Todos os personagens pertencem a Masashi Kishimoto. A história é de autoria de Lisa Kleypas do seu livro A Redenção – Série The Travis Family.
Essa fanfic é uma adaptação.
Capitulo 13
"Sasuke! Sasuke..."
Ele tinha ido me salvar. Eu quase perdi as estribeiras naquele instante. Em meio à torrente desesperada de alívio e gratidão, havia pelo menos uma dúzia de coisas que eu queria dizer para ele naquele momento. Mas a primeira coisa que saiu foi um fervoroso:
"Eu sinto tanto não ter feito sexo com você!"
Escutei Sasuke rir baixo.
"Eu também. Mas querida, tem uns caras da manutenção comigo, e eles podem ouvir tudo que estamos dizendo."
"Não me importa", eu disse, desesperada. "Me tire daqui que eu juro que vou transar com você."
Eu ouvi um dos funcionários da manutenção oferecer, com sotaque espanhol:
"Pode deixar que eu tiro a moça daí."
"Esta aqui é minha, amigo", Sasuke disse, bem-humorado, e se projetou mais para dentro do elevador, com um braço estendido. "Consegue pegar minha mão, Sakura?"
Ficando na ponta dos pés, eu me estiquei toda. Nossas mãos se encontraram e os dedos dele desceram para se fechar em torno do meu pulso. Mas minha pele estava recoberta daquela mistura escorregadia e minha mão deslizou por entre os dedos de Sasuke. Eu caí com as costas na parede.
"Não consigo", tentei parecer calma, mas minha voz estava esfiapada. Tive que sufocar um soluço. "A água está oleosa."
"Tudo bem", ele disse rapidamente. "Está tudo bem. Não, não chore, querida, eu vou descer. Fique de lado e segure no corrimão."
"Espere, você também vai ficar preso aqui...", eu comecei, mas Sasuke já estava baixando os pés e as pernas. Segurando na estrutura do teto, ele desceu suavemente e ficou pendurado um instante. Quando ele desceu na cabine com uma queda controlada, o chão se mexeu e o nível da água subiu. Eu chafurdei na água suja e pulei nele, subindo em seu corpo antes mesmo que ele conseguisse se mover.
Sasuke me pegou com firmeza, passando um braço por baixo do meu traseiro e outro, forte e sólido, pelas minhas costas.
"Peguei você", ele disse. "Minha garota corajosa."
"Nem tão corajosa", travei meus braços atrás de sua nuca e enterrei meu rosto nele, tentando acreditar que Sasuke realmente estava ali comigo.
"Você é, sim. A maioria das mulheres estaria histérica a esta altura."
"Eu ia ch-chegar lá", falei com a boca no colarinho dele. "Você s-só me pegou antes do processo começar."
Ele me puxou para mais perto.
"Você está salva, querida. Está tudo bem agora."
Eu tentei controlar meus dentes, para que não batessem.
"Mal consigo acreditar que você está aqui."
"É claro que estou aqui. Sempre que você precisar", ele apertou os olhos para o buraco no teto, onde um dos homens da manutenção segurava uma lanterna para nos ajudar a enxergar. "Manuel", Sasuke disse, "vocês têm uma bomba de poço aqui?"
"Não", foi a resposta pesarosa. "Este prédio é velho. Só os novos têm bombas."
A mão de Sasuke subiu e desceu pelas minhas costas trêmulas.
"Acho que isso não ia fazer muita diferença, mesmo. Alguém pode ir desligar o disjuntor principal? Eu não quero que esta coisa comece a se mexer enquanto nós estivermos tirando ela daqui."
"Não precisa. Está desligado."
"Como você sabe?", Sasuke perguntou.
"Tem um mecanismo de desarme automático."
Sasuke meneou a cabeça.
"Eu quero que alguém vá até a sala de máquinas e verifique se essa coisa está mesmo desligada."
"Tudo bem, jefe", Manuel usou um rádio portátil para falar com o supervisor na sala de segurança. O supervisor disse que enviaria o único guarda disponível até a sala de máquinas para desligar a chave geral dos elevadores, e avisaria quando estivesse feito. "Ele disse que não consegue falar com a polícia", Manuel nos contou. "A emergência está arrebentada. Ligações demais. Mas a empresa do elevador vai mandar um técnico."
"A água está subindo", eu falei para Sasuke, meus braços presos com firmeza em sua nuca e minhas pernas enroladas em sua cintura. "Vamos sair agora."
Hardy sorriu e afastou o cabelo que estava caído no meu rosto.
"Só vai demorar um instante para eles encontrarem a chave geral. Finja que nós estamos em uma banheira de hidromassagem."
"Minha imaginação não é tão boa", eu disse.
"É óbvio que você nunca morou em uma plataforma de perfuração", Ele passou a mão pelos meus ombros. "Você se machucou? Algum corte ou hematoma?"
"Não, só fiquei com um pouco de medo."
Ele soltou uma exclamação de compaixão e me apertou ainda mais.
"Você não está com medo agora, está?"
