avisos: -Os personagens não são nossos (se fossem estaríamos vivendo em Paris), são da Stephanie Meyer (mulher de sorte);
-Pode conter cenas de sexo, consumo de drogas e bebidas alcoólicas, estupro, tortura e palavrões;
Notas iniciais: Obrigada a todos que estão lendo nossa estória... Fantasminhas venham para a luz!
Musica do cap... para a parte da luta... watch?v=z7hhDINyBP0
Capitulo cinco
Estúpido! Estúpido! Estúpido!
Não conseguia parar de me xingar por ter sido tão estúpido e caído em algo que era claramente uma armadilha, e justamente num lugar onde não haveria nenhuma forma de me esconder, a não ser que eu consiga chegar as rochas antes dos índios me pegarem.
Sim, é isso mesmo estou correndo de índios. Eu sabia que o Badlands National Park ainda tinha uma população de índios, é irrelevante dizer que o Ik me avisou, o que importa é que não imaginei que seriam tantos, e que eram selvagens. Assim penso eu, já que estão me perseguido.
Mas voltando ao ponto, nunca imaginei que iria morrer nas mãos de índios, nas mãos de um vampiro ainda vai lá, mas índios? Nunca. Deveria ter dado ouvidos ao Ik, e ter pedido ajuda a alguém. Mas eu tinha que ser teimoso.
Agora estou correndo para salvar a minha vida, o pior é que quanto mais corro, mais longe as rochas parecem estar. Se eu me jogar no chão, a vegetação é tão rasteira que até um cego pode me ver, o jeito é continuar correndo.
Um embate corpo a corpo aqui em campo aberto seria praticamente assinar meu atestado de óbito, minha melhor chance é nas rochas. Pensa Edward! Pensa! O que posso fazer para...
– Puta merda! – as flechas começaram a voar por cima de mim, agora tenho que correr em zigue e zague, pelo menos as rochas estavam próximas, só mais alguns metros. Quase lá, agüenta só mais um pouco Edward. E assim que cheguei onde imaginei que seria um refúgio, cinco índios pularam na minha frente, e eu estava encurralado na típica situação "se correr o índio pega, e se ficar o índio come".
– Se for para morrer que seja lutando! – disse em voz alta, e me atirei em direção aos índios que estavam a minha frente. – Espero que as rochas sejam uma vantagem – murmurei, entre socos, ponta pés e muitas cutucadas, pois os índios estavam usando lanças. Eh, realmente esses índios não conhecem os avanços armamentistas, ou então, eu estaria morto.
Eu realmente estava me segurando, pois um contra, nem sei quantos índios era de mais, mas eu não me renderia. Esse pensamento me deu novo animo, e com isso uma adrenalina correu pelas minhas veias, o que foi bom, porque eu passei a lutar com mais vontade, estava até conseguindo derrubar alguns indiozinhos, o que me deixe esclarecer não é fácil, porque além de terem as lanças, eles ainda partiam para cima de mim ao mesmo tempo.
Em algum momento, após o pandemônio ter se instalado, eu senti uma pequena picada em uma parte inusitada do meu corpo. Horas tire sua mente da sarjeta, não me orgulho disso, mas eu Edward Mansen, um dos melhores caçadores que caminhou por esta terra, havia sido atingido no traseiro. Não sei o que continha naquilo, mas que fez com que meus movimentos se tornassem cada vez mais lentos e minha visão embaçada, mesmo assim, ainda persisti.
Senti mais uma picada, e mais outra, a terceira picada, no entanto, foi o que me fez perder os sentidos, e então minha visão escureceu e senti o chão sumir sob os meus pés, diante a morte iminente meu único pensamento era sobre o que aconteceria ao meu bebê.
Narrador
Enquanto isso, a leste dali em algum lugar do Wyoming, um carro estava estacionado no acostamento de uma estradinha de terra batida, e seus ocupantes estavam em duvida entre a preocupação ou a diversão.
– Como ele pode só ter pensamentos sobre o carro? – a morena de cabelos negros repicados perguntou divertida.
– Você acha que ele vai se sair bem dessa? – questionou a morena de cabelos castanhos, mordendo levemente o lábio em evidente preocupação, a outra morena revirou os olhos, com evidente descredito.
– Fisicamente com certeza! Agora, no que diz respeito a seu ego? Nem tanto. – respondeu divertida – relaxe ele virá! – e novamente se puseram a observar a cena que se desenrolava.
Caçador
– Foda-se! – gritei ao sentir algo cutucando minha cintura – Porra! – berrei ao notar que tanto minhas mãos como pés estavam amarrados em um... Pau? Qual é? Agora eu sou um espeto? Só me faltava esses selvagens serem canibais. Só o que me faltava ser devorado por índios canibais!
