A história se chama Bodas de Vingança e a autora é Lucy Monroe bem como as personagens pertencem a Naoko Takeuchi.
Resumo:
No exato momento em que Mamoru Chiba viu a modelo Usagi Tsukino, teve a certeza de que um dia a possuiria. Mas a beleza dela não era a única coisa que o atraía – ele queria vingança! Usagi não seria uma conquista fácil. Ao ser rejeitado pela beldade, ele chegou à conclusão de que seria preciso uma mudança de táctica para seduzi-la. De uma forma inesperada, Mamoru dará o último passo rumo a sua vingança: casando-se com Usagi!
CAPÍTULO TRÊS
A campainha do telefone soou no momento em que Usagi transpassou a soleira da porta de seu apartamento. Deixando o chaveiro em uma mesa de canto apressou-se até a sala e atendeu a chamada.
— Alô?
— Olá, queridinha... só queria ter certeza de que não vai se vestir como uma matrona para o meu churrasco.
Rita.
— Ah, não! Está me ligando para saber que roupa vou usar? Não tem nada melhor para fazer?
— Claro... é um evento informal e isso significa que deve usar short e camiseta. Não me apareça lá com aqueles seus conjuntos bem-comportados.
Usagi revirou os olhos.
— Que diferença faz?
— Bem... não deveria fazer nenhuma diferença para você. Quero dizer, se realmente não está interessada no chefe, então não deve se preocupar em exibia suas curvas perto dele.
A ideia de ficar ao lado de Mamoru, usando apenas um short e uma camiseta, causou-lhe um calafrio. Ao mesmo tempo em que uma onda de calor a atingiu.
— Ora, vamos. Está fazendo mais de trinta graus. Seja prática — acrescentou Rita.
— Pode deixar que não vou aparecer de saia e meias finas.
— Acho bom mesmo. E não se esqueça de levar um traje de banho — Rita conseguira o acesso exclusivo da área da piscina de seu condomínio.
Usagi amava a água, mas só de pensar em usar um biquíni na presença de Mamoru já ficava apreensiva.
- Não vou nadar.
— Oh, por favor... Está fazendo mais de trinta graus. Bem, é claro que se você sentir muito calor e quiser se refrescar poderei lhe emprestar um dos meus.
Lembrando-se da fixação da amiga por usar biquínis diminutos, Usagi resolveu levar o seu.
Mamoru tocou a campainha do apartamento da ex-modelo tão excitado quanto há anos não se sentia.
Usagi Tsukino era tão bonita quanto aparentava nas fotografias, mas também era uma mulher muito intrigante. Não era difícil entender a fascinação de Kou por aquela jovem.
Também se sentia fascinado o que fazia esse aspecto de sua vingança contra o outro homem ainda mais agradável.
A porta se abriu e sua respiração ficou presa no tórax. Todos os pensamentos foram interrompidos por uma onda instintiva de desejo. Teve que se conter para não carregá-la para dentro, levá-la para o quarto e possuí-la.
Ela usava um short de brim que se amoldava às curvas esculturais, deixando à mostra uma porção generosa das pernas bronzeadas. A camiseta amarelo-limão colava-se ao tórax, permitindo que a sombra dos mamilos se insinuasse sob a malha fina.
Usagi cruzou os braços sobre o peito num gesto protector, atentando-o para o fato de que a fitava com a ânsia de um adolescente.
O olhar de Mamoru vagueou até a face delicada. Ela tinha prendido os cabelos em um rabo-de-cavalo e não usava nenhum tipo maquiagem.
— Está aparentando ter 18.
— E você está longe de parecer um magnata — retrucou ela, habilmente.
Mamoru se apoiou de encontro ao batente da porta, intrigado por ela ter se afastado alguns passos. Era como se aquela proximidade a incomodasse.
— Está dizendo que meus ternos são tudo o que me separam da mediocridade?
Ela sorriu e balançou a cabeça.