"Não", era verdade. Parecia impossível que qualquer coisa ruim pudesse acontecer enquanto eu me segurava naqueles ombros tão firmes. "Só estou ccom frio. Não entendo de onde essa água está vindo."
"O Manuel disse que caiu uma parede entre a garagem e a galeria de águas pluviais. Nós estamos sendo invadidos por um monte de água."
"Como você me encontrou tão depressa?"
"Eu estava indo para casa quando você ligou. Eu corri para cá e encontrei Manuel e o colega dele. Nós pegamos o elevador de serviço até o andar acima deste, e abri as portas com uma chave de fenda torta." Ele alisava meu cabelo enquanto falava. "O alçapão do elevador foi um pouco mais difícil... eu tive que arrancar uns parafusos com o martelo."
Nós ouvimos um pouco de estática e uma voz metálica no rádio de comunicação acima de nós.
"Tudo bem, jefe", Manuel gritou. "A chave foi desligada."
"Ótimo", Sasuke apertou os olhos para Manuel. "Eu vou erguê-la até vocês. Não a deixem cair na lateral — ela está escorregadia." Ele puxou minha cabeça para trás até me olhar nos olhos. "Sakura, eu vou te empurrar para cima, então você vai se apoiar nos meus ombros e vai deixar que a puxem. Entendeu?" Eu anuí, relutante, sem querer deixá-lo. "Quando estiver em cima do elevador", ele continuou, "não toque em nenhum dos fios ou cabos ou em qualquer coisa. Tem uma escada na lateral do poço de elevador. Tenha cuidado enquanto estiver subindo. Você está escorregadia como um peixe engraxado."
"E você?"
"Eu vou ficar bem. Ponha seu pé na minha mão."
"Mas como v-você v-vai..."
"Sakura, pare de falar e me dê seu pé."
Fiquei espantada com a facilidade com que ele me levantou, uma manzorra embaixo do meu traseiro para me empurrar até os dois funcionários da manutenção. Eles me pegaram por baixo dos braços e me puxaram para o alto do elevador, segurando-me como se temessem que eu pudesse escorregar para o lado. E provavelmente escorregaria, pois estava coberta de lodo.
Normalmente, eu conseguiria subir a escada com facilidade, mas meus pés e minhas mãos ficavam escorregando. Foram necessários esforço e concentração para eu conseguir chegar ao patamar em que Sasuke tinha aberto a porta do hall.
Lá estavam mais algumas pessoas para me ajudar; alguns funcionários dos escritórios, o supervisor de segurança e o guarda, o recém-chegado técnico do elevador e até Temari, que não parava de repetir, horrorizada, que "eu estava com ela meia hora atrás... não consigo acreditar... acabei de vê-la..."
Eu ignorei todo mundo, não por indelicadeza, mas por puro medo. Fiquei esperando ao lado da porta aberta e me recusei a sair dali, onde gritei, ansiosa, o nome de Sasuke. Ouvi sons de coisas caindo na água e alguns grunhidos, além de alguns dos palavrões mais feios que escutei na vida.
Manuel foi o primeiro a aparecer, e seu colega veio atrás. Sasuke, afinal, emergiu pela porta, pingando e coberto pelo mesmo lodo escuro que eu, com o terno colado ao corpo. Eu sabia que ele não estava cheirando melhor que eu, seu cabelo estava de pé em alguns pontos. Ainda assim, era o homem mais lindo que já vi na minha vida.
Eu me joguei nele, envolvi sua cintura com meus braços e enfiei minha cabeça em seu peito. O coração dele batia forte sob a minha orelha.
"Como você saiu?"
"Eu apoiei um pé no corrimão, me segurei na estrutura do teto e me puxei para cima. Eu quase escorreguei e caí para dentro da cabine, mas Manuel e Juan me seguraram."
"El mono", Manuel disse, como se para explicar, e eu senti uma risada sacudir o peito de Sasuke.
"O que isso significa?", perguntei.
"Ele me chamou de macaco."
Levando a mão ao bolso de trás, Sasuke pegou uma carteira de onde extraiu algumas notas encharcadas e pediu desculpas pela condição em que o dinheiro estava. Os funcionários da manutenção riram e disseram que o dinheiro valia assim mesmo e depois todos apertaram as mãos.
Eu fiquei com os braços agarrados em Sasuke enquanto ele conversou com o técnico do elevador e com o supervisor de segurança por alguns minutos.
Embora eu estivesse em segurança, não conseguia me fazer soltá-lo. E ele não parecia se importar que eu ficasse pendurada nele, e de vez em quando passava a mão pelas minhas costas. Um caminhão de bombeiros parou do lado de fora do prédio com as luzes piscando.
"Escutem", Sasuke disse para o supervisor de segurança, entregando-lhe um cartão de visita encharcado, "nós precisamos parar de conversar agora. Ela já sofreu bastante. Eu preciso cuidar dela e nós dois precisamos nos limpar. Se alguém quiser saber de alguma coisa, podem falar comigo amanhã."
