Capítulo 2 – Esses Muros Entre Nós
Uma vez que o choque passou, Draco foi até a biblioteca para fazer alguma pesquisa. A biblioteca dos Malfoy tinham volumes sobre todos os tipos de feitiços e magia. Magia particularmente maligna. Quando jovem, Draco tinha passado horas sobre eles, pensando em maneiras de atormentar seus inimigos. Grande parte das ideias nunca sairam do papel, mas deu-lhe um grande senso de superioridade em saber que ele poderia fazer um feitiço que fazia tudo que o enfeitiçado comer ter gosto de óleo de fígado de bacalhau.
Ele nunca tinha ido para a biblioteca á procura de algum livro diferente do que mágica. Havia uma primeira vez para tudo, ele pensou. Ele sabia que livro estava procurando. Ele havia o encontrando uma vez, ao procurar um feitiço que fazia um brincalhão seguiar a vitima.
Aparentemente, sua mãe comprou-o quando descobriu que estava grávida dele. Ela era apenas uma criança, e sua mãe morreu logo após a cêrimonia de casamento dela e Lucio. Os vizinhos ainda espalharam boatos que Lucio havia matado a própria sogra. De qualquer forma, ela não sabia o que esperar quando ela estava esperando, por isto comprou o livro. Foi um daqueles guias que explicam como ter bebês para cabeças-de-vento. Draco odiava admitir, mas ele definitivamente caiu nesta categoria.
Draco rapidamente localizou o livro, que parecia mais grosso e mais cheio de palavras que nunca. Ele caminhou até as escadas para o quarto com ele nas mãos. Uma equipe de idiotas maiores e de aparência mais fraca tinha substituido o único comensal na porta. Draco suspirou. Ele realmente queria chegar lá e falar com Gina, mas ele não via como isso era possivel.
Ele ainda estava fingindo que ele não sabia qual era o plano do Senhor Escuro. Ele tentou esconder o livro o máximo possivel dos Comensais da Morte enquanto marchava para seu quarto. Ele não tinha certeza se eles eram brilhantes o suficiente para ter dominado a habilidade da leitura, mas nunca fazia mal ser cuidadoso. Ele não sabia o que Voldemort faria se descobrisse que Draco sabia de seu plano. Será que faria alguma coisa a ele? Ou pior, fazer alguma coisa a Gina e o bebê? Draco não queria coloca-los em mais perigo, ou assusta-los. Se (N/T: Voldemort) mudasse eles da Mansão Malfoy então ele perderia a pouca chance de entrar em contato com Gina que tinha.
Ele parou e escutou. Não houve sons vindos de seu quarto. Bom, ele pensou. Talvez ela finalmente foi dormir. Ela precisava de descanso. Ele se perguntou se ela estava pirando como ele estava. Em questão de poucas semanas, todo o seu mundo havia sido virado de cabeça para baixo.
Na manhã seguinte depois que ele, finalmente, se lembrou do que aconteceu, Draco não poderia nem mesmo levantar-se para sair da cama. Sua mãe acreditava que ele estava doente e disse a todos que Draco havia contraido "A" Gripe. Ele desejou que era tudo o que havia de errado com ele. Ele não conseguia esquecer o olhar no rosto de seu pai quando ele tinha feito aquele feitiço. Era como se ele foi mandado transformar palitos de fosforo em agulhas ou algo completamente, ou mais, banal que isto. Um tempo depois, Draco realmente se sentiu fisicamente doente quando ele pensou sobre isso.
Mas todos os dias ele foi ao café da manhã, almoço e jantar, sem falhar. Ele não estava surpreso ao descobrir que nada havia mudado. Eles agiam exatamente como antes. Se havia uma coisa que sua familia tinha o ensinado, era como fingir que nada estava errado, mesmo se o mundo estivesse caindo ao seu lado. Se alguém de fora ve-los nunca seriam capaz de dizer entre o Draco, que respeitava e admirava seu pai e o Draco, que odiava seu pai com todo o coração.
Deixava-o curioso para saber o que estava acontencendo atrás das fachadas dos pais. Lúcio estava planejando assassinar Draco e a esposa? Ou ele era um cara bom lá no fundo de seu coração e ele estava apenas fazendo o que achava que era melhor para sua familia? Narcisa estava perfeitamente feliz em ter a aparência perfeita para o mundo de fora? Ou ela deseja fugir dessas paredes, tanto quando Draco fez? Realmente, quem poderia dizer?
Ele não podia acreditar que ele tinha sido enganado por eles por tanto tempo, ele sempre se imaginou inteligente. Quando ele era mais jovem, achava que seus pais eram perfeitos. Ele imaginou que o seu amor era como se fosse em livros infantis. Quando eles se conheceram o sol realmente brilhou com todo seu esplendor e os anjos do céu ( ou de outro lugar) desceram para cantar seu coro. Então, pouco depois o bebê Draco chegou para ser o colirio para seus olhos, o filho ideal.
Pegou o livro do bebê e abriu em uma página que Narcisa tinha feito uma orelha. Era a história de uma mãe solteira que lidou com a gravidez sozinha. E se tivesse sido assim para ela? Seria assim para Gina?
Inevitavelmente, todos os pensamentos sobre seus pais levaram para o correndor, onde estava Gina. Em sua mente, ele imaginou sua figura minúscula ficando inchada e gorda como se ela estivesse grávida de nove meses, embora de acordo com o livro, o bebê era do tamanho de um grão de arroz. Ele quis desesperadamente ve-la, para perguntar como ela estava e para ver se havia alguma coisa com que pudesse ajuda-la.
Principalmente, ele só queria saber o que estava acontecendo. Ele estava se sentindo bem? Ela culpava-o? Será que ela, pelo menos, sabia o que tinha acontecido? Ele queria estar envolvido e não apenas ser o cara que engravidou-a e em seguida entregou-a para o Lorde das Trevas. Basicamente, ele queria ser um pai melhor que Lúcio.
