N/A: Ultimamente ando tendo problemas em arrumar tempo para escrever minhas fanfics, mas eu juro que sempre quando der, eu vou estar escrevendo. Hoje tem capítulo duplo, já que eu prometi assim pra Giovana. Outra coisa que eu percebi é que essa fanfic mudou um pouco a estrutura e eu vou fazer de tudo pra tentar voltar a escrever como antes, começando por esse capítulo. Então, ontem, depois de postar o capítulo aqui eu escrevi outra fanfic. Ela é um AU KLAINE, aonde Kurt sofre um acidente e acaba ficando cego, e Blaine é seu médico. Ela foi postada na minha conta do NYAH, aonde eu posto minhas histórias sobre casais fictícios. O nome da fanfic é BLANK PAGES, e gostaria muito que vocês lessem, pois vai ser bem legal. O link é www(ponto)fanfiction(ponto)com(ponto)br(barra)historia(barra)342745(barra)Blank_Pages. Sem mais enrolação, vamos ao capítulo.


BOOTCAMP - CHAPTER 23

PS. Eu já tinha postado esse capítulo hoje, mas resolvi mudar algumas coisas. Ele continua exatamente igual até a parte do lemon. Se vocês descerem a página de rolagem vão encontrar um escrito em negrito, foi exatamente dali pra baixo que eu mudei. Ou se quiserem, leiam desde o começo.

- É 1.. 2... 3... - Dizia Zach nos ensinando a coreografia. - Tá indo muito bem, Darren.

Não querendo me gabar, mas quando o assunto era dançar, eu era tão bom quando o Harry. É claro que eu não sabia tantos passos e movimentos como ele, mas quando a coreografia era ensaiada, eu, Harry e Matthew éramos os únicos que aprendíamos em pouco tempo.

- Cory, preste atenção na virada... - Porém Cory era a pessoa mais difícil para aprender a coreografia. Ele e Kevin. Não era como se Kevin demorasse para aprender, mas ele precisava de dupla atenção, já que a dança seria feita na cadeira de rodas.

- Pelo visto estamos tendo problemas aqui... - Ryan entrou no estúdio e todos deliraram. O empresário estava visitando pouco as filmagens pois estavam com uma nova idéia de série em mente. Ele havia falado comigo se eu queria ser o protagonista, junto com Chris, mas preferimos ficar em Glee. Cantar era o que gostávamos de fazer.

- Adivinha... - Cory falou, rindo ao desistir de acertar o passo.

- Cory, dois anos e você ainda não aprendeu? - Ryan deu seu casaco para Zach segurar e fez o mesmo passo que o ator estava tentando. Todos aplaudiram. - Começamos as gravações atrasadas, precisamos que vocês aprendam essa coreografia o mais rápido possível.

- Eu tento. - Cory tentou fazer mais uma vez, e outra, e outra. - Mas não consigo.

- Céus, Cory. - Lea falou, se sentando no chão.

- Até eu já aprendi a sua parte. - Zombou Chris e fez em apenas uma tentativa. Envolvia um giro, um pulo e algumas trocas de pernas, aonde Cory sempre acabava tropeçando.

- É isso, gente. - Ryan pegou seu casaco novamente. - São oficialmente 00:00 e estou declarando o acampamento de dança de glee. Ninguém sai da Paramount até que, no mínimo, três coreografias sejam aprendidas.

- Mas aonde estão nossos trailers? - Perguntou Dianna, ajudando Lea a se levantar.

- A fox retirou durante o hiato e acho que esqueceu de devolver... Sobre isso, fiquem tranquilos. - Ryan saiu do salão, deixando todos confusos.

- Vocês ouviram o chefe. Temos mais duas apresentações para ensaiar. E 1... 2... 3. - Zach começou a ensinar, e mais uma vez, Cory errou.

- Que tal um intervalo? - Sugeri depois de mais meia hora tentando fazer Cory acertar o mesmo passo de hoje cedo. Era tarde e todos estavam cansados. Todos concordaram.

- Tudo bem. Em duas horas quero vocês aqui, e Cory, que tal usar esse tempo livre para treinar? - Zach saiu exausto do estúdio, assim como nós.