"Certo", o supervisor disse. "Eu entendo. Diga se eu puder ajudar de algum modo. Cuidem-se, vocês dois."
"Ele foi legal", eu disse enquanto Sasuke me levava para fora do edifício, passando pelo caminhão de bombeiro e pela van de uma equipe de televisão.
"Ele quer muito que você não o processe", Sasuke respondeu, levando-me para o carro dele, que estava parado em fila dupla. Era um sedã prateado Mercedes, com um estofamento bege-creme imaculado.
"Não", eu disse, desanimada. "Não posso entrar nesse carro assim, toda suja e nojenta."
Sasuke abriu a porta e me fez entrar.
"Entre, querida. Nós não vamos andar até em casa."
Eu fiquei tensa durante todo o curto percurso até o 1800 Main, sabendo que estávamos arruinando o interior do carro dele.
E o pior ainda estava para acontecer. Depois que Sasuke estacionou o carro na garagem do nosso prédio, nós nos aproximamos do elevador que levava à recepção. Eu parei como se tivesse levado um tiro e olhei do elevador para a escada. Sasuke parou ao meu lado.
Definitivamente, a última coisa que eu queria naquele momento era estar dentro de outro elevador. Era demais. Eu senti todos os meus músculos ficarem tensos e rejeitarem essa ideia.
Sasuke ficou em silêncio, deixando que eu lutasse com as minhas opções.
"Droga", resmunguei. "Não posso evitar elevadores pelo resto da minha vida, posso?"
"Não em Houston." A expressão de Sasuke era bondosa. Logo, logo, eu pensei, a bondade vai se transformar em pena. Isso foi o bastante para me colocar em movimento.
"Coragem, Sakura", murmurei para mim mesma e apertei o botão de subir.
Minha mão ficou tremendo. Enquanto o elevador descia até a garagem, eu esperei como se estivesse diante dos portões do inferno.
"Não sei bem se eu cheguei a lhe agradecer pelo que você fez", eu disse, meio brusca. "Então... obrigada. E eu quero que você saiba que eu... normalmente não sou de criar problemas. Quero dizer, não sou dessas mulheres que precisam ser salvas o tempo todo."
"Você pode me salvar da próxima vez."
Isso conseguiu me fazer sorrir, apesar de toda minha ansiedade. Era a coisa certa a ser dita.
As portas se abriram e eu simplesmente me obriguei a entrar na caixa de metal. Eu fiquei encolhida em um canto e Sasuke me seguiu. Antes que as portas se fechassem, Sasuke me puxou para um abraço de corpo inteiro e nossas bocas se juntaram, e pareceu que tudo que eu tinha sentido naquele dia, angústia, raiva, desespero e alívio, tudo se juntou em uma explosão de puro calor.
Eu respondi com beijos frenéticos e puxei a língua dele para dentro da minha boca, querendo o gosto e o toque dele em todo meu ser. Sasuke soltou uma exclamação curta e forte, como se pego de surpresa pela minha reação. Ele segurou minha cabeça com a mão e sua boca possuiu a minha, faminta e doce.
Em questão de segundos nós chegamos à recepção. As portas se abriram com um bipe irritante. Sasuke se afastou e me puxou para fora do elevador, para a recepção de mármore preto brilhante. Eu acredito que nós parecíamos um par de criaturas do pântano ao passar pela mesa do recepcionista a caminho do principal elevador residencial.
Shino, o recepcionista, ficou de boca aberta quando nos viu.
"Srta. Uzumaki? Meu Deus, o que aconteceu?"
"Eu tive um pequeno... bem, um tipo de... acidente na Torre Buffalo", eu disse, tímida. "O Sr. Uchiha me ajudou a escapar."
"Eu posso ajudar em alguma coisa?", Shino ofereceu.
"Não, nós estamos bem." Eu dei um olhar significativo para Shino. "E não existe nenhuma necessidade de mencionar isso para qualquer pessoa da minha família."
"Claro, Srta. Uzumaki", ele disse, um pouco rápido demais. E enquanto nos dirigíamos ao elevador residencial, eu o vi pegar o telefone e começar a discar.
"Ele vai ligar para o meu irmão Gaara", eu disse, entrando no elevador. "Eu não estou com vontade de falar com ninguém, especialmente com meu irmão intrometido..."
Mas Sasuke estava me beijando de novo, dessa vez apoiando as mãos na parede, uma de cada lado da minha cabeça, como se fosse perigoso demais me tocar. O beijo quente, de boca aberta, continuou por um longo tempo, e o prazer que aquilo me proporcionou foi devastador. Eu estiquei as mãos e toquei a curva volumosa dos ombros dele, os músculos contraídos e rígidos.
Eu fiquei vagamente espantada com o efeito que o toque de minhas mãos teve nele, o modo como a boca dele agarrou a minha com ainda mais intensidade, parecendo que ele estava se deliciando com algo que poderia lhe ser tirado. Ele estava excitado, e eu senti vontade de tocá-lo lá, de pôr minha mão no volume crescente. Meus dedos trêmulos deslizaram pela superfície lisa do abdome dele, passando por cima da fivela de metal do cinto. Mas o elevador parou e Sasuke agarrou meu pulso, puxando-o para trás.
