Todos os personagens pertencem a MasashiKishimoto. A história é de autoria de Lisa Kleypas do seu livro A Redenção – Série The Travis Family.

Essa fanfic é uma adaptação.

Capitulo 19

Eu pedi ao Shino, da recepção, para me ligar assim que visse o Sasuke chegar ao 1800 Main.

"Não importa a hora", eu instruí. Se Shino considerou aquilo um pouco estranho, ou caso tenha se perguntado por que eu não esperava que o próprio Sasuke me ligasse, ele não disse nada.

Ao verificar as mensagens do telefone, não vi nada a não ser duas chamadas perdidas, ambas de um número de Dallas. Tinha que ser o Sasori. Eu tinha cortado relações com todas as outras pessoas que conhecia em Dallas — os colegas de trabalho no Darlington e todos que faziam parte do círculo de Sasori e que me conheciam como Hana. Sasori ficou furioso com minha rejeição, por eu não mostrar interesse em recuperar a pulseira de Tsunade. Por seguir em frente com a minha vida. Eu esperava que ignorá-lo o faria desistir, mas se ele insistisse em manter contato comigo, eu seria obrigada a tomar uma atitude. Talvez uma ordem de restrição?

Só que me lembrei de um comentário cínico do Sasuke... "Uma ordem de restrição só funciona se você se algemar a um policial."

Pensei no que Sasuke estaria fazendo naquele momento, com que tipo de problema ele estaria lidando. Fiquei muito tentada a telefonar para ele, mas imaginei que a última coisa de que ele precisava era um celular tocando enquanto estava no meio de alguma situação difícil. Então tomei um banho demorado, vesti uma calça de moletom e uma camisetona e tentei assistir TV.

Devo ter passado por mais de cem canais a cabo, mas não encontrei nada bom.

Dormi um sono leve, as orelhas atentas a qualquer som. E então veio um toque estridente do telefone, que eu agarrei de imediato e apertei o botão de falar.

"Alô?"

"Srta. Uzumaki. O Sr. Uchiha acabou de passar pela recepção. Ele está no elevador, agora."

"Ótimo. Obrigada, Shino", olhei para o relógio e vi que era uma e meia da madrugada. "Hum, ele parecia bem? Disse alguma coisa?"

"Não, Srta. Uzumaki, ele não disse nada. Acho que ele parecia... cansado."

"Tudo bem. Obrigada."

"Não tem de quê."

Eu desliguei e me sentei com o telefone no colo, querendo que ele tocasse. Mas a droga da coisa permaneceu silenciosa. Esperei até ter certeza de que Sasuke tinha tido tempo de chegar ao apartamento e então liguei para seu número fixo. Caiu na caixa postal.

Deitando no sofá, encarei o teto com uma impaciência exausta. Incapaz de aguentar mais, liguei para o celular do Sasuke.

Outra gravação.

O que estaria acontecendo? Será que ele estava bem?

"Deixe-o em paz", eu disse em voz alta. "Vá para cama. Deixe-o dormir. Ele vai ligar amanhã, quando sentir vontade de conversar."

Mas não dei ouvidos a mim mesma. Minha preocupação com Sasuke era muito grande.

Fiquei andando pelo apartamento por mais quinze minutos, e então telefonei de novo.

Sem resposta.

"Merda", eu murmurei, esfregando os olhos com os punhos fechados. Eu me sentia tensa, cansada e inquieta. Eu nunca iria conseguir dormir sem ter certeza de que Sasuke estava bem.

Só uma batida rápida em sua porta. Talvez um abraço. Talvez ficarmos abraçadinhos na cama. Eu não lhe pediria para falar. Sem pressão. Eu só queria que ele soubesse que eu estaria ao lado dele, para o caso de ele precisar de mim.

Eu enfiei os pés em um par de pantufas de sola rígida e saí do apartamento para pegar o elevador até o décimo oitavo andar. Senti frio na atmosfera elegante e estéril do corredor. Tremendo, fui até a porta dele e toquei a campainha.

Nenhum movimento. Nenhum som. E então um ruído leve dentro do apartamento. Esperei, esperei e percebi, incrédula, que Sasuke não iria atender a porta. Meu rosto se retorceu em uma careta. Bem, isso era uma pena. Porque eu ficaria na porta dele e tocaria a campainha a noite toda, se fosse preciso.

