Capítulo 8 – Primeiro dia
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No dia seguinte... depois de contar até mil para tentar dormir e esquecer aquela sensação das mãos do garoto em seus pés... Draco acordou muito mal humorado.
Ao descer para o café, percebeu a animação de todos os alunos por poderem ficar fora por 4 dias seguidos.
- E aí Malfoy... preparado para colocar as "atividades" com o Potter em dia?
Ele quase se "afogou" com o suco que tomava, como alguém poderia ter a petulância de insinuar algo desta forma?
Antes que pudesse tomar alguma atitude, Dumbledore interrompe dando alguns recados... só lhe resta abaixar a cabeça e engolir o desaforo... mas lógico que só depois de lançar um olhar mortal na direção do infeliz que ousou dizer tal absurdo!
Com todos atentos aos últimos recados, ele observa uma mesa onde outro aluno provavelmente estava sentindo o mesmo que ele.
"Ai.. ai... estou observando demais este troll... melhor mudar de ares antes que meu tio perceba meu interesse... bom... nem é interesse... apenas... ele está na minha frente... não tem nada demais... afinal..."
Dá um suspiro e continua tentando engolir o café da manhã.
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Harry chega ao salão antes de seus amigos e fica esperando eles se acomodarem, estão todos animados, apenas Hermione tenta consolá-lo.
- Harry... bem, nós realmente sentimos muito por mais esta detenção.
- Não esquenta Herms... afinal desta vez foi minha culpa mesmo.
- Vêenãoprontamanenhudestvez ... – murmura Ronny com a boca cheia.
- O que?
- Vê se não apronta nenhuma desta vez! – traduz Gina, sem olhar para o moreno.
- Nossa Gina, como você consegue entender o que ele diz? – resmunga Neville.
- Eu ultimamente estou entendendo muita coisa.
Retruca muito chateada, lançando um olhar magoado em direção a Harry, que não percebe nada pois neste momento, está observando um certo garoto na mesa adversária.
Hermione percebe o comentário da amiga e observa a direção em que Harry olhava... não consegue segurar um gemido ao sentir um cutucão que Gina lhe dá nas costelas.
- Aiiii... o que foi que eu fiz?
- Por enquanto nada.
- Ei, Harry!
- Hã?
- Estamos falando com você! – reclama Hermione
- Tá... o que foi desta vez?
- Nossa... que mal humor heim?
- Desculpe Herms... mas só de pensar em ficar aqui sozinho por 4 dias... me dá nos nervos.
Sem entender o motivo, ao terminar de pronunciar a frase, uma Gina muito nervosa levanta e sai da mesa batendo os pés.
- O que deu nela? – pergunta Ronny.
- Ah... nada não... eu vou ver se está tudo bem.
Ao dizer isso, Hermione sai a procura da ruiva e a encontra quase nos jardins... ela andava rápido e tinha os olhos cheios de lágrimas.
- Gina... o que foi?
- Ah, Mione...
- Me conta logo, eu vi que você voltou estranha ontem a noite, o que foi?
- Bom é que... bem...
- Conta logo... é sobre o Harry e o Malfoy?
- Como você?... bom... é verdade.
- É verdade o que?
- Elestãodorindojtos!
- Hã? Fala devagar...
Com um suspiro frustrado, a ruiva repete tudo o que Ernesto Macmillan havia lhe contado.
- Tem certeza Gina? Você não entendeu errado?
- Claro que tenho Mione! Não adianta mesmo... vou parar de pensar nele.
- Isso mesmo... – tenta consolar Hermione – Você sabe que ele te vê como uma irmã não é.
As duas seguem caminhando, e vão para seus quartos, terminar de organizar suas roupas para ficar fora no feriado.
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- Bem garotos... finalmente vamos poder organizar meu depósito.
Um Filch muito alegre estava recepcionando dois alunos na porta de uma sala... era visível seu prazer em saber que tinham ficado para trás.
- Hehehe... venham, venham... não fiquem acanhados... podem me entregar as varinhas e começar a trabalhar.
