Gênero: Drama/Romance
Spoilers: Essa fic pode ter um ou vários spoilers seja do livro um, dois, três, quatro ou meio do quinto (haushaushaush). Eu não sei ainda aonde a minha imaginação vai me levar, no entanto estejam avisados desde logo, porque depois eu não quero gente reclamando comigo oká. E ela é uma fic slash/yaoi, então se você não curte, e nem se arrisca a por os olhos em tal espécie de texto, não o aconselho a ir adiante.
Sumário: Finalmente Seth teve seu imprinting, afinal todo lobisomem tem o direito de tê-la! Mas e se essa pessoa em questão não é exatamente quem ele esperava?
Disclaimer: Essa fic foi baseada na série de livros Twilght. Todos os direitos autorais pertencem a Stephenie Meyer. Eu só peguei o gancho dela e criei uma estória a parte, só por diversão e falta do que fazer num domingo a tarde. Os novos personagens e o que acontece com eles... é tudo meu! My precious...
SUNRISE
por Gê Black-Masen
beta-read por nathsnape
Capítulo 4: Um casamento, um olhar... e pendências resolvidas!
Quando cheguei à casa de Charlie, o silêncio reinava da sala à cozinha, indicando que, possivelmente, todos estavam dormindo – com exceção de Bella, pois eu ainda podia sentir movimentos no andar de cima. A julgar pela presença que eu também sentia, Edward devia estar com ela.
Definitivamente atrapalhar os dois era a última coisa que eu queria, então tratei de me acomodar no sofá, sentado e imóvel, pensando em como eu poderia resolver a principal contenda que se levantara contra mim e me incomodava desde o dia anterior: como trabalhar na reserva sem acabar destroçado pelos lobisomens?! As mais variadas soluções me vieram à cabeça: trabalhar em um barco em frente à baia dos quileutes parecia ser uma saída, pois eu tecnicamente não estaria na reserva deles, ou ao menos não "pisando" na reserva deles, e poderia trabalhar em paz; ou eu podia simplesmente mudar a localização do posto de observação - o que rapidamente descartei já que as baleias se concentravam mais nos arredores da orla da reserva; ou eu podia simplesmente entrar lá e lutar por meu território – o que me faria parecer um leão roubando a casa de um leão alheio e isso me soou muito primitivo e imprudente, porque eles estavam em maior número. Depois de descartar teoria após teoria, cheguei ao lugar comum de que ou eu me acertava com o bando de cães ou eu não trabalhava! E vir até aqui e não fazer aquilo que gosto estava fora de questão!
Edward foi embora no meio da noite, junto com o que me pareceu serem seus irmãos, pois rapidamente fiquei alerta ao sentir mais duas presenças do lado de fora da casa. Quando olhei pela janela da cozinha e vi os três vultos dourados entrando no bosque atrás da casa, meus ânimos se suavizaram. Bella finalmente adormeceu e a única coisa que se podia ouvir na casa antes de amanhecer era o ronco de Charlie.
Já pela manhã, enquanto os dois únicos moradores da casa já estavam de pé – Bella muito antes do que Charlie - e prontos para "o grande dia", eu também já estava pronto e disposto a resolver certos assuntos antes do casamento. Charlie e Bella sentaram-se juntos para o café, ao que os acompanhei, mas não comi nada, inventando uma desculpa qualquer de que eu enjoava toda vez que comia pela manhã.
"Então... Você vai ao meu casamento não é, Andreas? Creio que papai já tenha lhe convidado." Disse Bella entre um gole de suco e uma mordida não muito entusiasmada na torrada.
"Certamente. Na verdade Carlisle me convidou, mas não teria declinado ao pedido se fosse o seu pai a me convidar. Fico grato pelo convite." Respondi.
"Você tem que buscar o Sr. Weber às três horas." Bella disse agora olhando para o pai.
"Eu não tenho muita coisa para fazer hoje a não ser trazer o padre, Bells. Não vou esquecer meu único encargo." Charlie tinha tirado o dia todo de folga para o casamento, e a julgar pela cara de ânimo e as olhadas furtivas ao armário sob a escada, lhe parecia mais proveitoso fazer qualquer outra coisa a buscar o padre.
"Esse não é seu único encargo. Você também tem que se vestir e ficar apresentável." Bella continuou.
Ele fez uma careta para sua caneca de cereais e murmurou as palavras ''terno de macaco'' baixinho. Eu não pude deixar de rir, pois Charlie parecia um menino de dez anos descontente com a roupa nova que a mãe lhe comprara para ir à igreja.
Houve uma batida leve na porta da frente.
"Você pensa que vai ser ruim", ela disse, sorrindo enquanto levantava. "Alice estará trabalhando em mim o dia todo. E Andreas... nada, esquece." Disse rapidamente Bella antes de ir abrir a porta. Ela queria dizer alguma coisa a mais, mas acho que a presença de Charlie a refreou. Nada que ela não pudesse me dizer depois.
Alice apareceu na porta, e arrastando Bella consigo, despediu-se com um simples "Oi Charlie! Oi Andreas!". Ela provavelmente veio buscar a noiva para os preparativos. Nada mais justo que Bella tivesse o melhor dos dias de sua vida, pois é isso que o casamento deve significar: o primeiro de muitos dos melhores dias!
"Charlie, acho que vou até Port Angeles. Tenho algumas pendências a resolver quanto ao envio dos dados ao Observer – meia mentira – e preciso comprar algumas coisas também."