Os olhos dele tinham um tom quente e suave, e ele estava corado como se estivesse febril. Sasuke sacudiu a cabeça e me puxou do elevador. Nós estávamos no décimo-oitavo andar, indo para o apartamento dele. Eu o acompanhava de boa vontade, e esperei ao lado da porta enquanto ele digitava a senha. Ele errou, o que provocou um bipe irritante. Ele xingou, e eu segurei uma risada. Ele me olhou torto, tentou de novo e a porta abriu.
Levando-me pela mão como se eu fosse uma criancinha, Sasuke me conduziu até o chuveiro.
"Fique à vontade", ele disse. "Eu vou usar o outro banheiro. Tem um roupão atrás da porta. Mais tarde eu pego umas roupas no seu apartamento."
Nenhum banho tinha sido tão gostoso como aquele. E duvidava que no futuro algum chegasse perto. Eu deixei a temperatura da água quase escaldante e gemi de prazer quando ela caiu sobre meus membros frios e doloridos. Eu ensaboei e enxaguei meu corpo e meu cabelo três vezes.
O roupão de Sasuke era grande demais para mim, e ficou pelo menos um palmo arrastando no chão. Eu me enrolei nele, naquele cheiro que estava se tornando familiar. Amarrei o cinto bem apertado, enrolei as mangas várias vezes e me observei no espelho embaçado pelo vapor. Meu cabelo tinha formado vários cachos. Como eu não tinha nenhuma ferramenta de cabeleireiro que não escova ou pente, vi que não poderia fazer nada.
Eu esperava me sentir esgotada depois de tudo que tinha passado, mas na verdade eu me sentia viva, hiper estimulada, com a trama macia do roupão roçando minha pele sensível. Fui até a sala de estar e vi Sasuke vestido com jeans e camiseta branca, o cabelo ainda molhado do banho. Ele estava de pé perto da mesa, tirando sanduíches e recipientes de sopa de um saco de papel.
Com o olhar, ele me avaliou da cabeça aos pés.
"Eu pedi que o restaurante nos mandasse comida", ele disse.
"Obrigada. Estou faminta. Acho que nunca senti tanta fome."
"Isso acontece depois de um trauma. Sempre que havia um problema na plataforma — um acidente ou incêndio —, depois nós comíamos como lobos."
"Incêndio numa plataforma deve ser uma coisa assustadora. Como isso acontece?"
"Ah, explosões, vazamentos...", ele sorriu antes de acrescentar, "soldadores..." Ele terminou de arrumar a comida. "Pode começar a comer. Eu vou até seu apartamento pegar roupas para você, se me disser a senha."
"Fique, por favor. Eu posso esperar. Este roupão é confortável."
"Está bem", Sasuke puxou uma cadeira para mim.
Quando eu me sentei, espiei a televisão, que exibia o noticiário local. Quase caí da cadeira quando a apresentadora disse, "...e agora, mais sobre a enchente. Nós ficamos sabendo que no começo desta noite uma mulher não identificada foi resgatada de um elevador inundado na Torre Buffalo. De acordo com o pessoal da segurança no local, a água que entrou no andar mais baixo da garagem fez o elevador parar de funcionar. Empregados do edifício disseram que a mulher parecia estar em boas condições depois do resgate e não precisou de cuidados médicos. Vamos contar mais desta história para você conforme ela se desenrolar..."
O telefone tocou e Sasuke olhou para o identificador de chamadas.
"É o seu irmão Gaara. Eu já falei com ele e disse que você está bem, mas ele quer ouvi de você."
Oh, diacho, eu pensei. Gaara deve ter ficado animado por saber que eu estou com Sasuke.
Eu peguei o telefone e apertei o botão de falar.
"Oi, Gaara", eu disse com a voz alegre.
"Uma coisa que ninguém quer", meu irmão começou, "é que a irmã seja a mulher não identificada no noticiário. Coisas ruins acontecem com a mulher não identificada."
"Eu estou bem", eu lhe disse, sorrindo. "Só fiquei um pouco molhada e suja, só isso."
"Você pode achar que está bem, mas deve estar em choque. Você pode ter ferimentos de que nem se deu conta. Por que diabos o Uchiha não te levou para o hospital?"
Meu sorriso desapareceu.
"Porque eu estou ótima. E não estou em choque."
"Eu vou até aí pegar você. Vai ficar no meu apartamento esta noite."
"Sem chance. Eu já vi seu apartamento, Gaara. É uma fossa. É tão ruim que meu sistema imunológico fica mais resistente toda vez que eu te visito."
Gaara não riu.
"Você não vai ficar com o Uchiha depois de ter passado por algo tão traumático..."
"Lembra da nossa conversa sobre limites, Gaara?"
"Danem-se os limites. Por que você ligou para ele quando tem dois irmãos que trabalham a poucos quarteirões da Torre Buffalo? Naruto e eu poderíamos ter cuidado de tudo muito bem."
