Todos os personagens pertencem a MasashiKishimoto. A história é de autoria de Lisa Kleypas do seu livro A Redenção – Série The Travis Family.
Essa fanfic é uma adaptação.
Epílogo
"Ele está no telefone, Sra. Uchiha", informou a secretária do Sasuke. "Mas ele disse para fazê-la entrar assim que chegasse."
Estou no escritório do Sasuke no Fannin, um edifício de alumínio e vidro que parece duas peças de quebra-cabeça encaixadas.
"Obrigada", eu digo à secretária, vou até a porta da sala do meu marido e entro.
Sasuke está à sua mesa, o paletó jogado sem cuidado sobre uma cadeira. A gravata está solta e as mangas da camisa enroladas sobre os antebraços musculosos, como se ele estivesse tentando ficar mais confortável dentro da roupa de negócios. Caipira, eu pensei, com uma pontada de prazer possessivo.
Nós casamos há quase um ano e ainda não consigo me acostumar com a ideia de que ele é meu. Aquilo não é nada parecido, sob nenhum aspecto, com meu casamento com Sasori. Ele, aliás, não é mais uma ameaça para mim nem para ninguém. Sasori foi condenado por dois crimes de lesão corporal com agravantes e enviado para a penitenciária de Texarkana. E Mei acabou indo embora de Houston. Da última vez que soube dela, Mei trabalhava como assistente de gerência em uma empresa de fertilizantes em Marfa.
Eu não passo muito tempo pensando no passado. Uma das bênçãos a que os seres humanos dão pouco valor é a capacidade de lembrar da dor sem voltar a senti-la. A dor dos ferimentos físicos há muito desapareceu, tanto em mim quanto em Sasuke. E o outro tipo de dor, a que fere nosso espírito, também está curada.
Tomamos cuidados com as cicatrizes um do outro. E nos deleitamos em um casamento que nós dois criamos e tornamos mais significativo a cada dia.
"...eu quero que você fique em cima deles para descobrir que tipo exato de fluido estão planejando injetar naquela abertura", Sasuke diz.
Eu engulo um sorriso, pensando que a essa altura já devia estar acostumada com o jargão petroleiro.
"...estou menos preocupado com o fluxo do que com os aditivos que eles usam", Sasuke faz uma pausa para ouvir. "Bem, eu não dou a mínima para os segredos da tecnologia de estímulo. É atrás de mim que a EPA vai vir se acontecer alguma contaminação do lençol freático, e..."
Ele para de falar quando me vê, e um sorriso lento, deslumbrante, começa a se abrir em seu rosto, o sorriso que sempre me deixa um pouquinho tonta.
"Vamos terminar esta conversa mais tarde", ele diz no telefone. "Apareceu algo aqui. Ok."
Deixando o telefone de lado, Sasuke dá a volta na mesa, onde em seguida ele meio que senta, meio que se encosta, e estica as mãos para me puxar para o meio de suas coxas.
"Garota dos olhos verdes", ele murmura e me beija.
"Tecnologia de estímulo?", eu pergunto, passando os braços ao redor do pescoço dele.
"É um modo de extrair petróleo difícil de alcançar de reservatórios de baixa permeabilidade", ele explica. "Você injeta fluidos no buraco do poço até eles ampliarem fendas subterrâneas o bastante para que o petróleo escape", as mãos dele deslizam pelos meus flancos e quadris. "Nós estamos trabalhando com um novo grupo de fractação hidráulica."
"Você podia ter terminado sua conversa", eu lhe digo.
"Eu não queria que você ficasse entediada."
"De jeito nenhum. Eu adoro ouvir suas conversas de negócios. É um linguajar tão risqué."
"Eu não sei muito bem o que risqué significa", Sasuke diz, sua mão deslizando até meu bumbum, "mas eu acho que já fiz algo assim várias vezes."
Eu moldo meu corpo ao dele.
"Risqué é algo que sugere alguma indecência sexual", eu explico. "Você tem sido assim sua vida adulta inteira."
Aqueles olhos ônix brilham.
"Mas agora só com você", ele me beija devagar, como se precisasse demonstrar o que dizia. "Sakura, querida... como foi a consulta?"
Nós temos conversado sobre a possibilidade de termos um filho. Sasuke parece querer, mas está cauteloso, enquanto eu sinto o que deve ser uma imposição biológica. Eu quero ter um filho com ele. Eu quero a nossa família. E o que quer que a vida tenha reservado para nós, eu sei que iremos enfrentar juntos.
"O médico disse que estou perfeitamente saudável e pronta para ir em frente", eu digo para ele. "Agora o resto é com você."
Ele ri e me aperta mais.
"Quando nós começamos?"
"Esta noite?", eu deixo minha cabeça cair para trás, lânguida, enquanto os lábios dele passeiam pelo meu pescoço.
"Que tal na hora do almoço?"
"Nada disso. Eu quero música ambiente e preliminares."
Eu sinto a curva do sorriso dele na minha pele. Mas quando ele ergue a cabeça e olha nos meus olhos, o sorriso desaparece.
"Sakura... eu não sei se vou ser um bom pai. E se eu não conseguir?"
Fico tocada pela preocupação dele, por seu desejo constante de ser o homem que ele acha que eu mereço. Mesmo quando discordamos, eu não tenho dúvida de que sou valorizada. E respeitada. E eu sei que nós dois damos valor um ao outro.
Eu me dei conta de que não se pode ser feliz de verdade sem que se conheça a tristeza. Todas as coisas terríveis pelas quais eu e Sasuke passamos, durante nossa vida, criaram espaços dentro de nós onde a felicidade pode viver. Para não falar do amor. Tanto amor que parece não existir espaço para amargura dentro de nós.
"Eu acho que o fato de você se preocupar com isso", eu disse, "significa que é provável que você seja um ótimo pai."
Sasuke sorri e me puxa para o abrigo de seu corpo, fazendo-me sentir em segurança. Ele me segura apertado, e a sensação é ótima. É disso que eu preciso.
"É isso", ele diz, a voz abafada no meu cabelo. "Vai ser na hora do almoço, querida. Pegue sua bolsa. Nós temos tempo para preliminares, mas não para música ambiente. A menos que você encontre alguma coisa no rádio do carro a caminho do apartamento."
Eu me viro e encontro seus lábios, e descubro que é quase impossível sorrir e beijar ao mesmo tempo. Eu não tenho intenção de discutir.
"Quem precisa de música ambiente?", eu digo.
E alguns minutos depois, estamos a caminho de casa.
FIM!
Ufa terminei kkkkkk Não sei se alguém não gostou dessa historia, eu particularmente amo esse livro.
Queria agradecer a todos vcs que leram e se emocionaram comigo, em especial a minha Diva amada Obsidiana Negra, que sempre me incentivou a adapta e me ajudava qnd eu esquecia de alguma coisa rsrsrs.. as lindas Ana Luh e Lary que amavam me cobrar pelas atualizações kkkk
Enfim obrigado a todos e até a próxima ;)
