Depois da festa, todos voltavam cansados para a torre da Grifinória.

- Eu acho que nunca comi tanto – Reclamava Fred, colocando a mão na barriga.

- Estava uma delícia, gostei muito da festa – Disse Hydra, que andava de mãos dadas com o Olívio.

- As festas de Halloween são maravilhosas em Hogwarts realmente, não são assim na Beauxbatons? – Perguntou Olívio enquanto andavam.

- São sim, acho que um pouco mais formal talvez, mas é o jeito deles... – Respondeu Hydra, sentindo o coração apertar com saudades.

Quando todos estavam passando por um corredor no segundo andar, pararam e ficaram em silêncio.

- O que está acontecendo? – Perguntou ela que olhava ao redor confusa.

- Eu não sei, não dá para ver nada daqui – Disse Jorge, abrindo caminho pela multidão.

Hydra fez o mesmo e viu o chão cheio de água, olhou então para cima e abriu a boca de espanto ao ver Madame Nor-r-ra, a gata do zelador, pendurada pelo rabo em um suporte de tocha. Estava dura e de olhos arregalados.

- Meu Deus, o que houve? Quem fez isso? – Exclamou.

Então, sua surpresa foi maior ainda ao olhar e ver que na parede entre duas janelas, estava escrito como que com sangue:

"A CÂMARA SECRETA FOI ABERTA. INIMIGOS DO HERDEIRO, CUIDADO."

Harry, Hermione e Rony estavam parados perto da gata, Hydra olhava para eles, para a parede e para a gata sem entender nada, um silêncio imperava entre os alunos. Então alguém gritou em meio ao silêncio.

– Inimigos do herdeiro, cuidado! Vocês vão ser os próximos, sangues ruins!

Hydra reconheceu na hora a voz de seu irmão que parecia rir e se divertir com a situação e com raiva, tentou chegar perto dele para brigar, mas Olívio, que agora aparecia ao seu lado, a segurou.

- Deixa Hydra, brigar com ele agora só vai piorar as coisas, alguém pode te ver e te colocar de castigo, você não ia querer isso, acredite...

Angelina, Fred e Jorge que estavam perto, concordaram, então ela tentou se acalmar.

– Que está acontecendo aqui? Que está acontecendo?

Atraído, sem dúvida, pelo grito de Draco, Argo Filch apareceu, abrindo caminho com os ombros por entre os alunos aglomerados. Então ele viu Madame Nor-r-ra e recuou, levando as mãos ao rosto horrorizado.

– Minha gata! Minha gata! Que aconteceu a Madame Nor-r-ra? – Gritou ele.

Hydra viu que seus olhos saltados pousaram em Harry.

– Você! – Gritou. – Você! Você assassinou a minha gata! Você a matou! Vou matá-lo! Vou...

– Argo!

Dumbledore chegara à cena, seguido de vários professores. Em segundos, passou por Harry, Rony e Hermione e soltou Madame Nor-r-ra do porta-archote.

– Venha comigo, Argo – disse a Filch. – Os senhores também, Sr. Potter, Sr. Weasley e Srta. Granger.

Lockhart deu um passo

– A minha sala fica mais próxima, diretor, logo aqui em cima, por favor, fique à vontade...

– Muito obrigado, Gilderoy – disse Dumbledore.

Depois deles terem se afastado, a professora Minerva ordenou que os monitores levassem os alunos para suas salas comunais, o que Percy prontamente atendeu.

- Vamos, Grifinória, para a nossa torre agora! – Berrava Percy.

Durante todo o caminho, eles debatiam sobre o que teria acontecido e se Harry, Hermione e Rony teriam realmente feito alguma coisa.

- Duvido, acho que a Hermione jamais faria isso – Disse Hydra, lembrando da menina inteligente e dedicada as regras que conhecera.

- E nem o Rony, eu duvido que ele saberia fazer isso... – Disse Fred, em tom de brincadeira, como sempre.

