Olá a todas!
Como prometido capitulo um, mas antes, queremos agradecer a: Michelle Garcia (que deixou nosso primeiro comentário); isauchoacullen; Caty Pattinson; AnaMK e a Djne Pattinson.
música do capitulo: Hurricane, 30 Seconds To Mars - . /30-seconds-to-mars/1-1030116/
Capitulo um
Há coisas que ocorrem em nossas vidas que causam mudanças gritantes e significativas, de tal magnitude que toda sua vida passa a ser regida por elas. Nem todos os seres humanos passam por esses momentos. Eu, infelizmente passei por um desses com a morte de meus pais. Mais isso é história para outro dia.
Nesse momento eu me encontro em uma das situações que foram desencadeados por coisas que aconteceram há muito tempo. Me encontro encurralado por dois vampiros, mas não pense que isso significa que estou em desvantagem. Esses seres asquerosos nem vão saber o que os atingiu, sorri internamente com esse pensamento.
Anos de treinamento com o Bobby, Charlie e Erick fizeram com que meus sentidos tornassem-se mais alertas do que a maioria dos seres humanos. Isso era algo que eu já possuía, eu sempre pude ler as pessoas, quase como se pudesse ler suas mentes. Pode até parecer algo extraordinário, mas é bem simples se você é um bom observador, a postura e expressão corporal tende a trai-los, e por isso eu poderia quase prever as ações dos meus adversários.
Vampiros são seres rápidos, e de inteligência apurada, porém posso afirmar que esses dois são muito novos para conseguirem se concentrar ao ponto de utilizarem suas habilidades. Essa é minha vantagem, além da sede de sangue que os deixa desesperados.
Percebi que o da esquerda estava em seu limite e que a qualquer segundo saltaria para o ataque. Pela distancia que estavam o combate corpo-a-corpo seria inevitável, por isso me preparei para puxar o sabre e decapitá-lo em um único golpe.
A da direita, porém não seria tão simples. Ela parecia ter um autocontrole melhor, ela me observava como se soubesse algo sobre mim ou como se buscasse algo em sua mente, sabia que não tínhamos nos encontrado, a final nenhum vampiro que me encontra sai vivo, talvez minha fama novamente me precedesse, ser bom no que faz às vezes tem o seu custo.
Não precisei esperar muito pelo ataque, o vampiro inquieto da esquerda um macho mediano, de cabelos loiros e olhos famintos pulou desvairado em minha direção. Não me escapou o fato da fêmea ter permanecido impassível apenas nos observando.
No momento em que os pés dele deixaram o chão, segurei o cabo do sabre em posição, não precisei esperar muito e ele já estava a minha frente com os dentes arreganhados. Com um movimento rápido passei a lamina do sabre em seu pescoço, sua cabeça ficou presa apenas por algumas veias e pele. Esse já era.
A fêmea, no entanto estava sorrindo sensualmente para mim, como se quisesse me devorar, mais não no sentido em que vampiros devoram pessoas, ela parecia estar sexualmente interessada em mim, foi então que percebi estar diante de uma succubus¹. Infelizmente pra ela, eu já havia encontrado outra como ela e aprendi minha lição de um modo bem difícil.
- Venha a mim! - chamou com a voz escorrendo sexo.
- Como quiser. - baixei o sabre e caminhei lentamente para ela, sem nunca desviar de seus olhos, o poder de uma succubus é quase como se você estivesse hipnotizado, a sedução e atração que elas exercem sobre sua presa e tão grande e forte que é difícil resistir. Porém, se você sabe a verdade e foi treinado para resistir, não é fácil, mas é possível.
Ela sorriu, eu retribuo. Essa não duraria muito mais. Se um recém-criado é fraco por ser desatento, uma succubus era ainda mais por se deixar levar pelos desejos.
Assim que cheguei a seu espaço pessoal, ela pôs as mãos em meus ombros e ficou nas pontas dos pés para me beijar. Certamente um erro. Quando seus lábios encostaram-se aos meus, silenciosamente subi o sabre e desferi o golpe mortal.
Trabalho feito, dei a noite por encerrada e segui para o Motel decadente que estava hospedado, no caminho porém poderia conseguir alguma companhia, afinal nem só de pão vive o homem, e nem só de caçadas vive um caçador. Sorri com a possibilidade de um corpo quente para a noite.