No entando, não havia muito que pudesse fazer. Cada dia que passava, Draco percebeu que havia sempre alguma coisa que ele não sabia. Ele nem sabia se ela estava grávida de quantas semanas. A concepção poderia ter acontecido em qualquer uma das noites em que estiveram juntos e ele não tinha certeza de quando foram elas. Provavelmente acontecera a várias semanas.
O livro não foi de muita ajuda. Ele só serviu para assusta-lo, dizendo-lhe absolutamente cada coisa minuscula que poderia dar errado. Pela primeira vez na vida, ele encontrou-se desejando que o livro a sua frente fosse trouxa, porque então as imagens não se moveriam. Ele poderia ter entendido perfeitamente sem um diagrama de dança do feto, com dez semanas, que gritava "Eu posso fazer Xixi!" porque seus orgãos genitais haviam se formado.
Todas as outras páginas foi cheio de instruções e avisos que fez sua cabeça girar. Preocupações inundavam sua mente como um maremoto. E se alguma coisa aconteceu com Gina? Ou pior, e se alguma coisa aconteceu com o bebê? Não havia qualquer medi-bruxos por perto e não era como eles poderiam levá-la ao hospital mais próximo. Se havia um problema, não haveria ninguém para ajuda-la.
Ainda mais assustador que a possibilidade de que algo ia dar errado, era a chance de que tudo iria corrrer bem. Então, em poucos meses, haveria um pequeno saco de carne que não faria nada a não ser chorar, comer e fraldas, (N/T: na tradução ficaria alguma coisa como "cagar" ou "cocô", então preferi deixar como Fraldas.) necessitando de supervisão constante. Por mais que Draco queria ser um bom pai, ele sabia que havia uma grande probabilidade que ele iria ficar em grandes problemas para isso. Olha quem ele tinha como professor!
Crianças faziam Draco nervoso. Sempre que alguém lhe entregava o bebê ele devolvia o mais cedo possível. Ele não gostava de crianças. Droga, ele nem gostava de adultos. As pessoas em geral fora, talvez, as criaturas mais repugnantes, vis que já existiram sob a face da Terra, tanto quanto ele estava preocupado. Cada pessoa que ele conheceu tinha algo terrivelmente errado. Eles eram cheios de sî, estupidos, feios, sujos, chorões, mal-criados ou faziam barulhos altos quando eles comeram. E o garoto teve de crescer com todas essas pessoas ao seu redor.
Ele ficava todas as noites ouvindo os sons vindos do quarto de Gina. Ele precisava de alguma dica sobre o que estava acontecendo com ela. Grande maioria das noites foram silenciosas para Draco. Ocasionalmente ele poderia, vagamente, distinguir o som de soluços silenciosos. Ele podia vê-la em sua mente, agachada no chão, entre a cama e a parede, segurando seus joelhos enquanto rios de lágrimas encontravam seu caminho pelo seu rosto.
Ele queria tanto ir e dizer algo que pudesse torná-la melhor. Mas ele sabia que, mesmo se ele entrasse para ve-la, não haveria nada que pudesse dizer. Ela tinha sido arrancada de sua familia, presa em um lugar estranho e forçada a ter um filho para o Senhor Escuro. A maioria das pessoas provavelmente já teria perdido a cabeça neste momento. Ele não era bom em confortar os outros de qualquer maneira.
O simples pensamento de lágrimas fez Draco ter vontade de chorar também, junto a ela, de raiva de seus captores. Ele se perguntou como os Comensais da Morte podiam ficar fora de sua porta, ouvindo-a gemer e não se sentir no dever de fazer alguma coisa. Eles eram pessoas horriveis, pareciam tão mortos, será quen ão incomoda-los no minimo?
Ocorreu-lhe que apenas alguns meses atrás, ele teria feito a mesma coisa. Se ele tivesse ouvido falar de Gina Weasley chorando em Hogwarts ele teria ignorado. Ou ainda mais provavel, ele teria ridicularizado ela em uma tentativa de fazê-la chorar mais um pouco. Ele era mais feliz quando um Weasley chorava.
Ele era uma pessoa horrível. Ele sabia disso. Em breve, ele teria a dúbia distinção que seria um pai horrível também.
Draco esfregou as têmporas. O relógio lhê disse que era em torno das três da manhã e Gina não tinha feito nem um pio nesta noite. Ele esperava que tudo estivesse bem. Seu maior medo era de que algo importante viesse a acontecer e ele nem sequer saberia. Draco odiava ser tão limitado. Mas não havia outras opções. Ele poderia ficar, fingir ser um bom menino – como ele vinha fazendo, ou ele poderia ir embora. Ele ele se desligaria totalmente o que simplesmente não aconteceria.
Ele suspirou e releu o paragrafo. Ele não entendia nada disso. Normalmente ele culparia o fato de que nada fazia sentido as 3 da manhã, mas não foi isso. As coisas não faziam sentido uma vez que ele voltou para casa. talvez ele ainda não tinha embrulhado sua mente em torno do que estava acontecendo. Foi muito para processar. Adicione todos os termos engraçadinhos no livro do bebê e seu cerebro entraria em colapso completo. O que era diabos era "Desproporção Cefalopélvica" mesmo?
Um ruído no corredor escuro, fe-lo sair de seus pensamentos. Quem infernos seria neste andar em torno das quatro da manhã?
Havia vozes. Draco pulou da cama. Ele precisava chegar mais perto se ele queria ouvi-los. Ele pressionou seu ouvido contra a porta na esperança que a madeira grossa não abafaria os sons demais.
"...que quarto?" disse uma primeira voz que Draco não identificou
"A primeira, no final do corredor." Ele forçou sua cabeça ainda para mais perto da madeira. Estavam falando do quarto de Gina?