- Então o que aconteceu? – Perguntou Hydra e os amigos balançaram os ombros.

Todos se questionavam a mesma coisa, depois de chegarem na sala comunal.

Por muito tempo debatendo mais o assunto, ninguém parecia querer ou conseguir dormir.

- Não é possível que seja o Harry, ele é o menino que sobreviveu, para que ele ia querer matar uma gata, ou nascidos trouxas? – Perguntou Hydra, sentada em uma poltrona, com seus amigos sentados ao redor.

- Não sei, se você me perguntasse, falaria que isso era mais coisa do seu irmão mesmo – Disse Jorge, depois parando para pensar no que disse e ficando sem graça.

- Sim, para falar a verdade, eu também acho – Respondeu Hydra, afundando na poltrona.

- Não se preocupe, ninguém acha que vocês dois fazem ou são capazes de fazer a mesma coisa – Disse Olívio, a abraçando.

- Sim, é verdade Hydra – Confirmou Jorge, coçando a cabeça e com o rosto corado.

- Por favor, será que vocês poderiam dar o exemplo e ir dormir? – Perguntou Percy, chegando perto do grupo, parecendo cansado e preocupado.

- Não! – Responderam quase todos ao mesmo tempo.

Percy saiu de perto do grupo, irritado e "xingando", tentando agora convencer um grupo de alunos do primeiro ano.

- Tadinho – Disse Hydra, rindo, olhando para como o rosto de Percy ficara vermelho enquanto falava com os alunos.

- Ele é um chato, sério, não dá bola – Disse Fred.

Depois de conversarem e se divertirem por muito tempo, Hydra se despediu dos meninos, morrendo de sono e sonhando com sua cama. Ao chegar no quarto, Jeniffer e Rita estavam se apontando para dormir, depois de conversarem mais um pouco sobre o que aconteceu no corredor, Alicia, que tinha subido com Hydra e Angelina, se virou e disse para Jeniffer:

- Eu vi seu irmão lá no salão, Jeniffer, como ele é lindo! – Alicia ria brincando e se divertindo com o rosto vermelho de Hydra, que sabia que ela estava a provocando, não de forma maldosa, mas ainda assim, provocando.

- É, eu sei, todas as meninas me falam isso, acredite... – Disse Jeniffer se ajeitando na cama e revirando os olhos.

- Pena que ele está com aquela menina chata – Disse Alicia procurando o pijama.

- É, mas não acho que vá durar, sinceramente! – Disse Jeniffer, já deitada.

- Ele parece ser legal, sempre foi comigo, pelo menos... – Disse Rita, que também estava deitada em sua cama.

- Ele é o orgulho da família Macmillan – Disse Jeniffer rindo -, meus pais só faltam babar quando falam dele, mas ele é um bom irmão sim, sempre fomos muito amigos.

- Macmillan, eu não tinha parado para pensar que você é uma Macmillan, já ouvi falar na sua família – Disse Hydra, colocando o pijama e olhando para a menina.

- Eu imaginei, também somos "sangue-puros", - Disse ela fazendo as aspas com a mão e rindo em desdém - não tão nobres como os Malfoy, eu acho... – Jeniffer falava de forma gentil e ria.

- Acredite, eu queria muito não ser uma Malfoy – Afirmou Hydra, ajeitando a cama para deitar.

- Você é rica, muito rica! Tem tudo que quer, por que você não ia querer isso? – Perguntou Rita.

- Ouro não é tudo, você deve saber da fama da minha família, o que eles pensam e como eles agem, não é exatamente o que eu queria para a minha vida... – Disse Hydra, tentando controlar a frieza em sua voz, enquanto deitava na cama.

- É, quanto a isso você tem razão – Disse Rita.

- Bem, minha família não tem essa bobagem de ligar para sangue, graças a Deus, deve ser difícil viver assim – Disse Jeniffer.