Quando pisamos no estacionamento da Paramount nos deparamos com uma cena inusitada. O lugar estava deserto e os portões estavam fechados. Ryan realmente falava sério sobre não sairmos dali.

- Gente... - Amber tirou nossa atenção dos portões. - Tem barracas aqui.

- Pelo menos isso. - Cory correu para onde Amber estava, assim todos fizemos. Haviam algumas barracas com nomes. A primeira estava escrita FINCHEL, aonde Lea e Cory entraram para descansar. A segunda, BRITTANA, onde o casal fez o mesmo. Por um segundo eu sorri procurando uma barraca aonde estivesse escrito "KLAINE", mas para minha decepção, as outras barracas eram separadas.

Após cada um entrar em sua barraca, qual a minha ficava muito longe da de Chris, resolvi me deitar naquele colchão de ar e descansar um pouco. Minhas pernas estavam duras e doídas depois de um dia daqueles. O único momento bom foi quando eu senti a boca de Chris na minha. Céus, tínhamos mesmo terminado?

Meia hora. É o tempo que eu estava naquela barraca sem conseguir dormir. Me virava em todas as posições e nunca achava uma confortável. Teríamos que gravar em poucos minutos e eu ainda não havia pregado os olhos. Do lado de fora eu ouvia silêncio, provavelmente todos estariam dormindo naquela hora.


N/A: Resolvi editar essa parte do lemon. Vocês lembram quando eu disse que estava sem vontade de escrever um lemon detalhado? Tudo mudou. Resolvi fazer um lemon tão hard que vocês vão implorar para não terem lido.


Que se dane, pensei.

Saí da minha barraca, sentindo um vento passar por meu rosto. Caminhei entre as barracas até chegar aonde eu queria chegar. KURT estava escrito na parte de fora. Dei um sorriso enorme pensando no que eu estava prestes a fazer.

Subi o zíper e entrei na barraca, encontrando um Chris Colfer dormindo, usando um casaco como cobertor. Involuntariamente eu sorri ao ver aquela cena. Ele parecia tão delicado. Entrei na barraca e fechei o zíper, sem acordar Chris, ou pelo menos, acordar totalmente.

Chris gemeu alguma coisa e se virou no colchão, porém não abriu os olhos. Me deitei ao seu lado, colocando minha mão em sua cintura e roubando um beijo daqueles lábios dorminhocos.

Demorou um tempo até que Chris correspondesse meu beijo.

- Darren... – Sussurrou.

- Você conhece meu beijo. – Me separei vendo um sorriso crescer no rosto de Chris, enquanto ele abria os olhos e me via.

- Isso é um ótimo jeito de acordar. – O castanho disse procurando recuperar o ar que eu havia roubado. – O que você faz aqui?

- Eu não sei, só senti que precisava vir. – Chris deu um sorriso sincero e também sentou, ainda sonolento. Só eu sei como ele ficava lindo com sono.

- Termina com Mia.

- O quê? – Me assustei quando ouvi aquelas palavras. Não por eu não querer, mas por Chris querer.

- Começamos nossa amizade colorida porque eu tinha namorado e você também, agora eu não tenho mais... E você disse que terminaria com ela por mim... E eu quero ficar com você pra valer agora.

Não queria mais ouvir Chris falar nada. Foi só ouvir ele falar que queria ficar comigo que eu já sabia o que fazer. Coloquei minha mão em seu rosto e o puxei para um beijo, o mais apaixonado que tivemos até agora. Quando eu havia falado para ele terminar com Max, ele desviou a conversa, mas agora fora ele quem pedia.

Eu sabia o que fazer, iria terminar com Mia. Não agora, porque tinha uma coisa muito melhor a fazer. Enquanto ainda dava o melhor beijo de todos fui inclinando Chris, até ele encostar suas costas no colchão.

- Estamos no set. – Ele me avisou adivinhando o que viria pela frente.

- Eu não me importo. Só quero amar você. – Falei voltando a beijar aquela boca que agora me pertencia. Não era um beijo urgente, muito pelo contrário, era um beijo que eu podia jurar encontrar Chris.

