Olá, voltei :D

Acredito que tudo vá normalizar agora e o próximo capítulo não vai demorar dessa vez, eu deixo vocês ficarem me cobrando para me dar aquele empurrãozinho para andar logo, mas cobrem com amor, hehe.

Não tenho muito o que dizer, espero apenas que gostem e próximo capítulo será um presente para vocês ;)

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Quinn entra em seu luxuoso apartamento com a mente rodando a mil por hora. Os democratas a querem como Secretária de Estado, ou seja, ficar longe do centro do tabuleiro não é mais uma opção, fora que evitar Santana vai ser ainda mais impossível. Além disso ela acabou de flagrar sua mãe beijando um homem que definitivamente não é Russell.

Seu apartamento é um duplex, talvez grande demais para apenas uma pessoa, mas sinceramente Quinn não se importa muito com isso. A frente possui sacada e uma vista privilegiada da cidade, o apartamento possui janelas gigantes, que o deixa bastante iluminado. Em momentos como esse Quinn odeia essa iluminação toda, ainda mais porque ela precisa de foco mais do que nunca.

Quinn assim que entrou ficou um tempo parada no meio da sala por uns instantes até decidir ir para a cozinha e pegar um copo d'água. Ela então decide controlar a respiração para tentar se acalmar. Com a mão no peito ela respira fundo e depois solta o ar lentamente. Inspira, expira. Após 30 segundos repetindo isso, ela bebe a água e respira fundo de novo.

Wow, sua mãe. Traição é algo que ela apenas esperava do pai, afinal ela lembra muito bem Kenzie Hayes.

Linda, linda Kenzie, jovem, cheia de vitalidade. Flertava com Quinn todo dia em que a encontrava no Congresso, Quinn não resistiu por muito tempo e as duas se encontravam pelo menos 2 vezes por semana. Foram 3 meses assim, até Kenzie conseguir ser secretária de Russell e decidir se encontrar com seu pai ao invés disso. Quinn se sentiu usada e ficou em reclusão por algumas semanas, pensou até em abandonar tudo, deixar Washington para sempre, mas ela acabou ficando e aprendeu que política se trata de um jogo e usar pessoas em seu benefício é um ponto bem básico.

Ela nunca perdoou Kenzie. Até hoje nas raras vezes que elas se topam por acaso, Quinn não reconhece sua presença e muito menos a direciona o olhar, porque só de olhar para ela faz seu estômago embrulhar de nojo. Contudo ela tem que admitir que a garota foi esperta. Kenzie conseguiu o que queria no final das contas.

E Russell… A visão que Russell tem de casamento, aquela visão que ele deixou clara no dia em que deu um tapa em Quinn, faz cada vez mais sentido, sempre que ela pára para analisar o comportamento do pai, mas ela tinha esperanças em sua mãe. Judy sempre foi tão certa e tão… diferente de Russell.

Mas é tudo uma mentira. Frannie é a preferida do pai, mesmo estando distante e ter feito tudo o que o pai não queria, Judy trai o marido e tem um problema sério com álcool, além de olhar para Quinn com desapontamento sempre que pode. Será que toda família é assim? Mentira atrás de mentira. Fazer de tudo para manter as aparências e ganhar admiração das pessoas. Tudo o que Quinn mais quer é amor e atenção e seus próprios pais não acham que ela é digna disso. O que ela fez para não ser digna?

Angústia começou a tomar conta da jovem Fabray, para evitar perder o controle ela se dirigiu a sua pequena adega na cozinha, olhou para o vinho e para o whisky e decidiu por pegar o último. Ela colocou gelo no copo e colocou três dedos de whisky e tomou um gole. O álcool percorreu seu corpo e em instantes a angústia e ansiedade evaporaram.

Será que o problema de álcool que sua mãe têm se deve pelo mesmo motivo? Será que Judy usa o álcool para controlar a angústia e talvez raiva da sua vida?

Quinn decidiu questionar isso depois e apenas admirar o fato do álcool ter cumprido seu propósito momentâneo. Assim ela sorri contente e antes de beber mais um gole, a campainha toca.

