CHAPTER 27 - I DONT LIKE YOUR GIRLFRIEND

O dia foi longo. Gravei algumas cenas que pensei que seriam gravadas somente na outra semana, gravei algumas músicas e ensaiei algumas coreografias. Nada muito fora do roteiro que o trabalho oferecia para os funcionários.

Infelizmente, depois daquele momento no trailer, não havia falado com Chris o resto do dia, e quando finalmente chegou o horário de ir para casa, seu carro não estava mais no estúdio.

Suspirei, tentando esquecer que iria chegar em casa e ter que encarar uma Mia louca por causa do suposto bebê. Dirigi meu carro até meu apartamento, tentando ignorar o fato de que horas atrás eu e Chris nos amamos no banco de trás. Entrei no elevador daquele prédio, desejando não encontrar minha "namorada", porém assim que cheguei ao meu andar ouvi suas risadas.

Porém não era somente isso. Ouvi algumas risadas de outras pessoas.

- Oh não. - Falei, girando a maçaneta da porta e encontrando Mia conversando com ninguém menos do que Dona Cerina, vulgo minha mãe.

- Olha quem chegou... - Mia abriu um sorriso, cheio de dentes.

- FILHO! - Gritou a velha mulher, vindo até mim e apertando minhas bochechas. Não é como se eu não gostasse de minha mãe, pelo contrário, eu a amo. Mas é que só teria um motivo para ela estar em Los Angeles hoje. - Como está o mais novo papai?

- Você contou a ela?

- Ela é sua mãe, Dare. Achei que ela merecia saber... - Mia disse roubando um selinho dos meus lábios.

Aquela história de bebê estava me enchendo a cabeça. Depositei minha bolsa em cima da mesa da cozinha e me sentei junto com elas na sala.

- Sobre o que vocês conversavam? - Perguntei, passando a mão em meus cabelos que ainda estavam cheios de gel.

- Eu estava perguntando qual nome vocês dariam à criança... - Disse minha mãe, sorrindo. Por um momento eu realmente desejei que Mia estivesse grávida. Fazia anos que eu não via minha mãe tão contente.

- Se for menino, eu estava pensando em Nicholas... Se fosse menina eu queria Jule. - Mia estava animada. Sob a mesa de centro estavam algumas revistas sobre bebês e até algumas roupinhas.

Continuei conversando, porém meu cérebro se desligou da parte de se importar com a conversa. Eu estava com a cabeça em um mundo totalmente diferente, só despertei quando minha mãe estalou alguns dedos diante meu rosto.

- Darren, você está bem, filho?

- Estou... É só que esse lance todo de filho... - Levei minha cabeça às mãos, tentando absorver o fato de que eu, Darren Criss, terei um herdeiro.

- Tudo vai ficar bem! - Ela pegou minha mão e me deu um sorriso sincero. Sincero demais que me fez perceber que eu não deveria mentir para ela. Se alguém nesse mundo pudesse saber a verdade, seria dona Cerina.

- Mãe... - Senti meus olhos marejarem. - Eu amo outra pessoa. Lembra como cresci em um bairro aonde aprendi que a orientação sexual era o que menos importava? E como eu sempre falava que me apaixonaria por alguém, e não por um gênero? Eu me apaixonei por Chris. - Falava sussurrando, com medo de que Mia escutasse da cozinha, enquanto preparava o jantar.

- Ele gosta de você também? - Ela parecia não se importar.

- Sim. Só que com todo esse lance de bebê... E tem Mia.

- Céus, Darren. Eu nunca gostei dessa garota. Ela é mais cínica que aquela sua tia Faya, irmã do seu pai. E você já viu o tamanho daquele queixo? É anormal!

Levantei minha cabeça, encarando minha mãe com um sorriso nos lábios. Ah, aquela mulher me fazia tão bem. Sorri diante algumas lágrimas correndo meu rosto, quais minha mãe fez questão de enxugar.

- E eu nem sei como isso foi acontecer... Nós não transamos há meses... E Chris pareceu tão solidário com tudo isso, porém eu sei que ele está quebrado...

Me perdi quando minha mãe circulou seus braços em mim, me puxando para um abraço apertado. Colo de mãe: tudo o que eu precisava naquele momento.

- Nós vamos resolver isso, tudo bem? - Senti-me acariciado na cabeça. Cafuné que eu gostava tanto. - Vamos confrontar Mia, conversar com Chris... Vamos resolver sua vida, ok?

- Okay. - Respondi baixo, me deixando ser acariciado por minha mãe.

[...]

- Tem certeza que não quer ficar? - Perguntei, levando minha mãe até a porta. - Temos um quarto sobrando.

- Não, obrigada. Deixei Charles no hotel com Chuck, e acho que não foi uma boa ideia... - Minha mãe deu um beijo em Mia, e logo deu um em minha testa. - Venha nos visitar.

Foi a última coisa que falou antes de sumir no corredor. Fechei a porta e segui para o quarto, pronto para dormir e nunca mais acordar diante de tanta informação nova em minha vida. Infelizmente, Mia me seguiu.

- Já falei que adoro sua mãe? - Disse preparando a cama para nos deitarmos. - Deveríamos nos encontrar mais!

- Ela te adora também. - Falei, rindo em minha cabeça. Minha mãe nunca gostou de Mia, não era novidade pra mim, claro que antes era em segredo, porém agora Dona Cerina havia se libertado.

- Deveríamos encontrar meus pais em Ohio e contar pra eles da novidade também. - Mia se juntou comigo na cama, pedindo beijo. Ignorei, fingindo que não vi.

- Mia, posso te perguntar uma coisa? - Falei, ligando meu abajur.

- Claro. - Mia havia se sentado na cama, eu também.

- Como você está grávida se a última vez que transamos tem... meses? - Falei, observando-a. O quarto estava escuro, eu não via seu rosto. Apenas ouvia sua respiração um pouco abalada.

- Algumas semanas atrás você chegou um pouco "animado" demais da festa que teve com o pessoal do elenco, e acabamos na cama... Você não se lembra?

Realmente, eu havia ído nessa festa e bebido um pouco, porém não lembro de ter feito sexo com Mia. Porém não lembro também de ter chego em casa depois daquela festa toda.

- Me lembro. Só queria ter certeza... - Falei, sem entender. Apaguei o abajur e me virei ao lado contrário de Mia, tentando evitá-la.

- Seremos uma família muito feliz. - Sentia Mia me abraçar por trás. Maldita hora para Mia ficar grávida. Porém eu ainda iria investigar melhor essa situação toda.

- Muito feliz. - Falei suspirando, até cair no sono.


N/A: Feliz páscoa! {=^.^=}