18 Sítios Para Esconder Um Cadáver – Tradução Autorizada
Sinopse:
O trio "acidentalmente" mata o professor Lockhart e o cadáver parece andar a caminhar pela escola. Mas se o ocultarem bem, ninguém tem que descobrir, certo?
Notas da Autora:
Disclaimer: As personagens são de J.K. Rowling, a doença mental é minha.
Versão corrigida da que publiquei há alguns anos no fanfiction . net
Notas da Tradutora:
Este fanfic não me pertence, estando apenas a traduzi-lo com o consentimento da autora.
Todos os direitos desta história pertencem a Gravilla (versão corrigida: archiveofourown (ponto) works / 8168059 / chapters / 18716239) antes publicada sob o pseudónimo Vedda (versão original: www . fanfiction (ponto) net / s / 2545349 / 1 / 18 - sitios - para - esconder - un - cadáver). Saliento que é a mesma autora e não um plágio.
CAPÍTULO 1: Um susto de morte
Esse dia, não tinham tempo para estupidezes. Mas cometeram-nas. Logo lamentaram profundamente e então, já não havia nada a fazer.
Na sala comum de Gryffindor, os alunos de quase todos os anos tiravam uma folga antes de ir dormir. Exceto os do segundo, que trabalhavam sob a luz das lâmpadas na sala comum. Gilderoy tinha-lhes encarregue um ensaio de "Férias com as bruxas", consultando pelo menos três segundas fontes (todos livros dele, claro) de um dia para o outro, porque supostamente tinham-se atrasado com os temas pela sua lenta aprendizagem e essa era a melhor forma de ensinar-lhes hábitos de estudo. Para cúmulo, fixou a data do exame para essa mesma semana. Quando se queixaram com a McGonagall ela prometeu ir falar com ele, mas não assegurava nada e aconselhou-os a fazer o trabalho.
- Nas aulas só fala e fala – disse Ron, torcendo os olhos -. Pelo menos não costuma mandar fazer trabalhos.
- Bom, Ron, o professor conta-nos sobre a sua ampla experiência, pelo que não necessita livros - respondeu Hermione, corrigindo um borrão quase invisível. Deveríamos ter mais aulas com ele.
- Como seguramente leram na minha autobiografia "O Encantador", a melhor arma é a experiência e os bons reflexos - disse uma voz no fundo da sala comum. O trio de ouro virou-se a toda velocidade para descobrir George a fazer uma imitação de Gilderoy, incluindo os gestos das mãos.
- Ainda que vocês, principiantes, tardarão anos em chegar ao meu nível de estupidez - continuou George, enquanto apontava para a própria cabeça -. Faz falta comer muitas fezes de troll e dar-se suficientes golpes na cabeça.
Os outros alunos do segundo que estavam a fazer o trabalho explodiram em gargalhadas. George fez uma reverência ao estilo de Gilderoy com uma cara de seriedade total e começou a beijar as mãos das meninas, fazendo ruídos de flatulência cada vez que se inclinava. Uma ou outra admiradora presente pôde dar-se por ofendida, mas ninguém saiu em defesa do professor. Até as admiradoras estavam zangadas com Gilderoy nesse momento.
George repetiu a sua atuação em vários grupitos de alunos, que celebraram amplamente. Pouco a pouco a sala foi esvaziando-se. Até Ginny, enrolou a sua revista e foi-se embora ao redor da meia-noite. Os do segundo seguiam escrevendo a grande velocidade, detendo-se apenas para massajar as mãos e recarregar a tinta. Hermione, a mais adiantada no trabalho, levantou a cabeça de repente e por um momento ficou muito pensativa. Dean, logo chegou ao mesmo ponto e coçou a cabeça.
- Hermione, que fizeste com o capítulo 7? - perguntou Dean, revisando uma folha e logo outra.
- Todavia não sei o que fazer - suspirou Hermione -. Não entendo como incluir o dos Cárpatos no quadro sinóptico, que pede para o segundo exercício e isso que já li o capítulo 8.
- Não ponham nada e pronto – disse Ron, perguntando-se de que quadro sinóptico falavam.
- Mas poderia chatear-se! Ou baixar pontos no exame! – guinchou Neville -. E se alguém lhe fosse perguntar?