"Não ela!" disse uma terceira voz que ele reconheceu imediatamente como seu pai "a biblioteca com a porta de carvalho vermelha"
O coração de Draco afundou. Não era o quarto de Gina, que estava do outro lado do corredor e algumas portas para baixo. Ainda assim, estava cuiroso. O que eles estavam fazendo lá? Os comensais da Morte sempre se encontram no escritorio de Lucio ou no Salão Principal. Ele esperou por suas vozes desaparecerem, então timidamente, abriu a porta silenciosamente amaldiçoando-a por chiar.
Ele atingiu a cabeça para fora, olhou para os dois lados do corredor. Ninguém estava vindo. Vestido apenas com seu pijama de seda, Draco andou pelo corredor sem fazer sons. Ele poderia se esgueirar na Mansão Malfoy como ninguém, mas nunca fez mal ser cuidadoso. Seus pés descalços, inconscientemente, pararam em frente à porta de Gina. Não era guardada mais. Ele queria bater. Ele tinha tantas perguntas.
Ele olhou da porta para a biblioteca. Ele sabia que não podia. Eles estavam muito perto e concerteza ouviriam se fizesse alguma coisa. Silenciosamente, ele se resignou ao fato de que agora não era o momento. Era uma tolice tentar qualquer coisa debaixo de seus narizes. Talvez os Comensais poderiam responder algumas de suas perguntas irritantes. O que era melhor que nada.
"Eu confio que tudo correu bem, Lúcio?" a voz cortou a noite. Ela era mais suave que as outras, mas mais sinistra e aguda, quase como uma voz de uma garota fútil. Não. Mais como unhas em um quadro-negro. Ela fez Draco estremecer. Ele nunca tinha ouvido a voz de Lord Voldemort. Ele parecia entediado, como se mal esperasse para fazer magia negra novamente. Quando o pensamento de Draco passou novamente por sua cabeça, ele percebeu que provavelmente era.
"Sim, Mestre" Draco estremeceu quando seu pai murmurou as palavras. Ele imaginou que ele estava usando a mesma declaração que ele tinha naquela noite no quarto de Draco. Submisso perante o mal.
"Lucio realizou um feitiço complexo sobre a garota" Voldemort anunciou para os outros Comensais da Morte. Uma onda fraca de conversas varreu o quarto. Draco imaginou-os todos murmurando sobre o por que do Senhor Escuro escolher Lucio. Eles foram silenciados quando o Lorde falou novamente "Isso vai garantir que meu herdeiro nasça com poderes comparáveis. Ele será de grande adição para a nossa causa. Suspeito que Dumbledore e seus seguidores amante de trouxas não serão nada contra nós, comigo ressuscitado em força total"
Draco zombou. Ele nunca teve muito respeito por Dumbledore, nenhum, na verdade. Mas ele sabia que quando as pessoas andavam dizendo coisas como "eles não tem chances contra nos!" umam orte dolorosa normalmente não estava longe.
"Infelizmente" Voldemort continuou "vai levar mais uma decada para isso; alguns anos a mais não fará diferença. No entando, precisamos nos proteger nesses proximos anos.
Os comensais soaram seus acentimentos. Alguns acentiram e outros aplaudiram, Draco revirou os olhos.
"Eu perdi muitos fiéis seguidores nos anos em que estive sem meu corpo, e uma vez que esta guerra começar, temo que só perdemos mais. Nossos numeros diminuiram"
os homens encapuzados começaram a gritar promessas. Eles tinha filhos, sobrinhos, irmãos e primos que se juntariam as fileiras de Voldemort. Eles ouviram que fulano estava pensando em aderir à causa. Todos eles lembraram Draco dos elfos domesticos que corriam para encontrar qualquer coisa para Draco comer enquanto este estava com fome. Lucio Malfoy, visivelmente, estava em silêncio.
"Lucio..." O Senhor Escuro assobiou
"Claro, Meu Senhor" ele gaguejou "Toda a Familia Malfoy está a seu serviço"
Draco parecia doente alí mesmo, no chão, brilhante e limpo mármore. Era o seu querido e velho pai preste a coloca-lo em mais atividades extracurriculares?
"Bom..." disse Voldemort aparentemente satisfeito. Ele falou mais alto para que os outros comensais ouvissem "Que seja conhecido que agora estamos recrutando novos puros-sangue para receber a Marca Negra. Espero que todos tragam Comensais novos para mim" sua voz tornou-se mais fria, se fosse possivel. "Esteja avisado, a resistência vai tentar se infiltrar com espiões" ele fez uma pausa. Draco estava olhando desconfiado ao redor da sala "isso não pode ocorrer. Qualquer pessoa que trazer um espião para nosso rebanho sera Morto."
Coletivamente, todos respiraram bruscamente.
"Eu vou dizer a Draco" Lúcio assegurou a Voldemort, que riu sem humor.
"Não há necessidade. Ele está no lado de fora da porta."
Queixo de Draco foi ao chão. Como ele foi tão obvio? Quanto tempo Voldemort teve conhecimento de seu paradeiro? De repente, a porta da frente se abriu revelando o pai de Draco, que não estava para lá de satisfeito.
"Draco!" ele latiu com vergonha, seu único filho estava escutando conversas pessoais e o pior de tudo, se escondendo nas sombras como um mero criminoso comum.
Pela primeira vez, Draco teve como dar uma boa olhada nas pessoas da sala. Ele nunca tinha visto Voldemort de perto antes. O homem era horrivel. Ele não podia imaginar que tanto ódio levaria uma pessoa a fazer magia que a tornasse assim. Ele tentou não olhar com repulsa quando o Lorde das Trevas deu um passo mais perto dele. Fingir que este é o melhor momento da sua vida, ele instruiu-se. Meninos e meninas maldosos só poderiam sonhar com o dia que estariam diante de Voldemort e dizer-lhê que desejavam servi-lo com lealdade. Draco sabia disso pois ele tinha sido um daqueles tolos, pobres e iludidos.