Encontrava-me em mais uma das situações únicas em minha vida. Mas essa era diferente, eu havia sido capturado. Se tivesse sido capturado por um vampiro, tudo bem, eles são mais fortes, rápidos e ágeis, fora aqueles com habilidades especiais. Mas uma tribo de índios que viviam isolados do mundo? E ainda por cima andavam de... O que é isso que eles usam mesmo? Tangas? Foda-se! Enfim, a questão é meu ego doía mais que qualquer outra coisa, e isso me fez momentaneamente desnorteado. Mas venhamos e convenhamos não sou homem de se abater.
– Vamos seus primitivos, me soltem e me enfrentem de frente! – ok, essa frase ficou melhor na minha cabeça.
Sinto-me revoltado comigo mesmo, mas sabia que isso não iria me ajudar a se soltar. Então coloquei minha mente para trabalhar, primeiro olhei freneticamente os meus arredores, ou melhor, olhando o quanto poderia, porque além de me colocarem num espeto, ainda me estavam levando pendurado pelas mãos e pernas, como um porco abatido. Soltar as cordas que me prendem, num será tão difícil, durante meus treinamentos com o Bobby, ele me prendeu de varias formas possíveis, e me deixava sozinho por horas até que eu mesmo me soltasse, mas o nó desses bugres é quase cego, e o maior problema é a posição em que me encontro. Desse ângulo não tenho como puxar a faca que sempre levo na perna.
Minha única opção parecia ser esperar que eles coloquem o espeto em pé, ou deitado, ou talvez não, talvez conseguisse puxar o facão de um dos índios. Mas então, quando um plano começou a se formar em minha mente, chegamos a algum lugar, e eles me largaram com espeto e tudo no chão.
– Muito burros mesmo! – exclamei satisfeito – obrigada Ik! – sorri – graças a você e sua tendência gay, logo estarei livre – há alguns anos o Ik colocou na cabeça que precisávamos fazer algo para deixar nossos corpos mais... Digamos... Maleáveis e flexíveis, eu particularmente achei muito gay, mas o Ik me encheu tanto o saco que acabei fazendo, não sem antes ter o juramento dele de que nunca, ninguém iria saber sobre isso, ou então eu nunca veria o fim dessa merda, então acabamos fazendo ioga. Bem... No final eu dei o braço a torcer, porque ele estava certo. A ioga deixou meu corpo mais flexível, além de ser algo relaxante e por isso continuo praticando até hoje, o que posso fazer? É meu pequeno segredo sujo.
Graças a isso, agora poderei me soltar. Adaptei a posição Pavanamuktasana, que consistia em puxar meus joelhos e abraçá-los com os braços, embora não poderia abraçar os joelhos, mas isso é detalhe. O importante é que quando meus joelhos estavam dobrados na altura de meu estomago, empurrei minhas mãos amarradas para baixo. Como os índios me soltaram no chão as amarras se tornaram um pouco mais soltas.
– Quase lá. – empurrei um pouco mais as mãos e virei um pouco, ou o quanto conseguia dos meus pés, para chegar à faca que estava em meu tornozelo, senti minha mão tocar a bainha da faca e continuei minhas manobras para segura-la sem ter chance de deixá-la cair. – consegui! – suspirei, pegando-a com as mãos amarradas e levando ao meio dos pés amarrados, senti o suor escorrendo por minhas costas, aquilo estava me fazendo transpirar, algo tão aparentemente simples. O Charlie chutaria minha bunda quando descobrisse que uma tribo de primitivos conseguiu me pegar.
– Consegui! – suspirei aliviado ao ver as amarras dos pés soltas, agora só falta soltar as mãos. Agora é só colocar a faca entre meus joelhos e cortar as cordas das mãos. Essa é minha única chance de me soltar sem que os bugres me vejam. - Só mais um pouquinho... - exclamei em voz alta, ao ver que meus esforços estavam sendo recompensados e a corda estava presa apenas por um fio. - Pronto. - e estava solto, por um minuto me permiti ficar deitado com os braços e pernas soltos, não ousei me mexer nem para tirar o espeto de cima de mim.
Precisava recuperar meu folego, para poder fugir sem chamar a atenção dos bugres. Quando senti minhas pernas, mãos e a respiração normal tirei o espeto de cima de mim, e comecei a levantar. Graças a Deus, os índios estavam prestando atenção, ou melhor, esperando alguma coisa que não sei o que é, mas pelo menos os estava distraindo.
Pé ante pé fui me afastando em direção às rochas, rezando para não haver nenhum galho ou algo que fizesse barulho e os atraísse a mim, quando me senti segura para virar e sair correndo, ouvi um grito...