Ela olha para seu celular para verificar a hora e conferir se esqueceu de ler alguma mensagem de alguém avisando que iria visitá-la. São 15:04 e não há mensagem nenhuma. A campainha toca novamente e lentamente Quinn decide ir até a porta ver quem decide perturbá-la em seu breve 05 segundos de paz.

Quinn olha no olho mágico da porta para ver o visitante e imediatamente começa a questionar porque Deus a odeia tanto. Ela sempre foi uma boa cristã, então porque diabos Deus adora testá-la tanto?

Lentamente e com o cenho franzido ela abre a porta e para a própria Santana Lopez que está parada do outro lado com a mão na campainha, pronta para apertá-la novamente.

Santana tira a mão do botão da campainha rapidamente e sorri largo, "Finalmente, Fabray! Que demora para abrir a porta."

"Santana… o que você faz aqui e como descobriu onde eu moro?", ela perguntou seriamente.

"Vim para conversarmos, óbvio. E você sabe que tenho meus contatos e Washington não é tão grande quanto parece. Nós temos muito o que discutir, Quinn. Não vai deixar eu entrar?"

Quinn relutantemente abre mais a porta para deixar Santana entrar em seu apartamento. Santana entra entusiasmada, olha ao redor rapidamente para ter uma boa visão do lar de sua nova aliada e senta no sofá da sala gigante. Não muito tempo depois Quinn se senta de frente para Santana e limpa a garganta.

"Vamos direto ao assunto ou vamos ficar na velha conversinha de sempre?"

"Velha conversinha de sempre? Nós nunca ficamos em conversinha nenhuma, Q, você sempre quer ir direto ao ponto", Santana diz mal humorada, mas logo seu rosto se ilumina ao lembrar de um detalhe, "Ah não ser aquele dia naquela festa, lembro muito bem que você só foi direto ao ponto depois de hooooras saboreando o que estava no meio das minhas per-"

"Ok, Santana! Entendi. Você quer água? Biscoito de água e sal? Casca de pão?", Cortou Quinn, definitivamente não querendo ouvir Santana concluir a frase. Jesus amado, por quê mesmo que ela caiu na conversinha fiada da única herdeira dos Lopez?

"Não, Queenie, estou bem", disse Santana sorrindo, sabendo que estava tirando Quinn do sério.

Quinn não é esse muro de gelo que todo mundo acha que ela é, Santana sabe bem o quão calorosa ela pode ser. Vê-la se desmanchando assim, perdendo a compostura recatada e séria em sua frente, ainda mais sabendo ser a causa disso, faz borboletas surgirem no estômago de Santana.

Oh não, borboletas não é um bom sinal. Hora de redirecionar a atenção, "Você precisa aceitar nossa proposta de se tornar Secretária de Estado, nós precisamos de você mais do que nunca"

Quinn respira fundo. Maldita Santana e essa insistência dela. Quinn se achava teimosa, mas Santana é outro nível. Talvez ela esteja lembrando o motivo de ter caído na conversa de Santana, "Eu disse que vou pensar e vou prometer o que disse. Esse tipo de decisão não pode ser tomada assim, você sabe disso".

"Não é tão complicado assim, Q, você tem motivos de sobra para fazer isso. Você não quer sair da sombra do seu pai e construir sua própria imagem? Você também precisa da gente."

"San, não é tão simples assim, você sabe disso, meu pai não vai simplesmente deixar eu fazer o que quiser sem maiores consequências. Eu me filiar aos Democratas já é uma grande afronta para ele, eu concorrer diretamente contra um cargo que ele sonha, vai ser a minha morte para ele"

"Ele já sabe que é isso que vai acontecer, Q. Ele está esperando por isso. Esquece seu pai, você tem capacidade suficiente para sobreviver sem ele", Santana sabe que Quinn é uma mulher inteligente e capaz de tudo, se ao menos ela fizesse a outra enxergar isso...

"Será que tenho mesmo? Até onde eu sei meu pai é capaz de qualquer coisa" diz Quinn com um tom derrotado.

"Hmm, interessante você falar isso. Será que ele seria capaz de matar alguém?", pergunta Santana curiosa.

"M-Matar? E-Eu não sei. Realmente espero que não. Por que matar?", Quinn ficou desconfortável e nervosa.