Ele tentou não se concentrar no rosto nojento de cobra. Ele olhou para longe, fingindo que era um sinal de respeito. Ele reconheceu alguns dos rostos que pontilhavam a sala. Crabbe e Goyle pais estavam em pé na parte de trás olhando apenas vago por seus filhos. O carrasco, MacNair estava a toa encostado na parede. Nada disso surpreendeu. Ele suspeitava que eram comensais o tempo todo. Mas o homem de pé diretamente atrás de Lucio fez Draco dar um suspiro.
Os olhos escuros de Severo Snape olhou para ele. O pensamento de que seu ex-professor estava no lado de Voldemort nunca havia passado pela sua cabeça. Ele sempre pensou que Snape era o homem bom. Ele era uma pessoa cruel e pervesa, com certeza, mas que não tinha nada a ver com os lados da guerra. Seu pai coloca um rosto educado e respeitável para o mundo, e olha sua real forma. Snape era um amigo de confiança de Dumbledore e um professor de Hogwarts. Draco nunca tinha sabido que o Galeirão de Idade poderia ser tão errado sobre alguém.
O rosto de Snape se contorceu de um modo que Draco nunca tinha visto antes. Então ele balançou a cabeça e desviou o olhar, aparentemente incapaz de suportar a visão que se passava a sua frente. Draco não conseguia distinguir as emoções tocando o rosto de seu professor. Foi a vergonha? Medo? Pena? Mas, de alguma forma, não importando que emoção era, fez Draco sentir-se dez vezes pior do que Lúcio gritando com ele. Ele desejava, agora, que tivesse ficado no seu quarto.
"Draco! O que você...?!" Lúcio só começou. Voldemort o cortou.
"A curiosidade não é pecado Lucio." Ele até parecia impressionado que Draco foi sorrateiro o suficiente para passar pelos Comensais da Morte. Ele virou-se e dirigiu-se a Draco. "Você sabe o que nós estavamos discutindo Draco?"
"Sim" ele gaguejou, concentrando-se em não ser visto assustado "Você quer novos Comensais da Morte."
O Lorde das Trevas acentiu. "Antes disso rapaz"
Draco tentou não reagir por ser chamado de menino. Ele odiava isso, mas ele não podia deixar Voldemort saber. "Você estava falando sobre o bebê"
Voldemort sorriu sadicamente "Então você sabe do plano para me dar um herdeiro"
Draco assentiu. Não havia ponto em esconder a verdade.
"Descobriu sozinho?" Mais uma vez Draco assentiu. Em vez de estar com raiva, como Draco pensou que seria, o Lorde das Trevas parecia, até, satisfeito "Você é um menino esperto, Draco. Você vai ser uma adição valiosa para a nossa causa. Espero que esteja pronto para aceitar a Marca Negra"
"Sim" Disse Draco devidamente, tentando fingir que ele não queria nada mais do que ter uma cobra repugnante queimando em seu ante-braço
Voldemort sorriu, se isso fosse possivel com seu rosto. "Bom, muito bom" ele coçou o queixo, pensativo. "Você teria feito esta noite?"
Draco entrou em pânico. É claro que ele não queria ter a Marca em seu braço, mas se ele recusasse o Senhor Escuro, Lúcio o expulsaria; e se Lúcio chutou-o para fora, ele certamente nunca veria seu herdeiro. "Sim" ele disse novamente, sua voz oscilando audivelmente.
Na sua frente, Lúcio sorriu com orgulho. O Lorde das Trevas desejava que seu filho se juntasse a eles! Snape fez uma careta e se afastou. Ele não podia mais aguentar isso.
"Isso não vai ser feito esta noite" disse simplesmente Voldemort. Aliviado, Draco soltou o suspiro que nunca soube que segurara. "Eu gostaria de esperar até meu herdeiro nascer. Você quer ser marcado na mesma cerimônia. Será um gesto simbólico. Você, pai biologico do menino vai entrega-lo a mim, seu verdadeiro pai."
Draco forçou um sorriso. Ele queria gritar que nunca daria seu bebê para Voldemort, mas então, os olhos cinzentos se reuniram com os calmos olhos pretos de Snape, e de alguma forma, ele conseguiu se controlar. Rangeu os dentes.
"Como você quiser" afirmou sem emoção sem tirar os olhos de Snape
"Está resolvido então" respondeu Voldemort "Você vai estar vendo muito mais de mim no futuro, Draco." Um arrepio correu todo o corpo de Draco. Essa foi a última coisa que ele quis.
Voz de Voldemort tinha uma nota de finalidade que fez os comensais da morte desaparatarem com subitos "pops". Eles não fizeram perguntas, nem uma palavra. Só foram como se tivessem sido ordenado. Apenas quando Snape que ofereceu a Draco uma estranha careta, meio-sorriso para Draco desapareceu. Finalmente, com um leve aceno de cabeça para o futuro Comensal da Morte, Voldemort também desaparatou de sala, deixando Lúcio e seu filho sozinhos.
Seu pai olhou-o de cima abaixo, a luz que brilhava estranhamente em seus olhos... Draco nunca se lembrou de quando seu pai esteve orgulhoso dele antes. Quando ele se tornou apanhador da Sonserina: Lúcio havia ameaçado tomar sua vassoura se ele não batesse Harry Potter. Quando ele tinha se tornado monitor-chefe: ele estava com raiva que Hermione Granger ainda vencia-o em cada exame. Ele não tinha sequer se preocupado em ir na sua formatura de Hogwarts "por causa de algo que Voldemort lhê pediu para fazer"
Foi um verdadeiro teste para o personagem de Lucio Malfoy que estava a beira de lágrimas sobre o pior momento da vida de Draco "Bem, este é um dia Feliz!" declarou alegremente.
