SURPRESAS E DETENÇÕES

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- Pra mim chega! Eu não aguento mais!

- Calma amigo, não pode ser tão ruim assim...

- Não... não é ruim... é péssimo!

Harry estava totalmente descontrolado e andava de um lado para o outro, enquanto seus amigos o observavam e tentavam acalmá-lo.

Estavam nos jardins do castelo e nada do que falavam servia para alguma coisa. Nem Hermione tinha o que falar nesse momento, ela sabia que se tivesse mais uma detenção para cumprir, Harry iria ficar fora do campeonato de quadribol... e como as coisas estavam acontecendo, a chance de isso acabar acontecendo era de exatamente 100%!

- Harry... bem... eu não quero te irritar ainda mais... só que...

- Neville... Não é hora! – advertiu Ronny.

- Não é hora de que? – questionou Harry que estava atento a troca de olhares entre os amigos.

- Bom... é melhor contar agora do que ele descobrir por aí não é?

- Caramba! Dá para parar de fingir que eu não estou aqui e contar logo o que aconteceu?

- Estão falando que é tudo uma farsa.

- TUDO O QUE?

- Que... bem... você salvou o Malfoy... e estão dormindo juntos... então... então...

Neville nem precisava concluir a frase, desta vez Harry compreendeu rapidamente o que ele pretendia dizer... todos estavam mudos só esperando a sua reação...

- NÓS NÃO ESTAMOS DORMINDO JUNTOS!

- Calma Harry... – Luna, dizia calmamente olhando para o céu – Vocês são tão fofos juntos... não precisa esconder nada.

- O QUE!

Sem que ninguém pudesse evitar, Harry estava de pé em um salto e já se dirigia para o salão, seu olhar era quase que de um assassino e ele buscava, por entre as mesas, uma peste para eliminar.

- Você! Eu me cansei das suas provocações!

Ao andar para a mesa da sonserina, Harry vai direto em direção a Malfoy, e o encontra terminando de tomar um suco de abóbora... conversando e rindo com alguns colegas de sua casa.

Ele ergue as sobrancelhas em sinal de descaso e, com uma voz muito calma – que na opinião de Harry era muito cínica – diz:

- O que foi desta vez Potter?

- O QUE FOI? COMO SE VOCÊ NÃO SOUBESSE!

- Olha... é melhor você falar mais baixo ou

- Ou o que?

Para quem assistia a cena, era tudo muito interessante... dois alunos discutindo abertamente no salão? Isso não acontecia há séculos!

Logo uma aglomeração de jovens estava observando tudo e alguns já começavam a apostar em quem seria o vendedor desta batalha.

- Você é um garoto minado... irritante e totalmente idiota!

- Como é que é? Eu estou aqui na minha... terminando o meu almoço e o Esquentadinho-Que-Sobreviveu tem um piti e eu sou o mimado?! Se enxerga garoto!

Nesta hora, sem pensar duas vezes, Harry ergue a varinha e já ia falando um feitiço quanto sente uma mão apertar o seu ombro.

- Senhor Potter... vejo que continua com problemas de relacionamento.

- Diretor... eu ... eu...

- Venham, os dois, para o meu gabinete... sim?

Procurando aparentar uma calma que não tinha, Harry dá um suspiro e caminha, sendo seguido de perto por Draco, em direção a sala do diretor.

- Sentem-se...

Alvo olha para os jovens sem saber pela primeira vez em séculos, qual a melhor atitude a tomar para que os dois parem com essas discussões.

- Eu não posso revogar uma... tarefa dada por outro professor, por isso, antes que me peçam, vocês continuarão no mesmo quarto, contudo... percebo que, apesar dos dias, o relacionamento de ambos é bastante... como direi... conturbado?

"CONTURBADO? Esse diretor é o que? Retardado? Imbecil? Cego? Membro do fã clube do Potter? Nosso relacionamento é inexistente!" – Draco respirava fundo tentando não azarar o diretor da escola... sua mãe com certeza não aprovaria tal comportamento!

Com o olhar que recebem, os dois se afundam ainda mais nas poltronas.

- Eu vou tirar 30 pontos de sua casa Harry, por ter levantado a varinha para agredir uma colega de escola.

- Mas.. isso...

- Isso é pouco, visto que as consequências de seus atos poderiam ser bem piores.

Draco, olha para Potter e percebe ele dar um longo suspiro, e fecha os olhos, como que buscando um pouco de paz com este gesto.

- Neste feriado, vocês não vão sair.

- O QUE? – os dois não conseguem esconder a surpresa.

- Isso mesmo, não posso me arriscar a um incidente fora da escola, vão ficar aqui e tentar evitar toda, e qualquer forma de provocação... fui claro?

"É só prender o Potter gostoso que ... ops... gostoso não... Potter Pateta que ninguém morrerá!"