Segui com meu volvo² 1972 para a região onde os bares ficavam não sou homem de pagar por uma mulher, mas também não posso me prender a nenhuma, enfim sempre existem aquelas dispostas a uma boa transa, sem esperar uma aliança no outro dia.
Escolhi o primeiro bar com aparência de movimentado e estacionamento vigiado, não deixaria o meu bebê dando sopa.
A música barulhenta foi à primeira coisa que me atingiu, graças a Deus não eram aquelas batidas que as pessoas costumam chamar de música. Sou um homem de clássicos, o bom e velho jazz e claro rock old school, são definitivamente umas das melhores coisas inventadas. Sentei-me no bar e pedi um cowboy³.
Enquanto esperava minha bebida fiquei observando o lugar. Estava lotado, e as pessoas estavam distribuídas em mesas, não havia muitas na pista de dança.
- Pronto - disse o barman, quando virei o banco, avistei a minha presa da noite. Era uma loira petite.
- O que ela está bebendo? - questionei apontando com a cabeça em direção a ela.
- Martini. - respondeu seco.
- Sirva um, e diga que é por minha conta.
Ele fez o que mandei, enquanto eu a observava. Primeiro ela se espantou, depois um leve rubor coloriu suas maçãs, em seguida ela olhou em minha direção e sorriu, levantando a taça em um brinde. Pois é, definitivamente no papo.
~~~~~DCAP~~~~~
Antes de o sol nascer, abandonei o leito da bela petite, tenho de admitir sou um filho da puta de sorte. A noite foi maravilhosa, e serviu para aliviar as tensões do meu trabalho, se é que me entende?
Estava sorrindo brilhantemente, enquanto seguia para o meu carro, quando o celular toca.
- Droga! - na tela brilhou o nome "Charlie", infelizmente tinha de atender. - Sim, Chefe!
- Edward! - a voz dele era grave como sempre, porém trazia um leve tom de desespero, minha postura automaticamente mudou.
- O que posso fazer por você Charlie?
- Preciso que você venha a minha casa o mais rápido possível, abandone tudo o que estiver fazendo, e apenas venha. - aquilo me chocou - Preciso da sua ajuda. - e com aquilo ele desligou.
Não dei tempo a minha mente para se preocupar com as implicações de seu pedido, apenas entrei no carro e dirigi o mais rapidamente para Neshville, Arkansas, se não precisar fazer nenhuma parada e o transito nas cidades ajudar chegarei em menos de 9hrs de viajem.
O que seria tão grave para Charlie ter que falar pessoalmente? Isso era estranho de varias formas, a final, ele sempre passou minhas missões por telefone, muito raramente precisava me ver e definitivamente nunca na sua casa.
Isso me deixou ansioso, o nervosismo do que poderia estar acontecendo estava me corroendo. Pois algo me dizia que seja o que for inevitavelmente iria mudar a minha vida.
~~~~~DCAP~~~~~
Era fim de tarde quando passei pela entrada de Nashville e prossegui pela 371 em direção a casa de Charlie. Ele como qualquer caçador gosta de ter sua privacidade resguardada, alem disso, não seria seguro morar tão perto das pessoas da cidade se algum vampiro resolvesse atacar.
Não muito depois de passar a cidade, avistei a estrada de terra batida que me levaria ao meu destino, segui pelo caminho ladeado por uma mistura de árvores frondosas e pessegueiros. A poucos metros a vegetação tornou-se mais espaçada, se abrindo em uma clareira arborizada, e para o meu total espanto um jardim saído dos sonhos.
Um sobrado com uma imensa varanda me saldou, e sentado em uma cadeira de balanço estava Charlie. Em suas mãos uma xícara, e uma expressão cansada e angustiada.
- Edward! – cumprimentou-me, fazendo sinal para que me sentasse a seu lado. Se a algo que aprendi sobre Charlie é que ele não é homem de enrolar, se ele quer algo ele tem.
- Charlie! – retribui o cumprimento sentando a seu lado, e não me surpreendendo ao notar a xícara sobre a mesinha.
- Há quanto tempo nos conhecemos? – sua pergunta me pegou desprevenido, afinal uma das coisas que o fazia ser bom em nosso trabalho era ter uma memória de elefante, o homem poderia se lembrar de toda e qualquer merda.