- É bem complicado, se você não concorda, como eu não concordo... – Hydra respirava fundo e tentava não pensar sobre tudo que já ouvira na vida sobre esse assunto, vindo de seus pais e parentes.

- Você e seu irmão são de casas diferentes, né? Acho isso tão engraçado – Disse Alicia para Jeniffer.

- A Hydra e o dela também – Disse Rita.

- Sim, é verdade, mas no meu caso eu sou da mesma casa que a minha mãe e ele que a do meu pai – Disse Jeniffer.

Deitada na cama, Hydra não via o rosto de ninguém direito, mas ouvia suas vozes.

- No meu caso, ninguém é da Grifinória mesmo, só eu e um primo da mamãe que foi da Grifinória alguns anos atrás – Hydra não queria mencionar o nome do primo, já que ele era famoso no mundo mágico e não por uma coisa boa.

- E como foi para eles saber disso? Que você não era da Sonserina? – Perguntou Jeniffer.

- Horrível, papai não aceitou bem, tentou me tirar da casa, na verdade eu acho que ele ainda está tentando – Hydra se recordava daquele dia horrível na sala do diretor e pensava com medo que um dia ele poderia voltar a se repetir, ou algo pior ainda poderia acontecer...

- Que droga, mas que bom que você ficou – Disse Rita.

- É, o Olívio acho que ia chorar se você saísse daqui – Disse Angelina rindo.

- Seu namorado é um gato... com todo respeito, Hydra – Disse Rita, fazendo todas as meninas no quarto rirem.

- Ele é mesmo! – Disse Hydra rindo.

- Não tão gato quanto o irmão da Jeniffer, mas é sim – Completou Alicia, que insistia no assunto.

- Acho que alguém está querendo o seu irmão, Jeniffer – Disse Angelina rindo.

- Não estou, quer dizer, não negaria, mas não estou de olho nem nada – Afirmou Alicia.

- Eu acho que está fora de questão no momento... – Afirmou Jeniffer.

- Por causa da Amee? – Perguntou Rita.

- É... por causa de uma menina, isso com certeza – Disse Jeniffer.

Laura entrou no quarto, deixando a claridade do lado de fora da porta entrar e incomodando os olhos de Hydra.

- O Potter ainda não apareceu, desisti de esperar para ver o que aconteceu – Disse ela, indo em direção a sua cama.

De novo começou uma discussão sobre o que aconteceu ou não aconteceu no segundo andar, as meninas demoraram muito para cair no sono depois de se empolgarem com a conversa novamente.

No dia seguinte, ainda não se falava sobre outro assunto nos corredores da escola, o Professor Flitwick teve que pedir silêncio repetidas vezes.

- Hoje vamos aprender um feitiço muito importante – Disse o pequeno professor em cima de algumas caixas – Um feitiço convocatório, alguém sabe o que podemos fazer com ele?

Uma menina de pele negra e cabelos claros da Corvinal levantou a mão.

- Podemos convocar objetos ao pronunciar a fórmula do feitiço e seu nome, o bruxo deve conhecer a área geral do objeto, a fim de convocar, e quanto mais longe for, mais difícil será convocar.

- Muito bem senhorita Tomson, dez pontos para a Corvinal.

A menina parecia satisfeita, sorrindo e falando com a amiga ao seu lado.

- Prestem bastante atenção, estão vendo aquele pequeno relógio no outro lado da sala? – Todos se viraram para olhar o pequeno relógio de pulso em uma mesa perto da porta – Eu vou apontar minha varinha – Disse ele apontando a varinha em direção ao relógio – e pensar muito claramente no objeto, isso é muito importante e dizer "accio relógio".

O relógio saiu voando da mesa onde estava para a mão do professor, todos soltaram exclamações de surpresa.

– Muito bem, muito bem, agora quero que todos tentem convocar algum objeto da sala, lembrem de sempre ter uma visão clara do que querem.