"Ok. Sem problema. Aceita uma carona? Estou indo pra lá, mas não agora." Ele respondeu terminando o cereal.
"Não, não precisa se incomodar. Vou e volto em pouco tempo. Quero ir cedo para dar tempo de resolver tudo."
"Ok. Você quem sabe. Mas não chegue muito tarde senão você perde o casamento." Ele me lembrou.
"Não chegarei. Sou muito pontual." Respondi simplesmente enquanto já saia.
Port Angeles não era longe, e certamente eu poderia ir correndo, mas ainda que o percurso fosse curto, eu não poderia vencê-lo no tempo que eu queria. E uma rápida olhada pela cidade me fez constatar que dias normais mais pareciam feriados nacionais em Forks. A taxa de taxis disponíveis caía abismalmente à zero, não porque estavam ocupados, mas porque não havia nenhum! E o ônibus já havia partido as seis, então eu o já tinha perdido. O jeito foi ir até o início da estrada e no bosque que a rodeava levantar vôo e percorrer a estrada de cima, encoberto pelas grossas nuvens e árvores altas. Nada mais proveitoso, porque acabei por conhecer a beleza da região, encontrar alguns bandos de cervos pastando em algumas clareiras aqui e acolá, alguns alces, coisas para uma dieta "rica e balanceada". Ri da observação mental.
Não demorei tanto quanto imaginava, porque em alguns trechos da estrada, principalmente os em que ela serpenteava, acabei encurtando percorrendo-os em linha reta por cima. Em Port Angeles, me apresentei ao responsável pela base local, o Prof. Fred Talbot, boa pessoa, que muito gentilmente me convidou para almoçar com ele, ao que prontamente recusei, pois de certa forma tinha pressa. Acertamos os dias para a apresentação dos relatórios de avanços e depois nos despedimos.
Passei o resto da manhã e o início na tarde procurando um terno decente para vestir no casamento. Na verdade procurei sem necessidade alguma, pois já carregava um comigo, que comprei em Washington, mas pecava e muito a ocasião daquela noite. Então acabei comprando um não em Port Angeles, mas em uma vila bem próxima, onde havia um alfaiate muito bem recomendado pelas lojas que visitei pela manhã.
"O senhor realmente tem muita sorte, senhor... desculpe a falta de educação, como o senhor se chama mesmo?"
"Andreas, Andreas Aknos."
"Certo, como eu dizia, o senhor tem muita sorte porque hoje pela manhã um cliente desistiu deste terno que me encomendara há um mês, e acredite, por um terno pré-fabricado dessas lojas de departamento. Profissões como a minha não são mais valorizadas, senhor Aknos. Nossas mãos artesãs não mais recebem o devido reconhecimento de antes." Lamentou-se o senhor já de avançada idade, que trazia traços indígenas, mas carregava um intenso par de olhos azuis.
"Fico feliz em dizer que eu, muito pelo contrário, valorizo a sua profissão, meu caro. Na Grécia, um alfaiate ainda é a melhor escolha e não há loja de departamento que o vença em perfeição. De certo, seu terno é perfeito para o casamento que irei hoje." Animei o pobre homem.
"Oh! Fico feliz em ouvir isso. A clientela tem diminuído ao longo dos anos, sabe. Mas sinto-me como um legado, uma tradição enraizada neste lugar, pois ainda recebo os filhos dos filhos dos meus primeiros clientes!" Disse ele levantando um dedo em observação, muito satisfeito de seu trabalho, enquanto ajustava as medidas do terno ao meu corpo. Distraidamente, ele tocou em meu calcanhar, enquanto media a bainha da calça. Olhou pra mim, rindo.
"O senhor também tem os pés gelados? Eu convivo com as minhas próprias barras de gelo a anos! Não consigo aquecê-los nem com cinquenta meias umas sobre as outras. Falto colocar os pés diretamente no fogo da lareira. Há-há-há, Cof! Cof! Cof! Isso é péssimo para o meu reumatismo!" - ele comentou entre risos e tosse.
O máximo que pude fazer em resposta ao comentário inocente do velho senhor foi sorrir afavelmente e concordar com ele quanto ao "incômodo" dos pés frios. Desejei que devesse existir mais ingenuidade no ser humano, como nesse homem.
Ajustes feitos, despedi-me do velho senhor pagando o que eu achava ser o justo pelo trabalho, muito mais do que o valor que ele auferira ao terno. O homem que o deixara na mão devia se envergonhar pelo destrato com o velho alfaiate. Não satisfeito, passei no correio de Port Angeles e enderecei uma carta contendo algumas centenas de dólares ao velho senhor Peter Opensky, alfaiate da vila Cailauê. Ele certamente ficaria contente com o presente anônimo.
Na volta para Forks, de forma alguma eu iria levar todas aquelas sacolas voando por ai, não que eu não pudesse, mas dada a variada coloração das sacolas, não havia nuvem que disfarçasse minha volta, então resolvi pegar um taxi no cais. E a viagem de volta pareceu demorar uma eternidade porque eu já estava começando a me preocupar com o fato de chegar atrasado.
"O senhor poderia parar por aqui mesmo, por favor." Disse ao taxista.
"Mas senhor, não tem nada aqui, só a estrada! Falta pouco para chegarmos a Forks." Rebateu ele.
