Gênero: Drama/Romance
Spoilers: Essa fic pode ter um ou vários spoilers seja do livro um, dois, três, quatro ou meio do quinto (haushaushaush). Eu não sei ainda aonde a minha imaginação vai me levar, no entanto estejam avisados desde logo, porque depois eu não quero gente reclamando comigo oká. E ela é uma fic slash/yaoi (com um pouco de lemon no futuro?!), então se você não curte, e nem se arrisca a por os olhos em tal espécie de texto, não o aconselho a ir adiante.
Sumário: Finalmente Seth teve sua impressão, afinal todo lobisomem tem o direito de tê-la! Mas e se essa pessoa em questão não é exatamente quem ele esperava?
Disclaimer: Essa fic foi baseada na série de livros Twilght. Todos os direitos autorais pertencem a Stephenie Meyer. Eu só peguei o gancho dela e criei uma história a parte, só por diversão e falta do que fazer num domingo a tarde. Os novos personagens e o que acontece com eles... é tudo meu!
SUNRISE
por Ge Black-Masen
Capítulo 6: Descobertas, Reviravoltas, Frios na Barriga: Amor!
Seth Clearwater
Quando se é pequeno e os outros te perguntam o que você quer ser quando crescer, pipocam as mais variadas respostas, dependendo da fase e da modinha do momento: tem horas que você quer ser um super herói devido as séries da televisão, em outras, bombeiro, médico, ou guarda florestal. Mas o que ninguém, com certeza, responde é que gostaria de ser um lobisomem. Ainda mais um que se apaixona por um homem, sendo ele um vampiro. Sim, eu estava até o pescoço muito ferrado!
Desde aquela noite em que encontrei o Andy – porque ele é meu então eu chamo como quiser – meu mundo, meu universo, minha vida, mudaram: eu passei a gravitar unicamente ao redor dele. Por um único olhar, eu vislumbrei meu futuro e Andy fazia parte de cada cantinho dele, na verdade, ele era meu futuro. Mas desde o casamento da Bella eu repetia, como um mantra, uma única pergunta: como explicar a si mesmo que você se apaixonou, não porque quis, mas porque seu corpo quis, por um homem?! Independente de ele ser um vampiro ou não, ele era um homem e eu não me sentia atraído por homem algum até encontrá-lo. Não é como se eu acordasse um dia e decidisse que iria passar a gostar de homens: eu tinha amigos gays na escola da reserva e todos eles defendiam ferrenhamente que desejar outro homem não era uma questão de estilo de vida ponderável, cuja escolha você controle, mas algo íntimo seu, algo que vai da raiz do seu cabelo até as unhas dos pés e é mais forte que você. É você. E eu nunca havia entendido isso, pois sempre achei que não havia como dispensar uma garota se ela fosse bonita e lhe agradasse. Pelo visto, errei feio.
As rondas que eu fazia no posto de observação se tornaram cada vez mais constantes porque eu queria – e precisava – ficar todo o tempo possível perto do Andy. Ficar ali sentado observando ele trabalhar todos os dias, de certa forma, era uma forma de participar da vida dele, ser parte dele, mesmo que como expectador. E ele fazia tudo de uma forma extremamente detalhista, existia método para tudo, e eu só podia admirar como um cara bonito e adorável como ele – eu tenho usado muito essa palavra quando se trata do Andy - não estava até então nos meus braços.
"Aaah Andy! Como eu queria te envolver com meus braços, te proteger, te fazer carinho, te ajudar, te amar... PELO AMOR DE DEUS SETH! Pare com isso! Uma hora ou outra alguém ouve você pensando essas coisas e então o líder do conselho vai ganhar um tapete de pele de lobo novo para a sala dele!"
Esses episódios em que eu me pegava suspirando – e rapazes altos e musculosos como eu suspirando não pega bem, não somos menininhas – eram cada vez mais frequentes, e eram seguidos de perto por mim me censurando e calando meus pensamentos para não acabar me entregando. Mas cada dia que passava, ficar longe de Andy era mais difícil e eu simplesmente não sabia como chegar nele. Você pode até pensar que se eu gosto tanto dele eu tinha mais é que me declarar e tal, mas não é assim tão fácil. Precisa ter culhões pra isso e os meus por aqueles tempos pareciam simplesmente ter murchado, ou mesmo sumido. No quesito declarações de amor, eu estava mais pra poodle do que pra lobo. E assim eu fiquei me flagelando dias sem saber como agir, até que Andy teve que sair pra caçar e eu resolvi tomar uma decisão: depois que ele voltasse, eu o procuraria.