Todas as miradas recaíram sobre Hermione.
Minutos depois, o trio de ouro estava a andar pelo corredor, enquanto pensava no que dizer a Lockhart. Ron, Harry e Hermione deslizaram-se até à área dos professores. O castelo estava especialmente escuro essa noite. Curiosamente, ao chegar ao escritório, a porta estava entreaberta, mas não havia ninguém dentro. Quase nem o pensaram e abriram a porta. O escritório estava amplamente adornado com fotografias de si mesmo, posters autografados e espelhos.
- Que sitio tão parecido com ele – murmurou Harry.
Enquanto Hermione e Harry contemplavam o lugar desde a entrada, Ron dirigiu-se diretamente a uma gigantesca caixa cheia de cartas de admiradoras.
- Vejam isto! – disse Ron, num tom demasiado alto -. Creio que num dos envelopes tem um sutiã!
- Deixa isso Ron, ele poderia saber que estives-te aqui - disse Hermione, fazendo-lhe sinais para que baixa-se a voz.
- Por favor, dificilmente sabe encontrar o salão principal no castelo – respondeu Ron, subindo ainda mais a voz.
- É que não lês-te como rastreou o menino perdido no "Recreio com a Banshee"?
Hermione começava a ver-se acalorada. Com muito cuidado arranjou espaço para passar entre uma montanha de livros que diziam "para autografar" e desceu Ron do montão de cartas.
- Realmente acreditas que esse tipo alguma vez na sua vida tenha visto uma banshee de perto?
Harry caminhou ao lado da secretária e encontrou uma vasta coleção de escovas e acessórios para o cuidado capilar que fariam a sua Tia Petúnia verde de inveja.
- Aposto que se o surpreende-se-mos ao entrar no escritório, gritaria - disse Harry, com um tom meio de gozo.
- Aposto que sim! - disse Ron, soltando-se de Hermione.
Ambos os rapazes sorriram-se entre si e correram a esconder-se atrás da secretária. No corredor, já se podiam ouvir os passos de alguém a aproximar-se.
- Nem sequer o vamos tentar e penso que vocês deveriam... – a frase de Hermione viu-se interrompida abruptamente, quando Ron e Harry a puxaram para trás da secretária.
Os passos especialmente pesados detiveram-se em frente do escritório e a porta abriu-se. De baixo da secretária, só alcançavam a ver parte do ombro de Gilderoy a entrar no escritório.
Harry e Ron saltaram desde trás da secretária enquanto gritavam. Mas Gilderoy não gritou. Caiu como um saco, sem colocar as mãos (para amparar a queda). Hermione saiu aos tropeções para examiná-lo. A sua pele era gélida com veias marcadas, olhando bem quase parecia feito de mármore.
- Está morto! – guinchou Hermione.
Hermione tomou a sua varinha e lançou desesperadamente todos os feitiços de reanimação que sabia. Ron não reagia de todo, seguia mais ou menos na mesma posição que adotou ao saltar, pestanejando para o ar com a boca aberta. Harry espreitou para o corredor e distinguiu ao longe a silhueta de um gato a correr.
- Creio que a Senhora Norris nos viu! - disse Harry -. Temos que fugir.
- NÃO! TEMOS QUE EXPLICÁ-LO! - exclamou Hermione.
- Como pretendes explicar ISTO? - perguntou Ron em resposta, quase a puxar o próprio cabelo.
- Hermione, asseguro-te que não irão atribuir pontos a Gryffindor por matar um professor - disse Harry, olhando para todos os lados -. Ainda que tenha sido uma partida, haverá uma investigação e no mínimo, meteremos Dumbledore num problema.
- De acordo, há que escondê-lo - Hermione deixou ir um longo suspiro -. Mas aonde?
- Que tal num dos corredores secretos? - perguntou Ron.
- De secretos não têm nada - disse Harry vendo a porta por cima ombro -. No outro dia, Neville estava a jogar às cartas no de Astrologia.
Não tinham ideia por onde diabos começar. Jamais tinham precisado de sítios para esconder um cadáver.
- No bosque proibido - Hermione soltou outro suspiro -. Ninguém o verá em semanas.