— Você nunca poderia ser confundido com um sujeito comum. E odeio ter que lhe dizer isso, mas a maioria dos homens no churrasco não estará usando camisetas Armani e shorts Ralph Lauren. — O sorriso dela se ampliou. — Eu era modelo. Identificar designers famosos é uma de minhas especialidades. Sou capaz de distinguir uma bolsa de grife a milhas de distância.
— Não sou assim tão talentoso.
Os olhos que o fitaram tinham uma ponta de suspeita e Mamoru quase sorriu. Em seu mundo, era comum os homens estarem à par do que havia de melhor em termos de moda feminina, pela simples razão de que isso facilitava a compra de presentes para um certo tipo de mulher que apreciava essas adulações.
Um tipo de mulher que jamais o atraíra.
— Está pronta?
Usagi assentiu com a cabeça, pegando a bolsa.
Esperou que ele se afastasse, mas Mamoru apenas endireitou o corpo para deixá-la passar. Ela se moveu devagar, como que amedrontada de o tocar, porém determinada a não deixar transparecer sua vulnerabilidade.
Ele respirou fundo, inundando os sentidos com o suave perfume que exalava dela, antes de recuar um passo de modo a permitir que ela fechasse a porta. Aquela posição forçou-os a ficar apenas a alguns centímetros um do outro.
A seguir, ele a conduziu até o carro, onde sentiu um calor inquietante, quando aproximou-se de Usagi, para ajustar-lhe o cinto de segurança. Ela ofegou, com os olhos brilhando de desejo, até que ele se endireitou e fechou a porta do veículo. Bom. Muito bom. Era evidente que ela o queria e apesar de sua aversão por magnatas, não demoraria muito para possuí-la.
O pensamento lhe provocou uma certa satisfação. A vingança contra o homem que usava e descartava as pessoas como lixo estava prestes a começar. Porém, ao contrário de Seiya Kou uma vez que a possuísse, com toda certeza não a deixaria partir.
E isso poderia tornar-se a melhor vingança de todas.
— Quantas fotos precisa para o seu álbum de recortes? — Usagi perguntou a Rita, enquanto o aborrecido namorado desta disparava mais um flash.
Mamoru também não estava gostando do assédio de Neflite a Usagi, e estava quase deixando clara sua insatisfação de um modo bem básico.
Rita encolheu os ombros.
— Fotos nunca são demais. E tem que admitir, que mesmo sem maquiagem, você é muito fotogénica.
Quanto a isso, Mamoru tinha que concordar.
Usagi fez uma cara feia.
— Acho que vou amaldiçoar o dia em que você arrumou esse novo passatempo.
— Ei, não precisamos ficar tão focadas no trabalho, que não possamos ter outros interesses na vida.
— Eu tenho outros interesses.
— Então, diga um.
— Trabalho como voluntária no clube Boys and Girls uma vez por semana.
Aquilo não constava no arquivo dela, pensou Mamoru.
— Certo, mas está fazendo a mesma coisa que faz na Primo Tech.
— Claro que não!
— É administradora de recursos humanos. Como pode ser diferente?
— Lá o pessoal é composto de voluntários.
— Então, trabalha como voluntária no clube, mas não tem contacto com as crianças? — perguntou ele.
Ela se virou de frente e o encarou, sua expressão reflectia surpresa e um certo embaraço.
— Oh, não percebi que você estava aqui.
Ele estendeu a mão oferecendo-lhe um copo.
— Sua bebida, como prometi.
Mamoru a estava paparicando com pequenos gestos, desde que chegaram. Não se lembrava de nenhum outro homem mimá-la dessa maneira. Porém, ele devia ser inteligente o bastante para saber que mimo e sedução caminhavam de mãos dadas.
Usagi sorriu. Um brilho intenso emanava dos olhos azuis.
— Obrigada.
O som de outra foto sendo disparada soou à sua esquerda e ela desviou o rosto.
— Importa-se de parar com isso?
Neflite pareceu se sentir envergonhado.
— Desculpe. Fotografia é o meu novo passatempo.
Usagi suspirou exasperada.
— Você, Rita e seus passatempos. Pode me dar um tempo, por favor?
