foi tomar um banho, mas quando sentiu o cheiro da garota adiou um pouco seus planos e foi pegar seu celular. Dois toques depois e a pessoa atendia.
- Você viu a garota que estava aqui ontem sair?
- Sim, eu a levei para casa.
- Ela não falou nada?
- Sobre?
- Você me entendeu Puck – resmungou.
- Não, ela não mencionou nada senhorita Fabray.
- Ok – respondeu e desligou.
Bem, se a morena fugiu dela, ela teria que ir atrás dela. Não podia deixar passar como nada o que estava sentindo, sabia que mais cedo ou mais tarde a morena iria se afastar quando soubesse algumas coisas delas, mas até lá podia ter um pouco mais daquilo que encheu seu peito de alegria antes que voltasse a sua solidão.
