E aí, beleza?
Então, estou aqui com mais uma one-shot, dessa vez respondendo uma das perguntas que mais importantes no Retorno. Aviso de spoiler para quem ainda não leu a fanfic Beyblade: O Retorno. Se tu leu, inclusive a partir do capítulo 86, então... divirta-se.
É sobre como o Voltaire vai sair da prisão? Não!
É sobre desde quando a Dayse é como é? Não!
É sobre o que aconteceu com o Hiro? Quem liga para ele?
Não, é sobre o que caralhos aconteceu no Brasil, logo depois da luta do Charles, quando os Bladebreakers ligaram para o Kai e descobriam que o amigo estava bêbado. Bem, aqui está a resposta.
Avisos: Beyblade não me pertence. Apenas os personagens Carter e Ana foram feitos por mim, então são meus. Menção sobre bebida alcoólica, ou seja, crianças não tentem imitar isso em casa.
EXTRA
No quarto dos Bladebreakers não havia mais condições humanas de alguém ficar ali, principalmente depois de uma guerra de terra, tirada dos vasos que decoravam os corredores. No guarda roupa haviam marcas de beyblades. Manchas de tinta laranja e azul por todo o lugar, além de comida, casca de limão e garrafas de tequila pelo chão.
A bagunça era tanta que o casal de jovens bêbados, resolve descansar no outro quarto, que pertencia as Furious Girls. Ainda havia bebida, mas pelo menos a guerra havia parado.
– Posso te fazer uma pergunta?
Ana fala com o Kai, que apenas a encara.
– Faça. – ele responde desanimado.
– Porque não se acerta com o Carter? Ele é seu pai.
O tom de voz da garota não era de julgamento, mas parecia de pena.
– Porque a pergunta? – o garoto pergunta meio receoso.
– Ele é legal! Seja lá o que aconteceu, me parece que ele está arrependido. – Ana falava enquanto fazia bolhas de sabão. – Afinal, o que ele fez?
Kai fica pensativo, mirando seu olhar para a bolha de sabão, mas quando a bolinha estoura ele olha para ela.
– Ele não fez nada. – respira fundo. – Na verdade, não sei porque. Ele nem sabia da minha existência.
– Sério isso? E porque você dificulta tanto? – pergunta de jeito irritado.
– Medo... eu acho. Não sei.
Kai tentava montar as frases curtas e certas, mas a confusão na sua mente era maior. Já Ana estranhou tudo aquilo.
– Como assim?
– Nunca tive esse tipo de... – fica encabulado em dizer. – Contato.
– Mas pode ser uma chance.
– Não é só isso. Fico pensando no senhor Dickinson. – solta um longo suspiro, enquanto estoura uma bolha de sabão.
– O que tem?
– Ele é uma boa pessoa... na verdade é boa até demais. E eu não sou assim. Como posso ser neto de alguém como ele?
– Você é filho do Carter, automaticamente vira neto do Sr. D. – Ana fala como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, e era.
– Eu sei, mas é complicado.
– Complicado é reprimir minha vontade de te dar um soco na cara. – brada furiosa. – Você tem a chance de ter algo que muitos querem.
Kai olhou para a garota a sua frente.
– Eu sei! Só não sei como agir.
– E tem alguma fórmula para isso? Se fizer merda, o máximo que vai acontecer é ficar de castigo.
– É... acho que sim. – solta mais um suspiro desanimado, mas logo volta a uma posição mais relaxada. – Depois penso nisso.
Ana olha para o Kai e vê a expressão de preocupado, mas logo ela faz uma cara emburrada.
– Vê se não faz burrada. – joga um pouco de água na cara.
– Que seja. – diz indiferente. Depois de alguns minutos pensativos, ele olha para Ana. – O que estava fazendo fora da lanchonete, na noite em que o Charles apareceu e aconteceu aquilo tudo?
A garota, que ainda estava fazendo bolhas de sabão, olha estranho para o jovem a sua frente.
– Ein?
– Não é daquelas que gosta de festa? – usa o tom de voz cínico. – Porque não estava lá, mas sim no estacionamento? – fala quase que de curiosidade.