"Não se preocupe, moro aqui perto – mentira – e posso ir andando daqui – mentira de novo! -, obrigado." Paguei ao homem e assim que ele retornou a Port Angeles, sumindo na primeira curva, eu disse que se danassem as sacolas coloridas, e levantei vôo de volta pra casa de Charlie. No meio do caminho, pareci ter visto um grande lobo marrom atravessando em um salto a estrada e continuando seu percurso entre as árvores. Isso me deixou intrigado, pois estava longe da reserva e eu subitamente queria saber a razão de um deles estar perambulando por ai. Abandonando a curiosidade, continuei na direção de Forks.
Ao chegar a casa, Charlie já se encontrava devidamente arrumado - e impecavelmente elegante, como eu fora obrigado a apontar! Alice me contara a história da separação dele por alto, mas não tudo por questão de decoro, e deixou a cargo de Bella me contar os detalhes. Em momentos me questionava como um homem como Charlie ainda se encontrava sozinho, mesmo depois de tanto tempo separado da mãe de Bella, sendo um homem razoavelmente divertido e de tão fácil convivência. Já em outros momentos Charlie demonstrava um comportamento tão retraído, que até um beijo na testa que a filha lhe dava era motivo para corar. Definitivamente, a mulher que se apaixonasse por ele, teria que ser uma caixinha de surpresas para vencer tamanha timidez.
"Aí esta você! Apresse-se, Andreas! Temos que estar bem cedo lá, pois tenho uma filha a guiar pelo altar, lembra? Mesmo que isso não me soe muito agradável..."
"Não se preocupe, Charlie, estarei pronto em cinco minutos!"
"Cinco minutos? Levou uma hora para que eu me vestisse desse jeito! Como você vai se vestir em cinco míseros minutos?" Perguntou ele incrédulo.
"Pois digo a você que me visto tão impecavelmente quanto você em 'míseros cinco minutos', como você disse." Respondi animado, voltando em direção ao banheiro.
"Você pode se arrumar no meu quarto se quiser!" Gritou ele do outro cômodo.
"Não se preocupe, já estou quase terminando aqui." E estava mesmo. Banhos eram extremamente rápidos quando se é um vampiro, pois não há água quente que motive você a demorar embaixo de um chuveiro. Ademais, o terno do senhor Peter fora tão bem desenhado que a forma se adequara perfeitamente ao meu corpo. "E em pensar que ele não era valorizado, pobre homem... O visitarei mais vezes."
Extrapolando em dois, os cinco minutos de Charlie, eu sai do banheiro arrumado e como disse, impecavelmente tão elegante quanto estava Charlie, o que o deixou boquiaberto em surpresa quando ele me viu.
"Não sei como você conseguiu!" Ele exclamou meio desconfiado.
Eu levantei os ombros. "Prática leva a perfeição, eu acho. Eu ia a muitas reuniões e casamentos na Grécia."
"Pois bem, então vamos indo, senão não vamos estar nem nesse daqui de Forks o que dirá um da Grécia!" disse ele já abrindo a porta.
A caminho da casa dos Cullens, eu tinha reconhecer que, seja qual for o evento, não havia melhor organizadora do que Alice. A julgar pela decoração da estradinha e da casa, ela seria capaz de tornar até um funeral uma ocasião agradável! Tudo estava perfeito e todo o ambiente parecia confabular para a celebração máxima daquele amor entre Bella e Edward.
Quando Rosalie começou a tocar o piano, preparando-se para a marcha nupcial, Bella irrompeu no alto das escadas de uma forma glamorosa, elegante e "bella" em todos os sentidos! Edward parecia ser mesmo merecedor de tão encantadora criatura. E ele, ali, em pé no altar, parecia perfeitamente ciente disso.
Ditos os devidos "eu aceito" e o beijo de praxe – casto, porém apaixonado – os convidados se dispuseram a abraçar os recém casados. Todos os que pareciam ser amigos do casal e dos Cullens cumprimentaram os dois e a celebração seguiu-se da recepção em pleno pôr-do-sol, o que me fez anotar mais um ponto à Alice.
As luzes nas árvores brilhavam fazendo as flores brancas brilharem. Havia mais dez mil flores ali, servindo como uma tenda perfumada e flutuante sobre a pista de dança que foi arrumada na grama sob duas cidreiras antigas. Todos os convidados estavam enfileirando-se para cumprimentar devidamente o novo casal e eu não podia deixar de também fazê-lo.
Quando me aproximei de Bella e Edward, eles conversavam com três figuras, umas das quais me era muito familiar, Billy Black. Deixei que terminassem, pois se os ânimos de Black não mudaram em relação a mim, aparecer diante dele em plena festa seria apertar o gatilho de um escândalo, e isto certamente arruinaria a noite de Bella. Então sentei em uma cadeira vazia próxima do casal e esperei.
"Parabéns, pessoal", um rapaz alto, de traços indígenas delicados e acesos olhos castanhos disse aos dois, abaixando a cabeça por causa de uma guirlanda de flores. A mulher ao seu lado, com traços semelhantes, e que aparentava ser sua mãe, estava olhando os convidados com um estudado interesse. O rosto dela era fino e penetrante, uma expressão que se atenuou pelo seu corte de cabelo curto, severo. Billy Black, do outro lado do rapaz, não estava tão tenso quanto a mulher.
Billy parecia estranhamente tranqüilo considerando a companhia e o evento – seus olhos brilhavam como se ele tivesse acabado de receber uma boa notícia. Eu estava impressionado com o comportamento dele. Esse casamento devia parecer uma coisa ruim, a pior coisa que podia ter acontecido à filha do melhor amigo dele, nos olhos de Billy.