Draco nunca quis tanto bater em alguém na sua vida.
No dia seguinte, Draco foi informado que estava fazendo parte dos Comensais da Morte, grupo de esquemas. Deixaram-no em todos os seus segredos e mostrou-lhe todas as coisas horriveis que estavam fazendo em outras alas da casa. A primeira coisa que descobriu foi que eles estavam tramando – mais uma vez – a morte de Harry Potter
Era um plano elaborado especialmente para Potter. Mesmo que eles tinham falhado a cada ano que Draco podia se lembrar, os Comensais da Morte não se desencorajavam. Pareciam que toda vez que eles não conseguiam matar O Menino Que Sobreviveu, pensavam em uma forma mais complexa e ridicula para fazê-la na proxima vez. Em seguida, eles se perguntariam porque elas nunca funcionavam. Draco não podia deixar de rir deles. – O que seu pai não aprovava no entando – Foi uma das poucas coisas que o fizeram rir desde que a coisa toda começou. Eles eram apenas patéticos. Eles ficariam milionarios se formassem uma trupe de comédia.
Ele não iria chamar Harry de amigo, Amargos Inimigos era mais parecido com eles. Ele tinha desejado Potter morto mais vezes que poderia contar. Ás vezes, ele até tentou fazer o trabalho sozinho. Ainda assim, ele encontrou conforto na ideia de que os planos patéticos não iriam funcionar. Gina não queria que ele morresse.
Não importa o quão dedicado ele agiu, ou o quanto ele atuou. Draco ainda não era permitido em qualquer lugar perto de Gina. O mais próximo que ele conseguiu foi em seu quarto á noite. Ele tentou não deixar que isso levasse-o para baixo. Tinha certeza de que seria capaz de chegar lá um dia, ele simplesmente não tinha certeza de como chegaria. Ele tinha muitas ideias, mas nenhuma delas era muito plausivel.
Muitas vezes fingiu estar doente ou cansado para que ele pudesse voltar para seu quarto. Ele passaria algumas horas depois da meia-noite, com apenas sua varinha iluminando seu livro para ele ler uma e outra vez. Ele encontrou alegria ao ouvir sons vindos do quarto de Gina. Ele foi tentado a simplesmente parar de sair da cama de manhã. Ele poderia machucar-se ou algo assim, então não seria curioso.
Gina estava agora a chegar ao fim de seu primeiro trimestre. O livro diz que o segundo trimestre é geralmente o mais fácil para a mãe cheia de expectativas.
"O inicio do segundo trimestre geralmente marca uma diminuição dos hormonios da gravidez. Isso deve resultar em oscilações de humor e menos mau humor" ele leu em voz alta uma noite.
Naquele exato momento houve um barulho muito alto. Ela estava tentando bater na porta "Vocês bastardos! Deixem-me sair daqui!" Gina gritou com toda a força de seus pulmões "Arrgh!" ela gritou de frustação. Depois, houve um barulho batendo que só poderia ter sido um movel pesado, quebrado, que foi lançado contra a porta pesada.
"Graças a Deus por isso" Draco murmurou ironicamente quando ouviou o Comensal entrar em seu quarto, em uma tentativa para que se calasse. Ele esperava que ela tinha outra peça para o Comensal. Ou pelo menos acertasse um bom chute
Os meses quentes de verão por fim se renderam aos invernos estéreis. Felizmente, os Comensais da Morte ignorou a maior parte de seus planos até que o tempo melhorasse. Nevou mais do que Draco se lembrava. Narcisa pegou uma terrivel gripe. Ela teve que ficar de cama e repouso constante. Ela exigia as coisas mais ridiculas e insistiu que eram fundamentais em seu processo de cura. Draco estava um pouco preocupado com sua mãe, mas todo o fricote fez ele se preocupar com Gina ainda mais. Ele esperava que ela e o bebê estavam confortavéis na mansão gelada. Ela não teria os mesmo luxos de Narcisa se ficou doente.
Na época de Natal ele foi revirando o Beco Diagonal para presentes que sua mãe aprovaria com seu pai. No ano passado ela tinha chamado-os apenas para enviar os elfos para comprar seus presentes. Ela disse que, nesse ano, não estava no "espirito de Natal", mas ainda não lhes permitiria levar nada caro de volta para a loja. Portanto, este ano Draco e Lúcio, infelizmente teve que passar o dia inteiro fazendo compras juntos. Lucios olhou com desdem para as pessoas que se empurravam de cima abaixo na rua.
"Plebeus" ele cuspiu
Ele não aprovou qualquer uma das lojas ou chamava-as de lojas bregas ou normais.
Draco olhou em volta para todas as outras familias. Todos eles eram capazes de realizar uma tão simples. Por que Lucio não poderia ser civil por uma só vez? Ele suspirou com pesar. Ele deveria ter acabado de sair com seu pai da Travessa do Tranco. Por alguns momentos gloriosos ele tinha um tempo de compras facil quando Nott apareceu e envolveu Lúcio na conversa.
Ele agarrou sua bolsa e até conseguiu comprar um presente para o bebê sem Lucio ver. Ele percebeu que o bebê não era devido por mais quatro meses, mas ele não podia ajudar a si mesmo. Foi apenas um presente pequeno, um cobertor para manter o bebê aquecido depois de nascer. Ele até se recusou a comprar um ridicularmente caro que alegou ter sido tecido com pelo de uniconio. Draco tinha duvidas sobre sua autenticidade, alem que o simples era tao bom. Era branco cremoso com bordado azul e nenhuma criatura mágica indefesa teve suas crinas arrancadas de suas cabeças para ser montado o cobertor.