Apertei o botão de novo.

Tive um pensamento repentino, terrível, de que talvez Sasuke não estivesse sozinho. Que outra razão poderia haver para ele se recusar a me ver? Mas eu não conseguia me fazer acreditar que...

A porta abriu.

Fui apresentada a uma versão de Sasuke que eu nunca tinha visto. O apartamento estava quase todo no escuro, com uma iluminação tênue vindo da sala, onde a cidade projetava um brilho artificial através das janelas compridas. Sasuke vestia camiseta branca e jeans, os pés descalços. Ele parecia grande, tenebroso e mau. E eu senti um cheiro forte, agridoce, de tequila barata, do tipo que se escolhe quando se quer ficar muito chumbado, e muito rápido.

Eu já tinha visto Sasuke beber, mas nunca se exceder. Ele me disse que não gostava de sentir que perdia o controle. O que ele não disse, mas eu entendi, foi que ele não tolerava a ideia de se sentir vulnerável, física ou emocionalmente.

Meu olhar viajou do rosto sombrio para o copo vazio em sua mão. Uma sensação arrepiante cruzou minha espinha.

"Oi", eu consegui dizer, a voz saindo como um chiado. "Eu queria ver se você está bem."

"Estou bem", ele olhou para mim como se fôssemos estranhos. "Não posso falar agora."

Ele começou a fechar a porta, mas eu pus o pê no batente. Tive medo de deixá-lo sozinho — eu não gostei da expressão vazia, estranha, em seus olhos.

"Eu posso fazer alguma coisa para você comer. Ovos e torrada..."

"Sakura", ele pareceu ter que reunir toda sua concentração para conseguir falar. "Eu não preciso de comida. Não preciso de companhia."

"Você não quer falar alguma coisa sobre o que aconteceu?"

Sem pensar, estiquei a mão para tocar seu braço, mas ele se retraiu. Como se meu toque fosse repulsivo. Eu fiquei estarrecida. A sensação foi bem estranha para mim, depois de todas as vezes que tinha feito exatamente isso com os outros, retraindo-me por reflexo. Eu nunca tinha pensado em como isso fazia as pessoas se sentirem.

"Sasuke", eu disse, a voz suave. "Eu vou embora, prometo. Mas primeiro conte o que aconteceu. Só algumas palavras, para que eu entenda."

Eu pude sentir a raiva que emanava dele. Estava escuro demais para que eu visse a cor nos olhos dele, mas eles tinham um brilho quase malévolo. Ansiosa, eu me perguntei aonde o verdadeiro Sasuke tinha ido. Ele parecia ter sido substituído por um gêmeo malvado.

"Eu não sei como você conseguiria entender", ele disse, rude, "se eu não entendo."

"Sasuke, me deixa entrar", eu disse.

Ele continuou no caminho.

"Você não quer entrar aqui."

"Oh?", eu forcei um meio sorriso cético. "O que tem aí dentro que eu deveria temer?"

"Eu."

A resposta provocou uma ondulação de intranquilidade na minha pele. Mas eu não me mexi.

"O que você fez esta noite? Por que sua mãe te ligou?"

Sasuke ficou parado com a cabeça baixa. O cabelo dele estava amarrotado como se ele o tivesse puxado várias vezes. Eu queria alisar aquelas mechas escuras e brilhantes, e também colocar minha mão naquela nuca firme. Eu desejava confortá-lo. Mas tudo que eu podia fazer era esperar, com uma paciência que nunca foi fácil para mim.

"Ela me pediu para tirar meu pai da cadeia", eu o ouvi dizer. "Ele foi preso esta noite por dirigir embriagado. Ele sabia que não devia ligar para ela. Eu tenho mandado dinheiro para ele nos últimos dois anos. Eu pago para que ele fique longe da minha mãe e dos meninos."

"Eu pensei que ele estivesse na prisão. Mas acho... que ele saiu?"

Sasuke anuiu, ainda sem olhar para mim. A mão livre dele agarrava o batente da porta. Eu senti um aperto de repugnância ao ver como aqueles dedos eram brutalmente fortes.

"O que foi que ele fez", perguntei com muita delicadeza, "para ser preso?"