Os dois não dizem nada... entram na sala que era apontada.
- Meu Merlin! – sussurra Harry.
- Não vamos arrumar isso nunca sem as nossas varinhas! – reclama Draco.
Imagem uma sala bagunçada... pois bem, multiplique por 1 000... isso vai dar uma ideia aproximada da bagunça que estava na frente dos dois, era uma sala enorme, aproximadamente do tamanho da biblioteca, cheia de estantes, e todas elas cheias de materiais, era tanta coisa que tinha objetos pelo chão, pelas mesas, esparramados pelo caminho.
As cortinas estavam em um estado lastimável, em estado de decomposição devido a poeira acumulada em seu tecido, teias de aranha estavam espalhadas por todos os cantos.
- Sr Filch .. er... não tem como ficarmos com as varinhas?
- Ora Potter... use sua imaginação e tente resolver este problema... hehehe! – respondeu Filch sorrindo.
Revirando os olhos, Draco pensava quanto tempo mais aguentaria ouvir essa "risadinha", antes de pular no pescoço dele e o enforcá-lo mil vezes, se fosse possível.
- Atchim! – foi a única coisa que saiu de sua boca.
- Bom... pensando bem, eu não quero desculpas para vocês saírem daqui mais cedo e fingirem que ficaram doentes, eu entrego a varinha e vocês tiram apenas a poeira, entendidos?
- Sim, sim!
Respondem mais do que depressa os dois, com medo que ele pudesse mudar de ideia. Enfim, trabalhar sem o pó e as teias de aranhas já era alguma coisa!
- Muito bem... Comecem então pelos objetos que estão no chão, coloque-os no final da sala, onde tem uma nova estante, mas não tentem usar nada do que encontrarem! São objetos proibidos na escola... eu mesmo os confisquei nos anos que trabalhei por aqui... bons anos aqueles... pena que não voltam mais. Hehehehe, vocês estariam em maus lençóis... Madame Nor-ra, venha minha querida... vamos dar umas voltas enquanto esses dois trabalham... hehehehe.
- Eu não acredito que estamos aqui... – resmunga Harry.
Draco nem perde tempo para responder e começa a carregar alguns objetos para o final da sala.
- Ei... não vai falar nada é?
Ele continua caminhando, mas resolve dar um volta e encarar o responsável por estar ali naquele momento.
- Muito bem... eu vou falar uma vez, e bem devagar. Por causa da sua estupidez grifinória estou aqui: não me dirija a palavra, finja que está sozinho, que é o único ser do universo! Em outras palavras: não fale comigo!
Harry ficou totalmente sem reação.
"Que garoto mais insuportável... espero que ele morra no final da sala!"
Os dois começam a trabalhar sem trocar nenhuma palavra. Uma hora, duas horas, três horas.
- AHHHH... isso é ridículo! Malfoy...nós vamos ficar aqui por quatro dias! Não tem como não conversarmos!
- Me esquece Potter!
- Olha... vamos fazer uma trégua tá bom?
- Uma o quê?
- É isso que ouviu, pelo menos nesses quatro dias... vai ser péssimo ficar aqui nesse clima.
- O garoto, que parte do "sozinho no universo" você não entendeu?
Sem pensar duas vezes, Harry tira uma caixa que Malfoy estava carregando e coloca sobre a mesa, em seguida o segura pelos ombros e olha diretamente em seus olhos.
- Malfoy... eu sei que você está muito chateado e com razão, mas eu sei também que começamos com os dois pés esquerdos, vamos tentar conviver o melhor possível nesses 4 dias.
Draco ficou totalmente paralisado diante da aproximação do garoto, que o pegou desprevenido... fica perdido diante daquela imensidão verde.
- Você cuidou de mim quando estava com as queimaduras, eu sei disso, então não tenta bancar o bad boy.
- Como é que é?!
- Bom é que...
- Olha aqui Garoto-tenho-tudo-aos-meus-pés-Potter, nós não combinamos... somos água e óleo... já disse que, se não fosse por sua culpa...