"Você disse que ele é capaz de qualquer coisa", Santana diz de modo fácil.

"Eu acredito que todos os políticos que conhecemos ou temos notícias são gananciosos e capazes de qualquer coisa. Meu pai… tsc, não sei o que ele fez ou deixou de fazer, mas não sei em quem confiar também"

"Você pode confiar em mim, Q", Santana se levanta, cruza a mesa de centro e se senta ao lado de Quinn.

"A troco de que?", Quinn questiona com receio.

Santana leva a mão na bochecha de Quinn e começa a acariciá-la, "Você não está sozinha. Eu e você podemos fazer um bom time".

Quinn fecha os olhos por alguns segundos, quando os abre percebe o quão próxima Santana está e de forma magnética encontra os olhos de Santana e logo seus próprios olhos se suavizam, "Nós nos detestamos, San".

Santana consegue desprender dos olhos de Quinn e rapidamente descer o olhar para seus lábios. Ela tem esperado por essa oportunidade há semanas. Ela sabia que não estava ficando louca e nem tinha romantizado demais a noite em que ficaram juntas, realmente existe uma força empurrando as duas. Dá pra sentir no ar a tensão e o desejo de finalmente fechar a distância que as mantém separadas.

"Não, Q. Nós nunca nos detestamos", e com isso Santana manda um foda-se para tudo e deixa a vontade que ela tanto sente tomar controle. Santana fecha o espaço entre ela e Quinn e a beija.

O beijo não é frenético e cheio de desejo, igual o último que elas dividiram no quarto de hotel, esse beijo tem muita paixão, mas ele é suave e delicado. Quando Santana decide distanciar um pouco para respirar, Quinn a puxa pela gola da blusa, selando seus lábios novamente.

O beijo antes delicado e suave ganha mais força e Quinn não hesita e passa a ponta da língua sobre o lábio superior de Santana, pedindo abertura. Sem pensar duas vezes Santana garante o acesso de Quinn e assim elas aprofundam o beijo.

As duas batalham por dominância durante o beijo e Santana deixa Quinn ganhar, esta por sua vez não perde tempo em explorar gentilmente a boca da outra.

Rapidamente o beijo fica intenso e sensual e Quinn puxa Santana para ainda mais perto, o que faz Santana tirar mão da cintura de Quinn e subir até seus seios. Ao sentir as mãos delicadas de Santana subindo, Quinn solta um leve gemido e começa a acariciar a parte inferior da coluna de Santana, o que encorajou ainda mais os movimentos desta.

As duas estão tão entretidas e concentradas nas sensações de seus corpos que quando ouvem a campainha tocando, as duas dão um salto e se separam de uma vez no susto, ambas tentando capturar o ar e se recompor.

Quinn passa as mãos em seus cabelos e olha para Santana vendo sua aliada com a mesma preocupação com o cabelo. Quinn então repara que um botão da blusa de Santana acabou abrindo, então ela rapidamente se aproxima da jovem Lopez para abotoar.

Santana fica estática, observando as mãos delicadas da Quinn trabalhando os botões de sua blusa, quando ela termina, Santana sem pensar cobre as mãos dela com as suas e levanta o queixo dela para um beijo gentil e delicado. Quando se separam do beijo, Santana percebe o quão corado está o rosto de Quinn e sorri graciosamente, o que faz Quinn ficar ainda mais vermelha e começar a sentir aquela sensação no estômago que só Santana é capaz de provocar.

Elas escutam novamente a campainha tocar, Quinn então limpa a garganta e vai até a porta receber a visita que rudemente as interrompeu.

Ao contrário da última vez, em que ela viu no olho mágico para ver quem era, dessa vez ela simplesmente abriu a porta sem pensar muito, o que ela logo percebeu ser um erro grande, já que quem estava na porta era sua mãe.

"Queenie!", Ela exclamou já entrando no apartamento da filha, "Que susto eu levei, eu já estava achando que você não estava em casa. Eu liguei para seu escritório e a Leslie foi demitida? Quem é essa Kitty, filha? Ela falou algo sobre reunião com os Democratas? O que você-"

Judy para de falar na hora quando percebe Santana parada no meio da sala no apartamento de sua filha. Mas o que raios…? Ela olha entre Quinn e Santana e percebe que ambas estão olhando para todo lugar, menos para ela. Ok, isso é muito suspeito.