"Eu não sei por que liguei para ele, eu...", dei um olhar constrangido para Sasuke. Ele estava me observando com uma expressão insondável e depois foi para a cozinha. "Gaara, eu falo com você amanhã. Não venha para cá."
"Eu disse para o Uchiha que, se ele encostar em você, pode se considerar um homem morto."
"Gaara", eu murmurei, "vou desligar agora."
"Espere...", ele fez uma pausa e adotou um tom fofo. "Você é minha irmã caçulinha, Sakura, podia me deixar ir até aí pegar v..."
"Não. Boa noite."
Eu desliguei no momento em que um palavrão soava no telefone.
Sasuke voltou à mesa, trazendo um copo cheio de gelo e um líquido efervescente.
"Obrigada", eu disse. "Dr. Pepper?"
"Isso. Com suco de limão e um toque de Jack Daniels. Achei que poderia ajudar com seus nervos."
Eu lhe dei um olhar divertido.
"Meus nervos estão ótimos."
"Talvez. Mas você ainda parece um pouco tensa."
Estava delicioso. Eu tomei uns goles grandes, ávidos, até Sasuke tocar minha mão.
"Opa, calma aí. Tome devagar, querida."
Demos uma pausa na conversa enquanto tomávamos a sopa de vegetais e comíamos os sanduíches. Eu terminei minha bebida e suspirei devagar, sentindo-me melhor.
"Você me dá outra?", perguntei, empurrando meu copo vazio para ele.
"Em alguns minutos. O Jack Daniels é meio sorrateiro."
Eu me virei para o lado, para encará-lo, passando meu braço pelo encosto da cadeira.
"Não precisa me tratar como se eu fosse uma adolescente. Sou uma mulher adulta, Sasuke."
Sasuke meneou a cabeça lentamente, seu olhar cravado no meu.
"Eu sei disso. Mas de certa forma você continua sendo... inocente."
"Por que você diz isso?"
A resposta dele foi delicada.
"Por causa do modo como você lida com certas situações."
Eu senti uma onda de calor subir ao meu rosto ao imaginar se ele se referia ao meu comportamento na escadaria do teatro.
"Sasuke ", engoli em seco, "sobre a noite passada..."
"Espere", ele tocou meu braço que estava sobre a mesa, os dedos traçando com delicadeza o desenho formado pelas veias no meu pulso. "Antes de falarmos disso, me conta uma coisa. Por que você ligou para mim em vez de ligar para seus irmãos? Fico feliz por você ter ligado, mas eu gostaria de saber o motivo."
O calor tomou conta de mim, então, espalhando-se pela minha pele nua por baixo do roupão. Eu me senti impregnada de excitação e desassossego, imaginando até onde eu ousaria ir com ele, e o que Sasuke faria se eu lhe contasse a verdade.
"Na verdade eu nem pensei no assunto. Eu só... queria você."
Os dedos dele me acariciavam calorosa e preguiçosamente, indo do pulso até meu cotovelo e voltando.
"Noite passada", eu o ouvi murmurar, "você estava certa ao me afastar. A primeira vez não pode ser em um lugar daqueles. Você estava certa em parar, mas o modo como você parou..."
"Desculpe", eu disse, sincera. "Eu, na verdade..."
"Não, não se desculpe." Ele pegou minha mão e começou a brincar com os meus dedos. "Eu pensei a respeito mais tarde, depois que esfriei um pouco. E concluí que você não teria reagido daquela maneira se não tivesse algum tipo de... problema na cama... com seu marido", ele olhou para mim, aqueles olhos azuis assimilando cada nuança da minha expressão.
"Problema na cama" era um eufemismo e tanto, eu pensei. Hesitei, em silêncio, querendo mais que qualquer coisa me abrir com ele.
"Ele foi mesmo seu primeiro?", Sasuke perguntou. "Isso é bem incomum nos nossos dias."
Eu anuí.
"Eu acho", consegui falar, "que de um modo distorcido, eu estava tentando agradar minha mãe. Mesmo depois de ela morrer. Eu sentia que ela teria preferido que eu esperasse. Ela teria me dito que boas garotas não ficam transando por aí. E eu tinha tanta coisa para compensar. Eu nunca fui o tipo de filha que ela queria — nem que meu pai queria. Eu sentia que devia isso a ela, tentar ser boa." Eu nunca tinha admitido isso para ninguém, antes. "Só mais tarde eu me dei conta de que, se desejasse ficar com alguém, isso era problema só meu."
"E aí você escolheu o Sasori."
"É", retorci meus lábios. "Não foi uma boa ideia, como acabei percebendo. Era impossível satisfazê-lo."
"Eu sou fácil de satisfazer", ele continuava brincando com meus dedos.
"Ótimo", eu disse, insegura, "porque tenho certeza de que não sei fazer direito."
Todo movimento cessou. Sasuke ergueu os olhos famintos de desejo da minha mão. Brilhantes e calorosos.