Mas as coisas não correram muito como eu planejei, pois Sam ordenou que eu trocasse de turno na vigia das bordas mais distantes da floresta da reserva enquanto Quil acompanhava Clair ao médico em Seattle, já que o médico da reserva tinha viajado e jamais levariam a menina para ser atendida pelo Sr. Cullen. Passei dias enfurnado nas entranhas da fronteira com o Canadá, correndo de lá para cá, na maior parte do tempo como humano, para que ninguém me ouvisse pensando em Andreas. Ao menos aquele tempo sozinho me serviu para refletir e concluir que esperar pelo momento mais oportuno seria a decisão mais correta. Se existe uma coisa que você aprende caçando é que não dá pra atacar a presa de primeira, pois se você vai com sede demais ao pote, você derrama mais água do que bebe. Deixe a presa se sentir sozinha e segura, depois você ataca. Daí que não pude deixar de pensar em Andy como uma presa que eu estava prestes a atacar e possuir, e eu me deixei sonhar acordado, porque só aqueles pinheiros seriam testemunhas de meus levianos pensamentos.
Quando Andy voltou à reserva depois da caça, estávamos esperando para escoltá-lo de volta a praia. Leah e Sam fizeram questão de me acompanhar porque não acreditavam que eu sozinho daria conta de levá-lo de forma segura ao observatório. No fim, foram embora e me deixaram lá para vigiá-lo noite adentro.
Quando a lua estava cheia no céu, grande e brilhante como um imenso holofote celeste, Andy saiu do posto e ficou parado sobre o peitoril do posto; sua imagem à luz daquele luar era das mais inebriantes. "Sabe, lobisomens não estão como presas na minha cadeia alimentar, então eu não mordo ok?! Ao menos se você não me morder primeiro!" Ele disse, rindo. Levantei-me de um pulo, certificando-me que ouvira cada palavra e abri o meu mais largo sorriso – ou o mais perto disso para um lobo. "Eu entendo as circunstâncias em que te puseram, mas já não te disseram que é feio encarar as pessoas sem conhecê-las primeiro? E, corrija-me se eu estiver enganado, eu acho que você deve ter sido educado não?". Achei completamente desnecessário aquele comentário. Minha mãe havia me dado educação sim! Tanto deu que eu estou aqui feito bobo me segurando para não atacar você! "Tá, me desculpe ser rude, mas essa rixa entre nós e vocês me soa um tanto controversa. Eu entendo perfeitamente a intenção de vocês em proteger a sua aldeia, mas essa desculpa já está meio ultrapassada você não acha?! Quer dizer, não é como se nós, os Cullens, fôssemos de fato uma ameaça! Nós somos vegetarianos! Só ingerimos sangue 100% orgânico, sem origem humana!". Ri novamente. Sorrisos estavam ficando cada vez mais frequentes naquela conversa.
"Enfim, cabeças duras eu conclui que vocês são, agora, eu não sei como vocês são e quem são vocês. Simplesmente aparecem como lobos, à surdina à noite e serpenteiam pela floresta pela manhã.". Eu tinha que reconhecer que aquela vigilância acirrada era mesmo desnecessária. Andy não representava nenhum risco, eu sabia. Mas os outros não e nem queria saber, por isso só abaixei a cabeça, envergonhado. "Enfim, não sei o que dizer, mas se mais algum de vocês estiver ouvindo isso, tenho só uma coisa a dizer: Oi, sou Andreas, sou um vampiro "vegetariano" e estou sem consumir sangue humano há 306 anos!" Ele então sorriu de uma forma que derrete uma geleira inteira, e aquilo foi o tiro da misericórdia pra aquela noite, pois meu coração falhou mil batidas depois daquilo!
As semanas seguiram, e Andy criou o hábito de ficar sentado na escada do observatório conversando comigo de lá, contando suas histórias, compartilhando comigo sua vida... e ele tinha cada história melhor do que a outra pra contar. Era como se ele tivesse vivido um livro sem fim, pois as coisas só ficavam mais e mais interessantes. E em um desses dias em que estávamos conversando, até o ponto de eu simplesmente capotar de sono, acordei minutos depois, quando o dia já estava claro, com Andy tentando salvar uma das baleias que estava encalhada na praia. A baleia parecia não estar disposta a cooperar, por isso Andy novamente me surpreendeu e levitou a baleia alguns metros em direção à água: deve ter feito um esforço imenso para levantar o animal já que pelo tamanho, devia pesar umas 50 toneladas – ok, não sei se chegava a isso, mas era bem pesada! Ele acabou não conseguindo alcançar a beira da praia, e eu não estava disposto a ficar ali vendo sofrer sozinho. Chamei os outros, explicando a situação, e eles vieram o mais rápido que puderam, com Leah na dianteira. Sempre exibida!
Sam ordenou secamente que Andy se afastasse para que pudéssemos assumir dali e eu senti uma pontada no peito somado a um fechar involuntário dos punhos, um desejo enorme de voar em Sam e socá-lo até não bastar. Ali eu percebi o quanto essa coisa de imprinting é mais forte do que a gente, do que tudo! Faltou muito pouco para que eu perdesse mesmo a cabeça. Por sorte estávamos todos na forma humana e ninguém tomou conhecimento do meu nada-pequeno acesso de raiva. Acabamos levando a baleia até o mar, não sem outra "pequena" ajuda de Andy.