— Claro!
Mamoru lançou um olhar de aço para outro homem.
— Gostaria de adquirir algumas cópias dessas fotografias. Isso seria possível?
— Você quer fotos do churrasco? — Usagi perguntou, a voz soando um pouco mais alta do que pretendia.
— De fato apenas de um ou dois convidados — comentou lançando-lhe um olhar significativo.
— Se quer uma foto minha, tenho uma pasta inteira cheia delas que não estou usando mais — retrucou irónica.
— Adoraria vê-las. Talvez possa me mostrar, quando voltarmos ao seu apartamento.
Usagi fez menção de dizer algo, mas as palavras morreram em sua garganta.
— Se conseguir esse feito, estará marcando um ponto de vantagem sobre a maioria de nós. Para uma ex top-model, ela é bem tímida — disse Nefile.
Rita deu um tapinha no braço do namorado.
— Hei, você tem que se interessar pelas fotografias do meu álbum de bebé, não pelas fotos da minha amiga modelo.
Neflite sorriu e encolheu os ombros.
Mamoru fitou-o e o sorriso desapareceu da face do jovem jornalista.
— Você vai nadar? — Rita perguntou a Mamoru, mudando depressa de assunto, ao perceber que o chefe estava insatisfeito com o interesse do namorado dela por Usagi.
A perspectiva de ver a ex-modelo em trajes de banho mexeu com a libido dele.
— Eu gostaria.
— Óptimo! — Rita sorriu para Usagi. — E você?
— Não desta vez.
— Ora, por favor! Está muito quente e sei que você trouxe um biquíni — insistiu a amiga.
— Se não quiser nadar, não vamos — disse Mamoru, deixando claro que os considerava um casal naquela festa e não tinha a menor intenção de participar de actividades que não incluíssem os dois.
A expressão dela se tornou mais cautelosa.
— Não precisa se abster de nadar por minha causa.
— Não tem problema.
Usagi lançou um olhar para a água azulada e ele se aproximou, até roçar o braço no dela.
— Tem certeza que não quer nadar?
— Eu...
— O que teme, Usagi?
Ela passou a língua nos lábios e soltou um suspiro curto, antes de encará-lo.
— Você.
Mamoru não esperava tanta honestidade.
— Prometo não afogá-la.
— Isso não é o que me preocupa e você sabe muito bem. — Usagi falou em voz baixa.
— Para a vida valer a pena é preciso correr alguns riscos.
Mamoru estava tão perto, que ela podia sentir o calor daquele corpo arder no dela.
— Já tive a minha cota.
— Não comigo.
— E quer que eu acredite que é diferente?
— Eu sou.
O coração de Usagi se contraiu ao ouvir aquelas palavras. De certo modo, ele já havia provado isso. Por outro lado, aquela situação significava uma ameaça à sua paz de espírito, além de deixá-la vulnerável. Nenhuma mulher ficava vestida em trajes de banho na frente de um homem que a atraía imensamente, sem correr um risco.
Por outro lado, após aqueles dois anos, correr um pequeno risco talvez não fosse tão ruim assim. Podia até ser um convite para se tornarem mais íntimos, mas não iria para cama com ele. Não estava se oferecendo para ser a mãe dos filhos dele.
— Está bem. Vou nadar.
Ele assentiu com a cabeça, com uma expressão tão séria quanto a dela.
— Certo.
Usagi não se preocupou em colocar um roupão, porque seu biquíni era do tipo conservador. Mas ao caminhar em direcção a Mamoru que a observava com uma avaliação masculina descarada, desejou ter lançado mão da peça.
Quando se aproximou, ele a alcançou e colou a mão casualmente sobre seus ombros nus, provocando-lhe um arrepio.
— Bonito traje!
Usagi respirou fundo, esforçando-se para emitir uma resposta.
— Obrigada. É um de meus favoritos.
Ele a guiou até a beirada da piscina.
— Seu corpo é magnífico!
O comentário a pegou de surpresa e ela enrijeceu sob a palma daquela mão morna.