Eu sabia que não era fácil pra ele esconder seus sentimentos, considerando o desafio que esse evento marcava para a antiga trégua feita entre os Cullen e os Quileute – o acordo havia proibido que os Cullen viessem a criar outro vampiro. Os lobisomens sabiam que uma quebra estava acontecendo, mas os Cullen não faziam idéia de como eles reagiriam. Antes da aliança, isso teria significado ataque imediato. Uma guerra. Mas agora que eles se conheciam melhor, será que ao invés disso haveria perdão? Como que em resposta a esse pensamento, o rapaz que eu ouvira se chamar Seth se inclinou na direção de Edward, com os braços estendidos. Edward retornou o abraço com seu braço livre. A mãe de Seth estremeceu delicadamente.
"É bom ver as coisas dando certo pra você, cara", Seth disse. "Eu estou feliz por você."
"Obrigado, Seth. Isso significa muito pra mim." Edward se afastou de Seth e olhou para a mãe de Seth e Billy. "Obrigado a vocês também. Por ter deixado o Seth vir. Por dar apoio a Bella hoje."
"De nada" Billy disse com sua voz profunda, gutural, e eu me surpreendi com o otimismo na voz dele. Talvez uma trégua mais forte estivesse no horizonte.
Neste momento, Alice me viu sentado, sem que eu tenha percebido, na mesa das crianças, e sorrindo ao tecer o comentário do porquê de eu estar sentado com elas, me chamou para que viesse me juntar aos Cullens no outro lado da pista. Quando me levantei, Bella me avistou junto com Alice e me chamou.
"Andreas!" - ela exclamou em genuína felicidade, "Que bom que veio! Na verdade eu esperava mesmo vê-lo por aqui, porque imaginei que, como Edward, você preza os compromissos, mas eu não o vi lá dentro, então achei que não tivesse vindo."
"Eu fiquei mais ao fundo, um pouco escondido. Além do mais, a noite é de vocês, lembra-se? Eu hoje sou só um expectador." Disse sorrindo pra ela. "E se você me permite o comentário e com o devido respeito Edward, claro, você não poderia ter escolhido mais perfeita companheira. Bella, você está estonteantemente encantadora. Você devia dar mais crédito a si mesma sabia?! Devo me lembrar de agradecer a Alice por potencializar ainda mais sua beleza." Sorri .
Corando e com a aura vibrando em um amarelo ouro de alegria, Bella me apresentou aos três presentes.
"Andreas, este é Billy Black, e estes são Seth Clearwater e sua mãe, Sue Clearwater." Disse apontando cada um.
"Creio que eu e o senhor Black já nos conhecemos, mas é um prazer revê-lo. E é um prazer conhecê-los, Seth e senhora Clearwater." Me dirigi ao rapaz e a mulher que estavam ao lado de Billy. Depois, eu não sei ao certo o que vi: a mulher gentilmente respondeu ao cumprimento, mas o rapaz ficou ali, parado, sem reação alguma, como se sua alma tivesse fugido e abandonado seu corpo ali na minha frente. Seus olhos exalavam completo fascínio e estavam diretamente focados em mim, como se vissem através do meu corpo. Sua aura era diferente, como a aura dos lobisomens, e tinha a mesma intensidade e brilho daqueles que vi no dia anterior, porém não exalavam raiva, ira ou repulsa. Vibrava em um vermelho-dourado de alegria e... (e aqui eu tive que discretamente fechar os olhos e sentir o cheiro de seus sentimentos) luxúria?!
Billy parece ter percebido também a mesma paralisia de Seth, mas nada fez senão chamar a atenção do rapaz em um nada gentil puxão pelo braço. Seth pareceu acordar de seus devaneios, mas persistiu em manter a sua aura no mesmo estado. Algo como uma nuvem cruzou seus olhos quando ele pareceu se dar conta que tinha ficado ali estatelado olhando fixamente pra mim, e sua aura mudou como um piscar de pálpebras para o cinza da vergonha, mas ainda persistia aquele profundo semblante de encanto fixado no rosto e tinha algo que o fazia ficar em... dúvida? Certamente havia dúvida, pois seu cheiro estava ali. Mas o que havia acontecido a Seth para deixá-lo em tão profundo torpor eu não descobriria naquela noite.
Visivelmente a contra gosto, Seth despediu-se de Bella e Edward olhando-os rapidamente depois voltando o olhar penetrante novamente para mim e foi então arrastado pela mãe e por Billy em direção a pista, enquanto Billy lhe dizia algo que dado ao barulho e o burburinho dos presentes eu não pude distinguir o que era.
Também não tive muito tempo para me preocupar com isso, porque uma pequena fila estava se formando, e eu devia dar lugar aos que me seguiam, então educadamente cumprimentei novamente os noivos desejando-lhes felicidades e despedi-me indo me sentar junto aos Cullens.
O resto da noite transcorreu bem, tudo como deveria ser, tudo como Alice certamente planejou. Quando eu menos percebi, já era hora dos noivos se despedirem e irem para a esperada lua-de-mel, que pelo que Alice me contou seria no Rio, mas que de forma alguma eu poderia sequer cogitar mencionar isso com Bella senão Edward me mataria. Que seja proveitoso o Rio então!
