E aí, beleza?
Então, estou aqui com mais uma one-shot, dessa vez respondendo uma das perguntas que mais importantes no Retorno. Aviso de spoiler para quem ainda não leu a fanfic Beyblade: O Retorno. Se tu leu, inclusive a partir do capítulo 86, então... divirta-se.
É sobre como o Voltaire vai sair da prisão? Não!
É sobre desde quando a Dayse é como é? Não!
É sobre o que aconteceu com o Hiro? Quem liga para ele?
Não, é sobre o que caralhos aconteceu no Brasil, logo depois da luta do Charles, quando os Bladebreakers ligaram para o Kai e descobriam que o amigo estava bêbado. Bem, aqui está a resposta.
Avisos: Beyblade não me pertence. Apenas os personagens Carter e Ana foram feitos por mim, então são meus. Menção sobre bebida alcoólica, ou seja, crianças não tentem imitar isso em casa.
Parte 2
Ao chegarem no quarto, Kai entra e vai ao telefone pedir o serviço de quarto.
– Será que o bicho ainda está lá? – Ana olhava com medo para a porta do quarto onde ela deveria estar.
– Fica aí, depois eu vejo se ele está lá.
– Beleza. – coloca a estátua no chão. – Ah, pede limão e sal também.
– Por quê? – pergunta curioso.
– Vai por mim.
Assim que chega o serviço de quarto, Kai olhava a garrafa.
– Porque falam tanto disso?
– A ordem é a seguinte: Sal, tequila e limão. – prepara os limões e dá um para o Kai.
– Se você diz.
– Me copia. – lambe um pouco do sal que havia colocado no dorso da mão, logo em seguida, toma um shot de tequila e come o limão. – ISSO É MUITO BOM!
Kai assim que bebe faz uma careta de quem não gostou.
– Como isso pode ser bom? – joga a limão comido para longe. – Sinto tudo queimar.
– Paga de fodão, mas olha aí... – entorna mais uma dose.
– Nunca fiz isso antes. – toma mais um copinho de tequila. – Minha vida antes era apenas beyblade.
– Sério? E quando não estava com os Bladebreakers?
– Eu só ficava por aí. – abre um leve sorriso. – Na verdade, voltei para o beyblade por causa deles. Digo mais, eles são meus melhores amigos, gosto deles.
– Isso eu já sei. – bebe mais um pouco. – Lembra que eu fui contigo buscar a parada que curou o Tyson?
– Verdade... – respira fundo, após mais um gole. – Até que não é tão ruim. – refere-se a tequila.
– Viu? – Ana dizia alegre, enquanto toma mais uma dose. – Queria uma laranja.
Kai olhou para a garota e abre um leve sorriso cínico.
– Vou buscar pra você. – se levanta e sai do quarto.
– Valeu! – agradece, mas olha para os lados. – Vou mexer na mochila dele. – liga o rádio em uma estação qualquer e vai até os pertences do rapaz.
- X -
– Foi aí que começou a destruição do quarto? – Carter perguntava aos jovens, mas ainda estava estupefato com o que ouvia.
– Não ficou tão destruído assim... – Ana tenta se justificar.
– Não? – o homem mostra a conta para ela.
– Ah, mas aí foi só nesse quarto o outro ainda estava intacto...
Kai só olha para a garota com uma cara de "Para de falar, desgraçada!".
– Mas então, a gente só escolheu o lugar errado... – tentava desconversar.
Carter olha espantado para a jovem.
– Lugar errado?
– É... – Ana diz como se não fosse nada.
- X -
Ana, que estava curtindo a música no rádio, vai até a mochila do garoto e começa a fuçar lá, ao não achar nada demais, há não ser roupas e uma pequena caixinha vermelha, na qual nem abriu, vai até o banheiro. Lá continua olhando o armário, até achar pequenos vidros de shampoo e condicionador, que o hotel mesmo disponibilizava como brinde.