- Três anos, desde que o Bobby te passou o comando. – Ele apenas balançou a mão com desdém.
- O que você sabe sobre a minha vida antes? – dizer que aquilo me surpreendeu seria um eufemismo, aquilo me chocou. Caçadores não são do tipo de pessoas que ficam trocando confidencias, não há espaço para essas coisas em nossas fodidas vidas, não há espaço para relacionamentos, é uma vida perigosa e solitária, ninguém quer arrastar outras pessoas para ela.
- Nada. – com a minha resposta, ele mudou de posição de forma que nossos olhos estavam trancados, nos seus vi dor e angustia, algo que costumava ver refletido nos meus próprios.
- Eu era o chefe de policia de Seattle, a vida era fácil. Minha esposa, Renée, minha filha e eu. Isabella, era a filha que todo pai sonha. – Choque atravessou minha mente, mas o reprimi, sentia que precisava prestar total atenção as palavras dele. - Ela e minha esposa eram muito unidas. Eu não estava tão presente, devido ao trabalho, mas tínhamos nossos momentos. Almoços nos domingos, jantares sempre a mesa, viagens em família e tudo mais. – à medida que ele falava vi varias emoções passarem em seu olhar, ele estava abrindo mais que suas memórias para mim – Quando Isabella fez 17 anos insisti que ela já estava grande o suficiente para ter um carro, e um pouco mais de independência, tanto ela como minha esposa negaram, mas eu insisti. Todo adolescente gosta de independência, minha Isabella, no entanto, gostava da proximidade com sua mãe, pois Renée todos os dias a pegava na escola e as duas faziam suas coisas – percebi que a historia começaria a se tornar nebulosa, por assim dizer, a partir dali – Elas concordaram, eventualmente, ao perceberem a importância que aquilo tinha para mim. Em meados de fevereiro, Isabella não voltou para casa. – ele engoliu em seco – Renée entrou em desespero, eu também é claro, fizemos tudo ao nosso alcance para encontrá-la, mas não havia rastros. Três meses depois, tanto a policia, como os investigadores contratados deram-na como oficialmente sem chances de ser encontrada. – sua voz era carregada de dor – não tinha pistas, ela simplesmente saiu da escola e sumiu até mesmo o carro desapareceu sem quaisquer vestígios. Naquela noite, Renée chorou e chorou, gritou em desespero, tive de chamar um medico e medicá-la. No dia seguinte ela estava apática, mas firme. Duas semanas depois a encontrei enforcada no quarto de Isabella. – a esse ponto seus olhos estavam marejados – jurei a minha mulher que encontraria minha filha, custasse o que custasse. Então abandonei tudo e dediquei-me a encontra-la eu mesmo. A primeira coisa que fiz foi entrar em contato com um amigo que contava histórias sobre seres sobrenaturais, que eu nunca quis acreditar, Billy foi minha ligação ao mundo sobrenatural, e me apresentou Bobby Singer que me ensinou tudo sobre caçadas. Através de Bobby, pude descobrir pistas que para todos eram imperceptíveis e passei a rastrear o clã vampiro que raptou minha filha. Estava próximo deles, mas há poucos dias perdi totalmente o rastro, por isso te chamei.
notas: ¹ succubus – vampiros fêmeas que seduzem seres humanos do sexo masculino;
² Foto do carro - . ;
³ Cowboy – wiskey puro e sem gelo.
Ei! Ei! Como prometido monstrinhas aqui esta o primeiro capitulo do nosso caçador tudão, respondemos algumas perguntas, fizemos outras aparecer, tivemos uma pequena luta e vimos que a coisa e seria... Espero que tenham gostado do capitulo e deixem a opinião de vocês sobre o que acharam. Kiss Lady Rosalie Cullen ;-)
Espero que tenham gostado do capitulo, aos poucos vcs vão descobrindo mais sobre o Caçador! Eu adoro a arrogância e o machismo dele rsrs ,deixem suas opiniões! Bjs da Lady Alice Cullen.
Olá! E então, o que acharam do primeiro capitulo de nosso Caçador? Muito mistério ai pela frente, eim? O que será que o Charlie sabe sobre o desaparecimento da Bella? O que será que ele quer que o nosso Caçador faça? Quero ouvi-las... Bjus, Lady Bella Cullen.
