Chris me esperava na porta de seu trailer, como sempre. Entrei com um sorriso no rosto, pronto a começar a conversar sobre aquele assunto constrangedor: Ryan nos pegando na cama. Me sentei no sofá e Chris caminhou até mim, com um olhar triste.

- O que aconteceu, Chris? – Peguei sua mão, enquanto ele sentava em meu lado no sofá.

- Eu... Nós... Você perdeu seu papel por minha causa, Criss.

Inclinei minha cabeça e sorri para Chris. Me inclinei para o castanho e capturei aqueles lábios em um selinho terno e calmo. – Ei, deixa disso. – E voltei a beijar seu pescoço.

- Darren, para. – Chris se soltou de mim, manhoso. – Você não sabe o problema que deu quando Kevin começou a namorar a Jenna aqui. Em todos os contratos, menos o do Cory e da Lea tem uma proibição sobre namoro dentro do cast. Eu não quero que você se encrenque. Eu não quero que nós nos encrencamos.

- O quê? Você é louco? Chris, eu realmente não me importo. De verdade. Você é um ótimo escritor, e eu já vi o esboço do seu filme. E eu conseguiria viver escrevendo músicas, por que tem que ser tão difícil? – Segurei suas mãos. – Glee nos ajudou, porém não precisamos dele pra sempre.

- Darren, querido, você é louco? – Chris deu uma risada. – Glee é nossa casa, estamos no início das gravações da terceira temporada, e não podemos abrir mão disso. Você ficou maluco? – Chris sorria. – Você tem que concordar comigo que isso já estava ficando fora de controle. Por que eu tenho que ser sempre o que pensa nessa relação?

Senti meu corpo tremer e meus olhos se enxerem. Chris tinha razão. – Mas, mas... Chris, eu não quero ter que me separar de você.

- Ninguém disse que não podemos ter uma despedida. – E antes que eu pudesse falar alguma coisa, Chris já me tinha em seus lábios em um beijo quente. Aquele castanho me deixava louco.

- Ryan não vai gostar nada disso. – Sussurrei entre os beijos.

- Ele não precisa saber. – Chris se levantou e trancou a porta do trailer, se virando com um sorriso em seu rosto, encontrando um Darren bravo.

- Eu não quero terminar. – Cruzei meus braços, fazendo biquinho. Poderia jurar que iria chorar a qualquer momento, ou talvez não. Não na frente de Chris.

- Ei, ei... – Alcançou minhas mãos, me fazendo levantar. – Eu também não quero, eu te amo, Darren, mas é preciso. Nos hiatus, ou até mesmo quando terminarmos a série se ainda estivermos solteiros, eu terei o maior prazer em anunciar para o mundo que você é meu. – Me deu um selinho. – Todo meu. – Outro. – Só meu.

E logo eu experimentava dentre os beijos o sabor das lágrimas de Chris, se juntando à nossas bocas coladas. – Chris, por favor. Não precisamos nos separar. – Colei nossas testas.

- Vamos ser sensatos, Darren. – Olhei no fundo de seus olhos e percebi que isso era o que Chris menos queria também. Juntei nossos lábios. É claro que eu não iria deixar assim. Daqui a alguns dias, quando a poeira abaixasse, eu falaria com Ryan para mudar a clausula do contrato, afinal, eu e Chris assumindo seria fazer a felicidade das fãs, e isso traria mais repercussão para a série.

Agora com os lábios colados e a porta do trailer fechada, só nos restava caminhar até a cama. Com a urgência de nossos beijos, não parecia que havíamos feito sexo à horas atrás. Parecia anos de abstinência, e era isso que iria acontecer.

Ver Chris chorar, me fazia chorar. Era a primeira vez que eu via ele agir assim fora da cena, como Kurt. Era uma das primeiras vezes que eu via Chris tão vulnerável desse jeito. – Eu... Eu quero que você cuide de mim, dessa vez. – Falei, sussurrando em um momento em que Chris separava seus lábios do meu para pegar ar.

- Você quer que... eu... – Chris gaguejava e eu sorri. Assenti com a cabeça, enquanto seus olhos brilhavam por causa das lágrimas acumuladas ali. Chris abriu um sorriso torto e voltou a me beijar. Seria a segunda vez que tiraríamos a virgindade um do outro.

Logo, senti o colchão nas minhas costas e Chris deitando sobre mim lentamente. Nossas bocas se encontravam em plena harmonia e nosso corpo já estava suado pelo calor do momento. Chris desabotoava minha blusa, passando a beijar meu pescoço agora. Chris sabia exatamente meu ponto fraco. Logo eu já estava de peito nu. – Kurt... – Sussurrei.

- Kurt? – Chris começou a gargalhar, largando meu pescoço. No momento, a única coisa que eu podia fazer era corar. Eu havia trocado o nome de Chris na cama.

- Eu... – Tentei me explicar, e Chris sorriu pra mim. De um jeito que eu sabia que ele sorria só pra mim.

- Tudo bem, Blaine. – Chris falou com a voz mais tranqüila de Kurt, voltando a beijar meu pescoço. Isso seria bem interessante.

Suas mãos percorriam meu torso, fazendo minha respiração mudar totalmente de ritmo. Meu coração nunca parecia ter batido mais forte. Levei minhas mãos até a barra da blusa de Chris e a puxei, deixando o castanho seminu também. Nossos peitos se colaram e Chris voltou a atacar meu pescoço, e tenho plena certeza que agora ele estava deixando marcas por ali.

- Você gosta disso, Blainey? – Chris sussurrava, em tom provocador.