"Você está pronto?" Lucio perguntou irritado. Antes que Draco pudesse responder, ele fez um som como se ele tivesse acabado de descobrir que ele tinha pisado em algo extremamente desagradavel. "Urgh." Ele levantou o nariz e balançou o cabelo com altivez "É aquela Mulher Weasley"
Draco virou-se ansiosamente para olhar. Com certeza, Molly Weasley caminhava pela rua com toneladas de caixas embaixo dos braças fartos. Seu rosto estava abatido. As pessoas ao longo das ruas olhavam para ela com compaixão e sussurravam sobre sua filha desaparecida. Ele só tinha visto ela brevemente subir para fora do trem de Hogwarts. Mas ela sempre parecia feliz para Draco. Não havia nada disso agora. Ela parecia desgastada e privada de sono. A alegria de Natal borbulhando das lojas ao redor dela parecia não ter efeito sobre. Ela estava claramente apenas atravessando os que não realmente celembra o Natal.
Palavras de Narcisa tocado em sua cabeça. "Eu estava pensando o quão horrível seria a perder o seu filho."
Ele queria correr para ela - para dizer alguma coisa, para que ela soubesse que Gina estava viva, que ela estava prestes a ser avó, ou pelo menos, ajudar a carregar as malas. Mas Lucio foi repugnado pela vista.
"Ela deve estar feliz", disse ele amargamente ", agora ela tem uma criança a menos para que não pode pagar." Ele agarrou Draco aproximadamente pelo braço. "Vamos", disse ele com uma nota de finalidade em sua voz. "Eu não posso ficar mais perto destes camponeses."
Como Lúcio empurrou-o para o Caldeirão Furado, Draco olhou para trás deve obter um último olhar da Sra. Weasley. Ela havia abandonado todas as suas malas e foi rapidamente buscá-los, mas toda vez que ela empilhados um em seus braços um outro iria cair. Ela estava perturbada e completamente sem graça quando uma caixa abriu e derramou todo seu conteúdo pela rua.
Ninguém fez qualquer movimento para ajudá-la a juntar os presentes baratos. E não foi por falta de atenção. Ele ainda ouviu um comentário de uma mulher que a maioria dos presentes eram de segunda mão. A mulher junto com ela riu. Draco adivinhou que a sua pena da perda de Gina não se estendeu para realmente levantar a mão para ajudar Molly.
Draco esticou o pescoço para vê-la até a porta do Caldeirão Furado se fechou atrás dele. Última viu, um homem de vestes negras caros, tinha pisado em um dos dos presentes de esmagamento sua caixa de e destruindo o que estava dentro de um som alto de ruptura. Draco nunca ouvi ele pedir desculpas.
Em janeiro, quando Gina estava começando seu terceiro trimestre, Draco viu um artigo n'O Profeta Diário que chamou sua atenção. Falava de Gina. Ele olhou furtivamente para os pais, certificando-se que não estavam olhando. Eles estavam envolvidos em um problema de um elfo domestico que tinha queimado o café da manhã. Ele dobrou o papel e leu o artigo.
DESAPARECIMENTO RESOLVIDO PELO MINISTÉRIO
Londres – O Ministério da Magia anunciou ontem que encerrou a investigação sobre o desaparecimento de Gina Weasley. Conforme relatado meses atrás n'O Profeta Diário, Srtª Weasley, 18 anos, desapareceu da estação de King Cross, em junho, quando regressava de seu último ano na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts.
"Estamos satisfeitos por ter finalmente resolvido este caso" disse o Ministro da Magia, Cornelius Fudge. "Foi muito preocupante para todos os envolvidos. Nos só podemos esperar que trouxe algum alívio para a familia Weasley em luto."
A garota desaparecida era a filha única do trabalhador oficial do ministério Arthur Weasley.
"Ele veio como um grande choque para nós. Nós realmente não queriamos acreditar que foi possivel." Disse o Ministro, balançando a cabeça tristemente quando perguntado sobre sua reação quando uma equipe de Detetives do Ministério altamente treinados entregou a noticia. Após uma investigação minuciosa, foi determinado que a Srtª Weasley caiu da plataforma de King Cross apenas para ser, tragicamente, atropelada pelo Expresso de Hogwarts.
Quando perguntado sobre o que o Ministro pretendia fazer para evitar futuro acidentes, ele respondeu: "Eu estou triste que não há muito que possamos fazer. O trem pertence a Hogwarts. Pedimos ao diretor Dumbledore para substituir a armadilha mortal, mas ele se recusa a cooperar."
"Não, eu não planejo me livrar do Expresso de Hogwarts" disse Dumbledore via coruja "Eu ainda não estou convencido que esta é a causa do desaparecimento da Srtª Weasley. Afinal, quando um trem atropela alguém, geralmente há um corpo encontrado."
O Ministro, por sua vez, acredita realmente que Gina Weasley foi atropelada pelo Expresso. Alegando que Dumbledore está a falar tolices. " Claro que ela foi atropelada pelo trem. Dumbledore simplesmente se recusa a ver os fatos."
A família Weasley se recusou a comentar oficialmente as conclusões do Ministério. No entanto, o Profeta Diário conseguiu ouvir Arthur Weasley chamando a matéria de "Ridículo!" como ele saiu de seu escritório Ministério cedo ontem.
Obviamente, o Sr Weasley partilha do olhar do ministro e do Profeta Diário: Dumbledore deve se livrar, urgentemente, daquele trem monstruoso.
Draco balançou gravemente a cabeça. Ele nunca teve muita fé no Ministério, bando de imbecis, mas esse levou o prêmio. Eles, obviamente, sentiram que, como não foram capazes de resolver o caso, a próxima coisa lógica a se fazer era culpar Dumbledore. Isso colocou para descansar qualquer esperança fútil dos Aurores invadindo sua casa para resgatar Gina.