Depois que Bella e Edward entraram no carro, houve as despedidas de praxe e eu fiquei para ter uma conversa absolutamente necessária com Carlisle sobre como ficaria a minha situação com relação a La Push.
"Carlisle, se você não se importar, gostaria de conversar com você para chegarmos a uma conclusão, e quem sabe definitiva e proveitosa a ambos os envolvidos, acerca de La Push."
"Certamente, Andreas. Era justamente isso que eu gostaria de falar com você." Ele disse apontando para o sofá na sala de TV. "Você deve se lembrar que eu disse que encontraríamos uma saída pacífica para o dilema em que você e, indiretamente nós, nos encontrávamos. Pois bem, eu me reuni com Billy Black e como chefe do conselho Quileute ele chegou à conclusão de que agira de forma precipitada, mas instintivamente correta quando te destratou na casa dele há dois dias. E como você deve ter visto durante a festa, ele jamais admitirá a um vampiro que estava errado e pedir desculpas está definitivamente riscado da pauta. Então, eu e Billy, mais o conselho, deliberamos e concluímos que você não tinha conhecimento e qualquer envolvimento com o acordo, embora a partir de hoje temo que faça parte dele. Billy e o conselho concordou, e por muita insistência minha, em deixar que você adentre a reserva e se instale no posto avançado."
"Mas isso é maravilhoso! Muito obrigado, Carlisle, por interceder ao meu favor. Perfeito! Irei amanhã mesmo." Disse genuinamente agradecido.
"Mas espere, pois ainda tem outro ponto a lhe contar. Os Quileutes concordaram em lhe ceder a permanência em um pequeno espaço de sua reserva, com duas condições: a primeira é que você respeite também o acordo dos antepassados e não cace no território da reserva ou moleste qualquer deles; e a segunda é que você terá que ser vigiado todo o tempo em que permanecer na reserva, e escoltado sempre que precisar sair ou entrar. Tal permissão poderá deliberadamente ser suspensa caso você venha apresentar resistência ou descumprir qualquer condição."
"Então quer dizer que eu vou ser vigiado o tempo todo? Como eu posso trabalhar com vários pares de olhos me desconcentrando e afugentando as minhas baleias?!" perguntei completamente resignado.
"Infelizmente são essas as condições que lhe foram impostas, Andreas, e tenho que dizer, só lhe abriram tal exceção porque eu disse que seus hábitos são os mesmos de nossa família e assegurei-lhes que não objetaria o acordo ou as condições porque o trabalho vem em primeiro lugar para você." Disse calmamente Carlisle.
"Certamente que vem, mas sobre não me objetar ao acordo, de certo não ofereço resistência e concordo, afinal é um direito deles protegerem sua terra e povo, mas quanto à vigia? Ainda acho um absurdo!"
"Pense nisso como uma garantia de que você realmente não oferece risco a eles. Se diante da vigia você não fizer nada que eles desaprovem quem sabe eles não cedam futuramente e afrouxem as condições retirando essa imposição? Você tem que arriscar, Andreas, pois no momento é isso o que você tem nas mãos."
"Agradeço o apreço que tens por mim Carlisle e por ter intercedido por mim quando não tinha motivo maior. Muito obrigado. Aceitarei as condições que me foram impostas. Sou um homem de palavra e se é isso que tenho que fazer para ter liberdade durante o trabalho, é isso que farei. Novamente, obrigado, pois você acaba de me aliviar um fardo."
"Não digo que não houve motivo maior, porque houve e há, Andreas! Você, ao optar pela mesma compaixão e benevolência pela espécie humana como eu o fiz talvez na mesma época que você, escolheu ser alguém e não algo. Você escolheu ser mais do que lhe foi dado por instinto e isso, meu caro amigo, é o que me motiva, é o que me faz lhe dizer hoje que você agora faz parte dessa família, porque queremos que você faça parte dela. Bella acaba de se casar com nosso filho mais novo, que há muito estava sozinho, e é regozijante para mim e Esme ver nossa família crescendo. E como família, nós protegemos uns aos outros e queremos o melhor uns para os outros."
"Mas eu não sei o que é viver em família há muito tempo, Carlisle. Hoje me esforço para lembrar ainda dos traços do rosto de minha mãe que há muito perdi. Não sinto a afeição gratuita do próximo há muito tempo e eu já me acostumei a isso, embora me lamente todos os dias por essa falta. Eu não saberia devolver na mesma proporção a atenção e carinho que me é dirigido. Você, Carlisle, me ensinaria?" disse com toda a mágoa que meu coração morto carregava.
Carlisle me abraçou de lado e disse – "Tão antigo em corpo, mas ao mesmo tempo tão novo em alma... É lógico que não só eu, como todos nesta casa, ficariam felizes em compartilhar sua existência com você e mais ainda, ensinar-lhe a provar do amor fraterno que compartilhamos. Quando digo que você é da família agora, eu e Esme..." Esme apareceu na sala e sorrindo, imaginando sobre que o marido conversava comigo, deu-lhe a mão e sentou-se ao seu lado - "atestamos que ficamos verdadeiramente felizes em ter você conosco." Esme abriu ainda mais o sorriso, concordando.
"Mas Carlisle, não digo que não estou feliz em ouvir tais palavras, porque estou em júbilo por dentro, mas como me dão tamanho crédito se nem ao menos me conhecem direito?" Disse com medo de ter estragado o momento, mas por mais que eu tentasse acreditar, ainda havia a ponta de aquilo iria se esvair a qualquer momento.