– NapȟÁLY! NapȟÁLY!¹
– Droga! - olhei a minha direita e vi um indiozinho, pulando com uma lança na mão, pulando e apontando para mim. O que ele estava gritando eu não sabia, mas tinha certeza que tinha haver comigo.
Sem pensar duas vezes disparei em direção as rochas novamente, mas dessa vez eles não me esperavam, então não tinham flechas ou índios surpresas. Corri como se minha vida dependesse disso, mas hey espera! A minha vida depende disso. Continuei correndo como um louco, mas ao ultrapassar mais uma rocha, encontrei não um, mas cinco índios me esperando.
– Pelo visto vocês não são tão burros! - exclamei enquanto desviava das lanças, minha única arma no momento era a faca que usei para me soltar, pois os bugres que de burros não tem nada, tiraram meu sabre. Então, teria de lutar apenas com minhas mãos.
Mesmo cansado dei o máximo de mim, mas sentia que não poderia suportar por muito tempo. Logo, mais e mais índios chegariam e eu não poderia lidar com todos, só me resta rezar para que minha morte seja rápida.
Quando meu corpo começou a dar sinais de desistência, senti uma presença me observando. Ao levantar a vista, vi uma aparição sobre as rochas. Percebi que ele não era humano, mas no estado em que me encontrava não saberia dizer se era um vampiro, ou outra coisa. No entanto, outra coisa me chamou a atenção, os bugres já não me atacavam, e pouco a pouco sem fazerem nenhum comentário, eles saíram.
– Levante-se Caçador! - falou a aparição, de repente a minha frente, com uma voz que demonstrava autoridade.
– Infelizmente... - arfei - não - tossia um pouco - consigo! - afirmei. Não sabia por que, mas não senti hostilidade ou ameaça vindo deste ser. Mas sentia algo, que infelizmente não conseguia decifrar.
O que sentia era algo como respeito por alguém mais velho, como por um avô ou uma tia velha. O olhei novamente, e ele me sorria. Ao perceber que eu não conseguiria me erguer, ele tocou minha face, meus olhos se fecharam automaticamente, enquanto sentia uma sensação de formigamento me invadir, e pouco a pouco a dor se foi, assim como a sensação de inchaço.
– Não tenha medo! - ele falou, com uma voz angelical, e me ofereceu a mão para levantar. - O que é você? - questionei, e ele levantou uma sobrancelha questionadoramente, ao mesmo tempo notei que tentava omitir um sorriso. - Essa não é a pergunta correta, Edward! - o olhei com espanto. Como ele saberia meu nome? - Sei muitas coisas. - minha surpresa foi ainda maior, e me perguntava se ele poderia ler mentes - não se espante, sei seu nome porque duas vampiras passaram por aqui há alguns dias e me pediram ajuda. Estava esperando por você! - ele afirmou, e meu espanto tornou-se ainda maior - eu tenho algumas respostas a lhe dar. - E com isso, ele se pôs a caminhar, primeiro, eu apenas observei suas costas, mas logo em seguida passei a acompanha-lo. - Mas você terá de fazer as perguntas corretas!
– Como saberei qual pergunta é correta? - questionei, a cada segundo minha curiosidade aumentava.
– Você saberá por que eu responderei! - serio que ele iria bancar o Mestre dos Magos agora? Porque ele precisa saber o quanto não sou paciente com as coisas. Notei-o dando uma risadinha, e tenho quase certeza de que é pela minha expressão desgostosa.
– Se acalme Edward, se você conseguiu superar o teste, você conseguirá fazer as perguntas certas.
– Aquilo era um teste? - o questionei surpreendido, ele estava começando a me irritar. Ele, no entanto, apenas assentiu e continuou, como se minha quase morte não fosse nada - Se eu não tivesse conseguido o que aconteceria comigo?
– Eu realmente preciso responder? - ele me questionou, ou seja, me respondeu com outra pergunta. Revirei os olhos para ele, mas decidi ignorar.
– Então... - comecei inseguro apos vários minutos caminhando em silencio, não tinha ideia do que deveria, ou poderia perguntar, mas fui com o que achei ser seguro - Qual é o seu nome?
– Marcus. - me respondeu simplesmente, achei estranho ele não falar o sobrenome, mas dei de ombros e prossegui com o que considerei seguro.
– O que você faz vivendo nesse lugar, Marcus?
– Essa é uma estória para um próximo encontro. - disse impassível - acho que você deveria ir logo ao ponto Edward, pois o seu tempo é curto. - aquilo me assustou um pouco, por dois motivos: 1. Eu me encontraria com ele novamente (e estava em dúvida se teria de passar por mais um teste com os bugres, ou se esse valeria para os próximos encontros), e 2. O que ele quis dizer com "o seu tempo é curto".