Mamoru aumentou suavemente a pressão e a fez caminhar.
— Ora, não venha me dizer que não tem noção de sua incrível beleza. Afinal, é modelo há anos.
— Fui modelo. E beleza não significa tudo na vida.
— Aliada a um cérebro e uma natureza apaixonada, pode se tornar um ingrediente explosivo.
Mamoru estava insinuando que a enxergava daquele modo?
— Poucos homens se preocupam com o que há sob a superfície.
— Sou diferente.
— Acho que você gostaria que eu acreditasse nisso.
Ele não parou, continuou caminhando, até conduzi-la através de uma porta de vidro que dava acesso à área coberta da piscina.
O dia estava quente e ensolarado e ninguém procurou aquela parte do complexo aquático. A ilusão de privacidade total despertou a consciência de Usagi para aquele homem de um modo que ela desejou não sentir.
Ele parou na beira da água e a fitou. A intensidade daquele olhar a fez arder por dentro.
— Você é um bocado desconfiada, não?
— Depois de tudo que passei na infância e minha traumática experiência com Seiya, seria uma estúpida se não fosse.
— Pode não ser estúpida, mas acho que é cega. — Usagi abriu a boca para protestar, mas ele pressionou o dedo de encontro aos lábios dela, o que a fez lutar contra o desejo de lambê-lo para provar o sabor daquela pele máscula. — Não consegue enxergar nada além do seu passado? Faço parte do presente, estou aqui e quero que me veja.
Ela ergueu o braço e segurou-lhe o pulso, o simples contacto lhe pareceu tão bom, tão confortável.
Então, de súbito, os dedos morenos acariciaram-lhe a face num toque gentil.
Ela o fitou, tornando-se cativa daquele olhar.
— Não consigo ver mais nada...
— Óptimo! — Os lábios húmidos e insinuantes se aproximaram dos dela. — É assim que deve ser.
— Você às vezes soa arrogante.
— Ficaria entediada se eu fosse diferente.
Será que ele tinha razão? Será que se sentia atraída pelo mesmo tipo de homem que sua mãe sempre almejou? Bem no fundo de seu ser, sabia que sim, por isso sempre fugia dos homens em geral. Não confiava no próprio julgamento.
— Vou beijá-la.
Durante um longo momento ele a fitou, dando-lhe tempo suficiente para se afastar. Mas Usagi não queria se distanciar. A vontade de beijá-lo crescia numa velocidade vertiginosa. Precisava saber se os sentimentos que nutria por aquele homem não passavam de obra de sua imaginação ou se de fato eram reais.
Então, ele inclinou a cabeça e a beijou.
Mamoru não exigiu, não forçou nada. Mesmo assim conseguiu invadir e apoderar-se da boca de Usagi, imprimindo-lhe seu gosto e sua essência, num beijo instigante que exigia retorno.
O toque macio daqueles lábios húmidos e quentes de encontro aos seus não lhe pareceu agressivo e ela sentiu uma sensação de completo abandono.
— Está pronta para nadar? — perguntou erguendo a cabeça.
Por alguns instantes, ela perdeu a noção do mundo ao redor. De repente, voltou à realidade e lembrou-se que não estavam sós.
Para uma mulher que odiava ter a vida pessoal em foco, certamente proporcionara um show à parte aos outros convidados.
Porém, percebeu que era pouco provável que alguém os tivesse visto, apesar da porta que conduzia ao local ser de vidro. Neflite com sua máquina fotográfica inconveniente, parecia ser o único que os estava observando. Sua expressão era de plena satisfação.
Por certo tirara uma foto do beijo. Usagi desejou saber se a fotografia faria parte do álbum de recortes de Rita. Levando em conta o senso de humor da amiga, não duvidava que sim.
A piscina parecia mais convidativa que antes.
— Sim. Estou pronta para me refrescar.
Ao terminar de falar, percebeu as implicações de suas palavras, quando o suspiro de prazer de Mamoru alcançou seus ouvidos. Um calor insuportável espalhou-se por suas faces.