Eu não sabia se Sasuke responderia. Mas ele respondeu. Às vezes os segredos mais bem guardados do mundo podem ser extraídos com a pergunta certa na hora certa.

Sasuke falou em um suspiro frio, desanimado, como se fosse um criminoso se confessando. Eu soube que estava ouvindo coisas que ele nunca tinha contado para outro ser vivo.

"Ele cumpriu quinze anos por estupro com agravantes. Ele é um estuprador em série... faz coisas horríveis com as mulheres... nunca lhe deram liberdade condicional, pois sabiam que ele não mudaria. Mas a sentença acabou, e tiveram que libertá-lo. Ele vai fazer de novo. Eu não tenho como impedir. Não posso ficar de olho nele o tempo todo. Eu mal consigo mantê-lo longe da minha família..."

"Não", eu disse com a voz áspera, "sua função não é ser o guarda dele."

"...meus irmãos estão puxando a ele. O sangue ruim está falando mais alto. Eu tive que pagar fiança para o Obito, mês passado, tive que pagar para a família de uma garota, para que não fizessem queixa."

"Não é sua culpa", eu disse, mas ele não estava ouvindo.

"...malditos bastardos, todos nós. Lixo branco que não vale nada..."

"Não."

Cada respiração arranhava audivelmente a garganta dele.

"Antes de eu deixar meu pai num hotel, esta noite, ele me disse...", Sasuke parou, tremendo da cabeça aos pés. Ele oscilou para um lado e para outro.

Deus, ele estava tão bêbado.

"O que ele disse?", eu sussurrei. "O que foi, Sasuke?"

Sasuke sacudiu a cabeça, recuando.

"Sakura", a voz dele estava baixa e gutural. "Vá embora. Se você ficar... não estou no controle. Eu vou usar você. Machucar você, entende? Caia fora."

Eu não acreditava que Sasuke fosse capaz de me machucar — ou qualquer outra mulher. Mas a verdade era que eu não tinha certeza absoluta. Naquele momento, ele não parecia outra coisa que não um animal grande com dor, pronto para estraçalhar qualquer um que se aproximasse dele. E aquilo estava acontecendo pouco depois do meu divórcio. Eu tinha medo do que podia acontecer. Eu ainda lidava com minha própria raiva, meus próprios temores.

Mas existem certos momentos na vida em que nós temos que assumir certos riscos ou desistir para sempre. Se Sasuke era capaz de me machucar, eu iria descobrir naquele instante.

Cada veia do meu corpo queimava com a carga de adrenalina. Eu me senti até tonta. Tudo bem, seu desgraçado, eu pensei num misto de coragem, raiva e amor. Um amor absoluto, escaldante, no momento em que Sasuke mais precisava e menos queria. Vamos ver do que você é capaz.

Adentrei na escuridão e fechei a porta.

Sasuke caiu sobre mim no segundo em que a fechadura estalou. Eu ouvi o baque do copo no chão quando ele o largou. Fui agarrada, girada, empurrada contra a porta por noventa quilos de masculinidade acelerada. Ele tremia, suas mãos tensas demais, os pulmões fazendo força. Ele me beijou com uma força contundente, lasciva, com a boca inteira, e continuou por vários minutos, até os tremores se acalmarem e sua ereção roçar em mim. Todas as emoções — raiva, pesar, autodesprezo, carência — encontraram escape no desejo puro.

Ele tirou minha camiseta e a jogou para o lado. Enquanto ele arrancava a própria camiseta, eu fui às cegas para a sala de estar, não para me afastar dele, mas para encontrar um lugar mais confortável que o chão do hall de entrada.

Ouvi um rugido possessivo e fui agarrada por trás.

Sasuke me empurrou sobre o encosto do sofá, dobrando-me para frente. Ele puxou a cintura do meu moletom para baixo. Minha pele ficou toda arrepiada e eu senti o peso do pânico como um bloco de gelo no meu estômago. Aquilo era tão parecido com o que Sasori tinha feito. Outra lembrança pairava sobre mim, esperando para atacar. Mas eu apertei os dentes e firmei os pés, enrijecendo cada músculo.