"Eu não...", ele teve que fazer uma pausa para respirar. Sua voz estava rouca.
"Eu não me preocuparia com isso, querida."
Eu não conseguia tirar os olhos dele. Eu me imaginei debaixo dele, com seu corpo dentro do meu, e meu coração começou a se debater. Eu precisava me acalmar.
"Eu queria outro Jack Daniels, por favor", consegui dizer. "Dessa vez sem Dr. Pepper."
Sasuke soltou minha mão, ainda me encarando. Sem falar palavra, ele foi até a cozinha e trouxe dois copos de dose e a garrafa com o característico rótulo preto. Ele serviu as doses de modo impessoal, como se estivesse se preparando para um jogo de pôquer.
Sasuke virou o dele, enquanto eu beberiquei o meu, deixando o líquido suave, ligeiramente doce, aquecer a superfície dos meus lábios. Nós estávamos sentados muito próximos. O roupão acabou escorregando, revelando meus joelhos nus, e eu o peguei olhando para eles. Quando ele inclinou a cabeça, a luz refletiu em seu cabelo escuro. Não aguentei mais — eu precisava tocá-lo. Deixei meus dedos roçar a lateral da cabeça dele, brincando com os fios curtos e sedosos. Uma das mãos dele desceu sobre o meu joelho, envolvendo-o com seu calor.
Ele levantou o rosto e toquei seu rosto, a aspereza masculina da barba raspada, e levei meus dedos à maciez de seus lábios. Explorei o formato proeminente de seu nariz, chegando à curva hipnotizante da ponte.
"Você disse que me contaria um dia", eu lembrei. "Como quebrou o nariz."
Sasuke não queria falar sobre isso. Dava para ver pela expressão em seus olhos. Só que eu tinha arriscado muito ao confiar nele, ao ser honesta, e ele não iria escapar. Então, ele deu um aceno curto com a cabeça e se serviu de mais uma dose e, para meu arrependimento, tirou a mão do meu joelho.
"Foi meu pai que quebrou", ele disse sem emoção, depois de uma longa pausa. "Ele era alcoólatra. Mas bêbado ou sóbrio, eu acho que ele só se sentia bem quando estava machucando alguém. Ele abandonou a família quando eu ainda era novo. E eu preferia de verdade que ele tivesse ficado longe para sempre. Mas de vez em quando ele aparecia em casa, quando não estava na cadeia. Ele espancava minha mãe para valer e a engravidava, depois sumia com cada centavo que conseguia roubar dela."
Ele sacudiu a cabeça, o olhar distante.
"Minha mãe é uma mulher alta, mas ainda assim ela é delicada. Um vento forte é capaz de arrastá-la. Eu sabia que um dia ele a mataria. Uma das vezes em que ele voltou — eu tinha onze anos —, eu lhe disse para nem tentar, que eu não o deixaria se aproximar dela. Não me lembro do que aconteceu em seguida, só que eu acordei no chão me sentindo como se tivesse sido pisoteado por um touro de rodeio. E meu nariz estava quebrado. Minha mãe apanhou quase tanto quanto eu. Ela me disse para nunca mais enfrentar meu pai. Disse que isso só o deixava ainda mais enlouquecido. Era mais fácil para ela se nós deixássemos que ele fizesse logo o que queria, porque aí ele ia embora."
"Por que ninguém o deteve? Por que ela não se divorciou dele, ou conseguiu uma ordem de restrição ou algo assim?"
"Ordem de restrição só funciona se você se algemar a um policial. E minha mãe achou que era melhor levar os problemas dela para a igreja. Lá, ela foi convencida a não se divorciar. Disseram que era a missão especial dela salvar a alma dele. De acordo com o ministro, nós todos devíamos fazer daquilo uma questão de oração, para que o coração do meu pai fosse tocado, que ele visse a luz e fosse salvo", Sasuke abriu um sorriso amargo. "Se eu tinha alguma chance de ser um homem religioso, desapareceu aí."
Fiquei arrasada pela revelação de que Sasuke também tinha sido vítima de violência doméstica. Mas de um modo pior que o meu, porque aconteceu quando ele era só uma criança. Controlei com cuidado o tom da minha voz quando perguntei:
"Então, o que aconteceu com seu pai?"
"Ele reapareceu alguns anos depois disso. Eu já estava muito maior, então fiquei na porta do trailer e não o deixei entrar. Mamãe ficou tentando me empurrar para o lado, mas eu não cedi. Ele...", Sasuke parou e massageou a boca e o queixo, devagar, sem olhar para mim. Eu estava com uma sensação eletrizante de que ele ia me contar algo que nunca tinha contado para ninguém.
"Continue", eu sussurrei.
"Ele veio para cima de mim com uma faca, me acertou aqui do lado. Eu torci o braço dele e o fiz largar a faca. Então lhe dei uma surra, e bati até ele prometer que sumiria dali. E ele nunca mais apareceu. Está na prisão agora." O rosto de Sasuke estava rígido. "A pior parte foi que minha mãe ficou sem falar comigo por dois dias."