O feitiço era um pouco mais difícil do Hydra imaginou, sendo preciso algumas tentativas até conseguir convocar uma pena da mesa do professor Flitwick até as suas mãos, Fred e Jorge passaram a aula tentando convocar o próprio professor, sem sucesso, mas o deixando muito irritado.

- Menos cinco pontos para a Grifinória! – Disse ele olhando feio para os meninos.

- Ah, bem, não custava nada tentar – Disse Fred, dando os ombros.

No final da aula, Hydra ficou para trás para tentar conversar com o Professor, pedindo para os amigos encontrarem ela no Salão.

- Professor Flitwick – Disse Hydra, se aproximando da escrivaninha do Professor –, eu queria perguntar sobre as aulas de música, se eu podia participar delas, eu sei que não me inscrevi antes, é que eu não sabia que eu podia...

- Senhorita Malfoy, certo? – Perguntou o Professor, tirando os olhos do pergaminho e olhando para ela – Em qual aula estaria interessada?

- A de música trouxa – Disse ela e o pequeno professor a olhou espantado.

- Música trouxa? Mas, mas, você é uma Malfoy, certo? – Perguntou ele, com uma sobrancelha erguida.

- Sim, mas eu esperava que isso não me impedisse de participar... - Hydra odiava sempre que alguém associava ela com sua família, especialmente com as coisas ruins deles.

- Não, não impede, mas infelizmente as inscrições para as aulas já acabaram, mas quando abrir de novo, eu aviso para a Srta. – O Professor ainda olhava Hydra com uma incredulidade que a incomodava muito.

- Ok, muito obrigada... – Disse Hydra sorrindo e se retirando rapidamente.

No caminho para o Salão Principal, Hydra foi interrompida por Pucey.

- Ei, Malfoy, tudo bem? – Perguntou o rapaz, no meio de um dos corredores, com as vestes da Sonserina um pouco tortas.

- Você não fala comigo desde o começo de setembro... o que houve agora? – Perguntou Hydra, o encarando.

- Eu sei, me desculpa, eu acho que fiquei um pouco irritado por causa de você e do Wood, eu fui meio idiota... – Pucey ficava vermelho e não olhava nos olhos de Hydra enquanto falava, o que a fez desconfiar um pouco de sua atitude.

- Ok, tudo bem, considere esquecido, desde que não se repita... – Respondeu ela, parada na frente do rapaz.

- E vocês ainda estão namorando? – Pucey agora levantava a cabeça e a olhava nos olhos.

- Sim, ainda namorando...

- Ah, sim, que pena, bem, eu vou indo então... – O rapaz nem deixou Hydra responder, apenas saiu em direção aos corredores, a deixando parada sozinha e espantada.

No Salão Principal, Hydra notou que muitos alunos cochichavam sobre Harry e o olhavam com desconfiança e até mesmo medo.

- O que está acontecendo? – Perguntou Hydra para os amigos e Olívio, que estavam sentados juntos na mesa da Grifinória.

- Estão com medo de Harry, falando que ele pode ter petrificado a gata e tudo mais. – Disse Jorge, comendo ferozmente algo que estava no seu prato.

- Eu não acho que ele faria isso, o pessoal da Grifinória não está acreditando, não é? – Perguntou Hydra.

- Alguns estão desconfiados – Disse Olívio, sentado ao seu lado –, mas ninguém acredita de verdade eu acho.

Hydra olhava para a mesa da Sonserina, Draco ria com alguns amigos, Hydra cada vez imaginava se ele não teria alguma coisa a ver com isso, apesar de não imaginar como ele faria uma coisa dessas. Pucey estava ao seu lado, rindo junto com Flint e alguns meninos dos quarto e sétimo anos, Hydra não entendia ainda se ele era um cara legal ou não, já que vivia constantemente mudando de humor e de atitude com ela.