- Minha culpa?! E você é um santo não é?
- Um o que?
- É uma expressão trouxa... você não conhece.
- Já disse que a sua ESTUPIDEZ GRIFINÓRIA não tem precedentes?
- Na verdade, eu suponho que a única coisa digna da estupidez grifinória é a sua IDIOTICE SONSERINA!
Bom... infelizmente neste momento, a raiva tomou conta da situação e sem pensar duas vezes, como era de sua natureza, novamente Draco pega a primeira coisa ao alcance de suas mãos e lança na direção do único ser que realmente o deixava fora de si.
Graças aos treinos de quadribol, desta vez Harry estava preparado para desviar do ataque, e o objeto acaba atingindo uma estante que estava atrás dele.
Foi um desastre: os materiais que estavam empilhados de qualquer forma, e caíram aos milhares em direção ao chão.
Uma pilha enorme se formou no lugar onde antes estava Harry.
- Ai meu Merlin... ME MATA AGORA! Potter... você está bem?
- Cof... cof... Me tira daqui.
Malfoy caminha em direção a pilha e pode ver que o garoto havia conseguido se esconder, parcialmente, em uma mesinha que havia ali, contudo, uma de suas pernas estava presa entre os objetos.
- Me desculpe... eu... eu não queria.
- Claro que queria! – rebateu no mesmo instante – você queria me matar!
- Não... foi um acidente... eu... eu... - Só havia uma maneira de remediar a situação.
"Não!"
- Potter...
"Não!"
- Eu peço desculpas.
"Sou um covarde, inútil, fraco!"
- Eu realmente não pensei nas consequências dos meus atos... e se você ... bem... quiser...
"Não me obrigue a falar isso..."
- Eu aceito sua proposta de trégua.
Harry estava totalmente paralisado diante da declaração de paz que acabara de ouvir... um par de olhos cinza o fitavam com ansiedade... e desta vez, ele ficou perdido diante do loiro a sua frente.
Então resolveu interromper o contato visual ao tirar mais alguns objetos que dificultavam seus movimentos, já com a perna livre, o moreno tenta se levantar.
- Ai...
- Vai devagar, se apoia em mim... – Draco ofereceu.
Antes de tentar se levantar novamente, algo na caixa que o prendia chamou a atenção do garoto.
- Espera... essa caixa...
- O que tem ela? É só mais uma das apreensões do Filch.
- Esse desenho...
Como se estivesse hipnotizado, Harry passa os dedos por um desenho na tampa da caixa no formato de um violão, um desenho que ele conhecia muito bem.
- É a marca dos Marotos!
- Ma... o que?
- Essa caixa era do meu pai!
- Que barulho é esse? O que está acontecendo aqui?
Antes que tivesse tempo para pensar em alguma coisa, Harry é bruscamente erguido pela camisa, um Sr. Filch muito furioso acabava de entrar no lugar, seguido por um não-muito-diferente professor Snape.
- Draco, o que foi que o Potter fez com você desta vez?
"Nossa... é incrível o ódio que meu tio tem do garoto! Nem passa pela cabeça dele que, desta vez, somente desta vez, o culpado poderia ser eu?"
- Tio... er... foi minha culpa.
- O que?
- Eu tropecei e derrubei o que tinha nas mãos... não foi culpa dele... foi apenas um acidente!
- Hum... certo, desta vez passa. Saiam os dois daqui, está na hora do jantar.
- Hehehe. Amanhã então eu aguardo os dois para continuarmos nos divertindo, certo?
" Ai... que vontade de estrangular e cortar o Filch em mil pedacinhos para a lula gigante do lago saborear um por um."
Antes que seu sobrinho falasse alguma coisa, Snape interrompe.
- Sim, os dois vão estar aqui. Disso eu não tenho dúvidas!
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Hahahah... e aí?
Pessoal, obrigada pelas msg... estou me recuperando muito bem!
Vou voltar a escrever muito mais empolgada com os coments que receber! KKKKK
bjusssss