– Ah, mas isso pede uma bomba. – tampa o ralo da pia e começa a fazer uma maçaroca gosmenta com shampoo, condicionador e papel higiênico.
Já Kai vai até onde estavam os materiais de construção, pequena um anjo de gesso e uma lata de tinta de cor laranja e retorna para o quarto. Assim que entra, Kai coloca a outra escultura do lado e nota o som do rádio.
– Pensa rápido! – assim que ouve a voz da garota se defende da maneira que pode, pois sabe que viria algo em sua direção. Uma bola gigante de condicionador, shampoo e papel higiênico.
– Mas que... – ia xingar, mas ouve o telefone tocar. – Vai ter volta. – pega mais um gole de bebida e vai até o telefone.
– Esqueceu minha laranja. – diz irritada, enquanto pega o anjo que estava do lado do Kai. – Venha Gabriel, vamos montar um time contra ele. – liga o rádio e coloca em uma música qualquer.
– Pode chamar quem quiser. – atende. – Alô. Quem está ligando?
– Oi Kai, está me ouvindo?
A som alto, unido a voz da Ana conversando com as estátuas, mais a voz do locutor, quem ouvisse de fora pensaria que estava rolando uma festa.
– Tyson, espera um minuto! – Kai diz ao amigo, enquanto ia andar, mas acaba tropeçando na roupas, dele mesmo, que estavam no chão. – ABAIXEM ESSA DROGA! – sim, ele estava dizendo para Ana e as estátuas. – O que foi?
– O que está acontecendo?
– A Ana acha que meu ouvido é latrina. – tenta abrir a lata de tinta.
Enquanto Kai conversa com os Bladebreakers, Ana puxava um dos colchões e fazia uma barreira, logo em seguida pegava mais da gororoba de papel higiênico.
– Agora é guerra. – mas antes limpa as mãos, sai da barricada e vai até a garrafa de tequila e bebe mais uma dose e come limão.
– EU TIVE QUE ATURAR VOCÊS BERRANDO, GRITANDO E SENDO FELIZES, MESMO EM HORAS INOPORTUNAS, AGORA VÃO TER QUE ME AGUENTAR! – gritava zangado. Mas logo em seguida, aponta para a garrafa.
– Então você não acha boa ideia largar a luta? – Max perguntava.
– Espera... preciso respirar. – Kai deixa o telefone de lado, enquanto abria a lata.
Ana pega a garrafa, o saleiro e limão e vai até o Kai. Ela coloca uma dose em um dos copinhos, coloca o sal no dorso da mão e o cutuca, mostrando o sal e oferecendo a bebida.
– Eu ouvi isso... – ainda concentrado em abrir a lata, só lambe o sal na mão da outra, ela mesma ajuda ele a beber a dose e depois da o limão, já o único trabalho do Kai foi cuspir a casca de limão depois. – Obrigado. – agradece a ela, que só dá um tapa no ombro dele, enquanto ela volta para a barricada e ele para o telefone.
– Kai, você está bêbado! – Tyson grita do outro lado da linha.
– Você está bêbado! – depois de mais uma força, abre a lata. – Abri... – encara a garota que estava com um travesseiro na cabeça.
– Ataca se tiver coragem. – Ana o desafia.
– Você verá. – responde a altura.
– Abriu o quê? – Ray pergunta após tentar ouvir alguma coisa.
– Munição. Não desistam, todos dependem de nós. – segura a lata de tinta.
Ana o encarava e pronta para atirar a mistura que havia feito, no qual estava até um pouco seca e tinha virado como se fosse um chiclete.
– Larga essa merda de telefone! – Ana grita do outro lado da barricada. – Carmem, Gabriel, estão prontos? – pergunta as estátuas de gesso.
– Boa sorte na luta e não me decepcionem. – larga o telefone de qualquer maneira. – A VINGANÇA É DE COR LARANJA! AAARGH! – atira a tinta na Ana, que se abaixa, para sua sorte, pois a lata escapa da mão do garoto, rebate no colchão, voa para a janela e a quebra.