- Hermione! - disse Ron com uma expressão de autêntico assombro -. Eu sabia que um dia o teu cérebro iria tirar-nos de algo assim!
- Cala-te, não o faço só por ti - murmurou Hermione colocando um dedo sobre os lábios -. Vocês os dois estarão num grande problema se alguém descobre.
- Nós os dois? Tu também estavas aqui, assim como eu e o Harry!
Farto de ouvi-los discutir, Harry já tentava levantar o cadáver.
- Temos que tirá-lo daqui, caso não se lembrem, a Sra. Norris viu-nos – disse Harry analisando o solo à volta do professor.
Um Wingardum Leviosa, conjunto por parte dos três, foi suficiente para levitar o professor. Mas levá-lo para o bosque, era um assunto um tanto mais complicado.
Os corredores pareceram-lhes mais longos que nunca. A maioria dos quadros estava a dormir. Ron tinha a sensação de que os seus passos ressoavam tão forte, que de um momento para o outro Snape ou qualquer um dos restantes professores despertaria e iria ver que ocorria. Foram especialmente cuidadosos ao passar perto das entradas das casas e graças aos céus, Peeves não apareceu.
Hermione estava que fritava o cérebro para pensar numa desculpa, algo assim como "Estamos à procura da enfermeira!" ou talvez até mesmo "Eu queria avisar os professores!" se a primeira falhasse. Decidiu começar a esfregar os olhos, de uma vez, para deixá-los vermelhos e fazer parecer que tinha estado chorar.
Numa das esquinas, pensaram ter visto o Barão Sangrento, mas era só o reflexo da lua sobre um vitral. Já tinham passeado antes pela escola à noite com a capa de invisibilidade, que desgraçadamente ficou no dormitório. As escadas de caracol foram o maior problema, pois o professor era demasiado alto e os degraus demasiado angulosos. No hall da entrada, já quase se sentiam livres, passaram com pezinhos de lã para evitar o eco.
Lá fora, a lua minguante emitia a claridade de um fósforo, mas tiveram medo de fazer um lumos para não se expor a qualquer voyeur no castelo. Harry maldizia por não poder recordar nenhum feitiço de desilusionamento*¹,mas Hermione nem sequer os sugeriu, de modo que todavia não deviam tê-los visto nas salas de aula.
As árvores, numa fila irregular e apertada, como uma parede selvagem, receberam-nos à entrada do bosque proibido. Os três vivos detiveram-se em seco com o morto a flutuar frente a eles.
- Não podemos entrar no bosque por aqui, é demasiado denso - disse Harry -. Devemos regressar rápido ou os outros vão suspeitar.
Caminharam pela orla do bosque até à cabana de Hagrid. Atrás da horta, as árvores estavam mais que separadas e havia convenientemente montes de folhas e terra. O terreno era tão irregular que, apenas um montículo a mais, nem se notaria.
- Se o deixarmos aqui e alguém o encontrar, culparão o Hagrid - murmurou Hermione, observando as janelas escuras da cabana -. Ou ele poderia despertar se fizermos muito ruído.
- Só passaremos pela horta para cortar caminho até ao lago – respondeu Harry -. Além de que Hagrid está em Londres, a comprar armadilhas para pixie.
- Hagrid não está em Londres - murmurou Ron apontando para a colina.
Os três quase saltaram ao ver o Hagrid aproximar-se.
- Quem anda aí? - gritou Hagrid desde a colina.
Talvez Hagrid fosse seu amigo, mas um cadáver era um cadáver. O primeiro impulso dos três foi deixar Lockhart sobre um monte de folhas e correr.
De regresso ao castelo, subiram a toda velocidade à sala comum. Hermione fê-los parar antes de entrar, para se acalmarem e deixarem de ofegar. Os alunos escrevendo sob a luz das lâmpadas e os seus intermináveis pergaminhos de apontamentos, pareceram-lhes coisa de outro mundo, como se já tivessem passado muitos dias desde isso.
- Que disse Gilderoy? - Dean escondeu rapidamente uma revista debaixo da mesa, como se não quisesse que Hermione a visse.
- Não estava no seu quarto - disse Hermione - Esperamos por ele no escritório, mas nunca veio.