"Olá, Santana, como está a Maribel?" Judy decide dizer.

"Oh, minha mãe vai bem Sra Fabray, obrigada por perguntar", diz Santana genuinamente.

"Oras, querida, já disse para me chamar de Judy. Não precisamos de tanta formalidade já que você e minha querida Queenie são…" ela olha de Santana para Quinn e vê como rapidamente sua filha fica vermelha, "já que vocês duas são amigas. Queenie, posso falar com você a sós um momento?"

Quinn acena com a cabeça e olha para Santana, "San, fique a vontade, o controle da TV está na mesa a direita caso queira se distrair", ela diz.

Santana levanta o polegar para sinalizar que tudo bem, pega o controle, senta no sofá e coloca os pés na mesa de centro. Santana realmente sabe ficar a vontade, não sabe? Ela balança a cabeça e guia sua mãe para a cozinha.

Judy senta de um lado e Quinn do outro da bancada e logo elas escutam o som do noticiário da TV.

"Lucy, o que Santana Lopez faz na sua casa?", Judy decide ser direta.

"Eu agora sou filiada aos Democratas, mãe. Santana veio para discutirmos alguns planos de campanha", Quinn diz sem olhar para a mãe. Deus sabe o quanto é difícil omitir as coisas de sua mãe.

"Oh. Seu pai sabe disso?" perguntou Judy surpresa.

"Com certeza ele já deve saber, mas não, eu não conversei com ele sobre isso antes de tomar essa decisão, se a pergunta foi essa"

"Estou feliz por você, Queenie. Você vai conseguir chegar mais longe que seu pai", diz Judy honestamente. Quinn a olha admirada e logo sorri.

"Meu pai vai me matar quando me ver" Quinn fala melancólica.

"Não deixarei ele fazer isso, Lucy. Ele te enfiou nisso e está passando da hora de ele aceitar que você é independente e capaz. Você não tem que seguir tudo o que ele fala. Por isso eu decidi fazer uma oferta para você"

Quinn olha para a mãe com desconfiança. Claro que tudo tem um preço, a coisa mais improvável do mundo é sua mãe surgir do nada, elogiar e deixar por isso mesmo. O truque não é levantar a pessoa ao máximo para machuca-la mais quando derrubá-la?

"Qual é a oferta?" ela pergunta inquieta.

"Há uma galeria de arte na Swann Street, tenho certeza que você já foi nela, o dono de lá pretende vendê-la, por qualquer motivo que não é importante. Queenie, eu dei uma oferta para comprar a galeria."

"Whoa! Mãe! Que maravilhoso!", os olhos de Quinn brilharam de empolgação com a notícia. Uma galeria de arte sempre foi algo que ela quis ter, mas deixou esse sonho para trás quando decidiu entrar na faculdade de direito. Ela queria muito, muito mesmo entrar no programa de Artes de Yale, pensou várias vezes em mudar de curso, mas infelizmente era um sonho inatingível. Ela é uma Fabray no final das contas.

"Eu quero compartilhar essa galeria com você, Lucy", diz Judy segurando a mão da filha. No mesmo instante Quinn envolve a mãe em um abraço caloroso.

"Quinn!", mãe e filha tem o momento interrompido por Santana, "Quinn, pelo amor de Deus, corre!"

Quinn sai do abraço da mãe e corre na sala para saber o que é tão urgente. Ao chegar na sala Santana está encarando a TV com assombro no olhar. Judy logo se junta a elas para saber o motivo da grande comoção, é aí que todas elas vêem a notícia.

"Informamos de última hora que o avião que trazia o Juiz Federal Gerard Foster para Washington sofreu uma pane hoje, às 16h e caiu matando todos que estavam no avião. A caixa preta ainda não foi encontrada. Sabemos que o Juiz estava encarregado do afastamento dos McIntosh e agora é provável que Benjamim volte para a Suprema Corte ainda essa semana. Em breve voltamos com mais notícias".

Ótimo. Um juiz foi morto e os McIntosh voltaram.