– Olha aí, seu jumento! – ataca a gosma em Kai, que desvia, assim a maçaroca atinge a cômoda e tudo que havia em volta. – É guerra!
– Você não queria a laranja? – pega um dos lençóis, o que mais estava manchado de tinta.
– Você queria água! – Ana refere-se à tinta de antes.
– E como agradecimento, vou te dar a laranja! – corre em direção a garota, que só atira a gosma de shampoo nele.
-X-
Carter olhava cada vez mais espantado.
– Vocês estão loucos? – o homem pergunta para os dois.
– Naquele dia sim. – Ana fala, enquanto tentava segurar a risada. Kai já não sabia onde esconder a vergonha e por isso estava de cabeça baixa.
– Você acha engraçado? – Carter mantinha um tom de voz sério.
– Um pouco! Principalmente contando agora.
– Algo mais que eu deveria saber?
Ana faz uma cara de quem tentava lembrar, Kai tinha uma expressão de pânico.
– Parte da mobília quebrada foi quando lutamos beyblade... – o garoto responde mas por algum motivo estava muito envergonhado.
– Verdade, aí começamos a lançar as beyblade e depois... – ia continuar falando, mas assim que ela "se lembra" de algo, faz uma cara de espanto e fica tão vermelha quanto ele. – Foi a luta de beyblade!
– Luta de beyblade... – Carter balança a cabeça negativamente. – Vocês destruíram tudo! Tá certo que o campeonato está acabando, mas temos ginásios para isso. – Já ouvi o bastante.
Kai e Ana soltam um suspiro de alívio.
– Kai, me dá a Dranzer. – Carter estende a mão.
– O quê? – Kai pergunta desconfiado.
– Você está de castigo. – diz sério para o filho. – Duas semanas sem a Dranzer.
– Não pode me castigar. – o garoto estava incrédulo.
– Três semanas! Vai me dar a Dranzer ou não? – Carter só olhava de jeito sério para ele. – Se eu tiver que pegar será um mês e você não terá uma beyblade para competir na final. – estende a mão.
Kai o olha com raiva, mas via que Carter estava falando sério, então resolve entregar a beyblade.
– Se ferrou! – Ana tira sarro do Kai.
– Você não está livre. – Carter também olhava de jeito sério para Ana.
– Não sou sua filha, então não pode fazer nada. – a garota sorri de jeito vitorioso.
– Sério? – diz em tom de voz desafiador para a garota. – Já me preveni e conversei com o Kenny, você terá sua carga de treinos dobrada.
– O quê?!
– Sim. – dessa vez Carter abre um sorriso vitorioso. – Eu disse a ele que você pediu isso, para controlar o Nômade melhor. Ele ficou tão empolgado com isso e tenho certeza que você não irá desapontá-lo.
– Seu... – a garota fica irritada, pois o ex-major tinha razão.
– Duas semanas. – olha para os jovens. – Podem ir.
Ambos se levantam irritados e saem sem falar nada. Do lado de fora, Ana olha para o Kai.
– Não precisamos comentar isso com ninguém mais certo? – Ana perguntava enquanto olhava para o teto.
– Com certeza.
– Nem com os Bladebreakers. – ela dizia em um tom de voz sério.
– O que aconteceu a mais, não é da conta de ninguém. – evitava olhar para a garota.
Ambos soltam um longo suspiro.
– Até depois. – Ana se despede e vai para um lado.
– Até. – Kai vai para o outro.
Fim.
E pronto! Foi isso que aconteceu, espero que tenham gostado! Para quem não sabe a conversa do Kai com os Bladebreakers aconteceu no capítulo 92 – Vamos lutar ou não?
Mas é isso, foi de coração que eu fiz, a Nessa/Niziye merece! Mas vocês também! Beijos, mandem reivews e até a próxima.
PS: Desculpem-me pelos erros tentei tirar todos.