"Por quê? Ela ficou brava com você?"
"Foi o que pensei, no começo. Mas então percebi... ela ficou com medo de mim. Depois que eu surtei para cima do meu pai, ela não conseguia ver diferença entre nós dois." Ele olhou para mim e disse, em voz baixa, "Eu também tenho uma história pesada, Sakura."
Eu percebi que ele me disse isso como um aviso. E entendi uma coisa a respeito dele, que Sasuke sempre usou essa noção de ter uma história pesada para não ficar muito íntimo de ninguém. Porque deixar alguém se tornar muito íntimo implica deixar que te machuquem. Eu sabia tudo desse tipo de medo. Eu vivia com ele.
"Onde ele te acertou com a faca?", perguntei, com a voz embargada. "Mostre para mim."
Sasuke me encarou com o olhar vidrado de um bêbado, mas eu sabia que não era culpa do Jack Daniels. Um rubor cruzava as maçãs de seu rosto e a ponte do nariz. Ele puxou a barra da camiseta, revelando os músculos firmes do seu flanco. Uma cicatriz fina e branca se destacava no bronzeado sedoso. Ele só observou, paralisado, enquanto eu escorregava da minha cadeira e me ajoelhava diante dele, para me inclinar entre suas coxas e beijar a cicatriz. Sasuke parou de respirar. Meus lábios tocaram sua pele quente, e os músculos das pernas estavam tão tensos que senti como se encostasse em ferro.
Ouvi um gemido acima da minha cabeça e fui tirada de entre os joelhos dele como se fosse uma boneca de pano. Sasuke me carregou até o sofá e me deitou no estofado de veludo. Ele se ajoelhou ao meu lado e puxou o cinto do roupão.
Sua boca cobriu a minha, quente e doce do uísque enquanto ele abria a frente do roupão. A mão dele estava quente quando tocou meu seio, curvando-se sob a inclinação suave, firmando-o para sua boca.
Os lábios dele tocaram o bico duro, e ele passou a língua ali em movimentos suaves. Eu me contorci debaixo dele, incapaz de me manter parada. Meu mamilo enrijeceu de um modo quase dolorido, e sensações de prazer se espalhavam pelo meu corpo a cada lambida. Eu gemi e pus meus braços em volta da cabeça dele, e minha coluna pareceu se dissolver quando ele passou para o outro seio. Meus dedos afundaram nos fios sedosos de seu cabelo e apertaram sua cabeça. Às cegas, puxei sua boca para a minha, que Sasuke tomou com selvageria, como se não conseguisse ir fundo o bastante.
A mão dele desceu forte sobre meu abdome, apertando a curva da cintura. Então senti a ponta do seu dedo mínimo roçando clitóris. Choramingando, eu ergui o quadril. A mão dele desceu mais, e enquanto ele brincava comigo, algo dentro de mim começou a latejar intensamente. Até aquele momento, eu nunca tinha sentido que poderia morrer de puro desejo. Eu gemi e o puxei pela camiseta. A boca de Sasuke voltou à minha, me chupando de leve quando eu gemia, como se pudesse saborear aqueles sons.
"Por favor, me toque", eu pedi, apertando as almofadas de veludo com os dedos dos pés. "Sasuke, por favor..."
"Onde?", ouvi um sussurro diabólico, enquanto ele me acariciava entre as minhas coxas.
Eu afastei os joelhos, com o corpo totalmente trêmulo.
"Aqui. Aqui."
Ele soltou um suspiro que foi quase um ronrom, e seus dedos me abriram, encontrando calor e umidade, concentrando-se no lugar que me deixava louca. Ele roçou meus lábios inchados com a boca, puxando-os com delicadeza. Sua mão saiu de dentro das minhas pernas, e Sasuke me recolheu em seus braços como se pretendesse me levantar, mas ele só me abraçou com extrema suavidade, colando nossos corpos trêmulo e arfantes. Ele baixou a cabeça e beijou o arco do joelho, a elevação macia de um seio, a corda tensa do meu pescoço.
"Me leve para a cama", eu pedi, rouca. Eu peguei um dos lóbulos da orelha dele entre os dentes e passei minha língua ali. "Me leve..."
Sasuke estremeceu e me soltou. Ele se virou e se sentou no chão, de costas para mim. Apoiou os braços nos joelhos dobrados e baixou a cabeça, com a respiração saindo em rajadas profundas e duras.
"Não posso...", a voz dele estava abafada. "Esta noite não, Sakura."
Sasuke demorou um momento longo e desanimador para responder. Ele voltou o rosto para mim, ajoelhando-se com as coxas afastadas. Ele aproximou as mãos para fechar o roupão e me cobrir, um gesto tão cuidadoso que pareceu mais íntimo do que aquilo que aconteceu antes.
"Não é certo", ele disse. "Não depois de tudo isso que você passou. Eu estaria me aproveitando de você."
Eu não podia acreditar. Não quando tudo estava indo tão bem, quando parecia que todo meu medo tinha desaparecido. Não quando eu o desejava tanto.