– Ok – falei com calma, não queria demonstrar o medo e o receio que se apoderaram de mim. – Quem são essas vampiras? E o que elas querem comigo? – mandei na lata, esperando que ele respondesse.
– A primeira pergunta, não cabe a mim responder, no momento certo você saberá - segurei a vontade de revirar os olhos, me perguntando porque ele não me dizia logo sem essa enrolada toda - a segunda questão no entanto, eu apenas posso dizer que a resposta é simples - ele pausou, e eu agucei meus sentidos para ouvi-lo - independente de sua arrogância, você é o único que poderá manter o equilíbrio e a segurança dos humanos e dos vampiros. - aquilo me surpreendeu - Você Edward Mansen, é aquele a qual as profecias mais antigas chamaram de o Guardião da paz.
Passamos alguns minutos em silencio, apenas contemplando o horizonte escuro. Eu me senti oprimido, por essa revelação. Como, eu um simples humano estava destinado a algo tão grandioso? Mas eu preferi deixar essa linha de pensamento para depois. Agora precisava ser objetivo, e pensar naquilo que me trouxe aqui.
– Então... – limpei a garganta, já que minha voz saiu arranhada – Eu posso confiar nelas? – aquela questão me surpreendeu, não era essa a pergunta que permeava minha mente.
– Sim, elas são confiáveis. – ele sorriu – mas isso você já sabia – ele afirmou – o que você não sabe, no entanto, é em sua jornada elas serão umas das poucas pessoas que você poderá confiar. – disse ele me fitando.
– E agora, para onde devo ir? E o que devo procurar? – questionei, mudando o rumo da conversa.
– Em sua jornada, você deverá confiar naquele que lhe deu o proposito – ou seja, o Charlie, quase revirei os olhos – e naquele a quem chama de amigo – essa também era fácil, Erick. Mas isso eu já sabia – e mais a frente você conhecerá aqueles que hoje são sua presa, mas que são uma família, e que como uma família defendem uma criança – isso era complexo. Acho que o Mestre dos Magos foi inspirado nele, mas acho que entendi isso deve ser um clã de vampiros que defendem uma criança, a ultima parte era a mais complexa, vampiros que são uma família e defendem uma criança, e o pior, eu vou confiar neles. Ok, essa conversa está me deixando zonzo. Passamos mais alguns minutos em silencio, contemplando o silencio, até que ele virou-se para me olhar diretamente nos olhos – quanto a suas ultimas questões, apenas lhe digo: No terceiro dia da lua nova você deverá estar in The Oil City², próximo à antiga saída das balsas no North Platte River³. – ótimo, mais um enigma. Porem, antes que eu pudesse fazer qualquer comentário, notei o indiozinho que havia me denunciado, caminhando em nossa direção com meu sabre. Ele seguiu de cabeça baixa diretamente para Marcus, que sem pronunciar uma única palavra a pegou e me entregou. O índio voltou da mesma forma que veio. Fiquei observando toda a troca, tentando entender a forma como os índios agiam ao redor dele, que era quase como se o adorassem. Marcus me entregou o sabre. – Agora vá!
– Obrigado! – o agradeci, e comecei a me mover em direção ao local onde estava meu carro.
– Edward! – já estava a alguns metros de distancia quando ouvi – Existem muitos lobos em pele de cordeiro, então, aceite meu conselho e ouça seu coração, ele lhe guiará nas direções certas.
Notas finais do capítulo
Notas: ¹. Significa fugitivo na língua Lakota, segundo o - #
². A Cidade do Petróleo, se alguém tiver o interesse em conhecer - wiki/Casper,_Wyoming.
³. É um rio que corta os Estados Americanos de Colorado, Nebrasca e Wyoming -
wiki/North_Platte_River
Lady Alice - Então esse capitulo tá muito bom, estamos judiando um pouquinho do caçador hehe mais ele tem um ego enorme e é muito metido. Bem vinda leitoras novas o Caçador aprecia novas presas, digo, leitoras hehe deixem suas opiniões e dúvidas, não deixem de acompanhar e indicar nosso Caçador delícia!
Lady Bella - E então... só digo que ri muito com esse capitulo... Mas também ele me deixou mais curiosa ainda... misterio, misterio, misterio... quando penso que estou descobrindo as coisas, aparecem novos misterios... Amo esse Caçador... Obrigada a todos quenos leem ... Leitoras novas... bem vindas... Não esqueçam de deixar seus comentarios, quero saber suas teorias sobre esses personagens misterio... hihihi
Lady Rosalie - Espero que tenham gostado do capitulo... não esqueçam os comentarios... bjus