Se Gina estava para ser libertada, havia apenas duas pessoas que poderiam fazer isto. O primeiro foi Dumbledore, que Draco tinha desprezado e ridicularizado por boa parte de sua vida. E ainda mais assustador, o outro era ele próprio. Draco Malfoy. Ele era o único que sabia onde Gina estava e o que haviam feito a ela. Embora ele não podia ver-se capaz de resgata-la, já que nem contato ele havia feito com ela. Além disso, ele não era o bravo cavaleiro montado em um cavalo branco
"Draco?" Narcisa chamou, puxando-o abruptamente de seus pensamentos. "Draco, querido, você está bem?"
"Hm?" Ele olhou assustado para encontrá-la olhando para ele com uma declaração preocupada no seu belo rosto. Ele olhou em volta. Lúcio havia ido. "Onde está o Pai?"
"Ele saiu." Ela disse simplesmente como se ele já soubesse isso. Ela ficou ainda mais preocupado. Foi Draco começar a ter apagões?
Ele fez uma careta. "Tipico" Ela não ouviu seu murmurio. Narcisa aproximou-se dele e colocou a mão sobre sua testa. "Mamãe!" ele gritou enquanto sacudia a cabeça para longe dela.
"Você está doente?" Ela perguntou em tom maternal. "Você está palido. Beba um pouco de suco de laranja." Ela empurrou um copo em direção a ele como se isso fosse resolver todos os seus problemas.
"Mamãe! Eu estou bem" ele protestou enquanto pegava o copo.
Ela olhou para ele com ceticismo e suspirou. "Desde que você chegou em casa, eu não sei o que aconteceu... você simplesmente não parece mais com meu garotinho"
Ele evitou o olhar de sua mãe. "Eu não sou mais o seu garotinho." disse mal-humorado.
Ela fez um ruído de desaprovação. "Não seja ridículo. Você sempre será o meu garotinho." Ele olhou para ela e encontrou-a sorrindo para ele. Ele não pôde deixar de sorrir de volta. "A não ser, é claro, que você esteja preso", disse ela, pensativa. "Então você é 'Steve' e não conheço ninguém chamado Draco Malfoy."
Draco riu tanto que cuspiu o suco de laranja na mesa.
Draco começou a ter problemas de sono no final de Fevereiro. Gina estava previsto para meados de Março. E se ela entrou em trabalho de parto prematuro? Será que o bebê ficaria bem? E se alguma coisa tivesse acontecido e ele simplesmente não soube. Ele pensou que estava indo para desenvolver uma úlcera ou um cabelo grisalho de tanta preocupação. Não que faria grande diferença em seu cabelo prateado.
Ele estava sempre tentando ouvir qualquer coisa que pudesse lhe dar pistas sobre o que estava acontecendo. Ele principalmente tentou obter notícias sobre Gina, mas ele também recolheu qualquer coisa que conseguisse nos planos dos Comensais da Morte. Sentia-se como um espectador em sua própria casa, incapaz de fazer qualquer coisa, apenas ver, ouvir e esperar.
Uma noite particularmente sombria era suposto para ser o ataque a vida de Harry Potter. Felizmente, os Comensais da Morte ainda não confiavam em Draco o suficiente para envolvê-lo. Lúcio também apontou que Harry poderia reconhecer a voz de Draco, uma vez que tinham estado em Hogwarts juntos. Então, o Senhor das Trevas estava satisfeito em deixar Draco para trás. Ninguém ficou mais feliz com isso do que o próprio Draco. Conforme a noite avançava, ele só iria ficar mais e mais feliz por ter sido deixado para trás.
Cerca de quatro horas da manhã um grande tumulto cortou o silêncio. Soou como um milhão de pessoas correndo pela casa gritando em alto e bom som. Draco que ficara semi-adormecido, mas sentou-se na cama quando ouviu o barulho. A primeira coisa que entrou em sua cabeça era Gina. Ele tinha ouvido gritos. Seu pulso começou a correr com medo, um medo que ele nunca havia conhecido antes.
Seu coração finalmente começou a bater em um ritmo razoável, quando ele percebeu que o som não tinha vindo do final do correndor. Quarto de Gina. Tudo estava bem naquela direção. Parecia ter sido abaixo de Draco. O nível mais baixo da mansão estava sendo usado como base para os Comensais da Morte. Em seguida, a realidade bateu-lhe: o ataque. Algo deve ter dado errado. Ele não podia dizer que não estava surpreso
Ele pulou da cama e apertou seu ouvido contra a porta. Havia vozes gritando à distância.
"O que aconteceu?" gritou uma voz que ele não conseguiu identificar.
"Eles sabiam que estávamos chegando!" Esta voz era vagamente familiar. Levou um momento para Draco lembrar-se. Era MacNair.
"Quem é que eles pegaram?" O primeiro Comensal da Morte perguntou.
MacNair listou cerca de uma dúzia e meia de nomes. O outro amaldiçoou. "Morto ou vivo?" Ele perguntou.
"Vivo" disse MacNair. "Mas não por muito tempo" Sua última declaração pendurou ameaçadoramente no ar. Draco sabia o que aconteceria a seguir. Era outra coisa que separava Draco dos Comensais da Morte. Todos foram confortáveis com isso. Ele nao era.
O Ministério da Magia tinham formas de fazer falar os Comensais da Morte. Coisas que fariam Draco ter arrepios na pele. Mas o Lorde das Trevas tinha uma forma ainda melhor de manter que isso não acontecesse. Era rotina. Em poucos minutos, mais Comensais da Morte seria enviados. Eles chegariam tão perto quanto podiam, sem revelar-se. Em seguida, eles usariam a Maldição da Morte em tudo que se movia. Isso era a guerra.