"Não é que de todo não conheçamos, porque certamente ainda não, mas lhe damos este crédito para que possamos conhecer. Além do mais, Edward e Alice servem como incontestáveis testemunhas de que suas intenções são as melhores. Alice já o tinha na família muito antes de você sequer sair de Patmos. E Edward viu seus pensamentos - e desde já me desculpo por ele ter feito isso - e viu a sua tristeza e vazio que nós queremos tentar preencher." Disse Esme, de forma maternal.
"Eu... eu... eu sinceramente não sei o que dizer..." gaguejei.
"Não diga nada. Só aceite." Findou Carlisle.
"Pois eu, humildemente, aceito então."
Carlisle sorriu e apertou o abraço e Esme levantou-me para que eu pudesse abraçá-la. "Você é um de nós agora." Ela sussurrou quando desfez o abraço.
Seth Clearwater
~o~0~o~
"Hoje, mais tarde, chega o tal sanguessuga que vai ocupar o posto da praia. Paul e Seth, vocês irão recebê-lo na entrada da reserva e escoltá-lo até onde ele deve ficar. De forma alguma podemos deixá-lo perambulando pela reserva." Disse Sam.
"Mas, Sam, porque você não manda o Embry? Eu... eu... não posso. Eu..." eu gaguejei, tentando fazer com que Sam e o resto do bando não soubessem que havia um problema comigo e do porquê de eu estar me esquivando de receber Andreas. Na verdade o nome do problema era Andreas.
"Seth, eu- disse- que-VOCÊ-e-Paul-vão-pegá-lo!" Disse Sam com a voz de macho alfa.
"Ok, Sam. Já estou indo!" respondi resignado e tendo obedecer, sai correndo atrás de Paul.
Demorei mais um pouco na forma humana porque se eu pensasse nele enquanto estava como lobo, certamente os outros descobririam e isso era o que eu não queria. Desde o dia anterior, no casamento, quando fui apresentado a Andreas, ele não saiu mais da minha cabeça! Tudo o que eu queria fazer em meu futuro a partir de ontem envolvia Andreas! Minha vida era Andreas. Ele era o meu Sol e eu a sua Terra. Ele era minha Terra e eu a sua Lua. Eu vivia para ele e por ele, sem ele nem saber disso – ainda. Eu estava ficando louco ou aparentemente eu tive o meu imprinting?!
Mas se o chefe Black sempre disse que o parceiro é aquele que oferece inconscientemente as melhores condições para a vida em casal como procriar e amar, apesar das condições, porque eu tive um imprinting com um vampiro? Ele não podia procriar. Lógico, porque ele era um homem! Mas se ele era um homem, como pode ser? Eu tive um imprinting anormal? Tem alguma coisa errada comigo? Deve ser isso, deve haver alguma coisa errada comigo, porque eu estou pouco ligando se ele é ou não vampiro, esse negócio de rixa já passou faz tempo, mas ele é homem, pelos deuses! Como pode ser?!
"Vamos, Seth, o que você tá fazendo aí parado?! Vamos, anda moleque, eles já chegaram, o doutor e o tal invasor." Resfolegou Paul, aparecendo fora das árvores. "Vamos, corre!"
Eu me transformei em lobo e corri atrás de Paul o mais rápido que eu pude. Tentei com todas as minhas forças não pensar na fonte dos meus mais recentes 'problemas', mas vez ou outra isso parecia impossível! Só que eu não podia cometer o erro de deixar a matilha saber, senão eu estava ferrado. Completamente fer-ra-do!
Quando finalmente saímos das árvores, o doutor Carlisle já esperava a gente com Andreas ao seu lado. Eu não pude evitar me fascinar com toda aquela beleza. Ele era tudo e sem ele eu era nada. Esses eram os pensamentos que eu estava tentando evitar ter, mas que agora, como eu disse, me ferraram, pois com certeza Sam ouviu. Eu intimamente torcia para que Sam não tivesse transformado e ouvindo, e que só Quil tivesse visto enquanto fazia a ronda no outro lado da reserva, e se fosse isso talvez eu pudesse contornar as coisas, já que Paul tinha se transformado em humano para receber os dois.
"Carlisle, obrigado por vir comigo. Nos vemos amanhã então." Ele disse ao doutor antes de se virar para nós. "Eu sei que vocês devem me seguir etc. etc. etc., então como é que devemos fazer isso? Eu vou correndo e sigo vocês, porque eu ainda não sei onde fica o tal posto, então vocês vão ter de me mostrar. O que estão esperando? Vão!"
Eu rosnei de forma suave, concordando, enquanto Paul rosnara de um jeito nada amistoso por estar recebendo ordens de um vampiro. "Um cúmulo! Esse aí já chega botando banca! Quer mesmo que eu o despedace todo! Eu só não faço isso porque Sam pediu para entregá-lo inteiro, senão bye bye little ice!" Pensou Paul. Definitivamente, eu teria que me controlar porque no momento em que ele terminou o pensamento eu tive uma imensa vontade socá-lo até ver seu nariz do avesso! Enquanto corríamos, Andreas que a partir de hoje vou chamar só de Andy, o meu Andy – refreie-se Seth! Larga disso, cara! – nos seguia na mesma velocidade, ou talvez ele estivesse se segurando para não correr mais rápido que nós dois. De qualquer forma, era bom tê-lo ali por perto.
"Quem é bom de ter por perto Seth?!" pensou Paul desconfiado.