Me separei do beijo com um sorriso nos lábios. Tal sorriso qual eu não conseguia evitar, e Chris estava na mesma situação. Aproveitei que estávamos separados e tirei sua camiseta branca.

- Tá frio. – Chris resmungou fazendo beicinho. E realmente estava. Ryan era louco de nos deixar dormir no estacionamento da Fox sem sequer um cobertor.

- Vem comigo. – O puxei pela mão para fora da barraca.

- Adiantou muito. – Chris se encolhia abraçado ao meu braço, o vento gelado batia na gente. O abracei e demos alguns passos, chegando a meu carro. Desativei o alarme pedindo para que ninguém acordasse com o barulho e deitei Chris no banco de trás. – No carro? – Perguntou ele com um sorriso malicioso.

Aproveitei que estava em pé e retirei minha camiseta antes de entrar no carro também, fechando a porta atrás de mim.

- Melhor assim? – Aproximei meu rosto do dele, sentindo sua respiração pesada.

- Muito melhor.

E eu me perdi naqueles olhos azuis e naquelas sardas que Chris tinha. Eu nunca estive tão apaixonado por alguém em toda minha vida. Lábios se tocando, pele se tocando, porém, não o suficiente. Foi difícil mas eu consegui tirar a calça de Chris, assim como a minha também.

Chris sorria o tempo todo, o que me fazia mais focado em fazê-lo sentir prazer. Passava as mãos por aquela pele branca enquanto beijava seu pescoço. Chris jogava a cabeça para trás pedindo por mais e mais, foi quando eu senti sua ereção tocando minha coxa.

Capturei aquela boca com sede, aquela boca qual eu nunca mais queria longe da minha. Só eu sei qual era o tamanho da força que eu fazia para não beijar aqueles lábios na frente das pessoas, mas isso acabaria. Logo eu e Chris poderíamos assumir que estávamos juntos e nada disso nos atrapalharia.

Ficamos um tempo trocando beijos sedentos até estarmos realmente prontos para fazer amor. Não era sexo, era amor. Parei de beija-lo pois queria lhe falar uma coisa.

- Chris, eu a...

- Eu sei.

- Eu ia falar que eu achava que era hora de começarmos... – Rimos por alguns segundos. – Mas a outra frase vale também. – Capturei os lábios de Chris novamente. Céus, como aquele carro era apertado e deixava as coisas ainda mais difíceis.

Me ajoelhei no banco, tirando minha cueca e vendo Chris me encarar com um olhar apaixonado, sentando no banco e tirando sua cueca também. Deixamos o resto de nossas roupas no chão enquanto eu me encaixava no meio das pernas de Chris e voltamos a nos beijar, dessa vez com nossas ereções se tocando e provocando um prazer enorme.

Tentei novamente achar uma posição naquele banco, mas era algo difícil.

- Você precisa comprar um carro maior. – Chris falou meio que sem ar e eu gargalhei um pouco alto, me encaixando finalmente e voltando a pegar os lábios de Chris.

- Ah, merda. – Sussurrei durante um beijo.

- Qual o problema? – Chris perguntou ofegante enquanto eu procurava algo nos bolsos da minha calça. Não respondi, apenas continuei procurando. Não encontrei, então me levantei e me inclinei para a parte da frente do carro, procurando algo no porta-luvas. – O que foi, Darren?

- Você por acaso teria alguma camisinha aí? – Falei em um tom desistente.

- Não... – Falou Chris se sentando.

- Merda. – Procurei pela minha camiseta no chão do carro. Quando a achei, comecei a colocá-la.

- Aonde você vai?

- Sair no frio, com uma ereção enorme pedir para alguém do cast se eles tem alguma camisinha, e certamente eles me perguntariam "para usar com quem?" e eu teria que responder. Cory sabe sobre a gente? Talvez ele tenha uma. – Coloquei minha calça e saí do carro correndo até a barraca aonde estavam Cory e Lea.

- Ei, alguém. – Falei um pouco baixo, não querendo acordar o resto do elenco. Depois de alguns segundos Cory coloca a cabeça pra fora da barraca.

- Fala, Darren.