Harry perguntou-se se Hermione havia planeado a resposta todo o caminho ou a inventou apenas ao chegar à porta.
- Então o que é que fazemos com o capítulo? - perguntou Neville sem parar de escrever.
- Tanto faz. Não é como se ele os fosse ler – respondeu Ron, antes de Hermione o fulminar com o olhar.
Para não levantar suspeitas, Hermione e Harry obrigaram Ron a permanecer na sala a trabalhar (ou pelo menos a fingir que o fazia) nos resumos, com a esperança de poder ir ver o que tinha passado com Gilderoy, quando todos se tivessem ido deitar. Mordendo as unhas e evitando olhar-se demasiado, o trio de ouro sentou-se com o resto dos Gryffindor do segundo ano, à espera que estes saíssem.
Às quatro da manhã, ninguém estava nem perto de terminar. Hermione fingiu que se dava por vencida e animou a os outros a ir dormir antes das cinco, mas quase imediatamente a sala encheu-se com os do quinto ano, que haviam-se levantado cedo para colher seiva de mandrágora para a aula de poções.
Às cinco e meia, Luna Lovegood chegou para pedir um pouco do shampoo de rosas de Ginny. Tiveram que fingir que lhes importava se lho emprestava ou não.
Às seis, o sol já tinha saído e para cúmulo Harry não conseguiu despertar o Ron, que dormitava numa cadeira. Hermione ia tomar banho, mas preferiu dormir meia hora com a roupa já posta.
Sobra dizer que chegaram tarde ao Salão Principal. Os restantes Gryffindor, chegaram atrás deles demandado café e a esfregar as olheiras. Aparentemente dormir uma hora é pior que não dormir de todo.
As aulas transcorreram com normalidade até ser a hora da aula de Defesa contra as Artes das Trevas. As cabeças do grupo penderam*² sobre as mesas durante uma hora, enquanto esperavam por Gilderoy e logo cansaram-se de inventar insultos por pedir um trabalho espantoso, só para depois deixá-los plantados.
- Teremos que esperar que seja a hora de sair para ver o de Hagrid - murmurou Harry aos outros dois, no meio da agitação.
- Não creio que o tenha encontrado – disse Ron, quase deitado sobre a mesa -. Se assim fosse, McGonagall já nos teria arrastado ao dormitório.
- Eu irei ao treino de Quidditch – assinalou Harry -. Assim ninguém nos vê sair juntos.
- Eu e o Ron, vamos ficar no corredor da biblioteca, onde todos nos possam ver. Revisamos a horta e logo faremos como se tivéssemos ido ver-te ao treino.
Esse dia ensolarado parecia péssimo para os negócios ilegais, mas perfeito para o quidditch. A senhora Hooch, não encontrava as chaves do armário dos equipamentos por lado nenhum, mas Oliver sentia-se especialmente criativo para esse treino e apresentou-lhes toda uma compilação de estratégias profissionais que queria que praticassem. Dividindo-se em duas mini equipas, os jogadores de Gryffindor tomavam turnos na defensiva e na ofensiva. Por sua parte, Harry devia caçar quatro snitches antes do final do treino.
Ainda que Harry duvidasse poder concentrar-se em bolitas douradas já que se tinha de preocupar por uma morte, Gilderoy evaporou-se da sua mente no instante em que a vassoura descolou. Quando perseguia a última snitch, começou a perguntar-se senão teria sido melhor tentar explicá-lo. Se o Ministério duvidasse da sua inocência, sempre ficava opção de recorrer ao veritaserum. Quão mau podia ser? Tão mau como para que o problema os perseguisse para sempre? Pior que o da Câmara dos Segredos?
Então, justo então, Harry alcançou a ver um vulto irregular por trás das arquibancadas de Hufflepuff. Um cadáver. Desceu em picado e comprovou que era Gilderoy, envolvido junto a algumas vassouras.
Com a Seta a toda a sua velocidade, foi por Hermione e Ron. Encontrou-os a subir a colina, bastante pálidos apesar do esforço.
- Harry! Lockhart não está! – ofegou Hermione.
Ron não falou. Parecia desconectado e com falta de ar.
- Acabo de vê-lo em baixo das arquibancadas.
