SONHOS OU LEMBRANÇAS
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Ao levantar, dá uma geral no uniforme... olha para a cama e vê que o grifinório continua totalmente adormecido. Agora abraçando um travesseiro...
Reunindo muita, muita coragem, vai até a porta.
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- Oi tio...
- Muito bem... me diga exatamente o que aconteceu ontem e por que certos "pensamentos" matutinos dançam na minha mente!
Ele não precisava nem olhar para o rosto de Severo Snape para perceber o quanto "severo" ele estaria naquele momento!
- Psiu...ele ainda esta dormindo! Quer acordar toda escola é?
- Muito bem garoto... eu quero ver o que você aprontou!
Se tinha uma coisa que havia aprendido no decorrer dos anos... era nunca irritar seu tio... era melhor assumir tudo e contar de uma vez só.
- Elesalvoinhavidormimosjtos.
- O que?
- Eu.. bem... ele salvou minha vida ontem e fiquei cansado, então acabamos dormindo juntos.
- Dormindo? – questionou arqueando as sobrancelhas.
- Sim! E eu não tive culpa nenhuma no que aconteceu ontem! Ele se machucou porque é um idiota!
Nessa altura, ele já estava ao lado da cama do Potter olhando suas costas, levando mais uma poção que ajudaria em sua recuperação.
- Muito bem... Agora, se vc fizer qualquer coisa... por menor que seja... eu o mandarei para casa!
- Sim senhor... – "Inferno Sangrento! Não ouviu a hora que eu disse que a culpa não era minha?!"
Sem dizer nem mais nenhuma palavra, ele sai do quarto no mesmo momento em que dois amigos do garoto estavam tentando entrar.
- Vocês não podem entrar... o Potter ainda não acordou e não pode ser incomodado.
- Mas professor... – ia dizendo Morag McDougal, da Corvinal.
- Saiam, os dois! - Dino Thomas bufou levemente ao ouvir as ordens - Quando ele estiver melhor, vocês poderão vê-lo... ordens médicas.
Com toda a delicadeza, que só o Snape possuía, ele expulsa os dois, não sem antes lançar um olhar duro em direção a seu sobrinho.
"Droga! Todo mundo só quer saber dele?
Espero que esta poção seja boa mesmo... não quero que ele se lembre do que aconteceu... e que estes três dias realmente passem rápido!"
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O dia passou lentamente, a tia enfermeira veio aqui, parecia ter adoração pelo garoto e uma certa desconfiança quanto a minha pessoa!
"Só por que sou da Sonserina? Que preconceito! Me olhava de um jeito que parecia que eu tinha tentado matar o guri!"
Draco continuava lendo, ou melhor, fingindo ler um livro enquanto a enfermeira trabalhava.
"Ai... ai... estou tão longe daquela cama gostosa... hahahaha... Por que ele tinha que ter um cheiro tão bom?"
- Senhor Malfoy... as poções estão sendo ministradas na hora certa?
"Dãh... não!"
- Sim... como a senhora me explicou.
- Está bem então... não precisa mais usar a pomada... amanhã ele vai acordar.
- Não vai estar dolorido?
"Que pergunta mais besta! E eu com isso? Como posso ficar preocupado com ele? Devo estar com febre de dragão."
Ela me olha novamente com aquela cara desconfiada.
"O que eu fiz? Não estou entendendo nada... sou da Sonserina e daí? Vai encarar?
Acho que ela percebeu meu olhar assassino... Tá certo que as luzes do local oscilaram momentaneamente... eu preciso me controlar!"
Ela olhou ao redor e me encarou séria.
- Está tudo bem senhor Malfoy?
- Er... si... sim... Por que não estaria? – "Sim... Só eu que estou pensando seriamente em te explodir."
- Certo então. Vou me retirar. Qualquer coisa sabe aonde me encontrar.
"Como se eu fosse procurá-la... é bem capaz de ela me azarar se eu aparecer por lá...Cruzes!"
Ela saiu rapidamente e eu fiquei sozinho... ainda bem que é domingo, nada para fazer... bom, quase nada. Tenho um pergaminho de 30 cm para escrever sobre a utilização correta da mandrágora e o trabalho "extra" do tio Snape, aquele mala.
O jovem fica alguns minutos olhando a lareira... fica perdido em pensamentos ao observar as chamas... são tão poderosas e imprevisíveis.
Por falar em imprevisível, lembra que precisa achar seu animal de estimação.
"O que vou fazer com ele quando o ovo chocar? Se eu o deixar comer o dedo-duro...vou ficar em detenção o resto da vida!
Onde está aquele gato miserável?"
Vai revirando todo o seu quarto... a sua biblioteca particular... seu banheiro maravilhoso...