Pela primeira vez em anos, Harry sentiu o olhar direto do professor em sua direção e, qualquer argumento que tenha pensado, nesse momento sumiu de sua mente.

- Sim diretor.

"Cadê a coragem grifinória quando precisamos dela? Ele não vai retrucar... reclamar... bancar a vítima? Vamos Potter faça alguma coisa!" – Draco fica abismado com a atitude do moreno.

- Podem sair... a professora Mcgonagall vai falar o que vocês farão neste final de semana.

Sem dizer mais nada, os dois saem da sala totalmente decepcionados com o destino de seu feriado, era a primeira vez que os alunos poderiam dormir fora da escola por quatro dias... quatro dias livres para passearem, comprarem o que quiserem... e os dois ali... presos!

- Tudo sua culpa garoto idiota! – Draco não se conformava com a punição.

- Minha? Se você não tivesse espalhando besteira por aí.

- Espalhando o que?

Os dois estavam parados no corredor, frente a frente, com os olhares cravados um no outro... ofegantes e com muita raiva.

- Estão falando por aí que estamos dormindo juntos.

- Potter... nós "estamos" dormindo juntos!

Com um revirar de olhos, como se fosse a coisa mais óbvia para ser dita, Draco coloca as mãos na cintura, balança a cabeça e sai caminhando, sem perceber que, escondido, atrás de uma armadura, a alguns metros de distância, o Lufa-Lufa Ernesto Macmillan ouvia tudo atentamente e estava abismado com a declaração do sonserino.

- Ei... volta aqui!

Harry vai atrás do garoto e também não percebe a hora em que o amigo sai, e vai em direção ao salão comunal da Grifinória.

- Espera Malfoy... não foi isso que você entendeu.

Sem parar de andar... Harry segue o garoto em direção a sala da professora Minerva.

- Malfoy... – sussurra - estão falando que "realmente" estamos dormindo juntos!

- O que? Quem ?

- Todos!

- Então foi por isso que foi atrás de mim? Achou que eu tinha falado isso?

"Eu não quero dormir com você Potter... eu quero fazer muitas outras coisas em uma cama com você!"

- Na verdade eu...

- Boa noite senhores... vejo que chegaram "inteiros" a minha sala.

Os dois param de falar imediatamente e entram, sendo observados atentamente pela professora.

"Hunf... inteiros não por minha vontade, eu comeria um pedaço do seu aluno precioso sem nenhum problema!"

- Bom... neste feriado, vocês irão organizar e limpar a sala de objetos detidos pelo Sr Filch.

- O que? -Os dois falam novamente no mesmo instante.

"Ela esta me confundindo com um elfo?!"

- Isso mesmo que ouviram. O Sr Filch tem vários materiais que precisam ser catalogados... e como terão muito tempo esta semana... acho adequado utilizá-lo com alguma coisa realmente útil.

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Ao voltar para o quarto... Draco respirou fundo e sua mente começou a trabalhar e ponderar febrilmente suas alternativas:

a) Perder a cabeça, correr atrás do garoto e azará-lo até a quinta geração. MAS: existia a possibilidade de ele ser acusado, tendo em vista ser inimigo número um do peste e ele ter um número exagerado de fãs que arrancariam sua pele.

b) Dar de ombros e insultá-lo na primeira oportunidade durante a detenção com Filch. MAS: ele também poderia ser insultado, certamente.

c) Engolir o orgulho e conversar com o garoto de forma sensata, numa tentativa desesperada de diminuir o desconforto de ficarem juntos por 4 dias. MAS: ter que engolir o orgulho? Ora essa! Nenhum Malfoy faz isso!

d) Já mencionei azará-lo até a décima geração? Hummm era até a quinta!

Draco balançou a cabeça, tentando realmente colocar os pensamentos em ordem.

Bom... se ele tivesse ouvido "aquilo" de outra pessoa, como aconteceu com o Harry-Estou-Furioso-Potter, também agiria da mesma for, como poderiam estar espalhando tanta fofoca pela escola? E o pior: se pelo menos fosse verdade!

Ele olhou ao redor e o observou. Poter estava parado de frente a janela, com o Mosquito nos braços realmente, o gato o tinha abandonado...

A luz da lua deixava com que ele pudesse observar seu perfil... ele respirava calmamente enquanto acariciava os pelos do animal... estava com a cabeça encostada no vidro... parecia tão perdido... sentiu vontade de acariciar os seus cabelos e dizer que tudo terminaria bem.

"Opa..., o que é que EU estou pensando? Draco, ele é o culpado pela sua detenção... o inimigo lembra?"

- Malfoy.

A voz grave interrompeu sua linha de raciocínio.

- Eu... bem... me desculpe pelo o que aconteceu antes.

Por essa o garoto não esperava... ele estava pedindo desculpas?

- Eu sinto muito... não irá acontecer novamente.