Com Sasuke parado atrás de mim, senti o toque da pele ardente, uma haste rígida encostada no meu traseiro. E me perguntei se ele estava transtornado demais para lembrar que eu tinha medo de fazer daquele jeito, porque tinha sido estuprada daquela forma. Talvez ele estivesse fazendo de propósito, para me punir, para me fazer odiá-lo. Uma de suas mãos passou pela minha coluna congelada e eu ouvi a respiração dele mudar.

"Vá em frente, seu maldito", eu explodi. Minha voz não aguentou. "Vá em frente e faça logo isso!"

Mas Sasuke não se moveu, a não ser pela mão nas minhas costas. Sua palma deslizou para cima e para baixo, e então ao redor da minha cintura até a barriga.

Ele se debruçou mais sobre mim e sua outra mão envolveu meu seio. Ele desceu a boca até meus ombros, minha coluna, e gemia e me beijava enquanto seus dedos trabalhavam lá embaixo, me abrindo. Eu só conseguia respirar em surtos.

Meu corpo relaxava, resistia. Eu imaginei aquela mão com as cicatrizes em forma de estrelas... na última vez em que estivemos na cama, eu tinha me decidido a beijar cada uma daquelas marcas minúsculas. Ao lembrar disso fiquei molhada e comecei a reagir, sem controle, ao calor, aos toques e cheiros que tinham se tornado familiares.

"Faça", eu disse de novo, ofegante.

Ele pareceu não ouvir, concentrado que estava em acariciar a carne macia debaixo de seus dedos. Suas pernas pressionaram as minhas, aumentando minha abertura.

Os últimos traços de medo sumiram. Empurrei meus quadris para trás, tremendo quando senti seu membro rígido. Mas ele não entrou em mim. Ficou apenas me massageando, com uma delicadeza agonizante, fazendo com que eu enfiasse as unhas no sofá de veludo e respirasse em soluços.

A escuridão nos envolvia, fria e aconchegante, enquanto ele se concentrava. Eu choraminguei. Todo meu ser estava concentrado no lugar em que ele encostava em mim, meus músculos internos se preparando. Ele se movimentou para frente e eu fui tomada pelo prazer daquela penetração grossa. Ele entrou fundo e sua mão continuou no meu sexo, massageando e acariciando.

Sasuke me levou para o chão, de joelhos, e me puxou contra seu peito. Minha cabeça caiu para trás, sobre o ombro dele. Fui erguida e erguida, gemendo no ritmo escorregadio da carne entrando na carne até que o deleite irrompeu e se espalhou, inundando-me com um calor novo.

Sasuke me deixou descansar nas coxas dele, seus braços me envolvendo. Quando minha respiração acalmou, ele me carregou para o quarto. Ele me segurava com força. Sasuke estava em modo dominador. Aquilo era primitivo e até um pouco assustador, mas ao mesmo tempo me excitou além do que eu podia acreditar, o que me espantou. Eu teria que entender por que... eu precisava entender... mas não conseguia pensar com as mãos dele em mim. Ele se ajoelhou na cama, segurando-me pelo traseiro para tirar meus quadris do colchão.

Fui preenchida em uma estocada lenta. Uma das mãos dele foi até o triângulo molhado entre as minhas coxas. O ritmo e o carinho contínuos, enquanto me mantinham erguida e apoiada, fizeram com que eu mergulhasse em novas sensações; alcançando altos e baixos, gozando de novo. Quando meu prazer finalmente chegou ao fim, Sasuke me empurrou sobre a cama, onde fiquei deitada com braços e pernas esparramados, e ele terminou dentro de mim com contrações violentas. Eu o enlacei num abraço apertado, adorando a sensação de seu corpo trêmulo sobre o meu.

Arfando, ele nos rolou de lado. Eu ouvi meu nome pronunciado com uma respiração difícil. Ele me manteve perto de si por um longo tempo. Suas mãos comprimiam meu corpo em intervalos lentos, moldando-me a ele.

Descansando a cabeça na curva do braço dele, eu dormi algum tempo. Ainda estava escuro quando acordei. Pela tensão no corpo de Sasuke, senti que ele também estava acordado. Com o calor tomando conta de mim, eu me esfreguei devagar na pulsação insistente da ereção dele. Ele levou a boca ao meu pescoço e foi descendo pelo ombro, beijando e saboreando a pele macia.