- Uhum. – Era a única coisa que eu sabia sussurrar, com os olhos fechados e aproveitando os beijos de Chris por ali.

Então senti uma de suas mãos deslizarem do meu peito até o zíper da calça, e logo Chris já estava me tirando essa peça de roupa também. Nos viramos na cama, me deixando por cima e repeti a mesma coisa que ele, tirando seu cinto e o deixando apenas de boxer. – Você é perfeito, Kurt. – Sussurrei, sem pensar.

Chris me virou novamente na cama, dessa vez seguindo os beijos do pescoço até meu mamilo, aonde fazia movimentos provocantes com a língua. – God. – Jogava minha cabeça contra o colchão, e posso jurar que arranhava as costas de Chris. O castanho desceu um caminho com a língua até minha cueca, aonde sorriu e voltou a subir. – Aaaah. – Falei em reprovação.

- Implore, babe. – Chris sorria.

- Por favor... – Falei, fechando meus olhos com o contato da boca de Chris no meu pescoço. Chris estava sendo uma pessoa totalmente diferente na cama do que ele sempre havia sido antes. Ele estava provocante, e eu com certeza tinha gostado disso.

- Por favor o quê? – Sua voz rouca ecoava pelas paredes do trailer. – Diga, Blaine.

- Por favor... – As gotas de suor se misturavam com as antes lágrimas que estavam quase secas. - ...Kurt.

Foi quando Chris tirou minha cueca de uma vez, e pouco depois tirou a sua. O choque foi o mesmo quando senti seu pênis tocar o meu. – Chris, como eu te amo. – Falei, fechando meus olhos com força, enquanto o castanho voltava a beijar meu pescoço.

- Blaine, quem é Chris? – O ator veio pra cima de mim, sentando sob meu pênis e colocando uma perna em cada lado do meu quadril. Sua boca ainda estava em meu pescoço e eu sentia seu hálito quente em mim. – Quem é? – Mordiscava aquele lugar, que certamente já havia dezenas de marcas.

- Voc... Kurt. Eu falei Kurt, agora, por favor... – Inaudível.

Chris sorriu e se posicionou no meio de minhas pernas. Apenas fechei meus olhos e aproveitei daquela sensação, a primeira de muitas. Chris se inclinou e colou nossos lábios, enquanto pegava algo na mesinha ao lado da cama. – Preparado?

- Sim. – Falei fechando meus olhos novamente.

Chris abriu o potinho e logo eu senti seu dedo entrando em mim. Não era a coisa mais desconfortável do mundo, porém assim que ele colocou o segundo dedo com lubrificante, eu soltei um pequeno gemido. – Tá doendo, amor? – Porém tudo se foi quando o ouvi me chamar disso. Abri um sorriso e neguei com a cabeça, então Chris começou a fazer movimentos leves.

Alguns segundos depois, soltei outro gemido. – Isso significa que eu devo parar? – Perguntou preocupado.

- Isso significa que você deve continuar. – Falei me sentando e roubando seus lábios pra mim. Compartilhamos um pequeno beijo e voltamos ao que estávamos fazendo.

Chris posicionou seu membro em minha entrada, e assim que já tinha tudo pronto, enlaçou suas mãos na minha. Deitou seu peito no meu e me deu um beijo, um dos mais doces que eu já havia recebido até hoje. Entre sorrisos e beijos, Chris foi forçando sua entrada em mim.

- Me diga quando parar. – Sussurrou.

- Te digo para continuar. Eu te amo, C...Kurt. – Sorri e Chris também, entrando finalmente em mim. Tenho que concordar, que apesar da dor, isso é muito bom. E o fato de ter Chris em cima de mim, me amando, é muito melhor.

- Tá doendo? – Chris encheu meu rosto de beijinhos. Eu realmente não podia achar alguém melhor pra mim.

- Está perfeito. – Correspondi um de seus beijos, levando aquele momento a algo mais profundo. Ainda com sua boca na minha, Chris começou a se movimentar com lentidão. Corpos suados, gemidos abafados com beijos, nada poderia estar melhor.

[...]

Abri meus olhos, encontrando Chris deitado em meu peito. Olho em meu relógio que ainda está no meu pulso e percebo que dormimos por 20 minutos. No estúdio há um silêncio, como se todas as gravações tivessem sido encerradas.

Me levanto da cama, antes deixando Chris dormindo mais um pouco, abraçado em um travesseiro pensando que sou eu. Depois de vestir minha roupa e arrumar minhas chaves do carro e carteira, deixo um bilhete para Chris na mesa de centro do trailer.

"Hey sweetheart, tive que sair para conversar com meu agente sobre o papel do filme que perdi. Saiba que tive o dia mais maravilhoso de minha vida ao seu lado hoje, e espero que isso sempre aconteça. Sobre aquele papo de separação, esqueça isso. Eu te amo, você me ama. Não temos porque ficar separado e aposto que Ryan entenderá. Obrigado por me fazer sentir um homem de verdade, coisa que só fui ao seu lado. Eu te amo. Do seu, todo e sempre seu, Darren Criss-Colfer."

Sorri ao terminar de escrever, colocando um coração e um sorrisinho ao final da folha. Antes de sair do trailer dei mais uma olhava em Chris, que dormia profundamente. Nem me preocupei, afinal, quanto tempo duas pessoas que se amam podem ficar separadas?

[...] PASSAGEM DE TEMPO

- Bem vindos à quarta temporada de glee. – Ryan falou, entrando no auditório com um sorriso no rosto, fazendo todos gritarem.


N/A: Não me matem.