— Então, vamos? — perguntou, arrastando-a para a parte mais funda da piscina, onde pretendia mergulhar.
— Prefiro saltar na parte rasa.
— Por quê?
Ela encolheu os ombros.
— Creio que sou do tipo cauteloso, gosto de me acostumar com a água aos poucos.
— Mas isso é uma tortura!
Mamoru tinha razão, mas ela jamais se forçara a pular dentro da água fria.
De repente, algo mudou nos penetrantes olhos azuis. Isso foi tudo que ela pôde ver, antes de, num gesto inesperado, ele tomá-la nos braços e pular na piscina.
A água fria causou-lhe um choque. Usagi mergulhou até o fundo e em seguida subiu à superfície para tomar fôlego. Limpando a água dos olhos, deu uma olhada ao redor, pronta para recriminá-lo, mas não o avistou.
De repente, uma súbita chuva de gotinhas frias em suas costas a fez girar o corpo. Lá estava ele, másculo e viril. Tão alto, que podia tocar o fundo com os pés e ainda manter a cabeça fora d'água. Mamoru se moveu para a direita, tinha a expressão tão relaxada e travessa, que sua raiva se dissipou.
Não parecia um homem dado a travessuras. Algo em seu coração lhe dizia que ela tinha o poder de lhe despertar esse lado lúdico.
Com as mãos em concha atirou uma cascata de água sobre a cabeça dele.
— Seu malvado! — As palavras soaram num tom muito mais divertido do que acusatório.
Os lábios sensuais de Mamoru se entreabriram num sorriso.
— Foi bom, não?
— Teria sido melhor se eu tivesse a chance de me acostumar com a água antes de mergulhar.
— Ora, seria um desperdício perder tempo no raso.
— O raso nem sempre é um desperdício de tempo.
— Mergulhar fundo é muito mais recompensador.
Nenhum dos dois estava falando sobre natação e pela seriedade da expressão de Mamoru naquele momento, ambos reconheceram isso.
— Mergulhei fundo uma vez e aprendi a lamentar minha impetuosidade.
— O que não a impede de mergulhar novamente.
— Quase me afoguei.
— A respiração pode até ter lhe faltado, mas lutou e sobreviveu. — Mamoru tinha razão. Seiya a havia ferido, mas sua natureza não lhe permitiu sucumbir. Depois de muito sofrimento, havia se recuperado em todos os sentidos, menos na vontade de arriscar seu coração outra vez. — Está desfrutando da água agora, admita — insistiu ele.
— Sim, estou.
— Mergulhar em águas profundas pode ser terrível ou maravilhoso, depende da pessoa com quem você mergulha e para que tipo de água ele a conduz.
Oh, Deus! Usagi não sabia se seria capaz aguentar aquilo por mais tempo. Mamoru estava querendo lhe passar a imagem de um homem especial, desde o primeiro momento em que se viram, mas agora era um ataque directo.
— E com que tipo de pessoa eu deveria mergulhar? — Ela não pôde evitar a pergunta.
Com um movimento repentino, ele enlaçou-lhe a cintura e a puxou para si.
— O tipo que a deixará satisfeita de tanto prazer.
— Já me senti satisfeita antes, mas isso não compensou o sofrimento que veio depois.
— Ninguém pode garantir o futuro, bella mia, mas o presente está aqui para ser desfrutado.
Havia algo extremamente íntimo em ser chamada no idioma nativo da mãe dele. Isso a fez sentir-se especial. Mesmo que fosse um pensamento ilusório. Sem dú devia elogiar em italiano todas as mulheres que levava para a cama.
Aquele cinismo a irritou. Será que passaria o resto da vida enxergando apenas o lado ruim de todos homens que entravam em sua vida? Isso fazia dela uma vítima, não uma mulher vitoriosa. Mamoru tinha razão. Era forte, muito forte para se deixar controlar pelo passado.
— Sim, o presente está aqui para ser desfrutado — concordou Usagi.
Dessa vez, quando ele a beijou, não houve hesitação, nenhuma persuasão suave. Foi pura paixão e desejo masculino, uma demanda sensual que a fez admitir a habilidade e o direito daquele homem de lhe proporcionar prazer.