- Eu queria saber... se você... teria uma... camisinha... pra me dar. – Falei encarando o chão, corando. Cory gargalhou um pouco.

- Eu também estava procurando uma, cara.

- E você sabe quem tem? – Falei corando mais ainda. Que situação. Cory negou com a cabeça e então eu saí de lá, antes que ficasse mais vermelho do que já estava.

Abri a porta do carro e encontrei Chris mexendo no celular.

- Ninguém tem. – Entrei e me sentei ao lado dele.

- Vem cá. - Chris me puxou pela camisa e capturou meus lábios em um beijo calmo. – Não precisa de camisinha.

- V-você tem certeza? – Seria a primeira vez que faríamos sexo sem camisinha.

- Eu confio em você, e acho que você confia em mim. Não precisa camisinha, ou melhor, eu não quero camisinha. – Chris falou um pouco rouco e eu amei ainda mais aquele cara na minha frente. Aproveitei que estava com seus lábios perto do meu e o puxei para mais um beijo.

Chris tirou a camiseta que eu havia acabado de colocar junto com minha calça e nos ajeitamos no banco, ainda de lábios colados. Levantei um pouco o quadril de Chris, e comecei a roçar meu membro em sua entrada. Senti um suspiro longo e o beijo se cessar com Chris olhando pra mim com aquele olhar que ele sempre me joga.

Posicionei meu membro na entrada de Chris e forcei para entrar. Assim que ele já estava a caminho, me deitei por Chris e lhe dei um selinho. Quanto mais eu forçava, mais as mãos de Chris arranhavam minhas costas. Estava doendo, claro que estava, mas ele achou um jeito de descontar sua dor. Antes que ele pudesse falar alguma coisa, forcei e meu pênis já estava todo dentro de Chris.

Pude ver seus olhos se fechando e sentir suas mãos apertando meu ombro. Comecei a beijá-lo pra ver se a dor amenizava, e então os arranhões ficaram menos freqüentes. Era a primeira vez que eu sentia Chris sem nenhuma proteção, e pode parecer besteira ou não, mas era totalmente diferente. Eu não sabia se a melhor coisa era sentir Chris ou se era saber que ele confiava em mim o suficiente pra isso.

Coloquei minhas mãos no rosto de Chris, o beijando calmamente e começando a me movimentar. Já os braços de Chris estavam nas minhas costas, me arranhando conforme a dor começava, porém logos os arranhões foram se tornando dedos pressionando meu corpo contra o dele.

Eu entrava e saía de Chris, e o castanho parecia estar adorando. Nesse momento o vidro do carro já estava totalmente embaçado com nossas respirações.

- Dare. – Chris sussurrava com os olhos cerrados. Eu apenas fiquei o observando. Boca semi-aberta, olhos serrados, respiração lenta. Chris Colfer conseguia ser ainda mais lindo durante o sexo.

Eu não estava por menos. Sentia meus olhos se fecharem sozinhos a cada vez que eu entrava em Chris, sentia meus braços tremerem e meu corpo se encher de suor, mesmo a temperatura estando negativa do lado de fora. Comecei a aumentar os ritmos das entradas e Chris passou a me apertar mais forte contra si.

- Chris. – Falei como automático, avisando que eu estava quase chegando ao meu ápice e Chris apenas sorriu, mexendo seu quadril intencionalmente. Comecei a aumentar a velocidade então, quase fazendo Chris bater com a cabeça na porta do carro. – Chrisssss. – Falei como um sussurro inaudível, e eu tinha finalmente me despejado dentro de Chris.

O castanho apenas sorriu quando eu me deitei em cima de si, tentando me recuperar do que havia acabado de acontecer. Saí de Chris um pouco depois, e o ator ainda mantinha aquele sorriso.

- O que foi? – Perguntei sorrindo também.

- Só apreciando a sensação de finalmente sentir você dentro de mim, sem proteção nem nada. – Chris sorria, certamente lembrando de como era ser preenchido por um líquido por dentro.

- Nós temos que voltar para a barraca. – Falei me ajoelhando no banco.

- Não agora. – Chris me puxou novamente para cima dele, iniciando outro beijo lento.