Eu o empurrei pelos ombros e ele virou de costas sem dificuldade, deixando que eu montasse nele. Segurando seu sexo, eu o posicionei e sentei. Ouvi o assobio fraco da respiração dele por entre os dentes. Ele pôs as mãos nos meus quadris, deixando que eu encontrasse o ritmo. Ele pertencia totalmente a mim... eu soube, eu senti naquele momento de entrega masculina. Eu o estava cavalgando, dando-lhe prazer, e ele grunhia e arqueava os quadris para acompanhar cada movimento meu. As mãos dele deslizaram pelas minhas coxas até meu centro, acariciando-o com os polegares até eu gozar, e isso o fez chegar lá. Ele ficou rígido debaixo de mim quando seu prazer atingiu o ponto máximo.

Ele passou a mão pela minha nuca e me puxou para um beijo. Um beijo vigoroso, temperado pelo desespero.

"Está tudo bem", eu sussurrei depois, no quarto silencioso, sentindo necessidade de reconfortá-lo. "Está tudo bem."

A manhã estava quase no fim quando eu acordei. As cobertas estavam ajeitadas com cuidado sobre mim, e minhas roupas arrancadas tinham sido recolhidas e colocadas nas costas de uma cadeira. Sonolenta, eu chamei Sasuke de volta para a cama. Mas como minha resposta foi o silêncio, concluí que ele tinha me deixado sozinha em seu apartamento.

Rolei de bruços, franzindo um pouco o rosto quando senti um acúmulo de pequenas dores e pressões. Um sorriso constrangido se espalhou pelo meu rosto quando me lembrei da noite anterior. Eu poderia ter pensado que tinha sido um longo sonho erótico, só que meu corpo estava me avisando que tudo aquilo aconteceu de verdade.

Eu me sentia curiosamente leve e animada, quase febril de felicidade.

Aquela noite tinha sido diferente de tudo que eu havia experimentado antes. Sexo em um novo nível... mais profundo, mais intenso, abrindo-me emocional e fisicamente. Sasuke tinha sido afetado do mesmo modo, o que deve tê-lo assustado para valer.

Eu percebi que Sasori sempre encarou sexo como um tipo de anexação. Eu nunca fui um indivíduo para ele. Com certeza não fui alguém cujos pensamentos e sentimentos importavam. Isso significava que quando Sasori fazia sexo comigo, não era nada além de um modo de masturbação.

Ao passo que Sasuke, mesmo no momento de sua loucura, fez amor com meu corpo e minha mente, comigo. E ele me deixou penetrar suas defesas, ainda que sem querer.

Eu não acreditava mais na idéia de almas gêmeas, ou em amor à primeira vista. Mas eu começava a acreditar que, algumas vezes na vida, se você tiver sorte, pode encontrar alguém que é perfeito para você. Não que ele é perfeito, ou você, mas porque as falhas dos dois, combinadas, estão dispostas de um modo que permitem que dois seres separados se encaixem.

Sasuke nunca seria o homem mais fácil com que se manter um relacionamento. Ele era complexo, decidido e, de certa forma, bruto. Mas eu adorava essas qualidades nele. Eu estava mais do que disposta a aceitá-lo do jeito que ele era. E não atrapalhava o fato de ele parecer igualmente disposto a me aceitar como eu era.

Bocejando, fui até banheiro, encontrei o roupão de Sasuke e o vesti. A cafeteira estava arrumada na cozinha, com xícara e colher limpas na posição. Eu apertei um botão e logo o ar se encheu com o gorgolejo alegre do café sendo preparado.

Eu peguei o telefone sem fio do apartamento e liguei para o celular dele.

Sem resposta.

Desliguei.

"Covarde", eu disse com brandura. "Você pode fugir, Sasuke Uchiha, mas não pode se esconder para sempre."

Mas Sasuke conseguiu me evitar durante todo o sábado. E embora eu quisesse muito falar com ele, o orgulho não me deixava correr atrás dele como uma lagarta apaixonada do Texas, conhecida por atacar e rodear o macho em que está interessada. Eu decidi que aguentaria ser paciente com Sasuke. Então deixei algumas mensagens descontraídas na secretária eletrônica e decidi esperá-lo.

Nesse meio-tempo, recebi um e-mail do Sasori...

Continua!

Obsidiana Negra obrigada pelos comentários de sempre, eles me deixam muito feliz!