Ao terminar, ele saiu do quarto e foi em direção ao banheiro. Draco ficou totalmente sem reação, o garoto realmente tinha pedido desculpas e ele não esperava por isso, ficou sentado na poltrona até ouvir um barulho estranho vindo da biblioteca.

Vai caminhando lentamente e ouve algo caindo no chão, o som agora é de vidro se quebrando.

- Potter... se isso for uma brincadeira... juro que te mato!

Olha então para a porta do banheiro e percebe luz pela fresta da porta, se não era ele, quem poderia estar ali no escuro?

Vai caminhando lentamente e ouve passos atrás , tenta se virar quando sente algo pulando em seu braço.

- AAAAAIIIIIIIIIII!

Sem conseguir se conter... e sentindo algo áspero tocar sua pele, ele corre na direção contrária de onde a "coisa" lhe atacou e solta outro grito, agora de dor.

- AAAAIIIIIIIII! Porcaria!

- Lumus! Malfoy... o que aconteceu? - Harry estava parado a poucos passos de distância, com a varinha nas mãos, uma toalha enrolada na cintura e com o corpo molhado.

Ao ouvir o grito do garoto, primeiro tinha pensado que era uma brincadeira, mas no segundo, tinha certeza de que havia algo de errado, saiu o mais rápido possível do banho para saber o que tinha acontecido.

- Eu... eu... algo me atacou!

- O que era?

- Se eu soubesse... não diria "algo" certo?

- Olha, a educação passou longe da sua casa não?

Mesmo com a conversa, pode observar sua postura, ele olhava atentamente ao redor... buscando por algo em posição de ataque com a varinha presa firmemente em suas mãos, as costas molhadas, gotas de água escorrendo por todo seu corpo.

"Merlin... o que eu fiz pra você me fazer passar por tanta tentação?!"

- Ahá! Te achei!

Ele então se abaixa e pega "algo" que estava atrás de uma poltrona.

- O que você faz aqui heim amiguinho?

- Ele... ele nasceu... é um filhote de dedo-duro! – Mesmo no chão, Draco pode identificar o animal... mas, ao tentar se levantar, não pode evitar outro grito de dor.

- Ai!

- O que foi? Está tudo bem? Se machucou onde?

Segurando o filhote em uma mão, com a outra ele já estava tentando ajudar o garoto a se apoiar, observando que ele estava apenas com um pé no chão.

- Tem pedaços de vidro no chão... – respondeu com um fio de voz.

- Espera aqui... eu já volto.

" Pela barba colorida de Merlin... eu fiz o que para merecer isso? O que mais falta acontecer? Deixa esse garoto longe mim!"

Não se passou muito tempo e ele já estava de volta, agora com uma calça de moletom... mas sem camisa, com a toalha nos ombros e uma caixa nas mãos.

- Deixa eu ver.

- O que?

- Seu pé... você está sangrando..

- E você sabe o que vai fazer?

- Sei... Se for muito grave, te levo para Madame Ponfrey dar uma olhada ok?

Harry havia percebido que neste momento, o garoto realmente estava com dor e, depois do susto que tinha tomado, realmente não era um bom momento para provocações. Procurou ser paciente e aguardar a sua permissão, mas não pode deixar de sorrir ao ouvir uma pergunta.

- Vai doer?

- Um pouco... aqui nesta caixa tenho tudo que preciso para fazer um curativo... só me deixe ver e te prometo que vai ser rápido.

- Hummm... tá bom.

Então ele se ajoelhou na sua frente, pegou seu pé delicadamente o começou a limpar a ferida, realmente havia se cortado com um vidro e após colocar algumas poções no local, uma sensação de formigamento se espalhou pelo local.

Claro que a mão, segurando seu pé com extrema delicadeza ajudou a fazer com que essa sensação fosse mais longa.

Draco estava de olhos fechados, não suportava ver sangue, então não percebeu quando ele se levantou.

- Tudo pronto... só acho melhor não forçar nada por enquanto... amanhã não vai ter nem cicatriz.

Ao terminar de falar... ele sentiu ser tomado nos seus braços.

- Ei!

Não deu tempo para protestar, com muita facilidade, Harry o levou de volta para o quarto e o colocou delicadamente na cama.

- Pronto... agora pode se arrumar... mas não tenta andar... vou arrumar a bagunça que o nosso amigo fez na biblioteca enquanto isso.

Pela primeira vez em muito tempo, Draco realmente ficou sem palavras diante da atitude do Harry-Não-Tão-Insuportável-Potter.

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Olá meus queridos(as) leitores(as)!

Quero agradecer aos coments e dizer que infelizmente vou levar um tempo para postar o próximo cap. Um problema de saúde... vou passar por alguns procedimentos cirúrgicos mas... logo que possível estarei de volta, acredito que no próximo mês (maio) já estarei conseguindo digitar, vamos ver.

Um bj carinhoso!