Draco abaixou a cabeça. Ele esperava que Dumbledore estava pronto para isso. Os agentes da resistência tiveram que sair de lá se eles não queriam ser apanhados no meio do fogo cruzado. Nenhum dos Comensais da Morte estariam tristes em ver os homens do Ministério serem mortos. Mesmo Harry Potter não poderia se desviar de muitos Avada Kedavra. Como era para os Comensais da Morte que estavam prestes a morrer, ele não poderia ter-se cuidado muito. Tudo que Draco podia pensar era que sua mãe ficaria mais feliz que havia menos pessoas dentro e fora de sua casa. Eles deixaram manchas no tapete.
Passos bateram contra o chão. O som chicoteou nos quartos vazios. Draco olhou para fora de seu buraco da fechadura para ver o que estava acontecendo. Cada Comensal da Morte que poderiam encontrar estava sendo chamado para fazer o controle de danos. Um borrão de vestes negras tiro passado sua porta. Eles fizeram uma pausa. Isto foi curioso. O único Comensal da Morte, que esperava no final do corredor era...
Ele empurrou a porta aberta com força. O corredor estava vazio. A Porta de Gina era subterrânea.
Ele podia ouvir o bombeamento de sangue em seus ouvidos. Ele cautelosamente deu um passo para a frente. Não estava disposto a acreditar em sua sorte. Seu corpo inteiro estava tremendo de medo e antecipação. Ele olhou para a esquerda e direita. Não havia realmente nenhum Comensal a vista
Ninguém para detê-lo. Com esse pensamento, o medo sumiu. Ele correu para a frente. Nao havia como perder ritmo. Esta era a sua chance! Todas as coisas que ele queria dizer inundaram sua mente.
"Gina!" ele gritou antes mesmo de chegar à porta. "Gina!" Ele bateu com o punho furiosamente na madeira pesada. "Alohomora!" ele gritou, mas nada aconteceu. "Alohomora!" ele disse novamente mais desesperadamente. Ele xingou em voz alta. "Como é que você tem essa coisa maldita aberta?"
A voz calma parou toda a sua ira. De repente, ele não conseguia pensar em nada. Ecoou em sua mente e em seu coração. " É como se eles fossem me dizer", ela zombou.
"Gina", ele suspirou. Ele tinha um milhão de coisas que queria dizer a ela, mas todos eles tinham deixado a sua mente quando ela falou.
"Draco?" Ela perguntou, incrédula.
Ele acenou com a cabeça, em seguida, percebeu que ela não podia vê-lo através da grossa porta. "Sim", disse ele com voz rouca. "Sou eu."
"O que está acontecendo?" ela perguntou em voz assustada.
"Houve um ataque. Um monte de Comensais da Morte foi capturado ..." explicou. Ele pensava que havia coisas mais importantes para discutir, mas não era capaz de vocalizar qualquer de seus pensamentos.
Ela engasgou. "Alguém se machucou?" , Perguntou ela. Ela parecia que ela estava tremendo de preocupação.
Ele perguntou por que ela se importava com os Comensais da Morte antes que ele percebesse o que ela queria dizer. Sua família foi em grande parte da Resistência. Ela não os tinha visto em nove meses. Ela deve ter saído de sua cabeça sem saber o que estava acontecendo com eles. "Eles estão bem, Gina", assegurou ela.
Ele ouviu seu gemido e sabia que ela estava chorando. Ele desejou que pudesse pensar em algo mais confortável para dizer, mas ele nunca tinha consolado uma menina quando estavam chorando. Ele sempre apenas se afastou, porque nunca se importava. Agora ele se importava e estava se matando.
"Gina, como você está? Como está o bebê?" ele perguntou em voz baixa.
Ela fungou e tentou parar o choro. Ele sabia que ela não queria mostrar fraqueza. "Eu estou bem", disse ela, indignada. "Por que você se importaria?"
"Gina ..." ele começou e doeu aos seus ouvidos pelo seu tom frio. Será que ela não sabia que ele queria ajudar? "Eu sou o pai."
Como as palavras saíram de sua boca, ele sentiu um inchaço grande no seu coração. Essa foi a primeira vez que ele já tinha dito isto em voz alta. Eu sou o pai, ele repetiu várias vezes em sua cabeça. Eu vou ser pai.
Ela bufou. "Eu sei disso" ela cuspiu, altamente ofendida de que ele estava querendo dizer que ela não sabe quem é o pai de seu bebê.
Ele abriu a boca para dizer alguma coisa para ela, para que ela saiba que ele queria ser um pai de verdade e não apenas um doador de esperma. Ele queria dizer a ela que ele estava preocupado com ela e que ele estava hospedado só por causa dela. Acima de tudo, ele queria que ela soubesse que ele não fazia parte do plano. Ele não era mau como seu pai, ele tinha sido usado. Como ela.
Mas nunca as palavras saíram de seus lábios.
Houve mais gritos no nível inferior. Não era mais vozes desconexas gritando por ajuda. Foi uma mistura escura de assobios e gritando com os outros para a sua incompetência. O medo apoderou-se dele novamente. Era Voldemort.
"É melhor você ir" ela sussurrou com o mesmo nível de medo em sua própria voz.
"Gina, mas eu", ele protestou olhando para a porta aberta de seu quarto. Quanto tempo ele teria até voltar lá e não ser apanhado?
"Vá!" ela assobiou. Ela iria ficar em apuros, tanto como ele o faria. Ele teve que sair. Ela não devia ser perturbado estando perto do parto. Mas havia muitas coisas que ele não tinha dito a ela ainda. "Por favor."
"Sinto muito", disse ele. Ele estava arrependido, ele foi um covarde, enquanto corria de volta para seu quarto e se escondia debaixo das cobertas. Ele parecia muito machucado. Era pena, que ela estava passando tudo isto. Era pena, que ele não poderia fazer mais para ajudar. Acima de tudo ele sentia pena que ele não poderia expressar o quanto ela eo bebê significavam para ele e que se ela realmente precisava dele, ele não iria correr.