Ron e Hermione meio que suspiraram de alívio. Os três esperaram um bom bocado por trás da colina antes de ir buscá-lo. Hagrid passou a uns metros deles, mas ia tão distraído que nem sequer os viu.
Ao chegar à parte detrás das arquibancadas, Hermione e Ron tiveram que devolver o suspiro de alívio: Gilderoy já não estava. Harry teve que reprimir-se para não começar a gritar ao espaço vazio em baixo das arquibancadas. Perderam o jantar por estar a procurá-lo.
Essa noite, na sala comum de Gryffindor, enquanto os outros conversavam sobre os exames ou sobre o último acidente de Neville, o trio rogava por um milagre. Harry esparramado numa das poltronas, olhava fixamente o teto. Hermione tentava adiantar um capítulo para história da magia, mas apenas lia uma linha quando tinha que recomeçar. Ron não parava de caminhar à volta de ambos.
- Mas, era realmente ele? - perguntou Hermione -. Não terás visto… outro cadáver?
- Era Gilderoy, tenho a certeza - respondeu Harry -. Além disso, quanta gente morta crês que pode haver numa escola?
- Alguém sabe - disse Ron, retorcendo as mãos -. Alguém o encontrou e o levou.
- Não podem tê-lo encontrado - afirmou Hermione -. Onde estão os aurores? Porque ninguém está a investigar? Que fazia debaixo das arquibancadas?
- Então quem o encontrou não avisou o Ministério - concluiu Harry -. Ou levaram-no para a enfermaria.
O trio tentou dar una volta pela enfermaria durante a noite, mas pareceu-lhes que alguém rondava pelos corredores. Tampouco encontraram um bom pretexto para ir ver a enfermeira. Lá fora, estava demasiado escuro. Decidiram regressar ao dormitório e terminar o trabalho como bons Gryffindor que se suponha que eram.
Na manhã seguinte, antes de descer a tomar o pequeno-almoço, a professora McGonagall entrou na sala comum algo agitada.
- Meninos, o seu professor Gilderoy Lockhart está desaparecido - McGonagall olhou para o chão e suspirou - Esperamos que tenha sido só um percalço menor. De todas as formas, se souberem algo não falem com ninguém a não ser comigo.
- Mas eu vi-o na enfermaria, quando estava à espera da Senhorita Pomfrey a noite passada – disse Neville.
- E perguntaste-lhe sobre o trabalho? - interrompeu Dean.
- Pensei que seria de má educação perguntar-lhe na enfermaria.
- Investigarei isso – disse McGonagall muito rapidamente -. Por agora o professor Snape irá substitui-lo.
McGonagall saiu quase a correr da sala comum.
- Nem sequer sabia que McGonagall era capaz de correr – cochichou Ron ao ouvido de Harry.
Os dois reprimiram um riso.
- Já devem saber alguma coisa – murmurou Hermione -. Penso que não há um feitiço para encontrar gente morta, mas ainda assim irei pesquisar na biblioteca.
Na aula de Defesa, Snape via-se feliz. Doentiamente feliz, com um sorriso que deixava ver os seus dentes horrendos.
- Os Slytherin disseram-me que tinham um trabalho para entregar na aula de hoje - disse Snape ao finalizar a aula -. Deixem os resumos na secretária. Talvez até vos qualifique isso.
- A felicidade fundiu-lhe o cérebro – murmurou Harry a Ron, mas o ruivo estava ocupado a remexer os seus livros.
- Professor, posso ir ao dormitório buscar o meu resumo?
Ron preparou-se para o raspanete, mas ficou de boca aberta quando Snape assentiu e em seguida assinalou a porta com a cabeça.
- Isso deu medo – disse Neville, em voz baixa. O resto da turma assentiu com a cabeça.
Os corredores pareciam mais solitários que durante a noite. Ron entrou a correr na sala e surpreendeu-se de que houvesse alguém lá a essa hora. Surpreendeu-se ainda mais, ao descobrir que era Gilderoy Lockhart.
*¹ desilusionamento: um feitiço que age como camuflagem, fazendo com que as pessoas não se apercebam da presença dos indivíduos sobre os quais foi aplicado.
*² el grupo cabeceó: as cabeças do grupo penderam para a frente.