"Não estaria, não", eu retorqui. "Eu estou ótima. Eu quero dormir com você."
"Você não está em condições de tomar uma decisão dessas neste momento."
"Mas...", eu me sentei e esfreguei o rosto. "Sasuke, você não acha que está esquecendo de pensar no que eu estou sentindo? Depois de me deixar desse jeito, você...", eu me interrompi quando um pensamento horrível me ocorreu. "Você está se vingando. É isso? Por causa da noite passada?"
"Não", ele disse, contrariado. "Eu nunca faria isso. Não se trata disso. E caso você não tenha notado, estou tão excitado quanto você."
"Então eu não tomo parte na decisão? Não tenho direito a voto?"
"Esta noite, não."
"Droga, Sasuke...", meu corpo todo latejava. "Você vai me deixar sofrendo só para provar alguma tese absolutamente desnecessária?"
A mão dele deslizou pela minha barriga.
"Eu vou terminar o seu lado."
Era como receber a oferta de um tira-gosto quando o prato principal não estava disponível.
"Não", eu disse, o rosto vermelho de frustração. "Não quero um serviço pela metade, eu quero um ato sexual inteiro, do começo ao fim. Eu quero ser vista como uma mulher adulta que tem o direito de decidir o que fazer com o próprio corpo."
"Querida, eu acho que nós já provamos, sem sombra de dúvida, que eu te vejo como uma mulher adulta. Mas não vou me aproveitar de alguém que acabou de passar por uma experiência de quase morte, e depois eu trouxe para o meu apartamento, servi álcool e agora está sentindo gratidão por mim. Não vou fazer isso."
Eu arregalei os olhos.
"Você acha que eu dormiria com você por gratidão?"
"Não sei. Mas eu quero dar um ou dois dias de tempo para essa sensação passar."
"Já passou, seu cretino!", eu sabia que não estava sendo justa com ele, mas não pude evitar. Ele tinha me deixado na mão no momento em que meu corpo estava prestes a pegar fogo.
"Estou tentando ser um cavalheiro, droga!"
"Ora, que bela hora para começar."
Eu não podia continuar naquele apartamento nem mais um minuto — tive receio de fazer alguma coisa que seria vergonhosa para nós dois. Como me jogar em cima dele e implorar. Lutando para me erguer do sofá, eu voltei a amarrar o cinto do roupão na cintura e me dirigi à porta.
Sasuke veio atrás de mim no mesmo instante.
"Aonde você vai?"
"Para o meu apartamento."
"Deixa eu pegar suas roupas primeiro."
"Não se preocupe. As pessoas sempre estão de roupão quando voltam da piscina."
"Só que não estão nuas por baixo."
"E daí? Você acha que eu vou encontrar alguém tão cheio de tesão que vai me atacar no corredor? Quem me dera ter essa sorte!"
Abri a porta e saí para o corredor. Eu me senti grata pelo surto revigorante de raiva — assim não me preocupei com o elevador. Sasuke veio atrás e ficou do meu lado até as portas do elevador se abrirem. Nós entramos juntos, os dois descalços.
"Sakura, você sabe que eu estou com a razão. Vamos conversar sobre isso."
"Se você não quer fazer sexo, eu não quero conversar sobre nossos sentimentos."
Ele passou a mão pelo cabelo, parecendo confuso.
"Bem, com toda certeza essa é a primeira vez que uma mulher me diz isso."
"Eu não lido bem com rejeição", murmurei.
"Não é rejeição, é um adiamento. E se Jack Daniels te deixa assim tão mal-humorada, nunca mais vou te servir outra dose."
"Não tem nada a ver com o uísque. Eu sou mal-humorada de nascença."
Sasuke pareceu perceber que não importava o que ele dizia, tudo só me deixava mais irritada. Então ele aguardou em silêncio estratégico até chegarmos à minha porta. Eu digitei a combinação e entrei.
Sakura ficou olhando para mim. Ele estava impossivelmente desgrenhado, apetitoso e sexy. Mas não estava arrependido.
"Eu te ligo amanhã", ele disse.
"Não vou atender."
Sasuke passou um olhar preguiçoso e demorado pelo meu corpo, as dobras de seu próprio roupão à minha volta, meus dedos dos pés crispados e nus. Algo parecido com um sorriso puxou um canto de sua boca.
"Você vai atender."
Fechei a porta de súbito. Eu não precisava ver a cara dele para saber que estava com um sorriso arrogante nela.
Continua!
Ia postar esse capitulo só segunda, mais o que vc não faz pra ganhar spolier e dois capítulos das adaptações da minha Diva Obsidiana Negra, e ela atualizou foi três adaptações, nem vou conta o quanto estou em êxtase!
Lary postei antes de domingo, acho que mereço outro spolier de Konohagakure (essa historia é no Spirit vcs tem que ler, é muito foda e engraçada)
E esse capitulo é dedicado a todos vcs que acompanham minha adaptação em especial Obsidiana Negra, , Lary, Ana Luh e Megg!
Ate o próximo capitulo.