"Quem!? Tá ficando doido, Paul? Eu não disse nada! Vá catar suas pulgas!"
"Hum! Sei... E quem é você pra me mandar eu me catar hein, moleque?!"
Paul pulou de repente em cima de mim, com os dentes a mostra, me fazendo reagir às pretensas mordidas que ele queria me acertar. Azar o dele porque eu era mais rápido e escapava de todas as investidas dele. Acabei mordendo uma ou duas vezes uma das patas dianteiras dele, antes de algo nos levantar no ar e separar-nos, lançando-me com força contra uma árvore e Paul contra outra, imobilizando nós dois com o que pareciam grossas cordas invisíveis. Andy chegou perto de Paul e de mim, e com ambas as mãos levantadas em nossa direção, simplesmente disse:
"Ou vocês dois crescem e param de brigar, porque eu simplesmente não tenho paciência e nem o dia todo pra assistir a isso ou vocês me ensinam o caminho e eu vou só. Vocês que sabem. E não adianta se debater, pois você só desce daí se eu quiser." Ele disse para Paul. "Agora eu vou soltar os dois, e é bom que vocês 'brinquem' direito senão o tio Andreas vai ficar zangado."
Eu fiquei em estado de choque: surpreso e fascinado! Como ele podia fazer aquilo? Ele tinha a fisionomia de um garoto mais ou menos da minha idade, um pouco mais velho talvez, mas em nada parecia comigo: eu era mais forte, mais alto, tinha traços mais grossos enquanto que tudo nele parecia encaixar de forma delicadamente perfeita. Os olhos, o cabelo, o corpo, os lábios... "Pára com isso Seth! Componha-se, cara! Foco! Foco!" - pensei. Ainda assim, levantar dois lobos como nós e nos imobilizar somente com o quê? Com as mãos? Com a mente? Com a mente era o mais provável, mas não menos possível. Eu sabia que alguns deles tinham poderes extras, como a Alice e o Edward tinham, mas nunca tinha visto algo como Andy. O que mais ele podia fazer também?!
Quando finalmente estávamos livres de nossas cordas invisíveis, Paul pôs-se a atacar Andy, quando eu soltei um rugido grave não sei de onde, e que pareceu surpreender tanto a Paul quanto a mim mesmo. Talvez aquele fosse o rugido do macho do casal. E eu gostei de experimentá-lo, mesmo sem existir o tal casal...
"Nós não temos tempo, Paul, deixe isso pra depois. Ele vai ficar por aqui mesmo, lembra? Haverá outras oportunidades." Disse despistando Paul. Ele rugiu mais uma vez para Andy e se virou e continuou correndo em direção a praia.
Eu baixei levemente a cabeça acenando e virei correndo para seguir Paul, ao que fui seguido de perto por Andy. Eu deveria mesmo começar a me refrear por que o que eu estava fazendo?! Atacando meus irmãos por um homem?! Mas eu nem sou gay, pelo menos eu acho que não sou. Nunca me interessei por caras, mas também nunca me dei muito bem com garotas, pensando bem. De qualquer forma, ele é homem e ele é um vampiro: tudo o que um parceiro de vida de um lobisomem Quileute não pode ser! Que sorte a minha! Que sorte a minha!
Quando chegamos à praia, Paul se transformou primeiro me mandando cobrir sua retaguarda contra qualquer ataque do "gelado atrevido", palavras dele, enquanto ele abria o posto. Alguns raios de sol apareciam no horizonte, lutando bravamente contra as grossas nuvens que anunciavam uma grande tempestade. Quando Andy atravessou um desses raios de sol, a pele de seu rosto que estava exposta brilhou como diamantes e definitivamente eu fiquei bobo com aquilo. Lindo!
Pára, Seth! Deve ter alguma coisa errada! Vai ver não foi um imprinting, vai ver foi só uma atraçãozinha besta! Mas como se eu o vi pela primeira vez ontem?! Impossível! Isso é loucura! Pára antes que alguém descubra!
"Descubra o quê, maninho?! Que você teve um imprinting? Como não saber se seus pensamentos gritam para quem quiser saber! Super discreto." Pensou Leah.
"Você estava ouvindo? Há quanto tempo?! E por que não pensou nada?! Deixou que eu ficasse exposto desse jeito! E eu não tive um imprinting! Tire isso da cabeça." respondi aborrecido.
"Não esquenta, apareci agora! Paul ainda tá na forma humana e o resto da matilha tá reunida com o conselho sobre o que fazer pra vigiar nosso novo 'hóspede', então eles não te ouviram. Só o Quil, mas ele tá bobo e ocupado demais pensando na Claire."
"Ei! Eu ouvi isso, hein!" protestou Quil de onde quer que ele estivesse.
"E aí? Quem foi a sortuda? Porque desde ontem você não fala nem pensa coisa com coisa." pensou ela.
"Não te interessa! E pára de ficar me analisando porque essa é a minha vida não a sua! Maldita conexão mental! Vai procurar o que fazer, Leah!"
"Eu já estou fazendo, maninho. Sam me mandou ajudar vocês porque ele viu o ataque do vampiro contra vocês lá atrás, e como eu sempre fui a mais rápida do bando, acabei chegando antes. Mandei que Quil voltasse pra ronda. Eu disse que dava conta."
"Falou a mulher-maravilha."
"Engraçadinho! Agora, me conta! Quero saber quem é!"