A pressão dos lábios másculos tornou-se mais forte, forçando-a a abrir a boca. Soltando um gemido de prazer, Usagi obedeceu. Ao contrário da sedução cuidadosamente orquestrada por Seiya, Mamoru apossou-se de sua boca com a volúpia de um saqueador faminto. Explorando-lhe todos os recantos, devastando-lhe os lábios com uma intensidade que a deixou zonza.
Ele a puxou mais para si, proporcionando um contacto mais íntimo entre seus corpos, fazendo-a sentir a pungência de seu desejo.
Os seios fartos e macios de Usagi se enrijeceram pressionando o tecido da parte superior do biquíni, enquanto uma parte mais secreta de sua anatomia tornava-se quente e mais húmida do que a água que os cercava. Sem conseguir se conter espalmou as mãos contra os músculos bem definidos do tórax largo. Com movimentos rotatórios, explorou a robustez, deliciando-se com a sensação da pele molhada sob os pêlos escuros que recobriam o torso moreno. O beijo se aprofundou a um nível delirante, até que ela cravou as unhas nos ombros dele, fazendo-o gemer.
De repente, uma chuva de água fria trouxe-os de volta à realidade e o som de risadas ao redor atingiu seus nervos sensibilizados pelo desejo ardente que os dominava.
Alguns convidados haviam nadado até a área coberta da piscina e disputavam um jogo de pique aquático.
Incapaz de coordenar os movimentos para se locomover, Usagi tirou proveito da proximidade da borda e se agarrou à extremidade com ambas as mãos. Enquanto seu corpo lutava por ar, tentou recuperar o controle das emoções.
— Quer que eu me desculpe? — sussurrou ele junto ao seu ouvido.
Ela fez um gesto negativo com a cabeça, evitando fitá-lo.
— Participei tanto quanto você.
— Eu não pretendia perder o controle, stellina. Não costumo dar exibições de afecto em público. O simples pensamento de constranger minhas amantes já me deixa frio.
Na verdade, nenhum dos dois esperava que os outros convidados se dirigissem àquela área.
— O que quer dizer stellina? — perguntou Usagi, não preparada para ponderar a implicação da própria perda de controle ou a insinuação de Mamoru de que ela era sua amante.
— Estrelinha.
Lembrando-se de sua figura alta e esguia, ela balançou a cabeça.
— Impossível.
— Isso se ajusta muito bem a você.
— Talvez para um gigante como você, mas o resto do mundo me vê como uma mulher alta.
— Como o resto do mundo a vê não tem importância para mim.
— Está sendo arrogante novamente.
— E ambos sabemos que isso a agrada.
— Suponho que seja seu sangue siciliano que e aflorando.
— Talvez um pouco, mas não pense que aquele beijo vá conter meu temperamento latino.
— Quer que eu acredite que sou responsável por sua paixão? Não está me atribuindo muito poder?
— Por que eu deveria tentar esconder o que é óbvio?
As coisas pareciam mais estranhas a cada seguido. Seiya sempre tivera o cuidado de minimizar o efeito que ela lhe causava, ou pelo menos sempre tivera essa impressão. Ele mantinha o controle da situação de modo a fazê-la acreditar que precisava mais dele do que ele dela.
Ou Mamoru era muito mais sensível que Seiya Kou ou mais seguro de si. A segunda opção era mais provável.
— Você é um homem especial, Mamoru Chiba.
— Fico feliz que tenha percebido isso. — Ele fez uma breve pausa. — Finalmente! — com essas palavras, deu algumas braçadas e se uniu aos outros convidados para participar do jogo.
Agredecimentos:
Priscilla Salles: hummmmmm okok fico feliz em saber eehehehe não tm que agradecer ehehehe realmente talvez não dure muito mesmo .. . . ela já deixou qualquer coisinha neste capítulo ehehehe não pode ser logo tudo de uma vez neh. . kkkkkk até o próximo capitulo querida . . . .