"Hummm... tudo é meu, não sabia que era tão possessivo! Bom... pelo menos até amanhã... onde ele se enfiou?"
Observa então que é hora de mais uma poção, com um sorriso malicioso pensa que nem é mesmo um grande sacrifício: "De boca fechada, ele é tão bonito... por que tinha que ser tão estúpido e grosso?"
- Eu sabia! MOSQUITO! Seu traidor de uma figa! Esta dormindo com ele?
Em resposta, o gato traidor se acomoda ainda mais ao lado do moreno virando as costas para seu dono!
- Sou eu quem te alimenta sabia? Sou sua única família e me troca assim?
"Meu próprio gato! Deitado com outro gato! E este pensamento me faz sorrir?! Ai meu Merlin... por que isso tinha que acontecer? Não queria ficar perto de ninguém...Só estudar e aprender, isso não é pedir muito."
Enfim, depois de uma noite mal dormida... bom, quase mal dormida, o loiro resolve relaxar um pouco na banheira.
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No dia seguinte acorda sentindo-se um pouco cansado. Olha ao redor, e percebe que não estava sozinho.
- Mosquito! Seu gatinho levado, lembrou que eu existo é?
Sente o manhoso caminhando sob seu corpo, procurando uma posição melhor para ficar... Sem perceber, lança um olhar na direção da cama do Potter... estava vazia.
- Então... foi por isso que me procurou? Sai daqui seu safado!
Dá um safanão e o pequeno animal vai parar longe!
"Nossa... nove horas... perdi o café da manhã... e nem vem que me recuso a ir para aula agora! Banquei o enfermeiro o final de semana inteiro! Mereço um descanso!
Nem bem amanheceu... eu sou da opinião de o dia deveria começar às 10 h, é um bom horário, nem tão cedo, nem tão tarde..."
Fica sentado na cama... até que escuta a porta se abrindo...
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ALGUMAS HORAS ANTES DO LOIRO ACORDAR.
" Ai... parece que estou dormindo há mais um ano... me corpo está pesado. Onde estão meus óculos?"
Logo que os encontra já consegue enxergar as coisas com nitidez. Tudo está em silêncio e quando tenta se mover, percebe um gato do seu lado.
De onde você saiu em amiguinho?
Fica fazendo um pouco de carinho no preguiçoso enquanto coloca os pensamentos em ordem. Se lembra da aula do Hagrid... do acidente!
"Minhas mãos! "
Vai tirando as bandagens, e percebe que já estão curadas, apenas um pouco vermelhas, mas sem dor.
"Que dia é hoje?"
Vê o "acidente ambulante" dormindo, deduz então que não deveriam ter aula hoje. Olha novamente na cama do loiro, ele está de bruços, os cabelos esparramados pelo travesseiro, respirando suavemente.
"Oi garoto, não tente falar nada."
"Tome esta poção... assim vc vai melhorar logo..."
- Foi ELE quem cuidou de mim esse tempo todo? Que porcaria! Agora vai ficar jogando na minha cara!
Um estalo faz olhar para outra direção.
- Mestre Harry!
- Dobby! Que surpresa! Estava me sentindo perdido aqui.
- Dobby feliz agora que o jovem mestre está acordado.
- Que dia é hoje?
- Segunda senhor.
- O que? E a aula?
- Os senhores foram dispensados.
- Hummm... por quê?
- Por causa de sua recuperação mestre.
- Dobby, enquanto tomo um banho, você poderia trazer algo para comermos?
- Sim mestre!
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Ao sair do banheiro, encontra o loiro sentado na cama com a cara emburrada, olhando para o gato com os lábios franzidos.
- Bom dia Malfoy!
- Hã?! Bom, bom dia Potter!
"Ai... lá se foi meu momento de paz e crescimento espiritual. Por que ele insiste em falar comigo... some e me deixa em paz!"
- Eu pedi para o Dobby nos trazer um café... vamos tomar?
- E a aula? –" Não que eu queira ir, é lógico, mas não custa perguntar."
- Fomos dispensados... Amanhã começa a rotina.
- Mestre Harry... trouxe o que mais gosta!
"Argh... até esse monstrinho tem adoração pelo testa rachada? Eu estou cercado por um fã clube é?"
- Eu te espero na biblioteca.
- Ok... eu, eu me troco e vou para lá.
"Por Merlin! Cadê a minha língua? Pareço uma coruja, só esperando uma ordem... argh... odeio isso...
Será que ele se lembra de alguma coisa? Ai ai... ninguém merece!"
Mesmo querendo morrer entre as cobertas, o jovem se levanta, afinal, um Snape Malfoy não pode ser intimidado tão facilmente... ou pode?
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