"Nem tenta! Não vou te contar! E nem adianta ficar ouvindo a minha cabeça vasculhando porque desse mato não sai cachorro. Agora vai embora e me faz o favor de não pensar nisso quando estiver ligada ao bando, porque senão você vai ver."
"Ui, medinho! Eu ainda descubro quem foi, você vai ver... Paul, Sam tá te esperando para se juntar aos outros no conselho. Parece que Jacob vai estar lá também."
"Tchau moleque!" pensou Paul pra mim antes de sumir no meio das árvores.
"Ah, Seth! Mais uma coisa: você foi o primeiro escalado pra ronda do observatório. Vai ficar aí a noite toooda! E não vale se transformar em humano. Vai perder o CSI e o suflê de chocolate da mamãe! Háá! Descasca essa batata agora, maninho!" terminou ela rindo antes de sumir.
"E que batata! Ai, eu mereço! Eu mereço! Sozinho a noite toda, tendo que vigiar um tormento. E que tormento! O que é que eu vou fazer todo esse tempo? Acho que eu vou começar a me concentrar nos episódios passados de CSI se eu não quiser dar bandeira". Eu deitei sobre as minhas patas torcendo pra que o tempo passasse logo.
"Hunf! Essa vai ser uma longa noite."
Continua...
Observação da Autora: As partes contidas neste capítulo e que foram grifadas em negrito, algumas frases para ser exata, foram retiradas na íntegra do livro Amanhecer da Saga Crepúsculo. Como sabiamente já prediz o disclaimer, isso não é caracterizado como plágio. (Eventuais dúvidas, leiam a Lei de direitos Autorais!).
Nota da autora: Gente, eu preciso antes de tudo, pedir mil e mais mil desculpas a vocês que [ainda] lêem essa fic! Eu tenho andado um tanto quanto ocupada, pois com duas faculs no dorso (costas não existe gente! É dorso!) e mais estágios, não tem me sobrado muito tempo para escrever. Esse capt estava semi-pronto a um bom tempo, mas somente há algumas semanas é que consegui um tempinho para terminá-lo. Agora indo ao que realmente interessa: o capítulo! Eu simplesmente gostei mais de escrever este tanto quanto gostei de escrever o capítulo de estréia da fic. Acho que foi porque finalmente eu senti ter incluído Andreas ao cenário pitoresco de Forks. Além do mais, é a estréia do meu querido e idolatrado salve-salve Seth na fic neah gente! Ele merece toda pompa e circunstância. Espero que tenham gostado das cenas do casamento e da reserva, porque são nelas que se observam uma maior interação – até agora- entre os dois protagonistas desta fic. Bella e Edward podem ser os mocinhos no Crepúsculo da tia Stephy, mas em Sunrise, o paraíso é dos lobos meu behin! Aki ninguém taska não, só eu e só se for pra colocar muita lenha nessa fogueira entre o "Andy" (que coisa foufa o Seth chamando ele de Andy!) e o lobinho cor de areia. Ai gente, to boba boba com a fic. Altas idéia aki. Já comecei a escrever os próximos capts. Vocês não perdem por esperar. Aguardem! Outra coisa: CADÊ AS REVIEWS? CADÊ O POVO QUE ME DEIXOU REVIEW NOS CAPTS PASSADOS QUE ME ABANDONARAM?! EU QUERO REVIEW! #lôka,toma desesperadamente um comprimido de Prozac
Agradecimento todo especial a Rodrigo Reis que se tornou o meu mais novo leitor. Fico feliz que tenha gostado da fic Rodrigo e espero que este novo capt tenha lhe agradado tbém.E dessa vez não demorei sete meses, foram só dois! Shaushuahs Mas não abandone a fic não. Eu tardo, mas não falho! *.* Como sempre repito: muita água ainda pra rolar nos córregos de La Push... Bêjabraço!
Nota da beta: Olá, pessoas! Beta na áreaaa!! Sim, eu estou em todas! Hahahaha! Mas antes de ficar me gabando, gostaria de pedir desculpas formais à Gê e a vocês. A demora na postagem teve como grande culpada a minha pessoa. Sorry! Podem apedrejar, mas é que minha vida anda uma loucura: trabalho, faculdade, namoro, trabalho, namoro, namoro, namoro, mais namoro e faculdade, então o tempo anda curto... mas eu JURO (palavra de beta) que isso não se repetirá, ok? Dentro de uma semana estarei de férias da faculdade, então as coisas ficarão mais fáceis. Caso haja demora na postagem, aí sim dirijam as pedras à Gê, ok? Hahahaha! Pessoas, adorei esse capítulo! A-D-O-R-E-I, então não podia deixar de comentar um pouquinho. Gê (MARA) mandou muito bem, não acham? Adorei o POV do Seth! Finalmente ele apareceu na trama! o/ Mas digam aeeeww, o que foi que acharam desse capítulo? Complicada a situação do Seth... em que mato esse lobinho foi se meter! Hahaha! E agora? Será que no próximo capítulo a matilha descobrirá quem é o objeto de imprinting do Seth? Como a matilha reagirá? Como LEAH reagirá? Ou será que nosso lobinho conseguirá esconder por mais um tempo esse little secret? Querem saber mais? Então não percam o próximo capítulo de Sunrise! Ah, e não esqueçam: REVIEWS!! Quem ler e não comentar ficará dois anos (porque não quero ser tão maligna assim com vocês) sem bimbar! E praga de beta pega!! Háaaaaa!!!