Seus olhos então pararam na mesa da Corvinal, aonde o rapaz louro, irmão de Jeniffer, estava sentado conversando com um rapaz negro, ela reparou que sua namorada, Amee, estava bem longe deles e ficou se perguntando o que havia acontecido.

- Peter e ela terminaram, já estava mais do que na hora, insuportável aquela menina! – Hydra ouviu Jeniffer conversando, ao lado de Alicia, com ela e com Rita.

- Ainda bem, pelo menos ele está livre agora... – Disse Alicia rindo.

- É, livre, sei lá... - Disse Jeniffer, um pouco sem graça.

- Já sabe que é pra falar da sua amiga, né? – Pediu Rita, rindo tanto que ficava vermelha.

- Das duas – Completou Alicia, também rindo.

- Você vê o que elas veem no Macmillan? – Perguntou Olívio, fazendo Hydra virar o rosto, completamente sem graça para ele.

- Em quem? – Perguntou Hydra, concentrando todos os seus esforços para não ficar corada.

- O Macmillan, irmão da Jeniffer, o da Corvinal – Olívio olhava para a direção do rapaz na mesa da Corvinal –, ele é do meu ano, nos vemos às vezes em algumas aulas.

- Não, quer dizer, ele é bonito, mas você também é...

Olívio pareceu um pouco enciumado com a resposta, mas não falou nada que pudesse indicar que estava chateado ou nervoso, pelo contrário, apenas olhou para frente e continuou a comer.

No tempo seguinte, tiveram aula de Defesa contra as artes das Trevas.

- Muito bem, quem aqui pode recitar para nós uma página do meu livro, o mágico eu? – Perguntou Lockhart, com seu sorriso branco e petulante de sempre.

- Eu, eu, eu! – Disseram várias meninas, fazendo os rapazes revirarem os olhos.

- Calma, calma menina, temos páginas para todo mundo. – Respondeu ele, sorrindo e fazendo algumas meninas suspirarem.

- Como vamos aprender algo? É sério isso mesmo? – Dizia a voz de Fred, atrás da cadeira de Hydra.

- Ele não sabe nada, só sabe falar de coisas que diz que fez, mas nem sei se isso é verdade! – Disse Lino.

- Ele escreveu tudo aquilo, deve ser verdade, não? – Perguntou Hydra, virando para trás para ver os meninos.

- Não sei, pode ser inventado – Disse Jorge, falando baixinho para Lockhart, que ouvia atentamente Rita Orance recitando seu livro, não ouvir.

- Não, tem muitos detalhes, não pode ser inventado, ele não parece ser uma pessoa tão criativa assim... – Respondeu Hydra.

- E nem corajoso! – Completou Lino.

- Eu não sei, eu realmente sei lá, não consigo não olhar para ele... – Disse Hydra, olhando para o professor e suspirando, quando virou, viu os amigos fazendo caretas – mas ele realmente parece cheio de besteiras às vezes.

- Ele é, Hydra, supere a beleza e veja, ele não sabe nada, o que são as aulas dele? A gente lendo trechos da vida dele e só! – Disse Fred, olhando com raiva para o Professor, que agora ria explicando como matou um vampiro sozinho e fazendo gestos, usando um dos alunos para encenar o vampiro, enquanto as meninas olhavam atentas e "prendiam a respiração" nas cenas de ação, só para suspirarem segundos depois em admiração.

- Ele também faz demonstrações... – Disse Hydra, não deixando de achar graça em tudo aquilo.

- É, caramba, agora eu me sinto preparado para enfrentar o mal lá fora! – Disse Fred.

- Da um desconto, só tem o que? Dois meses que ele está nos ensinando? Vamos ver como fica mais para frente... – Disse Hydra.

- A Srta. Malfoy talvez queira me ajudar a demonstrar o resto – Disse a voz de Lockhart, fazendo Hydra olhar para frente sem graça.

- Desculpe, professor...

- Tudo bem, mas por favor, venha aqui na frente...