Kai fica encarando Ana, que sentia o rosto arder em vergonha, só não era visível devido as manchas de tinta azul e laranja na cara. Como resposta, Ana joga água com sabão na cara do garoto.
– Isso tudo é culpa sua. – o olha com raiva.
Kai limpa o rosto e a olha irritado.
– Culpa minha?
– É! Maldita hora que fui ouvir sua ladainha. – cruza os braços de jeito raivoso.
– Esclareça! – joga água na cara da garota.
– Lembra o dia que fomos buscar a cura para o Tyson? E você deu aquele showzinho?
– Idiota... – diz irritado, quanto a observação da garota, mas envergonhado por lembrar do momento em que ele tinha chorado. Porém, ele volta para o assunto. – O que tem?
– Depois disso, o Tyson ajudou a Dori, venceu os Dark Knights, além de todo o jeito dele... – abre um leve sorriso envergonhado, mas quando se toca no que pensou, fica com medo. Mas resolve falar. – E aí eu... – fala em um tom baixo, quase resmungando.
Kai olha para Ana, mas não entende o que ela disse.
– O que? Fala direito!
– Eu... – respira fundo. – Me apaixonei por ele.
– O que?! – Kai fica perplexo.
– E a culpa é sua! – dá um chute no garoto.
– Como a culpa é minha? – de novo, joga água na cara dela.
– Porque eu gosto de alguém que gosta de uma das minhas melhores amigas. E é culpa sua sim! – Ana berra de raiva. – E cale a boca!
Kai encara a garota a sua frente.
– Posso dar um conselho?
A garota, já suspeitando do que seria, olha para ele.
– Não!
– Vou falar: Esqueça! – diz sério. – Ele tem a Dayse e a Elise, que por mais insuportáveis que sejam, ainda são mais bonitas que você.
– Fala como se você fosse lindo. – Ana grita nervosa.
– Só não digo que sou maravilhoso, pois sou modesto. – falava calmamente, enquanto tomava mais um gole de tequila.
– Você é baixinho, orelhudo, tem uma cor de quem tá com dor de barriga, sem falar nesses ridículos triângulos azuis da sua cara. Além disso, é um inútil que nem sabe dirigir! Quer que eu continue? – fica encarando o rapaz a sua frente.
O garoto olha para frente, mas abre um sorriso maldoso.
– Ele seria muito burro de trocar alguma das duas por você.
Enquanto ele esperava uma resposta rude por parte dela. Ana abre um sorriso pilantra.
– Mijei para sua opinião... – abre um sorriso mais largo. – Literalmente.
– Sua nojenta! – dessa vez ele se irrita e sai da banheira. Devido a agua no chão e ao piso escorregadio, Kai escorrega e desaba no chão. – Eu te odeio! – grita para Ana.
– Marquei território. – a garota dava risada, enquanto se levantava da banheira.
– Eu to passando mal. – Kai ainda estava no chão.
Ana pega uma toalha, se seca um pouco e ajuda Kai a se levantar.
– Ah, antes que eu me esqueça. Se contar pra alguém que eu gosto do Tyson, eu te mato. – dá um leve tapa na cara do Kai.
– Te digo o mesmo sobre aquilo... – ainda se refere ao medo que ele tinha.
A garota vai até o frigobar e pega alguns chocolates.
– Que seja. – começa a comer.
-X-
Ana e Kai olham um para o outro. No final de contas, o castigo imposto por Carter não era nada, comparado aqueles segredos.
– Não precisamos comentar isso com ninguém mais certo? – Ana perguntava enquanto olhava para o teto.
– Com certeza.
– Nem com os Bladebreakers. – ela dizia em um tom de voz sério.
– O que aconteceu a mais, não é da conta de ninguém. – evitava olhar para a garota.
Ambos soltam um longo suspiro.
– Até depois. – Ana se despede e vai para um lado.
– Até. – Kai vai para o outro.
No final das contas, ninguém precisava saber do medo do Kai ou da paixão de Ana.
Fim de verdade!
Nessa/Niziye espero que tenha gostado e que esse pedacin tenha deixado seu dia melhor! Fiz de coração. Beijos, minha queridinha!
E pra vocês que leram também!
Até mais!