Como o passar dos dias eu notei que estava comendo muito mais do que o habitual, e sentia vez ou outra uma vontade louca de sair correndo e me exercitar! Notei também que estava começando a crescer e ficar mais forte, mais ágil, com o corpo mais definido e pelos começaram a surgir onde não existiam antes. É bom que saibam que índios não têm pelos no peito ou mesmo barba, bem, talvez um ou outro mais velho deva ter, mas eu definitivamente não tinha, até dois dias atrás! Cheguei ao ponto de considerar começar a me barbear! Leah até comentou que, como lobo, eu estava ficando maior também, e perdendo a pelagem areia clara por uma mais escura. Quando me olhei no espelho certa manhã, vi que não olhava mais para aquele moleque de todos os dias, mas tinha um homem ali que veio aos poucos, sem que eu percebesse logo de cara. Foi aí que eu percebi que meu corpo mudou devido ao imprinting, para o Andy, ou em resposta a ele pelo menos. O meu lobo me preparou para cortejá-lo, conquistá-lo! E me deu a coragem que eu precisava para finalmente contar tudo para ele.
Quando a noite chegou, encontrei Andy sentado a beira do posto, como de costume, parecendo pensativo, ausente, mas nem por isso deixou de notar minha presença ali. Como que cumprindo uma rotina, ele começou a tecer os "monólogos" dele sobre como foi seu dia, suas descobertas sobre as baleias, como isso poderia revolucionar os estudos sobre comportamento animal, e tudo mais que ele achava interessante. Se ele achava, eu também achava. Foi então que ele começou a contar uma história de amor entre dois vampiros alemães que conhecera na 2º Grande Guerra. E no meio disso tudo, ele talvez não tenha, mas eu percebi que o assunto rumou para algo mais pessoal, da própria pessoa do Andy. Vê-lo ali tão vulnerável, como se fosse quebrar, fazendo mil perguntas do porquê de ele achar-se insuficiente em alguma coisa, de estar cansado de esperar pelo amor que jamais viria, só me deu mais força, mais coragem para ir até ele, tê-lo nos braços e fazê-lo sentir que EU estava e sempre estaria ali por ele. Se antes era pelo imprinting, agora seria porque sinceramente eu achava que não somente ele, como eu também merecia ser feliz. E eu queria fazer da minha a felicidade de Andy.
Foi instintivo e automático: meu lobo parecia me mandar levantar e correr até ele quando me transformei de volta em humano e andei calmamente até o posto. Eu sabia que ele sentia a minha aproximação, mas talvez simplesmente a tivesse ignorado, distraído pelas divagações.
"...Quando terei o toque ou o olhar de alguém que expresse todo o afeto e carinho que eu acho ser merecedor..." o ouvi dizer em um suspiro. "Ainda espero pela vinda daquele que me roubará um beijo e me dirá, olhando em meus olhos, que é o homem da minha vida...".
Pus fim à distância que ainda se fazia entre nós dois, tomei seu rosto entre minhas mãos e o beijei. Senti o gosto daqueles lábios frios, que para mim queimavam tanto quanto eu achava estar queimando por dentro. Havia uma voz bem pequenininha do que com certeza eu achava ser a minha consciência inconveniente, me dizendo "Você só pode estar louco beijando um vampiro! Só pode! Você é mesmo um ferrado, Seth!" Apenas dane-se consciência escrota! Eu QUERIA aquele beijo. PRECISAVA. Era consumação do desejo, dos sonhos, do instinto do lobo.
Eu poderia passar a eternidade naquele beijo, mas ao contrário de Andy, eu – infelizmente – precisava respirar. Quando cortamos o beijo, olhei para cada cantinho do seu rosto, como se quisesse guardá-lo para sempre – e eu queria! – na memória, me detendo nos seus olhos dourados quando disse:
"Não precisa esperar mais. EU sou o homem da sua vida."
Nota da autora: Olá, pessoas lindas! Esse capítulo demorou e saiu curtinho por vários porquês: 1)para mostrar que eu NÃO abandonei Sunrise; 2)eu queria testar para ver se eu ainda sabia mexer no ffpontonet depois de tanto tempo! kkkk 3) não tinha como colocar ele dentro do próximo capítulo, pois iria interferir na narrativa do Andy e iria ficar parecendo "coito interrompido". 4) Seth merece um capt só para ele! Agora, eu não sei se vocês estão gostando dos rumos que a ffic está tomando, pois careço de retorno por parte de vocês, mas estou me esforçando very hard aqui oka?! A partir do capítulo que vem as coisas começam a se desenrolar mais naturalmente, não somente entre os nossos dois preciosos como também na própria narrativa da tia Stephy, já que o objetivo inicial da ffic foi fazer parte da história original, mas sem ser muito out&over, procedendo uma transição suave. Oká?! Bjos!
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